6

Ser português...

Povo de marinheiros,
povo de corajosos,
por 30 dinheiros,
matavam andrajosos...

Caravelas e caravelas,
desbravaram os mares,
procurando novos povos,
povos milenares...

Na busca do ouro,
e das especiarias,
desconheciam eles
os divinos guias...

Tudo era
projecto de Deus,
levar a cruz,
aos povos ateus.

Da religião,
ao acto comercial,
fez-se de tudo,
de bem e de mal...

Oh, nautas d'outrora,
vos conclamo, meu povo,
a pegardes nas caravelas,
do mundo novo...

Ide, irmãos meus,
por esse mundo fora,
falai-lhe de Deus,
que o mundo ignora...

Esse é o desiderato,
deste povo antigo,
levar o Evangelho,
aos sem-abrigo...

... da alma,
do pão divino,
para aprenderem de vez,
o eterno caminho!

Esperamos em breve,
ver-vos aportar,
no porto da bondade,
fruto de muito amar.

Ide, ide e divulgai
a imortalidade,
à gente que ignora
tamanha verdade!


Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica no Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, Portugal, em 3 de Novembro de 2015

4

Chico Xavier: homem-bom ou vedeta?...



Quando optamos por opinar, concordar ou discordar, corremos o risco de sermos mal interpretados, de sermos amados ou detestados.
É normal, isso faz parte da natureza do ser Humano.
Convencionou-se, há muito tempo, em muitos espíritas, um conceito desvirtuado de "caridade".
Os bons Espíritos ensinaram-nos que "Fora da caridade não há salvação", isto é, que somente trilhando o caminho da "caridade" para connosco e para com o próximo, nos seus múltiplos matizes, evoluiremos espiritualmente e mais depressa.
A grande maioria dos espíritas reencarnados, fomos padres e freiras de outrora e, é natural que tragamos no nosso bojo psíquico, arquivos sedimentados do tempo do catolicismo, tentando, actualmente, impregnar a prática espírita com essas reminiscências.
É muito comum confundir-se no dia-a-dia, "caridade" (característica espiritual) com complacência com o erro, com a asneira, com práticas anti-doutrinárias, algumas que chegam a colocar em causa a imagem da Doutrina dos Espíritos.
Alguns dos espíritas, querendo aparentar bondade, sugerem que devemos calar perante o erro, que em nome do bom nome do Espiritismo não devemos apontar o erro, fugindo assim, quase sempre à responsabilidade de dizer "desculpe, mas não concordo, pois isso não é Espiritismo".
Querem estar de bem com todos, com quem acerta e com quem erra, acabando muitas vezes por resvalarem na crítica, às escondidas, o que denota a tibieza espiritual e psicológica que ainda temos na Terra.
O Espírito Erasto, em "O Livro dos Médiuns" aconselha que mais vale repelir 10 verdades do que aceitar uma mentira.
Allan Kardec, sempre denotou uma personalidade correcta, justa e assertiva, a tal ponto que afirmou, que no dia em que a ciência dita "oficial" provasse que um único ponto do Espiritismo estivesse errado, este seria abandonado.
A isto chama-se... bom-senso!!!

A melhor maneira de imortalizar a memória de Chico Xavier é respeitá-la,
tentando ser simples, humilde, desapegado e servidor,
como ele sempre foi na Terra...

Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) foi a maior antena psíquica do século XX, um Espírito nobre, cuja grandiosidade certamente desconhecemos.
Sendo a simplicidade em pessoa, deixou à Humanidade preciosa joia, a sua obra psicografada de mais de 400 livros.
Paralelamente, e quiçá tão ou mais importante como a sua obra, deixou o seu exemplo de "Homem de Bem", conforme ensina o "Evangelho Segundo o Espiritismo", exemplo de simplicidade, de serviço ao próximo, furtando-se sempre ao destaque e procurando sempre ser o maior servidor e não ser servido.
Este foi o "Homem-Bom" que eu conheci, pelos livros, pelas entrevistas, pelos relatos, pelos dados históricos recentes.
Como se não bastasse o pseudo Espírito do "Dr. Inácio Ferreira" vir todas as semanas do Além actualizar um blog, e que num processo evolutivo regressivo, está pior no Além do que quando estava na Terra, ditando livros (autênticas aberrações doutrinárias) por um médium brasileiro, anda por aí um outro Chico Xavier - vedeta, criado à imagem dos seres humanos que o criaram.
É o Chico-Xavier dos mausoléus, é o Chico Xavier que disse coisas a pessoas durante a vida que nunca disse publicamente quando estava na Terra (muito estranho, sabendo-se da assertividade de Chico Xavier), é o Chico Xavier dos "Encontros dos amigos do Chico Xavier" (uma reedição das confrarias ou das ordens religiosas?), como se não houvesse um espírita lúcido que não tenha um grande preito de gratidão por esse nobre Espírito, benfeitor da Humanidade, é o Chico Xavier da "pomadinha Chico Xavier"...!!!
Haja bom-senso...!!!
A memória de Chico Xavier deve ser imortalizada, não só na sua obra literária, mas principalmente no seu exemplo de "Homem de bem", de Espírito nobre, de missionário na Terra.
A melhor maneira de imortalizar a sua memória é respeitá-la, tentando ser simples, humilde, desapegado e servidor, como ele sempre foi na Terra, e não criando-se um "santo dos espíritas" com o respectivo "merchandising" acoplado.
O Chico Xavier - vedeta que por aí anda nada tem a ver com o Espiritismo.
O Chico Xavier - Homem de bem, esse sim, foi, é e será sempre, um exemplo para todos nós.
Da minha parte, vou tentar ser como ele, nem que seja... um bocadinho!
Quanto ao resto, fica aquela frase: "a cada um de acordo com as suas obras".


José Lucas
jcmlucas@gmail.com
Portugal - 17 Out 2015

PS - Não conheço pessoalmente as pessoas que inventaram o "Chico Xavier - vedeta", nem nada me move contra elas. Na qualidade de Espírita, livre-pensador, não questiono pessoas (seres imortais, meus irmãos em Deus) mas sim atitudes, opiniões (todas elas passageiras) que ferem, na minha óptica, a memória do médium Chico Xavier, ferem o bom-senso e a imagem séria da "Doutrina dos Espíritos".

3

O ritual...


Vai o caixão
levado à mão
A missa acabou,
segue em procissão

No cemitério,
grande choradeira
Coitado do morto,
não é brincadeira

Morrer sem saber ,
morrer sem contar
É como dormir
e não acordar

As últimas rezas
feitas pelo abade
Fecham as hostes
sem maldade

É o ritual
de mais uma morte
Coitado do morto
não teve sorte

Dai-lhe Deus
o descanso eterno
Diz o Padre
lendo o caderno

Terminou o ritual
Acabou o funeral
Foram todos embora?
Não, ficou... o tal

Ninguém se apercebeu
que o morto ficou
Agarrado à tumba
onde se enterrou

Por isso pedimos
que oreis pelos falecidos
Pois por vezes
andam estarrecidos

Nas vossas orações
pedi pelos finados
E tende a certeza
que ficam mais animados

Um dia, o ritual
dará lugar ao conhecimento
E isso evitará
muito sofrimento

Até lá, lê e estuda, 
medita e pratica
Para quando morreres
teres uma morte bonita
  
Poeta alegre

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 2015-04-14

6

NASA confirma Espíritos: há água em Marte!



