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Nós, a TAP, o egoísmo...


Está anunciada uma greve de 10 dias, na TAP, por parte do Sindicato dos pilotos dos Transportes Aéreos Portugueses. As pessoas estão cansadas de tantas greves, estão cansadas da prepotência de quem manda, de quem nos governa, das mentiras e meias-verdades de todo o lado. O que sobra? Pode não sobrar nada... da TAP! Como ver estes conflitos sociais e laborais à luz da Doutrina Espírita?

29 de Abril de 2015. Anunciada mais uma greve da TAP, de 1 a 10 de Maio, por parte do Sindicato dos Pilotos. O prejuízo rondará os cerca de 70 milhões de euros. Existem 3 partes em jogo: Governo de Portugal, Sindicato dos Pilotos e Administração da TAP. Todos com as "suas" razões, umas mais razoáveis que outras, dependendo do ponto de vista de quem analisa.
No final, todos perdemos: perde o Governo, perde a Administração, perdem os pilotos, perdem os demais trabalhadores da TAP, perdem os portugueses que pagam o prejuízo com o dinheiro suado diariamente.
O direito à greve é preciosa conquista que a Humanidade logrou, na busca pelos equilíbrios e mais justiça social e laboral.
Não deveria haver direito à greve, nem deveria haver greves, nem deveria haver abusos por parte de quem governa e administra.
Utopia, dirão os materialistas ou quem desconhece a espiritualidade e a vida além da vida no corpo físico.

Os Espíritos superiores referem que o maior defeito da Humanidade
é o egoísmo, base dos demais defeitos.

No entanto, a Doutrina Espírita diz-nos que existem outros mundos, outras humanidades, mais evoluídas que a nossa, em que cada ser social, cônscio dos seus deveres sociais, faz o que lhe compete, com entusiasmo, competência e em prol do bem comum.
Esta será a realidade do planeta Terra no 3º milénio, segundo informação dos Espíritos superiores, período este em que a Terra subirá de nível moral e intelectual, passando de planeta de expiação e provas (onde o mal se sobrepõe ao bem) para planeta de regeneração (onde o bem se sobreporá ao mal).
Tal já está a acontecer, com a reencarnação de espíritos nobres, de outros espíritos dedicados ao bem, com objectivos superiores, enquanto que os espíritos que forem largando o corpo de carne, pelo fenómeno natural da morte e, que não tenham condições de voltar à Terra pacificada, serão transferidos para planetas inferiores, mais afins com o seu estado de alma, temporariamente, até que sublimem os sentimentos inferiores.
Em "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, os Espíritos superiores referem que o maior defeito da Humanidade é o egoísmo, base dos demais defeitos, como o orgulho, a vaidade, entre outros.
Se quiséssemos superar o egoísmo pessoal, o egoísmo de classe, o egoísmo de grupo e, se fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem (suprema receita psicoterápica que Jesus de Nazaré deixou à Humanidade), hoje não estaríamos a abordar este assunto, que pode levar uma companhia aérea, das mais conceituadas do mundo (a TAP), para o charco da falência desnecessária!

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O porquê da Vida...

Vieste à Terra,
P'r amadurecer,
Está na hora,
De crescer, crescer.

Reencarnaste,
P'rá evolução,
Aproveita o momento,
Exercita o perdão.

Comer, dormir,
Trabalhar, passear,
Não são o objectivo,
Do teu reencarnar.

Difíceis testes,
Ficaram reservados,
Antes de voltares,
Ao mundo dos encarnados.

São os testes,
Da indulgência,
Da tolerância,
E da paciência.

Vieste à Terra,
P'ra rejuvenescer,
O intelecto e a moral,
Crescer, crescer...

Olha p'ra ti,
Com rectidão,
Não percas tempo,
Na inacção.

Amanhã poderás,
Não ter tempo,
De corrigir
O momento...

Esforça-te então,
Por melhorar,
Um pouco cada dia,
Até desencarnar.

