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O medo da morte (VI) - conclusão



Morrer, todos nós um dia tê-lo-emos de fazer. Agora, como reagiremos a esse momento, isso dependerá da preparação que cada um assegurar durante a sua vida. Afinal preparar-se para a morte não será assim tão esdrúxulo como poderá parecer, perante tantas evidências de que afinal…a vida continua.

Temos abordado ao longo de várias semanas a problemática do medo da morte que nós ocidentais tanto patenteamos.
Sendo uma experiência pela qual todos um dia passaremos, muitas pessoas interrogam-se sobre o que acontecerá depois desse fatídico momento: a vida continuará? Como? Em que moldes? Será o desaparecimento total da personalidade? A desintegração do ser? A perda total? Se para uns estas questões não fazem parte das suas perquirições, para outros podem ser até tormentosas. Outros ainda, estudam estes assuntos com muito interesse nessa busca da imortalidade, nessa sêde de sobrevivência.
Mas, será a sobrevivência da alma uma quimera, um desejo incontido de meia dúzia de almas frágeis que assim entram num processo de auto-ilusão? Ou terá a sobrevivência da alma provas documentais em seu favor?
Foi o que fizemos nesta coluna ao longo de seis artigos de recolha de pesquisas científica efectuadas um pouco por todo o mundo.
Abordámos as experiências científicas que Allan Kardec (um sábio parisiense), em meados do século XIX efectuou, descobrindo aquilo a que se chama de “corpo espiritual” e que nos confere a individualidade após a morte do corpo físico, dando assim origem a todo um conjunto de estudos que desaguou na codificação da doutrina espírita (ou espiritismo), como uma ciência filosófica de consequências morais, que nos explica o porquê da vida, quem somos, de onde vimos e para onde vamos, desvendando as leis ocultas até então, que regem o intercâmbio entre o mundo terreno e o mundo espiritual.
Enumerámos vários estudos de cariz rigorosamente científico levados a efeito por pesquisadores que estão fora do âmbito do espiritismo e até mesmo fora do âmbito das religiões tradicionais.

A vida continua... depois da morte do corpo físico,
é o que apontam as pesquisas científicas

Referimos as experiências de quase morte, em que pessoas que são dadas como clinicamente mortas voltam à vida, relatando inúmeras situações que atestam em favor da imortalidade da personalidade humana. Falámos ainda das experiências fora do corpo, em que certas pessoas, numa espécie de estado de transe, vêem-se fora do seu corpo físico, conseguindo aperceber-se das duas realidades (o seu “eu” e o seu corpo físico), relatando pormenores com uma riqueza de detalhes incríveis, dos locais por onde passam durante essa experiência fora do corpo, evidenciando assim a independência da inteligência em relação ao corpo de carne.

Abordámos também as visões no leito de morte, onde após dezenas de anos a fio vários investigadores e cientistas concluíram que afinal tudo evidencia que a vida continua depois da morte física, perante a riqueza de detalhes nas descrições efectuadas pelos moribundos, muitas vezes em situações completamente insuspeitas em que os moribundos relatam a presença de seres espirituais, familiares já falecidos, que eles desconheciam que tivessem já falecido, em virtude dessas notícias não lhes terem sido comunicadas para os pouparem ao choque emocional.

Referimos ainda os casos de transcomunicação, isto é, casos de comunicação com o mundo espiritual através de médiuns humanos e também através de aparelhos electrónicos, pelos quais aqueles que julgávamos falecidos voltam do mais além para nos atestarem da sua imortalidade.
Além destas evidências que continuam a ser estudadas por pesquisadores de renome mundial, referimos ainda os casos sugestivos de reencarnação, como os meninos-prodígio, as crianças que se lembram das suas vidas anteriores, relatos através da mediunidade em que Espíritos informavam que iriam reencarnar nesta ou naquela família, bem como as actuais pesquisas em torno da psiquiatria, no que concerne à regressão de memória através de hipnose ou em estados modificados de consciência.
Perante este acervo enorme de pesquisas, de conclusões, de evidências, a imortalidade aí está patenteada e ao dispor de todos nós, mostrando que afinal as pesquisas em meados do século passado levadas a cabo pelo codificador do espiritismo, estavam certas e de que ninguém morre… a vida continua, só que em outros planos existenciais e vibratórios. Um prelúdio para a descoberta oficial do Espírito, ao fim e ao cabo uma inevitabilidade que será apenas uma questão de tempo.

