Fui maluco na vida,
Mas maluco não era.
O maluco foi o médico,
Atou-me com’uma fera.
Via espíritos, dia e
noite,
Que ninguém enxergava
E quando deles falava
Logo o médico “malhava”:
Toma lá um comprimido,
Vai dormir, anormal;
E eu dormia, sim,
E ficava muito mal.
Oh, Doutor, eu estou são,
Os que vejo são reais.
Toma lá choques
eléctricos,
E não fales mais.
A família não ligava,
Nem visitar-me ia.
Eu morri sozinho,
Com apoio d’uma tia.
Um dia desisti:
Vou morrer, sim senhor,
Pois viver assim,
É um tormento, um terror.
E assim me matei,
Com os lençóis da cama.
Mas não morri nada,
Dei por ela, estava na
“lama”.
De repente, vi uma luz,
Que “chamava” por mim.
Lá fui eu apressado,
Como quem responde ao
clarim.
Seres amigos me receberam:
Sejas bem-vindo, irmão,
Estiveste no manicómio,
Em dolorosa provação.
Foi a “vingança” final:
O que via era realidade!
E os médicos, que tudo
sabem,
Viviam na ingenuidade…
Descobri que, outrora,
Fora impiedoso inquisidor,
Matando muitas “bruxas”,
Ignorando a sua dor.
Hoje, é tudo diferente,
Com abertura à
espiritualidade.
Mesmo os médicos buscam,
Conhecer essa realidade.
Portanto, nunca julgues,
Quando alguém for
diferente.
Ama sempre a todos,
Seja saudável ou doente.
Poeta
alegre
Psicografia
recebida por JC, na reunião pública de 11 de Janeiro de 2013, na palestra sobre
suicídio vs depressão, no Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha,
Portugal.
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