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Reencarnação


Falam-te em reencarnação
Ris, gozas, dizes ser ilusão
Mas, se pensares bem
Tens outra opção?

Como explicar
Tanta dissemelhança
Na população terrena
Com e sem esperança?

Como explicar
Os aleijões de nascença?
Os idiotas, os loucos
Com os pais sem parecença?

Como explicar
As mortes prematuras
Os meninos-prodígio
Que se içam às alturas?

Como explicar
Os pobres, os ricos,
Os doentes e sãos
Os bons, os mafarricos?

Como explicar
Com os mesmos pais
A diferença de inteligência
Em filhos desiguais?

Somente o orgulho
Que obnubila a razão
Pode negar à priori
A lei da reencarnação.

Se assim não fora
Onde estaria o Deus-Amor
Distribuindo à toa
Paz, felicidade e dor?

Como somos crianças!!!
Bebés espirituais.
Julgando tudo saber,
Ignorando os que sabem mais.

Hoje vem a ciência
Kardec confirmar
A reencarnação existe
É lei a investigar.

Desde as terapias regressivas
Às lembranças de outrora
Os meninos-prodígio
Apontam nova aurora.

Comunicações espirituais
Prevendo o nascimento
São provas inquestionáveis
Que dispensam julgamento.

Reencarnação é lei
Que a humanidade descobrirá
E com ela verão
Que existe Deus ou Alá

A partir daí
A vida mudará
Quando o homem notar
As voltas que a vida dá.

Com medo de sofrer
E novo entendimento
Praticará o bem
À espera do “julgamento”

Que virá inevitavelmente
Na sua consciência
Quando demandar o Além
Lúcido ou em demência

Cada um colherá
Conforme semear
Alertou-nos Jesus
P’ró homem não errar.

Sois os arautos
Da nova civilização
Dai novos mundos ao mundo
Divulgando a reencarnação.

Poeta alegre
Psicografia recebida em Óbidos, Portugal, a 3 de Abril de 2005

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O homem sem tempo...



João era uma pessoa como outra qualquer. Levava vida simples, casado, com filhos e um trabalho que lhe permitia levar uma vida razoável, sem luxos mas também sem grandes necessidades.

Um dia, envolto em grandes elucubrações íntimas, procurava uma resposta ou respostas para as crises existenciais. Será que a vida continua pos mortem? Se sim, como é que acontece? Onde está a justiça divina perante tanta dissemelhança?
Como que por encanto os livros espíritas apareceram-lhe no caminho. Devoro-os, um a um, identificando-se de imediato com esta filosofia de vida esclarecedora e consoladora.
Integrou-se em várias actividades espíritas, com alegrias, êxitos mas também alguns fracassos. Nem sempre o relacionamento humano é o desejável e a lei das afinidades também fala mais alto, mesmo entre os espíritas. É da natureza humana.
Começou a “cansar-se”. Era incompreendido, dizia ele. Noutras alturas não tinha tempo, retorquia, para o trabalho de apoio ao próximo.
Múltiplas actividades foram surgindo no seu caminho. No meio do desencanto foi pegando uma a uma, deixando para trás aquilo que tanto o entusiasmara anos antes.
Envolto num frenesim diário, a ansiedade e a irritabilidade foram tomando conta dele.
«Não tenho tempo para nada» era a frase mais ouvida da sua boca. Se um amigo convidava para amena cavaqueira «não tinha tempo». Se um familiar ou filho pedia que fossem a determinado lugar respondia invariavelmente: «não tenho tempo». Companheiros de jornada solicitavam-lhe o apoio fraterno nesta ou naquela actividade mas havia que estabelecer prioridades e mais uma vez respondia: «gostava muito mas não tenho tempo».

João foi-se isolando, deixou de conviver com os amigos,
deixou de praticar desporto, deixou de ter vida social,
de tal modo estava mergulhado no seu trabalho e no seu hobby

Um dia, repentinamente, sentiu forte dor no peito. Articulou um berro para chamar pela esposa em busca de auxílio, mas não obteve resposta. Sentiu-se leve e estranho, como que a flutuar. Mais espantoso ainda é que o seu corpo estava deitado no chão, tombado, com a cara para baixo. Passado algum tempo, identificou a situação com o que aprendera na doutrina espírita e verificou que tinha falecido. Entrou em pânico, mas, rapidamente lembrou-se dos benfeitores espirituais. Chorou, relembrando os filhos, a esposa que no trabalho o julgava a caminho do seu emprego. «E agora, meu Deus? E tanto que eu tinha para fazer, logo hoje!...» pensou o João.
Sentiu uma mão suave no ombro. Virou-se e viu um ser muito simpático que o envolvia com um sorriso doce e amigo.
«Vem comigo» disse-lhe o desconhecido amigo. Esse pedido fora como que uma ordem que não conseguia recusar. Sentaram-se numas cadeiras nas imediações do local e como que por artes mágicas, aparece uma tela de cinema. João estava atónito, queria articular mil e uma perguntas, mas o sinal de silêncio feito com o dedo pelo espiritual amigo, fê-lo manter-se calado. Olhou com atenção e, momento a momento, como se alguém tivesse seguido os seus passos silenciosamente ao longo dos seus 53 anos de idade, João pode conferir todo o seu percurso na Terra quando ainda no corpo de carne.
Viu no filme da sua vida todo o bem levado a cabo e todo o bem que ficara por realizar. Ia-se incomodando com tais situações. Mas, o que mais intranquilidade lhe trazia ao coração era a resposta sistemática que dava aos amigos: «Não tenho tempo…, sabes como é, tenho muito que fazer, as obrigações sociais são mais que muitas».
Lembrou-se que não mais veria esses amigos e familiares e desejou ardentemente poder voltar atrás e refazer a vida.
Já era tarde, o tempo passara e os minutos não voltam mais.
Chorou de tristeza, inquieto, até que ouviu a voz doce da esposa: «querido, acorda, que se passa contigo?»
Atónito, acendeu a luz do candeeiro, abriu os olhos e espantado concluiu que não passara de um sonho. «Ufa! Que alívio!... Pensou…»
Disse à esposa que fora um mero pesadelo que não se preocupasse e voltaram a dormir. Aquele foi o último dia da vida do João, já que no dia seguinte, como que renascera, recomeçando nova vida, com novas prioridades, valorizando mais as relações humanas que os trabalhos em que se integrara.
Sabendo que todos nós temos um pouco do João, até que ponto precisaremos de passar pela mesma situação para reflectirmos em torno da necessidade da sociabilidade, dos convívios fraternos, dos contactos humanos, dos passeios na natureza, enfim de uma vida equilibrada onde possamos finalmente dizer a um convite para uma conversa: «Há quanto tempo esperava esta oportunidade! Vamos a isso...»

