15.11.09

O medo da morte (I)



A morte sempre foi aquele papão terrível, visita indesejável, de tal modo que ninguém quer pensar nela. Mas será essa atitude saudável? Não seria melhor ponderarmos um pouco sobre o que ela é, na realidade, e como lidar com ela? Veja o que o espiritismo, ou doutrina espírita tem a dizer sobre este assunto. Ao longo de vários artigos iremos dissecando as evidências científicas que mostram que a morte não existe.

«Eu tenho muito medo de morrer», dizia-nos há tempos uma pessoa com quem conversávamos. Ficámos a meditar nessa frase e no pânico que aflorava à face dessa pessoa sempre que ponderava essa hipótese, que um dia virá como certeza inevitável nas nossas vidas. Ficámos a pensar como deve ser difícil para um materialista convicto ou um ateu assumido, encarar o fenómeno natural da morte do corpo físico, separando-se daqueles que ama, da sua vida, pensando erradamente que tudo acaba com a morte do corpo físico. Ficámos a pensar qual não deve ser a confusão mental daqueles que partem para o mundo espiritual convencidos de que tudo acaba com a morte do corpo físico.
De pensamento em pensamento lembrámo-nos de escrever uma série de artigos que abordarão a morte bem como as evidências científicas de que ela, a morte é uma quimera, uma ilusão, da qual nos podemos desembaraçar com facilidade, já que tudo indica, de acordo com essas evidências científicas, que a vida continua numa outra dimensão diferente desta.

A morte não existe. Apenas o corpo física se desagrega,
libertando-se então o Espírito, que continua a viver
numa outra dimensão, tão organizada ou mais
do que a nossa dimensão terrestre.

Para dar início a este ciclo de artigos, gostaríamos de deixar aqui uma mensagem recebida no dia 2 de Março de 2000, através da psicografia, nas Caldas da Rainha, e ditada por um Espírito amigo, abordando precisamente esta temática:
«O medo da morte decorre da falta de entendimento dos mecanismos da Vida. Entretidos no quotidiano, com os múltiplos afazeres, nem sequer cogitamos da derradeira viagem que teremos de efectuar nesta existência física.
Inseridos numa sociedade virada para a vida material, o homem depressa esquece a sua origem, renegando muitas vezes a sua qualidade de ser imortal, temporariamente imerso no corpo somático.
Assim sendo, o ser humano vai-se deixando imbuir do espírito materialista, dos hábitos sociais perniciosos, dos pensamentos viciosos que a sociedade ainda nos presenteia, e fica assim despreparado para a derradeira viagem: a morte do corpo físico, que é um parto para uma nova vida, esta no mundo dos Espíritos ou mundo espiritual.
Quando o homem começar a analisar a componente espiritual da vida, quando esta componente fizer parte das suas cogitações como área integrante da sua existência, então ele logrará o conhecimento que lhe aplacará os receios infundados da morte, aliás fundamentados no desconhecimento e numa aprendizagem errada.
Quando o homem entender que a morte é uma quimera, ele verificará que a Vida é eterna, desdobrando-se ora no mundo físico ora no mundo extra-físico, em etapas complementares, apontando sempre a evolução moral e intelectual do ser.
Nessa ocasião, o temor da morte dará lugar ao entendimento sereno da Vida, tal como ela se desenrola, vendo no decesso apenas mais uma etapa, uma experiência, nesta romagem terrestre.»
No próximo artigo iremos então abordar as possibilidades de provas da existência do Espírito e ver o que a ciência oficial tem a referir sobre o assunto.

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992

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