0

Giló, o pacificador...

Giló, o pacificador,
era motivo de risota.
Se alguém o ofendia,
logo vinha a chacota.

Os “amigos” diziam,
para reagir de igual,
Mas, Giló, pacificador,
nada levava a mal…

Era considerado
um fraco,
pois, mesmo desafiado,
não partia um caco.

Giló, o pacificador,
a todos desculpava,
pois aprendera,
“só o exemplo mudava”.

Tanto escárnio
Giló aguentou,
que aos poucos, viu,
que o exemplo frutificou.

Giló, questionado
de tamanha paz,
sempre respondia:
“o evangelho diz como se faz”

A postura segura
e respeitadora,
trouxe a Giló,
o reconhecimento d’agora.

Quando questionado,
por que não reagia,
ele explicava,
que aprendera com a tia.

Era espírita de ideal,
desde tenra idade,
e aprendeu que reagir,
não traz a felicidade.

A notícia espalhou-se,
como vírus mortal,
e não tardou muito,
o interesse geral.

As reuniões com a tia,
médium de psicofonia,
tinham mais gente,
de dia para dia…

E assim o espiritismo,
se espalhou ao redor,
graças ao exemplo
de Giló, o pacificador.


Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, durante o evangelho no lar, no dia 01/09/2016

1

Esquecimento global...


A opinião é unânime: o clima na Terra mudou devido ao aquecimento global do planeta. No entanto, outro fenómeno, tão ou mais preocupante, ocorre: o esquecimento (dos valores ético-morais) global na Terra, que ameaça a vida em sociedade. Qual o contributo do Espiritismo para estas situações?

Como se já não bastasse a problemática do aquecimento global do planeta e a destruição dos ecossistemas por parte do ser humano, na sua ânsia irracional de “ter” cada vez mais, numa vida que rapidamente se dilui no tempo, vai ocorrendo na sociedade mundial outro fenómeno interligado: o esquecimento global dos valores ético-morais.
Nestes últimos dias, em Portugal, dois governantes foram demitidos por terem mentido, apresentando-se como licenciados, quando não possuíam nenhum título académico. Do ponto de vista ético-moral é uma situação tão grave, que num país civilizado, seria um terremoto político, com demissões em massa.
O mesmo já ocorreu noutros tempos, com outros partidos e outras figuras políticas.
Não nos move nenhuma atitude de simpatia ou antipatia política.
Objectivamos analisar apenas as atitudes dos seres humanos.
Vivemos momentos graves, onde o que outrora era nobreza de carácter hoje é estar ultrapassado, o que era roubo hoje é oportunidade, o que era mentira hoje é ponto de vista, o que era dignidade hoje é fraqueza de espírito, o civismo é hoje trocado pela má-educação.
Vemos os professores a serem maltratados pelos educadores, ao invés de os apoiarem, para educarem os seus educandos.
Quando o exemplo vem de cima, do Estado, com leis obscuras, com roubos sucessivos e desvios de dinheiro privados e públicos por parte de entidades bancárias, com múltiplas fraudes dos agentes políticos e económicos tornadas públicas, sem qualquer consequência social, o povo, tende a seguir o mau “exemplo” de quem os governa.
Como educar as crianças nas escolas e falar-lhes de virtude, em educação cívica, quando o Ministro da Educação de Portugal, tendo conhecimento de um Chefe de Gabinete ter mentido e não possuir nenhum título académico, mesmo assim manteve-o no cargo, sendo conivente, até ao momento em que um jornal, “Observador.pt”, desmascarou o caso?
Há quem diga que o mundo não tem saída, não tem cura…
Na óptica da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), uma filosofia de vida que não é mais uma religião nem mais uma seita, existe, sim, solução.
A solução passa pela reencarnação de Espíritos mais honestos e sérios, que vêm reencarnando desde o fim do século XX, na opinião de muitos benfeitores espirituais que se vêm comunicando através de médiuns de todo o mundo.
Mas, mesmo ocorrendo esse fenómeno da mudança parcial dos actores sociais, cumpre-nos, a nós que estamos hoje no palco da Vida, fazermos a nossa parte.

