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Espiritismo ou "espiritismos" ?


"O Espiritismo é a ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal", refere Allan Kardec no livro "O que é o Espiritismo".
Sendo uma ciência filosófica de consequências morais, como ciência de observação investiga os chamados factos espíritas, como filosofia explica esses mesmos factos, e como moral apresenta um roteiro para a Humanidade, de modo a que esta se espiritualize mais depressa.
Sendo a Doutrina dos Espíritos (ditada por eles) e estando assente em valores universais, bem como nas leis imutáveis da Vida, jamais poderia a Doutrina dos Espíritos ser mais um joguete dos seres humanos, que a utilizassem a seu belo prazer.
Allan Kardec, estruturou muito bem os ensinamentos dos Espíritos, compilando-os na sua obra, que engloba os 12 volumes da "Revista Espírita" e 8 livros (considerando-se o livro "Obras Póstumas" e "Viagem Espírita em 1862"), deixando bem vincado o carácter universalista e universal da Doutrina dos Espíritos.
Léon Denis, o filósofo do Espiritismo, referia a seu tempo, que o Espiritismo seria aquilo que os Espíritas dele fizessem.
A obra de Kardec permanece segura, bem estruturada, e ainda não é bem entendida pela grande maioria de nós, o que é natural tendo em conta que é algo muito recente, apenas com 158 anos de idade.
Os espíritas (adeptos da ideia espírita) entendem a Doutrina dos Espíritos de acordo com a sua capacidade de entendimento, que varia em grau e em profundidade, o que é perfeitamente normal, saudável, desde que haja bom senso, discernimento, lucidez, equilíbrio e uma normal troca de ideias, dentro da assertiva espírita da fraternidade, da caridade, do Amor entre todos.
Pelo processo da reencarnação, muitos de nós, espíritas, somos ex-padres e ex-freiras, oriundos do catolicismo dominante no Ocidente, desde sempre. Ainda presos aos atavismos do passado, vamos levando para os centros espíritas muitas coisas que nada têm a ver com a essência universal do Espiritismo, como toalhas brancas para a mesa (saudades dos altares?), fotografias de Jesus e de vultos espíritas (saudades dos santos das Igrejas?), rezas em coro e cânticos igrejeiros (reminiscências do catolicismo?), o "Amen" no fim de uma prece, posturas igrejeiras e castradoras por parte de dirigentes espíritas (saudades do clero?) (tudo isto criticado por Kardec, in "Viagem Espírita em 1862", cap. XI e seguinte).
Paralelamente, ao nível da divulgação espírita, em termos locais, regionais, nacionais e internacionais, vamos perdendo a essência do espiritismo, o estatuto de livre-pensador, para começarmos a criar organizações, grupos, por vezes sectários, dentro dos movimentos espíritas, feitos pelos homens, que muitas vezes vão contra a essência da Doutrina dos Espíritos (que não é sectária).
É fundamental que as organizações de divulgação espírita, seja a que nível for, as Federações Espíritas em todos os países, não se tornem uma reedição dos Bispados de outrora, assim como é importante que o Conselho Espírita Internacional (CEI) não seja entendido como um papado espírita.
No entanto, todas estas organizações são muito úteis e necessárias no processo de divulgação do espiritismo, mantendo-se uma estrutura horizontal, em rede, sem necessidade da tradicional estrutura piramidal, papal.

O espiritismo é uma ideia fabulosa.
Os espíritas são os seus bons ou maus intérpretes,
que não podem ser confundidos com a ideia espírita.

