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Espiritismo pago? Não faz sentido!...



O Espiritismo (Doutrina dos Espíritos ou Doutrina Espírita) é uma ciência de observação, é filosofia e é moral. Não é mais uma seita ou religião. É uma filosofia de vida, assente na experiência científica e radicada na moral de Jesus de Nazaré.
O Espiritismo apareceu oficialmente em 18 de Abril de 1857, com o lançamento de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. A codificação espírita engloba 20 livros (os 5 considerados fundamentais, 12 volumes de “A Revista Espírita”, “O Espiritismo na sua mais simples expressão”, “Viagem Espírita em 1862” e “O que é o Espiritismo”. “Obras Póstumas” também é de considerar, embora não tenha sido editada por Kardec).
Allan Kardec codificou a Doutrina dos Espíritos de forma tão zelosa e sólida, que ainda hoje, 161 anos depois, não conseguimos entender o seu alcance e profundidade. Os alicerces estão lá, para hoje e para o futuro, como uma janela aberta ao devir, nos inúmeros campos do conhecimento.
Os movimentos espíritas são grupos de pessoas que gostam de estudar, praticar e divulgar o Espiritismo, cada movimento com as idiossincrasias próprias do grupo humano, que se une por afinidade. São muito válidos e desejáveis, desde que o bom senso prevaleça. Um movimento espírita pode-se radicar num Centro Espírita, num grupo familiar, na edição de um jornal ou revista, programa de rádio, num sem fim de oportunidades de movimentar o Espiritismo, dando-o a conhecer, não com o sentido proselitista mas sim para esclarecer e consolar uma Humanidade, que ainda não descobriu que é imortal, que a reencarnação é uma verdade científica e que existe uma Lei de Causalidade.
Como os movimentos são feitos por Homens, é provável que existam discrepâncias doutrinárias ou no modus operandi destes ou daqueles espíritas.
É normal que num Centro Espírita se vendam livros, jornais e revistas espíritas (com lucro mínimo, pois o objectivo é divulgar).
O resto, como vender cafés, bolos, comida, louças, bazares, rifas, roupas, etc, não faz sentido dentro de um Centro Espírita.
O Centro Espírita deve ser simples, sem fotografias de Kardec, Jesus, do dirigente do Centro, etc, sem a tradicional toalha branca rendada, tudo reminiscências do catolicismo, de onde quase todos viemos.
Não tem mal nenhum, mas não são práticas espíritas.
O Centro Espírita tem de cativar o coração dos seres mais simples que lá apareçam.

O Espiritismo não está à venda, e não pode ser vendido,
pois pertence à espiritualidade superior
que o ofereceu à Humanidade.

Não faz sentido, por exemplo, ver palestrantes, que se deslocam a Portugal duas e três vezes por ano, sem qualquer mais-valia doutrinária, com o objectivo de… vender livros, entre outras coisas. A falta de sentido crítico dos dirigentes espíritas portugueses, vai alimentando este vil comércio.
Não faz sentido, efectuar eventos espíritas a preços chorudos, como congressos, workshops, seminários. Estes, devem ser sempre que possível, ao preço mínimo ou gratuitos, se possível, a fim de possibilitar aos espíritas pobres terem acesso ao mesmo conhecimento que os espíritas endinheirados.
Não faz sentido palestrantes ”estrelas” que, quando convidados para divulgar o Espiritismo no estrangeiro, fazem todo o tipo de exigências, como o pagamento da viagem da esposa e outras. Quem serve a Deus não põe condições.
Não faz sentido, as conferências espíritas transformarem-se em “shows”, onde se projecta o ego em vez de se projectar o Espiritismo.
Não faz sentido os “sites” pagos na Internet, as páginas pagas no youtube, divulgação doutrinária com “direitos de autor”, quando os autores do Espiritismo foram os Espíritos.
Não faz sentido que o espírita, para ter acesso ao conhecimento espírita, tenha de pagar, havendo oportunidade de divulgar o Espiritismo com simplicidade e profundidade, no Youtube, gratuitamente!
Não faz sentido o proliferar de “web-tv’s” com o objectivo de vender material didáctico espírita.
Não faz sentido, aceitar donativos de frequentadores do Centro Espírita, pois muitos deles, em sofrimento, pedindo auxílio, acabam por querer “pagar” o alívio concedido pelos bons Espíritos (que não cobram nem aceitam dinheiro).
O Centro Espírita ou é auto-suficiente, ou não é. Têm de ser os sócios do Centro Espírita a suprir as necessidades do mesmo, sob pena de estarmos a catolicizar (no que concerne ao dinheiro) os centros espíritas.
No campo das ideias, existe o chamado “recuo evolutivo” (quando o Homem vai adaptando novas ideias à sua maneira de ser, desvirtuando a nova ideia). É importante que não voltemos a cair nesse erro e / ou que saiamos dele rapidamente.
É fundamental devolver a simplicidade do Espiritismo ao Centro Espírita.
No Espiritismo não há lugar a pagamentos, nem a um simples obrigado. Se houver comércio, mesmo que disfarçado de “caridade”, aí não está o Espiritismo!
O Espiritismo não está à venda, e não pode ser vendido, pois pertence à espiritualidade superior que o ofereceu à Humanidade.