O objectivo da Vida,
Nesta reencarnação,
É aprender sempre,
Que o Amor é a solução!


Poeta alegre 

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, em Caldas da Rainha, Portugal, em 10 de Fevereiro de 2015.

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Afinal, é fácil...

 
Uma reunião de estudo espírita, deste vez subordinada ao tema "O casamento e o divórcio", tomou conta do espaço entre as 17H15 e as 18H30, naquele sábado ensolarado.
Na semana anterior, já tinha sido alvo de profunda e profícua troca de ideias entre as cerca de 25 pessoas presentes. Desta vez, à guisa de introdução, vimos uma vídeo retirado do "youtube", do programa "Transição", onde Divaldo Pereira Franco, médium e conferencista espírita, dissertava sobre o casamento e o divórcio.
Os cerca de 28 minutos do vídeo, foram sorvidos em silêncio sepulcral, parecendo ter durado apenas cerca de 10 minutos. O debate, posterior, seguiu-se animado, com ideias das mais diversas, testemunhos e, procurando encontrar pontos de equilíbrio entre os diversos pontos de vista.
A páginas tantas, o Manuel levantou a mão.
Tendo-lhe sido dada a palavra, dispara: "depois de ouvir o Divaldo Franco, concluímos que, afinal, é fácil levar por diante o casamento" ao que, Vítor, ao seu lado, rematou: "pois, o problema é o orgulho".
Quase no fim da reunião, o mesmo Vítor tem uma tirada de mestre: "Ora bolas, porque é que isto não é ensinado lá fora, na sociedade?"
Ficamos a meditar naquelas intervenções oportunas e certeiras.
A expressão "Afinal é fácil" continuava a bailar na cabeça de todos nós...
Se "afinal é fácil", porque existem tantos divórcios, tantas separações, tanta violência?
O busílis da questão, voltava inevitavelmente para os ensinos de Jesus de Nazaré, quando sugeria "não fazer ao próximo o que não desejamos para nós".
"O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, tem um texto notável, intitulado "O Homem de Bem" que aponta o que ser, sentir, pensar e agir para se poder ser feliz.

"Não se irrite, sorria. Não critique, auxilie.
Não acuse, ampare. Não grite, converse"

(André Luiz, psicografia de Chico Xavier)

Embrulhando as actividades da vida no respeito mútuo, na tolerância, na compreensão, no entendimento, no aceitar o outro como ele é, sem se despersonalizar, no não discutir mas conversar e, se não confundirmos as pessoas com as ideias, torna-se mais fácil amar e sentir as pessoas, pois estas são imortais e, as ideias passam.
Aos poucos, vamos valorizando as pessoas, as relações interpessoais, as diferenças, aprendendo, com paciência, a discordar com ternura, com benevolência e generosidade.
É também a oportunidade de, agindo, ensinar o outro, ao invés de, falando, querer mudar o outro, a sua maneira de pensar e de agir.
Excluindo as situações em que um dos cônjuges quer mesmo mudar de vida, excluindo as situações lamentáveis de violência física e / ou psicológica, sentindo, pensando e agindo como o Espiritismo nos sugere, a vida torna-se melhor, mais tranquila, com mais sentido e, naturalmente mais feliz para todos os envolvidos no laboratório doméstico, onde as almas se vão aprimorando, com vista a novos rumos mais felizes no futuro, em futuras reencarnações.
Em pleno século XXI, aquelas 25 pessoas aperceberam-se, na sequência de um "pensar alto" de um dos elementos, que "afinal é fácil" superar as dificuldades no casamento, bem como nas relações interpessoais, de um modo geral.
Se remontarmos aos ensinos de Jesus de Nazaré, há mais de 2 mil anos, questionamo-nos porque a humanidade, apesar do imenso avanço tecnológico, continua no campo ético-moral, praticamente estagnada.
Se nos despojarmos do orgulho, verificamos que... afinal é fácil !

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Olho a Terra...