in Jornal de Espiritismo nº 14, http://www.adeportugal.org/ 

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O piloto que voltou do Além...




A cena parece retirada do filme «Always», há alguns anos atrás tornado célebre pela sua abordagem do paranormal. Tudo se passou agora, na capital portuguesa, Lisboa, com uma espécie de «Always» à portuguesa, mas… dentro de uma viatura. Venha viajar connosco…

João é estudante de pilotagem. Trabalha, e nas suas horas vagas dedicou-se a aprender a pilotar helicópteros. Tem uma paixão por voar, para além da perspectiva de uma carreira mais aliciante e melhor remunerada no futuro.
Inscreveu-se numa escola de pilotagem nos arredores de Lisboa, e os dias foram decorrendo com aulas teóricas, teste e mais testes, a acompanhar o desembolsar de muitos euros. Mas, estava a valer a pena, afinal era o seu grande sonho a tornar-se realidade.
O grande dia chegara: iria voar pela primeira vez. Acompanhado pelo instrutor, lá efectuou o primeiro voo, numa mescla de encanto com a sensação esquisita de querer pilotar uma máquina, que exige o domínio correcto de pés e mãos, num sincronismo e coordenação motora que não é para qualquer um.
Chegou o voo nº 2. Já não era novidade. No entanto, obviamente, as dificuldades eram as mesmas, no afã de tudo e rapidamente aprender.
Quando aterrou, estava feliz, o sonho estava a tornar-se realidade.
Era hora de regressar a casa, a esposa com a filhota quase a nascer esperavam-no em casa, no reencontro diário e agradável.
A meio da viagem, João sentiu um pânico terrível, pânico de morte. «Mas que é isto? Pensou… Porque estou com medo de morrer? Que coisa… afinal eu não tenho medo de morrer, e muito menos medo de morrer de helicóptero, porque estes pensamentos?....» João não ligou, deixou voar os pensamentos noutra direcção.
Repentinamente, veio-lhe um nome à cabeça: José Silva, e o pânico de morrer de helicóptero continuava, que coisa…. pensava o João.
Passados dias, em conversa, veio a descobrir que um tal José Silva tinha morrido recentemente de acidente de helicóptero, e que tinha sido instrutor naquela escola. Não ligou muito à conversa, afinal era mais uma situação entre tantas outras do quotidiano.
De repente fez-se luz: lembrou-se da sensação de pânico sentida na sua viatura, quando regressava a casa após o seu segundo voo de instrução de helicóptero, e do nome que lhe viera à cabeça e que desconhecia por completo.
As peças do puzzle iam-se encaixando.
João é espírita, e tem alguma sensibilidade mediúnica. Contou-nos o caso, e dentro dos conhecimentos que conseguimos adquirir ao longo dos tempos, explicámos-lhe que certamente o espírito do José Silva, em perturbação, pretendia comunicar-se com alguém e provavelmente ainda não teria consciência da sua condição de desencarnado (fora do corpo de carne = falecido) e daí o seu pânico, receio de morrer.
João, que tem mediunidade (faculdade que permite captar o mundo espiritual), certamente captou o psiquismo do piloto falecido, sentindo-lhe a sua angústia.
Foi efectuado um pedido de ajuda espiritual num centro espírita, em prol do falecido piloto, que nunca conhecemos.
Ficámos a ponderar como lhe teria sido muito mais fácil a passagem para a outra margem da Vida, se ele conhecesse os princípios da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), evitando assim a perturbação reinante na actualidade.
A ideia espírita vem dar ao homem a certeza da imortalidade do Espírito, através de manifestações espontâneas como estas, deixando uma filosofia de vida irretorquível, assente na moral de Jesus de Nazaré. Ciência filosófica de consequências morais, a Doutrina Espírita (que não é mais uma seita nem mais uma religião) vem explicar ao homem, a origem, natureza e destino dos Espíritos, bem como a relação existente entre o mundo espiritual e o mundo carnal.

Bibliografia:
- Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos

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João Tomé nasceu viçoso...


João Tomé nasceu viçoso
Menino vivaço e traquinas
Na família do Sr. Trancoso
Até matava as galinhas

Seus pais achavam piada
O "piqueno" era tão bonito
«Deixa lá Maria, quando crescer
há-de ser gente “de grito”»

João cresceu, cresceu
No meio da fartura e má criação
No passar do dia-a-dia
Esqueceram-se da educação

Calculista e frio
Logo procurava tudo ter
Os sentimentos não contavam
«Está a crescer, está a crescer»

Bela moça esposou
Menina bonita e de grande dote
Não fez casamento de coração
Investiu no baú e “teve sorte”

Como quem semeia colhe
Assim aconteceu com nosso João
A infelicidade bateu à porta
E acabou em grande solidão.

Revoltado contra tudo e todos
Resolveu pôr fim à vida
Deu um tiro na cabeça
Partiu com a alma “partida”

Sofrimento e mais sofrimento
Foram o seu dia-a-dia
Quanto tempo? Não se sabe!
Foi até perder a sua “mania”

João Tomé desolado
Pediu nova reencarnação
Nasceu em família pobre
Com problemas no coração.