O ser humano, espírita, habituado a ser "orientado" pelos padres de outrora, sente-se perdido, sem saber o que fazer ou como fazer, agora que usufrui do estatuto de livre-pensador. Então, num movimento de “retrocesso” evolutivo temporário, o espírita refugia-se em organizações que reeditam vícios e erros do passado, criando-se regras rígidas, outras absurdas, supostas hierarquias, fazendo-se com o Espiritismo o mesmo que os Homens fizeram com o Cristianismo, descaracterizando-o e catolicizando-o.
Os centros espíritas pequenos, como preconizava Kardec, um em cada bairro, com 20, 30 pessoas, vão dando origem a "igrejas" com 400, 800, 1000 ou mais pessoas, descaracterizando a essência do centro espírita, que aponta no conhecimento mútuo, no amparo entre todos, na entreajuda e companheirismo (in "O Livro dos Médiuns", cap. XXIX, "Reuniões e Sociedades").
Saudosos dos grupos divergentes dentro do catolicismo, em vidas passadas, divergências essas que deram origem às várias ordens religiosas e aos vários grupos dentro do Catolicismo, os espíritas menos atentos agrupam-se em torno dos seus "santos" espíritas, criando "grupos de amigos" deste ou daquele espírita mais proeminente, num claro desacerto com o rumo da Doutrina dos Espíritos, compilada por Allan Kardec.
Não existem espiritismos, nem existem correntes espíritas.
"Espiritismo só há um, o de Kardec e mais nenhum" costuma referir pessoa amiga, em jeito de brincadeira, mas falando a sério.
Espiritismo é uma coisa.
Os espíritas podem ser outra bem diferente...

Em caso de dúvida, peguemos nos livros de Allan Kardec, estudemo-los, usemos o nosso espírito crítico, com Amor, fraternidade, e prossigamos vivendo, amando, servindo, na certeza de que no actual estado evolutivo, jamais conseguiremos agradar a gregos e troianos.

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A crise...

Anda tudo sarapantado
Anda tudo "aos papéis"
Sejam ricos, sejam pobres
Sejam Marias ou Manueis

Uns sem dinheiro
Outros cheios d'anéis
Todos com medo
De perder os seus “papéis”

São tempos difíceis
São tempos de confiança
Quem não tiver fé
Vai perder a esperança

Tudo passa
Dizeis e com razão
Mas passa melhor
Com fé e oração

Pregai à humanidade
A ideia do Espiritismo
Baseada na fé
Na razão e no altruísmo

Somente percebendo
O fanal real
Todos os desorientados
Se livrarão do mal

Entendendo a espiritualidade
A imortalidade e reencarnação
Também eles tentarão
Resistir à tentação

Essa é a missão
Dos espíritas actuais
Levar a luz de Deus
Aos restantes mortais


Poeta alegre


Psicografia recebida na  reunião mediúnica, CCE, C. Rainha, Portugal, 4 de Agosto de 2015

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A essência do Espiritismo...


O Espiritismo (ou Doutrina Espírita ou ainda Doutrina dos Espíritos) foi compilada por Allan Kardec em meados do século XIX, apontando-se a data de 18 de Abril de 1857 como a do aparecimento do Espiritismo, por coincidir com a data do lançamento de "O Livro dos Espíritos", livro este que contém a parte filosófica do Espiritismo, sendo a base para o seu entendimento.
Allan Kardec nas suas 20 obras que deixou ao mundo (12 volumes de "A Revista Espírita", "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "A Génese", "O Céu e o Inferno", "Obras Póstumas", "O que é o Espiritismo" e "Viagem Espírita em 1862") definiu o Espiritismo como uma ideia universal e universalista, com uma abrangência muito maior do que as religiões ou grupos sectários.
Na sua obra "O que é o Espiritismo", no prólogo, define-o "O Espiritismo é, ao mesmo tempo, ciência experimental e doutrina filosófica. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Como Filosofia, compreende todas as consequências morais decorrentes dessas relações.
Pode ser definido assim:
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal".
Convém fazer aqui um parêntesis, que o Espiritismo é aquilo que Allan Kardec legou à Humanidade e não o que muitas vezes os espíritas dizem do Espiritismo, que pode coincidir ou não com a essência do Espiritismo que Kardec compilou.
Uns tentam entendê-lo, outros tentam fazer da Doutrina Espírita mais uma religião, alguns utilizam o Espiritismo para fins obscuros, outros ainda, alterando a definição de Kardec, trocam o termo "consequências morais" por "consequências religiosas", adulterando lamentavelmente a essência do Espiritismo.
Pesquisando os factos mediúnicos, encontra-se toda uma filosofia, filosofia esta que  está assente na moral ensinada por Jesus de Nazaré, como sendo a maneira do Homem mais rapidamente se espiritualizar e assim se aproximar de Deus.
Ciência, filosofia e moral, é o que não se cansa de demonstrar ao mundo, Divaldo Pereira Franco, exemplificando no seu quotidiano, deixando um rasto de luz para que amanhã possamos segui-la nas nossa vidas.

