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XXIII CONRESSO ESPÍRITA EM ESPANHA


Teve lugar o XXIII Congresso Espírita Nacional, em Calpe, perto de Alicante, Espanha, nos dias 4, 5 e 6 de Dezembro de 2016, onde se encontraram espíritas espanhóis, portugueses, brasileiros, paraguaios, equatorianos, entre outros países. O tema central foi “Os mensageiros espirituais”.

A Federação Espírita Espanhola (FEE) levou a cabo o XXIII Congresso Espírita Nacional. Numa organização bem elaborada, o congresso realizou-se no Hotel Diamante Beach, que estava praticamente cheio, apenas com espíritas. Esta aposta, facilitou muito a dinâmica dos congressistas, que estando alojados no mesmo espaço do evento, facilmente se deslocavam dentro do Hotel.
O programa era variado e interessante, tendo como cabeça de cartaz Divaldo Pereira Franco, o maior conferencista espírita do mundo que, nos seus 89 anos de idade não regateou esforços para, da América Latina onde fazia um périplo, rumar a Espanha, onde, antes do Congresso, teve oportunidade de efectuar várias conferências espíritas, em várias cidades espanholas.
Depois da sessão de abertura e das boas vindas por parte do presidente da FEE, Esteban Zaragoza, Divaldo Pereira Franco efectuou a conferência de abertura, em torno das cinco características do ser humano: a personalidade, a identificação, o conhecimento, o despertar de consciência e a individualidade.

Falando dos vários mensageiros espirituais que a Humanidade tem tido, no seu bosquejo histórico deteve-se em Jesus de Nazaré, como modelo e guia para a Humanidade. Terminou recordando que ao espírita, compete o trabalho responsável da renovação social, por meio da transformação moral, de modo a construir um novo conceito de vida e felicidade, com base na fidelidade doutrinária e no sentimento de gratidão, tendo enchido a alma dos presentes ao terminar com um poema de Amélia Rodrigues.
Seguiram-se os temas “A alma depois da morte”, “Mensageiros do outro lado da vida através dos sonhos”, “Laicidade e evangelho” e debate.
Na 2ª feira, dia 5 de Dezembro, o tema “Conhece-te a ti mesmo” iniciou o dia, seguindo-se “Os mensageiros espirituais na Bíblia”, “A esperança e o consolo de saber viver”, “Cartas do mais além”, “Relação do pensamento e a vida”, “Os mensageiros da codificação do Espiritismo” e “Relações de além tumba na mesa mediúnica, seguindo-se um debate, após o jantar.

Na 3ª feira, dia 6, seria a parte final do Congresso, com um espaço criativo sobre infância, juventude e família, seguindo-se uma notável palestra de Divaldo Franco que, muito inspirado, abordou a mensagem de Jesus na Humanidade, prendendo todos os presentes que enchiam o salão do congresso, com o seu verbo consolador.
Posteriormente, decorreu a sessão de encerramento, terminando pelas 12h00.
Com uma boa livraria disponível, este congresso deixou um ambiente agradável, de convívio entre todos, facilitado pelo facto de todos estarem hospedados no mesmo local.
Pensamos que o desiderato “Espíritas amai-vos, espíritas instruí-vos” foi alcançado, tendo ficado a perspectiva de um novo encontro para o próximo ano.
Poderá ver as conferências em www.youtube.com/user/federacionespirita

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Ser Pai...

Jacinto, taciturno,
vivia triste,
ao ver os filhos,
de “pé em riste”.

Por tudo e por nada,
andavam em luta,
e o pai, compassivo,
acalmava a disputa.

Muito sofreu o pai,
com os filhos desvairados,
mas, sabia que um dia,
eles iriam ser aliados.

Faltavam as tribulações,
do quotidiano,
as dores, as maleitas,
as faltas de ânimo…

Com o amadurecer,
foram envelhecendo,
mas o ódio, a raiva, 
por dentro ia “comendo”. 
  
Dores e mais dores,
foram a salvação,
precisando uns dos outros,
tiveram de dar a mão.

