5.12.13

Paixão...

Paixão, matreiro,
Apaixonou-se por dinheiro.
Quando deu por ela,
Estava no “atoleiro”.

Juliana, a ricaça,
Tinha paixão por Paixão,
E ele só queria,
Vê-la no caixão.

Só que a Vida,
Pregou uma partida:
Ao Paixão interesseiro,
E à Juliana atrevida.

Ela julgou comprar,
Com dinheiro o amor,
E Paixão pensou, que
O dinheiro traria fulgor.

Não penses pois,
Com dinheiro tudo comprar.
Pois, Amor não se compra,
Não há loja onde o achar.

Não penses também,
Como pensou Paixão.
Ter muito dinheiro,
Pode ser desilusão.

Se queres Amar,
Busca o sentimento,
Que se aprofunda,
C’o passar do Tempo.

Na Terra existem,
Muitos Paixões,
E por isso mesmo,
Acabam em desilusões.

Igualmente vemos,
Muitas Julianas,
Mas não é assim:
O coração não enganas.

Se queres ser feliz,
E viver um Amor,
Esquece paixão e dinheiro,
E vive-o com fervor.

Poeta alegre
Psicografia de JC, na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, Portugal, em 26 de Novembro de 2013.

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