O Espiritismo propõe a caridade que silencia, que não escandaliza,
que não se impõe, que exemplifica, que é paciente.

Divaldo Franco, espírita, o maior conferencista mundial da actualidade (Agosto de 2015), médium, foi condecorado no dia 6 de Agosto de 2015, pela Assembleia Legislativa da Bahia, Salvador, Brasil, com a mais alta condecoração (Comenda 2 de Julho), pelo trabalho feito em prol dos pobres, sua educação e reintegração social (in http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/08/medium-baiano-divaldo-franco-e-agraciado-com-comenda-2-de-julho.html).
Relembrando os ensinamentos dos Espíritos "Fora da caridade não há salvação", vemos no trabalho de Divaldo Franco o eco desta frase espírita, em que passando pela pesquisa, pela análise e divulgação filosófica, vive toda uma vida servindo os mais desfavorecidos da sociedade brasileira.
Neste tríplice aspecto, "ciência, filosofia e moral", como apresentou Allan Kardec, encontramos o ponto de encontro na caridade, para connosco e para com o próximo.
Não só a caridade material, mas principalmente a caridade interior, ao nível do sentimento, do pensamento e das atitudes.
O Espiritismo propõe a caridade que entende, que compreende, que não repudia, que não ostraciza, sem ser obviamente conivente com o erro.
O Espiritismo propõe a caridade que silencia, que não escandaliza, que não se impõe, que exemplifica, que é paciente.
Entendendo quem somos, de onde viemos e para onde vamos, bem como a causa das dissemelhanças entre nós, assente na mais pura justiça divina (justiça-Amor), chegaremos mais rapidamente a Deus, no nosso processo de espiritualização, vivendo de acordo com o conselho "Fora da caridade não há salvação" (isto é, sem a prática da caridade não evoluímos, estagnamos, e demoramos mais tempo a evoluir, quando optarmos pela caridade no quotidiano).
Esta é a essência do Espiritismo.
Obrigado Divaldo Franco, pelo seu exemplo que repercute e repercutirá nos anais da História, como exemplo a seguir.

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Ter fé, é preciso...

Ter fé é preciso,
pensa nisso meu irmão,
pois, sem fé,
não vences a desilusão.

Não te falo da fé humana,
preciosa e necessária,
falo da fé em Deus,
que te distingue da alimária.

Não te falo da fé
que tens na tua capacidade,
falo sim, da fé divina,
que te livra da ansiedade.

Outrora, a fé
era apenas um "postal",
que os padres "vendiam"
aos que se portavam mal.

Estes, com medo
de ao inferno irem parar,
davam à Igreja,
os terrenos a herdar.

Essa fé, é cega,
não serve à humanidade,
o que é necessário,
é ter fé de verdade.

Kardec, definiu-a
como ninguém.
Fé verdadeira,
vai muito mais além...

Dizia o mestre lionês,
que a fé verdadeira,
enfrenta a razão
na Terra inteira.

Medita bem,
nestes conceitos
e vê se a tua fé
supera teus defeitos

Oh, fé divina,
verdadeiro manjar...
Sem ti, não é possível,
o Espírito iluminar...

Poeta alegre

Psicografia recebida por JC em Óbidos, Portugal, em 9 Julho 2015

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Momentos de esperança...


O chão parece fugir debaixo dos pés, enredada que está a sociedade no materialismo anestesiante.
O deus-dinheiro parece dobrar definitivamente as mais cândidas intenções, extorquindo ao Homem aquilo que ele jamais poderá perder, a dignidade.
As pessoas andam apavoradas, os órgãos de comunicação social sob a batuta de chefias perturbadas e perturbadoras, destacam apenas o mal, cujo objectivo é fazer crer que o medo é a única saída, que temos de nos subjugar ao lixo mental que nos entra pela televisão, pelo jornal.
A violência emocional, verbal, física, entre povos e países faz tremer os mais corajosos.
O "fim dos tempos" de que Jesus de Nazaré falou, aí estão.
Em 1857 apareceu o Espiritismo (ou Doutrina dos Espíritos), a ciência que estuda a natureza, origem e o destino dos Espíritos bem como as relações existentes entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual. Até aos dias de hoje, todos os seus paradigmas têm sido confirmados por homens de ciência.
Não é mais uma religião, nem mais uma seita: é uma ideia universal, que desperta o Homem para uma espiritualidade sadia, sem templos, sem grupos, sem opositores ou apaniguados - todos somos irmãos perante Deus.
Desde então até aos dias que correm, que os bons Espíritos têm dado comunicações através de milhares de médiuns, por todo o mundo, apontando o início do 3º milénio como sendo a época em que se operaria "o fim dos tempos".
Não será o fim do mundo, pois o planeta ainda está no início da sua juventude física.
Será, isso sim, o fim do mundo das misérias materiais e morais, será o fim do estado de convulsão social e material em que vivemos, quase sempre derivados do egoísmo, do orgulho, da vaidade do ser humano.
Tal mudança já se opera há alguns anos, na óptica espírita, e nos dias que correm, vemos crianças, jovens e adultos-jovens com novas ideias, com novos ideais de mudança, de partilha, de fraternidade, de espiritualidade, de conceitos existenciais baseados num Bem que não tem cor, tamanho, beleza, conta bancária.

