13.2.14

Fim da escravidão...

O escravo
Olha pró carrasco
Muito revoltado
E cheio de asco

A História está cheia
De humana escuridão
Quando o Homem
Vivia sem coração

Imaginava o coitado
Ser superior
Sem cogitar
Do futuro estertor

Colonos armados
Escravizavam populações
Arrancando-lhe do peito
Ódio e más emoções

Os escravizados
Clamavam libertação
Sem estarem preparados
Pr’ó divino perdão

Na roda da Vida
Trocaram de papéis
Brancos vieram negros
E negros como Reis

Ambos imperfeitos
Não souberam aproveitar
A oportunidade de Deus
Para cada um se rectificar

Veio a “liberdade”
Acabou a escravatura
Mas no dia seguinte
Começou outra loucura

Hordas de espíritos
Inclinados ao mal
Intuíam aqueles
“libertados”, afinal.

Vingança, vingança,
Pensavam sem cessar
Não terei descanso
Enquanto não o matar

Envoltos no ódio
Todos foram falecendo
Após terem trilhado
Caminho horrendo

Somente mais tarde
No mundo espiritual
Se aperceberam
Que tinham agido mal

Aprenderam finalmente
Que liberdade é diferente
É querer ser útil
A gente indigente

A suprema liberdade
Está no eterno bem
Que Jesus proclamou
Ao nascer em Belém

E na roda da Vida
Todos aprendemos
Que amar sem condições
É o destino dos terrenos

Só assim carimbaremos
O passaporte espiritual
Para voltar a reencarnar
Num planeta com moral

Liberta-te pois
De tod’a escravidão
Seja ela d’algemas
Ou até do coração

Ergue a bandeira
Da suprema liberdade
Faz como Jesus
Ama a Humanidade.

José Craveirinha
Psicografia de JC em Óbidos, Portugal, em 13 de Janeiro de 2014.

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