Janeiro 2019

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Tempos estranhos...



Vivemos tempos estranhos, o mundo está mudado, as pessoas diferentes, o clima instável. Existe um frenesim no ar, uma espécie de espera de algo, difuso, desconcertante ou esperançoso. As pessoas estão diferentes, agitadas, nervosas, inseguras. As elites desapareceram ou perderam qualidade, esparramando-se no lodo da corrupção.

O Homem, perdido, sem rumo e sem quem o guie (como sempre teve ao longo da História) agita-se, embrenha-se no materialismo, materialismo este morto pela descoberta da Quântica.
Quer ser feliz e não é. Quer ter, para ser feliz, e não tem.
Se tem o que quer, não é feliz na mesma, e arranja vazadouros psíquicos nos estádios de futebol, na violência doméstica, nas questiúnculas sem sentido.
Os “media” perderam a qualidade em prol da produtividade e do escândalo a qualquer preço. As notícias só o são quando se destaca o mal, esquecendo o imenso Bem que existe no mundo.
Os governantes, os banqueiros, os decisores mundiais parecem chacais, procurando locupletar-se com tudo o que encontram, numa sofreguidão pelo “ter”, pelo “poder” sem sentido, já que, logo mais, o corpo morre, os bens ficam, e o Espírito adentra-se numa nova dimensão de vida (a imortalidade do Espírito foi comprovada em 1857 por Allan Kardec – in “O Livro dos Espíritos”).
A vaidade, o ego e o orgulho levam a que outras deficiências morais campeiem.
O planeta lança os seus gritos de dor, enquanto a indiferença do Homem vai matando oportunidades de rectificação.
A dor está presente no presente, sob variadas formas, levando o Homem a interrogar-se do porquê da Vida, quem é, de onde vem, para onde vai, qual a causa das dissemelhanças entre os Homens.
Estamos no fim dos tempos, dizem alguns.
Sim, no fim dos tempos de iniquidade, fim da indiferença social, da injustiça social, das guerras, da fome.
Os tempos são de esperança…
Allan Kardec (o codificador da Doutrina dos Espíritos, Doutrina Espírita ou Espiritismo) refere no livro “A Génese” as crianças da Nova Era, Espíritos que voltariam à Terra para auxiliar na sua mudança moral, substituindo aqueles que, enredados nas teias do erro, reencarnarão em mundos ao nível do estado do seu coração, mundos primitivos ou de expiação e provas. Muitos desses Espíritos já se encontram na Terra, outros virão, na silenciosa revolução espiritual que se vai operando.

Com a reencarnação de Espíritos mais evoluídos, o mal será erradicado
da face da Terra, sendo os Espíritos belicosos transferidos
para planetas afins com os seus sentimentos.

