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Sociedade em ebulição...


Olhas p’rá sociedade
Em ebulição
E não descortinas
Uma solução.

Os dirigentes
A governar
Exploram o povo
Além de o roubar.

Todos gritam
Por igualdade
Quando lhe mexem
Na estabilidade.

Todos reclamam
Com razão
Todos querem
Mais, mais “pão”.

Não vêem
Na sua miopia
Que milhões
Morrem por dia,

Sem ter comida
Ou agasalho
Nem casa
Nem trabalho.

A igualdade
É apenas na boca
Pois esquecem
Quem não tem sopa.

A Vida, sábia,
Tudo alterará
Queiram ou não
A Lei funcionará.

A Lei divina,
Lei de igualdade,
Onde nenhum homem
Tem prioridade,

Sobre os demais,
Pois, para Deus,
Na Vida,
Somos iguais.

Esse tempo,
Já desponta,
Excluindo
Erros sem conta.

Aí teremos
Tempo de paz
Com novas almas
Que a Vida traz,

Para ajudarem
A Terra a evoluir
Nos séculos sem fim
Em busca do porvir...

... Pacificado,
Onde Jesus,
Vive na alma
Do encarnado.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, Portugal, em 12 de Novembro de 2012

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O poder do perdão...


Como perdoar
O meu irmão
Se mantenho sujo
O coração?

Como esquecer
A ingratidão
Se mantenho dorido
O coração?

Como amar
O refilão
Se tenho fechado
O coração?

O Amor é o caminho
De todos nós
Pois somente amando
Não estaremos sós

O Amor é o portal
Da partilha, amizade,
Pois somente amando
Conquistamos a humanidade

Desculpar é preciso
Em 1º lugar
Para aprenderes
Depois a perdoar

Sabendo desculpar
Treinas o perdão
Para qu´ ele alimente
O teu coração

Perdoando agora
Poderás Amar
Seja quem for,
Em qualquer lugar.

O poder do perdão
É incomensurável
Toca o coração
Do bom e do miserável

Segue o apelo
De Jesus de Nazaré
Perdoa sempre,
Mantém acesa a fé.

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, no ENL, em 9 de Agosto de 2010, em Óbidos, Portugal

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O meu filho tem um cancro...



Mais uma noite de sexta-feira, no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, em que tem lugar uma conferência espírita, o passe espírita (tratamento bioenergético) e o atendimento em privado, para algum esclarecimento adicional.
Fátima vinha com ar cansado e dolorido, via-se na sua expressão facial, onde as rugas não escondiam as dores da alma.
Contou-nos o seu drama íntimo: o seu filho, de 40 anos, estava na fase terminal de um cancro no cérebro.
Falámos acerca do que a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) pensa do assunto, de como explica as dissemelhanças de oportunidades, alicerçadas na justiça divina e na reencarnação, onde todos somos iguais perante Deus e ninguém é privilegiado.
Conversámos muito, esclarecemos dúvidas.
No dia seguinte, Fátima apareceu com uma amiga no Curso Básico de Espiritismo (gratuito), onde estudamos em grupo, com a maior das naturalidades e sem pretensões de ensinar a ninguém: aprendemos em conjunto.
Fátima voltou, voltou e foi voltando, até que um dia, disponibilizámo-nos para visitar o seu filho.
Ela ficou de ver da viabilidade da visita, sem forçar a vontade alheia.
O filho, céptico, e muito marcado pela vida, acedeu em receber-nos.
Ficámos felizes, pois sempre que temos uma oportunidade de sermos úteis, ficamos sempre em débito para com quem nos proporciona tais serviços ao próximo.
No dia marcado, lá fomos, com naturalidade, sem discursos ocos e preparados, pedindo a Deus que nos intuísse para podermos ser úteis.
Nos primeiros segundos, houve uma grande empatia entre o visitante e o visitado.
Não interessava se era céptico ou não.
Não interessava se era deste ou daquele clube, desta ou daquela cor.
Era um ser humano que está na iminência de largar o corpo de carne, e que estava apavorado em virtude do desconhecido.
Falámos sobre a vida para além da morte, não como crença, mas baseado em factos, em pesquisas científicas que ainda hoje continuam a ser efectuadas.
Falámos da lógica da vida, dos princípios básicos da doutrina espírita, de como a vida continua no mundo espiritual, de vários casos passados connosco que atestam a imortalidade do ser humano.
Acima de tudo ficámos amigos.

