Suicídio
é loucura,
de
quem perdeu a fé,
foi
o que aconteceu,
c’o
meu vizinho José.
Andava
ele na terra,
lavrando-a
p'rá colheita,
quando,
de repente,
sentiu-se
pior da maleita.
Carregava
problema
grave
no coração,
mesmo
avisado p’lo médico,
ele
não tinha paração…
De
tanto trabalhar,
sem
o médico ouvir,
piorou
da doença,
e
ficou a “dormir”.
Ainda
não morreu,
foi
logo socorrido,
mas,
na sua ideia,
mais
valia ter morrido.
Acamado,
mês após mês,
entrou
em revolta,
ao
ver um amigo,
com
sua esposa à volta.
Que
vergonha ser cornudo,
sem
me poder defender,
não
suporto tal humilhação,
vou
mas é morrer…
E,
foi assim,
com
falta de fé,
que,
com veneno,
desencarnou
o José.
Em
grande aflição,
depois
de muito penar,
encontrou
ser bondoso,
que
o convidou a orar.
Apaziguado
um pouco,
percebeu
o erro efectuado,
pois,
estava previsto
morrer
em breve, enfartado.
Quando
soube da história
do
José, o suicida,
pedi
licença pr’a divulgar
a
mesma, na vossa vida.
Um
pouco recuperado,
pediu
para vos informar,
que
não há erro pior,
do
que alguém se matar…
Termino
aqui
a
minha missão,
ao
deixar-vos,
esta
triste lição.
Doa
o que doer,
custe
o que custar,
nunca
desanimes na Vida,
Deus
sempre vai amparar.
Poeta
alegre
Psicografia de JC, recebida na reunião mediúnica do
Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, Portugal, em 31 de Janeiro de
2017
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