A Doutrina dos Espíritos (Doutrina Espírita, ou Espiritismo) é uma ciência filosófica de consequências morais.
Chama-se Doutrina dos Espíritos porque foi ditado por eles, através de milhares de médiuns, em todo o mundo.
A Allan Kardec, coube o imenso trabalho de coligir essa informação, comparar, experimentar, testar e compilar todo esse acervo de informação, assente em 5 pontos essenciais: a existência de Deus, a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados.
Allan Kardec referiu que a ciência espírita marcha ao lado da ciência "oficial", mas não se detém onde esta pára, indo mais além, estudando as leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno. Kardec referiu ainda que, se um dia a ciência "oficial" confirmar que um único postulado espírita está errado, então devemos abandoar esse postulado e seguir a nova descoberta.
Allan Kardec defendia que um ensinamento espiritual precisa de ter o carácter de universalidade, para ser considerado credível, isto é, se o mesmo ensinamento aparece em vários locais da Terra, por intermédio de diversos médiuns diferentes, na mesma altura, então esse ensinamento dos Espíritos tem mais credibilidade, do que  se for dado apenas por um Espírito, a um médium, num único local.
O objectivo da Doutrina dos Espíritos é, pois, a renovação moral e intelectual da Humanidade. Instruindo-se e amando, o ser humano espiritualiza-se, e aproxima-se mais rapidamente de Deus, do seu desiderato: evoluir.
Pese embora este objectivo universal do Espiritismo, pode acontecer que, por vezes, os Espíritos transmitam, através dos médiuns, certas informações que são desconhecidas na Terra, e que são posteriormente confirmadas ou não.
Ontem, 28 de Setembro de 2015, a NASA confirmou a existência de água no planeta Marte. Já nos anos 70, tinham sido encontrados alguns vestígios, nos anos 80 uma sonda enviou imagens que pareciam confirmar essa tese, e em 2011 novas fotografias vinham atestar a possível veracidade dessa suspeita. Mas, agora, em 28 de Setembro de 2015, a NASA informa que tem a certeza de que há água no planeta Marte, em locais subterrâneos.

NASA confirma 80 anos depois das mensagens recebidas
por Chico Xavier: há água em Marte.

Em 1930, o médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) recebeu várias mensagens que foram compiladas num livro intitulado "Cartas de uma morta", da autoria do Espírito Maria João de Deus (sua mãe falecida), 12ª edição, São Paulo, Brasil, editora LAKE, Agosto de 1995.
Nesse livro, nas páginas 78 e 79, item "Paisagem de Marte", o Espírito refere entre outras informações: "Vi oceanos, apesar da água se me afigurar menos densa e esses mares muito pouco profundos. Há ali um sistema de canalizações, mas não por obras de engenharia dos seus habitantes, e sim por uma determinação natural da topografia do planeta que põe em comunicação contínua todos os mares".
Em 25 de Julho de 1939, o mesmo médium, Francisco Cândido Xavier, recebeu outra mensagem, desta vez da autoria do Espírito Humberto de Campos, compilada no livro "Novas Mensagens", 6ª edição, Rio de Janeiro, Brasil, editora FEB, 1978, onde no capítulo intitulado "Marte", página 63, o referido Espírito informa, no meio de muitas outros aspectos: "... largo sistema de canais, que ali coloca os grandes oceanos polares em contínua comunicação, uns com os outros".
No Jornal "Expresso", Portugal, online (http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-09-28-NASA-vai-enviar-tres-naves-e-quer-levar-humanos-para-Marte), 28 de Setembro de 2015, 19h34, os cientistas da NASA referem outros aspectos que coincidem com as 2 mensagens (da década de 30) recebidas por Chico Xavier, quer sobre a atmosfera de Marte, quer sobre a proveniência da água encontrada.
Francisco Cândido Xavier, Espírito nobre, que na Terra foi um missionário de Deus, considerado a maior antena psíquica do século XX, merece-nos todo o respeito e credibilidade (embora todos os médiuns estejam sujeitos a enganos, conforme refere  "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec).
Deixamos aqui esta interessante informação, esperando, como dizia Kardec, que num futuro próximo a ciência "oficial" venha confirmar ou não, outras informações recebidas por este e outros grandes médiuns da Humanidade.
Para já, a NASA confirmou aquilo que os Espíritos transmitiram há 80 anos: em Marte existe água, bem como canais subterrâneos por onde ela circula.

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Vozes do outro lado da vida...


A Doutrina dos Espíritos (ou Doutrina Espírita, ou Espiritismo) é a ciência que estuda a natureza, origem e o destino dos Espíritos, bem como as relações que se estabelecem entre o plano físico e o mundo espiritual. Como ciência de observação investiga os factos espíritas, como filosofia explica-os, como moral catapulta o Homem para patamares de espiritualidade mais arejados.

