9.3.13

Suicídio? Não, obrigado...


Quando me “mato”
Quero morrer
Mas fico vivo
Vivo e a sofrer

Afinal não morri
E continua o problema
Que me levou à morte
Como uma algema

Oiço comentários
Nada abonatórios
Que se deviam evitar
Nos velórios

Choro, raiva,
Ar de tristeza,
Tudo me encharca
A mente presa

Agora são dois
Os problemas,
Que me jugulam
Quais algemas

Dai-lhe Senhor
O eterno descanso
Diz o padre
Feito “tanso”

Então desconhece
A imortalidade,
Que a vida continua
Cheia de utilidade?

Por isso,
Se mata o povo!
Ninguém lhe ensina
Que há algo de novo…

Se soubesse
Que era imortal
Jamais faria
O erro fatal

Cantai amigos
A imortalidade
Para que mais ninguém
Se mate por ingenuidade

Falai-lhes
Da reencarnação
Onde amanhã
Teremos expiação

O melhor
É aguentar
A dificuldade
Que a vida gerar

Pois Deus
Nosso Criador
Jamais nos deixa
A sós na dor

Se soubermos
Esperar,
A vida melhora,
Mesmo que devagar

Suicídio?
Jamais !!!
Ele é fonte
De muitos ais…

O Espiritismo
É solução
Para tal acto
Louco de emoção

Divulgai
O Espiritismo
Para que mais ninguém
Caia nesse abismo

Quando
Souberem
Da reencarnação
Não se matarão

Cantemos a alegria
Ao sofredor
Na certeza de que,
Acabará a sua dor

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em 10 de Dezembro de 2012, em Óbidos, Portugal 

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