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A solução...

 

O povo aflito
sem um tostão.
A solução?
União, união!

 

As pessoas sofrem 
com a desinformação. 
A solução?
União, união!

 

Os doentes gemem,
na desencarnação.
A solução?
União, união!

 

Os hospitais entopem
com tanta aflição.
A solução?
União, união!

 

As dificuldades aumentam
em cada Nação.
A solução?
União, união!

 

Todos querem uma vacina,
que seja a salvação.
A solução?
União, união!

 

O povo teme
o vírus em transmissão.
A solução?
União, união!

 

Enquanto o Homem
não agir em união,
terá pela frente dor,
sofrimento e desencarnação.

 

Que possais aprender algo
com esta provação.
A Humanidade só se salva
com união, união!

 


Poeta alegre

Psicografia de JC, na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 17 de Novembro de 2020

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Párem de matar! Somos irmãos...


O mundo acordou estarrecido.
O terror voltou a França.
Terror em nome de Deus, terror em nome da religião, terror em nome de opiniões.
O Homem perdeu o endereço de Deus e, perdido no labirinto do materialismo caduco, continua com a mesma atitude mental de há centenas ou milhares de anos: quem não pensa como eu, é meu inimigo; se me incomoda, mato.
Continuamos a viver em pleno século XXI em regime de tribalismo: a minha tribo, o meu grupo, o meu partido, a minha religião, o meu Deus, a minha família, o meu dinheiro, defendendo-os fanaticamente, ao ponto de matar outro Ser Humano que discorde.
Na nossa pequenez espiritual, só vemos o que está no pequeno aquário, não querendo ver o enorme oceano ali ao lado.
Estamos em viagem num grande avião (o planeta Terra) com 7,5 mil milhões de passageiros e, tolamente, matamo-nos por opiniões diferentes, porque o meu lugar é melhor que o teu, por qualquer motivo mesquinho, pondo em causa o sucesso da viagem.
Todos os grandes profetas da Humanidade ensinaram a paz e não a guerra, ensinaram que a vida é passageira, continuando no pós-morte do corpo, no mundo espiritual, noutro plano vibratório.
Mohandas Gandhi, o pequeno grande Homem, deixou à Humanidade o seu exemplo de não violência, conquistando aquilo que ninguém conseguira à força das armas: vencer uma causa justa, de libertação de um povo, sem violência.
A paz é o caminho”, ensinou Gandhi, depois de Jesus de Nazaré ter feito o mesmo há dois mil anos: “não fazer ao próximo o que não se deseja para si”.
Desde 1857, com o lançamento de “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec) até aos dias de hoje, está mais que comprovada a reencarnação, como Lei da Natureza, que será anexada um dia à Biologia.
Estudos científicos nos últimos 50 anos, provaram essa realidade, nos casos de crianças que se lembram de vidas passadas, nos meninos-prodígio, na regressão de memória, nas comunicações espirituais pré-nascimento. 
Está comprovada cientificamente a reencarnação.
A imortalidade é igualmente uma realidade inegável (mais que provada cientificamente, pela comunicabilidade dos Espíritos). 

Ao judeu, ao cristão, ao muçulmano, ao budista, a qualquer um,
de qualquer religião, nós vos pedimos:
párem de matar, somos todos irmãos, filhos de Deus. 

Deus, Alá, Força Criadora, Arquitecto Universal ou o que quisermos chamar é, na opinião dos bons Espíritos, a “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”, em resposta à questão “O que é Deus?” (in “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec).
Estando provado que a vida continua, estando provada a reencarnação, ficamos a saber que depois desta viagem no corpo carnal, voltaremos ao mundo espiritual (causal), para posteriormente, reencarnar, buscando novas experiências intelectuais e espirituais, em busca da evolução, colhendo as bênçãos da paz ou as agruras das dores, de acordo com o que tivermos semeado em vidas anteriores, num mecanismo automático de causa e efeito, em busca do equilíbrio interior.
Na próxima reencarnação eu poderei reencarnar noutro país, com outra religião, cultura, se isso for útil para a minha evolução. Assim sendo, não faz sentido o racismo, a xenofobia, a superioridade sexual ou a posição social, pois noutra reencarnação eu terei a condição que necessitar para evoluir.
Matarmo-nos uns aos outros é ridículo, pois apenas matamos o corpo de carne.
O Espírito é imortal e, apenas é forçado a largar o corpo físico, violentamente.
Matarmo-nos por opiniões diferentes é ridículo, já que mais à frente sempre mudamos de opinião, em maior ou menor grau.
Matarmo-nos por causa da religião é ridículo, pois Deus é o mesmo para todos, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
As religiões deixaram de fazer sentido, são focos de guerra, de luta, não apaziguam, separam. Numa Sociedade evoluída as religiões desaparecerão, para darem lugar à espiritualidade (do cristão, do judeu, do muçulmano, etc) onde o Homem sintoniza, de per si, com a divindade.
A doutrina espírita (ou espiritismo)  - que não é mais uma religião ou seita, mas sim uma filosofia de vida - aponta-nos o caminho da espiritualidade, do amor, da bondade, da fraternidade, tendo como lema “fora da caridade não há salvação” e podendo-se enquadrar na frase “nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei”.
Ao judeu, ao cristão, ao muçulmano, ao budista, a qualquer um, de qualquer religião, nós vos pedimos: párem de matar, somos todos irmãos, filhos de Deus.
A paz é o caminho…

