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Debate entre o egoísmo e a caridade...


- Egoísmo:
Pensas tu,
oh Caridade,
que vais implantar
na Terra a fraternidade?

Esquece esses ideais.
São umas quimeras,
pois as pessoas
não passam de megeras…

- Egoísmo (gargalhadas):
Sinto pena de ti,
e do esforço, em vão,
pois ninguém te ouve.
O Homem, só quer pão…

- Caridade:
Oh Amigo, irmão,
muda o teu pensar.
Aos poucos, com Jesus,
a Humanidade está a mudar.

O meu maior desejo
é ajudar na tua mudança.
Que deixes de ser Egoísmo,
para te chamares Esperança.

- Egoísmo:
Caridade? A solução?
Estás louca, vives na ilusão!
Acaso não vês o Homem,
cada vez mais vilão?

- Caridade:
Tudo tem o seu tempo.
Confia em Deus, Amigo.
Sem que se dê conta,
o Homem largará o perigo…

… que é dar ouvidos,
a ti, irmão Egoísmo.
Por isso, eles sofrem,
e caiem no abismo.

- Egoísmo:
Tu não passas
de mero ideal,
dos que julgam que, um dia,
o bem vencerá o mal.

Mas, tal coisa
nunca acontecerá,
pois, eu, o Egoísmo,
reino aqui e acolá!

- Caridade:
Confia em Deus,
Egoísmo, meu irmão,
pois “Fora da Caridade
não há salvação”.

Peço a Deus,
que me permita, um dia,
receber-te no meu seio,
com imensa alegria.

Fazer ao outro,
o que para nós desejamos,
é o horizonte que desponta
mesmo que não o queiramos.

Deus, nosso Pai,
a todos estende a mão.
Está na hora de mudar,
e iluminar o coração.

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E assim terminou,
a disputa fatal,
tal como hoje, na Terra,
qual batalha final…

Ficamos, pois, com o Amor,
e a Caridade em acção,
como único caminho,
para a nossa evolução.

Poeta alegre

Psicografia de JC, na RM do CCE, C. Rainha, em 17 de Outubro de 2017

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Espanha: o elo espírita...


Huelva, em Espanha, recebeu o 8º Congresso Espírita da Andaluzia, nos dias 27 a 29 de Outubro, sob a temática “Nascer, morrer, renascer e progredir”. Este congresso internacional, contou com a presença de alguns portugueses e venezuelanos.

A logística estava garantida, num Hotel da cidade, onde decorria o evento e, estavam alojados os participantes. O Hotel estava esgotado.
Logo na 6ª feira, Rosa Diaz, de Ourense, fez as honras da casa, na condição de presidente da Associação Internacional para o Progresso do Espiritismo” (AIPE), falando de seguida das sociedades espíritas e da mediunidade.
Do outro lado do Atlântico, vieram Vicente Rios e Yolanda Clavijo, da Venezuela, que falaram do regulamento das sociedades espíritas e de ética da mediunidade, respectivamente.
Após cada intervenção havia sempre debate com o público presente.
A abertura oficial do congresso estaria a cargo de Mercedes de La Torre, presidente da Associação Espírita da Andaluzia, a que se seguiu um painel sobre reencarnação.
O já emblemático grupo de Vilhena, contagiou os presentes com a sua alegria, boa disposição e saber, nas pessoas de Fermín Hernandez, João Manuel Meseguer e António Lledó.
Seguidamente, o prof. Mauro Barreto, do grupo espírita de La Palma, deu simpática aula sobre como funcionam as leis universais, seguindo-se o português António Pinho, de Vale de Cambra, abordando a importância do perispírito na reencarnação.
O almoço veio retemperar as forças, bem como a famosa sesta espanhola, seguindo-se, de novo, Rosa Diaz (enfermeira) com o tema “Autodescobrimento: a busca interior”.
José Lucas, de Portugal, abordou a “Fluidoterapia: provas científicas” e o bioquímico Vicent Guillen abordou o stresse, depressão e transtornos psicológicos na saúde.