Prossigamos com a mente no Bem, 
praticando a caridade que eleva,
pois o meu amigo não é o que pensa como eu, 
mas o que pensa comigo.

Espíritos mais evoluídos moralmente já estão na Terra, e outros virão em breve, enquanto aqueles que agora esmagam o próximo com o seu egoísmo feroz, com a violência,  serão recambiados para planetas mais de acordo com o seu sentir, para que não sejam elementos perturbadores da evolução da Terra.
Vemos aqui a alusão de Jesus de Nazaré à separação do trigo do joio.
Apesar de tudo, são momentos de esperança os que vivemos hoje...
Nunca o Homem teve tanta tecnologia ao seu dispor, nunca houve tantas soluções para doenças até então irremediáveis, nunca houve tanto Bem, tanta solidariedade tanto Amor, como hoje.
Passo a passo, o Homem desperta para a espiritualidade, a mediunidade (capacidade de captar o mundo espiritual) generaliza-se a uma velocidade estonteante, fazendo com que médicos, cientistas, procurem entendê-la.
Com esse propósito, rapidamente vão pesquisando o novo mundo que teimamos em não querer ver, o mundo espiritual, com as suas enormes nuanças (na casa do meu Pai há muitas moradas, referiu Jesus, aludindo aos múltiplos planetas bem como ao espaço multidimensional).
Tenhamos confiança, uma fé assente na racionalidade que o Espiritismo nos traz, nas provas científicas da imortalidade do ser humano, nas provas científicas da reencarnação, da lei de causa e efeito.
Prossigamos servindo e amando, procurando fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem.
Não percamos tempo... a cada um de acordo com as suas obras.
Prossigamos com a mente no Bem, praticando a caridade que eleva, pois o meu amigo não é o que pensa como eu, mas o que pensa comigo.
Amanhã é novo dia, e o Sol continuará a brilhar...

Que a nossa luz interior possa brilhar também, nem que seja com um sorriso acolhedor :-)

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Casamento ou tormento?


44 anos de tormento
Num casamento
Não são necessariamente
Motivo de desalento

Almas abnegadas
Escolhem no Além
Auxiliar desesperados
Que buscam o Bem

Fazem votos
De grande devoção
Mas, poucas levam
Ao fim, a intenção

No corpo carnal
A vida fica dura
E o sentimento nobre
Nem sempre perdura

Muitos desistem
Dos ideais assumidos
Cansados de Amar
Amores consumidos...

Outros, porfiam
Na tarefa inglória
Mal sabendo
Que fazem...história!

O Amor é solução
P'ra todo dissabor
Mas, para lá chegar
Por vezes vives na dor

Bendita sejas
Por assim porfiares
Um dia entenderás
Os teus "azares"

Casamento é luz
Em corações diferenciados
Que se unem pelo entusiasmo
De seres apaixonados

O objectivo é sempre
Amplificar o Amor
Mesmo quando aparece
A dificuldade, a dor

Casamento só é tormento
Quando se esconde o Amor
Tudo arde por dentro
E, depois em teu redor

Mas, isso é apenas
Uma tola ilusão
De quem não quis Amar
E tomou outra opção

Se queres um conselho
Faz como o jumento
Paciência e perseverança
Para o teu casamento

Poeta alegre

Psicografia de JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, C. Rainha, Portugal, em 19 Maio 2015

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Princesa assume mediunidade


A mediunidade é a capacidade de captar o mundo espiritual, extrafísico.
Pode ser de vários tipos (vidência, audiência, fala, escrita, intuitiva, etc...) e ter vários graus de intensidade, dentro de cada tipo.
É um assunto que foi pesquisado e estudado pela 1ª vez no mundo, por Allan Kardec, que teve o cuidado de elaborar um manual para que, quem tivesse essas características, aprendesse a lidar com elas: "O Livro dos Médiuns".