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Qual é o partido dos espíritas?

Temo-nos apercebido de algumas dificuldades apresentadas, por alguns espíritas, em lidar com opiniões diferentes, o que, aparentemente, é um paradoxo.
No nosso quotidiano, temos, inclusive, pessoas que nos questionam acerca da nossa maneira de procedermos, como Ser social, apenas porque somos espíritas.  

1 – O que é o Espiritismo?
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, no seu livro “O que é o Espiritismo” define-o como “a ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal”.
No Espiritismo não existem chefias, líderes, paramentos, rituais.
Nenhuma entidade pública ou privada pode outorgar-se o direito de falar em nome do Espiritismo.
Somos livres pensadores.

 2 – O espírita não se mete em política?
Muitos espíritas acham que os seus pares, os outros espíritas, não se devem meter em política e, criticam, mesmo quem o faz.
Encontramos na Wikipédia, a definição de política: “O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à Pólis, ou cidade-Estado grega. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.”
Ora, o espírita como Ser social, não só tem o direito como tem o dever de se inserir na organização social, sendo activo na prossecução de objectivos comuns, que tornem a Sociedade mais justa, pacífica, fraterna, onde haja pão, habitação, trabalho, igualdade de oportunidades para todos.

 3 – Qual é o partido dos espíritas?
O espírita é o adepto da doutrina espírita (ciência, filosofia e moral), que os Espíritos trouxeram à Terra, através de inúmeros médiuns e, codificada por Allan Kardec.
Nesse sentido, os espíritas têm como programa político (para a cidade-Estado, para a comunidade, Sociedade) a mensagem ético-moral que Jesus de Nazaré deixou há dois mil anos, modernamente explicada em “O Livro dos Espíritos” (de A. Kardec).
Podemos dizer que o partido político dos espíritas é o espiritismo em si mesmo, a sua mensagem social. Nesse sentido, na Sociedade organizada pelo Homem, o espírita procurará o partido político que melhor se enquadre, em consciência, com a mensagem espírita, votando em branco no caso de nenhum partido político ter as bases da filosofia espírita. O espírita consciente, fará tudo para que os governantes se preocupem em aproximar-se da ideia espírita, na simples quão profunda assertiva do “não faças ao próximo o que não desejas para ti”.
Não faz sentido ser-se espírita e votar em partidos essencialmente materialistas, que anelam por uma Sociedade oposta àquilo que o espiritismo defende, pugna.
A essência filosófica do espírita está no Espiritismo.
O partido político que eventualmente escolha, nas eleições, é quando muito, pequena aproximação ao que o espírita desejaria ver implementado.
Assim sendo, não faz sentido o espírita tomar a parte pelo todo, tentar eleger pessoas e partidos que não estejam minimamente em consonância com a filosofia espírita.
O oposto, sim, deve ser o desiderato do espírita, tentar que os partidos políticos apliquem as posições sociais (as leis morais) que Kardec apresenta em “O Livro dos Espíritos”.