Os espíritas precisam modernizar a divulgação da doutrina espírita,
que se mantém actual e por desvendar, 160 anos depois
de ter sido compilada por Allan Kardec.

Depois do jantar, a organização convidou todos os presentes para uma tertúlia, em que todos partilhavam o que cada centro espírita onde colaboram, faz, bem como projectos.
O último dia do congresso retomaria os trabalhos com uma mesa redonda, com todos os participantes do dia anterior, que foi muito participada (quem pergunta, quer saber) e teve momentos de humor e boa disposição.
João Gonçalves, de Portugal apresentou o tema “Evidências científicas da pluralidade dos mundos habitados” e, Juan José Torres, da Associação Espírita da Andaluzia, fez o encerramento com brilhante palestra sobre a reencarnação como momento educativo e evolutivo, demonstrando forte consistência doutrinária, bem segura nos alicerces de Allan Kardec.
Com uma livraria espírita rica e bem organizada, onde se podiam encontrar algumas preciosidades literárias, e após momento musical que já houvera no início, Mercedes de la Torre encerrou o evento que foi prenhe de amizade, partilha, fraternidade que sempre superou (como deve ser apanágio do espírita) um ou outro ponto de vista, referindo que o Espiritismo não é muçulmano, cristão, budista, mas sim universal e universalista.
Além dos portugueses referidos, estiveram presentes Denise Estrócio, do Centro Espírita Boa Vontade, de Portimão, Portugal, e Vítor Mora Féria, presidente da Federação Espírita Portuguesa, numa postura exemplar, de que a doutrina dos Espíritos deve ser o laço que une todos os espíritas.
Cientes de que “Nascer, morrer, renascer e progredir” foi, não só o lema do congresso, mas é também é o lema da Vida, voltámos todos a casa de coração cheio de amizade, ternura, carinho, partilha e alegria, aquilo que deve ser a essência de qualquer convívio espírita. 

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O espírita na sociedade...


Qual o papel do espírita na sociedade? Aparentemente esta resposta é simples, mas, na prática afigura-se como análise incómoda para muitos e, até fruto de ideias muito diversas. Quem diria…


Quem é o espírita?
É o adepto da doutrina espírita (ou espiritismo), que é uma filosofia de vida, um conjunto de ideias, com bases experimentais e com consequências morais. Nada tem a ver com religiões, seitas, bruxarias, magias, crendices, etc.
Estudando a obra literária de Allan Kardec, vemos em “O Livro dos Espíritos”, na “Lei de Sociedade”, que vivemos na Terra, todos em conjunto, todos diferentes, com capacidades díspares, para que possamos evoluir, aprendendo uns com os outros e, treinando assim a cooperação fraterna entre todos, a caminho de um mundo melhor.
Existem espíritas que, acomodados dentro das 4 paredes do seu centro espírita, pouco ou quase nada fazem fora do mesmo.
Outros, pensam mesmo que o seu trabalho é de ajuda, oração, serviço ao próximo, mas, ali dentro do centro espírita, fora do bulício diário e das dificuldades sociais, numa espécie de retrocesso aos conventos de outrora.
Existem espíritas que pensam devermos ter um papel mais activo na sociedade, mas não nas áreas mais difíceis, mais polémicas. Essas, devemos deixar para os demais e, remetermo-nos à oração, deixar tudo nas mãos de Deus, que decerto resolverá os problemas sociais.
Ora, o espiritismo, como doutrina (conjunto de ideias) filosófica de consequências morais, que revela as leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, tem grande responsabilidade social.
Já imaginaram se, fruto da boa vontade de uns, da capacidade de comunicar de outros, do esforço de muitos, se conseguisse passar a ideia da imortalidade (baseada em factos), da reencarnação (baseada em factos) e, da Lei de Causa e Efeito (baseada em factos) à Humanidade?
E se esta os assimilasse?
Como o mundo mudaria rapidamente, no que concerne à parte moral…
Muitos espíritas empenham-se (e bem) em campanhas contra o aborto, a eutanásia, contra a pena de morte.
No entanto, ficam amorfos perante a corrupção social e política, ficam quietos perante situações sociais fracturantes, com receio, quiçá, de perderem adeptos ou para darem uma imagem de gente boazinha e caridosa, disfarçando assim a sua preguiça e pró-actividade social.
Este é o grande equívoco dos espíritas.
Kardec refere, e bem, que o mal se insinua, pela ausência dos bons.
O espírita, como ser social deve empenhar-se em todas as áreas da vida, sem limite de qualquer espécie, levando a todos os departamentos da sociedade a luz da doutrina espírita.