Falava mal e tinha ataques
Que ninguém explicava
Coitado, nasceu doente
E esta vida amargava

Injustiça, injustiça,
Clamavam os seus pais
Porquê, meu Deus, tanta dor?
Porquê meu filho com tantos “ais”?

Até que um dia João Tomé
À pátria espiritual voltou
Ia mais leve, mais feliz
E a sua dor? Já a vazou!

Sê bem-vindo amigo
Aos que venceram sua dor
Doravante serás feliz 
E espalharás o Amor.

Na Lei de Causa e Efeito
Ninguém foge sem pagar
Faço o bem? Faço o mal?
Não há sorte nem azar!

Cada qual tem o que merece
No concerto da vida
De acordo com o que semeou
Será feliz ou alma sofrida.

Amor, compreensão, amizade,
É o que todos devemos semear
Levar a paz ao mundo
Na seara de Jesus trabalhar.

João Tomé é agora livre
Com novo corpo, nova vida
É Hermínio, o fazendeiro
Empenhado noutra lida.

Já não luta por tudo ter
A família olha com ternura
Trabalha de sol a sol
Trata os empregados com brandura

É assim a lei da vida
Corrigindo onde erramos
Depende de nós quanto tempo
Na paz ou aflição demoramos.

Poeta alegre
Psicografia recebida em Caldas da Rainha, Portugal

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Curas espirituais


É quase um ritual. Todos os anos vamos à festa de anos das filhas de um amigo nosso. Convívio sadio e agradável, faz com que repitamos tal hábito com muita alegria, aproveitando aqueles momentos para dar azo a conversas mais abertas e quase sem rumo, ao sabor do tempo. Desta vez, acabámos por falar em Espiritismo e em curas espirituais, vindo um testemunho de onde menos esperávamos.

Sabendo a nossa condição de espírita, um dos presentes na referida festa de anos acabou por rematar: «eu tenho muito respeito por “essas coisas”, pois tive um caso na minha família que me fez pensar…».
Ficámos curiosos e lá seguimos a história daquela pessoa…
Há uns anos atrás uma familiar da nossa interlocutora, tendo um problema de pele que teimava em não desaparecer, mesmo com tratamentos médicos, ouviu falar que nos centros espíritas, por vezes os espíritos curavam, quando podiam, e que algumas pessoas levavam garrafas de água que eram magnetizadas pelos espíritos, e que posteriormente as pessoas bebendo dessa água, ficariam curadas das suas maleitas.
Nesse sentido, a mãe dessa pessoa resolveu apelar para o auxílio espiritual, pois nada tinha a perder. Além disso, era gratuito, portanto não custava tentar. Levou uma garrafa de água com o seu nome, e no fim da reunião de esclarecimento espírita, trouxe-a para casa, colocando todos os dias um pouco de água (“tratada” pelos espíritos) sobre a pele que teimava em não se curar da sua mazela. Passadas duas semanas, o problema de pele acabou por se resolver, ficando a pessoa convencida da intervenção do mundo espiritual sobre aquela água, mesmo sem perceber muito bem como isso se teria passado.
O observador menos atento certamente dirá que a pessoa em pauta foi vítima do efeito de placebo, isto é, acreditando no hipotético tratamento dos espíritos, a sua mente teria gerado mecanismos de auto-cura, sendo esta apenas do foro psicológico.
Há uns anos atrás, assistindo a um seminário do mundialmente conhecido Divaldo Pereira Franco (espírita, conferencista, médium, Doutor Honoris Cause por várias universidades e um cidadão do mundo respeitado pela sua obra em prol da paz, a nível mundial), num dos intervalos ele dizia-me que uma entidade espiritual lhe dizia para que eu lhe levasse uma garrafa de água para magnetizar em meu benefício, na sequência de algum problema físico que eu tinha. Timidamente, fui comprar duas garrafas de água ao bar ali ao lado, entregando-lhe. Passado algum tempo, ele devolveu-mas, esclarecendo que quando a água estivesse a meio da garrafa, deveria encher a mesma com água do mesmo teor, devendo beber todos os dias um pouco dessa água. Qual não foi o meu espanto, quando ao beber a referida água, à noite, verifiquei que a mesma cheirava e sabia a rosas, fruto de um fenómeno de efeitos físicos protagonizado por esse médium e espírita. De realçar que o cheio e sabor a rosas se manteve durante cerca de 4 meses, apesar da garrafa estar a ser sempre atestada com nova água.

A água, tratada pelos espíritos, sofre uma alteração
na sua estrutura molecular, facto este comprovado em laboratório

Mais tarde, estudando sobre o assunto, em várias pesquisas efectuadas, num artigo do Engº Hernâni Guimarães Andrade sobre «Água Fluida», este referiu que um cientista, o Dr. Edward Brame, teria constatado que a água magnetizada por curadores psíquicos, registava uma alteração na sua estrutura molecular que se mantinha cerca de 4 meses. Não podia deixar de ficar estupefacto, pois tais experiências em laboratório estavam em perfeita sintonia com uma vivência por mim experimentada.
Bernard Grad, bioquímico canadiano, fez igualmente experiências com curadores psíquicos, demonstrando em laboratório que a acção do magnetismo humano interfere na estrutura molecular da água, alterando a sua tensão superficial e os ângulos das pontes de hidrogénio da molécula da água.
Perante tais provas científicas, o efeito placebo perde todo o seu poder já que perante factos em laboratório, repetíveis, não há argumentos baseados em crenças pessoais.
Quando lhes é permitido superiormente, os amigos espirituais podem interferir beneficamente na nossa vida, agindo no nosso corpo espiritual (perispírito) que assim modificado vai provocar uma alteração no nosso corpo físico.
No final daquela festa de anos, ficámos a pensar na singeleza dos ensinamentos dos bons Espíritos, que de maneira despretensiosa nos trazem no nosso quotidiano, inúmeras provas das suas actividades junto de nós, alertando-nos para a imortalidade do Espírito, para que assim passemos também a ponderar sobre o assunto, melhorando-nos interiormente e melhorando também a sociedade, fazendo aquilo que Jesus de Nazaré preconizou há cerca de 2 mil anos: fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem.