Olho a Terra,
Ensanguentada,
Vejo guerras,
Gente estropiada.

Olho a Terra,
Cheia de guerra,
Que o egoísmo,
Não enxerga.

Olho a Terra,
Vejo sofrimento,
Uns com tanto,
Outros sem alimento.

Olho a Terra,
Tão animalizada,
O Homem descurando,
A paz desejada.

Olho a Terra,
Cheia d'egoísmo,
Uns morrem de fome,
Outros em "turismo".

Bola azul,
Rola no espaço,
Carregando dores,
No seu regaço.

Chegou a hora,
Da Terra recuperar,
Dos maus tratos,
Que a estão a matar.

Peço a Deus,
Grande revolução,
P'ra que na Terra,
Não falte pão.

Peço a Deus,
Grande mudança,
P'ra que não morra,
Nenhuma criança.

Peço a Deus,
Pela paz,
Onde a guerra,
É ainda capataz.

Anseio, anseio,
P'lo devir,
Sem dor nem guerra,
No nosso porvir.

Venha lá,
O "juízo final",
Que trará o justo,
E levará o banal.

Com a reencarnação,
A Terra evoluirá,
Só reencarnando
O bom, com "alvará".

Anseio, anseio,
Poder dizer,
"Outrora na Terra,
Matar era prazer".

As lágrimas caem,
De felicidade,
Ao vislumbrar,
A nova Humanidade!

Obrigado, meu Deus,
P'la transformação,
Do planeta Terra,
Em planeta de regeneração.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC em Óbidos, Portugal, em 18 de Fevereiro de 2015

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Rap do Além...

O homem quer o perdão
mas não consegue dar pão

O homem quer o perdão 
mas abusa quando é patrão

O homem quer o perdão 
mas em casa é um safadão

O homem quer o perdão
mas vive no mal, na ilusão

Se queres perdoar,
muda meu irmão
faz aos outros o que queres
que os outros te façam, então!

Perdoar é bom, perdoar é a solução
para a dor, para a desilusão

Deixa a armadura que carregas no coração
tu não és de ferro, também precisas de perdão

Esse é o caminho, perdoar meu irmão
luta, vai em frente, só esses vencerão...


Rapper do Além 
(rapaz mulato, cerca de 22 anos, nome "Rito")
Psicografia recebida por JC no Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, Portugal, em 3 Out 2014, na reunião pública sobre o perdão.

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Os mortos - vivos...

Chega o tempo
Dos defuntos comemorar
Mas eles não morreram
Até podem conversar

Fronteira imaginária
Entre vivos e mortos
Quem pensa assim
Tem horizontes tortos

Os mortos não morreram
Estão vivos, e de que maneira,
Vivem de tal modo
Que estão à tua cabeceira

Mas, quero falar
Doutro tipo de falecidos
Os mortos-vivos
Por vós esquecidos

Sois vós, sim senhor
Os mortos-vivos
Quando desanimais
Com factos ocorridos

Despertai p’rá Vida
A Vida imortal
Vivei-a desde já
Nesse “quintal”

Quem vive na Terra
Na matéria enredado
Quando der por ela
Está desencarnado,

Sem que disso
Tenha percepção
O que trará
Muita aflição

Estudai Kardec
Absorvei a lição
Amar a todos
Em tod’a situação

Esquecei a morte
A grande ilusão
Agradecei a Vida
Nesta reencarnação

Poeta alegre

Psicografia de JC na reunião mediúnica no CCE, C. Rainha, Portugal, em 28 Outubro 2014

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12 anos ao serviço do Espiritismo...


O Centro de Cultura Espírita (CCE), de Caldas da Rainha, Portugal, fez no passado dia 3 de Janeiro de 2015, 12 anos de idade e de actividades ininterruptas, ao serviço das pessoas. Uma actividade filantrópica que tem continuado, graças a cerca de 40 associados que vão mantendo a instituição a funcionar gratuitamente.