Bibliografia: 
Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992
Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (V)

E. F. C.



Sair do corpo físico, ir dar uma volta e voltar ao corpo de carne, lembrando aquilo que viu enquanto estava fora do corpo, mais parece um roteiro de um filme de ficção científica, no entanto vários cientistas afirmam que foi provado em laboratório que isso é possível. Será o prelúdio da descoberta do “Espírito”?

OBE (Out Body Experience) ou Experiência Fora do Corpo (E. F. C.), é uma expressão cada vez mais conhecida nos dias que correm. Designam as experiências que milhares de pessoas dizem conseguir efectuar, umas provocando-as conscientemente, outras fazendo-as inopinadamente e muitas vezes sem quererem. Resume-se a sair do corpo, ter a consciência do seu “eu” fora do corpo físico, aperceber-se dessas duas realidades distintas (o corpo físico e a consciência), estar fora do corpo, lucidamente, ao ponto de quando voltar ao estado de vigília normal, lembrar-se de tudo quanto se passou nesse estado. Vulgarmente designa-se por saída do corpo, desdobramento astral ou viagem astral, entre outras designações. Mas se até há uns anos atrás tudo isto não passava de vulgares fantasias de pessoas perturbadas, o enorme acervo de casos registados mundialmente bem como a abertura de horizontes que os cientistas vêm patenteando fez com que estes optassem por estudar estes casos. As EFC tratam-se de um estado psicofisiológico em que uma pessoa sente-se como a “flutuar” e a desprender-se do seu corpo físico, ficando a ele preso por uma espécie de cordão energético, de acordo com os relatos de algumas pessoas. As EFC podem ter várias causas, como durante o sono natural, na decorrência de uma anestesia geral, um trauma violento capaz de provocar um desmaio ou estado de choque, torturas, febre muito alta, intoxicações por drogas, afogamento, estado de total prostração e completo depauperamento, entre outras causas como por exemplo práticas de meditação.

Pessoas têm saído dos seus corpos físicos,
vendo-se projectadas fora deles e relatam tudo aquilo
que vêem e vivem nesse estado de consciência

Num capítulo anterior em que abordámos as EQM’s (Experiências de Quase Morte), em casos de pessoas que tiveram situações de morte clínica e voltaram ao corpo relatando com nitidez tudo o que viveram durante a ausência do corpo físico (em que foram dadas como mortas), podem-se considerar também como casos de experiências fora do corpo. Uma EQM é uma das mais fortes evidências de que durante uma EFC algo sai do corpo.
O Eng.º Hernani Guimarães Andrade, relata no seu recente livro «Morte: uma luz no fim do túnel» experiências em laboratório realizadas por vários cientistas que evidenciam assim a veracidade da tese que defende que algo (inteligência, alma, consciência?) sai do corpo físico voltando mais tarde com os seus relatos.
Já em França, o Coronel Albert de Rochas, evidenciou a independência do Espírito em relação ao corpo. Nas suas experiências, Rochas magnetizava os "sujets" provocando o transe sonambúlico. Ficando o corpo deitado, ele ordenava ao "sujet" que se deslocasse ao sítio x, y ou z e que descrevesse o que lá via. Curiosamente, o "sujet" descrevia pormenorizadamente o que se passava nesses locais, fossem eles os compartimentos da casa onde estavam, fosse em outras casas cuja actividade interna desconhecia. Esta é, de facto, uma das evidências da existência do espírito como ser independente da roupagem física, o nosso corpo.
Modernamente vemos múltiplos investigadores interessados no assunto. Veja-se o caso do Dr. Raymond Moody Jr., nos EUA, com o seu best-seller «Vida depois da Vida», e também o Dr. Waldo Vieira, médico e médium, no Brasil, que editou inclusive uma obra intitulada «Projecciologia», onde o leitor pode aprender tudo o que se relacione com a saída consciente do corpo. É essa saída consciente do corpo que os militares americanos estariam a investigar.

