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Reencarnação: o caso do piloto James Houston

A reencarnação, outrora uma crença de cerca de 2/3 da população mundial é hoje uma evidência científica insofismável, sustentada pela enorme pesquisa efectuada a nível mundial, principalmente nos últimos 60 anos. Hoje, vamos abordar um caso investigado nos EUA, onde, uma criança lembra-se de uma vida passada, onde teria sido um piloto de guerra americano, abatido pelos japoneses.

Estado do Lousiana, EUA. a família Leininger acredita que o seu filho, James, hoje com 11 anos, é a reencarnação de um piloto de avião de combate que participou da II guerra mundial.
Desde os 2 anos de idade que James começou a vivenciar lembranças que seriam do tenente James McCready Houston, que aos 21 anos, em 1945, foi abatido na batalha de Iwo Jima. Aos 2,5 anos, ele e a mãe foram comprar um brinquedo. Um avião, claro. A mãe, Andrea, pegou um modelo e disse-lhe que na parte inferior havia uma bomba.  Para surpresa da mãe, o menino afirmou que não era uma bomba, mas um pequeno tanque de combustível. A família nunca teve militares entre os seus e, até então, nenhuma ligação com aviões. O pequeno James, que sempre teve um interesse extraordinário por aviões, começou a ter estas recordações depois de visitar o Museu de Aviões Kavanaugh, em Dallas, no Texas. Alguns meses depois da visita, James começou a ter pesadelos com a queda de um avião e fogo. E gritava que o piloto não conseguia deixar a aeronave. James continuava a dar indicações sobre uma vida anterior. Quando a mãe serviu bolo de carne, que ele nunca tinha visto ou comido, disse que não comia aquele prato desde Natoma. O menino ainda disse que chamava-se James Houston e citou o nome de um colega da tropa. 
O pai do miúdo, Bruce, começou a pesquisar e descobriu o nome de um navio chamado Natoma Bay, que lutou  na batalha de Iwo Jima. Um de seus tripulantes era James Houston. Bruce também descobriu que o avião de Houston fora abatido pelos japoneses em 3 de Março de 1945. Tais informações foram confirmadas por outro piloto, que voava ao lado do falecido James Houston Jr. durante uma incursão perto de Iwo Jima, em 3 de Março de 1945.
Os Leiningers encontraram uma parente e conhecidos de James McCready Houston. 

No dia em que a humanidade tiver consciência 
da realidade da reencarnação, operar-se-á na Terra
 uma revolução, superior à revolução industrial. 

Esta história, recheada de ricos detalhes, encontra-se relatada no livro “Soul Survivor: The Reincarnation of a World War II Fighter Pilot", algo como "A alma sobrevivente: A reencarnação de um piloto de combate da II Guerra Mundial", que foi traduzida para o português, no Brasil, com o título "A Volta", da editora Best Seller. 
Este caso foi amplamente debatido na TV ABC nos EUA. 
Este e milhares de outros casos, estudados nestes últimos 60 anos, vêm ao encontro da crença na reencarnação da grande maioria da população do planeta Terra, crença esta baseada em factos, de tal ordem  insofismáveis, que levaram o notável cientista, recentemente falecido, o médico psiquiatra americano, Ian Stevenson afirmar numa entrevista à Notícias Magazine, em Portugal: "Hoje em dia, qualquer pessoa pode acreditar na reencarnação, com base em provas". 
No dia em que a humanidade tiver consciência da realidade da reencarnação operar-se-á na Terra uma revolução superior à revolução industrial, vaticinou o eminente cientista, vindo assim ao encontro dos postulados da Doutrina Espírita (ou Espiritismo). 
Nessa altura deixará de fazer sentido o racismo, a xenofobia, a diferença de classes ou de género, já que o ser humano entenderá que o Espírito nasce no corpo, no país, na condição social, na polaridade sexual que lhe é mais útil para a sua evolução espiritual.
"Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei".

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Até já... "Toni" Feio

Acabo de receber a notícia da desencarnação (saída do corpo pelo fenómeno natural da morte física), do actor António Feio, o famoso “Toni”, da célebre “Conversa da Treta” que tanto nos fez rir e reflectir. Um cancro no pâncreas ditou a morte física, e o actor voltou assim, à pátria espiritual, aos 55 anos de idade, no dia 29 de Julho de 2010.

Era impossível ficar indiferente ao personagem “Toni”, que conjuntamente com José Pedro Gomes (Zézé), faziam a dupla maravilhosa em “Conversa da treta”, programa de rádio e de televisão portuguesa, que tanto nos fizeram rir e reflectir, sobre a nossa vida e sobre os hábitos dos portugueses.
António Feio (Toni), foi um actor conhecido e activo nos meandros do teatro, e dizia com boa disposição, que “só queria matar o bicho a rir”, referindo-se ao seu cancro no pâncreas. Um homem notável, que deixou obra feita, que jamais esquecerei, no que respeita a como lidar com a vida, e com os problemas que ela encerra.
Na rádio, após a notícia da sua desencarnação (saída do corpo pelo fenómeno natural da morte física), alguns colegas e amigos, manifestavam-se “chocados”, falava-se em “enorme perda”, “morte injusta”, entre outras expressões manifestamente carregadas de carinho e ternura pelo “Toni” Feio.
Não pude deixar de sentir enorme bem-estar, de enviar um pensamento de carinho e ternura em direcção ao actor, agora no mundo espiritual, agradecendo-lhe as inúmeras gargalhadas, os programas (que gravei meticulosamente, para que não perdesse um único), a sua postura perante a vida, a sua simplicidade e humildade. Dei por mim, feliz, a enviar-lhe os parabéns, pelo facto de ele ter cumprido os objectivos desta sua reencarnação, ter terminado o seu trabalho nesta existência terrena. Dei por mim, a sentir enorme ternura por aquele homem, que só conheci dos écrãns, e agradeci a Deus a oportunidade que tive de conhecer o “Toni”, e de tantas vezes ter descomprimido do “stress” da vida com as suas piadas. Pedi a Deus, que os bons Espíritos o possam auxiliar nesta “passagem para a outra margem” da vida, na certeza de que em breve estará a contribuir para o bem-estar e alegria dos familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos, que encontrará no mundo espiritual, neste novo interregno, até que volte, de novo, à Terra para nova existência corporal.

“Nascer, morrer, renascer ainda,
progredir sem cessar, tal é a Lei”

Envolto naquela sensação de profundo bem-estar e carinho, que fluíam de mim cada vez que relembrava o “Toni”, seria ingratidão minha não agradecer a Deus, a oportunidade que tive em conhecer a Filosofia Espírita (ou Espiritismo), que me permite, hoje, vivenciar a “morte” como facto natural da vida, e já não ter uma visão materialista da mesma.
Para os materialistas, a desencarnação afigura-se como perda irremediável, grande injustiça, desgraça irreparável.
Para nós, espíritas, a desencarnação afigura-se como acto normal da vida, mudança natural de “casa”, na certeza imorredoura de que a morte é uma quimera, evidenciada que está, à saciedade, a imortalidade do Espírito.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”, frase esculpida no túmulo de Allan Kardec, reflecte bem o pensamento da Doutrina Espírita (ciência, filosofia e moral).
Hoje em dia, a imortalidade já não é uma crença, mas sim uma evidência científica, de tal modo aos nossos olhos, que causa espanto como ainda não se tornou alvo da atenção de toda a gente.
“As grandes verdades começam por ser grandes blasfémias”, referia um pensador antigo.
Quanto a ti, “Toni”, que possas continuar, no mundo espiritual a ser o paradigma da alegria, da boa disposição.

Até já...