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Perdoar é preciso...

Eva Mozes Kor 

O perdão é uma das atitudes mais sublimes do Homem, numa demonstração da sua capacidade de se superar espiritualmente, a caminho de novos patamares evolutivos. Outrora considerada uma atitude dos santos, hoje vemos que está ao alcance de qualquer um que o queira fazer. Perdoar, é preciso…


Perdoar é preciso, faz falta à Humanidade como de pão para a boca.
Perdoar é, igualmente, preciso (de precisão), pois alcança fatalmente o perdoado, com um impacto fatal.
O poder do perdão é tão grande que Jesus de Nazaré, há dois mil anos, apontava esta prática como o caminho para a espiritualização do Homem, ao recomendar perdoar os inimigos, perdoar 70 x 7, isto é, sempre.
Perdoar não é esquecer (tudo o que nos acontece fica gravado no nosso psiquismo); perdoar não é amar de igual modo o criminoso ou alguém que nos ame muito. Obviamente, temos sentimentos diferentes relativamente aos demais, variando com a maior ou menor afinidade que tenhamos com essas pessoas.
Mesmo lembrando o mal que nos possam ter feito, mesmo que gostemos mais ou menos desta ou daquela pessoa, conforme as afinidades, o ensinamento que Jesus (o grande psicoterapeuta da Humanidade, no dizer do Espírito Joanna de Ângelis) deixou é, que é sempre possível perdoar.
Isso significa entender o outro, entender porque agiu de determinada maneira; significa compreender que é um Ser em evolução, mesmo errando, mesmo prejudicando; significa ter uma visão holística da Humanidade, a espraiar-se pelos séculos sem fim, ao longo das reencarnações, saber e sentir que, amanhã, esse Ser hoje condenável socialmente, será melhor, atingindo o vértice da evolução espiritual, um dia, dentro da lógica das vidas sucessivas e progressivas (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).
Perdoar não significa ser condescendente com o erro, não significa omitir-se, desculpar o crime, mas sim, independentemente da aplicação coerciva das leis humanas, entender, não odiar, não desejar mal, sentir apesar de tudo, o espírito de irmandade universal que a todos nos liga, nos múltiplos patamares evolutivos de cada um.
Quando se atinge esse estado, o Homem pacifica-se por dentro, serena, age em conformidade com a sua tranquilidade interior, independentemente do que aconteça exteriormente.

O poder do perdão
é incomensurável.
Toca o coração
do bom e do miserável.

(Poeta alegre, in Histórias que os
Espíritos Contaram, Vol I, Ed. FEP)  

 1 - Há cerca de 35 anos, um amigo que se tornou verdadeiro guia espiritual na Terra, contou-me um caso de um criminoso americano, condenado a prisão perpétua. Esse homem, foi-se encantando com um passarinho que, pousava na grade da janela da sua cela. Interessou-se por ornitologia, foi estudando e tornou-se num especialista mundial, contribuindo com o seu saber para a Humanidade. Se não fosse o perdão dos seres humanos (que não o levaram à cadeira eléctrica) ter-se-ia perdido esse conhecimento, essa oportunidade de evolução do próprio e de todos, em geral.

Carta de Obama estimulando a indultada
2 - Danielle Metz, nos EUA, foi presa em 1993 e passou 23 anos na cadeia por tráfico de droga. Originalmente foi condenada a três penas perpétuas e a mais 20 anos.
Na prisão começou a estudar e, em 2016, 23 anos depois de ser detida, o ex-Presidente Barack Obama, concedeu-lhe um indulto. Voltou a Nova Orleães e conseguiu emprego a empacotar caixas de comida para os mais pobres, junto de uma organização de solidariedade social. Aos 50 anos inscreveu-se na universidade da sua cidade e este ano finalizou a licenciatura em Assistência Social com uma das médias mais altas. (in jornal Expresso, Portugal, 12 Julho 2019)

