Casimiro, o enjeitado...

Casimiro,
O enjeitado
Para onde fosse
Era posto de lado

Procurava amigos
Na sua pobreza
Ninguém lhe ligava
Da plebe à Nobreza

Casimiro, o enjeitado
Vivia em solidão
Chorava em silêncio
Enquanto pedia um pão

Escorraçado por todos
Era um pária social
Um pobre diabo
Que a ninguém fazia mal

Por vezes revoltado
Indagava a Deus
Porque tanto sofrimento
Mesmo junto dos plebeus?

Não era ele gente
Como os demais?
Porque este sofrimento
Que superava todos os ais?

Um dia acordou
Num lugar distante
Tinha morrido
Fora num instante

Que alegria sentia
Ao ver ao seu lado
Sua mãe, seu pai,
E o seu tio Machado

Anda Casimiro
Terminou tua expiação
Foste déspota outrora
Agora aprendeste a lição

Casimiro incrédulo
Sorria de felicidade
Partiu com a família
Para a espiritualidade

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 6 DEZ 2011

Nasci em Benguela, Angola, sou espírita e colaboro na Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e no Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha), sempre a título gratuito, como qualquer espírita. Colaboro com alguns jornais publicando artigos espíritas, nomeadamente no Jornal de Espiritismo, no Jornal das Caldas entre outros... Este Blog está no ar graças à generosidade do meu amigo Francisco Reis, que teve a paciência de o renovar na íntegra. Obrigado Francisco.

Psicografias
22.8.13
1

Comentários

  1. Amigo Lucas,esse Casimiro bem podia ser eu.
    Gostei muito desta psicografia do amigo Poeta Alegre.
    Abraço


    Sérgio

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