Padre António
Na sua batina
Era muito alegre,
Mas, muito sovina
A todos distribuía bênçãos,
Mas, só da boca para fora
E todos diziam obrigado,
Até mesmo a Aurora...
Ah, o malandreco,
Fazia da religião profissão
Mesmo quando ouvia
Os paroquianos em confissão
Lá lhes dava a penitência,
Rezem Avé-Marias
Fosse para uma criança
Ou para as suas tias
E assim ele andou,
Juntando muito dinheiro.
Com medo dos ladrões,
Escondeu-o no palheiro.
A ninguém disse,
Onde guardara o tesouro
Não fosse alguém
Roubar o seu ouro
Um dia, a mãe-Natureza,
Pregou-lhe uma partida
Uma descarga eléctrica
Caiu no local que o abriga
O palheiro pegou fogo,
Tudo em alvoroço
Vieram os bombeiros,
Mas… não havia poço!
E agora, como apagar?
Perguntava o sacristão
Ardeu o palheiro do padre
e ardeu o dinheirão…
Oh sublime lição,
Que o padre recebeu
Não precisas guardar tostão
Para entrares no Céu
Podes guardar algum
Para as tuas dificuldades
Mas não sejas ganancioso
Com as materialidades
Porque, amanhã,
No teu funeral,
O que te vai valer,
é o bem ou mal.
O bem ou o mal
Que tenhas feito na Terra
Porque muito mal estará
Aquele que muito erra
Seja ele padre ou não,
Comerciante ou patrão
Isso nada importa,
O que importa é o coração
Coração sem Amor,
Não tem passaporte
Para entrar no céu
Depois da morte.
Poeta Alegre
Psicofonia recebida por JC na
reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 2013-07-30
muito alecionador irmao. que Deus o abencoe. sua irma de sevilha genoveva da ACEES.
ResponderEliminarLindíssimo poema que nos ensina que o maior bem não é material, é, sim, o Amor.
ResponderEliminarSó através do Amor poderemos ascender ao céu.
Só através do Amor poderemos criar um mundo melhor, mais justo, de paz e fraternidade.
Parabéns ao autor (que psicografou esta sublime mensagem) e grata pela mensagem que ela encerra.
Grata, ainda, a José Lucas, pela partilha,
ZCH
Deus castiga sem pau nem pedra, sentencia a intuição popular.
ResponderEliminarA Vida (ou Natureza, ou o Universo, ou Deus... _ como se queira)
acaba sempre corrigindo os equivocados que de algum modo todos somos. Poeta Alegre, o fino pedagogo de sempre, alerta-nos com a métrica bem humorada e comunicativa a que nos habituou.
Deus seja louvado!
Os versos estão impregnados de excelente moral, mas o n/ avanço tecnológico desviruou os valores da moral e da ética, tornando a n/sociedade demasiado materialista, onde muitas vezes existe o "salve-se quem puder", nem que seja pisar quem se atrevesse pela frente. Gostei, como aviso para trilharmos outros caminhos, que são no fundo a máxima da n/ doutrina: Fora da Caridade Não há Salvação.
ResponderEliminarEugénio