Cumpre-nos sermos cidadãos activos no bem de todos,
sem desperdiçarmos recursos que pertencem à comunidade.

O mal só viceja, pela ausência de atitude assertiva por parte dos bons.
Se nos cumpre sermos tolerantes, compreensivos com tudo e com todos, cumpre-nos igualmente dar o exemplo de honestidade, recusar mordomias ou ser beneficiado em detrimento de outrem.
Cumpre-nos vivenciar que o ser humano não vale pelo que “tem”, mas sim pelo que é, como pessoa.
Cumpre-nos valorizar a honestidade, a autenticidade, ao invés de currículos pejados de títulos, muitas vezes sabe-se lá a troco de quê.
Cumpre-nos valorizar a solidariedade ao invés da competição.
Cumpre-nos pagar ordenados justos aos empregados, mesmo que acima do estipulado em Lei.
Cumpre-nos dar o nosso melhor, na condição de trabalhador, em prol do bem comum. Cumpre-nos sermos cidadãos activos no bem de todos, sem desperdiçarmos recursos que pertencem à comunidade.
Dos espíritas espera-se a árdua tarefa de divulgarem a imortalidade do Espírito e a reencarnação, baseadas em factos científicos, levando as pessoas a descobrirem que são seres imortais, e que as suas atitudes e sentimentos, serão o único património que levarão para o mundo espiritual, após o decesso do corpo físico.
Desse património advirá o bem-estar, a paz, a felicidade ou a dor (de acordo com o nosso íntimo), até que surja nova oportunidade de reencarnar na Terra, em nova experiência evolutiva, intelectual e moral.
Aos espíritas cumpre alertar para o “Esquecimento Global” dos conceitos ético-morais que vige na sociedade, não só falando, escrevendo, mas acima de tudo exemplificando.
Aos espíritas cumpre mostrar que vale a pena Amar, ser honesto, autêntico, ter paz de espírito, ao invés de ter os cofres cheios de tesouros, que a traça da corrupção rapidamente consome, deixando no íntimo do seu autor focos de “infecção espiritual”, a diluírem-se dolorosamente, em futuro próximo, no mundo espiritual e / ou em futuras reencarnações.
Se Jesus de Nazaré nos deixou o precioso ensinamento para não fazermos ao próximo o que não desejamos para nós, o Espiritismo vem apontar o caminho da caridade como o único que nos eleva espiritualmente, dentro da assertiva de que “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.

30 de Outubro de 2016



Bibliografia:

Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo

0

O Jim e o gin...

Jim era alegre
e solteirão,
passo a passo,
ficou beberrão.

Não bebia muito,
apenas socialmente.
Mas, com o hábito,
acabou doente…

Jim adorava
beber gin.
Tanto gostava,
que ficou assim.

De início, era uma,
depois, outra dose,
tanto bebeu,
que ficou com cirrose.

Cuidem-se na Terra,
com a bebida social,
pois não é inofensiva,
e pode ser fatal.

Todo o hábito,
se torna viciante,
e com o tempo,
ficas vacilante.

Liberta-te, pois,
dos vícios terrenos.
Podes bem, viver,
sem ingerir “venenos”.


Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do CCE de Caldas da Rainha, no dia 21/06/2016

1

As leis de Deus...

Quando agnóstico,
não queria saber de Deus.
Conversava, melhor,
com os amigos ateus.

Depois de morrer,
descobri a imortalidade,
e fui pesquisar,
as leis da divindade.

Engoli o orgulho,
a vaidade, o pedantismo,
e, aos poucos, fiquei
adepto do cristianismo.

Quanto mais estudava,
mais envergonhado ficava,
pois ao descobrir Deus,
minha ignorância aumentava.

Um dia, descobri,
que havia o espiritismo.
Pesquisei, interessei-me,
a ignorância, era um abismo.

Queria tudo saber,
a causa e o efeito,
só aí, percebi,
que, para tal não tinha peito…

Entendi filosoficamente,
a existência de Deus,
e assim, vou descobrindo,
enormes erros meus.