Bibliografia:
- Gerber, Richard – Medicina Vibracional
- Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos

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A criança que não comia...




O dia normal de trabalho corria célere, por entre os muitos afazeres do quotidiano. Entretanto, toca o meu telemóvel e, vejo que se trata de uma amiga, professora e espírita. Não é usual telefonar-me. Atendi a chamada. O caso era estranho, insólito e, explicava-se em poucas palavras. Pedia-me desculpa pelo incómodo, principalmente por ser em horário laboral, mas era urgente. Segui a história com atenção.

Uma sua amiga, enfermeira num Hospital da região centro de Portugal, telefonara-lhe muito aflita.
Sabendo-a espírita e, tendo internada no serviço de pediatria, uma criança com 3 anos de idade que não comia nada há 9 dias, sem que os médicos conseguissem descortinar um diagnóstico, a referida enfermeira, questionava a sua amiga, professora de profissão e espírita nas horas vagas, se não haveria hipótese de ir ao Hospital ver a criança. Os pais, pouco habituados a estas andanças, não se importavam, só queriam que a filha comesse e tivesse alta.
Após o telefonema e contactado outro amigo nosso, também espírita, combinámos uma determinada hora e, lá fomos ao Hospital, visitar a criança de 3 anos de idade que, entubada, ali estava junto dos pais. Olhavam estranhamente para nós, como se fossemos seres de outro planeta. Depressa se aperceberam que, éramos gente normal, com as suas famílias e afazeres profissionais e, que nas horas vagas, nos dedicamos gratuitamente ao estudo e prática do espiritismo, em prol do bem-estar alheio.
Conversando um pouco com a mãe, na presença da enfermeira que nos facultara a entrada como se fossemos visitas da criança a convite dos pais, (e de facto assim fora), um de nós, tendo mediunidade, apercebeu-se de uma senhora idosa, falecida, ligada à mãe e à criança, provocando inadvertidamente, a falta de apetite na criança. Era uma senhora simples, mas revoltada, que tinha medo de ir para o inferno, segundo dizia psiquicamente ao médium que a captou, habituada que fora a esses conceitos distorcidos apreendidos na Igreja Católica. Lá fomos conversando com ela, muito discretamente, sem que ninguém se apercebesse da real situação.
Na associação espírita onde colaboramos, pedimos ajuda espiritual para aquele caso, no sentido de auxiliar a senhora falecida e, assim libertar a criança daquela interferência espiritual, que lhe provocava inibição ao nível da alimentação.
Voltámos ao Hospital 2 dias depois, encontrando a criança muito melhor, mais calma.
Nesse dia, foi transferida para Lisboa, para o Hospital D. Estefânia, já que nada tendo sido detectado, ter-se-ia de procurar outras etiologias para o caso. Chegada ao Hospital lisboeta, a criança começou a pedir comida (não comia há 11 dias) aos pais, esfomeada, tendo-se confirmado através de endoscopia, que nada tinha, em termos de doença.
Explicações? Não existiam, mas também que importava? A criança já estava boa, já comia, podia voltar para casa…

O estudo da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), provocará
uma grande revolução ético-moral na humanidade, levando-a
por caminhos mais fraternos, desinteressados e mais humanistas,
pondo em prática os ensinamentos de Jesus de Nazaré.

E assim foi…
Os pais, nunca mais os vimos… nem era preciso, claro!
Mas, ficamos a meditar como irá ser tão profunda a medicina, quando todos os médicos forem conhecedores das realidades do Espírito, que a óptica materialista os impede de ver. Quando os médicos souberem que somos seres imortais, que temos muitas vidas, que existe um intercâmbio dinâmico entre o mundo terreno e o mundo espiritual e, que as doenças são muitas vezes fruto de acções da pessoa em vidas passadas, então terão outras ferramentas para compreenderem e entenderem o ser humano, na sua vertente holística, integral. Felizmente já existem muitos médicos espíritas em Portugal e pelos vistos… enfermeiros…
O estudo da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), provocará uma grande revolução ético-moral na humanidade levando-a por caminhos mais fraternos, desinteressados e mais humanistas, pondo em prática os ensinamentos de Jesus de Nazaré.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Portugal, 2009

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Zé maneta


O Zé maneta
É por todos gozado
Queres saber
O porquê do passado?

Nesta vida
Teve um acidente
A mão decepou
Faz pena à gente!

Homem trabalhador
Honesto, leal,
Porquê ele?
Porque aconteceu tal?

Deus não é justo
Diz o povão
O Zé maneta
Tem bom coração.

Esquece o povo
A lei da reencarnação
O passado volta
A pedir revisão.

Vou então deslindar
Esta situação.
Que terá acontecido
Para perder a mão?

Nos idos de 1600
Era navegador
E nas caravelas
Gerou muita dor.

Homem prepotente
Por todos temido
À mínima coisa
Alguém ficava ferido.

À custa da maldade
Fez-se respeitado
Mas no fundo
Era muito odiado.

Um dia morreu
Em noite de tempestade
Para o Além partiu
Como uma majestade.

Estranha recepção
Apupos, urros, gritos,
Mas que se passa afinal
Porque estou com os aflitos?

Sua vida viu
Como num cinema
Tanta maldade junta
Exigia quarentena.

Passados anos
À Terra voltou
Em vida simples
Aos poucos expiou.

Mas faltava uma “factura”
Na sua expiação
Nasceu como Zé
E ficou sem a mão.

Foi ele que escolheu
Tal situação
Para com a dificuldade
Aprender bem a lição.

A mão que feria
Matava, aturdia,
Fora decepada
No fatídico dia.

É assim, meus amigos
A lei divina
Mais cedo ou mais tarde
Altera-nos a rotina.

A vida é sinfonia
Que temos de tocar
Tornando-a mais bela
Com o nosso amar.