Jesus de Nazaré deixou o mote há 2 mil anos (não faças ao próximo o que não queres para ti). Mohandas Gandhi, num notável exemplo para a Humanidade, dobrou o colonialismo inglês com a política da “Não violência”. Madre Teresa de Calcutá, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco, Francisco de Assis e tantas almas nobres e incógnitas têm estado, estão e estarão na Terra, empurrando-a para os horizontes da fraternidade, igualdade e liberdade (“Fora da caridade não há salvação” ensina o Espiritismo).
Se outros missionários do Amor, da inteligência aí estão e outros virão, hoje opera-se uma verdadeira revolução espiritual, já que o Bem virá não através de um grande líder mundial, mas sim pela consciência de cada um na imortalidade do Espírito, na reencarnação (hoje comprovada cientificamente pelos estudos do cientista Ian Stevenson), na lei de causa e efeito.
Tudo parece perdido, mas deriva de uma ilusão de análise.
Deus permanece no leme da grande nave Terra, e com a reencarnação de apenas seres pacificados, a Terra melhorará (já está a melhorar) ao longo do 3º milénio, paulatinamente, alcançando as características de um mundo de regeneração (in “Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec), onde o Bem sobrepor-se-á ao mal, e o aprender a ser pessoa será o desiderato da Humanidade, servindo, partilhando, anelando pela paz e pela justiça social.
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” é uma frase que encarna o pensamento dos Espíritos superiores, que trouxeram à Humanidade a existência de Deus, a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados, apresentando o Amor como o sentimento que alimenta o Universo.

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"Factos que provam"... em Espanha!



Sabia que a Espanha tem uma Associação de Divulgadores de Espiritismo? Chama-se Sociedade Espanhola de Divulgadores Espíritas (SEDE) e realizou o seu 1º Congresso nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro de 2018 em Calpe, Alicante, com resultantes surpreendentes. Venha daí…

A vida é assim…
Auditório
As pessoas contagiadas pela profundidade da doutrina dos Espíritos (Espiritismo ou Doutrina Espírita) juntam-se por afinidade, e sentem o desejo de levar mais longe o esclarecimento e o consolo que o Espiritismo traz ao Homem.
A Sociedade Espanhola de Divulgadores Espíritas (SEDE) – www.bibliotecaespirita.es - nasceu há cerca de 1 ano, e levou a cabo o seu 1º congresso internacional de Espiritismo.
O tema “Factos que provam”, dizia ao que se vinha, e o congresso tinha como tema central “ConCiencia”, onde se falava do Espiritismo com ciência, mas também com consciência.
Cláudia Bernardes
150 pessoas de Espanha (alguns de muito longe), Portugal e Brasil puderam fruir de um evento verdadeiramente espírita: não havia “estrelas”, a simplicidade, amizade, a simpatia e a empatia foram a marca de água deste evento. Houve troca de ideias, partilha, concordância, discordância, discussão amigável, enfim houve espiritismo a sério, longe das luzes da ribalta a que infelizmente muitas vezes os congressos se tornam.
Divulgação
Joaquin Huete, o fundador da SEDE, deu as boas vindas na abertura do congresso e deixou uma atmosfera do que é ser espírita: simplicidade, discrição, amizade e assertividade. Sendo o motor de uma organização perfeita em termos logísticos, com uma equipe organizativa simpática e eficaz, qual não foi o nosso espanto quando estavam previstos para o final dos 2 dias de trabalhos, convívios livres e sem tema pré-definido, com todos os participantes, que se sentavam em torno de uma mesa e iam falando livremente, uns com os outros, sobre espiritismo.
Criou-se amizade, conhecimento, empatia e um ambiente de espiritualidade muito bom.
Definitivamente este congresso era diferente de todos os outros que conheci, discreto, harmónico, profundo, eficaz e simples.
Drª Paula Silva
Antonio Lledó, de Villena, falou, na abertura, sobre “Instrumentos da alma: mente, cérebro e consciência”, seguindo-se uma palestra muito boa sobre “investigação científica e espiritualidade”, a cargo da médica portuguesa Paula Silva, presidente da Associação de Médicos-Espíritas do Norte. Sérgio Filipe de Oliveira falou sobre electroencefalografia com mapeamento cerebral, o que criou alguma polémica, em virtude da duvidosa cientificidade dos processos. Oscar Garcia falou sobre “Provas interiores”, João Gonçalves abordou “Evidências científicas da comunicação dos espíritos”, havendo 2 mesas redondas, uma em cada dia, com os palestrantes de cada dia.
No dia seguinte, Pedro Amoros falou sobre “transcomunicação instrumental”, José Lucas abordou o tema “Provas científicas da imortalidade” e Cláudia Bernardes fez uma excelente conferência sobre a “História do Espiritismo”.
Joaquin Huete e sua esposa
José Mesenguer e Hernandéz, de Villena, falaram de reencarnação, e no Domingo o congresso terminaria com uma conferência sobre “Uma nova consciência”, seguindo-se o testemunho de cada um dos convidados.
De realçar que este evento era sem fins lucrativos, não havia livros à venda mas sim livros espíritas para oferta indiscriminada, e pudemos sair deste congresso com a convicção de que em Espanha a SEDE tem muito trabalho pela frente, mas também tem gente capaz, fraterna, amiga, conhecedora do que é o espiritismo e que quer colocar a luz sobre o alqueire.
Convivência e aprendizagem
Parabéns pela feliz iniciativa, e que possam levar o esclarecimento e o consolo a todos aqueles que ainda não sabem quem são, de onde vêm, para onde vão, bem como que são seres imortais numa experiência carnal, com reencarnações sucessivas, onde a lei de causa e efeito é uma realidade.
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”, é uma frase cujo autor se desconhece, mas que transparece bem o pensamento espírita.