Como era bom que todos os moribundos pudessem
ouvir falar de espiritismo, e assim partirem
para o mundo espiritual, em paz e mais serenos…

Voltámos, e agora a conversa era franca: ele sabe que está quase a partir para o mundo espiritual.
Falámos abertamente sobre o que iria acontecer, o que iria sentir, e a confiança estampava-se no seu rosto, levemente molhado por teimosa lágrima que insistia em rolar face abaixo.
Ficámos amigos.
Fiquei de voltar. Não sei se voltarei a tempo…
Combinámos que quem partisse primeiro, ajudaria o outro quando chegasse a hora do outro partir para o mundo espiritual.
Ficou combinado!
Voltei a casa.
Fátima, a sua mãe, dizia-me pelo telefone que se sentia estranha, porque apesar de tudo, estava muito calma, serena, e a encarar tudo com naturalidade.
Achava ela que devia andar triste, a chorar pelos cantos, a lamuriar-se. Tinha até complexo de culpa por não se sentir mal.
Fátima dizia que com o que tem aprendido no centro espírita e com os livros de Allan Kardec, que parece que a sua vida mudou.
Claro que mudou!
Ao entender o porquê da vida, o ser humano acalma-se, esclarece-se, consola-se,  percebendo que tudo na vida se encadeia dentro das leis divinas, que são eternas, imutáveis e justas, que a vida continua, e cada um de nós só passa por aquilo que precisa, para a sua evolução espiritual, tendo em conta as suas opções do passado e do presente.
Regressando a casa, meditava na grandeza da mensagem espírita, que, esclarecendo, consola, e consolando faz com que as pessoas vivam melhor o seu quotidiano, na certeza de que a vida continua, baseada em factos e não em crenças cegas.
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei”, diz-nos o Espiritismo, que também nos ensina que fora da caridade não há salvação. 

Novembro 2012

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A prostituta...


Mariana aprisionou-se
Nas garras do prazer
Esquecendo-se que um dia
Seu corpo ia falecer

Presa nas emoções
Do lucro imediato
Entregou-se no quotidiano
Ao branco, preto, mulato

Esbelta e bonita
Clientes não faltavam
A todos satisfazia
E todos a adoravam

A musa do sexo
E de tanta fantasia
Era por outras cobiçada
Tirava-lhes a freguesia

Tanta inveja instilou
E da soberba vivia
Que um dia faleceu
Sufocando em pleno dia

Vítima da inveja
Sorvera fino veneno
Que lhe fora ofertado
Com’ um chá ameno

No mundo espiritual
Tudo era escuridão
Queria vingar-se
Mas tentava em vão

Desorientada na nova vida
Sofreu a escravidão
Dos que a acompanharam
Na alcofa da lassidão

Espíritos enlouquecidos
No sexo desregrado
Sugavam-lhe as energias
Do espírito mirrado

Após muito sofrer
Lembrou-se de Jesus
Orou com fervor
Até que viu uma luz

Mariana minha irmã
Tua prece foi ouvida
Jesus autorizou
Que fosses recolhida

Nascerás de novo
No teu bordel
Como filha de Joana
E como pai o Manuel

Aquela que te matou
Será agora tua genitora
Criando-te com o carinho
Que não teve outrora

Filha de prostituta
Terás outros horizontes
E com muita luta
Superarás tuas fontes

Se venceres na Vida
Tamanha provação
Quando voltares
Terás melhor reencarnação

E assim Mariana
Nasceu na Terra
Onde todos corrigimos
Aquilo em que erra

Utiliza o sexo
Com parcimónia
Pois ele não existe
Pr’a que sejas um estroina

Sexo e equilíbrio
São parceiros ideais
Para com equilíbrio saíres
Da Terra dos mortais…

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, no ENL, em Óbidos, Portugal, em 12SET2011

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A ilusão da morte...