 4 – Os espíritas e as questões fraturantes.
O espírita, para o ser, precisa de ler a obra de Allan Kardec (mais de 20 livros), estudar essa obra e tentar colocar em prática no quotidiano. Mesmo assim, arrisca-se a não atingir o seu entendimento ideal, pois tal depende do estudo contínuo, em grupo, com pessoas díspares, bem como da capacidade de entendimento de cada um.
Se um espírita estudar com seriedade o Espiritismo, mesmo que existam questões fraturantes na Sociedade (como o suicídio, aborto, pena de morte, eutanásia, etc), essas questões jamais poderão ser motivo de questiúnculas entre os espíritas, pois que estando o Espiritismo bem documentado, bem codificado, facilmente se consegue enquadrar o pensamento espírita, de modo a ter uma opinião assente não só na doutrina deixada por Kardec, como também no bom senso, na caridade, na tolerância, na indulgência.
Jamais a obra de Kardec pode ser objecto de estudo selectivo, como os sofismas, procurando uma resposta que nos dê jeito, de modo a que o nosso pensamento limitado seja aceite pelos demais.
Jamais a obra de Kardec pode ser analisada como as Testemunhas de Jeová fazem com os textos considerados como divinos, analisando o sentido literal do que está escrito.
Quem estuda Espiritismo não pode ter uma postura censória, fanática, literal, sofista, agressiva, inquisitorial, perante os graves problemas sociais acima referidos.
Tentando imaginar o que Jesus faria no nosso lugar, o posicionamento espírita deve ser a aplicação do Espiritismo legado por A. Kardec, cujo lema é “Fora da caridade não há salvação”.
Se um espírita entrasse em choque com outro espírita, por ter opinião diferente na interpretação dos factos, à luz do espiritismo, tal situação seria uma boa oportunidade para recomeçar o estudo da doutrina espírita, reestudando “O Livro dos Espíritos” e por aí fora.

5 – O Espiritismo e os espíritas.
O Espiritismo é uma filosofia de vida, bem definida.
Os espíritas são os adeptos dessa ideia.
Ora, estando todos nós em níveis de entendimento diferentes, é normal que tenhamos visões de profundidade diferentes.
Assim sendo, encante-se com o espiritismo e não connosco, os espíritas.
Desencante-se com os espíritas, se for motivo disso, mas nunca se desencante com a doutrina espírita.
Esta situação é perfeitamente normal, pois o Espiritismo tem 163 anos (em 2020), e nós, seres humanos, vivemos há milénios, habituados a seguir um líder, um padre, um guru.
Agora, sendo adeptos do Espiritismo, vemo-nos perdidos, sem saber como pensar e agir, sem a presença de um líder que nos diga como fazer.
No entanto, esse estado de alma deriva da invigilância dos espíritas, pois o seu líder é Jesus de Nazaré e, o como agir podemos encontrar sem margem para falhas, orientações preciosas no livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” no texto (entre outros) “O Homem de bem”.
Sendo os espíritas livres pensadores, aos poucos iremos aprendendo a pensar pela própria cabeça, sem que isso nos traga os naturais dissabores e dificuldades de agora, nesse exercício difícil de viver sem orientação do guru, líder, padre, etc…

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Um Homem de Bem...

 


Nasceu como nº 13,
para alguns, nº do azar,
mas, veio ao mundo
ensinar a Amar.

Pobre de dinheiro,
rico d’ intenções,
o seu exemplo
arrastou multidões.

Quando pequeno,
tinha mediunidade,
sofrendo com a mesma
desde tenra idade.

Na juventude,
aprendeu a lidar,
com a mediunidade
que havia de o ocupar.

Palestrante notado,
verbo fácil e fluente,
quem o ouvia
deixava de estar “doente”. 

Passo a passo,
ficou muito conhecido,
sendo requisitado
pelo amigo do amigo…

Construiu com o Nilson
notável obra social:
abrigar os miseráveis
para os livrar do mal.

Com os anos,
desenvolveu a psicografia,
onde Espíritos sem fim,
faziam da prosa poesia.

Visitou países sem conta,
pelo mundo inteiro,
divulgando o Espiritismo
como um pioneiro.

Deu entrevistas,
conferências sem fim,
fez milhões de quilómetros,
aliviando o bom e o ruim.

Passou a vida
a praticar a caridade,
falando, escrevendo,
divulgando-a à Humanidade.

Comendas, medalhas,
imensas condecorações,
foi recebendo
pelas nobres acções.

Mas, a medalha d’ouro,
será dada por Jesus,
quando finalmente
terminar a sua “cruz”.

Homenageamos Divaldo,
médium, espírita, educador,
que embalou o mundo
no seu imenso Amor.

Que Jesus o receba,
no fim da sua vida,
com a recepção que merece
esta alma querida.