3 - Eva Mozes Kor chegou ao campo de concentração Nazi, em Maio de 1944. Perdeu os pais e as duas irmãs mais velhas numa câmara de gás em Auschwitz e serviu, tal como a irmã gémea Miriam, de cobaia às mãos de Josef Mengele, o “anjo” de morte. Refez a vida em Israel e nos Estados Unidos e ensinou o valor do perdão.
Eva Mozes Kor, uma das sobreviventes do Holocausto, depois de testemunhar contra o “contabilista” do campo de concentração de Auschwitz, perdoou o seu carrasco. Morreu em 2019, aos 85 anos, deixando uma mensagem notável ao mundo: Perdoem os vossos piores inimigos”. (cf. jornal Expresso, Portugal, 6 Julho 2019)

Depois dos exemplos de Ghandi, Martin Luther King, Nelson Mandela e tantos outros missionários do Amor na Terra, a mensagem do maior exemplo do perdão, Jesus de Nazaré, mantém-se actual, exequível, imprescindível para a evolução intelectual e moral da Humanidade.
Dois mil anos depois, continuamos distraídos, a investir na estratégia oposta (ódio, inveja, egoísmo), no entanto os casos aqui referidos demonstram que é possível perdoar, é possível amar na diferença.
A paz é o caminho, perdoar é… preciso!

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Todo o Homem é meu irmão...


Todo o Homem
é meu irmão,
seja da Europa
ou do Sudão.

Todo o Homem
é meu irmão,
seja pobre
ou um sultão.

Todo o Homem
é meu irmão,
seja budista
ou cristão.

Alegrem-se na Terra
pelas dificuldades,
outrora previstas,
pois trarão novidades.

Só há um Deus,
não há religião,
mas, sim, espiritualidade
no coração.

São as dores de parto
d’uma nova civilização.
Custa, custa muito,
mas as trevas não vencerão.

Jesus é o farol
da Humanidade,
porfiem no Bem
sem temer a maldade.

O amor é Deus
em acção.
Quem ama, tem Deus
no coração.

Prossigam confiantes,
divulgando Jesus.
A sua mensagem,
suaviza a nossa Cruz.
  
Passo a passo,
a (r) evolução chegará,
levando alegria
aos daí e aos de cá.

Amai-vos uns aos outros,
fazei o Bem sem cessar.
Isso é o que Jesus espera
de todos que o dizem amar.


Poeta alegre
Psicografia de JC, na reunião mediúnica do CCE, Caldas da Rainha, Portugal, em 23 de Abril de 2019.

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Pinceladas espíritas...



Dignidade: os exemplos que nos mantêm de pé...
O espírita não é melhor nem pior que os demais: é diferente! Não tem uma crença, tem convicções, baseadas em factos. Não tem uma religião, tem espiritualidade e, acaba por ver o mundo com cores diferentes, bastando umas pinceladas de espiritismo para tal.


TERRORISMO NO SRI LANKA
Pudemos assistir estupefactos ao primitivo acto terrorista no Sri Lanka, onde morreram violentamente quase 300 pessoas. Chocou a sensibilidade das pessoas. Um português, em lua-de-mel, ao lado da esposa, foi uma das vítimas, escapando ilesa a esposa.
Que Deus horrível é este, que permite estas coisas?
Esse Deus, antropomorfizado (feito à imagem e semelhança do Homem, o velhinho de barbas, com um chicote à espera que morramos para nos castigar ou dar o céu) não existe para os Espíritas.
O Espiritismo não questiona “Quem é Deus?”, mas…”O que é Deus?”, e a resposta dos Espíritos superiores é tão sublime quanto profunda: “Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.
Estudando o Espiritismo (comece pelo “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec”) verificamos esse Deus – Amor, a Reencarnação, a Lei de Causa e Efeito, a Pluralidade dos Mundos Habitados, a Imortalidade e a Comunicabilidade dos Espíritos.
Depois de estudar, acabamos por compreender que tudo o que acontece está interligado, passado e presente e que o Amor é o combustível do Universo, que nada acontece por acaso, tudo tem uma causa, em busca do equilíbrio universal.
Leia, pois vai ficar esclarecido e, consequentemente, consolado.
Vale a pena!


CICLONE IDAI, VACAS, CROCODILOS...
O ciclone Idai varreu a zona central de Moçambique em Março de 2019, deixando um rasto de destruição inimaginável, com mais de 600 mortos.
Se custa ver um povo sofrer a violência da Natureza, custa muito mais ver um povo que nada tem, perder tudo aquilo que não tem, por paradoxal que possa parecer.
No entanto, os moçambicanos não perderam a dignidade, deixando ao mundo exemplos de nobreza de carácter, de abnegação, altruísmo, resiliência e verdadeira fé, força de vontade.