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Medicina e Espiritismo no Porto...



A Associação de Médicos-Espíritas do Norte de Portugal (AME-Norte) levou a cabo nos dias 27 e 28 de Outubro de 2018, o VI Seminário de Medicina e Espiritualidade, na cidade do Porto, Portugal, tendo como tema base “Pensamento, Consciência e Espiritualidade”.

Com a boa disposição e simpatia que são características de quem dirige a AME-Norte, este evento levado a cabo na Casa Diocesana de Vilar, na cidade do Porto, começou com a alegria própria de quem reencontra muitos amigos e conhecidos.
Depois de no dia anterior ter havido um “workshop” com o psicólogo brasileiro Gelson Roberto, Décio Jr. (médico cirurgião) abriu o evento com uma conferência seguida com muita atenção pelas mais de 250 pessoas presentes, oriundas de todo o país, bem como da Galiza, Espanha e França.
Gelson Roberto voltaria a intervir mais 2 vezes ao longo do evento, abordando a psicologia de Jung em ligação com a proposta espírita do Espírito Joanna de Ângelis, que se comunica pelo médium Divaldo Pereira Franco.
Gláucia Lima, psiquiatra, directora do serviço de psiquiatria do Hospital do Barreiro, Portugal, apresentou excelente conferência intitulada “Da Psicossomática à Saúde Integral”, apresentando muita informação nova e esclarecimentos, de forma pedagógica e assertiva. Seguiu-se a médica Alice Gonçalves (Paris, França) que fez a ligação entre a Homeopatia e a Espiritualidade, bem como Olfa Mandhouj (Luxemburgo), médica psiquiatra, que falou da depressão na óptica espiritual.
Mirella Colaço, veterinária, abordou a questão da saúde, espiritualidade e o mundo animal.
Posteriormente houve um espaço dedicado à apresentação de livros dos autores presentes.
No Domingo, 28 de Outubro de 2018, Décio Jr. fez 2 brilhantes conferências, conseguindo explicar com a simplicidade de quem sabe comunicar, assuntos difíceis como a Epigenética, de modo claro e preciso.

A Doutrina dos Espíritos (ou Espiritismo) vem fazer a ligação
raciocinada e científica, entre a espiritualidade (diferente de religião)
e a ciência do mundo terreno.