Através do Espiritismo, a morte morreu, as provas da imortalidade do Espírito apareceram e continuam a aparecer até aos dias de hoje, através da vozes dos "falecidos" que, por intermédio dos médiuns demonstram a sua imortalidade.
Tais factos sempre existiram desde que o Homem é Homem.
Allan Kardec, estudou-os metódica e cientificamente desde 1857, altura em que o Espiritismo apareceu com o lançamento de "O Livro dos Espíritos".
Nos dias que correm, são muitos os cientistas e pesquisadores que, pelo mundo fora, investigam e confirmam as assertivas espíritas acima referidas.
Jorge Gomes, jornalista e editor do "Jornal de Espiritismo" (www.adeportugal.org), conferencista, escritor, já vai no seu 3º livro lançado pela Federação Espírita Portuguesa (FEP), que está a fazer um notável trabalho de edição de livros espíritas de autores portugueses, bem como reedições de livros espíritas de qualidade, de Allan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco, Raul Teixeira, Yvone Amaral Pereira entre outros.
Depois da edição de "Além do Véu" e "Do pós-vida à mediunidade", foi lançado em Portugal, recentemente nas Caldas da Rainha, o livros "Vozes do outro lado da vida".
Com uma encadernação muito bem conseguida, este livro é fruto de anos de pesquisa em reuniões mediúnicas, onde o autor conversou com pessoas já na dimensão espiritual (falecidas), que se manifestavam através de médiuns, em reuniões espíritas, num dos centros espíritas existentes na zona do Porto, onde o autor colabora.
Após uma contextualização inicial no primeiro capítulo, o autor seleccionou os casos atendidos, de Espíritos adoentados, acidentados, portadores de deficiência, obsessores, religiosos, suicidas e diversos, terminando no capítulo III por fazer uma síntese do que é mais importante nestas situações, da pesquisa, da procura e respectivas conclusões.

O contacto sério, metódico, honesto, rigoroso, com o mundo espiritual,
prova inequivocamente a imortalidade do Espírito

Com um prefácio de Júlio Peres, Psicólogo clínico, Doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia – Universidade de São Paulo, Pós-doutorado no "Center for Spirituality and the Mind – University of Pennsylvania",
Pós-doutorado em "Diagnóstico de Imagem/Radiologia Clínica – UNIFESP", este livro destina-se a pessoas não-espíritas que pretendam entender o que se passa numa reunião de contacto com o mundo espiritual, destina-se igualmente a pessoas que se interessem pelo assunto, aos espíritas em geral e, particularmente àqueles que colaboram gratuitamente nas actividades em centros espíritas, nessas reuniões, bem como a quem esteja a efectuar estudos de espiritismo.
Na contracapa, o autor refere que "Depois de bem examinado o assunto, confirma-se: a linguagem dos mundos é tão somente o amor, tal como o entendia Jesus de Nazaré. Sem esse sentimento maior no coração, ninguém conseguirá ter tão cedo, olhos para a luz".
Que  a obra "Vozes do outro lado da vida" nos possa ajudar a vislumbrar esse mundo que nos espera um dia, quando largarmos o invólucro carnal, como decorrência de um fenómeno natural - a morte do corpo físico - que é apenas a abertura de um portal para uma nova vida, um novo patamar existencial, na imortalidade da existência do Espírito.
  

PS - Poderá adquirir o livro "Vozes do outro lado" em qualquer associação espírita que o tenha à venda, em www.feportuguesa.pt ou ainda pelo telefone 351 - 214 975 754

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Perdão, perdão...

Perdão, perdão,
Precisas de perdão
Como a boca
Precisa de pão

Mesmo assim,
Esqueces o perdão
Que está escondido
No teu coração

Ele está lá
em estado latente
esperando que o actives
Para limpares a mente

Deixa o coração
Exalar o perdão
Que espera por sair
Qual luminosa explosão

Não te dês ao luxo
De "lixo" coleccionar
Perdoa tudo e todos
Se queres Amar

Só não perdoa
Quem não quer
Quem está ocupado
Em muito sofrer

Mas, essa qualidade
Que tens no interior
É para amplificares
E desabrochares o Amor

Quem não perdoa
certamente adoece
E se não se cuida
Até enlouquece...

Se queres ser feliz
Na tua reencarnação
Muda de vida
E usa o perdão...


Poeta alegre


Psicografia de JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, Caldas da Rainha, Portugal, em 12 de Maio de 2015

3

Espiritismo ou "espiritismos" ?


