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Ciência e Paciência...

O Homem busca
Na Terra,
Muita ciência,
Mas não tem paciência.

O Homem vive
Na fartura ou indigência
Mas de pouco vale
Sem ter paciência

O Homem procura
Viver com decência
Mas isso é pouco
Se não tem paciência

O Homem pode
Ter muita valência
Mas a mais difícil
É ter paciência

A paciência
É a prova final
Dos estudos em curso
Na escola carnal

Procura, pois,
Estimular a paciência
E perante a adversidade
Treina essa “ciência”

Ciência sem paciência
É como espiritualidade sem fé
Não condiz uma com a outra
Não te mantém de pé….

Poeta alegre

Psicografia de JC, na reunião mediúnica no CCE, Caldas da Rainha, Portugal, em 10 Janeiro 2017

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Terra, mundo de regeneração...


A Terra move-se
na imensidão,
a mudar p’ra mundo
de regeneração.

Mas, esse processo
é um pouco demorado.
Começou há tempos,
e não está terminado.

Projecto de mudança,
para o 3º milénio.
Reencarnar na Terra,
será valioso prémio.

Até a Terra ser
mundo de regeneração,
ainda vai passar
por muita aflição.

Convulsões telúricas
e outras sociais,
trarão dores,
vistas jamais…

Mas, Deus é Amor.
protege Sua criação.
Não vos apoquenteis,
com a Lei de Destruição.

Cada um passará,
o que for necessário.
Prossigam vivendo,
Saiam do “armário”.

Chegou a hora,
de testemunhar.
Se és espírita,
confia, sem vergar.

É tempo de colocar,
o espiritismo em acção.
Correcção, honestidade,
não mais corrupção!

Mas, depois,
virá a bonança,
que auxiliará,
os sem-esperança.

Se divisasses a luz,
que aí vem…
nunca temerias,
a morte d’alguém.

Eis a Terra renascida,
a Terra do Evangelho.
Ergue-se nova Vida,
sobre o mundo velho.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 20 de Dezembro de 2016

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Optimismo...

Optimismo é atitude,
para todos desejável.
Tens de o semear,
p’ra teres vida saudável.

O optimismo ajuda,
a ver o bem no mal,
a acalmar o coração,
durante o vendaval.

O optimismo é caminho,
p’ra entender o desgraçado,
que por tudo e por nada
te ataca, desvairado.

O optimismo trás saúde,
ao campo celular,
até fica mais jovem,
quem o otimismo semear.

Com optimismo,
é mais fácil Amar,
pois em tudo,
conseguimos desdramatizar.


Poeta alegre

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica de 29 de Setembro de 2015, no CCE de Caldas da Rainha, Portugal

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Aleppo: eu não sou ocidental...



Aleppo, cidade mártir da Síria, ficará na História como uma das maiores vergonhas da Humanidade, no início do século XXI.
500 mil pessoas mortas, em 5 anos, (dados de Dez de 2016) numa guerra civil alimentada pelos “Senhores da Guerra” de todo o mundo.
Quem está “bem”, em “paz e sossego”, assobia para o lado, fingindo não ver.
Aquando dos atentados terroristas em Paris, em Novembro de 2015, morreram mais de 100 pessoas, e os dirigentes de todo o mundo desfilaram, de braço dado, em plena capital francesa, numa união contra o terror.
Em 3 de Janeiro de 2015, na Nigéria, o grupo terrorista Boko Haram - o mesmo grupo que sequestrou centenas de meninas de uma escola nigeriana - atacou o vilarejo de Baga e pode ter matado de 150 até 2 mil pessoas, além de atear fogo em toda a cidade.
Nem no caso africano, nem no Sírio, vimos tanto empenho como em Paris (nas ruas, nos jornais, nas redes sociais) por parte dos ocidentais, consternados e “unidos” em torno de um massacre de mais de 100 pessoas, em França.
Não estamos a falar de números, estamos a falar de pessoas, estamos a falar de hipocrisia humana, de egoísmo de alto nível, de falta de ética, falta de moral, falta de princípios de toda a ordem.
O Ocidente “civilizado” revolta-se contra os “seus” mortos, e esquece os mortos de outros países.
O Ocidente esquece-se que viajamos todos dentro e um grande avião chamado Terra, com 7,4 mil milhões de passageiros, e não se apercebe da suprema estupidez que é haver guerras dentro de um avião, entre passageiros de classe executiva e classe económica.