E assim aos poucos
O sofrimento se vai
Aprendendo afinal
O amor que leva ao Pai.

Sabes agora
A história do Zé
Aprende com ela
Estimula a tua fé.

Fazer o bem
Sem cessar
É tarefa urgente
E muito amar.

O Zé perdeu a mão
Nesta vida
Aproveitou a reencarnação
Tornou-a mais florida.

Largado o corpo
Pela morte natural
Ao Além voltou
Mais feliz, afinal.

Esse é o desiderato
Que nos espera
Semear agora
Viver a primavera.

Amanhã estaremos
Bem mais felizes
Se tivermos sido
Bons aprendizes.

Quem semeia colhe
Lá diz o ditado
Não há quem colha
Em lugar errado.

Poeta alegre
Psicografia recebida nas Caldas da da Rainha, Portugal, em 25 de Julho de 2004

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Zé Malaquias

Zé Malaquias
Vivia bem
Tinha família
E a todos desdém

Rico fazendeiro
Tudo possuía
Até as mulheres
Que ele queria

Foi assim, que um dia
Sua vida mudou
A mulher descobriu um caso
O casamento estragou

Malaquias sofria
Com amor no coração
O amor da mulher
Procurava em vão

Com tanta frustração
No bordel entrou
E nunca mais saiu
Até que a morte o levou.

Malaquias voltou
De novo à vida
Encontrou a esposa
Para nova “corrida”

Reparando o passado
Busca a solução
Sexo ainda é problema
Numa ou noutra situação

E é com esse sofrer
Que o casal aprenderá
A não desbaratar
Oportunidades que a vida dá

Malaquias e Conchita
Irão vencer?
Certamente! Mas quando?
Só deles vai depender.
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Sexo bem usado
É fonte de paz
Se mal usado
A inquietação traz

Não busques no sexo
A ventura da vida
Pois podes ficar
Com a alma dorida

Sexo, sexo, sexo
Palavra vilipendiada
Põe em acção a ética
Leva vida mais regrada

Quem usa o sexo
Com rectidão, honestidade
Vive tranquilo
Por toda a eternidade.

Poeta alegre



Psicografia recebida em Caldas da Rainha, Portugal.

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Zé tirano



Zé tirano
Era a alcunha
Onde podia
Metia a unha.

Esperto, capaz
Tudo queria
Aqui e acolá
Fazia razia.

Rico, poderoso,
Todos manipulava
Sem se importar
Se errado estava.

De tal modo
Era o seu agir
Que “tirano” ficou
Para o porvir.

Todos o receavam
Com ódio ou medo
Ele, o tirano
Caía no degredo...

No degredo espiritual
Apesar da opulência
Ganhando inimigos
Com a sua vivência

Zé, o tirano
Voltou agora
Pobre, enfesado,
Filho do Zé da nora.

Trabalha no campo
De sol a sol
Fraco de corpo
A alma num redol.

Diz quem vê
Que sofre pesadelos
Coitado do jovem
Amigos? Nem vê-los

Porque será
Tanto sofrer?
O Zé da nora
Pergunta à mulher.

São coisas de Deus
Vá-se lá saber
Ele lá sabe
Porquê o sofrer

Mas nosso filho
Que mal realizou
Para nascer assim
Porque Deus o marcou?

Só a reencarnação
Explica tal
Que ninguém espere o bem
Se praticou o mal.

Zé tirano sonha
Com opulência, grandeza,
Mas nesta vida
Só terá a pobreza.

Assim aprenderá
O preço da fraternidade
A ser simples, humilde
E útil à humanidade.

Reencarnação, imortalidade,
Ensina o espiritismo
E a imortal comunicabilidade
Revivendo o cristianismo.

A Doutrina Espírita
Kardec codificou
Observando, pesquisando,
Essas leis nos deixou.

Se queres conhecer
O mundo espiritual
Estuda Kardec
É esse o manual.

Poeta alegre
Psicografia recebida em Caldas da Rainha, Portugal, em 18 de Janeiro de 2004

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Divaldo Franco: clonagem à luz do espiritismo



A clonagem é um tema em foco nos dias que correm. Muito se especula sobre a possibilidade ou não de se conseguir um dia clonar ser humanos. Vejamos a opinião de Divaldo Franco o maior conferencista espírita a nível mundial, sobre este assunto.

Sobre este assunto, a clonagem humana, vejamos a opinião de Divaldo Pereira Franco, espírita, pedagogo, conferencista e médium muito respeitado mundialmente, doutor Honoris Cause por várias universidades:
«A clonagem humana ainda é muito remota. Não nos deixemos empolgar com as notícias sensacionalistas que nos dão resultados de experiências muito válidas e respeitáveis, mas que ainda demorarão muito. É necessário que a nossa contribuição, do ponto de vista da confiança, esteja alicerçada na razão, e o espírita em particular, com respeito aos demais, religiosos ou não, deve estudar bem «O Livro dos Espíritos», para não se deixar perturbar com facilidade por quaisquer ideias absurdas.
A problemática da clonagem vem sendo estudada há mais de 50 anos. Agora, uma experiência que nos trouxe "Dolly" (a ovelha clonada), demonstra a possibilidade de um animal clonado, de uma célula retirada da glândula mamária de um ser e fecundada com o DNA de outro. Mas há, ainda, muito espaço a percorrer, especialmente quando se constatou que a mãe de "Dolly" morreu.
Assim sendo, não se pode verificar se ela é uma cópia absolutamente igual, porque não se tem como fazer a comparação. Ademais, desde o momento dessa clonagem até chegarmos às experiências humanas, teremos um longo caminho a percorrer.
Em 1960, nos EUA, um experiente estudioso apresentou a seguinte questão: "Se deixarmos que os seres deficientes vivam, iremos ter uma decadência genética. Se interrompermos a vida dos seres deficientes, já teremos uma decadência ética".
Para Theodosius Dobzhansky, que assim se expressou, a questão estava nestes dois termos: deixar viver o deficiente ou eliminá-lo? Mas faltava uma base essencial para o raciocínio dele (a ética).

