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Solução para a aflição...


Ergues os olhos ao céu
Perante tant’aflição
Mas o Amor será sempre
A eterna solução

Aflito, pedes a Deus
Que te proteja no futuro
Mas a fé será sempre
O teu porto seguro

Rogas à espiritualidade
Perante tanta insegurança
Mas a confiança será sempre
O padrão da esperança

Olha a Natureza,
Dela colhe a lição
As aves não semeiam
E sempre têm seu pão

Seja qual for
A dificuldade
Faz a tua parte
Confia na divindade

Somente possuis
O que tens no coração
Segue confiante
Amparando teu irmão

Se assim fizeres
Viverás em paz
E quando morreres
Contigo a levarás

Quando a aflição vier
Toma a medicação
Uma colher de fé
Antes ou depois da refeição

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, Portugal, em 20 Agosto 2012

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Atitude...


O triste vê no problema
Um problemão
E caminha na vida
De olhos no chão

O indiferente vê no problema
Uma mera ilusão
E caminha na vida
Como um brincalhão

O espírita vê no problema
Uma oportunidade
De ser mais feliz
D’ aumentar a espiritualidade

Confia em ti, em Deus
E no teu guia espiritual
Pois a quem porfia no bem
Nada acontece de mal

Poeta alegre
Psicografia recebida para o AS, por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, em 19 de Junho de 2012

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História de uma abortadeira...


História estranha
A da Gertrudes
Que vou contar
Falando de atitudes

Gertrudes parteira
Ajudava a parir
Mas com as dificuldades
Mudou o seu agir

Encontro furtivos
Acabavam em fecundação
Procuravam em Gertrudes
A criminosa solução

De início não queria
Tal procedimento ter
O dinheiro falou mais alto
Dando azo ao mal proceder

De dádiva de Deus
Ajudando à Vida
Passou a matar
Indesejados na “barriga”

Gente fina da "Corte"
E da fidalguia
Procuravam Gertrudes
De noite e de dia

Ficou conceituada
Junto dos afortunados
Mal sabia ela
Que eram obsidiados

Os filhos repudiados
Envolviam os progenitores
Perseguindo-os sem dó
Criando novas dores

Gertrudes estava diferente
Não sorria com beleza
Trazia o cenho cerrado
Fruto de tal vileza

Um dia desencarnou
Momento fatal!
Adentrou o Além
Muito mal, muito mal!

"Assassina, assassina"
E outros impropérios ouviu
Seu espanto era enorme
Pois a vida prosseguiu!!!...

Afinal era verdade
O que a Igreja dizia
A vida continuava
Mais ou menos fria

Após anos de sofrimento
Junto dos seus iguais
Chorou amargamente
Clamando pelos pais

Sua mãe, senhora boa,
Generosa de coração
Foi recolher a filha
Com superior autorização

Gertrudes entendeu
Os ditames da vida
Recuperou-se no Além
Para nova “corrida”

Viria a reencarnar
Em família generosa
Após o casamento,
Ficou desgostosa

Engravidar não conseguia
O que mais desejava
Carregar no ventre
O ser que almejava.

Tratamentos, mais tratamentos,
Com igual resultado
Engravidava e abortava
O bebé desejado

O marido desgostoso
De filho varão não ter
Logo a trocou por outra,
Aumentando seu sofrer

Gertrudes conheceu o espiritismo
Que lhe acalmou o coração
Queria trabalhar com crianças
Formou-se em Educação

Hoje é educadora
Em nobre instituição
Recolhe os abandonados
Iniciando a reabilitação

Novo companheiro encontrou
Que a apoia no ideal
É mais feliz agora
Com o bem que apaga o mal.

O Amor é uma borracha
Que apaga o mal
Que trazemos no coração
De outras vidas afinal

Deus é amor
Não é carrasco, não senhor
A todos dá oportunidade
De resgatar sua dor

Se o aborto fizeste
Não sintas culpa
Levanta a cabeça
E vai à luta

Embrenha-te no bem
Seja em que área for
Pois o bem que fizeres
Aumentará o teu amor.

Esse bem diluirá
Os erros cometidos
O bem alivia a alma
Dos seres sofridos

O importante é que agora
Que conheces o espiritismo
Não repitas tal façanha
Senão cais no abismo

A responsabilidade é proporcional
Ao conhecimento de cada um
Por isso não te deprimas
Ama tudo e todos: um a um.