Perigosamente, vemos espíritas válidos, a demitirem-se das suas 
obrigações sociais, devido a uma abordagem doutrinária igrejeira, 
mística, amorfa, pseudo-espiritualizada, que nada 
tem a ver com a visão de Kardec.
  

Quem não desejaria que os governantes fossem espíritas honestos, os banqueiros também o fossem, o sistema financeiro, os empresários das multinacionais e por aí fora?
Certamente ficaríamos todos felizes.
No entanto, ficamos pachorrentamente, em casa ou no centro espírita, lendo, meditando, orando, e esperando que Deus faça aquilo que compete aos homens fazer: transformar a sociedade, transformando-se interiormente em primeiro lugar.
Freitas Nobre, no Brasil foi político reconhecido.
Bezerra de Menezes foi deputado (teve de fazer campanha eleitoral) e isso não o impediu de desempenhar o seu cargo com honradez.
Gandhi foi um revolucionário político, talvez o maior, depois de Jesus de Nazaré.
Talvez fosse útil reler os livros de José Herculano Pires (filósofo e escritor brasileiro, espírita), que foi, na opinião do médium Francisco Cândido Xavier, o metro que melhor mediu Kardec.
Para muitos espíritas, as actividades sociais são previamente seleccionadas, por uma espécie de novo “Vaticano”, que vai disseminando “directrizes”, em contra-ciclo com as exigências sociais, bem como os deveres naturais de qualquer cidadão e, mais ainda, de qualquer espírita.
Veja o que gosta de fazer, qual a sua tendência, e embrenhe-se bem na sociedade, levando à mesma a honestidade, autenticidade, tolerância e fraternidade que, são apanágio da filosofia e moral espíritas.
Como nos recorda o Evangelho, a fé sem obras de nada vale…

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Incêndios florestais: uma visão espírita...


80% do pinhal de Leiria, mandado plantar pelo Rei
D. Afonso III (1248-1279), foi queimado
pelos incêndios de Outubro de 2017
O Espiritismo (ou Doutrina Espírita), não é mais uma religião nem uma seita. É ciência de observação, filosofia e moral. Demonstra experimentalmente, a imortalidade do Espírito, a reencarnação e a Lei de Causa e Efeito. Uma porta aberta para um futuro social, muito melhor…  

Portugal estertora, após uma das maiores catástrofes das últimas décadas: os incêndios florestais, que mataram mais de 100 pessoas em apenas dois episódios.
A quem interessa que existam estes incêndios?
A muita gente, a grupos organizados, cada um com os seus objectivos diferenciados, todos eles radicados no egoísmo, no lucro fácil e a qualquer custo, sem qualquer noção de sociedade e de humanismo.
As leis dos homens são frágeis, parecendo muitas vezes serem mal feitas, com lacunas, propositadamente, a fim de ilibar, à posteriori, os amigos de quem faz as referidas Leis.
Os governantes, os responsáveis institucionais, a banca, os partidos políticos, perderam a noção do colectivo, da sua verdadeira essência, que é estar ao serviço de um povo, de uma nação, fortalecendo um Estado.
Os objectivos pessoais e de grupo, sobrepõem-se aos objectivos nacionais, olha-se para o futuro a curto prazo, procura-se o maior lucro no mínimo espaço de tempo, dilapida-se tudo e todos, numa destruição interior e social tão voraz como a dos incêndios que assolaram Portugal.
Allan Kardec, o compilador da Doutrina Espírita, em meados do século XIX, na sequência das inúmeras comunicações espíritas, um pouco por todo o mundo, lança os alicerces de um mundo novo, com o lançamento da monumental obra “O Livro dos Espíritos”, em 18 de Abril de 1857.
Aqui, ele questiona mais de mil vezes a espiritualidade superior e, esta responde com uma assertividade que se mantém actual, 160 anos depois.

