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O SORRISO...

 
O triste é triste
por habituação.
Com a cara tristonha,
chama a atenção.

Se soubésseis
as bênçãos que Deus vos dá,
sorririam de manhã à noite,
até voltarem para cá.

Ao acordar,
sorri irmão.
Seja como for o dia,
será uma grande lição.

Sorri para a vida
e leva a vida a sorrir,
pois só assim,
serás feliz no porvir.

Quem não treina
os músculos faciais,
anda de trombas
tempos imemoriais.

Sorri amigo,
conheces a imortalidade.
Haverá maior alegria,
do que esta realidade?

O sorriso é atitude
de quem é espiritualizado.
Sorri, na alegria e na dor,
até ao dia de finado.
 

Poeta alegre
Psicografia de JC na reunião mediúnica do CCE, Caldas da Rainha, Portugal em 3 de Julho de 2018

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Curas espirituais


Falas em
curas espirituais,
mas, na verdade, o que queres
são curas corporais.

Queres curar o corpo,
que um dia vai morrer.
E o espírito imortal?
Desse, não queres saber.

Compreendemos que queiras
fugir da doença,
mesmo que o espiritismo
seja a tua crença!

Por vezes a doença
é uma grande oportunidade,
para que com saúde
não repitas a maldade.

Curai-me, meu Deus,
desta maleita.
Já vai, meu filho,
aguenta a "receita".

O problema das curas
é sempre de relação.
Espiritual ou não,
o que importa é ser são.

Elas só ocorrem
com superior autorização.
A melhor cura é, pois,
a prática da oração.

Poeta alegre
Psicografia de JC na palestra pública do CCE, Caldas da Rainha, Portugal, em 13 de Julho de 2018

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Tailândia é solução...


Hoje, 9 de Julho de 2018, o mundo inteiro continua de olhos postos na Tailândia, onde 12 crianças e um adulto estão retidos num gruta, devido às chuvas repentinas que a inundaram. A esta hora já se salvaram 7 crianças e, espera-se que se salvem todos. A solução do mundo passa pela Tailândia. Veja porquê!

O planeta Terra é, na opinião dos bons Espíritos, um planeta de expiação e provas, onde o mal se sobrepõe ao Bem, tendo em conta as características morais da maioria dos seus habitantes, ainda mergulhados no egoísmo, no orgulho, na maldade.
Pelos 4 cantos do planeta, pessoas bem-intencionadas reclamam que é preciso Amar, é preciso respeitar a Natureza, é preciso fazer um sem número de coisas.
Digamos, sem qualquer ensejo de crítica, que não nos faltam teorias de como viver melhor, de como sermos mais felizes.
Abundam os manuais de auto-ajuda, de como fazer isto ou aquilo.
Porém, a realidade é diferente das possibilidades que os discursos, os livros, as técnicas, os cursos ensejam para a Humanidade.
Em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, lançado em 18 de Abril de 1857, data do aparecimento do Espiritismo (ou Doutrina Espírita), o codificador da Doutrina dos Espíritos, entre as 1019 perguntas e respostas desta obra monumental para a Humanidade, questiona os Espíritos superiores acerca da medida da felicidade possível na Terra.
Os bons Espíritos respondem que não sendo possível a felicidade na Terra, tendo em conta a natureza dos Espíritos que a habitam, para eles a felicidade seria possuir o essencial (para a vida material) e ter fé e a consciência tranquila (no que concerne à vida espiritual).
O Homem, envolto no egoísmo feroz, no orgulho, na vaidade, na violência, continua teimosamente a ignorar o caminho para a felicidade: a paz interior, a paz exterior, fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem, se estivéssemos no mesmo lugar.
Tão simples e profundo, tal ensinamento tem sido trazido à Terra por vários iluminados, culminando com Jesus de Nazaré, que há 2 mil anos deixou a estratégia para a felicidade, ao alcance de todos: “não fazer ao próximo o que não queremos para nós”.