O Espiritismo é uma ciência filosófica de consequências morais. Como ciência de observação, investiga os factos espíritas, como filosofia explica-os e como moral aponta um roteiro moral para a humanidade, assente nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, levando assim o Homem a uma espiritualidade mais esclarecida e vivida interiormente, sem rituais ou práticas exteriores.
Poderia ser o mote da conferência do dia 3 de Janeiro, onde Amélia Reis e Benjamim Bene foram entrevistados por Filomena Lencastre e João Gomes que, juntamente com os seus acordes musicais, falando e cantando, foram esclarecendo sobre espiritismo e a história do CCE.
Na semana seguinte, Paula Venâncio e Leonor Leal, da Associação de Cultura Espírita de Alcobaça, fizeram as delícias dos presentes, abordando com mestria do porquê de serem espíritas, como chegaram ao espiritismo e as consequências nas suas vidas. Gláucia Lima, médica, foi a convidada no dia 16 de Janeiro, onde falou dos inimigos desencarnados (falecidos), do intercâmbio benéfico e prejudicial com o mundo espiritual, dependendo sempre do nosso estado emocional, envolto no bem ou no mal. Jorge Gomes, jornalista e editor do Jornal de Espiritismo, escritor, efectuou o lançamento nacional do seu novo livro espírita, editado pela Federação Espírita Portuguesa (FEP), "Do pós-vida à mediunidade e da reencarnação ao bullying" aproveitando no fim, o ensejo para os muitos autógrafos que as pessoas pediam.
Para terminar a comemoração do 12º aniversário do CCE, esteve presente no dia 30 de Janeiro a Drª Anabela Cardoso, diplomata portuguesa, que abordou a temática "Transcomunicação Instrumental - TCI", isto é, as experiências de contactos com o mundo espiritual através de aparelhos electrónicos.

O centro espírita é um espaço cultural, onde a amizade, fraternidade
e auxílio mútuo desinteressado devem ser sempre
os paradigmas existenciais

Questionada sobre o porvir, Amélia Reis, presidente do CCE, refere que o centro espírita é um espaço cultural, aberto a todos os caldenses e não caldenses que aqui se dirijam. Para além de grupos de estudo do espiritismo ao Sábado à tarde, existe em simultâneo, um grupo de crianças e de jovens espíritas, das 15h às 16H30.
Têm também actividades de apoio social a famílias carenciadas, passe espírita ao domicílio para pessoas imobilizadas, reuniões de contacto com o mundo espiritual, biblioteca, livraria, conferências espíritas semanais à sexta-feira, pelas 21H00, seguidas de passe espírita e atendimento em privado a pessoas necessitadas de orientação espiritual.
Actualmente estão a organizar em parceria com a associação espírita de Alcobaça, as XI Jornadas de Cultura Espírita, em Óbidos, nos próximos dias 1 e 2 de Maio.
Com sede na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c, no Bairro das Morenas, nas Caldas da Rainha e página na Internet em cceespirita.wordpress.com o Centro de Cultura Espírita continuará a ser um espaço cultural ao dispor das pessoas onde o Amor, a fraternidade e o auxílio mútuo serão sempre os seus paradigmas existenciais.
Defendendo que "Fora da caridade não há salvação", um dos lemas do Espiritismo, que significa que, somente através da fraternidade, solidariedade e auxílio mútuo desinteressado, o homem evoluirá espiritualmente, Amélia Reis termina com uma frase que enquadra o pensamento espírita: "Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei".

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Francisco de Assis...

