O Homem, na sua busca por uma vida melhor nas
relações interpessoais, vai buscando mecanismos, processos e ferramentas que
permitam uma coexistência pacífica, onde os direitos de uns e de outros não
sejam espezinhados.
Com o advento da liberdade do ser humano, vão-se criando Leis dos Homens que, procuram essa equidade de direitos e deveres.
Com o advento da liberdade do ser humano, vão-se criando Leis dos Homens que, procuram essa equidade de direitos e deveres.
Quando o diálogo falha, geralmente as pessoas
revoltam-se e fazem greve, não trabalhando, paralisando, prejudicando aqueles
que nos prejudicam.
E se todos fizermos greve… espiritual?
Os regimes
políticos, democráticos, buscam, pelo menos em teoria, ir de encontro aos
anseios da sociedade, procurando leis justas e equitativas, que sirvam a todos
de igual modo. Mesmo nesse trajecto, os desencontros de opinião são muito
grandes e, quando extremadas as posições, existem mecanismos de se tentar
“forçar” o “opositor” a ceder ao nosso ponto de vista.
Um desses
mecanismos é a greve, um direito social consagrado na “Lei Fundamental” do
país. As pessoas não trabalham, provocando prejuízos àqueles que os prejudicam,
acabando todos por serem prejudicados.
A greve,
mecanismo abençoado para que os trabalhadores não sejam escravizados pelos
patrões, não deixa de reflectir uma certa inferioridade da evolução social da
humanidade.
Com bom senso
e, não fazendo ao próximo o que não gostaríamos que nos fizessem, como Jesus de
Nazaré aconselhava, colocando-nos na posição do outro, facilmente os pontos de
vistas seriam ultrapassados, se os interesses comuns estivessem acima dos
interesses pessoais. No entanto, o egoísmo, mãe de todos os defeitos que o ser
humano possui, ainda vige no coração do Homem, que assim, estertora na vida,
procurando equilíbrio e equidade onde ela não está – nos interesses de um
determinado grupo ao qual se pertença.
Tal posição
egoísta (mesmo que corporativa) conduz a lutas, a posições extremadas, como se
a vida fosse uma batalha constante de uns contra os outros.
Na sua miopia
espiritual, o homem faz da vida um fardo, quando as suas energias poderiam ser
canalizadas para o bem comum.
O egoísmo é a grande chaga da humanidade
que urge extirpar de dentro de nós.
Quando assim
for, as leis dos homens aproximar-se-ão das leis divinas (veja-se “O
Livro dos Espíritos” de Allan Kardec) e assim, evoluindo
espiritualmente, o bem comum estará acima dos interesses pessoais, já que o
egoísmo será paulatinamente transmutado em fraternidade, à medida que o homem
for evoluindo em espiritualidade.
Nessa altura,
não fará sentido a greve constar das leis dos homens, pois todos os conflitos
serão solucionados com bom senso, equilíbrio e senso do bem comum.
Com o fluir da
Vida, através das múltiplas reencarnações, esse estado social será uma
realidade, à medida que Espíritos mais evoluídos forem voltando à Terra, no
lugar dos Espírito egoístas que, reencarnarão em planetas menos evoluídos e
mais de acordo com a sua evolução moral.
Até lá,
podemos ir fazendo o nosso trabalho de casa.
Por isso,
propomos que, em 2015 todos nós façamos greve ilimitada, à satisfação dos
nossos interesses egoístas, façamos greve ilimitada ao orgulho, ao ódio, à
vaidade, à inveja, à intolerância, à incompreensão, à maldade, à maledicência,
à violência de todo o matiz, içando bem alto a bandeira da Paz que todos
dizemos querer como envoltório social.
Façamos pois a
nossa parte.
A cada um de
acordo com as suas obras, já nos dissera, há mais de dois mil anos, Jesus de
Nazaré.
Se levarmos
por diante este desiderato, teremos sem sombra de dúvidas, a mais bela e
abençoada greve de todos os tempos, em toda a Humanidade!
ei Lucas concordo totalmente con vc, que Deus o abencoe irmao pelos esclarecimentos. un abraco a seu coracao lucas . geno do centro de estudios espiritas na sevilla.
ResponderEliminarbela mensagem. trabalho diário .também apelo para nunca julgar as atitudes do próximo .ser frontal. faço greve diáriamente a esses pensamentos
ResponderEliminarFalta um entendimento político nesse texto. Geralmente o povo que faz greve luta por interesses coletivos e não individuais. O egoísmos está na mão de quem tira o direito e não de quem luta por eles. As pessoas prejudicadas pelas greves, não são os pobres, os trabalhadores, são os empresários, que terão menos 25 mil (como disse um empresário famonoso), menos um relógio importado que ele deixará de comprar. Os setorés de maior urgência para a sociedade não param, e nem os grevistas pedem isso. É garantido por lei a continuidade desses serviços tb é nunca há greve total deles.
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