Esta característica é uma espécie de 6º sentido, que todos temos e, que na maioria das pessoas, está adormecida.
Aqueles que a têm desenvolvida são apelidados de médiuns (as pessoas confundem médiuns com espíritas, mas não são a mesma coisa; o médium é aquele que tem a capacidade de captar o mundo espiritual, é uma capacidade orgânica, pode ser ateu, de uma religião qualquer, agnóstico, espírita, etc; o Espírita é o adepto da ideia espírita, tenha ele mediunidade ou não; obviamente, a Doutrina Espírita utiliza a mediunidade para intercambiar, de uma maneira séria e controlada, com o mundo espiritual).
Hoje em dia, uma grande parte da população está a desabrochar essa capacidade que, é inerente a todo o ser humano.
Quem não sabe lidar com esta situação nova, estranha, sofre, inquieta-se e, de um modo geral acaba numa Associação Espírita a estudar e a aprender a lidar com esta faculdade, após terem deambulado por charlatães, tarólogos, mulheres de virtude, exorcistas, reiki, psiquiatras, etc...
O Prof. Dr. Mário Simões, professor de medicina e de psiquiatria em Lisboa, confessou numa entrevista dada à "Notícias Magazine", no fim da década de 90, que as Associações Espíritas prestavam uma preciosa ajuda à medicina e à psiquiatria, ao auxiliarem as pessoas com mediunidade, pois a medicina actual não o sabe fazer.
Gláucia Lima, médica psiquiatra, cientista, efectuou uma pesquisa científica para a Fundação Bial, Portugal, onde demonstrou que o ser-se médium nada tem a ver com patologias e, que os médiuns pesquisados e investigados (em estado de vigília e em estado de transe - estado modificado de consciência) eram pessoas perfeitamente normais.

A mediunidade é uma característica inerente ao ser humano que,
deve ser estudada numa Associação Espírita,
a fim de poder lidar com ela naturalmente e em segurança.

Nos Evangelhos, Jesus referia esta mesma época actual, em que a mediunidade se generalizaria (os velhos terão visões, os jovens profetizarão, etc...).
Allan Kardec, o eminente sábio francês que compilou a Doutrina dos Espíritos, em meados do século XIX, utilizando o método científico, num dos seus livros, "A Génese", fala das crianças da "nova era" que, viriam com novas faculdades, para auxiliarem a Terra a dar um salto evolutivo, no campo científico mas também e essencialmente no campo moral.
Actualmente são muitos os cientistas que pesquisam as áreas fronteiriças do Espírito, a nível mundial, sendo que a maioria deles nem sequer conhece a Doutrina Espírita. Os seus resultados, até aos dias de hoje, têm comprovado a seriedade e a assertividade dos ensinamentos espíritas.
Marta Luísa, é apenas mais uma pessoa que, na Terra tem mediunidade.
Teve a coragem de o assumir publicamente, pese embora os grande dissabores que sofreu com a sua sinceridade.
Abdicou das suas regalias sociais e foi viver para Inglaterra, com o marido e as suas 3 filhas.
Com uma amiga, montou uma escola para auxiliar as crianças a lidarem com estas características espirituais.
Marta Luísa é princesa, filha mais velha dos reis da Noruega (in Revista Sábado, Portugal, www.sabado.pt, 16 Maio 2015). 
Parafraseando o respeitável filósofo e escritor brasileiro José Herculano Pires, espírita, todos nós somos seres "Psi" e um dia esta faculdade hoje considerada extra-sensorial passará a ser tão natural nos humanos como hoje é ouvir, ver ou falar.

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O obsessor...

O obsessor
Tem a obsessão
De obsidiar
O Sr. João

Ódio d'outrora
Quando o amigo
Lhe roubou a Aurora
Fazendo da vida um castigo

João, obsidiado,
Está sempre inquieto.
Foi à bruxa:
"tens cofre aberto"!