O egoísmo é a causa de todos os males.
Fazer ao próximo o que desejaríamos para nós, eis a solução
preconizada por Jesus de Nazaré, há 2 mil anos

Allan Kardec, o eminente sábio francês que compilou a Doutrina dos Espíritos (ou Espiritismo), perguntou aos Espíritos, na questão 913, em “O Livro dos Espíritos”, de entre os vícios, qual o pior deles todos. Os Espíritos superiores responderam:
 “Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo… Ele neutraliza todas as outras qualidades.”
Quem viajasse num avião com 300 pessoas, e ignorasse os desacatos ocorridos na parte de trás do mesmo, pensando estar a salvo na classe executiva, demostraria não só um alto grau de egoísmo, como uma enorme estupidez, insensatez e loucura.
Nós, ocidentais, viajamos em classe executiva, neste grande avião Terra, que voa a cerca de 107.000 Km/h em volta do Sol, e somente por pouca evolução espiritual, tremendo egoísmo, enorme insensibilidade e indiferença, preocupamo-nos com o nosso bem-estar e o do nosso vizinho, sem cogitar das necessidades alheias, de quem pode menos do que nós, de quem precisa mais do que nós.
O Espiritismo demonstra que somos Espíritos imortais, que a Vida continua e que a reencarnação é uma realidade, onde cada um colhe hoje o que semeou em outras vidas, de bom e de mal.
É urgente divulgar o Espiritismo, para que as pessoas se tornem espiritualistas, entendam o porquê da vida, quem somos, de onde viemos e para onde vamos, bem como que, fora da caridade não há salvação, isto é, a fraternidade é o único caminho que nos leva ao bem-estar interior e à paz social.
Eu sou passageiro do avião Terra, colocaram-me em executiva à nascença, na fila Portugal, mas não me conformo com a mortandade lá atrás, apesar dos “tripulantes de bordo” me dizerem que esteja quieto, que está tudo bem.
Na Terra, ninguém tem nacionalidade, somos todos vizinhos, nesta aldeia global, e amanhã, pelo fenómeno natural (e comprovado cientificamente) da reencarnação poderemos reencarnar noutro país qualquer, desde que isso seja útil para a nossa evolução moral e intelectual.
Desculpem-me, mas, neste voo, eu não sou ocidental, sou apenas um viajante, temporariamente em executiva.
É preciso fazer a paz… dentro e fora de nós!


15 de Dezembro de 2016



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XXIII CONRESSO ESPÍRITA EM ESPANHA


Teve lugar o XXIII Congresso Espírita Nacional, em Calpe, perto de Alicante, Espanha, nos dias 4, 5 e 6 de Dezembro de 2016, onde se encontraram espíritas espanhóis, portugueses, brasileiros, paraguaios, equatorianos, entre outros países. O tema central foi “Os mensageiros espirituais”.

A Federação Espírita Espanhola (FEE) levou a cabo o XXIII Congresso Espírita Nacional. Numa organização bem elaborada, o congresso realizou-se no Hotel Diamante Beach, que estava praticamente cheio, apenas com espíritas. Esta aposta, facilitou muito a dinâmica dos congressistas, que estando alojados no mesmo espaço do evento, facilmente se deslocavam dentro do Hotel.
O programa era variado e interessante, tendo como cabeça de cartaz Divaldo Pereira Franco, o maior conferencista espírita do mundo que, nos seus 89 anos de idade não regateou esforços para, da América Latina onde fazia um périplo, rumar a Espanha, onde, antes do Congresso, teve oportunidade de efectuar várias conferências espíritas, em várias cidades espanholas.
Depois da sessão de abertura e das boas vindas por parte do presidente da FEE, Esteban Zaragoza, Divaldo Pereira Franco efectuou a conferência de abertura, em torno das cinco características do ser humano: a personalidade, a identificação, o conhecimento, o despertar de consciência e a individualidade.

