O escravo
Olha pró carrasco
Muito revoltado
E cheio de asco
A História está cheia
De humana escuridão
Quando o Homem
Vivia sem coração
Imaginava o coitado
Ser superior
Sem cogitar
Do futuro estertor
Colonos armados
Escravizavam populações
Arrancando-lhe do peito
Ódio e más emoções
Os escravizados
Clamavam libertação
Sem estarem preparados
Pr’ó divino perdão
Na roda da Vida
Trocaram de papéis
Brancos vieram negros
E negros como Reis
Ambos imperfeitos
Não souberam aproveitar
A oportunidade de Deus
Para cada um se rectificar
Veio a “liberdade”
Acabou a escravatura
Mas no dia seguinte
Começou outra loucura
Hordas de espíritos
Inclinados ao mal
Intuíam aqueles
“libertados”, afinal.
Vingança, vingança,
Pensavam sem cessar
Não terei descanso
Enquanto não o matar
Envoltos no ódio
Todos foram falecendo
Após terem trilhado
Caminho horrendo
Somente mais tarde
No mundo espiritual
Se aperceberam
Que tinham agido mal
Aprenderam finalmente
Que liberdade é diferente
É querer ser útil
A gente indigente
A suprema liberdade
Está no eterno bem
Que Jesus proclamou
Ao nascer em Belém
E na roda da Vida
Todos aprendemos
Que amar sem condições
É o destino dos terrenos
Só assim carimbaremos
O passaporte espiritual
Para voltar a reencarnar
Num planeta com moral
Liberta-te pois
De tod’a escravidão
Seja ela d’algemas
Ou até do coração
Ergue a bandeira
Da suprema liberdade
Faz como Jesus
Ama a Humanidade.
José Craveirinha
Psicografia de JC em Óbidos, Portugal,
em 13 de Janeiro de 2014.
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