9.2.10

O canto das sereias


Navega o homem
No oceano da Vida
Buscando um rumo
Para a alma perdida.

Mar chão, mar cavado,
Lá vai a navegar.
Iça a vela, pega no leme,
Para novos mundos alcançar.

O marinheiro distraído,
Ouve a sereia cantar.
Meu Deus, que linda música.
Para que lado me virar?

Vem, marinheiro meu,
Aconchega-te no meu regaço,
Venho dar-te prazer,
Não sintas embaraço.

E o marinheiro, desatento,
Lá se atirou ao mar.
Tanto procurou a sereia,
Que acabou por se afogar.

Toma atenção, amigo,
Com os cantos enganadores,
Pois muito do que brilha,
Só te traz dissabores.

Sereias existem,
Com grande fartura.
É o apelo da matéria,
Que te leva à “tortura”.

Onde julgas o bem,
Encontras o mal.
E não vês ninguém,
Que te tire do lodaçal.

Toma cuidado, marinheiro,
Com as ratoeiras do mar.
Mune-te do Evangelho
Se a alma queres salvar.

Por muito cantem as sereias,
Não te deixes ludibriar.
Segue firme, o roteiro,
Amar, sempre Amar.

E assim agindo,
No fim da jornada,
Apreciarás deliciado,
Que ela durou quase “nada”.

O mar é o mar,
Nem bom nem mau.
Mas quem anda no mar,
Tem de se pôr a pau.

Se não conheces as leis,
De bem marear,
És levado na onda,
Dos que te querem enganar.

Ódio, orgulho, maldade,
Alcoolismo, sexo desenfreado,
São ondas que te enrolam,
No mar alterado.

Sê firme, marinheiro,
De sextante em riste.
Segue Jesus, o timoneiro,
E não ficarás triste.

Chegado a terra firme,
Serás recebido com alegria.
Sê bem-vindo, marinheiro,
Nasce agora novo dia!

Agora é a tua vez,
De aos outros ensinar.
Cuidado c’o canto das sereias,
Não te deixes enganar.

Marinheiro atento,
Aprende a arte de marear,
E jamais cai no logro,
Das sereias de encantar.

As sereias são os vícios,
Que te cabe extirpar.
O Evangelho, o roteiro,
Que te leva a bom lugar.


Psicografia recebida em Óbidos, Portugal, em 20 de Julho de 2009.

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