Falando dos vários mensageiros espirituais que a Humanidade tem tido, no seu bosquejo histórico deteve-se em Jesus de Nazaré, como modelo e guia para a Humanidade. Terminou recordando que ao espírita, compete o trabalho responsável da renovação social, por meio da transformação moral, de modo a construir um novo conceito de vida e felicidade, com base na fidelidade doutrinária e no sentimento de gratidão, tendo enchido a alma dos presentes ao terminar com um poema de Amélia Rodrigues.
Seguiram-se os temas “A alma depois da morte”, “Mensageiros do outro lado da vida através dos sonhos”, “Laicidade e evangelho” e debate.
Na 2ª feira, dia 5 de Dezembro, o tema “Conhece-te a ti mesmo” iniciou o dia, seguindo-se “Os mensageiros espirituais na Bíblia”, “A esperança e o consolo de saber viver”, “Cartas do mais além”, “Relação do pensamento e a vida”, “Os mensageiros da codificação do Espiritismo” e “Relações de além tumba na mesa mediúnica, seguindo-se um debate, após o jantar.

Na 3ª feira, dia 6, seria a parte final do Congresso, com um espaço criativo sobre infância, juventude e família, seguindo-se uma notável palestra de Divaldo Franco que, muito inspirado, abordou a mensagem de Jesus na Humanidade, prendendo todos os presentes que enchiam o salão do congresso, com o seu verbo consolador.
Posteriormente, decorreu a sessão de encerramento, terminando pelas 12h00.
Com uma boa livraria disponível, este congresso deixou um ambiente agradável, de convívio entre todos, facilitado pelo facto de todos estarem hospedados no mesmo local.
Pensamos que o desiderato “Espíritas amai-vos, espíritas instruí-vos” foi alcançado, tendo ficado a perspectiva de um novo encontro para o próximo ano.
Poderá ver as conferências em www.youtube.com/user/federacionespirita

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Ser Pai...

Jacinto, taciturno,
vivia triste,
ao ver os filhos,
de “pé em riste”.

Por tudo e por nada,
andavam em luta,
e o pai, compassivo,
acalmava a disputa.

Muito sofreu o pai,
com os filhos desvairados,
mas, sabia que um dia,
eles iriam ser aliados.

Faltavam as tribulações,
do quotidiano,
as dores, as maleitas,
as faltas de ânimo…

Com o amadurecer,
foram envelhecendo,
mas o ódio, a raiva, 
por dentro ia “comendo”. 
  
Dores e mais dores,
foram a salvação,
precisando uns dos outros,
tiveram de dar a mão.

Se esse pai terreno,
foi assim compassivo,
imagina como será,
o Pai celeste, eterno Amigo…

Também Ele espera,
que nos cansemos da guerra,
para depois pazear,
a nossa querida Terra.

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, Portugal, em 24-11-2016



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Ter razão...


Querer ter razão,
é obsessão,
daquele que quer
forçar a sua opinião.

Aqui é o patrão,
que no seu “poder”,
aplica a sua “razão”,
sobre homem ou mulher.

Ali é o marido,
cheio de “autoridade”,
impondo a sua razão,
mesmo com leviandade.

Acolá é a esposa,
ensinada a mandar,
forçando a sua razão,
criando mal-estar.

Nas lutas políticas,
cada cabeça, sua razão,
E nem sequer cogitam,
d’analisar outra opinião.

Querer ter razão,
é um drama,
trás muita dor,
mesmo ao que se ama.

Quem evoluiu,
na espiritualidade,
em vez da razão,
busca a amizade.

A razão é opinião,
que, como o vento,
muda sempre
que muda o tempo.

Se a razão
é passageira,
porquê tanta guerra,
por essa “bandeira”?

O ser humano foi feito
para ser amado.
Quanto à opinião,
cada um vê o seu lado.

Quando quiseres,
ter razão,
repara que ser feliz,
é a melhor opção.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em Óbidos – Portugal, em 06-10-2016