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O espírita iludido...

Ernesto adentrou
O mundo espiritual
Muito iludido
C’o destino pessoal

Sorridente e feliz
Dizia-se espírita de 1ª
Lá veio um benfeitor
Esclarecer a “brincadeira”

Caro Ernesto,
Bem-vindo ao piso -3
Aqui só entra gente
Que não foi boa “rês“

Ernesto empalideceu
Perante os benfeitores
Mas não tenho eu,
Anos c’os sofredores?

Tem razão amigo,
33 anos na Associação
Mas em vez de melhorar
Falava e dava pão

Por isso caro irmão
Tem o prémio d’aqui estar
Pois, com mais esforço
Estaria noutro andar

Neste piso estacionam
Os que na Terra estacionaram
Eram espíritas de 3ª,
Não mais avançaram

Eram aqueles,
Prontos para ajudar,
Mas, desde que
Não os fizessem suar.

No piso zero,
Estão os espíritas de 1ª
Que assumiram a missão
Na sua vida inteira…

Ernesto então percebeu
Quanto tempo perdera
Mesmo indo à Associação
Pouco mais aprendera

Envergonhado, calou-se
E entrou em meditação
Teria de voltar à Terra
Para ter mais acção...

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 2014-09-02

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O ideal...

É bom ter 
Um ideal
Quando ele
Não faz mal

Apesar de termos
Um bom ideal
O ideal seria
Que fosse espiritual

Na Terra temos
Muitos ideais
Que no fundo
São… funerais

Ideais de conquista
Envoltos no egoísmo
Fomentam guerras
Pelo consumismo

Homem sem ideal
É ser que morreu
Vive com’um vegetal
À espera d’um cireneu

Mas, na Terra,
Os ideais egoístas
Criam muitas dores
Nas suas “conquistas”

Se queres um ideal
Eu digo-te o roteiro
Pratica o Evangelho
Abraça o mundo inteiro

Qualquer ideal
Sem Amor
É apenas caminho
Para mais dor.

Dos ideais da Terra
Estou eu farto,
Envolvendo-nos em guerras
Por um bocado de “mato”

O ideal é não ter
O que para vós é ideal
Pois o ideal maior
É Amar todos, em geral.

Poeta alegre 


Psicografia recebida por JC, Óbidos, Portugal, em 2014-07-07

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O Amor é livre...

O Amor é livre
É Universal
Não tem cor
Nem faz mal

O Amor é livre
Não aprisiona
Não tem raça
Nem condiciona

O Amor é livre
Está na consciência
Mora no íntimo
Sem dependência

O Amor é livre
Porque é divino
É alimento da Vida
Desde pequenino…

O Amor é livre
E fundamental
Para evoluirmos
Na rota ascensional

O Amor é livre
E desconhecido
Tem mil fases
Anda adormecido…

O Amor é o destino
A nossa fatalidade
Investe nesse tesouro
Na tua realidade!


Poeta alegre

Psicografia recebida por JC, Óbidos, Portugal, em 2014-08-25

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Outros mundos...

Olho para o céu
Vejo o espaço pintalgado
Com luzes sem limite,
É o céu estrelado…

Quantos mundos,
Quantas civilizações,
Quantas dores, alegrias
Existirão aos milhões?

Quero um dia viajar
No espaço infinito
Conhecer novos mundos,
Do pior ao mais bonito

Mas para lá chegar
Na Terra tenho de trabalhar
Para que aqui passe
Nos exames a realizar

Somente assim
Aprendendo sem cessar
Os mundos ditosos
Eu posso almejar

Sonho com o dia
Em que aí vivendo
Recorde a Terra
Como local “horrendo”

Até lá trabalhemos,
Façamos o nosso melhor
Servindo sem cessar,
Sem olhar ao suor

Com trabalho e humildade
Nos libertaremos então
Deste mundo penoso
Vivendo em “escuridão”

Tudo depende de ti
Do Evangelho em acção
Não percas mais tempo,
Podes não ter tempo, não!

Poeta alegre 
Psicografia recebida na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 2014-08-26


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O Tormento...

O tormento
Que vives no momento
Não é tormento,
É apenas um momento

O tormento
Que assola a mente
Não é tormento,
É oportunidade emergente

O tormento
Que te incomoda
Não é tormento
É visita da prova

O tormento
Que te põe em ebulição
Não é tormento,
É uma expiação

Não chames, amigo,
Tormento ao momento
Pois é oportunidade
Para o teu crescimento

Foi pedido por ti
Antes de reencarnar
Para que no futuro
Outros voos possas alçar

Faz uma prece
Ao Deus criador
E agradece sensibilizado 
A visita da dor

Tormento é diferente
É ser maldoso, cruel,
Ser oportunista,
Desagradável com’o fel

Acarinha o tormento
E envolve-o numa oração
Assim vê-lo-ás
Com’um meio d’evolução

Um dia darás graças
Pelo momento / tormento
Pois sem o vivenciares
Ficarias preso no tempo!

Poeta alegre 

Psicografia recebida na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 2014-09-22

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A (Des) colonização...

Fui para a guerra
Defender a Nação
Matei tanta gente...
Veio a descolonização

Tantos anos, tanta dor
Os “turras” a combater!
Agora são amigos,
Amigos a valer…

Quanta estupidez,
Na humanidade,
Que brinca com a vida,
Com leviandade.

Mortos, estropiados,
Viúvas, órfãos desalentados,
Traumas de guerra,
Com futuros não desejados.

De repente, tudo muda!
A vida nada vale…
“Já não somos inimigos,
Icemos os cálices de cristal” 

A humana hipocrisia,
Não quer aprender,
Que somente c’o Amor,
Viverá sem sofrer…

Aprende humanidade,
O que deves buscar:
Não é o ouro,
Nem o bem-estar.

Estás na Terra,
Óh rude humanidade,
Para evoluir no intelecto,
E também na espiritualidade.

Oxalá que ao voltares,
Para o mundo espiritual,
Venhas leve no coração,
Que ele não traga mal.

Amanhã, a Terra,
Será pátria apaziguada,
Quando os violentos,
Ficarem na retaguarda.

A guerra é ilusão,
Do cego espiritual,
Que ao abrir os olhos,
Vê o erro fatal…

Porfia no bem,
Para herdar a Terra,
Semeia paz e Amor,
Até com o que erra!

Poeta alegre  

Psicografia recebida por JC, Óbidos, Portugal, em 2014-07-07