- A reportagem da TV portuguesa encontrou cerca de 100 pessoas esfomeadas, num sulco de terra, ligeiramente acima do mar de água que alagou os terrenos. Nas redondezas, andava uma dezena de cabeças de gado, perdida. Interrogada uma das pessoas à espera de socorro, sem comer há alguns dias, do porquê de não comerem as vacas à solta, a resposta saiu pronta e natural: “as vacas são de fulano mais para o Norte, estão perdidas, mas depois ele deve vir buscá-las. Não são nossas!”

- Um empresário com uma criação de 26 mil crocodilos, 40 empregados. Esses trabalhadores ficaram dia e noite, 2 dias sem dormir, a tomar conta dos crocodilos para que não houvesse a tragédia de se soltarem e devorarem pessoas. Os “40 magníficos” largaram tudo, as suas casas, mulheres, filhos, durante o ciclone, para evitar um desastre maior.

- João, outro empregado do mesmo empresário, perdeu 4 filhos porque tinha de salvar uma manada de vacas e levá-las para um local alto, a fim de não se afogarem. “Patrão, salvei as vacas, mas perdi os meus 4 filhos…


ESCLARECER E CONSOLAR
Muitos revoltam-se, questionam “Onde está Deus?”,Porque Deus permite isto?”, o que é normal, uma vez que desconhecem a Lei de Causalidade, as Leis Morais, a Lei de Deus, universal e perfeita.
Em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec (discípulo de Pestalozzi), encontramos nessa magnífica obra de Filosofia Espírita, 1019 perguntas e respostas, que são o preâmbulo de uma obra profunda a espraiar-se em outros livros de Allan Kardec.
Sendo o espiritismo uma ciência de observação, uma filosofia de vida, embasada na moral universal de Jesus de Nazaré (nada tendo a ver com religiões ou seitas), vem dizer-nos quem somos, de onde viemos, para onde vamos, o que estamos a fazer na Terra, a causa das dissemelhanças, bem como das alegrias e dores da Humanidade.
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar tal é a Lei”, reflecte, em essência, a ciência espírita que, um dia será (ou não) confirmada pela ciência oficial.
Até lá, porque não fazermos a nossa tarefa de divulgação de uma ideia que acalma, esclarece e consola?
Lembre-se disso nos aniversários e datas festivas, ofereça livros espíritas a familiares,  amigos, a bibliotecas locais e regionais, cadeias, escolas, universidades.
Quanta gente cheia de fome, e nós, espíritas, com um saco cheio de pão… !!!

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A mulher - violência - o homem... (um ponto de vista espírita)



Portugal tem sido assolado por uma onda de violência doméstica sem precedentes. Somente desde Janeiro de 2019, já foram mortas pelos seus companheiros mais de uma dezena de mulheres, inclusive com mortes macabras. O entendimento do Espiritismo pode resolver esse problema.

No ponto de vista espírita, o Ser Humano é um Espírito imortal, criado por Deus, que começou a sua evolução no reino hominal, na 1ª encarnação em mundos primitivos, simples e ignorante. Ao longo dos milénios, esse Espírito vai tendo reencarnações sucessivas e progressivas, desenvolvendo o intelecto e a moral, até que um dia atinja o estado de Espírito puro, não necessitando mais de reencarnar, continuando a sua evolução como co-criador de Deus, no Universo.
Nessa viagem de milhões de anos, o Espírito tanto reencarna como homem ou mulher, de acordo com o que for mais útil para si, tendo em conta as sua necessidades evolutivas.
Em “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, que comporta a filosofia espírita, podemos encontrar conceitos claros sobre o assunto, explicando que o Espírito é portador de sexualidade, mas não de sexo. Apenas quando tem necessidade de reencarnar, o Espírito adopta uma polaridade sexual (masculina ou feminina) tendo em conta aquilo que necessita aprender nessa reencarnação.

Na questão 202 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta:
“Quando somos Espíritos, preferimos encarnar num corpo de homem ou de mulher?
Resposta - Isso pouco importa ao Espírito; depende das provas que ele tiver de sofrer.