Lá meteu ao pescoço
Pequena chave de metal
"Põe isso, filho,
Livra-te de tod'o mal".

Lá ia o João,
C'aquilo pendurado,
E o obsessor,
sempre ao seu lado

Quando João morreu,
Aurora suicidou-se.
O obsessor "vitorioso",
Feliz, vingou-se...

Anos a fio,
Sofreram sem parar.
Como este trio
Haveria de resgatar?

Deus, bondoso,
Permitiu a reencarnação
D'Aurora e João.
O obsessor? Filho varão!

Como era lindo,
Ver o casal,
Embevecido,
C'o filho Juvenal.

A Lei de Deus,
É de bondade,
Tudo tem solução,
Até a maldade.

Tempo e paciência,
Amor e dedicação,
São as premissas,
P'rá reencarnação.

Poeta alegre 
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, Caldas da Rainha, Portugal, em 24 de Março de 2015

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Espíritas portugueses: ser feliz !


O Caldas Internacional Hotel, em Caldas da Rainha, Portugal, recebeu as XI Jornadas de Cultura Espírita. Mais de 500 espíritas de todo o país, Espanha e Brasil estiveram ali reunidos em torno do tema "ser feliz: da matéria à espiritualidade" nos dias 1 e 2 de Maio de 2015.

A abertura do evento, inicialmente programada para ser com a presença de Divaldo Pereira Franco (que teve de regressar ao Brasil por motivos de saúde), o maior divulgador espírita do mundo, constou de um momento musical com João Paulo Gomes ao violino, um filme de abertura e, um ESPECIAL DIVALDO FRANCO, momento esse muito emotivo e informativo, acerca da vida e obra deste grande personagem ao nível mundial.
O presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP) dirigiu uma saudação a todos os presentes e seguiram-se várias conferências. Lígia Pinto, médica abordou a temática da depressão e suicídio, Ulisses Lopes, presidente da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) falou sobre os vícios, como mecanismos de fuga. José Esteves Teiga, vice-presidente da FEP apresentou as obras de 7 autores portugueses, espíritas, obras essas editadas pela FEP e cujo lucro reverte integralmente para a divulgação do Espiritismo, para a FEP. Seguiu-se interessante palestra da Drª Gláucia Lima, médica, sobre "Viver melhor: a ânsia de cada um". A professora Ana Duarte abordaria a temática "Aceitar o outro na diferença" e José Lucas o tema "Relações interpessoais", terminando o 1º dia deste evento com 4 música à viola com o professor Reinaldo Barros.
O dia 2 de Maio traria novas caras, novos temas e novas dinâmicas.
Após o reinício das actividades, a professora Manuela Vieira falou sobre "Começar de pequenino" realçando a importância da educação espírita no homem do futuro. O jornalista e escritor Jorge Gomes fez brilhante abordagem ao tema "Perda de entes queridos" utilizando para isso o mundo animal como referência para uma actividade normal na vida, que é a morte do corpo físico, realçando com lógica e profundidade que afinal ao invés de haver perdas, há ganhos.
Reinaldo Barros falou sobre a felicidade no mundo espiritual, e Vasco Marques, um dos "gurus" do "marketing digital" em Portugal fez brilhante palestra interactiva, demonstrando como podemos utilizar com poucos recursos o espaço cibernético numa divulgação do espiritismo, bem feita e não de qualquer maneira.

Ser feliz, da matéria à espiritualidade, são passos consecutivos
que cada um pode dar, dentro de si próprio.

Após o almoço decorreu um debate moderado por Noémia Margarido, com todos os palestrantes, seguindo-se uma breve alocução de João Xavier de Almeida, ex-presidente da Federação Espírita Portuguesa, que alertou os presentes para a necessidade dessa busca da felicidade no nosso interior.
As XI Jornadas de Cultura Espírita, organizadas pelo Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha e pela Associação Cultural Espírita de Alcobaça, com o apoio da FEP e da ADEP, terminariam com brilhante intervenção do médico pediatra Joaquim Sequeira, que pegando nas suas experiências de voluntariado em situações de guerra, em África, deixou todos os presentes a pensar sobre o que pode ser mesmo a felicidade.
Sílvia Torres (Sonasfly), música açoriana encantou os presentes com as suas músicas terminando o evento com um filme aglutinador de todas as actividades nesses dois dias.
Ser feliz, da matéria à espiritualidade, são passos consecutivos que cada um pode dar, dentro de si próprio, na certeza de que reencarnação após reencarnação vamos galgando os caminhos da evolução em busca de um devir melhor, mais feliz.
"Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei" é o desiderato de todos nós até que um dia atinjamos o estado de Espíritos puros.
A organização já pensa no evento do próximo ano, 2016, ano em que Portugal receberá igualmente o 8º Congresso Espírita Mundial, em Lisboa, no mês de Outubro.

