O zarolho...

O zarolho era
gozado pela gente.
Queria ver, mas
era um indigente.

Noutra vida,
"vira demasiado",
tudo o que via,
contava dobrado.

Tanto "viu",
tanto "contou",
que da verdade,
nada sobrou.

Utilizou a vista,
p'ró mal e intriga,
levando à miséria,
gente amiga.

De mau carácter,
mas vista aguçada,
de tudo o que via,
Muito aldrabava.

Tanto corrompeu,
o campo da visão,
que sem saber,
ali fez uma lesão.

Entrou no Além,
como cego espiritual,
sofreu muito tempo,
pelo que fez de mal.

Pediu para voltar,
precisava de se perdoar,
queria uma deficiência,
viver sem enxergar.

Deus, bondoso,
providenciou a reencarnação,
nasceu zarolho,
o António Balsemão.
  
Cuidado, pois,
como usas os talentos,
para que amanhã,
não te tragam lamentos.


Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, C. Rainha, Portugal, em 6 de Janeiro de 2015

Nasci em Benguela, Angola, sou espírita e colaboro na Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e no Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha), sempre a título gratuito, como qualquer espírita. Colaboro com alguns jornais publicando artigos espíritas, nomeadamente no Jornal de Espiritismo, no Jornal das Caldas entre outros... Este Blog está no ar graças à generosidade do meu amigo Francisco Reis, que teve a paciência de o renovar na íntegra. Obrigado Francisco.

Psicografias
29.9.16
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