Os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais e novas ocasiões de adquirir experiências. Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens.”

Nesse sentido, não faz qualquer sentido haver discriminação de raças (racismo), de povos (xenofobia), desprezo pela Natureza (ecologia), de condição social (pobreza) e de sexo, pois que o Espírito reencarnará na raça, no país, na condição social e com o sexo que lhe forem mais úteis para a sua evolução, naquele momento.
Tendo esse conhecimento, sabendo que o Universo rege-se pela Lei de Causa e Efeito (tudo o que sentimos, pensamos e fazemos repercute sobre nós), somente o desconhecimento das Leis Morais de Deus, pode levar a esta autêntica guerra de sexos, ao longo da história da Terra.
Com o Espiritismo, o Homem toma consciência de que é um passageiro no comboio da vida, colhendo mais além o que semeou mais atrás. Se foi rude, violento, repetidas vezes, para com o sexo oposto, a bondade divina pode proporcionar-lhe, pedagogicamente, uma ou várias vivências futuras na polaridade sexual feminina, para que assim aprenda a valorizar o sexo desprezado, adquirindo qualidades e características típicas desse sexo, que lhe serão úteis para o seu equilíbrio espiritual, em busca da sua felicidade. O mesmo acontece ao inverso, da polaridade feminina para a masculina.
O homem e a mulher sofrem na Terra as contingências culturais do local onde nascem, a aculturação social, no entanto, trazem no seu íntimo a noção de Bem e de Mal, do que está certo e está errado, do ponto de vista moral.
A reencarnação (hoje provada cientificamente pelos estudos do psiquiatra americano Ian Stevenson, entre outros) tem ainda o condão de proporcionar ao Espírito a vida em sociedade, aprendendo com diferentes pessoas, de ambos os sexos, de diferentes países e culturas, no caminho intelectual e moral que o catapultará para estados de alma mais felizes, em vidas futuras, na Terra ou noutros planetas mais evoluídos.

O planeta Terra pode ser comparado a grande escola, com milhões de alunos, uns mais atrasados do que outros, uns mais pacíficos do que os demais, uns mais inteligentes do que os restantes, no entanto, como em qualquer escola, existem regras de conduta que não podem ser violadas, em prol do bem comum, sob pena de uma advertência ou processo disciplinar, com vista à reeducação do aluno.
Também nas reencarnações sucessivas, o Espírito será sempre o responsável pela sua conduta moral, colhendo as alegrias ou as dores morais que defluem da sua conduta passada.
Acreditamos que com uma maior e melhor divulgação da Doutrina Espírita (Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos), que não é mais uma religião ou seita, mas sim uma filosofia de vida, as pessoas despertarão mais rapidamente para uma consciencialização de que são Espíritos imortais, consciência essa que terá inevitavelmente consequência morais na sua maneira de sentir, pensar e agir.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”. 


8 Mar 2019
(Dia internacional da mulher)

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Violência, uma fatalidade?...



Ligamos a TV, abrimos o jornal, a vida parece um filme de terror, cada dia com notícias mais horríveis do que ontem. Os “media” sedentos de audiências à custa da dor alheia, locupletam-se no “sangue” sem sentido, contaminando com a perturbação, que esbanjam sem limites. Mas será essa a realidade do mundo? A violência é uma fatalidade?

Somos 7,5 mil milhões de pessoas na Terra, dentro do corpo de carne, sem contabilizar os milhões de seres que vivem no mundo espiritual, na esfera da Terra. Estamos num planeta de expiação e provas, onde o Mal ainda se sobrepõe ao Bem. A violência continua cada vez mais violenta (passe a redundância), um dia cada vez mais chocante do que o anterior, o Homem desce (moralmente) cada vez mais fundo, num poço que parece não ter fim. Os valores ético-morais deixaram de ter valor, são postos em causa. As elites e os representantes do povo, em vez do bom exemplo, da pedagogia social, aparecem como os arautos da corrupção, da falta de vergonha, do vale-tudo, do quanto pior-melhor.
O Homem perdeu a fé na Humanidade, e na humanidade da Humanidade.
É cada um por si, o salve-se quem puder, o “eu” em primeiro lugar e, numa competição selvagem (ao invés de colaboração fraternal) o ser social parece retroceder décadas ou séculos, em termos civilizacionais.
O medo, a violência doméstica ou fora dela, o ódio, a vingança, o mal-estar fazem parte dos sentimentos do Ser Humano que, não estando pacificado, reage negativamente, cada vez com mais intensidade, ao invés de agir pacificamente.