À questão 791, “Apurar-se-á algum dia a civilização, de modo a fazer que desapareçam os males que haja produzido?” os Espíritos respondem: 
Sim, quando o moral estiver tão desenvolvido quanto a inteligência. O fruto não pode surgir antes da flor.”

Na pergunta 793, “Por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa?” a resposta é certeira:
Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral… Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização.”

No item 799, questiona: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”
A resposta obejctiva vem: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz com que os homens compreendam onde se encontram os seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos.”

Se eles soubessem que são imortais, que a reencarnação existe, que colherão os frutos amargos dos seus actos, não ateariam os fogos.
Urge divulgar a espiritualidade e a imortalidade…

Identificadas as causas, que radicam no desconhecimento do ser humano como ser espiritual, somente com o desenvolvimento e evolução moral do Homem, a sociedade se humaniza, se fortalece na solidariedade, no trabalho, na fraternidade.
Não adianta dizer “não acredito” na imortalidade, na reencarnação, na Lei de Causalidade.
Quer queiramos quer não, a Lei Natural é irrevogável, por ser divina e, relembrando Galileu Galilei, “no entanto… somos imortais, reencarnaremos e, colheremos o fruto do que houvermos semeado no nosso íntimo, ao longo do tempo”.

Os que partiram como vítimas da incúria humana, resgataram aflições trazidas de outras reencarnações, adentrando-se agora felizes, no mundo espiritual, libertos dos problemas de consciência de outrora.
Os outros, os algozes, os responsáveis directos e / ou indirectos, terão de reparar os lamentáveis crimes, seja nesta vida, no mundo espiritual ou em dolorosas expiações, em reencarnação futura.
Recordando Jesus de Nazaré, “a cada um de acordo com as suas obras.”
Tenhamos, pois, a coragem de prosseguir servindo e amando, sem nos deixarmos enlear nos engodos imediatistas e torturantes que a sociedade actual nos oferece.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.


17 de Outubro de 2017


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Educar, aprimorar, evoluir...

A Companhia "Amigos da Luz"
 O 5º FORUM Espírita de Blumenau, em Santa Catarina, Brasil, teve lugar nos dias 15, 16 e 17 de Setembro de 2017, no Teatro Carlos Gomes, contando com conferências espíritas, livraria, música e o teatro da companhia os “Amigos da Luz”.