Poeta alegre

Psicografia de JC, Óbidos, Portugal, em 29 de Julho de 2020. 

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A alternativa é... viver!



Desde que Homem habita a Terra, tem sido defrontado com inúmeros desafios materiais e / ou pessoais. Apesar disso, sempre encontrou uma escapatória, no meio de guerras, pestes, cataclismos naturais. A morte é um património da vida, a única coisa que está pré-determinada: todos nós, um dia, iremos “morrer”. Derivado da óptica materialista do Ocidente, ensinaram-nos que morrer era uma desgraça, quando a morte, se natural, faz parte da vida, como uma mera etapa.

Depois da trágica Idade Média, passámos para o Positivismo e, o Materialismo foi-se instalando nas Sociedades ocidentais. Passou a ser chique, elegante, até sinal de sapiência dizer-se ateu e / ou agnóstico. Ser-se espiritualista era sinónimo de inferioridade intelectual, destinado à plebe e pouco mais.
Em 1857, com o advento do Espiritismo (filosofia de vida – nada tem a ver com seitas ou religiões) demonstrou-se experimentalmente que a morte é uma quimera, que a vida continua, que é possível falar com os “falecidos”, através de médiuns (pessoas com faculdade de captar o mundo extrafísico). Já não é preciso acreditar: agora, sabe-se, qualquer um que pesquise encontra os mesmos dados, universais e transversais a todas as Sociedades.
Charles Richet apresentou a Metapsíquica, teve vergonha de dar o braço a torcer no que respeita às descobertas espíritas, fazendo-o, mais tarde, no fim da vida, junto de amigos chegados. Mais tarde, o casal Rhine, nos EUA, apresenta a Parapsicologia, demonstrando inequivocamente as capacidades anímicas do Ser Humano, como a telepatia, telecinesia e outras. Entre 1995 e 1998, três renomados cientistas da “Society for Pychical Research” (SPR) de Londres, Inglaterra, pesquisaram com enorme precisão, os fenómenos espíritas em Scole, dando origem ao famoso “Scole Report”. As conclusões apontam sem titubear: a vida num mundo extrafísico é real, interage connosco, confirmando, agora com equipamentos electrónicos, o que houvera sido descoberto por Allan Kardec, em 1857.

É importante divulgar, mostrar às pessoas que a vida continua,
que a reencarnação é uma realidade, que vale a pena
nunca desistir da vida terrestre.

Se o Espiritismo matou a morte, a Física Quântica matou a matéria: a matéria não existe, tudo é energia, em múltiplos estados (conhecidos e desconhecidos). O que chamamos de matéria, não é mais do que energia “coagulada”, sentida pelos sentidos grosseiros, neste planeta inferior.
No tempo do Materialismo, fazia sentido o suicídio, pois se não há nada após a morte, porque hei-de sofrer? Porque hei-de passar dificuldade? O nada era algo que nos permitia a fuga para um vazio que nos acalmaria todas as dores físicas e mentais. 
Com a morte do Materialismo (Física Quântica) e com a morte da Morte (Espiritismo), apareceram novos paradigmas que provam a imortalidade –Casos Sugestivos de Reencarnação (meninos-prodígio, crianças que se lembram de vidas passadas, comunicações espirituais, regressão de memória), Experiências de Quase-Morte (EQM´s), Experiências Fora do Corpo (EFC’s), Visões no Leito de Morte (VLM’s), Transcomunicação Mediúnica (TCM) e Transcomunicação Instrumental (TCI) – e o suicídio deixa de fazer sentido.
Quem decide deixar a vida física, sai de um plano existencial (energia coagulada) para entrar noutro plano mais subtil, etéreo (o mundo espiritual), tão vivo e real como o nosso, aqui na Terra. O sofrimento que o levou ao acto tresloucado acompanha o suicida, pois é património do Espírito. Este, ao ver-se vivo no plano extrafísico, aumenta os seus problemas, com a frustração de não ter morrido, ao ter consciência do erro cometido, das complicações que daí advêm. No dizer dos suicidas que se comunicam nas associações espíritas, não existe linguagem na Terra para descrever o sofrimento dos mesmos no mundo espiritual, não como castigo divino, mas como consequência de um acto destrutivo que ignoravam. A responsabilidade e respectivas consequências são sempre proporcionais ao grau de conhecimento e de lucidez do suicida.

