Mariana aprisionou-se
Nas garras do prazer
Esquecendo-se que um dia
Seu corpo ia falecer
Presa nas emoções
Do lucro imediato
Entregou-se no quotidiano
Ao branco, preto, mulato
Esbelta e bonita
Clientes não faltavam
A todos satisfazia
E todos a adoravam
A musa do sexo
E de tanta fantasia
Era por outras cobiçada
Tirava-lhes a freguesia
Tanta inveja instilou
E da soberba vivia
Que um dia faleceu
Sufocando em pleno dia
Vítima da inveja
Sorvera fino veneno
Que lhe fora ofertado
Com’ um chá ameno
No mundo espiritual
Tudo era escuridão
Queria vingar-se
Mas tentava em vão
Desorientada na nova vida
Sofreu a escravidão
Dos que a acompanharam
Na alcofa da lassidão
Espíritos enlouquecidos
No sexo desregrado
Sugavam-lhe as energias
Do espírito mirrado
Após muito sofrer
Lembrou-se de Jesus
Orou com fervor
Até que viu uma luz
Mariana minha irmã
Tua prece foi ouvida
Jesus autorizou
Que fosses recolhida
Nascerás de novo
No teu bordel
Como filha de Joana
E como pai o Manuel
Aquela que te matou
Será agora tua genitora
Criando-te com o carinho
Que não teve outrora
Filha de prostituta
Terás outros horizontes
E com muita luta
Superarás tuas fontes
Se venceres na Vida
Tamanha provação
Quando voltares
Terás melhor reencarnação
E assim Mariana
Nasceu na Terra
Onde todos corrigimos
Aquilo em que erra
Utiliza o sexo
Com parcimónia
Pois ele não existe
Pr’a que sejas um estroina
Sexo e equilíbrio
São parceiros ideais
Para com equilíbrio saíres
Da Terra dos mortais…
Poeta alegre
Psicografia recebida por JC,
no ENL, em Óbidos, Portugal, em 12SET2011
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