Os resultados dos estudos de muitos cientistas evidenciam
que algo pensante sai do corpo físico, dando consistência
à tese de que o Espírito sobrevive à morte do corpo físico

Por altura da Guerra do Golfo, o governo americano financiou pesquisas sobre as experiências fora do corpo, facto este revelado pelo Director Executivo do Laboratório de Ciências Cognitivas de Palo Alto, o físico Edwin May (na fotografia), no simpósio «Aquém e Além do Cérebro» que decorreu este ano (1999) no Porto, Portugal. Segundo Edwin May, as experiências realizaram-se com uma pessoa em laboratório, 4 vezes por dia, em que essa pessoa tinha de desenhar o sítio em que outra pessoa, em viagem, se encontrava, ao longo do dia. O referido cientista mostrou a fotografia dos locais onde esteve a pessoa-alvo e os desenhos efectuados pela pessoa investigada no laboratório. Os desenhos eram muitíssimo semelhantes, com um pormenor de mais de 75%, tendo este cientista afirmado que «algo é transmitido através do tempo e do espaço e chega ao receptor, que é o ser humano», cientista este que investiga estes fenómenos há mais de 20 anos e que afirma sem titubear: «todos nós temos dons psíquicos».

No «O Livro dos Espíritos», bem como no «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec, encontramos desde há cerca de 140 anos, informações dos Espíritos e pesquisas de Kardec, que nos mostram que somos seres imortais, com um corpo energético (perispírito ou corpo espiritual) e com um corpo físico temporário; mais nos informam que o "eu" mais esse corpo energético, sobrevivem ao desenlace físico e saem desse mesmo corpo todas as noites durante o sono, podendo igualmente dele sair normalmente, dentro de determinadas condições, durante a vida física.
No próximo artigo abordaremos a transcomunicação mediúnica e intrumental.

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992
Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (IV)



AS VLM


A morte é um pesadelo para aqueles que não a entendem. Com o aparecimento da doutrina espírita (ou espiritismo) provou-se que a morte não existe, continuando a vida noutros planos existenciais a que chamamos de mundo espiritual. Uma das evidências de que a vida continua são as VLM’s ou Visões no Leito de Morte.

Muitas pesquisas têm sido feitas em torno dos moribundos que afirmam ver junto de si seres conhecidos (já falecidos) bem como seres desconhecidos. Afirmam que esses habitantes do mundo espiritual os vêm receber nesse momento a que chamamos de morte, e que não é mais do que um momento de transição. São as chamadas Visões no Leito de Morte (VLM). Noutras circunstâncias, são os moribundos que quase desprendidos do corpo físico vão até outros locais, bem distantes, despedirem-se de familiares e amigos, sendo vistos pelos mesmos, enquanto agonizam no seu quarto bem distante dos locais onde são avistados. Investigações muito rigorosas mostram que estes fenómenos não são apenas meras alucinações.
«O físico do Royal College of Science, em Dublin, Irlanda, Sir William Fletcher Barret (1845-1926) foi um dos pesquisadores nesta área. A sua esposa era médica obstetra e assistiu à morte de uma paciente, após o parto. Pouco antes de falecer, ela fixou o olhar em certo ponto do quarto, sorriu e exclamou que estava vendo uma luz muito bela e seres maravilhosos, declarando que estava a ver o falecido pai que dizia vir buscá-la. Ela ficou muito contente pela partida, confiando o filho ao marido. Entretanto, ela relata a presença de uma sua irmã junto do pai, o que a surpreendeu, pois ela não sabia que essa irmã tinha morrido fazia pouco tempo, e tal facto não lhe tinha sido comunicado para que não se lhe agravasse o estado de saúde. Após este episódio, a paciente faleceu serenamente após concordar partir com o pai e a irmã.
William Barret impressionou-se sobretudo com a aparição da irmã, pois tal eliminava a hipótese de alucinação já que ela não sabia que a irmã tinha falecido.» (cf. Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).
Após várias pesquisas, Barret publicou um pequeno livro intitulado «Death-Bed Visions» (Visões no Leito de Morte).