Francisco, o guerreiro
Cedo despertou
Entregou-se a Deus
A matéria largou…

Apelidado de louco
Os leprosos curava
Sofrendo o escárnio
Dos que antes adulava

Divulgou o Evangelho
Por terras distantes
Discordou do Papa
E dos arrogantes

Prosseguiu o pobre
Francisco de Assis
Amando e servindo
A Deus, como quis

Nem mesmo a cegueira
O conseguiu “cegar”
Mesmo sem ver
Continuou a pregar

Incompreendido
Nunca titubeou
Deixando na Terra
O Amor que pregou

Grande Luz deixou
À Humanidade
Um roteiro humilde
Para florir mais tarde

Está na hora
Do Francisco imitar
Levando a todos
O acto de Amar

O pobrezinho d’Assis
Foi o mais rico, afinal
Mostrou que o Amor
É tesouro imortal…

A Terra clama
Que voltes de novo
Para que ilumines
Este pobre povo

Um raio de Luz
Se dirige à Terra
É Francisco que volta
P’r Amar quem erra


Poeta alegre 

Psicografia de JC, em Óbidos, Portugal, em 12 de Janeiro de 2015

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Na Natureza...


Um dia sonhei
Com a Natureza
E pude apreciar
A sua beleza

Tudo era Vida
Na vida multiforme
Entreligando todos
Do ínfimo ao enorme

Tudo se encadeia
Nessa grande criação
Do minúsculo átomo
À árvore do sertão

Organismo vivo
Ao Homem ligado
Este na cegueira
Destrói o divino legado

A Natureza adoecendo
Adoece a Humanidade
Que não se compadece
Da sua “maternidade”

Como em tudo,
Na Natureza
Tende para o equilíbrio
Tamanha tibieza

Nesse sentido
Vem a perturbação
Corrigindo os erros
Da sua população

Dia virá
Em que a humanidade
Venerará a Natureza
Como à divindade

Assim, em equilíbrio,
Encontrará a solução
Para viverem em conjunto
Sem perturbação

O Amor divino
Essência do Universo
Ensina-nos o caminho
O caminho inverso

Amar a todos
Sem distinção
Seja branco ou negro
Ou outro ser da Criação.

Poeta alegre 
Psicografia de JC em Óbidos, Portugal, em 27 Outubro 2014

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Um caso de xenoglossia...

     

O termo “xenoglossia” foi proposto pelo professor e escritor Charles Richet, médico e fisiologista francês, pesquisador de fenómenos psíquicos, criador da Metapsíquica e Prémio Nobel de Medicina de 1913, com o intuito de distinguir, de modo preciso, a mediunidade poliglota propriamente dita (pela qual os médiuns falam ou escrevem em línguas que eles ignoram totalmente e, às vezes, também, ignoradas de todos os presentes) dos casos afins, contudo, radicalmente diversos, da “glossolalia” (nos quais os pacientes sonambúlicos, falam ou escrevem em pseudo línguas inexistentes, elaboradas nos recessos de suas subconsciências, pseudo línguas que não raro se revelam orgânicas, por serem conformes às regras gramaticais).
Xenoglossia, do Grego, Xenon = estranho, estrangeiro; Glossa = Língua.

Durante a nossa participação no I FOREBLU (Fórum Espírita de Blumenau), de 13 a 15 de Setembro de 2013, que teve lugar na cidade de Blumenau – Santa Catarina, Brasil, durante as palestras que se sucediam por diferentes expositores, o médium de psicografia, José Araújo, exercia a actividade psicográfica. Fui convidado pelo mesmo a sentar-me ao seu lado, na mesa ao lado do palco onde ocorriam as palestras. Pude assistir bem de perto ao fenómeno de psicografia mecânica, quando o médium escrevia em velocidade célere. Primeiro várias páginas em Francês que, foram assinadas pelo espírito de Rémy Chauvin, endereçada ao Pe. François Brune que reside em Paris. O suposto Espírito comunicante solicitava-me que enviasse a missiva a este nosso amigo comum.
Em seguida, assisti a mais um transe psicográfico. Desta vez, a mensagem era escrita em idioma português e atribuída ao Espírito de Hemendra Nat Benerjee, renomado pesquisador indiano que viveu na cidade de Jaipur, no Estado de Rajasthan, que se notabilizou com as pesquisas empreendidas em torno do fenómeno da reencarnação.
Diante do que pude observar, o transe foi intenso, com expressiva velocidade, em fluxo contínuo, sem nenhuma interrupção em qualquer momento da escrita.