Toda a vez que um indivíduo violenta uma Lei natural, sofre-lhe o efeito.
Aí está o ecosistema completamente comprometido e a Terra
sofrendo as consequências climáticas.

A ética, naturalmente será apresentada para a genética.
A clonagem é um fenómeno natural. Na salamandra, quando se lhe amputa a cauda, ela se reconstrói completamente igual. Em determinados répteis, repete-se o fenómeno por automatismo da natureza. "Clone" significa ramo. Toda a vez que retiramos um ramo de uma árvore, ela repete a imagem inicial.
Portanto, a clonagem é uma experiência muito digna, do ponto de vista genético.
Até chegarmos à construção de um homem "clonado", com personalidade, raciocínio, lucidez, devemos apenas aguardar, e não nos preocuparmos em demasia.

Perguntarão: E onde fica o Espírito?
Quando a ciência conseguir meios que facultem a reencarnação, ele se fará presente. A fecundação "In Vitro" não substituiu perfeitamente o organismo humano? Então, devemos considerá-la como um avanço.
Todavia, a ciência, através dos seus mais ilustres paladinos e governos, deverão estar vigilantes para o uso que se vai fazer da clonagem.
Na moderna proposta da clonagem, o delírio faz com que algumas pessoas pensem na possibilidade de se criarem indivíduos descerebrados, que serão desenvolvidos até aos 15,16 anos, e depois armazenados para transplantes de órgãos. É um delírio! Isso não nos deve preocupar. Outros acreditam que podem interferir no gene, no DNA e retirar a sensibilidade para fazerem indivíduos totalmente imunes à dor. Criarem um exército de homens e mulheres indiferentes ao sofrimento. Mas, tudo isso não passa de "ciência-ficção". 
E se um dia se tornar realidade? Criaremos monstros que nos irão destruir, como é natural.
Toda a vez que um indivíduo violenta uma Lei natural, sofre-lhe o efeito. Aí está o ecosistema completamente comprometido e a Terra sofrendo as consequências climáticas.

Quando a ciência conseguir meios que facultem a reencarnação,
ele (o Espírito) se fará presente

Aguardemos! Qualquer tentativa de se antecipar o facto é uma elucubração.
O Espiritismo é a ciência dos factos. Allan Kardec disse textualmente: " À ciência cabe a tarefa dos fenómenos científicos. O Espiritismo não se envolverá nessa pesquisa científica. O Espiritismo aceita tudo o que a ciência comprova, mas não se detém onde a ciência pára. O Espiritismo estuda as causas, enquanto a ciência estuda os efeitos. No dia em que a ciência provar que os espíritos estão errados num ponto que seja, abandonaremos esse ponto e seguiremos a ciência".
É uma doutrina, portanto, profundamente vinculada à pesquisa, à investigação, à ciência através do seu trabalho intérmino para o processo da evolução.
Quando vimos a bomba atómica sobre Hiroshima e Nagasaki, sofremos o terror da fissão nuclear. E no entanto aí estão os átomos para a paz.
Sabemos que o veneno mata, mas, quantas vidas o veneno cura? Está tudo no direccionamento da criatura humana. Dessa forma, tranquilizemo-nos e aguardemos as investigações da ciência.
Pessoalmente, e os Espíritos que por mim se comunicam, não acreditamos que se possa clonar um ser humano, dando-lhe personalidade, lucidez, inteligência. Vamos aguardar...

Portugal, 2004

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A invasão da mediunidade


Mediunidade ou percepção extrasensorial é quase a mesma coisa. Nomes diferentes para a mesma situação: capacidade de percepcionar o mundo dos Espíritos. Ela aí está, presente na casa de ricos, pobres, cultos, incultos, como que a alertar para uma realidade que teimamos em ignorar. Como lidar com esta situação?

Muitos são os casos de pessoas com sintomas estranhos, sensações esquisitas que lhes causam mal-estar físico e psíquico. Procuram nos gabinetes médicos a solução para os seus males, sem conseguirem, na grande maioria dos casos, atinarem com as causas de tais males. Geralmente, depois de grande peregrinação pelos gabinetes médicos acabam por pedirem ajuda numa associação espírita. Muitas vezes adentram estas associações contra vontade, forçados pelas circunstâncias. Após orientação doutrinária, estudo, aprendizagem, apoio espiritual e muita paciência, a pessoa aprende a lidar com essa nova situação para a qual não estava preparada. Muitas buscam a solução dos seus “males” em charlatães, que a cobro de muito dinheiro prometem a cura de tudo e mais alguma coisa. Desenganem-se os incautos, pois a mediunidade ou percepção extrasensorial ... não tem cura, pois não é nenhuma doença.
Recordamos uma entrevista que o Prof. Dr. Mário Simões, médico, psiquiatra, professor universitário, concedeu à revista Notícias Magazine, em Março de 1998, Portugal, onde afirmava que as associações espíritas desempenhavam grande serviço junto da comunidade pois conseguiam lidar com situações para as quais a comunidade científica não estava preparada. Foi um reconhecimento corajoso, o deste médico, que não sendo espírita decerto se depara todos os dias com clientes com sintomatologia desse género.
A mediunidade é pois uma faculdade humana, uma espécie de sexto sentido, que todos possuímos. Uns têm-no em estado latente, adormecido, outros têm essa faculdade bem desabrochada (são os chamados médiuns) e outros têm essa faculdade numa fase inicial em que desponta.