Mas, encontrei,
as divinas leis,
estão na consciência,
de plebeus e reis.

São assim, as leis de Deus,
perfeitas e universais,
escritas na consciência,
dos seres imortais…

Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC, em Óbidos, durante o evangelho no lar, no dia 01/09/2016

2

Perante a perturbação...

Nunca temas o mal,
que o mal te quiser.
Abraça-o com carinho,
como abraças a tua mulher.

Não te intimides,
com os irmãos inferiores,
são eles que provocam,
muitos dos teus temores.

Não te inquietes,
com a perturbação,
é uma oportunidade
de sublime evolução.

Perante as arremetidas,
dos irmãos inferiores,
envolve-te em tolerância,
que te libertará dos temores.

Jesus é nosso guia,
nosso farol divino.
Quando precisares,
faz da prece um hino.

Assim prosseguirás,
fortalecido no bem,
seguindo adiante,
sem ligar ao desdém.

O amor é a solução.
Ora, vigia, confia,
Para que amanhã, partas
para o Além, com alegria.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do CCE de C. Rainha, Portugal, no dia 2016/03/15 


1

Espíritas de todo o mundo em Lisboa, "Em defesa da Vida"...



O 8º Congresso Espírita Mundial decorreu em Lisboa, Portugal, de 7 a 9 de Outubro de 2016, organizado pela Federação Espírita Portuguesa. Cerca de 2100 pessoas de 42 países estiveram presentes, num evento que foi um hino à alegria.

Este congresso foi muito especial, não só por decorrer em Portugal (entre as Américas e o resto do mundo) mas pela maneira como decorreu, como foi organizado, pela temática central. Num mundo em dificuldades, nada mais oportuno do que o tema central “Em defesa da Vida”.
Foram muitos os argumentos em prol da Vida, não apenas convicções, opiniões, apontamentos doutrinários, mas essencialmente apontamentos científicos, filosóficos e morais em defesa da Vida, perfeitamente enquadrados na Doutrina Espírita.
Num espaço nobre da cidade de Lisboa, na sala Tejo do Meo-Arena, a organização conseguiu mostrar que o Espiritismo é cultura. Num espaço dedicado, variada e riquíssima livraria espírita com preços acessíveis, dispunha de livros espíritas em várias línguas, incluindo o árabe. Painéis interactivos com e-posters ostentavam trabalhos variados, apresentados por congressistas, integrando o Espiritismo em todos os patamares da Vida. Noutro canto, uma árvore da Vida recebeu milhares de corações autocolantes, com frases da lavra de quem desejasse colocar ali um pensamento. Mais adiante, espíritas do Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo, tinham um espaço onde interagiam com o público, com modelos à escala de fetos com vários meses de vida, convidando os presentes a adoptar um desses modelos, e depois, a fazer uma introspecção sobre se ele gostaria de ter sido abortado e como foi bom a nossa mãe ter-nos “adoptado” para a Vida.
Simples, profunda e eficaz pedagogia, como simples é o Espiritismo.
Este congresso mostrou outra face da cultura espírita, com momentos inenarráveis de música, canto, bailado, integrados na temática em pauta. Com participantes de alto nível artístico, não poderíamos de deixar de realçar o monumental encerramento com o barítono Maurício Virgens, brasileiro, a cantar o “Hino à Alegria”, saindo do palco e integrando-se junto do público, envolvendo todos os presentes no seu sorriso, alegre, autêntico, magnetizante. A Vida é um hino à alegria, mesmo que seja muito dura, parecia dizer, no meio das notas musicais que saíam da sua boca, enlevando todos os presentes a meditações mais aprofundadas em relação à responsabilidade de viver.
Música, bailado, arte, livros e… conferências.

O Espiritismo é um hino à Vida e ao Amor:
viver é a melhor opção!