Vamos virar a página! A solução existe!
Ei-la exemplificada por Jesus de Nazaré, repetida por Gandhi e clarificada pela Doutrina dos Espíritos (Doutrina Espírita ou Espiritismo): fazer a paz! Jesus apontou o caminho: “Não fazer ao próximo o que não desejamos para nós”. Gandhi reafirmou: “Não há um caminho para a paz, a paz é o caminho”. A Doutrina Espírita (que não é mais uma religião ou seita) aponta nas consequências morais dos nossos actos, comprovando cientificamente a imortalidade e a comunicabilidade do Espírito, a reencarnação.
A morte morreu com o aparecimento do Espiritismo, abriram-se as portas que permitiram varar novos campos da consciência, da espiritualidade, à semelhança dos novos mundos que se buscam pelo cosmos sem fim, em missões espaciais.

Quando o Homem descobrir que é imortal, a reencarnação,
que colherá o que semear, o mundo pacificar-se-á.

Doutrina filosófica de consequências morais, o Espiritismo apresenta a Lei de Causalidade: tudo o que sentimos, pensamos e fazemos, repercute em nós, agora e depois. Semeamos e colhemos, num paralelismo com a horticultura.
Os cientistas, não espíritas, buscam os insondáveis caminhos da vida, descobertos por Allan Kardec em 1857 e comprovados certeiramente até aos dias de hoje.
Não há como duvidar de que a vida continua após a morte do corpo de carne.
Os factos aí estão: comunicações de médiuns, comunicações através de aparelhos electrónicos, meninos-prodígio, crianças que se lembram de vidas passadas, regressão de memória, experiências fora do corpo, visões no leito de morte, experiências de quase-morte. Eis os novos paradigmas que levarão a ciência da Terra a descobrir o mundo espiritual, tão real quanto o nosso, apenas numa vibração diferente da do corpo carnal.

A violência não é uma fatalidade, é uma opção, de quem não quer abdicar do seu ponto de vista, de quem prefere ter razão a ser feliz, de quem prefere criar inimizades em vez de discordar com ternura e amizade. O meu amigo não é o que pensa como eu, mas o que pensa comigo.

Temos o extintor do entendimento espírita, que apaga o fogo da violência e pacifica-nos por dentro, se quisermos sentir, pensar e agir como o Espiritismo ensina, a caminho do “Homem de Bem” de que nos fala o “Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Se a violência não é uma fatalidade, a paz é uma opção (certamente a melhor) que nos cumpre sentir, pensar e colocar em prática, pacificando-nos e contagiando quem nos rodeia, num processo simples e fácil onde não têm lugar o egoísmo, o ódio, a violência, o orgulho.
A cada um de acordo com as suas obras, aprendemos com Jesus de Nazaré.
A paz é o caminho” (Mohandas Gandhi).
Atentemos ao que temos semeado no campo dos sentimentos, pensamentos e atitudes… 

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Espiritismo pago? Não faz sentido!...