Andresa Thomazoni, psicóloga, falou sobre a educação da mente, seguindo-se Inez Ruvina, médica portuense, que fez um trabalho sobre a dor crónica muito bem embasado na codificação espírita, de Allan Kardec.
Paula Silva (médica), a anfitriã do evento e presidente da AME-Norte, encerrou as conferências abordando como viver a proximidade da morte.
Este VI Seminário de Medicina e Espiritualidade terminaria com uma mesa redonda com os palestrantes, seguida da actuação do estudante de música João Tiago Gomes, que encantou os presentes.
Relembrando Allan Kardec (muito ignorado nos trabalhos apresentados, que privilegiaram obras mediúnicas do Espírito André Luiz e Joanna de Ângelis), o objectivo do Espiritismo é destruir o materialismo, uma ilusão dos sentidos, parafraseando Décio Jr, levando o esclarecimento e o consolo àqueles que desconhecem que a vida continua, a reencarnação e a Lei de Causalidade.
Numa época em que o materialismo foi morto, com a prova de que tudo é energia no Universo, a Doutrina dos Espíritos (ou Espiritismo) vem fazer a ligação raciocinada e científica entre a espiritualidade (diferente de religião) e a ciência do mundo terreno, ao fim e ao cabo,  um único campo de conhecimento, até então separado pela nossa ignorância, crianças espirituais que ainda somos no planeta Terra.
As conferência irão ser depositadas na página da AME-Norte no Youtube, onde poderão ser vistas e / ou revistas.
Um bom evento, onde a partilha, amizade e serenidade pairaram no ar, curiosamente numa infra-estrutura onde decorria, em paralelo, uma outra actividade, esta católica, sinal dos tempos de entendimento, de convívio, de tolerância e evolução do ser Humano, a caminho de um mundo melhor.
(Fotografias de JG, retiradas do Facebook da AME-Norte)

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Açores: em defesa da Vida...



No dia 20 de Outubro de 2018 decorreram as VI Jornadas Culturais Espíritas da Ilha Terceira, Açores, Portugal, onde a defesa da vida foi o mote deste evento, organizado pela Associação Espírita Terceirense.

O auditório do Teatro Angrense, na ilha Terceira, no arquipélago dos Açores, acolheu Sábado, dia 20 de Outubro de 2018, as VI Jornadas Culturais Espíritas da Ilha Terceira.
Organizado pela Associação Espírita Terceirense (AET), na Rua da Guarita, 186 A, Angra do Heroísmo, telefone
 964 364 606, o tema em pauta foi «A vida continua: vale a pena viver».
Neste evento, estiveram presentes conferencistas e inscritos do continente, que se deslocaram propositadamente para o mesmo, para além dos açorianos.
Na abertura, o presidente da AET, Pedro Silva, saudou e deu a palavra ao Sr. Presidente da Câmara Municipal local, bem como ao presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP), Engº Vítor Mora Féria.
Leonor Leal (R. H.) dirigente espírita em Alcobaça, abriu o evento dissertando sobre «Problemas da vida: e agora?».
Após o intervalo, Ana Duarte (Profª), de Évora, presidente da associação espírita local, analisou o item «Casamento: que fazer?», seguindo-se uma palestra musicada com os contra-tenores João Paulo e Luís Peças, de Leiria, que encantaram todos os presentes.
Após o almoço, Esteves Teiga (vice-presidente da FEP) e João Gomes da Associação Cultural Espírita de Alcobaça (ACEA) abriram a parte da tarde com música e poesia, seguindo-se interessante entrevista efectuado por Ana Sales (organização) a Amélia Reis (profª), das Caldas da Rainha, que testemunhou na 1ª pessoa a perda de um filho, na flor da idade, relatando várias situações em que o filho se manifestou através de médiuns, no centro espírita que frequenta, atestando assim a imortalidade dos Espírito.
Após o intervalo, onde uma livraria espírita era muito solicitada, a par de um cafezinho e algo para entreter o estômago, Pedro Silva, presidente da AET, abordou interessante tema intitulado “Vícios: como superar?”.
A palestra de encerramento ficou a cargo de José Lucas (Militar), do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, que abordou o aborto, suicídio, homicídio e pena de morte, com seriedade e humor, dando o ponto de vista espírita destes assuntos.
O evento terminou com música lírica, em ambiente de harmonia e fraternidade.
Pedro Silva, em reportagem para a ADEP TV (www.adep.tv) referiu a necessidade de se divulgar a doutrina dos Espíritos, levando a mensagem de esperança, esclarecimento e consolo a todas as pessoas. 
Quem esteve presente ficou com a certeza de que, “vale a pena viver… porque a vida continua” depois da morte do corpo de carne.


Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” é a frase que reflecte bem o pensamento espírita.

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Você também é migrante... e não sabe!



