Mas maluco não era.
O maluco foi o médico,
Atou-me com’uma fera.
Via espíritos, dia e
noite,
Que ninguém enxergava
E quando deles falava
Logo o médico “malhava”:
Toma lá um comprimido,
Vai dormir, anormal;
E eu dormia, sim,
E ficava muito mal.
Oh, Doutor, eu estou são,
Os que vejo são reais.
Toma lá choques
eléctricos,
E não fales mais.
A família não ligava,
Nem visitar-me ia.
Eu morri sozinho,
Com apoio d’uma tia.
Um dia desisti:
Vou morrer, sim senhor,
Pois viver assim,
É um tormento, um terror.
E assim me matei,
Com os lençóis da cama.
Mas não morri nada,
Dei por ela, estava na
“lama”.
De repente, vi uma luz,
Que “chamava” por mim.
Lá fui eu apressado,
Como quem responde ao
clarim.
Seres amigos me receberam:
Sejas bem-vindo, irmão,
Estiveste no manicómio,
Em dolorosa provação.
Foi a “vingança” final:
O que via era realidade!
E os médicos, que tudo
sabem,
Viviam na ingenuidade…
Descobri que, outrora,
Fora impiedoso inquisidor,
Matando muitas “bruxas”,
Ignorando a sua dor.
Hoje, é tudo diferente,
Com abertura à
espiritualidade.
Mesmo os médicos buscam,
Conhecer essa realidade.
Portanto, nunca julgues,
Quando alguém for
diferente.
Ama sempre a todos,
Seja saudável ou doente.
Poeta
alegre
Psicografia
recebida por JC, na reunião pública de 11 de Janeiro de 2013, na palestra sobre
suicídio vs depressão, no Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha,
Portugal.
José Lucas
Nasci em Benguela, Angola, sou espírita e colaboro na Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e no Centro de Cultura Espírita (Caldas da Rainha), sempre a título gratuito, como qualquer espírita. Colaboro com alguns jornais publicando artigos espíritas, nomeadamente no Jornal de Espiritismo, no Jornal das Caldas entre outros... Este Blog está no ar graças à generosidade do meu amigo Francisco Reis, que teve a paciência de o renovar na íntegra. Obrigado Francisco.
Artigos relacionados
Psicografias
17.1.13
0

Comentários
Enviar um comentário