Pesquisadores de renome mundial mostram que as visões
no leito de morte, por parte dos moribundos, são reais, nada tendo
a ver (na maioria dos casos) com alucinações

Os Drs. Karlis Osis e Erlendur Haraldsson (na fotografia), pesquisaram anos a fio estes factos, tanto nos EUA como na Índia. Publicaram um excelente livro «O Que eles viram no limiar da morte» (Portugal: Europa-América) onde constatam que «quatro quintos das aparições eram relacionadas com a sobrevivência, isto é, elas retratavam pessoas falecidas e figuras religiosas. Isso está em franco contraste com as alucinações de uma população normal. Três em quatro aparições foram sentidas como tendo vindo a fim de levar embora os moribundos para uma forma de existência post-mortem, com o que 72% deles consentiram. A maioria dos pacientes respondeu com serenidade, paz e entusiasmo (41%) em vez de emoções negativas (29%), a esse ostensivo convite para morrer» (cf. Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).
Ernesto Bozzano foi um dos maiores pesquisadores nesta área, em Itália, tendo o seu enorme trabalho sido traduzido para o português «Fenómenos Psíquicos no Momento da Morte», editado pela Federação Espírita Brasileira. A obra de Bozzano é anterior à de Sir William Barret contendo uma enorme variedade de casos colhidos em todo o mundo.
A Sociedade de Pesquisa Psíquicas, de Londres (Society for Psychical Research), tem duas obras clássicas sobre aparições de pessoas em estado terminal ou em situações críticas com perigo de vida, «Phantasms of the Living» num trabalho monumental de três dos mais conceituados pesquisadores desta insuspeita organização. Foram eles Edmund Gurney, Frank Podmore e Frederick Myers.
O Eng.º Hernani Guimarães Andrade (Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999) um dos pesquisadores mais conceituados no mundo sobre fenómenos paranormais, informa que «À medida que são levadas a efeito as pesquisas auxiliadas pelos modernos meios de comunicação, controle e processamento de dados, mais vão sendo reforçadas as evidências a favor da tese da sobrevivência da personalidade após a morte do corpo físico... Assistimos, assim, ao surgimento de um novo paradigma, que está a começar a questionar o velho modelo materialista das ideias acerca da natureza do homem e do universo».
No próximo artigo iremos abordar as Experiências Fora do Corpo (EFC) procurando avaliar se podem vir em abono da tese da imortalidade da alma ou não. 

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992

Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (III)


AS EQM’s


A morte é uma quimera, uma ilusão, diz-nos a doutrina espírita (ou espiritismo). Mas, será mesmo assim? Essas afirmações baseiam-se em factos pesquisáveis ou em meras crenças? Perante os cépticos que alimentam o seu cepticismo sem bases sólidas, aparecem novas pesquisas que indiciam que afinal a morte não existe. Ora veja! 