Viajamos na vida, sem saber o que ela encerra. Uns acreditam que após a morte do corpo de carne nada mais existe (os materialistas), outros não cogitam desse assunto (os agnósticos), outros defendem a imortalidade do Espírito (os espiritualistas), sendo que, neste campo, as explicações são tão diversificadas quanto o número de religiões, doutrinas, ideias que existam no mundo.

A Doutrina Espírita (ou Espiritismo), não é mais uma seita nem mais uma religião, mas sim uma ciência de observação, que nos leva a conceitos filosóficos, e a uma moral que assenta nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. Esta doutrina tem por princípios básicos a existência de Deus, a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados. Está assente na lógica, na razão, na observação dos factos espíritas e explica a natureza, origem e destino dos espíritos, bem como as relações existentes entre o mundo espiritual e o mundo terreno.
Com o aparecimento do Espiritismo em 18 de Abril de 1857, no lançamento da monumental obra “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, comprovou-se que a vida continua após o decesso do corpo carnal, provas essas que têm vindo a ser confirmadas pelas múltiplas pesquisas de muitos cientistas e pesquisadores não espíritas, desde então.
Hoje em dia, a Doutrina Espírita é um preciso auxiliar da medicina, nomeadamente da Psiquiatria e da Psicologia, auxiliando estas ciências a entender o ser humano numa perspectiva integral (alma + corpo espiritual + corpo carnal) e não apenas como um amontoado de células orgânicas.
Aprendemos com o espiritismo que todos os nossos actos, omissões, pensamento e sentimentos se repercutem em nós próprios em primeiro lugar, trazendo-nos paz, felicidade ou inquietação, conforme o padrão mental em que estejamos a vibrar no nosso quotidiano.
Recordando as palavras sábias de Jesus, “a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória”, vemos aqui a lei de causalidade ou lei de causa e efeito.
Somos assim, senhores do nosso destino, temos o livre-arbítrio de agir bem ou mal, com ou sem intenção, fraternal ou egoisticamente, mas um dia, após a morte do corpo de carne não poderemos fugir de nós próprios, arcando com as consequências dos nossos actos, quer no mundo espiritual, quer em vidas (reencarnações) futuras, aurindo a tranquilidade ou a inquietação geradas por nós próprios.
Daí podermos encontrar tanta dissemelhança de oportunidades, de estados de alma, de estados físicos nos seres humanos, ao longo da vida, interrogando-nos onde está a presença divina perante tais desigualdades.

Hoje em dia, a Doutrina Espírita é um preciso auxiliar da medicina,
nomeadamente da Psiquiatria e da Psicologia

Sem a explicação da reencarnação, sem dúvida que encontraríamos um Deus displicente, que dava oportunidades diferentes aos seus filhos.
Actualmente, a reencarnação, apesar de aceite por cerca de 75% da população mundial, deixou de ser mais uma crença para ser um facto científico (estudem-se as pesquisas de crianças que se lembram de vidas passadas, os meninos-prodígio, as comunicações espirituais e as terapias a vidas passadas) do qual não adianta fugir.
O roteiro para a felicidade foi-nos dado por Jesus de Nazaré há mais de 2 mil anos: “Não façais ao próximo o que não desejais para vós mesmo”; os conhecimentos estão ao dispor de todos e em todo o lado; a noção de bem e de mal é inata ao ser humano através da sua consciência, pelo que um dia teremos de prestar contas dos nossos dons que Deus nos deu.
Uns dirão que não sabiam, outros que não aproveitaram bem o tempo, e aqueles que se esforçaram para terem êxito espiritual, olharão com pena para os seus irmãos mergulhados em futuras e duras expiações, por muito terem abusado nesta vida, da vida do próximo, dos dinheiros públicos, do egoísmo, da falta de rectidão no seu proceder e no seu carácter.
E a vida continua, prenhe de oportunidades evolutivas ao nível intelectual e moral, na certeza de que cada um colherá de acordo com o seu estado íntimo, dentro do aforismo “a cada um de acordo com as suas obras”.
Oxalá nós não estejamos no grupo daqueles que dirão: “Ah, se eu soubesse…”.
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar tal é a lei” diz-nos o Espiritismo, incentivando o homem à fraternidade lembrando um dos ensinamentos dos benfeitores espirituais: “Fora da caridade não há salvação”. 

