O velho
Matias,
era
casmurro.
Se havia
disputa,
resolvia
a murro…
Intratável,
duro,
era
impulsivo.
Qualquer
discordância,
ficava
agressivo.
Chegou a
hora,
da morte
aportar.
No seu
funeral,
ninguém a
chorar.
Matias,
no Além,
não tinha
ninguém.
Na Terra,
semeara
espinhos
e desdém.
30 anos a
sofrer,
no mundo
espiritual,
por causa
do feitio,
próprio d’um
anormal.
Queria
sempre,
ter razão…
Agora,
colhia,
amargura,
desilusão.
Foi
recolhido,
numa
cidade espiritual,
após sinceras
preces,
que
fizera no final.
Quer
voltar,
noutra encarnação,
mas, para
isso,
tem d’aprender
a lição.
Antes de
reencarnar,
foi
estagiar,
junto d’outro
casmurro,
ensinando-o
a relevar.
Depois de
20 anos,
de
estágio com Ricardo,
Matias
finalmente voltou,
está
reencarnado…
De vida
simples, humilde,
e
debilitada saúde,
para
aprender a ceder
e aceitar
apoio, amiúde.
A vida
tem objectivo,
de grande
valor,
evoluir
no intelecto,
e dilatar
o Amor.
Quando a
teimosia,
te
envolver, obsidiado,
lembra-te
da história,
do Matias
e do Ricardo.
Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do CCE de
Caldas da Rainha, no dia 05/07/2016
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