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Filme espírita premiado: Vida, aborto e suicídio...


O filme curta-metragem ‘Agora Já Foi!’ recebeu dois dos quatro prémios possíveis, no Festival de Cinema Transcendental de Brasília, ocorrido no dia 23 de Maio de 2015. Os prémios recebidos foram ‘melhor direção’ e ‘melhor filme’ (prémio máximo do festival).

Agora Já Foi’ é uma realização da Federação Espírita do Amapá – FEAP, em co-produção com a Amazónia Filmes, e faz parte do projeto SEMEAMAR, que objetiva alertar os jovens para a questão do aborto e do suicídio, tão presente na nossa sociedade, já que o maior índice nacional de suicídio e aborto entre os jovens está justamente no Amapá (isto, no Brasil).
O roteiro e a direção são da jovem amapaense Manuela Oliveira.
A preparação do elenco foi de Thomé Azevedo, a Direção de produção foi de Ana Vidigal, sendo a produção executiva de Felipe Menezes.
A principal função do filme é servir de ferramenta para o projeto SEMEAMAR, da Federação Espírita do Amapá – FEAP (Brasil), que pretende exibi-lo nas escolas de ensino médio, promovendo debates sobre os temas – aborto e suicídio.
A Federação Espírita do Amapá fez uma ‘avant-première’, no Cine Imperator, no Macapá, no dia 06 de Junho de 2015, às 10 horas da manhã, para lançar o filme à sociedade amapaense e cobrou 1 kg de alimento não perecível como entrada.

Aproveitamos o ensejo para falar com Felipe Menezes:
José Lucas - Quem é o Felipe Menezes?
Felipe Menezes - Manuel Felipe Menezes da Silva Júnior, sou brasileiro, nasci e moro em Macapá, capital do Estado mais ao Norte da Amazônia Brasileira. Exerço a profissão de Promotor de Justiça.
No Movimento Espírita tenho duas atribuições: Secretário da Comissão Regional  Norte da Federação Espírita Brasileira e Vice-Presidente da Federação Espírita do Amapá. Desenvolvo as seguintes tarefas espíritas: Dirigente e doutrinador em reunião mediúnica, palestrante, atendimento e passista.
JL - Em que projectos está inserido na divulgação espírita?
FM - Os nossos principais projetos de divulgação da Doutrina no Amapá são: Feira do Livro Espírita, Congressos e Seminários para o público externo.
JL - Faz parte da Associação Brasileira de Artista Espíritas - ABRARTE?
FM - Não fazemos parte da ABRARTE diretamente, mas apoiamos a arte espírita no nosso Estado.
JL - Como aparece o projecto SEMEAR?
FM - O projeto Semeamar surgiu pela necessidade da nossa sociedade local, pois o Estado do Amapá é campeão nacional de abortos na juventude e de suicídios.
JL - Que activiaddes têm feito nesse projecto?

FM - O projeto usa como ferramenta um filme curta-metragem produzido pela nossa Federação Espírita. Em 2015 já apresentamos o filme com posterior cine-debate em 17 escolas públicas e uma Universidade. Tivemos notícia de uma senhora que abortou na juventude, e decidiu fazer uma inseminação artificial para engravidar, e várias jovens declararam que deixaram de abortar, ao assistir o filme e o debate.
JL - O que fez em Campo do Brito, Sergipe, Brasil, no evento 5º Campo do Brito Espírita, em Novembro de 2015?
FM - Em Campo do Brito apresentamos o filme com cine- debate para 738 jovens em cinco escolas locais. Tivemos notícia que uma jovem deixou de abortar após assistir ao filme.
JL - Como surgiu o filme "Agora já foi?"
FM - O filme nasceu de uma inspiração após um cine-debate sobre influência espiritual, que fizemos com jovens, no ano de 2014, na Federação Espírita do Amapá, e teve um feedback positivo com os participantes.
Pensamos em criar um filme que envolvesse uma abordagem jovem, sobre os temas suicídio e aborto, com um enfoque nas consequências físicas, psicológicas e espirituais.
O roteiro foi escrito por uma jovem chamada Manuela Oliveira, que estuda na Faculdade de cinema, em Brasília. Quando a jovem iniciou o roteiro, o seu guia espiritual aproximou-se e projetou na sua tela mental as principais cenas. A Federação Espírita Brasileira patrocinou parte dos recursos, após atestar que o filme estava doutrinariamente correto.
JL - Que prémios arrecadou?
FM - O filme foi premiado como melhor direção e melhor filme, no V Festival de Cinema Transcendental de Brasília, e concorreu com filmes produzidos em várias partes do Brasil.
JL - O que pretendem fazer com o filme?
FM - A principal missão do filme é prevenir o aborto e o suicídio, dois grades males do mundo moderno. Oferecemos gratuitamente a quem queira usá-lo, e brevemente estará no YouTube.
JL - Algumas considerações finais aos leitores do jornal de espiritismo (de Portugal).
FM - As nossas palavras finais são de estímulo à divulgação de nossa amada Doutrina, que tanto tem a esclarecer, fazer-nos melhores, mais conscientes e felizes.