Oxalá possamos aprender que a solução para a Humanidade
(colaboração desinteressada) passa pela… Tailândia… 

Na obra literária codificada por Allan Kardec sobre Espiritismo, os bons Espíritos referem consecutivamente a prática da caridade (consigo próprio e com os demais) como factor determinante da evolução moral.
Não somente a caridade material, mas também e essencialmente a caridade moral (ver em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec).
Dizem os bons Espíritos que estamos fadados ao êxito, à evolução, e que podemos trilhar 3 caminhos: evoluir pelo Amor (nos sentimentos, pensamentos e atitudes), pela dor (decorrência automática de quem não ama) ou pela dor e pelo Amor, em matizes diferentes, dependendo do livre-arbítrio de cada um.
Num mundo ainda materialista, egoísta, onde o mal parece não ter fim, onde a baixeza moral parece não ter fundo, a Tailândia aparece como a solução luminosa para o planeta Terra.
Nestes momentos em que todos pedimos a Deus pelas vidas das crianças retidas na gruta tailandesa, vemos pessoas de todo o mundo, conhecidas e desconhecidas, “poderosas” e “insignificantes”, unidas, colaborando com um único desiderato: salvar as vidas daquelas crianças e do seu treinador.
Ninguém sabe os seus nomes, de onde são, de que religião ou clube de futebol, partido político. Nada disso interessa! São seres humanos.
Perante a dor, o Homem sensibiliza-se e move mundos e fundos para ajudar quem precisa.
Este é o caminho para uma sociedade melhor: em vez da competição, a colaboração!
Oxalá possamos aprender que a solução para a Humanidade (colaboração desinteressada) passa pela… Tailândia…

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Barbárie humana: dos EUA ao Oriente...



Um café, se faz favor” pedi ao empregado que me veio servir à mesa da esplanada. Ao lado, a conversa em alta voz (um mau hábito, recorrente, com esta história dos telemóveis) entre dois homens, na casa dos 45 anos. Discutiam a questão em voga, dos migrantes africanos, sírios, afegãos, mexicanos, etc…
Um deles (vamos chamar o Sr. A), bem nutrido (a barriguinha fazia a chamada “curva da felicidade” nos homens), bem vestido, sentado numa esplanada num país em paz, onde o calor trazia um ar de Verão, do alto do seu “bem-estar” vociferou: “essa cambada, se fosse eu que mandasse iam a nado para casa, nem sabemos se são terroristas ou não…”. O colega de mesa (vamos chamar o Sr. B) parecia ser menos reactivo, mais habituado a medir as palavras e / ou os conceitos. Tinha aquilo a que se chama o ar de “boa pessoa”. O Sr. B falava de um modo diferente, falava dos direitos humanos e tentava esclarecer o amigo, tentando que ele se colocasse na posição dos migrantes. “E se fosses tu, pá?”…E se fosses tu a tentar entrar nos EUA em busca de uma vida melhor e te tirassem os filhos menores para serem “presos” longe de ti, juntamente com mais de 1.000 (mil) crianças?”
O Sr. A disparou logo: “isso é problema deles, que se amanhem, não venham é cá estragar o que é nosso”.
Confesso que fiquei um pouco nauseado, não pelo café que tinha acabado de beber, saboroso, mas por aquela dose auditiva de veneno tóxico que recebera – o egoísmo feroz.
Meditando no que tenho aprendido com a Doutrina dos Espíritos (Espiritismo ou Doutrina Espírita), senti-me mais aliviado por as minhas ondas mentais calcorrearem caminhos diferentes, caminhos de compreensão, fraternidade, irmandade universal, pese embora os muitos defeitos que ainda carrego.
Fiquei mais calmo… como que uma voz, mentalmente me questionava: “será que aquele egoísta feroz tem o conhecimento da imortalidade do Espírito? Será que ele sabe que vai voltar à Terra, as vezes que forem necessárias para evoluir espiritual e intelectualmente, em novos corpos (reencarnação)? Será que el conhece a lei de causa e efeito, onde cada um colhe o que semeia (nesta vida e nas seguintes)?”

Fazer ao próximo o que desejamos para nós,
é a medida do bem-estar e da felicidade interior.