Assim conseguirás
Superar o erro passado
Libertares-te da culpa
Auxiliando com agrado

Hoje é mais feliz
Que outrora, quando rica
Já não é abortadeira
Aos abandonados se aplica

Esta história de vida
Mostra o amor de Deus
Que não é o carrasco de Moisés
Nem o ausente dos ateus

A Vida é oportunidade
De corrigir com alegria
O erro de outrora
Que nos fazia “azia”

O Amor é a solução
Para todas as situações
Ama, ama sempre,
E encontrarás as soluções

Vive sempre com alegria
Sejam Gertrudes ou não
Deus esperta de ti
A tua colaboração

Poeta alegre
Psicografia recebida em Óbidos, Portugal no dia 5 de Novembro de 2005

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Filho-problema


Filho turbulento
Precisa de atenção
Não basta alimento
Nem repressão.

É preciso atenção
À educação espiritual
Aos poucos preparar
Para corrigir o mal

Filho quer atenção
A todo o momento
Filho não é ilusão
Nem é tormento

É ensejo que Deus dá
Para auxiliar
Alguém sofrido
Que quis reencarnar

Ser pai e mãe
É ser educador
Não basta alimentá-lo
É preciso dar Amor

Amor é corrigir
Tendências inferiores
Que o petiz traz
De vidas anteriores

Nem sempre os pais
Têm essa lucidez
Crie-os com amizade,
Seja cortês

Paciência, paciência
É a palavra de ordem
Para filhos-problema
Que provocam desordem

Falem-lhe de Jesus
"Amoleçam" seu coração
Para que cresça fortalecido
Na prática da oração

Poeta alegre
Psicografia recebida na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 21 de Dezembro de 2005

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História do sexo...


A história do sexo
É algo dramática
Mais complicada
Que a Matemática

Mal usado desde sempre
Tem trazido sofrimento
A homens e mulheres
Doutro e deste tempo

O sexo em si
Nada tem de mal
O que mal está
É torná-lo banal

Sexo com Amor
É de origem divina
Faz bem ao coração
E o casal ilumina

O homem ainda sofre
Por o ter mal usado
Usou-o como ferramenta
Como usa um machado

Nos tempos de hoje
Com mais espiritualidade
O sexo já é usado
Com mais probidade

No futuro será
Fonte de emoções puras
Quando as almas unidas
O usarem sem agruras

Se Freud aqui estivesse
Diria que tudo está mal
Tudo deriva do sexo
E nada do espiritual

Hoje sabemos
Que é o contrário
O Espírito em si
É o próprio sicário

Dia virá em que
A humanidade
O utilizará
Com naturalidade

Não sendo
Fonte de paixões
Despertará no espírito
As melhores emoções

Esses tempos
Estão perto
Estejam atentos
De olho bem aberto

Para não caírem
Nas tentações
Em que escorregam
Milhões e milhões.

Poeta alegre
Psicografia recebida em 24 de Janeiro de 2012, por JC na reunião mediúnica do CCE, Caldas da Rainha, Portugal.

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O Padre...


Venho de longe
Para contar
O meu caso
Que é de pasmar!

Fui Padre
Dava penitências
Perdoava pecados
Tinha reverências

O Poder ofuscou-me
E a matéria também
quando dei por ela
só queria vintém, vintém

Com grande oratória
E porte esbelto
Era por uns admirado
Por outros tido como esperto

Ouvindo em confissão
Damas frustradas
Muitas vezes as orientei
Comigo deitadas

Quando dei por ela
Era Padre sem o ser
Mas já estava viciado
No que me havia de perder

Fui envelhecendo
Perdendo a beleza
Agora somente o Poder
Era a minha realeza

"Bom dia, Sr. Padre"
Cumprimentava o Sr. Zé
"Deus o abençoe, irmão"
Falava eu sem fé.

Nem sei se acreditava
Na vida imortal
Ser Padre era profissão
Não se ganhava mal

Quando a morte veio
Fiquei em aflição
Agora o que vai ser?
O fim, o inferno, o perdão?

Dei por mim vivo
Ao lado do caixão
Todos me elogiavam
O "nobre" coração

Oh, quanta dor
Ao ouvir tanto elogio
Afinal fora fingido
Enganando de fio a pavio

Inquieto fiquei
Adveio escuridão
Pensei: estou vivo
Que fazer na imensidão?

Fazia o sinal da cruz
Ritual da liturgia
Vozes galhofeiras
Ouvia noite e dia

Orei sem orar
Pensando ter o Poder
Do pobre Padre
Q' agora não sabia que fazer

Risos e mais risos,
Empurrões, palavrões,
Mostrei o crucifixo
Pensando em soluções

Senti-me um verme
Sem qualquer Poder
Duvidei de Deus
Queria morrer

Todas as minhas faltas,
Erros, abusos, omissões,
via repetidamente
como alucinações

Só aí me apercebi
Do quanto errara
Tinha sido Ministro de Deus
E a ninguém amara

Chorei copiosamente
Pedi ajuda divina
Meu choro foi sincero
Aliviou a alma minha

Ténue luz ao fundo
Fez-me correr com emoção
Espírito nobre me buscava
"Vem: está na hora meu irmão."