Experiência de Quase Morte (E. Q. M.) são experiências que milhares de pessoas já tiveram por esse mundo fora, em que são dados como mortas clinicamente, mas acabam por voltar ao seu corpo físico, relatando aquilo que viram e sentiram enquanto estavam “mortas”.
São relatos impressionantes, ricos de detalhes e alguns deles de tal modo taxativos e óbvios que não existe outra explicação mais lógica do que admitir que a pessoa que esteve “temporariamente morta” assistiu a tudo aquilo que descreve.
Os investigadores, nesta área abundam, mas o nome do Dr. Raymond Moody Jr ficará para sempre ligado às pesquisa de EQM.
Dannion Brinkley (na fotografia), um homem de negócios de Charleston, EUA, tinha 25 anos quando em 17 de Setembro de 1975, estando em casa com a família, quando telefonava, foi atingido por um raio, fruto de forte tempestade. "Era como se um comboio de carga a alta velocidade, rugindo através da janela, tivesse chocado comigo, no lado esquerdo do meu pescoço..."A dor era insuportável, sentiu como se o seu corpo inteiro estivesse em fogo. Nesses momentos terríveis algo aconteceu." Lembro-me que estava numa área cinza-azulada calma e tranquila, tépida e nebulosa. Era como se tudo estivesse bem. Podia mover-me, tinha liberdade, vi um túnel com uma luz vinda do seu interior e comecei a mover-me através dele... Encontrei um ser luminoso e toda a minha vida passou diante de mim, como que um filme. Cada pensamento, sentimento, eu vi-os. Não existem segredos, você vê tudo... Estive numa cidade desconhecida, feita de luz.... Encontrei-me com 12 seres luminosos que me sugeriam acções para quando voltasse...De repente, vi-me no hospital, flutuando sobre o corpo que estava a ser observado pelos médicos. Taparam-no (o corpo) com um lençol, disseram "não vale a pena" e levaram-no para um hall...Quando o pessoal auxiliar ia levar a maca para a morgue, voltei para o corpo, logo imediatamente abaixo do lençol. Não podia falar, mas, consegui soprar. Viram o lençol mexer, chamaram os médicos de novo e reanimaram-me." Esteve cerca de 29 minutos neste estado e levou dois anos a recuperar-se totalmente.

O Amor é a coisa mais importante do mundo,
a minha vida modificou-se 100%.

Em 1989 teve um grave problema cardíaco. Foi anestesiado e operado ao coração. De repente vê-se a flutuar sobre o corpo, vê o médico a abri-lo, a tirar o coração e a implantar uma válvula. "É uma visão muito estranha ver o seu próprio corpo aberto. "Nesse estado, relata Brinkley, voltou tudo a passar-se como da primeira vez, com a diferença de que agora a "tela da sua vida" (tipo filme) tinha mais 15 anos (o tempo que decorrera da primeira EQM até então).
Dannion Brinkley actual assistente do Dr. Raymond Moody Jr acompanhou cerca de 250 casos de experiências de quase morte (EQM) e pesquisou mais de 3.000 casos. Afirma que tais situações por que passou eliminam totalmente o medo da morte, tamanha é a certeza da imortalidade do ser humano. Dá agora mais valor às pequenas coisas, para ele, um simples gesto de gentileza tem muito mais valor do que muitas coisas que valorizamos em geral e conclui: "O Amor é a coisa mais importante do mundo, a minha vida modificou-se 100%".
«Actualmente, novas modalidades de investigação, tais como as dos casos de Experiência de Quase Morte (EQM), as visões dos moribundos nas proximidades da morte (VLM – Visões no Leito de Morte), as Experiências Fora do Corpo (EFC) ou projecção astral, as investigações de Casos que Sugerem Reencarnação (CSR), as Terapias de Vidas Passadas (TVP) e a Transcomunicação Instrumental (TCI) com seres espirituais, estão a dar ganho de causa às teses espiritualistas. Assistimos, assim, ao surgimento de um novo paradigma, que está a começar a questionar o velho modelo materialista das ideias acerca da natureza do homem e do universo.» (Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).

No próximo artigo iremos abordar as Visões no Leito de Morte (VLM) abordando as visões que moribundos têm com pessoas falecidas ou não.