A Doutrina Espírita (ou Espiritismo)
é o maior preservativo contra o suicídio

O Espiritismo explica ao Homem quem ele é, de onde vem, para onde vai, o porquê da vida e a causa das dissemelhanças entre todos nós. Estudando Espiritismo, o Homem encontra a explicação para os problemas existenciais, pesquisa sem necessidade de acreditar e encontra lógica, esclarecimento e consolo. Aprende que a vida na Terra é como um ano escolar, que nenhum de nós tem cargas superiores às suas capacidades psíquicas e, que o Amor de Deus está sempre presente na nossa vida, onde se multiplicam os benfeitores espirituais que nos intuem para o Bem, os amigos terrenos, a família, a Sociedade em geral.
Com as descobertas da Ciência Espírita e da Ciência Oficial (que tem confirmado todas as assertivas espíritas), descobrimos que, custe o que custar, doa o que doer, a única alternativa que temos, apesar de tudo é sempre… viver.
Não faz sentido anular a matrícula a meio do ano, desistir. Vamos até ao fim, custe o que custar cada teste que temos de fazer, na certeza imorredoura de que Deus nunca nos desampara, que amanhã outras oportunidades e soluções por vezes inesperadas, solucionarão o que parecia impossível.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.



Bibliografia:

Gomes, Jorge - Vozes do outro lado da vida – reuniões mediúnicas de esclarecimento.
Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos.
Kardec, Allan - O Céu e o Inferno.

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Quais são os seus valores?...



Em pleno século XXI, quando as naves espaciais cruzam o espaço em busca de mais conhecimento científico, quando na Terra se operam maravilhas na área da saúde, basta um simples abalo sísmico para demonstrar como somos, como estamos ao nível dos sentimentos, como estamos pouco evoluídos ao nível moral.
O mesmo Homem que constrói edifícios fascinantes, na primeira oportunidade tem atitudes primitivas, agressivas, violentas, como se esse fosse o caminho para o êxito.
Aquando do furacão Katrina, nos EUA, em 2005, que provocou cerca de 1.800 mortos e mais de 1 milhão de deslocados, milhares de pessoas foram recolhidas no Estádio Superdome, em New Orleans. De início, tudo corria bem, as pessoas eram cordiais e ajudavam-se mutuamente. Com o passar do tempo, foi faltando a comida, a água, a luz e, aqueles “civilizados” começaram a matar, a roubar, violar, destruir.
2020, coronavírus, pandemia mundial.
De repente, o mundo parou, como se alguém tivesse carregado no botão “pause” de um filme. Tenta-se a todo o custo carregar de novo no botão “play”.
O mundo inteiro está perplexo, não sabe o que fazer, tinha a sua zona de conforto que, de repente desapareceu. Ninguém sabe como vai ser amanhã, daqui a um ano. A economia mundial assente no capitalismo selvagem, na ganância, no lucro a qualquer custo, tenta desesperadamente voltar ao normal, perdendo uma oportunidade para se criar um novo modelo económico, completamente diferente, assente nos valores humanos, ao invés de centrado no deus-dinheiro.
Os conflitos sociais despontam em todo o planeta, onde, em pleno século XXI, existe gente escravizada, vendida por meia dúzia de euros (Líbia), mão-de-obra escrava em Portugal e noutros países, onde patrões oportunistas aproveitam-se dos mais frágeis, exibindo carros topo de gama, à custa da miséria alheia; guerras regionais, entre gangues, entre pessoas com cor de pele diferente, entre populações e forças de segurança; destruição do património cultural, num momento de aberrante falta de educação e cultura social.

“Não existe um caminho para a paz.
A paz é o caminho.”
                                                                                                Mohandas Gandhi

