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Desdramatizar...

Quando chegares a casa
E alguém te enervar,
Lembra-te da solução 
Desdramatizar, desdramatizar.

Se fazes as tuas preces
E os outros não querem orar,
Não te irrites com isso,
Desdramatizar, desdramatizar.

Se o companheiro ou familiar,
Não te acompanha no lar,
Não percas a paciência,
Desdramatizar, desdramatizar.

O desemprego bate à porta,
Ou o teu negócio foi ao ar
Não penses no suicídio,
Desdramatizar, desdramatizar.

C’o pensamento em Deus,
Temos outro olhar,
A vida fica mais bela
Se consigo desdramatizar,

Uma nova janela se abre
Que esperança te vem dar
E tu vês que valeu a pena,
Desdramatizar, desdramatizar.

Poeta alegre 
Psicofonia recebida por JC na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 2014-02-25

PS - No dia 30 de Março de 2014, o músico espírita brasileiro Moacyr Camargo ao ver este texto, veio-lhe uma melodia, de repente, compondo esta música que nos mandou em bruto:
http://www.4shared.com/music/9GoCZwjNce/2014_03_30_Moacyr_Camargo_letr.html?

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O caso de Valéria...

Valéria envergonhada
Orou com fervor
Ao lembrar vida passada
Onde distribuiu muita dor

Procurando melhorar-se
Pediu a Deus para reencarnar,
Queria ser deficiente
P’ra mais depressa resgatar

O instrutor espiritual
Com bonomia especial
Esclareceu Valéria
Não ter estatura para tal

Depois de analisar
O seu processo espiritual
Bonifácio, o benfeitor
Deu-lhe a solução final

“Valéria: à Terra voltarás,
Trabalhando na mediunidade.
Assim resgatarás,
Os resquícios d’inferioridade”

E Valéria voltou
Nascendo sadia
Até que na puberdade
Viu a sua falecida tia

Levada ao centro espírita
O espiritismo aprendeu
E com esforço e dedicação
A mediunidade floresceu

Disciplinada e fiel
Ao compromisso espiritual
Valéria, hoje Helena,
Resgatou o mal…

Que houvera praticado
Em vida anterior
Desencarnando desta vez
Envolta em esplendor!   

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, Caldas da Rainha, Portugal, em 2014-01-18

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Nilson Pereira: um Homem bom...


Nilson de Sousa Pereira, nasceu em Salvador em 26 de Outubro de 1924 e desencarnou às 4h40min de 21 de Novembro, em Salvador, aos 89 anos. Tio Nilson, como era carinhosamente chamado, fundou, juntamente com o médium Divaldo Pereira Franco, no dia 7 de Setembro de 1947, o “Centro Espírita Caminho da Redenção”, e, em 15 de Agosto de 1952, o braço social da instituição, a “Mansão do Caminho”. Foi telegrafista do Ministério da Marinha, trabalhou na Empresa de Correios e Telégrafos e foi bancário. Organizou vários livros da lavra mediúnica de Divaldo Franco: “Terapia espírita para os desencarnados”, “A serviço do Espiritismo – Divaldo na Europa”, “... E o amor continua”, “Exaltação à vida”, “Vidas em triunfo” e “Viagens e entrevistas”. Mas também escrevia para a revista “Presença Espírita”, editada há 38 anos pelo “Caminho da Redenção”.
Em 30 de Dezembro de 2005 foi agraciado (tal como Divaldo Franco) com o título de Embaixador da Paz no Mundo, concedido pela “Ambassade Universelle pour la Paix”, em Genéve (Suíça), capital da Organização Mundial da Paz, ligada à ONU. Tornou-se, assim, o 206º Embaixador da Paz no Mundo.

2 - Quem era Nilson, que tipo de pessoa era?
Nilson foi, na Terra, um homem jovial e encantador, dedicado ao trabalho do bem desde que travou contato com o Espiritismo no ano de 1945. Na ocasião era marinheiro, posteriormente telegrafista dos Correios e, por fim, bancário, em cujo labor aposentou-se.
Portador de uma dedicação incomum, era considerado o “homem dos sete instrumentos”, pela sua capacidade de exercer as mais variadas funções em nossa Instituição, consertando tudo quanto lhe chegada às mãos. Responsável pela edificação de todo o conjunto de casas, departamentos e residências da comunidade Mansão do Caminho, instalações elétricas, água e serviços gerais. Antes de tornar-se espírita aos 23 anos de idade teve namoradas e quase ficou noivo. Posteriormente entregou-se totalmente à obra de amor e quase não dispôs de tempo para materializar outras aspirações. Era alegre e jovial, mas sério e responsável, sendo muito respeitado e amado.