Não imaginam a vergonha
Que senti quando recolhido
Pelos samaritanos de Jesus
que me livraram do perigo

Era Padre e já não era
Eu não era ninguém
Ao ver a real humildade
Chorei, vezes cem...

Alma feminina, bondosa
Me acarinhou o coração
Acalma-te, tudo passa,
Vida nova, meu irmão

Só aí me apercebi
Que ser "grande" na Terra
É meio caminho andado
Para ser o que muito erra

Seres luminosos eu via
Que miseráveis tinham sido.
Sorriam com amizade
Ao Padre mal agradecido

Tanta vergonha tive
Que só tinha uma solução
Prometer reerguer-me
Entreguei-me à oração

Aprendi posteriormente
Que cada um é o que faz
E que perante Deus
Ser duque ou terno, tanto faz

Somos cartas
Do divino baralho
E depois de tanto erro
Voltamos ao trabalho

Voltarei à Terra
novamente como prior
Para ver se desta vez
No fim levo a melhor.

A posição social
Nada vale meu irmão
Aumenta a vaidade
E ajuda-te no trambolhão

Se puderes, passa despercebido
Amando, servindo na rectaguarda
Pois mesmo que ninguém note
No céu Deus te guarda!

Um Padre vosso amigo.
Poeta alegre
Psicografia no ENL, em Óbidos, Portugal, por JC, em 10 de Outubro de 2011

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A roda da vida...


Diz o religioso
Ao ateu
"Só vais p’ro céu
Se fores como eu"

Diz o adepto
Desta religião
"Se não for como eu
Não terá salvação"

Diz o ateu
No quotidiano
"São uns pobres diabos
Do católico ao muçulmano"

Todos eles
Muito orgulhosos
Vivem à grande
Com futuros dolorosos

Que virão depois
Do corpo morrer
Ao verem então
O erro do seu ser

Mas a roda da vida
Gira sem cessar
Uns desencarnam,
Outros a reencarnar

Assim, aos poucos
A Terra vai mudando
Com novas gentes
No seu comando

Por isso, irmão,
Não desanimes
Quando diariamente
Vês muitos crimes

Jesus, irmão maior
Permanece no leme
Deste planeta
Em evolução perene

Pugna pois
Por não perderes
A roda da vida
Nos teus afazeres

Faz sempre o bem
Seja a quem for
E a roda da vida
Trará muito Amor

Nessa altura
Não haverá religião
Apenas o Amor
De irmão para irmão

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, no ENL, em Óbidos, Portugal, em 27 de Fevereiro de 2012.

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Ser mãe...


Oh mãe, tarefa nobre
Por Deus abençoada
Trazes no ventre
Um’alma necessitada

Tarefa atrás de tarefa
Para que o rebento cresça
E um dia seja gente
Sem que nunca esmoreça

Mas, nem sempre
Assim acontece
Por vezes a ingratidão
Recebes como prece

Ainda assim, servidora,
Pedes ao meigo Jesus
Pelo filho perdido
Nos caminhos sem luz

As lágrimas de mãe
Têm especial condão
Vão direitas ao céu
E resposta com prontidão

Mesmo que a dor
Demore muito tempo
O amor de mãe
Não esquece seu rebento

E muitas vezes é ele
O suporte final
Que permite o amparo
Ao filho boçal

Aprendamos com as mães
A amar sem condições
Senão, um dia, a vida
Nos exigirá mil perdões

A Amor é o caminho
De todos por igual
Mas o Amor de mãe
É um Amor “especial”.
  
Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, em Óbidos, Portugal, em 20 de Agosto de 2012 

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O Melindre...


O João falou
O outro não gostou
Ficou amuado
Logo se melindrou

Foi p’ra casa pensar
Qual seria a reacção
Pensou, pensou,
E passou à aversão

Cada dia que passava
Mais se melindrava
E não se apercebia
A causa fora uma palavra

De tanto magicar
Ficou acabrunhado
Triste, carrancudo,
Com ar de cansado

As células corporais
Lutavam sem glória
Contra os tóxicos mentais
Que exalavam da “história”

Até que um dia
Acordou adoentado
Sem vontade de comer
E muito irritado

“Doutor, estou doente,
Não sei o que comi,
Dê-me um remédio
Pois peso já perdi”

O médico, psicólogo,
E espírita de ideal,
Identificou o melindre
Como causa do mal

Receitou-lhe o Evangelho
Como leitura obrigatória
Que orasse pelos inimigos
E pela sua vitória

Receitou ainda
O passe espirita
Que é remédio santo
Para quem se irrita

Aos poucos melhorou
Com a nova medicação
E logo identificou
O porquê da aflição

Melindre é tóxico
P’ró corpo e p’rá alma
E tem como solução
Muita calma, muita calma

Com o espiritismo
Aprendeu a perdoar
Pois caso contrário
O corpo iria intoxicar

Refugia-te na oração
Quando o melindre aparecer
Segue na tua direcção
Sem nunca esmorecer

Quem caminha com Jesus
Torna-se mais saudável
Com a mente em paz
Sem o melindre detestável.