No final, observei que o comunicante assinalava no papel uma outra construção na escrita, apresentando diante aos meus olhos, um outro idioma diferente do nosso. Fez a primeira inserção, para mim desconhecida e, acrescentou após esta, as palavras em português: “para todos”. Em seguida, sem nenhuma paragem na mão, assinalou uma frase inteira, no mesmo idioma desconhecido. Importante assinalar que, não era em alfabeto de dígitos como o que conhecemos, nas línguas latinas. Contudo, no final, assinou o nome em língua portuguesa, Hamendra Nat Banerjee, encerrando assim a psicografia.
Em Fortaleza, procuramos um casal amigo, indianos de nascimento e brasileiros naturalizados, o Dr. Harbans Lal Arora e a sua esposa Wed Kumari Arora, junto aos quais nutrimos afectuosa amizade há cerca de 9 anos. Ele é professor, físico e cientista, filósofo humanista, PhD em Física Quântica pela Universidade de Waterloo, Canadá, nas Universidades da Alemanha e da Índia e, professor-titular (aposentado) do Departamento de Química Analítica e Físico-Química e do Núcleo de Processos Energéticos e Industriais da Universidade Federal do Ceará - UFC. É ainda conferencista internacional, escritor e consultor de diversas organizações nacionais e internacionais nas áreas da Saúde, Educação e Ecologia. Consultor da FAO, OLADE e BID para a América Latina e Caribe nas áreas de Energia Renovável e Desenvolvimento Sustentável.

Wed Kumari Arora é Diretora e Professora de Yoga no Instituto Indiano de Yoga Vivekananda, em Fortaleza - CE, desde 1976. Ministra Cursos, Palestras, Confe-rências, Workshops em Yoga, Yogaterapia, Recursos Humanos, Manuseio do Stress, Saúde Integral. Especialista em Yoga na Educação Física, e Yoga Para a Terceira Idade em vários países, no Brasil, Uruguai, El Salvador, Guatemala, Argentina e França.
Acreditávamos que eles, pertencentes ao mesmo país de origem do comunicante Hamendra Nat Banerjee, poderiam dar alguma informação mais segura a respeito daquela psicografia.
Para que não houvesse dúvidas sobre a assinatura grafada naquele idioma, para nós desconhecido, procedemos previamente à exibição apenas da assinatura, sem o conteúdo psicografado, bem como ocultamos, também, o nome que foi escrito abaixo em idioma português. Preparamos, assim, antecipadamente, duas cópias, colocando na parte superior do papel-A4, apenas a assinatura, que desconfiávamos estar escrito em idioma indiano. Contudo, precisávamos de uma certificação. O restante do papel ficou em branco. Apresentamos duas folhas idênticas ao casal, sem mencionar nenhuma palavra sobre o que se tratava. Inopinadamente, perguntei se eles reconheciam o que estava escrito no frontispício daquelas duas folhas de papel.
A resposta veio instantânea: “aqui está escrito em idioma hindi, a palavra “Shanthi,” que quer dizer “Paz” que completa em português a frase “para todos”, e abaixo está escrito Hamendra Nat Banerjee, - é uma assinatura, trata-se de o nome de uma pessoa” - a resposta fez-se ouvir sem nenhuma hesitação.
Após relatado o ocorrido, solicitei ao casal uma declaração, autenticando o fato do reconhecimento da assinatura em idioma hindi. Imediatamente a Sra. Wed Arora o fez do próprio punho, produzindo assim o documento, em anexo.
A constituição da India reconhece 22 línguas oficiais, além de mais de uma centena de dialectos. O hindi, na escrita devanagari é reconhecido como o idioma oficial do governo, é também uma língua falada em seis Estados, entre eles o de Rajasthan. Eles também revelaram que conheciam o Dr. Banerjee de nome e, sabiam sobre as suas pesquisas, contudo, não o conheceram pessoalmente, portanto, não privaram da sua amizade.
Após terminado a declaração, escrita no mesmo papel, o casal assinou os seus respectivos nomes em português e, em seguida, abaixo, em idioma hindi, conforme fez Hamendra Nat Benerjee.