Se esse pai terreno,
foi assim compassivo,
imagina como será,
o Pai celeste, eterno Amigo…

Também Ele espera,
que nos cansemos da guerra,
para depois pazear,
a nossa querida Terra.

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, Portugal, em 24-11-2016



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Ter razão...


Querer ter razão,
é obsessão,
daquele que quer
forçar a sua opinião.

Aqui é o patrão,
que no seu “poder”,
aplica a sua “razão”,
sobre homem ou mulher.

Ali é o marido,
cheio de “autoridade”,
impondo a sua razão,
mesmo com leviandade.

Acolá é a esposa,
ensinada a mandar,
forçando a sua razão,
criando mal-estar.

Nas lutas políticas,
cada cabeça, sua razão,
E nem sequer cogitam,
d’analisar outra opinião.

Querer ter razão,
é um drama,
trás muita dor,
mesmo ao que se ama.

Quem evoluiu,
na espiritualidade,
em vez da razão,
busca a amizade.

A razão é opinião,
que, como o vento,
muda sempre
que muda o tempo.

Se a razão
é passageira,
porquê tanta guerra,
por essa “bandeira”?

O ser humano foi feito
para ser amado.
Quanto à opinião,
cada um vê o seu lado.

Quando quiseres,
ter razão,
repara que ser feliz,
é a melhor opção.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em Óbidos – Portugal, em 06-10-2016

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Fatalidade?... Destino...?

Será fatalidade,
será destino?
De que morreu,
o Adelino?

Não foi fatalidade,
nem destino,
foi o abuso
da comida e do vinho.

O homem tem
capacidade de escolher.
O que fazer na vida,
até perecer...

O que chamas fatalidade,
é consequência.
Pode ser resgate,
de alguma indecência.

Quem semeia,
sempre vai colher,
o bem ou o mal,
de acordo c’o merecer.
  
Aprende, amigo,
a escolher atitudes,
para que amanhã,
de ti brotem virtudes.

Assim vemos,
destino ou fatalidade,
como consequência,
do agir da Humanidade.

Não culpes, pois,
na vida, o destino,
se porventura,
sofres o desatino.

Acerta o pensamento,
no teu agir,
para amanhã,
o futuro te sorrir.

Poeta alegre 
Psicografia recebida a 21 de agosto de 2015, por JC, durante a palestra sobre Fatalidade e Destino, no Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, Portugal

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O casmurro Matias...

O velho Matias,
era casmurro.
Se havia disputa,
resolvia a murro…

Intratável, duro,
era impulsivo.
Qualquer discordância,
ficava agressivo.

Chegou a hora,
da morte aportar.
No seu funeral,
ninguém a chorar.

Matias, no Além,
não tinha ninguém.
Na Terra, semeara
espinhos e desdém.

30 anos a sofrer,
no mundo espiritual,
por causa do feitio,
próprio d’um anormal.

Queria sempre,
ter razão…
Agora, colhia,
amargura, desilusão.

Foi recolhido,
numa cidade espiritual,
após sinceras preces,
que fizera no final.
  
Quer voltar,
noutra encarnação,
mas, para isso,
tem d’aprender a lição.

Antes de reencarnar,
foi estagiar,
junto d’outro casmurro,
ensinando-o a relevar.

Depois de 20 anos,
de estágio com Ricardo,
Matias finalmente voltou,
está reencarnado…

De vida simples, humilde,
e debilitada saúde,
para aprender a ceder
e aceitar apoio, amiúde.

A vida tem objectivo,
de grande valor,
evoluir no intelecto,
e dilatar o Amor.

Quando a teimosia,
te envolver, obsidiado,
lembra-te da história,
do Matias e do Ricardo.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do CCE de Caldas da Rainha, no dia 05/07/2016 

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Os "ricos" tristes...

Olho p’rá Terra,
em tons azulados,
e nem cogito,
dos marginalizados!

Planeta belo,
cheio de esplendor,
não mostra por fora,
que dentro tem tanta dor.