Na sua 5ª edição, Blumenau, uma cidade de Santa Catarina, Brasil, acolheu o 5º Fórum Espírita Internacional de Blumenau (FOREBLU), organizado pela Comunidade Espírita Irmã Lúcia (CEIL), um dos centros espíritas da cidade.
Com uma organização muito boa e um naipe de trabalhadores dedicados e empáticos, o 5º FOREBLU começou ao som da música de Felicidade Cordel, tendo como ponto alto do dia 15 de Setembro, o teatro dos “Amigos da Luz”, intitulado “Muito Além da Janela”.
Com um excelente elenco, a história que nos prendeu ao palco durante mais de uma hora, abordava todas as idiossincrasias do ser humano, alicerçadas no egoísmo, no ter em vez do ser, apontando na parte final da peça horizontes de partilha, fraternidade e aprender a viver em conjunto com as nossas diferenças.
José Araújo (CEIL)
No Sábado, 16 de Setembro de 2017, José Lucas (Portugal) apresentou o tema “Espionagem Psíquica: o uso da percepção extra-sensorial na busca de informações militares”, seguindo-se José Araújo (Blumenau) com o tema “Antes, hoje e amanhã: aprendizagem e evolução”.
Após o almoço, Moacir Lima (Porto Alegre) abordou o tema “Corta a corda: um voo para a liberdade”.
Após as conferências, Felicidade Cordel apresentou uma palestra cantada intitulada “Sempre há esperança” seguindo-se um espaço de lanche volante, com venda de livros e autógrafos, encerrando o dia com um debate com os palestrantes.
No Domingo, dia 17 de Setembro de 2017, Moacir Lima abriu os trabalhos com o tema “Ciência, Espiritismo e Amor: a arte de viver”, música com Felicidade Cordel, seguindo-se o médium José Araújo com o tema “Saúde, melhoramento e felicidade”, abordando a temática da auto-cura, bem como a tese de que muitas das doenças foram inventadas pela indústria farmacêutica, e que urge mudar de paradigmas, no lançamento do seu livro “Você é a cura – Vol. II”.
Após o almoço, José Lucas falou dos fenómenos espíritas desde o tempo de Kardec, passando pelas experiências científicas ocorridas em Scole, UK, entre 1993 e 1998, em direcção ao futuro, que pode ser risonho se colocarmos a moral espírita em prática.

O Espiritismo na sua mais simples expressão:
simplicidade, amizade e conhecimento,
eis o que foi o 5º FOREBLU

Seguiram-se autógrafos no intervalo, debate com os palestrantes e o encerramento musical, mais uma vez com Felicidade Cordel.
Durante o evento, José Araújo recebeu várias psicografias, que foram lidas no local.
Felicidade Cordel
Um congresso espírita diferente, onde estavam 400 pessoas de várias partes do Brasil, estranhando-se a ausência dos espíritas dos outros centros espíritas de Blumenau que, contrariamente ao que o Espiritismo ensina, nunca apoiaram, estiveram presentes ou integraram o evento, desde os seus primórdios.
Este FORUM foi verdadeiramente espírita, na sua essência, com pontos de vista diferenciados e complementares, unidos pelos laços da amizade, da fraternidade, do estudo e partilha de conhecimentos, dentro do aforismo popular de que “O meu amigo não é o que pensa como eu, mas o que pensa comigo”.
Falou-se de ciência espírita, de filosofia espírita, da moral espírita, mas acima de tudo praticou-se o espiritismo, houve harmonia, alegria, auxílio mútuo, tudo isto, de acordo com o tema central do evento, em busca da educação do Ser, do seu aprimoramento e da sua evolução.
Após este ágape espiritual, regressamos todos a casa de alma cheia, e a excelente organização já está a preparar o evento de 2018 (www.foreblu.org.br).
Já agora, vá-se preparando também, vale bem a pena ir até Blumenau, em meados de Setembro, viver a vida com o Espiritismo.
O Espiritismo na sua mais simples expressão: simplicidade, amizade e conhecimento, eis o que foi o 5º FOREBLU. 

José Araújo (esqª), Moacir Lima, José Lucas (drtª)

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A ilusão do "Poder"...


Na obra “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita (ou Espiritismo – uma filosofia de vida, que não é mais uma religião ou seita), questiona os bons Espíritos acerca da medida da felicidade na Terra, e estes esclarecem que é possuir o necessário para viver, consciência tranquila e, fé no futuro.