De posse do documento, eu e meu filho Tiago Nunes, dias depois, dirigimo-nos ao cartório de Fortaleza – Ceará e procedemos ao reconhecimento das duas assinaturas, conforme apresentadas no documento.
José Fernando de Mendonça Araújo, o médium investigado, nasceu no Recife - PE, em 17 de Novembro de 1964, sentiu suas primeiras manifestações mediúnicas aos 9 anos de idade, quando escrevia textos cuja “autoria” o mesmo desconhecia. Possui diversas faculdades mediúnicas, como psicografia mecânica, psicofonia, vidência, clauriaudiência e xenoglossia, além da paranormalidade anímica de psicometria. Há mais de 30 anos estuda e dedica-se ao Espiritismo. Fundou, juntamente com sua esposa, o Centro Espírita CEIL, na cidade de Blumenau, Santa Catarina, Brasil.

Clóvis Souza Nunes
Escritor, conferencista internacional, pesquisador de fenómenos paranormais
(adaptado do original da pesquisa)

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MENSAGEM INVESTIGADA

Caros irmãos Ney Prieto Peres, Dra. Júlia e todos presentes.
Ney, aqui esta o nobre Homero Pinto Valada, que testemunhou, no ano de 1981, onde proferia a sua palestra e foi interrompido com a nossa chegada, e por ocasião do aniversário da Margit, onde calorosos aplausos tomaram conta de todos nós; e a menina Juliane ofertou flores.
Aqui, nosso mentor e coordenador de nossa equipe científica é o Dr. Hernani que, está impossível, pedindo para que muitos de nós falem (quer dizer, se pronunciem). Informa que aqui está o cientista e general: Alfredo Moacir de Mendonça Uchôa.
E muitos outros que se unem nesse intercâmbio de estudo.
Aqui agora se pronuncia o eminente Dr. Willian Meek para todos “I’m here beside the master Andrade and manys cientists, here’s an authentic “spiricom”.
George William Meek.
E também aqui presente Dr. Mario Amaral Machado – fala para os eminentes cientistas da TCI, Clóvis Nunes e Sónia Rinaldi. “Meus caros, Clóvis e Sónia, isto aqui é o epicentro do Poltergeist, e da comunicação, vamos avançar, e continuar firmes, frutos serão colhidos”. “Aproveito para abraçar a Glória Gelváh, Sónia, Sandra e a todos.”
Dr. Hernani fala para Suzuko tomar os remédios na hora certa e também avisa que o Dr. Stevenson vai voltar com o seu material para o Dr. Jim. Bem, creio que o treinamento já foi longe. Para todos deixamos um provérbio indiano:
“Quem é cego?
- Aquele que é incapaz de enxergar o mundo.
Quem é mudo?
- Aquele que é incapaz de dizer palavras amáveis no momento certo.
Quem é pobre?
- Aquele que é atormentado pela ambição desmedida.
Quem é rico?
- Aquele cujo coração está em paz.”
Paz para todos
Hemendra Nath Banerjee

(Psicografia recebida pelo médium Zé Araújo em Blumenau – SC – Brasil.)

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Liberdade de (ex) pressão ?...