Quem desejar poderá assistir a todos os eventos destas XI Jornadas de Cultura Espírita na Internet em http://adep.pt/jornadas2015/

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Nós, a TAP, o egoísmo...


Está anunciada uma greve de 10 dias, na TAP, por parte do Sindicato dos pilotos dos Transportes Aéreos Portugueses. As pessoas estão cansadas de tantas greves, estão cansadas da prepotência de quem manda, de quem nos governa, das mentiras e meias-verdades de todo o lado. O que sobra? Pode não sobrar nada... da TAP! Como ver estes conflitos sociais e laborais à luz da Doutrina Espírita?

29 de Abril de 2015. Anunciada mais uma greve da TAP, de 1 a 10 de Maio, por parte do Sindicato dos Pilotos. O prejuízo rondará os cerca de 70 milhões de euros. Existem 3 partes em jogo: Governo de Portugal, Sindicato dos Pilotos e Administração da TAP. Todos com as "suas" razões, umas mais razoáveis que outras, dependendo do ponto de vista de quem analisa.
No final, todos perdemos: perde o Governo, perde a Administração, perdem os pilotos, perdem os demais trabalhadores da TAP, perdem os portugueses que pagam o prejuízo com o dinheiro suado diariamente.
O direito à greve é preciosa conquista que a Humanidade logrou, na busca pelos equilíbrios e mais justiça social e laboral.
Não deveria haver direito à greve, nem deveria haver greves, nem deveria haver abusos por parte de quem governa e administra.
Utopia, dirão os materialistas ou quem desconhece a espiritualidade e a vida além da vida no corpo físico.

Os Espíritos superiores referem que o maior defeito da Humanidade
é o egoísmo, base dos demais defeitos.

No entanto, a Doutrina Espírita diz-nos que existem outros mundos, outras humanidades, mais evoluídas que a nossa, em que cada ser social, cônscio dos seus deveres sociais, faz o que lhe compete, com entusiasmo, competência e em prol do bem comum.
Esta será a realidade do planeta Terra no 3º milénio, segundo informação dos Espíritos superiores, período este em que a Terra subirá de nível moral e intelectual, passando de planeta de expiação e provas (onde o mal se sobrepõe ao bem) para planeta de regeneração (onde o bem se sobreporá ao mal).
Tal já está a acontecer, com a reencarnação de espíritos nobres, de outros espíritos dedicados ao bem, com objectivos superiores, enquanto que os espíritos que forem largando o corpo de carne, pelo fenómeno natural da morte e, que não tenham condições de voltar à Terra pacificada, serão transferidos para planetas inferiores, mais afins com o seu estado de alma, temporariamente, até que sublimem os sentimentos inferiores.
Em "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, os Espíritos superiores referem que o maior defeito da Humanidade é o egoísmo, base dos demais defeitos, como o orgulho, a vaidade, entre outros.
Se quiséssemos superar o egoísmo pessoal, o egoísmo de classe, o egoísmo de grupo e, se fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem (suprema receita psicoterápica que Jesus de Nazaré deixou à Humanidade), hoje não estaríamos a abordar este assunto, que pode levar uma companhia aérea, das mais conceituadas do mundo (a TAP), para o charco da falência desnecessária!

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O porquê da Vida...

Vieste à Terra,
P'r amadurecer,
Está na hora,
De crescer, crescer.

Reencarnaste,
P'rá evolução,
Aproveita o momento,
Exercita o perdão.

Comer, dormir,
Trabalhar, passear,
Não são o objectivo,
Do teu reencarnar.

Difíceis testes,
Ficaram reservados,
Antes de voltares,
Ao mundo dos encarnados.