Desde há 2 mil anos que Jesus de Nazaré deixou à Humanidade um roteiro de paz e felicidade: “Não fazer ao próximo o que não desejaríamos que nos fizessem”.
Pode parecer inconcebível, mas, 2 mil anos depois, o ser humano, apesar da imensa evolução tecnológica, mantém os padrões ético-morais similares de desde sempre: o egoísmo como a grande chaga da Humanidade.
Na ilusão do poder, o Homem escraviza outros homens, explora-os, engana-os.
Na ilusão do poder, o Homem cria armas nucleares, vítima do medo que transporta no imo do ser.
Na ilusão do poder, o Homem almeja conquistar território a outros países, esquecendo-se que, minutos depois, pode estar fora do corpo de carne, pelo fenómeno natural da morte física.
Na ilusão do poder, o Homem amealha para si tesouros sem fim, sem que os possa fruir, pois a vida é demasiado curta para os milhões conseguidos em negócios escuros, no agiotismo financeiro, nas bolsas, nos mercados.
Na ilusão do poder, os políticos dilapidam o suor do povo, esbanjando o dinheiro dos impostos.
Na ilusão do poder, o tráfico de droga, de pessoas, de armamento, de interesses, leva o Homem a crimes inconcebíveis, abrindo portas para dolorosas expiações em vidas futuras.
Na ilusão do poder, a China, a Rússia e outros países almejam aumentar a sua zona de influência, esquecendo-se que estamos todos na Terra sem podermos sair daqui definitivamente.
Na ilusão do poder os EUA, a maior potência nuclear e bélica do mundo, dá-se ao luxo de se auto-proclamar polícia do mundo, bombardeando aqui, invadindo acolá, para repentinamente demonstrar toda a sua impotência perante o furacão Harvey, de categoria 4, que devastou o Texas e outros locais nos EUA.

O verdadeiro poder é o poder interior, o poder do Amor,
da serenidade, do entendimento, da compreensão,
da aceitação mútua, do bem-estar interior.

A maior potência do mundo foi humilhada pelo furacão Katrina há mais de 10 anos e, a Natureza parece querer relembrar que nem o seu arsenal pode contornar a própria Natureza, que os EUA tanto têm desprezado, poluindo-a sem limite nem piedade.
A Doutrina Espírita, nas suas vertentes científica, filosófica e moral, demonstra experimentalmente, ao Homem, a imortalidade, a reencarnação e a lei de Causa e Efeito.
Assente nos seus 5 princípios básicos – Deus, imortalidade do Espírito, comunicabilidade dos Espíritos, reencarnação e pluralidade dos mundos habitados – o seu estudo, entendimento e vivência, trazem ao Homem consequências de ordem moral, levando o ser Humano a verificar que o racismo, xenofobia, diferença de género, diferença social, poluição da Natureza, são paradigmas ultrapassados e, que o verdadeiro poder é o poder interior, o poder do Amor, da serenidade, do entendimento, da compreensão, da aceitação mútua, do bem-estar interior.
Esse é o desiderato da Humanidade, a bem ou a mal, na certeza de que cada um só colhe aquilo que semeia (nesta vida ou em vidas anteriores) ao nível dos sentimentos, pensamentos e atitudes.
Relembrando Jesus de Nazaré, a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Relembrando Mohandas Gandhi, não há um caminho para a paz, a Paz é o caminho.
A vida na Terra podia ser um mar de rosas, não fosse o egoísmo feroz e o desconhecimento do ser humano da sua condição de ser espiritual.
Que possamos ter o poder de nos sentirmos em paz interior, pois esse é o único que jamais nos será retirado, dado que é conquista milenar do Espírito imortal.

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A vassoura...

A vassoura
tem o condão,
de varrer o lixo
que tens no chão.

Mas, por vezes,
o lixo está na alma.
Pega na vassoura,
e limpa-a com calma.

Quando vier um
pensamento obscuro,
com o Evangelho
vassoura o entulho.

Quando à mente
vier ideia perturbadora,
com a vigilância
usa essa vassoura.

Qualquer ideia ou situação
que inquiete o coração,
precisa d’uma vassourada:
vigilância e oração.

Estamos na Terra,
com o Bem e o Mal,
portanto não estranhes,
este vendaval…

O que importa,
é vigiar e orar,
e com o Evangelho,
a perturbação vassourar.


Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, Portugal, em 13 de Junho de 2017.