"O Espiritismo é a ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal", refere Allan Kardec no livro "O que é o Espiritismo".
Sendo uma ciência filosófica de consequências morais, como ciência de observação investiga os chamados factos espíritas, como filosofia explica esses mesmos factos, e como moral apresenta um roteiro para a Humanidade, de modo a que esta se espiritualize mais depressa.
Sendo a Doutrina dos Espíritos (ditada por eles) e estando assente em valores universais, bem como nas leis imutáveis da Vida, jamais poderia a Doutrina dos Espíritos ser mais um joguete dos seres humanos, que a utilizassem a seu belo prazer.
Allan Kardec, estruturou muito bem os ensinamentos dos Espíritos, compilando-os na sua obra, que engloba os 12 volumes da "Revista Espírita" e 8 livros (considerando-se o livro "Obras Póstumas" e "Viagem Espírita em 1862"), deixando bem vincado o carácter universalista e universal da Doutrina dos Espíritos.
Léon Denis, o filósofo do Espiritismo, referia a seu tempo, que o Espiritismo seria aquilo que os Espíritas dele fizessem.
A obra de Kardec permanece segura, bem estruturada, e ainda não é bem entendida pela grande maioria de nós, o que é natural tendo em conta que é algo muito recente, apenas com 158 anos de idade.
Os espíritas (adeptos da ideia espírita) entendem a Doutrina dos Espíritos de acordo com a sua capacidade de entendimento, que varia em grau e em profundidade, o que é perfeitamente normal, saudável, desde que haja bom senso, discernimento, lucidez, equilíbrio e uma normal troca de ideias, dentro da assertiva espírita da fraternidade, da caridade, do Amor entre todos.
Pelo processo da reencarnação, muitos de nós, espíritas, somos ex-padres e ex-freiras, oriundos do catolicismo dominante no Ocidente, desde sempre. Ainda presos aos atavismos do passado, vamos levando para os centros espíritas muitas coisas que nada têm a ver com a essência universal do Espiritismo, como toalhas brancas para a mesa (saudades dos altares?), fotografias de Jesus e de vultos espíritas (saudades dos santos das Igrejas?), rezas em coro e cânticos igrejeiros (reminiscências do catolicismo?), o "Amen" no fim de uma prece, posturas igrejeiras e castradoras por parte de dirigentes espíritas (saudades do clero?) (tudo isto criticado por Kardec, in "Viagem Espírita em 1862", cap. XI e seguinte).
Paralelamente, ao nível da divulgação espírita, em termos locais, regionais, nacionais e internacionais, vamos perdendo a essência do espiritismo, o estatuto de livre-pensador, para começarmos a criar organizações, grupos, por vezes sectários, dentro dos movimentos espíritas, feitos pelos homens, que muitas vezes vão contra a essência da Doutrina dos Espíritos (que não é sectária).
É fundamental que as organizações de divulgação espírita, seja a que nível for, as Federações Espíritas em todos os países, não se tornem uma reedição dos Bispados de outrora, assim como é importante que o Conselho Espírita Internacional (CEI) não seja entendido como um papado espírita.
No entanto, todas estas organizações são muito úteis e necessárias no processo de divulgação do espiritismo, mantendo-se uma estrutura horizontal, em rede, sem necessidade da tradicional estrutura piramidal, papal.

O espiritismo é uma ideia fabulosa.
Os espíritas são os seus bons ou maus intérpretes,
que não podem ser confundidos com a ideia espírita.

O ser humano, espírita, habituado a ser "orientado" pelos padres de outrora, sente-se perdido, sem saber o que fazer ou como fazer, agora que usufrui do estatuto de livre-pensador. Então, num movimento de “retrocesso” evolutivo temporário, o espírita refugia-se em organizações que reeditam vícios e erros do passado, criando-se regras rígidas, outras absurdas, supostas hierarquias, fazendo-se com o Espiritismo o mesmo que os Homens fizeram com o Cristianismo, descaracterizando-o e catolicizando-o.
Os centros espíritas pequenos, como preconizava Kardec, um em cada bairro, com 20, 30 pessoas, vão dando origem a "igrejas" com 400, 800, 1000 ou mais pessoas, descaracterizando a essência do centro espírita, que aponta no conhecimento mútuo, no amparo entre todos, na entreajuda e companheirismo (in "O Livro dos Médiuns", cap. XXIX, "Reuniões e Sociedades").
Saudosos dos grupos divergentes dentro do catolicismo, em vidas passadas, divergências essas que deram origem às várias ordens religiosas e aos vários grupos dentro do Catolicismo, os espíritas menos atentos agrupam-se em torno dos seus "santos" espíritas, criando "grupos de amigos" deste ou daquele espírita mais proeminente, num claro desacerto com o rumo da Doutrina dos Espíritos, compilada por Allan Kardec.
Não existem espiritismos, nem existem correntes espíritas.
"Espiritismo só há um, o de Kardec e mais nenhum" costuma referir pessoa amiga, em jeito de brincadeira, mas falando a sério.
Espiritismo é uma coisa.
Os espíritas podem ser outra bem diferente...

