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O mundo da ilusão...

 
Meu irmão,
Vou-te contar
Como funciona
O mundo da ilusão.

Ontem visitei
Kimbu do interior,
Onde as cubatas
Mostravam horror.

Mães e pais,
Crianças esfomeadas
Não deixavam de sorrir
Nas brincadeiras inopinadas.

Chorei de revolta,
Que transformei em oração
Por aquela gente
Não ter um naco de pão.

De que serve
A liberdade do colonizador
Se depois, o povo livre
Sofre a fome e a dor?

Fui até Manhattan
E encontrei luxo,
Dinheiro desbaratado
Como na caça, o cartucho.

Gente célebre,
Bêbada e drogada
São os heróis
Da sociedade desnorteada.

Recolhendo-me no Além,
Fiz profunda reflexão
Sobre o que é a realidade,
E o que é a ilusão.

Os primeiros pensam
Ser desgraçados sem dó,
Os segundos, uns senhores
Viciados no “pó”.

Posso-te afiançar
Vencedores: os primeiros,
Enquanto os outros
Serão os derradeiros,

A encontrarem
As blandícias celestiais,
Pois, quer uns, quer outros,
São todos imortais.

Não te esqueças,
Querido irmão,
Que aí na Terra,
Viveis no mundo da ilusão

Que podeis melhorar
Com o vosso amor,
Por tudo e por todos,
Seja ele quem for.   

Poeta alegre

Psicografia recebida por JC no ENL, Óbidos, Portugal, em 03 Fevereiro 2014

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O mundo está louco... (estará)?


É convicção que o mundo… está louco! Quem o diz, é cada um de nós, mas qual será o mundo louco? O que vemos, o dos outros, ou nós também fazemos parte desse mundo? E nós, como estamos, como habitantes desta grande nave terrestre?

As pessoas são unânimes: “o mundo está louco”, dizem, “está tudo doido”, “guerras e mais guerras, mortes, violência brutal, escândalos, roubos, mentira, falsidade”.
Aparentemente, não existe esperança no horizonte, não há volta a dar.
O medo espalha-se, qual vírus contagioso.
Os direitos humanos, foram pela sargeta abaixo.
Os princípios ético-morais, foram substituídos pelo materialismo caduco e feroz que, transformou o ser humano numa máquina de produção.
As doenças psicológicas campeiam, os casamentos destroem-se, os suicídios aumentam.
Busca-se a causa de tanta desgraça nos modelos macroeconómicos, nas políticas de direita ou de esquerda, no FMI, no BCE, no grupo de Bilderberg.
Procuram-se os “culpados” algures, fora de nós…
No entanto, nós fazemos parte da sociedade terrestre, do mundo louco que criticamos e, contribuímos para que ele esteja como está, com os nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.
Entretanto, veio a Física quântica e deu um golpe mortal no … materialismo.
Tudo é energia, não existe matéria, mas sim energia em diversos estados, alguns deles o que denominamos de “matéria”.
Os Espíritos já tinham informado isso há 157 anos (O Livro dos Espíritos) quando Allan Kardec compilou o Espiritismo (Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos), isto é, os ensinamentos dados pelos Espíritos, através de inúmeros médiuns, num trabalho exaustivo e científico, usando o método indutivo, o método experimental.
Ver o futuro pelos binóculos ultrapassados do materialismo, é o mesmo que estudar ciências pelos livros do século XIX.
Há que estarmos atentos aos novos paradigmas que a sociedade nos apresenta e, que os cientistas têm atestado mundo fora, vindo de encontro aos postulados espíritas: a vida continua após a morte do corpo físico, a comunicabilidade com o mundo espiritual é possível em certas condições e, a reencarnação é uma realidade científica.
Não há como fugir da realidade dos casos sugestivos de reencarnação (CSR), da transcomunicação instrumental (TCI), da transcomunicação mediúnica (TCM), das experiências de quase-morte (EQM’s), das visões no leito de morte (VLM’s) e das experiências fora do corpo (EFC’s).
Remontando aos tempos de Jesus de Nazaré, ele apontava para o fim do mundo e, para aqueles que herdariam a Terra.
Actualmente, os bons Espíritos explicam que esse ensinamento refere-se a um período de transição, ao longo do 3º milénio, onde haverá o fim do mundo de misérias morais e materiais e, que somente os espíritos mais pacificados voltarão a reencarnar na Terra, havendo a separação do “trigo do joio” e, assim, os espíritos belicosos reencarnarão em planetas inferiores, servindo assim de expiação para os mesmos e, simultaneamente, de motor de desenvolvimento para a sociedades pouco evoluídas que encontrarem.