Novembro de 2015, Campo do Brito, Sergipe, Brasil

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Vamos... pazear?...


A vida do ser humano é feita de rotinas, de hábitos, de ciclos que se repetem.
No fim de mais um ano civil, altura em que se comemora a passagem de ano com várias festas, é normal as pessoas entupirem os telemóveis com mensagens de esperança, de ânimo, de desejo de êxito, para o novo ano que aí vem.
Numa dessas mensagens, em jeito de brincadeira, enviei uma mensagem dizendo "Que possamos todos pazear em 2016".
A resposta não demorou muito, sob a forma de uma pergunta. "Pazear ou passear?"
Em jeito de provocação respondi: "pazear... vai ao diccionário ver o que significa".
De facto, o verbo pazear é um ilustre desconhecido entre nós, e certamente muitos leitores irão confirmar, ao seu diccionário, se ele existe mesmo...
Pazear significa pacificar, fazer a paz, e é interessante que seja um verbo que caiu em desuso na língua portuguesa.
É nosso hábito, nestas ocasiões, desejar tudo de bom para os amigos e familiares, certamente com boa vontade e intenção, que logo passa, à primeira contrariedade que nos apareça, nem que seja 10 segundos depois.

Falamos muito de paz, mas fazemos pouco por ela...
Todos queremos a paz, mas favorecemos a guerra, com as nossas atitudes belicosas...
Queremos viver em paz, mas cada vez há mais violência doméstica...
Desejamos a paz, mas temos o coração envolto na sombra da agressividade...
Temos sentimentos pouco pacíficos, o que se torna real quando somos contrariados...
Temos pensamentos de agressividade, cada vez que a nossa paciência é posta à prova...
Temos palavras que ferem, cada vez que alguém discorda de nós...
Temos atitudes que magoam, cada vez que nos sentimos ameaçados na nossa zona de conforto...

Há mais de 2 mil anos, Jesus de Nazaré deixou um roteiro de felicidade à Humanidade: "não fazer ao próximo o que não desejamos para nós próprios"...
Há mais de 2 mil anos que, apesar dos estrondosos avanços tecnológicos e intelectuais, o homem avança lentamente no campo moral, fazendo questão de carregar ódios, mágoas, egoísmo, orgulho, ao invés de investir na paz, ao invés de... pazear.
O convite sublime que os Espíritos superiores deixaram há cerca de 158 anos, aquando do aparecimento da Doutrina dos Espíritos (ou Doutrina Espírita ou Espiritismo), foi que nos amássemos e nos instruíssemos.
Contrariamente a este novo apelo, que vem de encontro ao convite de Jesus de Nazaré, o Homem em vez de se amar e de amar o próximo, ele arma-se, seja com armas de fogo, seja com a arma da língua afiada, do pensamento em desalinho, do sentimento perturbado.
Neste início de ano de 2016, reiteramos aqui a solução apresentada por Jesus, e reiterada pelos Bons Espíritos desde meados do século XIX até aos dias de hoje, para que em cada dia que passa, possamos pazear cada vez mais, na certeza de que, somente assim, cada um, pazeando de per si, o mundo melhorará!
Vamos pazear? Fica ao seu critério...