Havia para todos os gostos e feitios, desde teses mais filosóficas, outras mais de fundo moral e outras de índole científica.
José Raul Teixeira, doutorado em educação, abriu o congresso com uma singela prece, convidando todos os presentes a ligarem-se mentalmente aos planos espirituais superiores. Divaldo Pereira Franco, parecendo violar as leis da Natureza, foi, aos 89 anos de idade, um poço de alegria, de jovialidade, de entusiasmo, de serviço, abrindo e encerrando o congresso com duas belas palestras, altura em que o Espírito Bezerra de Menezes deixou pela mediunidade de fala (psicofonia), uma mensagem de incentivo ao Amor, já, agora, dia após dia.
André Trigueiro, jornalista, professor universitário, um dos maiores especialistas no Brasil em ecologia, e defensor da Vida contra o suicídio, fez notável conferência sobre “Espiritismo e ecologia” sendo longamente aplaudido de pé (à semelhança de Divaldo Franco) alertando os espíritas para as suas responsabilidades pessoais e grupais, nos centros espíritas, para um debate mais profundo e urgente em torno da defesa do planeta Terra.
O 8º Congresso Espírita Mundial foi diferente, pois sentia-se que a formalidade habitual, deu lugar ao convívio salutar, à alegria no ar, à simplicidade, parecendo uma família de mais de 2 mil pessoas.
A organização do 8º CEM está de parabéns pelo enorme esforço e trabalho.
A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) efectuou a transmissão em directo de todo o evento, numa colaboração gratuita (como sempre) com a Federação Espírita Portuguesa, pelo que poderá assistir ao 8º CEM, na íntegra, em www.facebook.com/adeportugal.org/videos ou em www.adep.pt/cem

Até ao próximo congresso, na cidade do México, em Outubro de 2019. 
















0

A consciência...

Consciência que
consciência não tem,
não sabe o que é,
o mal ou o bem…

Vive desarvorada,
envolta no egoísmo,
esquecendo que na Terra
não está em turismo.

O ego é tal,
que ignora quem é,
se foi no passado,
Maria ou José.

Vive com orgulho,
na sua “posição”,
desconhecendo, coitada,
que erra… na ilusão.

Quando chega a morte,
nova vida se desenrola,
recorda os erros,
praticados outrora.

Verifica agora,
até com desdém,
que ela não pode,
usar o que não tem.

Muito vai penar,
p’ra inverter a situação,
p’ra passar de odiado,
A precioso irmão.

É convidado,
à reparação,
com a caridade,
e a oração…

Passo a passo,
mudando o proceder,
granjeia amigos,
que o vêem “crescer”.

A Vida é assim,
vida de relação,
seja no Além,
ou na encarnação.

Procura sempre,
fazer amigos,
pois amanhã,
serão teus abrigos.

O Amor, a humildade,
são a solução,
para quem tem dor,
no seu coração…

Amando terás,
consciência, afinal,
e sendo consciente,
livras-te do mal.

Poeta alegre

Psicografia recebida por JC, em Óbidos, Portugal, em 1 Dezembro 2014

1

O zarolho...

O zarolho era
gozado pela gente.
Queria ver, mas
era um indigente.

Noutra vida,
"vira demasiado",
tudo o que via,
contava dobrado.

Tanto "viu",
tanto "contou",
que da verdade,
nada sobrou.

Utilizou a vista,
p'ró mal e intriga,
levando à miséria,
gente amiga.

De mau carácter,
mas vista aguçada,
de tudo o que via,
Muito aldrabava.

Tanto corrompeu,
o campo da visão,
que sem saber,
ali fez uma lesão.

Entrou no Além,
como cego espiritual,
sofreu muito tempo,
pelo que fez de mal.

Pediu para voltar,
precisava de se perdoar,
queria uma deficiência,
viver sem enxergar.

Deus, bondoso,
providenciou a reencarnação,
nasceu zarolho,
o António Balsemão.
  
Cuidado, pois,
como usas os talentos,
para que amanhã,
não te tragam lamentos.


Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, C. Rainha, Portugal, em 6 de Janeiro de 2015

4

Espíritas em Madrid: um novo mundo...


