31.10.16

Giló, o pacificador...

Giló, o pacificador,
era motivo de risota.
Se alguém o ofendia,
logo vinha a chacota.

Os “amigos” diziam,
para reagir de igual,
Mas, Giló, pacificador,
nada levava a mal…

Era considerado
um fraco,
pois, mesmo desafiado,
não partia um caco.

Giló, o pacificador,
a todos desculpava,
pois aprendera,
“só o exemplo mudava”.

Tanto escárnio
Giló aguentou,
que aos poucos, viu,
que o exemplo frutificou.

Giló, questionado
de tamanha paz,
sempre respondia:
“o evangelho diz como se faz”

A postura segura
e respeitadora,
trouxe a Giló,
o reconhecimento d’agora.

Quando questionado,
por que não reagia,
ele explicava,
que aprendera com a tia.

Era espírita de ideal,
desde tenra idade,
e aprendeu que reagir,
não traz a felicidade.

A notícia espalhou-se,
como vírus mortal,
e não tardou muito,
o interesse geral.

As reuniões com a tia,
médium de psicofonia,
tinham mais gente,
de dia para dia…

E assim o espiritismo,
se espalhou ao redor,
graças ao exemplo
de Giló, o pacificador.


Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, durante o evangelho no lar, no dia 01/09/2016

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