Era
assim chamado
Pois
sempre que podia
Mudava
de “lado”...
Como
o vento muda,
Em
tempestade imprevista,
Também
Zé, o Camaleão,
Só
tinha dinheiro em vista.
No
partido político,
Ou
até na religião,
Desde
que visse dinheiro,
Lá
estava o Zé Camaleão.
Viveu
à grande e à francesa,
Na
sua dúbia existência,
Até
ao dia em que faleceu,
Na
luxuosa residência...
Acordou
no lamaçal,
Desconexos
pensamentos,
“Mas,
onde estou eu,
Porquê
estes tormentos?”
Em
zona purgatorial,
Sofreu
até aprender,
Que
só a humildade,
Nos
livra do sofrer!
Em
arrependimento,
A
Deus pediu protecção,
Benfeitores
o recolheram,
E
levaram à reencarnação.
Nasceu
em zona pobre,
Do
interior brasileiro,
Onde
teria vida dura,
E
pouco dinheiro…
Nessa
existência carnal,
Aprendeu
a dignidade,
A
ser coerente,
A
praticar a caridade.
Tinha
anseios de grandeza,
Que
logo esquecia,
Quando
lhe falava de Jesus,
Guilhermina,
sua tia.
Na
Vida, sê sensato,
Autêntico
e correcto,
Só
assim trilharás,
O
caminho certo.
Poeta
alegre
Psicografia recebida por JC no ENL, Óbidos, Portugal, em 18 de Junho de 2014