Bibliografia:
“O Livro dos Espíritos”
“O Evangelho segundo o Espiritismo”, (ambos de Allan Kardec) 

2

O invejoso...


Andava o Zé Mota
Na sua motorizada
D’um lado para o outro
Na vida agitada

Uma vez por outra
Cruzava-se com o João
Presidente da Câmara
No seu belo carrão

Nesse momento
Um raio invejoso
Atingia o carro
Do João “poderoso”

Zé Mota invejava
O êxito do João
E não se apercebia
Do aperto no coração

Tal aperto era
Influência do Ricardo
Que o incentivava
À inveja, com’um petardo

Zé Mota era infeliz
No seu dia-a-dia
E infelicitava também
A esposa, filha e a tia

E assim viveu
Até morrer
Com inveja por dentro
Sempre a corroer

Cuidado amigos
Com tal proceder
Pois invejar o próximo
Só faz sofrer

Estai atentos
Ao pensamento
Para que nunca entre
Inveja no momento

E com esse cuidado
Viverás muito melhor
Do que o Zé Mota
Que invejou até ao estertor

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC em 17 de Julho de 2012, em Óbidos, Portugal

3

Casa assombrada...


Chamas-me assombração
Porquê meu irmão?
Só porque estou preso
À minha mansão?

Não gosto desse nome
Parece-me irreal
Eu sou pessoa
Um ser normal

Medo de assombração
É puro desconhecimento
Porque temer o ser
Após o falecimento?

Casas assombradas
São locais normais
Onde estão os vivos
E os outros “imortais”

Habitando o mesmo espaço
Eles querem comunicar
Vocês não ouvem
O que querem falar?

Provocam ruídos
De pôr os cabelos em pé
Para alertar os “vivos”
Que o Espírito vivo é.

Tanto barulho, incómodo
Serve para alertar
Que a morte não existe
Que a vida vai continuar

Assombração é um ser
Como tu meu amigo
Não há que temer
Não oferece tanto perigo

Utilizam ectoplasma
Das pessoas presentes
Para provocarem ruídos!
São almas doentes…

Estudando o espiritismo
A situação fica clara
Deixa de ser medonha
P’ró o Zé ou p’rá Mara

E sempre que houver
Uma assombração
Fala com o Espírito
Faz uma doutrinação

É alguém que precisa
De apoio, orientação
Não temas, ora por ele,
Pois és seu irmão.

Poeta alegre
Psicografia recebida no início da palestra sobre casas assombradas, efectuada no CCE, Portugal, no dia 16 de Dezembro de 2005 

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Mercadores de gente...


Sou mercador, mercador
Viajo sem cessar
Rasgando ondas, oceanos
Para escravos comerciar.

Largo tudo na vida
Para o ouro buscar
Família, terra, conforto,
Para escravos comerciar.

Para Angola vamos
Com o peito a arfar
Pegando escravos
Escravos para comerciar.

Donos do destino
Pensamos na vida mandar
Desfazendo famílias
Para escravos comerciar.

Viagens sem fim
Ao Brasil fomos dar
Levando na bagagem
Escravos para comerciar.

A Portugal voltámos
Com ouro a tilintar
Esquecendo dores, soluços,
Dos escravos para comerciar.