Temos pois o espiritismo, como precioso auxiliar da medicina
na compreensão do homem integral, bem como no entendimento
de todas as intercorrências relacionadas com a sua saúde mental e física

Como é lógico, o homem que se encontra imerso nos problemas do quotidiano, não cogitando da sua condição espiritual, não sabe lidar com esta situação nova e como tal isso reflecte-se no seu bem-estar psicofísico. Há pois a necessidade da aprendizagem para que aos poucos essa faculdade nova deixe de ser um elemento perturbador para passar a ser mais um sentido que a pessoa possui e que pode ser muito útil para a sua evolução espiritual, bem como para o auxílio ao próximo.
Sendo uma faculdade normal, ela tem despontado em todos os lares, de ricos e pobres, de pessoas cultas e com menos cultura, como um alerta que o mundo espiritual manda constantemente para todos nós para que assim abramos a nossa mente para outro estilo de vida mais condizente com a nossa condição de seres eternos. Com a mediunidade, a espiritualidade alerta a humanidade para a continuidade da vida após a morte do corpo físico, alertando-a para várias leis que regem o intercâmbio entre o mundo corporal e o mundo espiritual, alertando o homem para a necessidade da sua renovação interior, na busca da felicidade própria e alheia.
Vários casos curiosos têm acontecido connosco, na nossa associação, nas Caldas da Rainha, como em tantas outras por esse mundo fora. Pessoas aparentemente desequilibradas por algo que não dominam e facilmente catalogadas de “doentes dos nervos” tornam-se pessoas “normais” após aprenderem a lidar com essa nova situação na sua vida. Temos pois o espiritismo, como precioso auxiliar da medicina na compreensão do homem integral bem como no entendimento de todas as intercorrências relacionadas com a sua saúde mental e física.
Há tempos uma senhora entrou de urgência no hospital da nossa cidade. Alertados por um familiar de que essa pessoa iria ser transferida para Coimbra com informação de patologia psiquiátrica, e sabendo que essa pessoa não possuía nenhum desses problemas, estando apenas de momento a passar por desequilíbrio decorrente de situações conflituosas na sua vida, demandámos em direcção ao hospital. Felizmente, estava presente, de serviço, médica nossa conhecida que era sensível a estas situações pois já tivera ocorrências na família em que seres falecidos comunicavam com a sua avó, que era portadora de faculdade mediúnica (era médium, sem saber). Pedimos-lhe se podíamos ficar breves momentos com a “doente”, num corredor contíguo à urgência e passados breves momentos a “doente psiquiátrica” estava boa, perante o espanto dos restantes clínicos. Teve alta e regressou a casa.

Cientistas continuam a pesquisar a mediunidade,
como uma faculdade perfeitamente normal,
tal como outras que o ser humano possui

Posteriormente, falando com médica estagiária, ela referia, ao contarmos esta situação, que de facto acontecem coisas muito esquisitas nas urgências e que seria bom ter alguém das associações espíritas presente para auxiliar. Sorrimos perante a inevitabilidade que bate à porta dos médicos hoje: a necessidade de estudarem a mediunidade para melhor poderem entender os seus doentes.
Felizmente existem já vários médicos (alguns nas Caldas da Rainha) em Portugal que conhecem a mediunidade, que sabem da possibilidade do contacto com o mundo espiritual e que acabam por orientar as pessoas portadoras dessa perturbação passageira, para associações espíritas idóneas, onde não exista comércio nem aceitação de pagamentos.
Como curiosidade, e a corroborar o que aqui afirmamos, a Fundação Bial tem financiado várias bolsas de estudo para pesquisa científica na área da paranormalidade. De realçar que uma médica psiquiatra da capital, ganhou precisamente uma bolsa de investigação científica na área da mediunidade, onde vários médiuns serão analisados, investigados, no sentido de se procurar entender esta faculdade que cada vez mais vai adentrando as casas de todos nós.
Uma sugestão para os interessados: a leitura de dois livros fantásticos: «O Livro dos Espíritos» e «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec, duas obras essenciais para o entendimento da mediunidade.

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A minha filha ouve vozes...



O dia corria célere como habitualmente. No meio de alguns afazeres, o telemóvel toca. Uma pessoa que desconhecíamos, mas com quem nos correspondíamos via Internet, dado que nos contactara com várias questões acerca da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), estava um pouco aflita. A sua filha, com 8 anos de idade, era considerada sobredotada, mas isso não era problema, pois que já se habituara à ideia e às necessidades de acompanhamento especial por causa dessa característica. Ultimamente, a filha ouvia vozes e tinha percepções espirituais. Uma psicóloga amiga da família tem acompanhado a jovem, chegando por fim ao veredicto: não sei mais que fazer com ela: levem-na a um psiquiatra pois deve estar a precisar de acompanhamento psiquiátrico.
A mãe ficou preocupada pois não desejava que a filha começasse tão cedo a tomar medicação, para além de a saber perfeitamente normal e sem transtornos aparentes do foro psiquiátrico.
Solicitou-nos uma opinião. Não sendo médico, apenas poderíamos falar da nossa experiência pessoal, que também numa outra altura da vida isso teria acontecido connosco e que felizmente tinha contactado com um médico psiquiatra espírita e que ele nos afirmara que se fosse consultar outro psiquiatra que não conhecesse o mecanismo da mediunidade (ou percepção extra-sensorial) provavelmente ter-me-iam receitado anti-psicóticos ou algo no género.
A mãe agradeceu, tomou nota do nº de telefone do médico psiquiatra que conhece o Espiritismo bem como a mediunidade, e marcou uma consulta para a filha.

Porque é que eu não encontrei o Espiritismo antes?
Ele responde às mais sérias questões da vida...

Este facto, tão banal, levou-nos a pensar de como uma coisa tão simples quanto complexa – o conhecimento de uma doutrina filosófica – pode interferir no bem-estar ou não dos pacientes. Ficamos a reflectir na grande necessidade que existe de os médicos estudarem a Doutrina Espírita, no sentido de assim melhor poderem fazer o diagnóstico desta ou daquela situação que não estão contempladas nos cânones universitários.
Desconhecendo que somos um ser eminentemente energético, imortal, temporariamente num corpo de carne, como podemos interpretar distúrbios e ou situações que se relacionem com o eu profundo do ser, com traumas de vidas passadas, com a percepção extra-sensorial (ou mediunidade), com interferências espirituais que muitas vezes mascaram hipotéticas patologias orgânicas?
Curiosamente há tempos, tivemos conhecimento de um médico que se inscreveu no Curso Básico de Espiritismo via Internet, disponível na página da ADEP – Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, em www.adeportugal.org – mas na sua inscrição escondeu a sua condição de médico, afirmando-se como técnico de saúde. Passadas umas semanas, apercebendo-se de que estava a lidar com pessoas sérias, com uma doutrina séria e profunda, identificou-se, passou a frequentar uma associação espírita e está a estudar aprofundadamente a Doutrina Espírita, exclamando: «Porque é que eu não encontrei o Espiritismo antes? Ele responde às mais sérias questões da vida...».