Os tempos são pois de esperança, nunca houve tanto bem,
tanto voluntariado, tanta solidariedade, mas isso não aparece
nas televisões que, ainda são canais de notícias deprimentes
e escandalosas, perturbando assim quem as vê.

Apesar das dificuldades por que quase todos passamos, os bons espíritos são unânimes em incentivar-nos à calma, à esperança, à compreensão, à tolerância e entendimento, estimulando o ser humano a colocar em prática, nestes momentos de decisões difíceis, o ensinamento evangélico de “não fazermos ao próximo o que não queremos que nos façam”.
O Espiritismo tem como máxima “Fora da caridade não há salvação”, incentivando-nos à caridade para connosco e para com o próximo, objectivando acima de tudo, a melhoria íntima, a superação dos defeitos e, a amplificação das virtudes.
Não nos iludamos… é um trabalho urgente, intransferível e inevitável, mais cedo ou mais tarde!
Conhecendo-se, o homem pacifica-se e, pacificando-se, o desmoronar das más práticas sociais não o atormentam, antes felicita-se por ver essa mudança, passo a passo, mas contínua, com a reencarnação de espíritos mais evoluídos que, já aí estão sob a forma de nossos filhos e, que trazem no bojo do seu subconsciente uma vontade férrea de mudar o estado em que se encontram as sociedades.
Dizem-nos os bons espíritos, que vivemos temporariamente num corpo de carne, numa grande nave com 7 mil milhões de habitantes e, que nesta viagem breve de cerca de 80 anos, devemos apostar o máximo que pudermos na nossa reforma íntima.
Evoluindo intelectual e moralmente, o homem vai ascendendo na sua escala evolutiva ao nível espiritual, tendo reencarnações cada vez mais felizes, assim faça por isso.
Os tempos são pois de esperança, nunca houve tanto bem, tanto voluntariado, tanta solidariedade, mas isso não aparece nas televisões que, ainda são canais de notícias deprimentes e escandalosas, perturbando assim quem as vê.
Nascer morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei”.



Bibliogarfia:


Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos

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Joca, o "avariado"...

Joca o “avariado”
Era gozado sem fim
Nasceu desmiolado
Tal com’ó Serafim

Nascera “avariado”
Da máquina cerebral
“Coitado do Joca
Não fizera nenhum mal…”

Joca, o “avariado”
Era motivo de galhofa
Todos o ridicularizavam
Dele faziam troça…

Seus pais e irmã
Sofriam a bem sofrer
“Porquê um familiar assim,
Porque veio assim ao nascer?”

Joca, o “avariado”
Ria, ria, sem parar,
Olhava esgazeado,
Pr’ó infinito, pr’ó ar…

Todos tinham pena
Do Joca, o “avariado”,
“Que mal fizera a Deus
P’ra nascer destrambelhado?”

Noutra vida fora
Ilustre político, exigente,
Que com sua inteligência
Desgraçou muita gente

Homem culto, esperto,
A todos ludibriava
Pensando que após a morte
Viria o inevitável… nada!

Ao ter consciência
Da imortalidade,
Altamiro, o político,
Perdeu noção da realidade

Tão culpado se sentiu,
Do mal efectuado,
Que, para esquecer,
Ficou destrambelhado

Mecanismo de fuga,
Não suportou a verdade,
Altamiro enlouqueceu,
Fugindo da realidade

A espiritualidade superior
Logo providenciou
Reencarnação dolorosa
P’ra quem muito enganou

Voltaria destrambelhado
Durante quarenta anos
Recuperando-se aos poucos
Dos muitos enganos

Após desencarnar
Joca, o “avariado”
Terá condições
De voltar melhorado

Somente então
Altamiro encetará
A expiação dolorosa
Do que fez por cá…

Na Vida, as leis de Deus
Não conseguimos enganar
Não sejas como Altamiro
Para que não venhas penar…

Tudo na Vida
Tem justa explicação
Mesmo que desconheças
A causa da expiação

Radica ela
Em erros d’outrora
Onde, vida após vida,
O Espírito, sempre melhora.

Poeta alegre

Psicografia de JC, na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 5 Agosto 2014