Pois é, pensei cá com os meus botões, ele não deve saber, não deve ter conhecimento que lhe permita pensar de maneira mais fraterna…
E aqueles que tendo esse conhecimento pensam e agem da mesma maneira?
Esses são mais auto-responsáveis, moralmente falando…
Apeteceu-me entrar na conversa e dizer ao Sr. A: “Sabe porque você não é feliz? Porque o egoísmo é a mãe de todos os nossos vícios e, enquanto não nos libertarmos desse vício, entendendo a vida de modo holístico, não seremos felizes. Enquanto não fizermos ao próximo o que desejamos para nós, não teremos paz interior e exterior. Enquanto não nos conseguirmos colocar no lugar dos outros, não seremos felizes”.
Mas, não era oportuno meter-me na conversa alheia.
Paguei o café, estava a ler o Jornal de Espiritismo, deixei-o em cima da mesa, na esperança que ele desse uma vista de olhos no jornal ali “esquecido”…
No livro de Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, um dos capítulos fala das qualidades do Homem de Bem.
Fui-me embora a meditar nesse belo texto, que serve de roteiro luminoso para a nossa evolução intelectual e moral, para o nosso bem-estar…
Como queremos o mundo em paz se as leis dos Homens estão tão longe das leis divinas ou lei natural?
Como queremos paz se fomentamos a guerra no nosso quotidiano, nas conversas com termos belicosos, nas leituras e programas de TV escandalosos, nas atitudes e reacções agressivas, sem entendermos que o Amor é a grande estrada da evolução, como diz um amigo meu?
Por isso não somos (ainda) felizes, mas, podemos mudar… quando quisermos, já hoje!

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Chorar a morte...


Choras a morte, 
apagou-se a vela! 
Engano teu, amigo, 
a luz ficou mais bela.

Choram os familiares,
o ente que morreu.
Engano deles, amigo,
o morto… floresceu!

Choram os amigos,
a perda do cidadão.
Engano deles, amigo,
vive noutra situação.

A morte é quimera,
desconhecimento, ilusão.
A vida continua,
noutra dimensão…

Aproveita o dia,
o minuto, a hora,
fazendo o bem,
o bem que te melhora.

Não penses na morte,
é perda de tempo.
Foca-te na vida,
e na vida, dá o exemplo.

No corpo de carne
ou na espiritualidade,
o que importa, amigo,
é viver com bondade.

Poeta alegre
Psicografia de JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 29 de Maio de 2018.

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Palestrantes ou comerciantes...?



Um Centro Espírita deve ser um amplo espaço cultural, onde se estuda, pratica e divulga a Doutrina dos Espíritos. Numa perspectiva de fraternidade, essa actividade deve ter como objectivo o auxílio mútuo desinteressado, procurando vivenciar a caridade dos sentimentos fraternos, a caridade do estudo, da prática espírita, e dos bens materiais junto dos necessitados.

Felizmente em Portugal, actualmente existem mais de 100 centros espíritas, num movimento muito dinâmico de crescimento, não só de espaços físicos, mas também de crescimento interior e doutrinário.
Felizmente, desde sempre, Portugal contou com alguns conferencistas espíritas brasileiros que fizeram a diferença (Divaldo Franco, Raul Teixeira, Heloísa Pires,…) e que muito contribuíram para o crescimento do Espiritismo em Portugal, bem como para a sua credibilidade pública.
O movimento espírita em Portugal, amarfanhado pelo regime Salazarista, começou a sair das cinzas da opressão ditatorial, após o 25 de Abril de 1974.
Divaldo Franco, Raul Teixeira e mais um ou outro conferencista brasileiro de qualidade, começaram a visitar Portugal, em missão de divulgação e com objectivos doutrinários.
O Portugal espírita começava a dar cartas, e os outrora jovens começaram a aparecer.
Para além de múltiplos centros espíritas que iam desabrochando, palestrantes espíritas portugueses iam aparecendo, havendo inclusive, intercâmbio de palestrantes entre centros espíritas, o que ainda hoje acontece.
Portugal espírita aparentemente foi amadurecendo e, hoje, aparentemente mais maduro, começa a aparecer um fenómeno inquietante.
Alguns espíritas brasileiros encontraram em Portugal um verdadeiro filão de ouro, fazendo lembrar a febre do ouro nas Américas.
Palestrantes brasileiros aparecem quase em doses industriais, ora em passeio, ora com objectivos de ordem pessoal, ora ainda com outros objectivos difusos, mas sempre com algo em comum: vêm a Portugal e regressam com muito dinheiro ao Brasil, vendendo livros de qualidade duvidosa e / ou muito duvidosa, entre outras vendas, sempre lucrativas.
A justificação é sempre a mesma: é para ajudar a nossa obra social!!!
Palestrantes brasileiros vêm a Portugal 2 e 3 vezes por ano (!!!), outros tentam projectar os filhos, como se falar de espiritismo fosse um estatuto passado de pais para filhos.