À gente fraca, geralmente correspondem lideranças fracas, corruptas, oportunistas, e vice-versa. Com o advento da Internet, o outrora escondido, agora, vem à tona, criando revolta e caos social, apanhando na enxurrada do ódio, todos aqueles que não tenham cultivado valores ético-morais e espirituais, como base existencial.
Nestes momentos de turbulência social, não nos podemos omitir perante a ameaça ao património cultural adquirido (interior e exterior), não podemos renegar a nossa História (como povo, Sociedade, planeta), não podemos ficar omissos perante a ameaça à paz, à ética, à moral que construiu uma Sociedade assente nos respeito pelo próximo, nos Direitos do Homem.
Jesus de Nazaré, o Espírito mais evoluído que esteve à face da Terra (na opinião dos Espíritos superiores, que se comunicaram no advento do Espiritismo, em 1857), dizia “Seja o teu falar sim-sim, não-não”. Perante os corruptos, os oportunistas, os vendilhões do templo, não hesitou em derrubar as bancadas onde se vendia de tudo um pouco, no templo de oração. Jesus nunca se omitiu, mesclando o seu imenso Amor com firmeza. Ensinou e praticou, sempre foi contra a violência e, deixou sementes que, se ainda hoje mal compreendidas, apesar de tudo, continuam a frutificar.
Mohandas Gandhi veio mais tarde, o notável Gandhi, exemplo para toda a Humanidade, seguindo as pegadas de Jesus, também ensinou e fez. Aplicou no terreno a filosofia da não-violência e assim conseguiu libertar a Índia e o Paquistão do colonialismo britânico.
Em pleno século XXI, urge parar, pensar um pouco e meditar: e se fosse comigo? E se eu ficasse sem dinheiro para comer, sem casa? E se fosse vítima de violência? Como reagiria? Como agiria?

“Não fazer ao próximo o que não desejamos para nós”
                                                                                                    Jesus de Nazaré

Cada vez é mais importante divulgar a evolução que o Homem já conquistou, nas artes, na filosofia, na espiritualidade, nas ciências. É fundamental realçar o belo, aquilo que traz harmonia, que encanta, que une, que aproxima. É fundamental a linguagem digna, culta, respeitosa, amável, amorosa. É fundamental sermos o exemplo vivo dos valores conquistados, não para nos superiorizarmos aos demais, mas para que estes se sintam incomodados nas suas atitude ignóbeis, estéreis e violentas em que exalam todo o seu ódio, frustração e pequenez espiritual.
É a pedagogia do Amor, que exemplifica sem agredir.
Gandhi referiu que não havia um caminho para a paz, a paz é o caminho.
Jesus de Nazaré ensinou o roteiro do êxito social e pessoal: amar o próximo como a si mesmo, fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem.
Dois mil anos depois continuamos anestesiados no egoísmo. Precisamos despertar!
Os bons Espíritos, aquando do advento do Espiritismo (que não é mais uma seita ou religião, mas sim uma filosofia de vida) em 1857 deixaram uma máxima: “Fora da caridade não há salvação”, realçando assim que, somente pela prática do Bem, fazendo ao próximo o que desejamos para nós e, buscando sempre pensar, sentir e agir em paz, é que evoluiremos espiritualmente em busca do estado de Espírito-puro, ao longo das sucessivas reencarnações.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.
  

Bibliografia:
Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo
Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos

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CORONAVÍRUS...


O dia amanheceu triste,
sentia o corpo quebrado.
Dores de cabeça, febre,
certamente um resfriado.

Passados dois dias,
a situação não melhorava.
Estava um pouco pior,
com dificuldade respirava.

Fui ao Hospital,
em busca de melhoras.
Já de lá não saí,
ao fim de quatro horas.

"O senhor tem o vírus,
tem de ficar internado".
Levaram-me para um quarto,
onde fiquei isolado.

Como não melhorava,
disseram que me iam sedar.
Lá respirei a anestesia,
e dormi sem acordar.

Parecia um sonho,
mas era realidade.
Sentia-me bem,
e em liberdade.

Não me lembro,
do tempo passado
com a anestesia,
no quarto, isolado.

Aquela serenidade,
estava-me a “incomodar”.
Onde estava eu,
que parecia flutuar?

Enfermeira sorridente,
aureolada de luz,
tranquilizou-me a mente,
Durma um pouco, Sr. Cruz”.
  
Quando despertei,
dei por mim curado.
Sem dor de cabeça,
a febre tinha passado.

As vestes dos enfermeiros
eram muito diferentes,
nem pareciam tratar
de pessoas doentes.

Com estes pensamentos
em suave turbilhão,
não sonhava sequer
que se dera a desencarnação.

Após um tempo,
o tal “anjo” voltou.
Sr. Cruz, tem visita,
d’um tio  que muito amou”.

O tio Ferreira apareceu,
com o seu ar despachado.
Só aí reflecti:
ele está desencarnado.  

Assim descobri,
que deixara o corpo carnal, 
e que transitara
para o mundo espiritual.

Espera-me agora
aprender muita lição,
afinal,... morrer,
pode ser suave transição!


Poeta alegre
Psicografia de JC, em Óbidos, Portugal, em 19 de Maio de 2020