O Espiritismo (Doutrina dos Espíritos ou Doutrina Espírita) é uma ciência de observação, é filosofia e é moral. Não é mais uma seita ou religião. É uma filosofia de vida, assente na experiência científica e radicada na moral de Jesus de Nazaré.
O Espiritismo apareceu oficialmente em 18 de Abril de 1857, com o lançamento de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. A codificação espírita engloba 20 livros (os 5 considerados fundamentais, 12 volumes de “A Revista Espírita”, “O Espiritismo na sua mais simples expressão”, “Viagem Espírita em 1862” e “O que é o Espiritismo”. “Obras Póstumas” também é de considerar, embora não tenha sido editada por Kardec).
Allan Kardec codificou a Doutrina dos Espíritos de forma tão zelosa e sólida, que ainda hoje, 161 anos depois, não conseguimos entender o seu alcance e profundidade. Os alicerces estão lá, para hoje e para o futuro, como uma janela aberta ao devir, nos inúmeros campos do conhecimento.
Os movimentos espíritas são grupos de pessoas que gostam de estudar, praticar e divulgar o Espiritismo, cada movimento com as idiossincrasias próprias do grupo humano, que se une por afinidade. São muito válidos e desejáveis, desde que o bom senso prevaleça. Um movimento espírita pode-se radicar num Centro Espírita, num grupo familiar, na edição de um jornal ou revista, programa de rádio, num sem fim de oportunidades de movimentar o Espiritismo, dando-o a conhecer, não com o sentido proselitista mas sim para esclarecer e consolar uma Humanidade, que ainda não descobriu que é imortal, que a reencarnação é uma verdade científica e que existe uma Lei de Causalidade.
Como os movimentos são feitos por Homens, é provável que existam discrepâncias doutrinárias ou no modus operandi destes ou daqueles espíritas.
É normal que num Centro Espírita se vendam livros, jornais e revistas espíritas (com lucro mínimo, pois o objectivo é divulgar).
O resto, como vender cafés, bolos, comida, louças, bazares, rifas, roupas, etc, não faz sentido dentro de um Centro Espírita.
O Centro Espírita deve ser simples, sem fotografias de Kardec, Jesus, do dirigente do Centro, etc, sem a tradicional toalha branca rendada, tudo reminiscências do catolicismo, de onde quase todos viemos.
Não tem mal nenhum, mas não são práticas espíritas.
O Centro Espírita tem de cativar o coração dos seres mais simples que lá apareçam.

O Espiritismo não está à venda, e não pode ser vendido,
pois pertence à espiritualidade superior
que o ofereceu à Humanidade.

Não faz sentido, por exemplo, ver palestrantes, que se deslocam a Portugal duas e três vezes por ano, sem qualquer mais-valia doutrinária, com o objectivo de… vender livros, entre outras coisas. A falta de sentido crítico dos dirigentes espíritas portugueses, vai alimentando este vil comércio.
Não faz sentido, efectuar eventos espíritas a preços chorudos, como congressos, workshops, seminários. Estes, devem ser sempre que possível, ao preço mínimo ou gratuitos, se possível, a fim de possibilitar aos espíritas pobres terem acesso ao mesmo conhecimento que os espíritas endinheirados.
Não faz sentido palestrantes ”estrelas” que, quando convidados para divulgar o Espiritismo no estrangeiro, fazem todo o tipo de exigências, como o pagamento da viagem da esposa e outras. Quem serve a Deus não põe condições.
Não faz sentido, as conferências espíritas transformarem-se em “shows”, onde se projecta o ego em vez de se projectar o Espiritismo.
Não faz sentido os “sites” pagos na Internet, as páginas pagas no youtube, divulgação doutrinária com “direitos de autor”, quando os autores do Espiritismo foram os Espíritos.
Não faz sentido que o espírita, para ter acesso ao conhecimento espírita, tenha de pagar, havendo oportunidade de divulgar o Espiritismo com simplicidade e profundidade, no Youtube, gratuitamente!
Não faz sentido o proliferar de “web-tv’s” com o objectivo de vender material didáctico espírita.
Não faz sentido, aceitar donativos de frequentadores do Centro Espírita, pois muitos deles, em sofrimento, pedindo auxílio, acabam por querer “pagar” o alívio concedido pelos bons Espíritos (que não cobram nem aceitam dinheiro).
O Centro Espírita ou é auto-suficiente, ou não é. Têm de ser os sócios do Centro Espírita a suprir as necessidades do mesmo, sob pena de estarmos a catolicizar (no que concerne ao dinheiro) os centros espíritas.
No campo das ideias, existe o chamado “recuo evolutivo” (quando o Homem vai adaptando novas ideias à sua maneira de ser, desvirtuando a nova ideia). É importante que não voltemos a cair nesse erro e / ou que saiamos dele rapidamente.
É fundamental devolver a simplicidade do Espiritismo ao Centro Espírita.
No Espiritismo não há lugar a pagamentos, nem a um simples obrigado. Se houver comércio, mesmo que disfarçado de “caridade”, aí não está o Espiritismo!
O Espiritismo não está à venda, e não pode ser vendido, pois pertence à espiritualidade superior que o ofereceu à Humanidade.

Janeiro 2019

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Tempos estranhos...



