27.10.10

Que grandes exemplos....


O caso dos 33 mineiros chilenos soterrados que se salvaram, bem como um outro caso de grande honestidade, reportado nos "media", são focos de luz nesta noite sombria por que passa o planeta Terra, a caminho de melhores dias que virão, de acordo com as opiniões dos Espíritos Superiores. 
Há meses, o mundo condoeu-se com a "sorte" dos 33 mineiros chilenos, soterrados. A morte era a mais provável solução para o caso, de tal modo era difícil a situação dos mesmos, e as parcas possibilidades de salvamento.
No entanto, passado pouco tempo, todos eles saíram das profundezas da Terra, como heróis, levando-nos a profundas reflexões.
O Homem, quando colocado perante a dor, o sofrimento, e quando consegue sair do casulo do seu egoísmo, (seja à escala pessoal, grupal, nacional, etc.), conjugando esforços, partilhando saberes, experiências, consegue levar por diante tarefas grandiosas e cheias de êxito, como a do resgate dos felizes mineiros.
Que grande lição deram ao mundo, todos aqueles homens que estiveram integrados no processo de resgate, à escala mundial, dos 33 mineiros chilenos.
Afinal a felicidade é possível, afinal é possível erradicar a fome, a miséria, acabar com as guerras no mundo e construir um mundo melhor, assente nos alicerces da fraternidade, da amizade, do Amor, estratégia esta apresentada há 2 mil anos por Jesus de Nazaré, e estupidamente ignorada pela humanidade, que persiste no egoísmo, no ódio, no orgulho, resumindo, no sofrimento que todos esses vícios morais acarretam (leia-se "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec).
Há dias (em Outubro de 2010, Portugal), folheando o jornal diário enquanto saboreava um café, deparei-me com rara notícia: um emigrante português a trabalhar na Suíça, perdera a carteira na estação ferroviária de Campanhã, no Porto, Portugal, carteira esta que continha 5.900 francos suíços. Alguém a encontrou e devolveu-a, entregando-a na bilheteira. Depois de entregue ao seu dono, este tentou, sem êxito, descobrir a alma nobre que anonimamente tivera tal acto de honestidade. Tentou dar uma gorjeta ao empregado da bilheteira, como forma de agradecimento, mas este negou.
Fiquei a pensar com os meus botões, como é bela a vida quando vista pelo prisma da honestidade, da correcção e de como ela nos abre novos horizontes existenciais.

Afinal a felicidade é possível, afinal é possível erradicar a fome,
a miséria, acabar com as guerras no mundo e construir um mundo melhor

A Doutrina Espírita alerta a humanidade para a necessidade do auto-burilamento, da reforma íntima, do exemplo, ao invés de exigirmos aos demais os actos que no quotidiano não fazem parte do nosso dia-a-dia: honestidade, correcção, dignidade.
Nesse dia, senti orgulho de ser português, orgulho daqueles exemplos vivos e anónimos de honestidade.
No caso dos 33 mineiros, senti orgulho de pertencer, nesta existência carnal, à humanidade passageira do planeta Terra.
Folheando "O Livro dos Espíritos" bem como "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (ambos de Allan Kardec), encontramos as directrizes seguras para uma existência mais feliz, mais justa, mais coerente, com normas bem delineadas, para que se consiga de uma vez por todas, ultrapassar a grande chaga que envolve a humanidade: o egoísmo.
Que grandes exemplos de espiritualidade, de humanidade, de rectidão de carácter podemos encontrar nestes 2 casos, um deles mediático e o outro sem grande realce.
Serão religiosos os intervenientes nestes 2 casos? Serão seguidores de alguma religião ou doutrina espiritualista?
Não sabemos, mas também, que importa, perante a grandeza de tais exemplos?
"A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória", esclareceu-nos Jesus de Nazaré, explicando-nos assim, em termos simples, que, amanhã, quer no mundo espiritual quer no mundo carnal, cada um colherá o que houver semeado no seu coração.
Cumpre-nos introspeccionar e meditar sobre o que temos feito pela paz íntima, pela paz social, pela paz na família, pela paz no país e pela paz no mundo.
Afinal, começa e acaba tudo no nosso íntimo, seja a semeadura seja a colheita, sobre a forma de aflições ou bem-estar, conforme as nossas atitudes, pensamentos, sentimentos.

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