Em caso de dúvida, peguemos nos livros de Allan Kardec, estudemo-los, usemos o nosso espírito crítico, com Amor, fraternidade, e prossigamos vivendo, amando, servindo, na certeza de que no actual estado evolutivo, jamais conseguiremos agradar a gregos e troianos.

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A crise...

Anda tudo sarapantado
Anda tudo "aos papéis"
Sejam ricos, sejam pobres
Sejam Marias ou Manueis

Uns sem dinheiro
Outros cheios d'anéis
Todos com medo
De perder os seus “papéis”

São tempos difíceis
São tempos de confiança
Quem não tiver fé
Vai perder a esperança

Tudo passa
Dizeis e com razão
Mas passa melhor
Com fé e oração

Pregai à humanidade
A ideia do Espiritismo
Baseada na fé
Na razão e no altruísmo

Somente percebendo
O fanal real
Todos os desorientados
Se livrarão do mal

Entendendo a espiritualidade
A imortalidade e reencarnação
Também eles tentarão
Resistir à tentação

Essa é a missão
Dos espíritas actuais
Levar a luz de Deus
Aos restantes mortais


Poeta alegre


Psicografia recebida na  reunião mediúnica, CCE, C. Rainha, Portugal, 4 de Agosto de 2015

3

A essência do Espiritismo...


O Espiritismo (ou Doutrina Espírita ou ainda Doutrina dos Espíritos) foi compilada por Allan Kardec em meados do século XIX, apontando-se a data de 18 de Abril de 1857 como a do aparecimento do Espiritismo, por coincidir com a data do lançamento de "O Livro dos Espíritos", livro este que contém a parte filosófica do Espiritismo, sendo a base para o seu entendimento.
Allan Kardec nas suas 20 obras que deixou ao mundo (12 volumes de "A Revista Espírita", "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "A Génese", "O Céu e o Inferno", "Obras Póstumas", "O que é o Espiritismo" e "Viagem Espírita em 1862") definiu o Espiritismo como uma ideia universal e universalista, com uma abrangência muito maior do que as religiões ou grupos sectários.
Na sua obra "O que é o Espiritismo", no prólogo, define-o "O Espiritismo é, ao mesmo tempo, ciência experimental e doutrina filosófica. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Como Filosofia, compreende todas as consequências morais decorrentes dessas relações.
Pode ser definido assim:
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal".
Convém fazer aqui um parêntesis, que o Espiritismo é aquilo que Allan Kardec legou à Humanidade e não o que muitas vezes os espíritas dizem do Espiritismo, que pode coincidir ou não com a essência do Espiritismo que Kardec compilou.
Uns tentam entendê-lo, outros tentam fazer da Doutrina Espírita mais uma religião, alguns utilizam o Espiritismo para fins obscuros, outros ainda, alterando a definição de Kardec, trocam o termo "consequências morais" por "consequências religiosas", adulterando lamentavelmente a essência do Espiritismo.
Pesquisando os factos mediúnicos, encontra-se toda uma filosofia, filosofia esta que  está assente na moral ensinada por Jesus de Nazaré, como sendo a maneira do Homem mais rapidamente se espiritualizar e assim se aproximar de Deus.
Ciência, filosofia e moral, é o que não se cansa de demonstrar ao mundo, Divaldo Pereira Franco, exemplificando no seu quotidiano, deixando um rasto de luz para que amanhã possamos segui-la nas nossa vidas.

O Espiritismo propõe a caridade que silencia, que não escandaliza,
que não se impõe, que exemplifica, que é paciente.