O migrante é aquele “Que ou o que muda de país ou de região”, de acordo com o dicionário. Mas, vamos falar daqueles que são deslocados no mundo inteiro. Em Agosto de 2018, o número de deslocados estimado pela ONU é de 68,5… MILHÕES de pessoas. Sim, pessoas! Uma delas podia ser você. Mas o que é que o Espiritismo tem a ver com isto?

68,5 milhões de pessoas, no planeta Terra, em 2018, estão deslocadas das suas casas, voluntariamente ou por força das circunstâncias. O número tende a aumentar derivado da instabilidade política, económica, dos fenómenos atmosféricos extremos, das mudanças climáticas, das guerras, tudo fruto do egoísmo do Ser Humano. Os especialistas dizem que a situação vai piorar, e que a Humanidade tem de se adaptar!

Esplanada do café!
Dois “especialistas” em “achismo”, na mesa ao lado, de barriguinha cheia, diziam em voz perfeitamente audível: “Oh pá, os gajos que voltem para a sua terra”, referindo-se aos migrantes que tentam atravessar o Mar Mediterrâneo em busca de uma vida melhor, na Europa.
Olhei e, confesso, não senti raiva…!
Senti pena da pessoa, compaixão, entendimento.
Decerto ele não era espírita.
Decerto ele não sabia que a vida continua para além da morte, decerto ele desconhecia a “Lei de Causa e Efeito”, a reencarnação, decerto nunca sentiu na pele o que é ser refugiado, depender da caridade alheia, começar do zero.
A tristeza acerca da sua observação rapidamente se transformou em entendimento.
É normal, ele não sabe que é um ser imortal, que é um migrante que vai para o mundo espiritual e volta para a Terra, em Portugal, ou em qualquer parte do mundo, noutra reencarnação.
Afinal, o meu vizinho da mesa de esplanada desconhece que é um migrante, que se calhar já o foi mesmo aqui na Terra, em outras vidas, sofrendo perseguições, tendo de fugir, proteger-se, etc…
Em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, obra notável que devia ser estudada nas escolas, na disciplina de Filosofia, os Espíritos superiores referem que todos os males da Humanidade radicam no egoísmo, a causa de todos os restantes defeitos do Ser Humano.

Enquanto formos egoístas e orgulhos
não seremos serenos, pacificados.

Ora, o egoísmo quando aliado ao desconhecimento da realidade do Homem (ser espiritual, imortal) torna-se ainda mais feroz, violento, sem senso comum.
O orgulho e o egoísmo são puro veneno para o bem-estar do Homem, das Sociedades e do mundo.
Dizem também os bons Espíritos que ao Homem é concedido o livre-arbítrio, de obrar no Bem ou egoisticamente, mas de acordo com as Leis da Natureza cada pessoa, cada Sociedade, colherá inevitavelmente aquilo que semear, em pensamentos, atitudes, inacção, etc… não numa perspectiva castigadora (Deus não castiga) mas num automatismo de uma das leis de Deus, leis da Natureza, a Lei de Causalidade (ou Causa e Efeito).
Fiz um exercício de imaginação… e se o que aconteceu com a central nuclear japonesa após o violento sismo e Tsunami, acontecer por exemplo na Itália, com vários vulcões activos, ou em França, Alemanha, com fuga generalizada de radiação nuclear?
Ou morremos na esplanada, envoltos no nosso orgulho e egoísmo ou tornamo-nos migrantes e fugimos quiçá para um país da América do Sul, Brasil ou outro.
Pode ser já amanhã, quando estiver a ler este artigo…

Com a Doutrina dos Espíritos (Espiritismo ou Doutrina Espírita), que não é mais uma religião nem seita, mas sim uma Filosofia de vida, aprendemos que somos Espíritos imortais, que temos outras vidas corpóreas depois desta (reencarnação), que colheremos no mundo espiritual e na próxima existência física o que semearmos nesta vida, e que evoluímos pelo Amor, pela dor ou pela relação Amor-dor, dependendo das escolhas interiores de cada um.
Aprendemos que “fora da caridade não há salvação”, e que devemos fazer ao próximo aquilo que desejaríamos que nos fizessem, numa perfeita súmula dos ensinamentos de Jesus de Nazaré.
Fiquei a pensar com os meus botões… caramba, quanta divulgação destas ideias nobres está por fazer neste mundo, para o auxiliar a mudar!
Deixei o exemplar do Jornal de Espiritismo (que estava a ler) em cima da mesa, e fui-me embora, na esperança que eles pegassem no jornal e o lessem.
Somos todos migrantes na Vida… e não sabemos!