O terrorismo está na berra, depois dos ataques terroristas em França, neste Janeiro de 2015. As TV’s e os jornais, paradoxalmente, esqueceram mais de 2 mil mortos na Nigéria, vítimas do terrorismo, em cinco dias, curiosamente na mesma altura em que, em França, eram mortas 20 pessoas. Quase todos os Chefes de Estado rumaram a França, indignados. Nenhum foi à Nigéria…

Estávamos numa mesa de café a saborear um cafezinho bem português, quando íamos ouvindo a conversa na mesa ao lado, em torno do tema em epígrafe.
Desenrolavam-se argumentos a favor e contra esta ou aquela situação, se os “cartoons “ satíricos eram oportunos ou não, se as vidas de 20 franceses valiam mais que 2 mil vidas nigerianas, entre muitas outras observações que, patenteavam o estado social explosivo em que vivemos no planeta Terra.
Das soluções preconizadas para resolver tão dramático problema, todas elas envolviam a violência, como solução para a … violência.
Os problemas sociais, bem como as leis criadas pelo ser humano, neste ou naquele país, têm as suas raízes no íntimo do Homem, daí que, qualquer solução para os dramas sociais que temos no quotidiano, passam inevitavelmente pelo íntimo de cada um de nós.
Queremos ser livres, ter liberdade de expressão, mas quando é para os outros, que pensam de maneira diferente utilizamos sim a liberdade de …. pressão.
Queremos que os outros pensem como nós, falem como nós, ajam como nós.
Somos intolerantes com a diferença, exigindo dos outros aquilo que eles não podem dar. Daí, à violência, é um passo. Começa no lar e, arrasta-se às relações sociais e relações entre Estados.
Queremos ser respeitados, mas não respeitamos os outros.
Quando nos desrespeitam, invocamos o direito ao respeito, quando as nossas atitudes são colocadas em causa, invocamos a liberdade de expressão.
Ser livre, é essencialmente estar em paz consigo mesmo e com os outros.
Ser livre é ter serenidade que, flui do bem-estar interior que, por sua vez, vem da noção do dever cumprido e da consciência tranquila.
Queremos uma sociedade pacífica e, somos belicosos.
Queremos uma sociedade honesta e igualitária e, roubamos, enganamos.
Queremos oportunidades iguais, mas buscamos sempre mais e o melhor para nós, em detrimento do próximo.
Queremos paz no mundo e, semeamos guerras (mentais, nos sentimentos, nas atitudes…).

Só com o respeito pela opinião alheia, com pensamentos, sentimentos
e atitudes pacificadas, conseguiremos ter paz no Mundo

A Doutrina Espírita ou Espiritismo (que não é mais uma seita nem mais uma religião) vem trazer à Humanidade a noção de espiritualidade sadia, independentemente do local onde vivamos no planeta Terra, das nossas convicções.
O Espiritismo ensina-nos que, só seremos mais felizes quando semearmos a felicidade… dentro de nós.
Para isso, urge que cada um faça aos outros o que desejaria que lhe fizessem, se estivesse no lugar do outro.
O Espiritismo ensina-nos que “fora da caridade não há salvação”, demonstrando que somente a fraternidade, o auxílio mútuo desinteressado, geram atitudes e pensamentos elevados que, nos conduzam a patamares superiores de espiritualidade.
O Espiritismo ensina-nos que devemos respeitar o próximo, aceitá-lo como ele é (sem ser conivente com o erro), auxiliar ao invés de criticar, amparar ao invés de acusar, conversar ao invés de gritar, colocar o bem comum acima do bem pessoal.
A decisão é nossa, a de estagnarmos na evolução intelectual e moral, encharcando-nos no ódio, na discórdia, na intolerância ou a de evoluirmos por dentro, pacificando sentimentos, pensamentos e tendo atitudes fraternas, semeando assim um futuro mais pacificado dentro de nós e ao nosso redor.
Quando sairmos da ilha do egoísmo que nos destrói e, conseguirmos sentir carinho por aquele que nos hostiliza, que de nós discorda e, soubermos entender que, apesar de tudo, são apenas opiniões que passam, mas que são seres humanos imortais como nós, então, estaremos a caminho de uma sociedade mais pacificada, pondo em prática os ensinamentos de Jesus de Nazaré (que são universais): “não faças ao outro o que não gostarias que te fizessem” e “amar o próximo como a si mesmo”.
Utopia?
Depende de nós!
A cada um de acordo com as suas obras…