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| 80% do pinhal de Leiria, mandado plantar pelo Rei D. Afonso III (1248-1279), foi queimado pelos incêndios de Outubro de 2017 |
O
Espiritismo (ou Doutrina Espírita), não é mais uma religião nem uma seita. É
ciência de observação, filosofia e moral. Demonstra experimentalmente, a
imortalidade do Espírito, a reencarnação e a Lei de Causa e Efeito. Uma porta
aberta para um futuro social, muito melhor…
Portugal estertora, após uma das maiores
catástrofes das últimas décadas: os incêndios florestais, que mataram mais de
100 pessoas em apenas dois episódios.
A quem interessa que existam estes incêndios?
A muita gente, a grupos organizados, cada um com
os seus objectivos diferenciados, todos eles radicados no egoísmo, no lucro
fácil e a qualquer custo, sem qualquer noção de sociedade e de humanismo.
As leis dos homens são frágeis, parecendo
muitas vezes serem mal feitas, com lacunas, propositadamente, a fim de ilibar,
à posteriori, os amigos de quem faz as referidas Leis.
Os governantes, os responsáveis institucionais,
a banca, os partidos políticos, perderam a noção do colectivo, da sua
verdadeira essência, que é estar ao serviço de um povo, de uma nação,
fortalecendo um Estado.
Os objectivos pessoais e de grupo, sobrepõem-se
aos objectivos nacionais, olha-se para o futuro a curto prazo, procura-se o
maior lucro no mínimo espaço de tempo, dilapida-se tudo e todos, numa
destruição interior e social tão voraz como a dos incêndios que assolaram
Portugal.
Allan Kardec, o compilador da Doutrina
Espírita, em meados do século XIX, na sequência das inúmeras comunicações
espíritas, um pouco por todo o mundo, lança os alicerces de um mundo novo, com
o lançamento da monumental obra “O Livro
dos Espíritos”, em 18 de Abril de 1857.
Aqui, ele questiona mais de mil vezes a
espiritualidade superior e, esta responde com uma assertividade que se mantém
actual, 160 anos depois.
À questão
791, “Apurar-se-á algum dia a
civilização, de modo a fazer que desapareçam os males que haja produzido?” os
Espíritos respondem:
“Sim, quando o moral estiver tão
desenvolvido quanto a inteligência. O fruto não pode surgir antes da flor.”
Na
pergunta 793, “Por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa?” a
resposta é certeira:
“Reconhecê-la-eis
pelo desenvolvimento moral… Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que
hão percorrido a primeira fase da civilização.”
No item 799, questiona: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir
para o progresso?”
A resposta obejctiva vem: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz com
que os homens compreendam onde se encontram os seus verdadeiros interesses.
Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor
que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os
prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade
que os há de unir como irmãos.”
Se eles soubessem que são imortais, que a reencarnação
existe, que colherão os frutos amargos dos seus actos, não ateariam os fogos.
Urge divulgar a espiritualidade e a imortalidade…
Identificadas as causas, que radicam no
desconhecimento do ser humano como ser espiritual, somente com o
desenvolvimento e evolução moral do Homem, a sociedade se humaniza, se
fortalece na solidariedade, no trabalho, na fraternidade.
Não adianta dizer “não acredito” na
imortalidade, na reencarnação, na Lei de Causalidade.
Quer queiramos quer não, a Lei Natural é
irrevogável, por ser divina e, relembrando Galileu Galilei, “no entanto… somos
imortais, reencarnaremos e, colheremos o fruto do que houvermos semeado no
nosso íntimo, ao longo do tempo”.
Os que partiram como vítimas da incúria humana,
resgataram aflições trazidas de outras reencarnações, adentrando-se agora felizes,
no mundo espiritual, libertos dos problemas de consciência de outrora.
Os outros, os algozes, os responsáveis directos
e / ou indirectos, terão de reparar os lamentáveis crimes, seja nesta vida, no
mundo espiritual ou em dolorosas expiações, em reencarnação futura.
Recordando Jesus de Nazaré, “a cada um de acordo
com as suas obras.”
Tenhamos, pois, a coragem de prosseguir
servindo e amando, sem nos deixarmos enlear nos engodos imediatistas e torturantes
que a sociedade actual nos oferece.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem
cessar, tal é a Lei”.
17 de Outubro de 2017



