Divaldo Franco, espírita, o maior conferencista mundial da actualidade (Agosto de 2015), médium, foi condecorado no dia 6 de Agosto de 2015, pela Assembleia Legislativa da Bahia, Salvador, Brasil, com a mais alta condecoração (Comenda 2 de Julho), pelo trabalho feito em prol dos pobres, sua educação e reintegração social (in http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/08/medium-baiano-divaldo-franco-e-agraciado-com-comenda-2-de-julho.html).
Relembrando os ensinamentos dos Espíritos "Fora da caridade não há salvação", vemos no trabalho de Divaldo Franco o eco desta frase espírita, em que passando pela pesquisa, pela análise e divulgação filosófica, vive toda uma vida servindo os mais desfavorecidos da sociedade brasileira.
Neste tríplice aspecto, "ciência, filosofia e moral", como apresentou Allan Kardec, encontramos o ponto de encontro na caridade, para connosco e para com o próximo.
Não só a caridade material, mas principalmente a caridade interior, ao nível do sentimento, do pensamento e das atitudes.
O Espiritismo propõe a caridade que entende, que compreende, que não repudia, que não ostraciza, sem ser obviamente conivente com o erro.
O Espiritismo propõe a caridade que silencia, que não escandaliza, que não se impõe, que exemplifica, que é paciente.
Entendendo quem somos, de onde viemos e para onde vamos, bem como a causa das dissemelhanças entre nós, assente na mais pura justiça divina (justiça-Amor), chegaremos mais rapidamente a Deus, no nosso processo de espiritualização, vivendo de acordo com o conselho "Fora da caridade não há salvação" (isto é, sem a prática da caridade não evoluímos, estagnamos, e demoramos mais tempo a evoluir, quando optarmos pela caridade no quotidiano).
Esta é a essência do Espiritismo.
Obrigado Divaldo Franco, pelo seu exemplo que repercute e repercutirá nos anais da História, como exemplo a seguir.

2

Ter fé, é preciso...

Ter fé é preciso,
pensa nisso meu irmão,
pois, sem fé,
não vences a desilusão.

Não te falo da fé humana,
preciosa e necessária,
falo da fé em Deus,
que te distingue da alimária.

Não te falo da fé
que tens na tua capacidade,
falo sim, da fé divina,
que te livra da ansiedade.

Outrora, a fé
era apenas um "postal",
que os padres "vendiam"
aos que se portavam mal.

Estes, com medo
de ao inferno irem parar,
davam à Igreja,
os terrenos a herdar.

Essa fé, é cega,
não serve à humanidade,
o que é necessário,
é ter fé de verdade.

Kardec, definiu-a
como ninguém.
Fé verdadeira,
vai muito mais além...

Dizia o mestre lionês,
que a fé verdadeira,
enfrenta a razão
na Terra inteira.

Medita bem,
nestes conceitos
e vê se a tua fé
supera teus defeitos

Oh, fé divina,
verdadeiro manjar...
Sem ti, não é possível,
o Espírito iluminar...

Poeta alegre

Psicografia recebida por JC em Óbidos, Portugal, em 9 Julho 2015

3

Momentos de esperança...


O chão parece fugir debaixo dos pés, enredada que está a sociedade no materialismo anestesiante.
O deus-dinheiro parece dobrar definitivamente as mais cândidas intenções, extorquindo ao Homem aquilo que ele jamais poderá perder, a dignidade.
As pessoas andam apavoradas, os órgãos de comunicação social sob a batuta de chefias perturbadas e perturbadoras, destacam apenas o mal, cujo objectivo é fazer crer que o medo é a única saída, que temos de nos subjugar ao lixo mental que nos entra pela televisão, pelo jornal.
A violência emocional, verbal, física, entre povos e países faz tremer os mais corajosos.
O "fim dos tempos" de que Jesus de Nazaré falou, aí estão.
Em 1857 apareceu o Espiritismo (ou Doutrina dos Espíritos), a ciência que estuda a natureza, origem e o destino dos Espíritos bem como as relações existentes entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual. Até aos dias de hoje, todos os seus paradigmas têm sido confirmados por homens de ciência.
Não é mais uma religião, nem mais uma seita: é uma ideia universal, que desperta o Homem para uma espiritualidade sadia, sem templos, sem grupos, sem opositores ou apaniguados - todos somos irmãos perante Deus.
Desde então até aos dias que correm, que os bons Espíritos têm dado comunicações através de milhares de médiuns, por todo o mundo, apontando o início do 3º milénio como sendo a época em que se operaria "o fim dos tempos".
Não será o fim do mundo, pois o planeta ainda está no início da sua juventude física.
Será, isso sim, o fim do mundo das misérias materiais e morais, será o fim do estado de convulsão social e material em que vivemos, quase sempre derivados do egoísmo, do orgulho, da vaidade do ser humano.
Tal mudança já se opera há alguns anos, na óptica espírita, e nos dias que correm, vemos crianças, jovens e adultos-jovens com novas ideias, com novos ideais de mudança, de partilha, de fraternidade, de espiritualidade, de conceitos existenciais baseados num Bem que não tem cor, tamanho, beleza, conta bancária.