3 - Como nasceu a vossa amizade, como se conheceram, como nasceu o projecto de, em conjunto, construírem a Mansão do Caminho? E que tipo de cidadão era?
Em 1945 eu ensinava português em uma Escola de datilografia, auxiliando os alunos que tinham dificuldade com o idioma. Eu estava com 18 anos. Nilson e amigos matricularam-se na Escola no mês de fevereiro e passei a ministrar-lhe e aos companheiros noções do idioma pátrio. Nesse ínterim seu genitor enfermou gravemente e sabendo-o prontifiquei-me a visitá-lo, constatando que se tratava de um transtorno obsessivo de consequências orgânicas. Apliquei-lhe a terapia dos passes, da água fluidificada, os Benfeitores orientaram-no no tratamento homeopático e ao recuperar-se, toda a família tornou-se espírita.
O projecto da Mansão do Caminho é resultado de uma visão psíquica de que fui objeto, quando ambos retornávamos de uma visita a uma jovem obsidiada e nos encontrávamos num comboio ferroviário. Ao descrever-lhe o que vi, ele desenhou e guardou, os detalhes apresentados, vindo a materializar-se, por volta de 1955... Ao adquirirmos uma área de 86 mil metros quadrado, ele começou a construir a comunidade conforte o desenho que fizera, resultando no que hoje existe. Antes as crianças viviam em um edifício de 3 andares,  então denominado Orfanato, que recebeu o nome de Mansão do Caminho. Era um cidadão eminentemente pacífico e trabalhador.

4 - É verdade que ele mandava o Divaldo deitar-se no banco de trás do carro, para não o incomodar, pois o Divaldo confundia os vivos com os mortos (risos...?)...Que outras histórias pitorescas que ache oportuno partilhar?
Realmente, no período de educação da mediunidade, o fenómeno era tão pulsante que me levava à dificuldade de distinguir aquilo que era objetivo do que se passava no campo da paranormalidade. Eu via acidentes e assustava-me, obrigando Nilson a mandar-me para a parte de trás do carro, a fim de não o atrapalhar. Dessa forma não aprendi a conduzir veículos até hoje. Muitas vezes, eu era apresentado a uma pessoa e via-lhe o semblante. Ao reencontrá-la, apresentava outra face, o que muito me confundia, porque dependia do acompanhamento espiritual daquele momento.

5 - Qual o papel dele na Mansão do Caminho, que tipo de trabalhos eram da sua responsabilidade?
O papel de Nilson na Mansão do Caminho era de fundamental importância. Porque além de ser o grande trabalhador, também era o presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e de todos os seus departamentos, incluindo a Mansão. Não se detinha, porém, no que lhe era dever realizar, mas estava sempre disposto aos labores que se apresentavam, o que não eram poucos.
Dormia pouco, a fim de atender a todos os compromisso, nunca ultrapassando 4h30 em média diariamente.

6 - Nilson sempre viveu na sua retaguarda, apesar de caminharem lado a lado. Deu-lhe muito apoio nas suas viagens de divulgação espírita pelo mundo fora. Que tipo de espírita era, que tarefas espíritas tinha, como o classificaria, como espírita? 
Em razão do seu caráter de homem de bem, jamais se apresentava, mantendo-se sempre discreto em todas as situações, em Salvador ou viajando pelo mundo. Era-me, no entanto, o grande apoio, a solidariedade, o concurso amigo para quaisquer situações. Embora de formação cultural primária, escrevia muito bem e falava com correção de linguagem. Era um verdadeiro espírita, conforme o conceito apresentado por Allan Kardec.

7 - Ele recebeu um alto galardão como cidadão mundial defensor da paz. Como foi isso, quer explicar-nos?
Para nossa surpresa, no mês de dezembro de 2005, nós os dois fomos indicados como Embaixadores da Paz no mundo, sem jamais sabermos como isso aconteceu em Genéve, através do Instituto para a Paz no Mundo.
  
