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Chorar a morte...


Choras a morte, 
apagou-se a vela! 
Engano teu, amigo, 
a luz ficou mais bela.

Choram os familiares,
o ente que morreu.
Engano deles, amigo,
o morto… floresceu!

Choram os amigos,
a perda do cidadão.
Engano deles, amigo,
vive noutra situação.

A morte é quimera,
desconhecimento, ilusão.
A vida continua,
noutra dimensão…

Aproveita o dia,
o minuto, a hora,
fazendo o bem,
o bem que te melhora.

Não penses na morte,
é perda de tempo.
Foca-te na vida,
e na vida, dá o exemplo.

No corpo de carne
ou na espiritualidade,
o que importa, amigo,
é viver com bondade.

Poeta alegre
Psicografia de JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 29 de Maio de 2018.

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Palestrantes ou comerciantes...?



Um Centro Espírita deve ser um amplo espaço cultural, onde se estuda, pratica e divulga a Doutrina dos Espíritos. Numa perspectiva de fraternidade, essa actividade deve ter como objectivo o auxílio mútuo desinteressado, procurando vivenciar a caridade dos sentimentos fraternos, a caridade do estudo, da prática espírita, e dos bens materiais junto dos necessitados.

Felizmente em Portugal, actualmente existem mais de 100 centros espíritas, num movimento muito dinâmico de crescimento, não só de espaços físicos, mas também de crescimento interior e doutrinário.
Felizmente, desde sempre, Portugal contou com alguns conferencistas espíritas brasileiros que fizeram a diferença (Divaldo Franco, Raul Teixeira, Heloísa Pires,…) e que muito contribuíram para o crescimento do Espiritismo em Portugal, bem como para a sua credibilidade pública.
O movimento espírita em Portugal, amarfanhado pelo regime Salazarista, começou a sair das cinzas da opressão ditatorial, após o 25 de Abril de 1974.
Divaldo Franco, Raul Teixeira e mais um ou outro conferencista brasileiro de qualidade, começaram a visitar Portugal, em missão de divulgação e com objectivos doutrinários.
O Portugal espírita começava a dar cartas, e os outrora jovens começaram a aparecer.
Para além de múltiplos centros espíritas que iam desabrochando, palestrantes espíritas portugueses iam aparecendo, havendo inclusive, intercâmbio de palestrantes entre centros espíritas, o que ainda hoje acontece.
Portugal espírita aparentemente foi amadurecendo e, hoje, aparentemente mais maduro, começa a aparecer um fenómeno inquietante.
Alguns espíritas brasileiros encontraram em Portugal um verdadeiro filão de ouro, fazendo lembrar a febre do ouro nas Américas.
Palestrantes brasileiros aparecem quase em doses industriais, ora em passeio, ora com objectivos de ordem pessoal, ora ainda com outros objectivos difusos, mas sempre com algo em comum: vêm a Portugal e regressam com muito dinheiro ao Brasil, vendendo livros de qualidade duvidosa e / ou muito duvidosa, entre outras vendas, sempre lucrativas.
A justificação é sempre a mesma: é para ajudar a nossa obra social!!!
Palestrantes brasileiros vêm a Portugal 2 e 3 vezes por ano (!!!), outros tentam projectar os filhos, como se falar de espiritismo fosse um estatuto passado de pais para filhos.

O comércio de todo o tipo de artefactos (livros, quadros, CD’s, etc…)
parece ter tomado o lugar da simplicidade do Espiritismo, de uma conversa amiga, de um debate doutrinário sereno, sem qualquer objectivo pessoal
de qualquer tipo, conforme nos ensina Allan Kardec na codificação espírita.

Supostamente vêm divulgar o espiritismo a Portugal, como se Portugal não tivesse palestrantes mais que preparados para tal desiderato.
Outros atrevem-se mesmo em público, como aconteceu numa TV portuguesa, a dizerem que vêm espiritizar os portugueses.
Basta que o palestrante tenha um “Dr.” antes do nome, ou seja médico, para ter as portas abertas dos centros espíritas portugueses que, sem espírito crítico nenhum, aceitam qualquer palestrante, sem cogitar da sua moral, qualidade doutrinária, e se é uma mais-valia ou não.
Outros vêm oferecer uma pomadinha com nomes do médium Francisco Cândido Xavier ou do Vôvô Pedro, prática esta que nada tem a ver com o Espiritismo na sua essência, para além de se usurpar o nome do médium mineiro, que tantos exemplos de humildade deixou à Humanidade.
O slogan parece ter virado moda: “É brasileiro? Então é bom…” quando a realidade mostra o contrário.
O comércio de todo o tipo de artefactos (livros, quadros, CD’s, etc…) parece ter tomado o lugar da simplicidade do Espiritismo, de uma conversa amiga, de um debate doutrinário sereno, sem qualquer objectivo pessoal de qualquer tipo, conforme nos ensina Allan Kardec na codificação espírita.
É claro que tudo isto acontece por invigilância e boa-vontade exagerada, sem o crivo da razão, de muitos dirigentes espíritas portugueses, que ainda não se aperceberam que uma palestra espírita é de suma importância, e que devem ser os mesmos dirigentes a organizar a sua associação espírita.
Se o intercâmbio de palestrantes, esporádico, escolhendo a dedo, pessoas de boa índole e que tragam uma mais-valia é desejável e saudável, já o tentar a todo o custo arranjar um palestrante que nos livre desse “trabalho” semanal, a fim de ficarmos mais livres, é um mau serviço que estamos a prestar à Doutrina dos Espíritos.
Um assunto para meditarmos, sem qualquer tipo de xenofobia, pois como português sinto e amo o povo brasileiro tanto como o povo onde nasci, nesta reencarnação.
Temos um tesouro nas mãos (a Doutrina Espírita) e estamos a vendê-la ao desbarato…
Assim não!...

