Era gozado sem fim
Nasceu desmiolado
Tal com’ó Serafim
Nascera “avariado”
Da máquina cerebral
“Coitado do Joca
Não fizera nenhum mal…”
Joca, o “avariado”
Era motivo de galhofa
Todos o ridicularizavam
Dele faziam troça…
Seus pais e irmã
Sofriam a bem sofrer
“Porquê um familiar assim,
Porque veio assim ao nascer?”
Joca, o “avariado”
Ria, ria, sem parar,
Olhava esgazeado,
Pr’ó infinito, pr’ó ar…
Todos tinham pena
Do Joca, o “avariado”,
“Que mal fizera a Deus
P’ra nascer destrambelhado?”
Noutra vida fora
Ilustre político, exigente,
Que com sua inteligência
Desgraçou muita gente
Homem culto, esperto,
A todos ludibriava
Pensando que após a morte
Viria o inevitável… nada!
Ao ter consciência
Da imortalidade,
Altamiro, o político,
Perdeu noção da realidade
Tão culpado se sentiu,
Do mal efectuado,
Que, para esquecer,
Ficou destrambelhado
Mecanismo de fuga,
Não suportou a verdade,
Altamiro enlouqueceu,
Fugindo da realidade
A espiritualidade superior
Logo providenciou
Reencarnação dolorosa
P’ra quem muito enganou
Voltaria destrambelhado
Durante quarenta anos
Recuperando-se aos poucos
Dos muitos enganos
Após desencarnar
Joca, o “avariado”
Terá condições
De voltar melhorado
Somente então
Altamiro encetará
A expiação dolorosa
Do que fez por cá…
Na Vida, as leis de Deus
Não conseguimos enganar
Não sejas como Altamiro
Para que não venhas penar…
Tudo na Vida
Tem justa explicação
Mesmo que desconheças
A causa da expiação
Radica ela
Em erros d’outrora
Onde, vida após vida,
O Espírito, sempre melhora.
Poeta alegre
Psicografia de JC, na reunião mediúnica do
CCE, C. Rainha, Portugal, em 5 Agosto 2014
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