História estranha
A da Gertrudes
Que vou contar
Falando de atitudes
Gertrudes parteira
Ajudava a parir
Mas com as dificuldades
Mudou o seu agir
Encontro furtivos
Acabavam em fecundação
Procuravam em Gertrudes
A criminosa solução
De início não queria
Tal procedimento ter
O dinheiro falou mais alto
Dando azo ao mal proceder
De dádiva de Deus
Ajudando à Vida
Passou a matar
Indesejados na “barriga”
Gente fina da "Corte"
E da fidalguia
Procuravam Gertrudes
De noite e de dia
Ficou conceituada
Junto dos afortunados
Mal sabia ela
Que eram obsidiados
Os filhos repudiados
Envolviam os progenitores
Perseguindo-os sem dó
Criando novas dores
Gertrudes estava diferente
Não sorria com beleza
Trazia o cenho cerrado
Fruto de tal vileza
Um dia desencarnou
Momento fatal!
Adentrou o Além
Muito mal, muito mal!
"Assassina, assassina"
E outros impropérios ouviu
Seu espanto era enorme
Pois a vida prosseguiu!!!...
Afinal era verdade
O que a Igreja dizia
A vida continuava
Mais ou menos fria
Após anos de sofrimento
Junto dos seus iguais
Chorou amargamente
Clamando pelos pais
Sua mãe, senhora boa,
Generosa de coração
Foi recolher a filha
Com superior autorização
Gertrudes entendeu
Os ditames da vida
Recuperou-se no Além
Para nova “corrida”
Viria a reencarnar
Em família generosa
Após o casamento,
Ficou desgostosa
Engravidar não conseguia
O que mais desejava
Carregar no ventre
O ser que almejava.
Tratamentos, mais tratamentos,
Com igual resultado
Engravidava e abortava
O bebé desejado
O marido desgostoso
De filho varão não ter
Logo a trocou por outra,
Aumentando seu sofrer
Gertrudes conheceu o espiritismo
Que lhe acalmou o coração
Queria trabalhar com crianças
Formou-se em Educação
Hoje é educadora
Em nobre instituição
Recolhe os abandonados
Iniciando a reabilitação
Novo companheiro encontrou
Que a apoia no ideal
É mais feliz agora
Com o bem que apaga o mal.
O Amor é uma borracha
Que apaga o mal
Que trazemos no coração
De outras vidas afinal
Deus é amor
Não é carrasco, não senhor
A todos dá oportunidade
De resgatar sua dor
Se o aborto fizeste
Não sintas culpa
Levanta a cabeça
E vai à luta
Embrenha-te no bem
Seja em que área for
Pois o bem que fizeres
Aumentará o teu amor.
Esse bem diluirá
Os erros cometidos
O bem alivia a alma
Dos seres sofridos
O importante é que agora
Que conheces o espiritismo
Não repitas tal façanha
Senão cais no abismo
A responsabilidade é proporcional
Ao conhecimento de cada um
Por isso não te deprimas
Ama tudo e todos: um a um.
Assim conseguirás
Superar o erro passado
Libertares-te da culpa
Auxiliando com agrado
Hoje é mais feliz
Que outrora, quando rica
Já não é abortadeira
Aos abandonados se aplica
Esta história de vida
Mostra o amor de Deus
Que não é o carrasco de Moisés
Nem o ausente dos ateus
A Vida é oportunidade
De corrigir com alegria
O erro de outrora
Que nos fazia “azia”
O Amor é a solução
Para todas as situações
Ama, ama sempre,
E encontrarás as soluções
Vive sempre com alegria
Sejam Gertrudes ou não
Deus esperta de ti
A tua colaboração
Poeta alegre
Psicografia recebida em Óbidos, Portugal no dia 5 de
Novembro de 2005
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