Vivemos na opulência
Na vaidade sem parar
Esquecendo que a vida
Volta para nos cobrar.

Lutas reprimidas
Abandonos e dores
No mais Além
Fizeram teus terrores

Não se foge
Do que se faz
Seja padre, militar,
Comerciante ou capataz.

Nessa terra imortal
Somos desmascarados
Pelo bem ou pelo mal
Que nos deixa marcados

Voltámos do Além
Para em Angola reencarnar
Reparar o que faltava
Com os escravos para comerciar

Perder terra, bens
Começar outra vez
Experimentar na pele
O mal que se fez.

Assim aprendemos
Que somos iguais
Seja onde for
Somos sempre imortais

Mercadores de escravos
Voltam agora
Para salvar almas
Ajudar sua melhora.

Trocar o ouro pelo bem
É o seu ideal
Pôr em prática o Evangelho
Para reerguer Portugal

Povo intrépido e valoroso
Com chama e ideal
Não te apagues na apatia!
Não te afundes, Portugal!

Teu roteiro é velho
Mas muito actual
Difundir o Evangelho
Evangelizar Portugal.

E depois com essa luz
A outros estender
Para que aprendam o bem
E o bem possa crescer.

Os mercadores de gente
São gente afinal!
Mudaram de atitude
No Brasil e em Portugal.

Depois da amarga lição
Não querem outra igual
Têm compromisso com o bem
O bem é o seu ideal.

Bem-haja pela mudança
Algum dia tinha de ser
De mercadores de gente
A gente que quer crescer.

Esse é o ritmo da vida:
Devolve o que damos!
Semeamos e colhemos,
E a vida valorizamos.

Se mercador quiseres ser
Que o sejas de Amor
Pois comerciar gente
Só te trouxe horror.

E com essa lição
Aprendeste a fraternidade
Ninguém lesa impunemente
Na busca da felicidade.

Psicografia recebida por JC, nas Caldas da Rainha, Portugal

1

Problemas sociais...


Todos falam
Em problemas sociais
Mas poucos pugnam
Por soluções globais

O interesse pessoal
Fruto do egoísmo
Sobrepõe-se ao bem geral
Levando-nos ao abismo

Desemprego, lutas,
Cataclismos, violência,
São típicos d’uma sociedade
Em estado de decadência

A solução foi dada
Há dois mil anos
Jesus ensinou o Amor
Que impede mil enganos

Fazer ao outro
O que para si gostaria,
É a solução social
Que a paz traria

Na perturbação
Confia na espiritualidade
Que nunca nos falta
No meio da dificuldade

Quando o problema vier
Trazendo perturbação
Rejeita o suicídio
Que jamais é solução

Com calma, confiança,
Esforço e humildade
Juntos ultrapassarão
Tempos de impiedade

Logo mais virão
Novos espíritos, superiores,
Que pela reencarnação
Acabarão com os horrores

Uns irão embora
Para não mais voltar
Enquanto espíritos nobres
Estão a reencarnar

E assim se cumprirá
A profecia que não erra
Bem-aventurados os mansos
Porque herdarão a Terra.

Poeta alegre
Psicografia de JC recebida no ENL em 5 de Março de 2012, em Óbidos, Portugal.

0

Suicídio não é solução...


Tal como no mito da caverna
Descrito por Platão
Também o Homem d’agora
Vive preso na ilusão

Do materialismo paralisante
Que o inebria no quotidiano
Fazendo do bezerro d’ouro
O seu prémio de fim d’ano

Desconhece o pobre coitado
A sua condição espiritual
Tal como o Homem da caverna
Desconhecia a luz do Sol

Preso no materialismo
Rapidamente fica exausto
Buscando desenfreadamente
Prazer e muito fausto

Quando não os encontra
E entra em depressão
Perde o interesse na vida
Vê o suicídio como solução