Bibliografia:
Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992

Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

Fiore, Edith - «Já Vivemos Antes», Pub. Europa-América, 1978, Portugal

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O medo da morte (II)





A morte morreu, diz-nos o espiritismo, doutrina codificada por Allan Kardec, um eminente pesquisador e professor francês. Inúmeras provas da imortalidade da alma vão-se avolumando nos gabinetes de pesquisa, e no entanto as pessoas parecem querer ignorar aquilo que está evidente diante dos olhos: que a vida continua depois desta vida. Uma coisa é certa: todos teremos de “morrer“ um dia.

Muitas vezes pergunta-se do porquê da resistência em aceitar factos comprovados em laboratório, mostrando que a vida continua depois da morte do corpo físico.
Todos sabemos das naturais reservas do ser humano no que concerne às mudanças de opinião sobre um determinado assunto. Aliás, a história é pródiga em casos deste género.
Quem não se lembra das dificuldades em demonstrar-se a esfericidade da Terra, quando todas as pessoas diziam que ela era plana? Quem não se lembra de Pasteur que foi ridicularizado quando propôs a existência de seres microscópicos? Quem não se lembra de Galileu? E de Giordano Bruno, queimado na fogueira da Santa Inquisição?
A história da invenção do fonógrafo, realizada por Thomas Edison, lembra-nos uma facto cómico e caricato, que nos demonstra como as certezas científicas são sempre relativas ao nível de conhecimentos de que dispomos no momento. No dia 11 de Março de 1878, o físico Du Moncel, apresentou na Academia de Ciências de França, um exemplar do fonógrafo de Edison. No momento em que o aparelho se pôs a reproduzir a voz gravada pelo demonstrador, um dos doutores da referida Academia, agarrou-o pelo pescoço, gritando: ”Miserável! Nós não seremos ludibriados por um ventríloquo!” 
A 30 de Setembro do mesmo ano, o ilustre sábio académico Sr. Bouillard, autor da ridícula e agressiva intervenção, não hesitou em fazer uma comunicação, “provando” que realmente o fenómeno do fonógrafo não passava de ilusionismo e ventriloquia, «uma vez que um vil metal jamais poderia substituir o nobre aparelho de fonação humana».

O preconceito cultural tem sido o maior entrave à disseminação
de uma verdade que se torna cada vez mais evidente:
«Ninguém morre, a vida continua depois da morte do corpo físico».

De facto, muitas pessoas têm dificuldade em mudar de opinião, mesmo perante factos demasiado evidentes.

O Eng.º Hernani Guimarães Andrade, cientista e eminente pesquisador dos fenómenos paranormais, figura conceituada em todo o mundo, refere: «...nem tudo o que pode ser provado é obrigatoriamente verdadeiro. A recíproca também se nos afigura correcta: nem tudo o que é verdadeiro pode ser definitivamente provado

«Do fim do século XIX até meados deste século XX, inúmeras investigações sobre os fenómenos paranormais aduziram fortes evidências de apoio à tese da existência do Espírito e da sobrevivência da personalidade após a morte. Entretanto, o establishment científico amplamente apoiado no Materialismo, veio sistematicamente negando validade e aceitação às teses espiritualistas decorrentes das evidências oferecidas pela Psychical Research, pela Metapsíquica e pela Parapsicologia.

Actualmente, novas modalidades de investigação, tais como as dos casos de Experiência de Quase Morte (EQM), as visões dos moribundos nas proximidades da morte (VLM – Visões no Leito de Morte), as Experiências Fora do Corpo (EFC) ou projecção astral, as investigações de Casos que Sugerem Reencarnação (CSR), as Terapias de Vidas Passadas (TVP) e a Transcomunicação Instrumental (TCI) com seres espirituais, estão a dar ganho de causa às teses espiritualistas. Assistimos, assim, ao surgimento de um novo paradigma, que está a começar a questionar o velho modelo materialista das ideias acerca da natureza do homem e do universo.» (Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).

