21.12.14

Vamos todos fazer greve?


O Homem, na sua busca por uma vida melhor nas relações interpessoais, vai buscando mecanismos, processos e ferramentas que permitam uma coexistência pacífica, onde os direitos de uns e de outros não sejam espezinhados.
Com o advento da liberdade do ser humano, vão-se criando Leis dos Homens que, procuram essa equidade de direitos e deveres.
Quando o diálogo falha, geralmente as pessoas revoltam-se e fazem greve, não trabalhando, paralisando, prejudicando aqueles que nos prejudicam.
E se todos fizermos greve… espiritual?

Os regimes políticos, democráticos, buscam, pelo menos em teoria, ir de encontro aos anseios da sociedade, procurando leis justas e equitativas, que sirvam a todos de igual modo. Mesmo nesse trajecto, os desencontros de opinião são muito grandes e, quando extremadas as posições, existem mecanismos de se tentar “forçar” o “opositor” a ceder ao nosso ponto de vista.
Um desses mecanismos é a greve, um direito social consagrado na “Lei Fundamental” do país. As pessoas não trabalham, provocando prejuízos àqueles que os prejudicam, acabando todos por serem prejudicados.
A greve, mecanismo abençoado para que os trabalhadores não sejam escravizados pelos patrões, não deixa de reflectir uma certa inferioridade da evolução social da humanidade.
Com bom senso e, não fazendo ao próximo o que não gostaríamos que nos fizessem, como Jesus de Nazaré aconselhava, colocando-nos na posição do outro, facilmente os pontos de vistas seriam ultrapassados, se os interesses comuns estivessem acima dos interesses pessoais. No entanto, o egoísmo, mãe de todos os defeitos que o ser humano possui, ainda vige no coração do Homem, que assim, estertora na vida, procurando equilíbrio e equidade onde ela não está – nos interesses de um determinado grupo ao qual se pertença.
Tal posição egoísta (mesmo que corporativa) conduz a lutas, a posições extremadas, como se a vida fosse uma batalha constante de uns contra os outros.
Na sua miopia espiritual, o homem faz da vida um fardo, quando as suas energias poderiam ser canalizadas para o bem comum.

O egoísmo é a grande chaga da humanidade
que urge extirpar de dentro de nós.

Quando assim for, as leis dos homens aproximar-se-ão das leis divinas (veja-se “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec) e assim, evoluindo espiritualmente, o bem comum estará acima dos interesses pessoais, já que o egoísmo será paulatinamente transmutado em fraternidade, à medida que o homem for evoluindo em espiritualidade.
Nessa altura, não fará sentido a greve constar das leis dos homens, pois todos os conflitos serão solucionados com bom senso, equilíbrio e senso do bem comum.
Com o fluir da Vida, através das múltiplas reencarnações, esse estado social será uma realidade, à medida que Espíritos mais evoluídos forem voltando à Terra, no lugar dos Espírito egoístas que, reencarnarão em planetas menos evoluídos e mais de acordo com a sua evolução moral.
Até lá, podemos ir fazendo o nosso trabalho de casa.
Por isso, propomos que, em 2015 todos nós façamos greve ilimitada, à satisfação dos nossos interesses egoístas, façamos greve ilimitada ao orgulho, ao ódio, à vaidade, à inveja, à intolerância, à incompreensão, à maldade, à maledicência, à violência de todo o matiz, içando bem alto a bandeira da Paz que todos dizemos querer como envoltório social.
Façamos pois a nossa parte.
A cada um de acordo com as suas obras, já nos dissera, há mais de dois mil anos, Jesus de Nazaré.

Se levarmos por diante este desiderato, teremos sem sombra de dúvidas, a mais bela e abençoada greve de todos os tempos, em toda a Humanidade!

3 comentários:

Anónimo disse...

ei Lucas concordo totalmente con vc, que Deus o abencoe irmao pelos esclarecimentos. un abraco a seu coracao lucas . geno do centro de estudios espiritas na sevilla.

Anónimo disse...

bela mensagem. trabalho diário .também apelo para nunca julgar as atitudes do próximo .ser frontal. faço greve diáriamente a esses pensamentos

Flavia Nascimento disse...

Falta um entendimento político nesse texto. Geralmente o povo que faz greve luta por interesses coletivos e não individuais. O egoísmos está na mão de quem tira o direito e não de quem luta por eles. As pessoas prejudicadas pelas greves, não são os pobres, os trabalhadores, são os empresários, que terão menos 25 mil (como disse um empresário famonoso), menos um relógio importado que ele deixará de comprar. Os setorés de maior urgência para a sociedade não param, e nem os grevistas pedem isso. É garantido por lei a continuidade desses serviços tb é nunca há greve total deles.

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