Alertai a humanidade
De tão grave ilusão
Esse acto de leviandade
Não é a solução

A vida continua
Diziam os antigos
Kardec confirmou
C’os Espíritos amigos

Dando provas
Da imortalidade
P’r ajudar a salvar
A humanidade

Cientistas pesquisam
O que Kardec encontrou
Que afinal quem morreu
Do Além voltou
  
Os mortos estão vivos
Tão vivos como nós
Incentivam-nos à Vida
Não ao suicídio atroz

Comprovam a reencarnação
Com dados inquestionáveis
Para entendermos a tolice
Dos suicídios reprováveis

Se a vida continua
Como a ciência evidencia
Matar-se na vida
É falta de pontaria

Anima-te amigo
Seja qual for a dor
Não estás só
Deus é Amor

Se souberes porfiar
E com fé prosseguires
A provação vai acabar
Acabarás a sorrir

A vida é bela
Seja como for
Do cego ao rico
A vida é uma flor

Que nos compete apreciar
Com enlevo e alegria
Sorvendo o perfume
Que nos traz cada dia

Sempre que pensares
Na tua cruz
Não te esqueças
De orar a Jesus

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC no ENL, em Óbidos, Portugal, em 22 de Março de 2012

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O "cego"...


João era “cego”
Mas não o sabia
Pensava que “via”
No seu dia-a-dia

João, o “cego”
Era materialista
Só existia
O que estav’à vista

Comer, dormir,
Divertir, trabalhar,
Fazia o “cego”,
Sem “enxergar”

João era “cego”
E vivia como quem vê
Alimentava o ego
Ao ver-se na TV

João, o “cego”
Era um VIP
Até que um dia
O coração fez…click!

Entrou no Além
Sem dar por isso
Perturbado, fugia,
De tamanho rebuliço

Só mais tarde soube
Fora “cego” na Terra
Desconhecera o Além
Sua vida, uma “guerra”

João, o artista
Homem da sociedade
Vivera como “cego”
Perante a realidade

Só então se apercebeu
Que agora enxergava
A vida espiritual
Que na Terra desprezava

Se “vês”, toma cuidado,
Pois podes não enxergar
O que muito cego
Enxerga sem olhar

Abre os olhos da Alma
Para a imortalidade
Ama, tolera e serve
Toda a humanidade

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, na palestra no CCE, C. Rainha, em 16 de Setembro de 2011.

2

Zé teimoso...


Impiedoso, cruel,
Era o Zé teimoso
Fazia tanto mal,
O mal dava-lhe gozo

Tinha poder, dinheiro,
O Zé teimoso
Que até os ricos
O viam grandioso

De tanta teimosia
Ele enriqueceu
Lutou, roubou, matou,
Até que enlouqueceu

No manicómio
Contava notas virtuais
Os outros gargalhavam
Com esses rituais

Quando chegou a hora
Zé teimoso faleceu
Entrou no Além
Onde encontrou breu

Contava dinheiro
Fazia-se imponente
Ninguém lhe ligava
Era um indigente

Anos a fio correram
Em tamanho sofrimento
Que um dia uma luz viu
E o aliviou no momento

Da luz saiu
Uma forma humana
Que o vinha buscar,
Sua tia Germana

Foi recolhido
Para melhor lugar
Onde viu sua vida
Com outro olhar

Chorou, chorou,
Com amargura
Pediu para reencarnar
Com muita agrura

Era a culpa
A chagar o coração
Pelo mal que fizera
O Zé teimosão

Espírito luminoso
O abordou
“Voltarás à Terra,
Jesus concordou”

Voltarás como médium
Para tua rectificação
Apoiarás o encarnado
E os da outra dimensão

De tal modo
Levou a peito a missão
Que António, nascido,
Tinha gosto pela oração

Como médium, serviu,
Com amor e dedicação
Serviu até morrer
E sem levar um tostão

Poeta alegre

Psicografia recebida por JC, na reunião mediúnica do CCE, Caldas da Rainha, Portugal, em 21 de Fevereiro de 2012