Vivemos tempos estranhos, o mundo está mudado, as pessoas diferentes, o clima instável. Existe um frenesim no ar, uma espécie de espera de algo, difuso, desconcertante ou esperançoso. As pessoas estão diferentes, agitadas, nervosas, inseguras. As elites desapareceram ou perderam qualidade, esparramando-se no lodo da corrupção.

O Homem, perdido, sem rumo e sem quem o guie (como sempre teve ao longo da História) agita-se, embrenha-se no materialismo, materialismo este morto pela descoberta da Quântica.
Quer ser feliz e não é. Quer ter, para ser feliz, e não tem.
Se tem o que quer, não é feliz na mesma, e arranja vazadouros psíquicos nos estádios de futebol, na violência doméstica, nas questiúnculas sem sentido.
Os “media” perderam a qualidade em prol da produtividade e do escândalo a qualquer preço. As notícias só o são quando se destaca o mal, esquecendo o imenso Bem que existe no mundo.
Os governantes, os banqueiros, os decisores mundiais parecem chacais, procurando locupletar-se com tudo o que encontram, numa sofreguidão pelo “ter”, pelo “poder” sem sentido, já que, logo mais, o corpo morre, os bens ficam, e o Espírito adentra-se numa nova dimensão de vida (a imortalidade do Espírito foi comprovada em 1857 por Allan Kardec – in “O Livro dos Espíritos”).
A vaidade, o ego e o orgulho levam a que outras deficiências morais campeiem.
O planeta lança os seus gritos de dor, enquanto a indiferença do Homem vai matando oportunidades de rectificação.
A dor está presente no presente, sob variadas formas, levando o Homem a interrogar-se do porquê da Vida, quem é, de onde vem, para onde vai, qual a causa das dissemelhanças entre os Homens.
Estamos no fim dos tempos, dizem alguns.
Sim, no fim dos tempos de iniquidade, fim da indiferença social, da injustiça social, das guerras, da fome.
Os tempos são de esperança…
Allan Kardec (o codificador da Doutrina dos Espíritos, Doutrina Espírita ou Espiritismo) refere no livro “A Génese” as crianças da Nova Era, Espíritos que voltariam à Terra para auxiliar na sua mudança moral, substituindo aqueles que, enredados nas teias do erro, reencarnarão em mundos ao nível do estado do seu coração, mundos primitivos ou de expiação e provas. Muitos desses Espíritos já se encontram na Terra, outros virão, na silenciosa revolução espiritual que se vai operando.

Com a reencarnação de Espíritos mais evoluídos, o mal será erradicado
da face da Terra, sendo os Espíritos belicosos transferidos
para planetas afins com os seus sentimentos.

Jesus de Nazaré deixou o mote há 2 mil anos (não faças ao próximo o que não queres para ti). Mohandas Gandhi, num notável exemplo para a Humanidade, dobrou o colonialismo inglês com a política da “Não violência”. Madre Teresa de Calcutá, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco, Francisco de Assis e tantas almas nobres e incógnitas têm estado, estão e estarão na Terra, empurrando-a para os horizontes da fraternidade, igualdade e liberdade (“Fora da caridade não há salvação” ensina o Espiritismo).
Se outros missionários do Amor, da inteligência aí estão e outros virão, hoje opera-se uma verdadeira revolução espiritual, já que o Bem virá não através de um grande líder mundial, mas sim pela consciência de cada um na imortalidade do Espírito, na reencarnação (hoje comprovada cientificamente pelos estudos do cientista Ian Stevenson), na lei de causa e efeito.
Tudo parece perdido, mas deriva de uma ilusão de análise.
Deus permanece no leme da grande nave Terra, e com a reencarnação de apenas seres pacificados, a Terra melhorará (já está a melhorar) ao longo do 3º milénio, paulatinamente, alcançando as características de um mundo de regeneração (in “Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec), onde o Bem sobrepor-se-á ao mal, e o aprender a ser pessoa será o desiderato da Humanidade, servindo, partilhando, anelando pela paz e pela justiça social.
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” é uma frase que encarna o pensamento dos Espíritos superiores, que trouxeram à Humanidade a existência de Deus, a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados, apresentando o Amor como o sentimento que alimenta o Universo.