Bibliografia:
Kardec, Allan: O Livro dos Espíritos, Ed. FEP, Amadora, Portugal

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O poder das palavras...



Palavras, leva-as o vento”, diz o povo e com razão, na maioria das vezes. Mas, quando adentramos no conhecimento espírita, no conhecimento da espiritualidade, do Homem como um ser integral (Espírito imortal, temporariamente num corpo carnal), a coisa muda de figura. Afinal, as palavras têm muito poder.

Com o advento do Espiritismo (Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos) em 1857, a morte morreu.
Aquilo que outrora era crença das religiões tradicionais (acreditar na imortalidade da Alma) tornou-se comprovação experimental, surgindo assim a ciência espírita, de onde brotaria uma filosofia de vida, acoplada à moral que Jesus de Nazaré deixou na Terra.
Nascia assim o Espiritismo, ciência que estuda a natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como as relações existentes entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual.
Aprendemos que somos seres imortais, temporariamente num corpo carnal, nesta reencarnação que sucede a muitas outras e que precede outras tantas, até que atinjamos o estado de Espírito-puro e não mais necessitemos de reencarnar.

Tudo o que fazemos, aprendemos, enfim tudo o que fere os nossos sentidos (para o bem e para o mal) fica registado no nosso Espírito, como numa base de dados de um disco rígido, ao qual se vai acedendo conforme for útil e possível.
Somos animais de hábitos, aprendemos e repetimos, criamos rotinas diárias e vamos sendo aculturados pelo meio onde reencarnamos.
No entanto, o nosso destino é escrito por nós mesmos, dia após dia, como se fosse num diário, com páginas em branco, onde ficam grafados todos os nossos sentimentos, pensamentos e atitudes.
O Espírito tem um património cultural e espiritual que depende sempre do seu esforço, perseverança e livre-arbítrio, daí que encontramos uns estagnados, outros em busca de um devir melhor e, outros que parecem dar saltos de gigante.
Vivemos no planeta Terra, planeta onde o Mal ainda se sobrepõe ao Bem, onde aportam Espíritos em provas e expiações, daí ser um planeta onde o sofrimento ainda é uma presença constante, parecendo não mais acabar.

Nesta época tormentosa da evolução terrestre, todos dizemos buscar a Paz, todos almejamos estar em paz.
Mas, o que fazemos para que a Paz seja o caminho nas nossas vidas?
Muito pouco ou nada!
Pegando num jornal desportivo, encontramos expressões que com facilidade nos saltam dos lábios, em conversas triviais, como “duelo, embate, luta, jogo mata-mata, jogo de vida ou de morte, o jogador ceifou o adversário”, entre outros termos bélicos adaptados ao desporto.
Noutras áreas da nossa existência, passa-se o mesmo: “estou numa luta contra o cancro”, “vamos à luta do dia-a-dia”, enfim, de um modo generalizado e por hábito, utilizamos um vocabulário bélico ao invés de expressões de paz.
Os nossos monumentos comemoram guerras, batalhas, dramas, as nossas avenidas têm o nome de guerras, batalhas.

Para construirmos a paz, precisamos de paz nos sentimentos para que os nossos pensamentos sejam de paz, para que nos expressemos com palavras de paz, e para que ajamos em paz.
Mas, para isso, é preciso mudarmos de hábitos, fazermos uma autovigilância acerca do que sentimos, pensamos e dizemos, para mudarmos de hábitos e passarmos a ter hábitos de paz.
Sem começar pelo princípio, como chegar ao fim?

Não existe um caminho para a paz, a paz é o caminho”, referia Mohandas Gandhi, em consonância com a mensagem pacificada de Jesus de Nazaré.
Construir esse caminho é trabalho intransferível de cada um de nós, e de todos em conjunto. Vamos, pois, utilizar termos que transmitam paz, que ficarão gravados no nosso subconsciente e, que derivados do hábito, do treino, passarão a fazer parte do nosso património espiritual.