A Doutrina Espírita é precioso auxiliar da medicina
no entendimento do homem integral: urge estudá-la
para melhor entender o ser humano

Por isso é importante a divulgação da Doutrina Espírita, não no sentido de arranjar prosélitos, mas sim no sentido de auxiliar as pessoas a entenderem melhor quem são, de onde vêm, para onde vão, e o porquê da vida, as suas dissemelhanças, alegrias, tristezas, entre outras questões existenciais.
«O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec, é uma monumental obra filosófica que tem abanado as estruturas materialistas do pensamento actual, abrindo novos horizontes existenciais à humanidade.
A Doutrina Espírita é precioso auxiliar da medicina no entendimento do homem integral: urge estudá-la para melhor entender o ser humano.

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A morte morreu...


No 1º de Novembro, data em que se recordam os “mortos”, facilmente podemos concluir que a morte é uma quimera. Mais! A morte morreu e quem a matou, foi a lucidez, a fé raciocinada e o espírito científico, que o espiritismo veio trazer ao homem em 1857.

Estamos habituados a fazer o culto da morte, de tal modo este culto faz parte das nossas raízes culturais. Para muitos, é algo em que não se quer pensar, de tão tenebroso se afigura. Almeja-se viver o máximo possível, mesmo que sofrendo muito no corpo de carne. A morte apresenta-se como essa madrasta cruel que aparece quando menos se espera. Não poupa ninguém, e é menos compreendida quando engrossa o seu pecúlio com vidas na flor da idade. O desespero e a incompreensão apoderam-se então das pessoas, revoltando-se muitas vezes contra a Lei da Vida. Tais atitudes encontram justificação no desconhecimento das leis do mundo espiritual, descobertas, estudadas e evidenciadas desde há 140 anos, altura em que o espiritismo (ou doutrina espírita) as revelou, utilizando para tal o método científico. Acontece que, encontramo-nos de tal modo embrenhados na luta do quotidiano, que quase sempre não arranjamos tempo ou disposição para investigar ou interessarmo-nos pelo local que todos nós, indubitavelmente um dia reencontraremos - o mundo espiritual.

A vida continua, e é possível contactar os falecidos

Vivemos pois quais cegos, recusando-nos a ver aquilo que se torna evidente aos nossos olhos. Posteriormente, é o remorso do tempo perdido, e quase sempre, o desespero, aquando da perca de algum familiar.
Mas, que tem a ver com tudo isto o espiritismo, e o 1º de Novembro? É que o espiritismo prova-nos a continuidade da vida para além da morte do corpo físico, mostra-nos as evidências da realidade da reencarnação, bem como as regras de segurança para se poder comunicar com o mundo espiritual, sem sobressaltos. Os familiares que outrora se encontravam perdidos para sempre, em algum recanto do céu ou do purgatório, vem agora confabular connosco, dizer de suas alegrias ou tristezas de acordo com a sua postura interior, resultado das atitudes que teve na Terra, enquanto cá andava. Não mais aquelas perspectivas medonhas do céu beatífico ou do inferno eterno. Novas leis, racionais, compreensíveis e investigáveis se revelam agora, perante todos aqueles que as quiserem estudar. Vêm dizer-nos que a vida continua no “lado de lá”, tal como por aqui, com uma estrutura social, com cidades, com escolas, hospitais, oportunidades de crescimento intelectual e moral, onde novas perspectivas de realização terrena se vão conjecturando para futuras reencarnações. Nesse sentido, o espiritismo é o grande Consolador dos seres humanos, dando uma nova noção da vida, ampliando seus horizontes, fazendo com que as pessoas a entendam com perspectivas futuras radiosas e felizes, baseadas em factos palpáveis.
Por isso mesmo, não faz grande sentido a romaria anual aos cemitérios, nem tão pouco o alimentar das vaidades mundanas à custa dos falecidos, que se concretizam muitas vezes na maneira como os cemitérios são utilizados. Sabemos hoje que os falecidos apenas respondem aos nossos pensamentos, e com eles se afinizam no mal ou no bem. Sabemos que eles preferem que os recordemos em casa ou noutro local menos tétrico que o cemitério. Que ficam felizes quando nos lembramos deles com carinho e amor, independentemente de ser o 1º de Novembro ou outro dia qualquer. E que ficam tristes quando os esquecemos, sabendo avaliar muitas vezes da hipocrisia com que frequentemente os relembramos em público (para cumprir preceitos mundanos).

O espiritismo matou a morte

Nesse sentido, urge desvalorizar o ritual da morte, encarando-a como o despir (apenas isso) do corpo físico, em demanda de outras paragens, outros planos vibratórios em que a vida se manifesta, outras dimensões existenciais, tal como nós, na Terra abandonamos um casaco velho que usámos durante muito tempo e sem qualquer tipo de nostalgia, pois outro mais moderno e consentâneo com a época foi por nós adquirido.
É tempo de interiorização, arranjarmos tempo para nos esclarecermos um pouco acerca da grande viagem que todos encetaremos. Aliás, quem se aventura a viajar sem conhecer minimamente o roteiro, o percurso que passará?
Esse roteiro seguro está bem calcado nas obras de Allan Kardec - “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos Médiuns” e outros, bem como nos livros de André Luiz, em especial o intitulado “E a vida continua”, livros esses que poderá adquirir em qualquer associação espírita, ou nas livrarias.