O II Congresso Espírita Internacional organizado pela AIPE (Associação Internacional para o Progresso do Espiritismo) decorreu em Madrid, Espanha, entre 16 a 18 de Setembro de 2016. O tema central foi “Um novo mundo”.

Com uma organização simples e eficaz a AIPE levou a cabo um congresso muito interessante, onde os mais de 60 participantes de vários países do mundo levaram a cabo um intenso programa.
Numa sala acolhedora de um hotel em Torrejón de Ardoz, nos arredores de Madrid, Rosa Diaz deu as boas vindas a todos os presentes, onde um representante de cada país deixava a sua mensagem inicial.
O painel “A sociedade do futuro”, abordou a transição planetária, colaboradores de outros mundos e a nova ordem social, onde 3 elementos do grupo espírita de Villena, Espanha, deixaram boas análises em torno de Kardec, ecologia, a mensagem de Jesus de Nazaré, abordando a temática sempre com base na interpretação de Allan Kardec.
De seguida, Mercedes de la Torre coordenou uma mesa redonda, com um participante de cada país, cabendo a José Lucas, em nome da ADEP, falar da realidade do Espiritismo em Portugal. A temática foi “Actualidade Internacional do Movimento Espírita”.
No Sábado, os trabalhos iniciaram-se com uma palestra de José Lucas, que falou sobre “Novo mundo: novas relações humanas, novas atitudes” seguida de debate.
Posteriormente, Moacir Costa Lima, Físico brasileiro, falou sobre “Afinal, quem somos?”, fazendo uma ligação entre a Física quântica e o Espiritismo, numa abordagem lúcida e muito bem disposta.
Mauro e a sua esposa Jacira (da CEPA) apresentaram interessante trabalho sobre a liberdade e fraternidade nos dias de hoje, à luz da doutrina espírita.
Todas as conferências foram seguidas de debate, numa organização que primou pelo cumprimento dos horários e pelo bom ambiente ao longo de todo o tempo.
O Coronel João Gonçalves, de Portugal, iniciou a parte da tarde com o tema “Evidências científicas da comunicação dos Espíritos”, onde abordou a Transcomunicação Instrumental, casos ocorridos, e conseguiu manter a atenção de todos com uma boa apresentação e muito dinamismo.
Yolanda Clavijo, de Caracas, Venezuela, apresentou juntamente com um amigo venezuelano, um estudo feito com um grupo mediúnico e “Novas contribuições para a saúde integral”.
Oscar Garcia, espanhol falou de “Tu és o mundo” e no Domingo, David Santamaria, de Barcelona, apresentou um bom trabalho “A vida no mundo espiritual: de Kardec a André Luiz” enfatizando a necessidade do estudo acurado e criterioso das obras mediúnicas, dentro da metodologia que Allan Kardec utilizou e recomendava.
Juan Fernandez falou ainda da análise de Deus de acordo com várias teorias existentes no mundo, e o congresso terminou com uma notável palestra de Roberto Álvarez, espanhol, Psicólogo clínico, “Empatia e compaixão: atitudes para uma nova Era”, que conseguiu envolver todo o público presente com a sua dinâmica e conteúdo, realçando assim a essência da doutrina espírita: o Amor, e a necessidade da mudança interior, bem como de vivermos o hoje e o agora, em busca da felicidade possível no planeta Terra.
O congresso terminou com um resumo efectuado por Rosa Diaz, de Orense, Espanha, e no fim, num ambiente de natural fraternidade e alegria, as fotografias iam-se multiplicando, e as pessoas quase que eram forçadas pelo relógio a abandonarem as instalações do Hotel, quiçá numa vã tentativa inconsciente de perpectuar aquela sã convivência.
Com ideias diferentes, com gentes diferentes, este II Congresso da AIPE teve o condão de levar a cabo o conselho que os bons Espíritos deixaram a Allan Kardec: “Espíritas amai-vos, espíritas instruí-vos”. 