8 - De acordo com um livro publicado, Nilson teria sido seu irmão, ambos filhos de Joana de Cusa, e Nilson foi sacrificado, juntamente com sua mãe Joana de Cusa, actualmente sua guia espiritual, Joanna de Ângelis. Que outras ligações teve com Nilson que se recorde? 
Em realidade, conforme as informações espirituais, ele teria sido queimado vivo com sua mãe, Joana de Cusa, que mais tarde se identificaria como Joanna de Ângelis. Ainda, segundo as mesmas fontes, teríamos ambos retornado ao conhecimento e convivência da doutrina cristã ao tempo de Francisco de Assis, na Úmbria e, posteriormente na Escócia...

9 - Nilson teve vários problemas de saúde graves e desencarnou de cancro. Todas essas dores foram expiação ou contingências de um ser terreno, em provas escolhidas?
As problemáticas na área da saúde foram decorrência de comportamentos infelizes em existências passadas, que ele soube administrar muito bem, sem jamais haver-se queixado ou reclamado. Sempre paciente, foi um exemplo de resignação.

10 - 40 dias depois da sua desencarnação ele comunicou-se por si através da fala (psicofonia). Como foi esse momento? Divaldo assistiu ou participou na desencarnação do Nilson?
Havíamos combinado que ao ocorrer qualquer problema com um de nós, o outro continuaria no trabalho. Desse modo, durante toda a sua enfermidade final, eu mantive a programação de viagens e os compromissos firmados, indo ao Hospital para o acompanhar nas demais horas. Quando ele desencarnou eu me encontrava em viagem e prossegui, não havendo participado do seu sepultamento. Ao concluir o labor e retornar, fui diretamente ao cemitério, orar junto à sua tumba, sem extravasar a imensa dor que me dominava e ainda permanece mais suavizadaNesse ínterim, após a desencarnação, tive uma visão dele, quando do nosso Movimento Você e a paz, ele apareceu-me amparado pela Benfeitora Joanna de Ângelis e acenou-me sorrindo. Posteriormente, num momento de profunda reflexão e dor, ouvi-lhe a voz, que me disse: “-  Di, não quero você triste nem deprimido. A sua alegria é importante para auxiliar outras pessoas...”
No dia da mensagem psicofónica, vivenciei sentimentos de interiorização até o momento, na reunião, quando ele ofereceu-nos a página consoladora, durante um transe inconsciente de minha parte, que muito me refrigerou o coração e a mente.

11 - Palavras finais sobre Nilson Pereira e outras aos leitores do Jornal de Espiritismo.
Espero que o exemplo desse homem nobre e simples, sirva de demonstração atual de que é possível viver Jesus nos dias modernos. 

(Entrevista concedida por Divaldo Pereira Franco em 2 de Dezembro de 2013, ao Jornal de Espiritismo, Portugal, publicada na edição nº 63 de Março-Abril de 2014).                                

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No meu funeral...

No meu funeral
Estava bem vestido
Fato completo
O caixão colorido

Como estava bem
C’a minha consciência
Fui convidado a ir
à última residência

Amigos espirituais
Me acompanharam
Nos últimos momentos
Onde me aclamaram

Sorridente e feliz
Por largar a carcaça
Estranhava a tristeza
De toda a minha raça

Do sincero ao fingido,
De tudo encontrei
Os que choravam sem chorar
E os que cumpriam a “lei”

Flores e mais flores,
Choros e abraços
Faziam parte do folclore
Com muitos “palhaços”

Sinceros, contei poucos,
A esposa e mais cinco,
Os outros não viam a hora
De ver o caixão c’o trinco

Tanta opulência
E muita vaidade
Só porque era conhecido
Na falsa sociedade

O padre, com ar triste,
Cumpria o seu ritual
Simulando tristeza
Só queria o pilim final

Só aí compreendi
Como somos vulneráveis
Não conseguimos esconder
Os desejos condenáveis

Tranquilo e feliz
Por ter mudado de plano
Via aquela gente-actriz
Em doloroso engano

Aprendi depois de morrer
Que não sabemos ajudar
Aquele que morreu,
E que vai a enterrar

Espiritualistas, vários,
Portamo-nos como irracionais
Fazendo da cerimónia
Uma festa entre os demais

Da anedota chula,
Ao “corte na casaca”
Tudo eu ouvia
Naquela grande ressaca

Amigos, poucos,
Por mim oravam,
Outros, na memória,
O bem, imploravam.