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Não te mates, não...


A morte,
não é opção
que possas usar,
meu irmão.

A morte é sequência
do que é natural.
Nunca deve ser forçada,
para não ser um mal.

Se a vida é difícil,
confia meu irmão.
Custe o que custar,
não te mates, não!

Se ideia suicida,
te assola a razão,
pára, ora, confia,
não te mates, não!

Se a dificuldade
te tolda a emoção,
confia em Deus,
não te mates, não!

A Vida é bela,
e com sentido divino.
A evolução é aquilo
a que chamas destino!

Quando pensares
estar em solidão,
estamos ao teu lado,
não te mates, não!

A morte é ilusão,
para quem se quer matar.
A vida é imortal…
Porfia, custe o que custar.

Poeta alegre
Psicografia de JC na palestra pública do CCE, Caldas da Rainha, Portugal, em 13 de Abril de 2018.

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As jornadas da amizade, da harmonia...



Fotografia 360º, alegria, boa disposição... :-)
21, 22 de Abril de 2018. Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha, Portugal. 486 pessoas de Portugal, Espanha e Brasil. Música, pósteres temáticos espíritas, conferências, “Stand up Comedy” espírita, vídeos, convívio, amizade: eis um resumo das XIV Jornadas de Cultura Espírita do Oeste.

Este ano foi diferente, foi a frase consensual entre todos os que estiveram presentes. Muitos deles pela 1ª vez, outros nem espíritas eram, mas lá foram ver o que o Espiritismo tinha a dizer acerca da mediunidade.
A mediunidade vem desabrochando de forma exponencial na sociedade, confundindo os médicos que não conhecem o Espiritismo, e enchendo os centros espíritas, em busca de explicação para estas situações.
O tema impunha-se: “Mediunidade, do Paleolítico à actualidade”.
Na abertura, a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, na pessoa do seu vice-presidente, Dr. Hugo Oliveira, deu as boas-vindas a todos os presentes, seguindo-se palavras sábias, de espiritualidade, por parte do presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP), Engº Vítor Féria.
Pósteres temáticos espíritas
pelo 2º ano consecutivo
Para além da FEP, duas médicas, da Associação Médico-Espírita do Norte (AME-Norte) e da AME-Portugal, juntaram-se à Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e aos centros espíritas locais, que operacionalizaram o evento.
A música do barítono Maurício Virgens, deu o mote do que seria este evento cultural: qualidade, profundidade, equilíbrio, simplicidade e harmonia.
As conferências desdobravam-se ao longo dos tempos, mostrando a mediunidade nos seus múltiplos aspectos, sociais, familiares, pessoais, nos centros espíritas, nos consultórios médicos.
A música espírita ia enlevando as mentes presentes, favorecendo o intercâmbio salutar com a espiritualidade superior que se fez sentir ostensivamente.






A moral espírita ensina-nos a humildade, a compreensão, a tolerância,
 fazer ao próximo o que desejaríamos que nos fizessem, em perfeito contra-ciclo com o materialismo em quea sociedade está embebida. 

Joana Santos, médica, 26 anos, do Porto, surpreendeu tudo e todos com uma sessão de “Stand up Comedy” espírita, feito pela 1ª vez em Portugal, e que arrancou sonoras gargalhadas e um enorme aplauso final, com piadas de fino recorte.
486 pessoas de Portugal, Espanha e Brasil
Nos bastidores, cerca de 50 formigas laboriosas trabalhavam para que tudo corresse bem, com o único salário de servir, de contribuir para a divulgação do espiritismo, do dever cumprido, num notável esforço e espírito de sacrifício.
A tecnologia da equipe de gravação (com 8 câmaras em simultâneo) trouxe muitas novidades, bem como descontracção, bem-estar e alegria.
Pósteres temáticos espíritas estavam expostos no Hall, demonstrando a vivacidade dos espíritas portugueses, trazendo ao público comum as pesquisas efectuadas até então, com a novidade que, cada póster tinha um QRCODE, em que com um telemóvel poder-se-ia aceder à respectiva página do Youtube, ouvindo algo sobre o referido póster.
Os intervalos foram amplo espaço de convívio, com música ambiente ao vivo, livraria e autógrafos, tendo havido o lançamento nacional de 2 livros editados pela FEP: “Casos (in) comuns e números curiosos” de J. Gomes e “Consultório II” de Gláucia Lima.
Gláucia Lima, J. Gomes, Maurício Virgens
Um dos elementos da organização, referia que estas tinham sido as jornadas da amizade, da harmonia, onde não havia elites, onde todos se sentiam em igual patamar, e onde o espírito do Espiritismo esteve presente.
Em 2019, se se proporcionar, lá estaremos, vivenciando, até lá, o Espiritismo dentro da moral espírita, que nos ensina a humildade, a compreensão, a tolerância, o fazer ao próximo o que desejaríamos que nos fizessem, em perfeito contra-ciclo materialista em que a sociedade está embebida.
Cônscios de que fora da caridade não há salvação, prossigamos no quotidiano, semeando e colhendo, na certeza de que nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei.


Maurício Virgens cantou e encantou...

PS – Se não assistiu em directo, se não esteve presente ou quer rever, encontra tudo o que precisa em http://adep.pt/jce2018