2

Vale a pena viver... (a ilusão do suicídio)



No dia 10 de Setembro de 2016, comemorou-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, data assinalada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 
Numa época em que o Homem perdeu a noção de Deus, da espiritualidade, perante os múltiplos problemas existenciais, desesperado, vê-se sem saída.
Desconhecendo a realidade da vida para além da morte do corpo de carne, adentra-se na mais terrível aventura que pode cometer – o suicídio.
A perda da vontade de viver pode ter várias causas, endógenas e / ou exógenas ao ser humano. No entanto, com um apoio psicológico, apoio de amigos, partilhando as suas dificuldades com alguém da sua confiança, tudo fica mais fácil.
O conhecimento da vida espiritual, hoje, mais arejado e longe da crença cega das religiões tradicionais, ajuda o Homem a entender a Vida por outro prisma.
Até 1857, altura em que apareceu a ideia espírita (que não é mais uma religião nem mais uma seita), com o lançamento do monumental livro de Allan Kardec, intitulado “O Livro dos Espíritos”, acreditava-se de uma maneira ou de outra, na vida além-túmulo.
Com o aparecimento da Doutrina Espírita, a morte morreu, foi provado cientificamente a imortalidade do Espírito, através das comunicações espirituais, utilizando-se o método científico ainda hoje vigente na Terra.

O Espiritismo, como ciência de observação e filosofia de vida,
traz consequência morais de grande impacto na Sociedade.

O maior impacto que o Espiritismo traz à Sociedade é a demonstração de que afinal com o suicídio… nada acaba!
A vida continua no mundo espiritual, noutro patamar energético, onde o ser espiritual (o Homem) continua com os problemas que o levaram a este acto, agravado pelo facto de se consciencializar da inocuidade da sua atitude, mergulhando em sentimentos de culpa, remorsos, sofrimentos inenarráveis, a repercutirem-se inevitavelmente nas reencarnações seguintes.
O facto de dizermos que não acreditamos nas vidas sucessivas (reencarnação) ou na imortalidade do Espírito, não nos retira do palco imortal da Vida, quer queiramos quer não.
A Física quântica matou de vez o Materialismo, informando que a matéria não existe, existindo sim, apenas energia, em vários estados, mais ou menos grosseiros ou diáfanos. Nós, terrenos, encontramo-nos, assim, num mundo, onde essa energia se encontra ainda “coagulada, condensada”, aquilo a que chamamos matéria.
A imortalidade do Espírito, através das diárias manifestações espirituais através de médiuns em todo o mundo, é hoje uma evidência científica, que os múltiplos cientistas têm vindo a comprovar, repetindo as experiências de Allan Kardec e confirmando-as.
Se, porventura, se encontra neste dilema existencial, dê a si próprio mais um mês de vida, solicite informação, ajuda, num centro espírita perto de si (onde não existe pagamento nem aceitação de dinheiro), percebendo porque vivemos, de onde viemos, para onde vamos após o decesso do corpo físico, e qual o objectivo da Vida.
O Espiritismo é a filosofia de vida que se apresenta como o maior preservativo contra o suicídio, e aqueles que o cometeram comunicam-se nos centros espíritas, implorando para que nós, que ainda estamos neste lado da vida, não o façamos.
As consequências são dolorosas, podendo estender-se por centenas de anos, com reencarnações expiatórias e difíceis pelo meio, variando de acordo com o grau de lucidez e responsabilidade do suicida.
Não existe aqui castigo de Deus, mas apenas uma decorrência de uma lei natural, onde cada um colhe na Vida, o fruto dos seus sentimentos, pensamentos e atitudes, até que um dia, em equilíbrio, atinja o estado de espírito puro.
Será boa ideia, caro amigo, caso o suicídio lhe passe pela cabeça, ler, antes de cometer esse tresloucado acto, para além do livro acima citado, o livro “Memórias de um Suicida”, ditado pelo Espírito (suicida) de Camilo Castelo Branco através da médium Yvonne do Amaral Pereira (pode adquiri-lo online em www.feportuguesa.pt).
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” é uma frase que sintetiza muito bem o pensamento espírita.
  

Bibliografia:
Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos
Pereira, Yvonne do Amaral – Memórias de um Suicida