Visito os países,
na Ásia, no Oriente,
e de tanta miséria,
até fico doente…

Vou a África,
minha terra natal,
o luxo vê a miséria,
como algo banal…

Vou agora,
ao 1º mundo,
e o que vejo,
é imundo…

O consumismo
desenfreado,
mataria a fome,
no outro lado…

Os excessos,
de toda a ordem,
são “normais”,
criando desordem.

Olho para os ricos,
e não vejo felicidade.
Vejo-os tristes,
e cheios d’ansiedade.

Os “ricos” tristes,
são tristes endinheirados.
Ganhariam alegria,
se ajudassem os esfomeados.

Um dia, na Terra,
todos terão pão.
Até lá, esforcem-se,
pela paz e união!


Poeta alegre

Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do CCE de Caldas da Rainha, no dia 27/09/2016

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Amar ou ser amado?

Tu queres amar,
ou ser amado?
É que amar,
custa um bocado…

Todos falam em amar,
mas querem é receber,
pois o difícil é dar,
mesmo se o merecer.

O amor sai da boca,
em suave canção,
numa letra, num trecho,
ou numa declaração.

Mas, estais equivocados,
pois o que chamais amor,
é quase sempre.
causa de dor…

Assente no egoísmo,
ama-se, quando amado.
Isso é um amor,
muito interessado!

Um dia descobrireis,
o verdadeiro Amor,
o que esquece, cala,
e não guarda rancor.

Esse Amor divino,
eleva-nos espiritualmente,
trazendo-nos a paz,
que dura para sempre.

Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do CCE de Caldas da Rainha, no dia 30/08/2016

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Fazer a paz na Terra...

A violência na Terra,
é praga sem igual,
espalha-se com’um vírus,
sem vacina final…

Criticas os governos,
o lobby do armamento,
mas esqueces no íntimo,
de te limpar por dentro.

A violência é tal,
que parece generalizada,
só porque os bons,
ficam de boca calada.

Criticas o míssil,
a arma e a baioneta,
mas provocas a guerra,
só com uma caneta...

Qual mata mais?
Uma granada ou
durante uma discussão,
a língua afiada?
  
Se queres pacificar a Terra,
e livrá-la do armamento,
começa por ti,
pacifica-te por dentro…

Cala a dissensão,
promove a fraternidade,
evita a discussão,
pugna pela verdade.

Deita fora de vez,
a violência interior,
só depois tens autoridade,
para exigir um mundo melhor.

Se fizeres a tua parte,
exalando paz, harmonia,
verás que o teu exemplo,
frutificará um dia…

Esse é o objectivo,
da tua reencarnação,
Melhorar-te por dentro,
aprendendo o perdão.

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, durante o evangelho no lar, no dia 01/09/2016

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Giló, o pacificador...

Giló, o pacificador,
era motivo de risota.
Se alguém o ofendia,
logo vinha a chacota.

Os “amigos” diziam,
para reagir de igual,
Mas, Giló, pacificador,
nada levava a mal…

Era considerado
um fraco,
pois, mesmo desafiado,
não partia um caco.

Giló, o pacificador,
a todos desculpava,
pois aprendera,
“só o exemplo mudava”.

Tanto escárnio
Giló aguentou,
que aos poucos, viu,
que o exemplo frutificou.

Giló, questionado
de tamanha paz,
sempre respondia:
“o evangelho diz como se faz”

A postura segura
e respeitadora,
trouxe a Giló,
o reconhecimento d’agora.

Quando questionado,
por que não reagia,
ele explicava,
que aprendera com a tia.

Era espírita de ideal,
desde tenra idade,
e aprendeu que reagir,
não traz a felicidade.

A notícia espalhou-se,
como vírus mortal,
e não tardou muito,
o interesse geral.

As reuniões com a tia,
médium de psicofonia,
tinham mais gente,
de dia para dia…

E assim o espiritismo,
se espalhou ao redor,
graças ao exemplo
de Giló, o pacificador.


Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, durante o evangelho no lar, no dia 01/09/2016