O comércio de todo o tipo de artefactos (livros, quadros, CD’s, etc…)
parece ter tomado o lugar da simplicidade do Espiritismo, de uma conversa amiga, de um debate doutrinário sereno, sem qualquer objectivo pessoal
de qualquer tipo, conforme nos ensina Allan Kardec na codificação espírita.

Supostamente vêm divulgar o espiritismo a Portugal, como se Portugal não tivesse palestrantes mais que preparados para tal desiderato.
Outros atrevem-se mesmo em público, como aconteceu numa TV portuguesa, a dizerem que vêm espiritizar os portugueses.
Basta que o palestrante tenha um “Dr.” antes do nome, ou seja médico, para ter as portas abertas dos centros espíritas portugueses que, sem espírito crítico nenhum, aceitam qualquer palestrante, sem cogitar da sua moral, qualidade doutrinária, e se é uma mais-valia ou não.
Outros vêm oferecer uma pomadinha com nomes do médium Francisco Cândido Xavier ou do Vôvô Pedro, prática esta que nada tem a ver com o Espiritismo na sua essência, para além de se usurpar o nome do médium mineiro, que tantos exemplos de humildade deixou à Humanidade.
O slogan parece ter virado moda: “É brasileiro? Então é bom…” quando a realidade mostra o contrário.
O comércio de todo o tipo de artefactos (livros, quadros, CD’s, etc…) parece ter tomado o lugar da simplicidade do Espiritismo, de uma conversa amiga, de um debate doutrinário sereno, sem qualquer objectivo pessoal de qualquer tipo, conforme nos ensina Allan Kardec na codificação espírita.
É claro que tudo isto acontece por invigilância e boa-vontade exagerada, sem o crivo da razão, de muitos dirigentes espíritas portugueses, que ainda não se aperceberam que uma palestra espírita é de suma importância, e que devem ser os mesmos dirigentes a organizar a sua associação espírita.
Se o intercâmbio de palestrantes, esporádico, escolhendo a dedo, pessoas de boa índole e que tragam uma mais-valia é desejável e saudável, já o tentar a todo o custo arranjar um palestrante que nos livre desse “trabalho” semanal, a fim de ficarmos mais livres, é um mau serviço que estamos a prestar à Doutrina dos Espíritos.
Um assunto para meditarmos, sem qualquer tipo de xenofobia, pois como português sinto e amo o povo brasileiro tanto como o povo onde nasci, nesta reencarnação.
Temos um tesouro nas mãos (a Doutrina Espírita) e estamos a vendê-la ao desbarato…
Assim não!...

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Não te mates, não...


A morte,
não é opção
que possas usar,
meu irmão.

A morte é sequência
do que é natural.
Nunca deve ser forçada,
para não ser um mal.

Se a vida é difícil,
confia meu irmão.
Custe o que custar,
não te mates, não!

Se ideia suicida,
te assola a razão,
pára, ora, confia,
não te mates, não!

Se a dificuldade
te tolda a emoção,
confia em Deus,
não te mates, não!

A Vida é bela,
e com sentido divino.
A evolução é aquilo
a que chamas destino!

Quando pensares
estar em solidão,
estamos ao teu lado,
não te mates, não!

A morte é ilusão,
para quem se quer matar.
A vida é imortal…
Porfia, custe o que custar.

Poeta alegre
Psicografia de JC na palestra pública do CCE, Caldas da Rainha, Portugal, em 13 de Abril de 2018.