São os testes,
Da indulgência,
Da tolerância,
E da paciência.

Vieste à Terra,
P'ra rejuvenescer,
O intelecto e a moral,
Crescer, crescer...

Olha p'ra ti,
Com rectidão,
Não percas tempo,
Na inacção.

Amanhã poderás,
Não ter tempo,
De corrigir
O momento...

Esforça-te então,
Por melhorar,
Um pouco cada dia,
Até desencarnar.

O objectivo da Vida,
Nesta reencarnação,
É aprender sempre,
Que o Amor é a solução!


Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, em Caldas da Rainha, Portugal, em 10 de Fevereiro de 2015.

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Afinal, é fácil...

 
Uma reunião de estudo espírita, deste vez subordinada ao tema "O casamento e o divórcio", tomou conta do espaço entre as 17H15 e as 18H30, naquele sábado ensolarado.
Na semana anterior, já tinha sido alvo de profunda e profícua troca de ideias entre as cerca de 25 pessoas presentes. Desta vez, à guisa de introdução, vimos uma vídeo retirado do "youtube", do programa "Transição", onde Divaldo Pereira Franco, médium e conferencista espírita, dissertava sobre o casamento e o divórcio.
Os cerca de 28 minutos do vídeo, foram sorvidos em silêncio sepulcral, parecendo ter durado apenas cerca de 10 minutos. O debate, posterior, seguiu-se animado, com ideias das mais diversas, testemunhos e, procurando encontrar pontos de equilíbrio entre os diversos pontos de vista.
A páginas tantas, o Manuel levantou a mão.
Tendo-lhe sido dada a palavra, dispara: "depois de ouvir o Divaldo Franco, concluímos que, afinal, é fácil levar por diante o casamento" ao que, Vítor, ao seu lado, rematou: "pois, o problema é o orgulho".
Quase no fim da reunião, o mesmo Vítor tem uma tirada de mestre: "Ora bolas, porque é que isto não é ensinado lá fora, na sociedade?"
Ficamos a meditar naquelas intervenções oportunas e certeiras.
A expressão "Afinal é fácil" continuava a bailar na cabeça de todos nós...
Se "afinal é fácil", porque existem tantos divórcios, tantas separações, tanta violência?
O busílis da questão, voltava inevitavelmente para os ensinos de Jesus de Nazaré, quando sugeria "não fazer ao próximo o que não desejamos para nós".
"O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, tem um texto notável, intitulado "O Homem de Bem" que aponta o que ser, sentir, pensar e agir para se poder ser feliz.

"Não se irrite, sorria. Não critique, auxilie.
Não acuse, ampare. Não grite, converse"

(André Luiz, psicografia de Chico Xavier)

Embrulhando as actividades da vida no respeito mútuo, na tolerância, na compreensão, no entendimento, no aceitar o outro como ele é, sem se despersonalizar, no não discutir mas conversar e, se não confundirmos as pessoas com as ideias, torna-se mais fácil amar e sentir as pessoas, pois estas são imortais e, as ideias passam.
Aos poucos, vamos valorizando as pessoas, as relações interpessoais, as diferenças, aprendendo, com paciência, a discordar com ternura, com benevolência e generosidade.
É também a oportunidade de, agindo, ensinar o outro, ao invés de, falando, querer mudar o outro, a sua maneira de pensar e de agir.
Excluindo as situações em que um dos cônjuges quer mesmo mudar de vida, excluindo as situações lamentáveis de violência física e / ou psicológica, sentindo, pensando e agindo como o Espiritismo nos sugere, a vida torna-se melhor, mais tranquila, com mais sentido e, naturalmente mais feliz para todos os envolvidos no laboratório doméstico, onde as almas se vão aprimorando, com vista a novos rumos mais felizes no futuro, em futuras reencarnações.
Em pleno século XXI, aquelas 25 pessoas aperceberam-se, na sequência de um "pensar alto" de um dos elementos, que "afinal é fácil" superar as dificuldades no casamento, bem como nas relações interpessoais, de um modo geral.
Se remontarmos aos ensinos de Jesus de Nazaré, há mais de 2 mil anos, questionamo-nos porque a humanidade, apesar do imenso avanço tecnológico, continua no campo ético-moral, praticamente estagnada.
Se nos despojarmos do orgulho, verificamos que... afinal é fácil !