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Os filhos...


A criança é uma jóia
que está por lapidar,
por isso, Deus
concede-lhe um lar…

Os pais, são os joalheiros
que vieram do Além,
para que o “diamante”
possa, um dia, ser alguém.

Na fase de lapidação,
surgem muitas dificuldades,
que vão variando
conforme as idades.

Por vezes, os joalheiros
desanimam na missão,
quando o “diamante”
teima em sair-lhe da mão.

Chegado ao fim do processo,
o “diamante” brilha, com fulgor,
e os joalheiros, cansados,
regozijam-se com Amor.

Crianças e adultos,
gerações diferenciadas,
Criam tribulações
por vezes acaloradas.

Mas, a tarefa é essa,
a jóia burilar,
custe ou não,
esse trabalhar…

Ama a criança,
seja qual for o seu viver,
pois, ela vai dar à sociedade,
o que dela receber.

Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC, na palestra pública do CCE, C. Rainha, intitulada “Os filhos na óptica espírita”, em 10 de Novembro de 2017

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Debate entre o egoísmo e a caridade...


- Egoísmo:
Pensas tu,
oh Caridade,
que vais implantar
na Terra a fraternidade?

Esquece esses ideais.
São umas quimeras,
pois as pessoas
não passam de megeras…

- Egoísmo (gargalhadas):
Sinto pena de ti,
e do esforço, em vão,
pois ninguém te ouve.
O Homem, só quer pão…

- Caridade:
Oh Amigo, irmão,
muda o teu pensar.
Aos poucos, com Jesus,
a Humanidade está a mudar.

O meu maior desejo
é ajudar na tua mudança.
Que deixes de ser Egoísmo,
para te chamares Esperança.

- Egoísmo:
Caridade? A solução?
Estás louca, vives na ilusão!
Acaso não vês o Homem,
cada vez mais vilão?

- Caridade:
Tudo tem o seu tempo.
Confia em Deus, Amigo.
Sem que se dê conta,
o Homem largará o perigo…

… que é dar ouvidos,
a ti, irmão Egoísmo.
Por isso, eles sofrem,
e caiem no abismo.

- Egoísmo:
Tu não passas
de mero ideal,
dos que julgam que, um dia,
o bem vencerá o mal.

Mas, tal coisa
nunca acontecerá,
pois, eu, o Egoísmo,
reino aqui e acolá!

- Caridade:
Confia em Deus,
Egoísmo, meu irmão,
pois “Fora da Caridade
não há salvação”.

Peço a Deus,
que me permita, um dia,
receber-te no meu seio,
com imensa alegria.

Fazer ao outro,
o que para nós desejamos,
é o horizonte que desponta
mesmo que não o queiramos.

Deus, nosso Pai,
a todos estende a mão.
Está na hora de mudar,
e iluminar o coração.

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E assim terminou,
a disputa fatal,
tal como hoje, na Terra,
qual batalha final…

Ficamos, pois, com o Amor,
e a Caridade em acção,
como único caminho,
para a nossa evolução.

Poeta alegre

Psicografia de JC, na RM do CCE, C. Rainha, em 17 de Outubro de 2017

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Espanha: o elo espírita...


Huelva, em Espanha, recebeu o 8º Congresso Espírita da Andaluzia, nos dias 27 a 29 de Outubro, sob a temática “Nascer, morrer, renascer e progredir”. Este congresso internacional, contou com a presença de alguns portugueses e venezuelanos.

A logística estava garantida, num Hotel da cidade, onde decorria o evento e, estavam alojados os participantes. O Hotel estava esgotado.
Logo na 6ª feira, Rosa Diaz, de Ourense, fez as honras da casa, na condição de presidente da Associação Internacional para o Progresso do Espiritismo” (AIPE), falando de seguida das sociedades espíritas e da mediunidade.
Do outro lado do Atlântico, vieram Vicente Rios e Yolanda Clavijo, da Venezuela, que falaram do regulamento das sociedades espíritas e de ética da mediunidade, respectivamente.
Após cada intervenção havia sempre debate com o público presente.
A abertura oficial do congresso estaria a cargo de Mercedes de La Torre, presidente da Associação Espírita da Andaluzia, a que se seguiu um painel sobre reencarnação.
O já emblemático grupo de Vilhena, contagiou os presentes com a sua alegria, boa disposição e saber, nas pessoas de Fermín Hernandez, João Manuel Meseguer e António Lledó.
Seguidamente, o prof. Mauro Barreto, do grupo espírita de La Palma, deu simpática aula sobre como funcionam as leis universais, seguindo-se o português António Pinho, de Vale de Cambra, abordando a importância do perispírito na reencarnação.
O almoço veio retemperar as forças, bem como a famosa sesta espanhola, seguindo-se, de novo, Rosa Diaz (enfermeira) com o tema “Autodescobrimento: a busca interior”.
José Lucas, de Portugal, abordou a “Fluidoterapia: provas científicas” e o bioquímico Vicent Guillen abordou o stresse, depressão e transtornos psicológicos na saúde.

Os espíritas precisam modernizar a divulgação da doutrina espírita,
que se mantém actual e por desvendar, 160 anos depois
de ter sido compilada por Allan Kardec.

Depois do jantar, a organização convidou todos os presentes para uma tertúlia, em que todos partilhavam o que cada centro espírita onde colaboram, faz, bem como projectos.
O último dia do congresso retomaria os trabalhos com uma mesa redonda, com todos os participantes do dia anterior, que foi muito participada (quem pergunta, quer saber) e teve momentos de humor e boa disposição.
João Gonçalves, de Portugal apresentou o tema “Evidências científicas da pluralidade dos mundos habitados” e, Juan José Torres, da Associação Espírita da Andaluzia, fez o encerramento com brilhante palestra sobre a reencarnação como momento educativo e evolutivo, demonstrando forte consistência doutrinária, bem segura nos alicerces de Allan Kardec.
Com uma livraria espírita rica e bem organizada, onde se podiam encontrar algumas preciosidades literárias, e após momento musical que já houvera no início, Mercedes de la Torre encerrou o evento que foi prenhe de amizade, partilha, fraternidade que sempre superou (como deve ser apanágio do espírita) um ou outro ponto de vista, referindo que o Espiritismo não é muçulmano, cristão, budista, mas sim universal e universalista.
Além dos portugueses referidos, estiveram presentes Denise Estrócio, do Centro Espírita Boa Vontade, de Portimão, Portugal, e Vítor Mora Féria, presidente da Federação Espírita Portuguesa, numa postura exemplar, de que a doutrina dos Espíritos deve ser o laço que une todos os espíritas.
Cientes de que “Nascer, morrer, renascer e progredir” foi, não só o lema do congresso, mas é também é o lema da Vida, voltámos todos a casa de coração cheio de amizade, ternura, carinho, partilha e alegria, aquilo que deve ser a essência de qualquer convívio espírita.