Prossigamos com a mente no Bem, 
praticando a caridade que eleva,
pois o meu amigo não é o que pensa como eu, 
mas o que pensa comigo.

Espíritos mais evoluídos moralmente já estão na Terra, e outros virão em breve, enquanto aqueles que agora esmagam o próximo com o seu egoísmo feroz, com a violência,  serão recambiados para planetas mais de acordo com o seu sentir, para que não sejam elementos perturbadores da evolução da Terra.
Vemos aqui a alusão de Jesus de Nazaré à separação do trigo do joio.
Apesar de tudo, são momentos de esperança os que vivemos hoje...
Nunca o Homem teve tanta tecnologia ao seu dispor, nunca houve tantas soluções para doenças até então irremediáveis, nunca houve tanto Bem, tanta solidariedade tanto Amor, como hoje.
Passo a passo, o Homem desperta para a espiritualidade, a mediunidade (capacidade de captar o mundo espiritual) generaliza-se a uma velocidade estonteante, fazendo com que médicos, cientistas, procurem entendê-la.
Com esse propósito, rapidamente vão pesquisando o novo mundo que teimamos em não querer ver, o mundo espiritual, com as suas enormes nuanças (na casa do meu Pai há muitas moradas, referiu Jesus, aludindo aos múltiplos planetas bem como ao espaço multidimensional).
Tenhamos confiança, uma fé assente na racionalidade que o Espiritismo nos traz, nas provas científicas da imortalidade do ser humano, nas provas científicas da reencarnação, da lei de causa e efeito.
Prossigamos servindo e amando, procurando fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem.
Não percamos tempo... a cada um de acordo com as suas obras.
Prossigamos com a mente no Bem, praticando a caridade que eleva, pois o meu amigo não é o que pensa como eu, mas o que pensa comigo.
Amanhã é novo dia, e o Sol continuará a brilhar...

Que a nossa luz interior possa brilhar também, nem que seja com um sorriso acolhedor :-)

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Casamento ou tormento?


44 anos de tormento
Num casamento
Não são necessariamente
Motivo de desalento

Almas abnegadas
Escolhem no Além
Auxiliar desesperados
Que buscam o Bem

Fazem votos
De grande devoção
Mas, poucas levam
Ao fim, a intenção

No corpo carnal
A vida fica dura
E o sentimento nobre
Nem sempre perdura

Muitos desistem
Dos ideais assumidos
Cansados de Amar
Amores consumidos...

Outros, porfiam
Na tarefa inglória
Mal sabendo
Que fazem...história!

O Amor é solução
P'ra todo dissabor
Mas, para lá chegar
Por vezes vives na dor

Bendita sejas
Por assim porfiares
Um dia entenderás
Os teus "azares"

Casamento é luz
Em corações diferenciados
Que se unem pelo entusiasmo
De seres apaixonados

O objectivo é sempre
Amplificar o Amor
Mesmo quando aparece
A dificuldade, a dor

Casamento só é tormento
Quando se esconde o Amor
Tudo arde por dentro
E, depois em teu redor

Mas, isso é apenas
Uma tola ilusão
De quem não quis Amar
E tomou outra opção

Se queres um conselho
Faz como o jumento
Paciência e perseverança
Para o teu casamento

Poeta alegre

Psicografia de JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, C. Rainha, Portugal, em 19 Maio 2015