No próximo artigo iremos abordar as Experiências de Quase Morte (EQM), onde seres dados como mortos pelos corpos clínicos dos hospitais, voltam à vida relatando as suas experiências fora do corpo físico, evidenciando assim a sobrevivência de algo ao próprio corpo de carne.

Bibliografia: 
Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992
Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (I)



A morte sempre foi aquele papão terrível, visita indesejável, de tal modo que ninguém quer pensar nela. Mas será essa atitude saudável? Não seria melhor ponderarmos um pouco sobre o que ela é, na realidade, e como lidar com ela? Veja o que o espiritismo, ou doutrina espírita tem a dizer sobre este assunto. Ao longo de vários artigos iremos dissecando as evidências científicas que mostram que a morte não existe.

«Eu tenho muito medo de morrer», dizia-nos há tempos uma pessoa com quem conversávamos. Ficámos a meditar nessa frase e no pânico que aflorava à face dessa pessoa sempre que ponderava essa hipótese, que um dia virá como certeza inevitável nas nossas vidas. Ficámos a pensar como deve ser difícil para um materialista convicto ou um ateu assumido, encarar o fenómeno natural da morte do corpo físico, separando-se daqueles que ama, da sua vida, pensando erradamente que tudo acaba com a morte do corpo físico. Ficámos a pensar qual não deve ser a confusão mental daqueles que partem para o mundo espiritual convencidos de que tudo acaba com a morte do corpo físico.
De pensamento em pensamento lembrámo-nos de escrever uma série de artigos que abordarão a morte bem como as evidências científicas de que ela, a morte é uma quimera, uma ilusão, da qual nos podemos desembaraçar com facilidade, já que tudo indica, de acordo com essas evidências científicas, que a vida continua numa outra dimensão diferente desta.

A morte não existe. Apenas o corpo física se desagrega,
libertando-se então o Espírito, que continua a viver
numa outra dimensão, tão organizada ou mais
do que a nossa dimensão terrestre.

Para dar início a este ciclo de artigos, gostaríamos de deixar aqui uma mensagem recebida no dia 2 de Março de 2000, através da psicografia, nas Caldas da Rainha, e ditada por um Espírito amigo, abordando precisamente esta temática:
«O medo da morte decorre da falta de entendimento dos mecanismos da Vida. Entretidos no quotidiano, com os múltiplos afazeres, nem sequer cogitamos da derradeira viagem que teremos de efectuar nesta existência física.
Inseridos numa sociedade virada para a vida material, o homem depressa esquece a sua origem, renegando muitas vezes a sua qualidade de ser imortal, temporariamente imerso no corpo somático.
Assim sendo, o ser humano vai-se deixando imbuir do espírito materialista, dos hábitos sociais perniciosos, dos pensamentos viciosos que a sociedade ainda nos presenteia, e fica assim despreparado para a derradeira viagem: a morte do corpo físico, que é um parto para uma nova vida, esta no mundo dos Espíritos ou mundo espiritual.
Quando o homem começar a analisar a componente espiritual da vida, quando esta componente fizer parte das suas cogitações como área integrante da sua existência, então ele logrará o conhecimento que lhe aplacará os receios infundados da morte, aliás fundamentados no desconhecimento e numa aprendizagem errada.
Quando o homem entender que a morte é uma quimera, ele verificará que a Vida é eterna, desdobrando-se ora no mundo físico ora no mundo extra-físico, em etapas complementares, apontando sempre a evolução moral e intelectual do ser.
Nessa ocasião, o temor da morte dará lugar ao entendimento sereno da Vida, tal como ela se desenrola, vendo no decesso apenas mais uma etapa, uma experiência, nesta romagem terrestre.»
No próximo artigo iremos então abordar as possibilidades de provas da existência do Espírito e ver o que a ciência oficial tem a referir sobre o assunto.

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992