25.3.20

O milagre do Coronavírus... (palestinianos e israelitas de mãos dadas)

De repente o mundo mudou.
Quando a Humanidade temia uma 3ª guerra mundial, qual presente dos céus apareceu um amigo invisível, o coronavírus COVID-19.
Um simples vírus, com mais poder do que todas as bombas nucleares, russas, chinesas, americanas, com mais poder que o dinheiro que se possa ter no banco, ouro, acções na Bolsa de Valores, dinheiro escondido em paraísos fiscais; um simples vírus que faz tremer de medo todo o planeta, milhares de aviões parados, os países a viverem em modo de sobrevivência; um vírus democrático que atinge pessoas importantes, tal como a classe média, pobres, indigentes, brancos, pretos, mulatos, cultos, incultos, bonitos, feios, homens, mulheres…
Relembrando um ensinamento de Jesus de Nazaré (o grande psicoterapeuta da Humanidade), pelo fruto se vê a qualidade da árvore.
A árvore, neste caso, é o COVID-19, mas quais são os frutos desta árvore?

Elenquemos apenas alguns mais visíveis:
- a vida considerada insuportável, inadiável…parou;
- a vida mecânica, sob a batuta do relógio… parou;
- a falta de tempo para tudo e para todos…desapareceu;
- o esgotamento físico e mental para ter coisas… parou;
- o que era urgente, deixou de o ser;
- o que era essencial, passou a acessório;
- a certeza do nosso ego passou a incerteza, insegurança, fragilidade;
- a atitude prepotente, o esclavagismo, o poder, de acordo com a conta bancária, desvaneceu-se perante a eminência da… morte do corpo físico.

Cientistas de todo o mundo juntam-se, partilham dados, na busca de um medicamento, de uma vacina.
Com mais ou menos interesses, os países entreajudam-se, partilham conhecimentos, materiais, numa busca pela sobrevivência.
O Secretário-Geral da ONU implorou que, em todo o mundo, se fizesse uma trégua nas guerras, para nos dedicarmos unicamente ao combate a este vírus.
O Homem começou a ter uma noção de que a sua vida é efémera, que um dia vai morrer, que pode ser já amanhã, reflectindo: o que ando aqui a fazer? Porque vivo? De onde venho? Para onde vou? Qual o sentido da vida?

Um grande milagre aconteceu:
os eternos inimigos, israelitas e palestinianos
estão de mãos dadas, ajudando-se mutuamente, graças ao COVID-19.

Na Cisjordânia, em gaza e em Israel, médicos israelitas e palestinianos criaram um centro de cooperação na luta contra o COVID-19. Pela primeira vez em muitos anos, os presidentes de Israel e da Palestina mantêm um contacto telefónico contínuo, para enfrentar a ameaça de forma conjunta”.
(In telejornal da SIC - uma das televisões portuguesas – na noite de 24 de Março de 2020, https://bit.ly/39kj1ES ).
Estamos numa imensa Arca de Noé, atravessando o dilúvio da incerteza, provocado pelo Homem egoísta, ganancioso, violento, orgulhoso.
A hora é de meditação, de análise, de mudança de hábitos, de sentimentos, de pensamentos, de atitudes.

Na magnífica obra de filosofia espírita, intitulada “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, encontramos as respostas para as perquirições mais íntimas, acima referidas. Os Espíritos superiores, em 1857, já apontavam como medida da felicidade na Terra, ao nível material ter o essencial para viver com dignidade e, ao nível moral ter a consciência tranquila.
A Doutrina Espírita (ciência, filosofia e moral) traz todo um rol de conhecimentos que são preciosos auxiliares para o progresso da Humanidade, demonstrando a ilusão do Materialismo e identificando a mãe de todos os males: o egoísmo.

São as dores de parto de uma Sociedade nova, mais espiritualizada: ao longo das reencarnações (vidas sucessivas) o egoísmo dará lugar à fraternidade, a disputa dará lugar à colaboração, a ganância dará lugar à generosidade.
Somos seres espirituais, imortais, temporariamente num corpo de carne, ao longo das vidas sucessivas, em busca de um devir mais esplendoroso, equilibrando as duas asas que nos farão voar mais alto: o intelecto e a moral, fazendo ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem…


Bibliografia:

- Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal – www.adep.pt
- Allan Kardec – “O Livro dos Espíritos”.

3 comentários:

Anónimo disse...

Oxalá tivesse razão... Em relação a este epidemia, o problema parece residir nalguma alimentação "radical" e muito pouco higiénica que alguns chineses e outros povos asiáticos fazem. Se dantes as maleitas que aparecessem ficavam por aquelas bandas, agora com a globalização aerotransportada, num mês adoecem na China e no mês seguinte adoecem no resto do mundo. Chamo-lhe a atenção para este vídeo: «Trump calls coronavirus "Chinese virus".Now tell China to stop eating shit like BATS - DOGS -CATS» https://www.youtube.com/watch?v=jE9qCdQQmWc Comem morcegos, cães, gatos, ratos, escorpiões, aranhas, vermes, etc. etc. alguns deles vivos... Se esse comportamento irracional continuar, será inútil qualquer vacina e as epidemias continuarão...

José Lucas disse...

Obrigado pelo seu comentário muito oportuno e esclarecedor.
Sem cogitar das causas, o Homem colhe aquilo que semeia, fruto da ganância, da falta de higiene, limpeza, regras sanitárias universais.
Este efeito, vai levar o Homem a entender que afinal o que se passa no Oriente afecta o mundo. Teremos de ser mais solidários entre povos, os mais civilizados ajudando os menos civilizados; os mais ricos ajudando os mais pobres, sob pena de termos cada vez mais situações destas.
Aos poucos, com muito sofrimento, vamos aprendendo que não importa a ideologia deste partido ou país, não importa o dinheiro, o poderio bélico, mas sim, a capacidade de vivermos em conjunto, em paz, ajudando-nos mutuamente, a única maneira de vivermos bem, com dignidade: fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem, conforme ensinou há dois mil anos... Jesus de Nazaré!

noeme bittencourt disse...

Oportunos,lógicos,reflexivos e lucidativos os comentários anteriores...

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