7.12.09

O poder da comunicação social




Quem pode duvidar hoje em dia do poder dos órgãos de comunicação social? Se eles podem por vezes ser perigosos, se mal utilizados, podem também prestar óptimos serviços às comunidades que servem. Ora veja um caso peculiar.

Respondendo a um convite de um casal amigo, lá nos deslocámos a uma cidade vizinha da capital portuguesa. Para além do prazer de rever esses amigos tínhajos o compromisso de dar uma entrevista numa das rádios locais, sobre Espiritismo. O mais aliciante de tudo é que nesse mesmo programa estaria presente um padre católico, o que à partida prometia mais dinamismo, em virtude das reservas que alguns prelados ainda têm relativamente ao Espiritismo.
Fomos afavelmente recebidos pelo jornalista que nos entrevistou, bem como pelo padre católico. Durante uma hora trocaram-se opiniões, apontaram-se rumos, de acordo com o pensamento da doutrina espírita.
Terminado o programa, passado uma hora, despedimo-nos, tendo sabido à posteriori do grande feedback que o programa tivera junto dos ouvintes dessa rádio.
Passados uns meses, tivemos oportunidade de reencontrar o referido jornalista, nessa mesma cidade. Não éramos conhecidos ou se o éramos seria superficialmente, já que era o nosso segundo encontro. O jornalista não é espírita e do pouco que conhece do espiritismo, certamente foi dessa mesma entrevista que nos proporcionou.
Tivemos curiosidade em saber como tinha sido o feedback dos ouvintes dessa rádio até então, decorridos todos estes meses (quase um ano).

O conhecimento do Espiritismo será sempre o melhor travão
ao charlatanismo que ainda impera um pouco por todo o lado

Contou-me o jornalista que tiveram um problema relativamente à nossa entrevista, o que me deixou um pouco preocupado.
Referia ele que passadas umas três semanas, apareceu na rádio uma médium comerciante (daqueles médiuns que cobram pelos seus serviços) a querer fazer publicidade paga. A rádio, como qualquer outro órgão de comunicação social que pretende lucros à base da publicidade nem olhou para trás. O referido anúncio publicitário seria feito pelo mesmo jornalista que nos entrevistara. Quando o anúncio foi para o ar, passados uns dois dias, tiveram reclamações de pessoas contra a falta de coerência da rádio, acusando inclusive o jornalista de na entrevista dizer uma coisa e agora publicitar outra (certamente os ouvintes não souberam distinguir um serviço de informação com um espaço publicitário). Conclusão: a rádio teve de invocar uma directiva interna qualquer para se ver livre do tal anúncio que tantos amargos de boca lhe estavam a trazer e assim cancelou o espaço publicitário.
Não pude deixar de sorrir perante o ineditismo da situação, bem como pelo desfecho da mesma.
Quando as pessoas conhecerem realmente o espiritismo e quando começarem a exigir qualidade informativa, estamos certos de que os órgãos de comunicação social não deixarão de ir ao encontro dos anseios dessa população. Enfim, o poder da informação (espírita) junto da comunicação social, um imenso campo a desbravar, mas que urge realizar com qualidade e seriedade, tamanho é o impacto que causa.

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