No fim, dei um beijo
À esposa e familiares,
E logo parti
C’os meus auxiliares.

Se queres bom funeral,
Que seja pequeno e discreto
Leva vida correta,
Pois a vida é livro aberto 

Enquanto estiveres aí
E fores aos funerais
Fá-lo com sentimento
Não sejas com’os demais

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, Óbidos, Portugal, em 2014-02-10

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Portugal subsidia morte de 100 mil crianças...

O título pode parecer cruel, mas não é! É apenas o retrato factual de uma realidade que choca a sensibilidade do ser humano. O governo português subsidiou a morte de 100 mil crianças, entre 2008 e 2012, através do aborto aprovado em referendo nacional. E as consequências espirituais? 

Os dados são chocantes. Apareceram frios, no écrãn do meu computador.
Após a aprovação em referendo nacional em 2007 e, até 2012, foram mortas 100 mil crianças em Portugal, mortes essas, subsidiadas pelo Estado português.
Os custos com o aborto atingiram os 100 milhões de euros, relativos a subsídios sociais e despesas com deslocações, e as mulheres trabalhadoras que abortam, recebem 100% do subsídio social, enquanto uma mãe que está de baixa para dar assistência ao filho, só recebe 65% do salário.
Mas não queremos dar realce aos custos financeiros com o aborto (100 milhões de euros em 5 anos), numa época em que o Estado não tem dinheiro para garantir a saúde dos portugueses.
O mais curioso é que esta notícia, que apareceu num ou noutro jornal, não foi notícia nos grandes “media”. Matar através do aborto não é notícia, mas se matarmos com uma faca ou pistola isso sim, é importante.
Quedemo-nos pela visão espírita do assunto.
A Doutrina dos Espíritos (ou Espiritismo) não é mais uma religião ou seita, mas um conjunto de ideias bem alicerçadas nas suas vertentes científica, filosófica e moral.
Na notável obra “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, as respostas dos Espíritos superiores são claras:

357. Que consequências tem para o Espírito, o aborto?
“É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.”
358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”
359. Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
“Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.”

Os importantes estudos do notável psiquiatra americano Ian Stevenson, secundado pelo actual Brian Weiss, entre muitos outros médicos, cientistas e pesquisadores pelo mundo fora, vêm comprovar cientificamente as teses espíritas em torno da realidade da reencarnação como lei biológica, da comunicabilidade dos Espíritos e, consequente existência da vida para além da morte do corpo físico.
Assim sendo, estes novos paradigmas existenciais perfilam-se no horizonte e, irão mudar radicalmente o “modus operandi” do ser humano na sociedade.
Conhecendo a Lei de Causa e Efeito (Lei de Causalidade), colheremos quer ao nível pessoal quer ao nível grupal (Nação ou conjunto de Nações) o fruto das nossas atitudes, pensamentos e sentimentos, não numa perspectiva de castigo divino, mas sim numa perspectiva pedagógica, em que cada um busca consertar o que fez mal, a fim de poder fruir do bem-estar interior, como base para novos voos existenciais em busca da felicidade em níveis superiores.
Recordando as palavras do grande psicoterapeuta da Humanidade, Jesus de Nazaré, “a semeadura é livre mas, a colheita é obrigatória”, e “a cada um, de acordo com os seus actos”.

Ficamos a pensar nas consequências espirituais de quem aborta levianamente, de quem efectua os abortos, de quem os legislou e aprovou, mas pensamos igualmente no tempo que virá em que, olhando para a História, leremos horrorizados, em futuras reencarnações, que outrora, os seres humanos ainda matavam os bebés no útero materno, por questões de mero comodismo, tal como hoje vemos horrorizados os crimes do nazismo, ou os desmandos de Nero, na Roma antiga, onde se matavam pessoas pelo mero prazer lúdico, de se verem livres daqueles que pensavam de maneira diferente e seguiam a mensagem de Jesus!

Março 2014