Poeta alegre
Psicografia recebida no ENL, por JC, em Óbidos, Portugal, em 1 de Março de 2012

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Exemplos a seguir...


O cumprimento do dever não é somente um dever militar. É um dever de todos. Mas que tem isto a ver com o Espiritismo? E com a GNR? E com a sociedade em geral? Ora venha daí, e façamos uma incursão pelo Portugal profundo, ao Portugal dos “pequeninos”…

Allan Kardec, o eminente sábio parisiense, que em meados do século XIX compilou a Doutrina Espírita (ou Espiritismo – que não é mais uma seita nem mais um religião), lançando “O Livro dos Espíritos” em 18 de Abril de 1857, refere na questão 918 do referido livro, a propósito do “homem de bem”: “O verdadeiro homem de bem… é bom, humano e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças nem de crenças…”.
A notícia surgiu no “Facebook” (uma rede social na Internet), que pude confirmar no “Facebook” da Guarda Nacional Republicana (GNR), em 11 de Agosto de 2012:
Três militares do Posto da GNR de Serpa, depois de terem conhecimento por parte de um guarda estagiário, que um idoso de 79 anos vivia em condições degradantes, tomaram a iniciativa e apoiaram todo o percurso de restabelecimento do idoso, zelando pela sua alimentação, higiene e saúde, para que este encontrasse de novo o seu bem-estar. O idoso encontra-se agora estável e entregue a entregue aos cuidados de um Lar.”
Não pude deixar de pensar nesta belíssima passagem de “O Livro dos Espíritos”, e de sentir que, o bem não tem rosto, nem hora, nem local, nem raça. O bem é sempre o bem, e nunca deve deixar de ser colocado em prática, independentemente de ser levado a público ou não.
Este acto de humanismo por parte dos militares da GNR, encarna a postura normal da sociedade do futuro, onde o homem, cônscio dos seus deveres ético-morais, da sua imortalidade, da reencarnação, fará todo o bem sem olhar a quem, na certeza de que, somente fazendo ao próximo o que desejamos para nós próprios, conforme nos ensina a Doutrina Espírita, estaremos trilhando o caminho do bem-estar interior e da evolução moral, que é inevitável na nossa vida, ao longo das várias reencarnações (volta do mesmo Espírito em corpos diferentes).

O verdadeiro homem de bem é bom, humano e benevolente
para com todos, porque vê irmãos em todos os homens,
sem distinção de raças nem de crenças…

Joana é trabalhadora numa fábrica, onde, fruto da sua competência e assiduidade, foi-lhe atribuído pela entidade patronal, um prémio de produtividade, a repercutir-se com carácter permanente no seu vencimento mensal. A Joana é espírita, tenta cumprir o seu dever e fazer o seu melhor, conforme lhe ensina a Doutrina Espírita.
Há meses recebeu uma informação da entidade patronal que o prémio de produtividade iria ser retirado, por causa da “crise”, com acções intimidatórias, próprias de quem não entende que ser patrão é uma função de alta responsabilidade espiritual na Terra, e que cada um de nós será chamado perante a própria consciência, ao respectivo acerto de contas. Após a morte do corpo de carne, e em futuras reencarnações, repararemos os erros até então cometidos, dentro do ensinamento de Jesus de Nazaré de que “a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória”.
Joana, de uma forma pedagógica e sem rancor ou ódios desnecessários e perigosos, meteu uma acção em tribunal contra o acto abusivo da entidade patronal, tendo ganho a acção. Quando receber as verbas em falta, Joana, numa atitude de carácter nobre e pedagogicamente, vai doar a referida verba para instituições de caridade.
Em “O Livro dos Espíritos”, na sua questão 684 “O que pensar daqueles que abusam da sua autoridade, impondo aos seus inferiores um excesso de trabalho? , os Espíritos superiores respondem: “É uma das piores acções. Todo o homem que tem o poder de comandar, é responsável pelo excesso de trabalho que impõe aos seus inferiores, porque transgride a lei de Deus”.
Dizem-nos os Espíritos amigos, que o planeta Terra está a passar por um processo de transição, em que passará de um mundo de expiação e provas, para um mundo de regeneração (ver “O Evangelho Segundo o Espiritismo”), deixando de ser um planeta onde o mal domina (actualmente), para passar a ser um local onde o bem se sobreporá ao mal.
A Doutrina Espírita aponta-nos sempre a mudança íntima, em busca dos valores ético-morais que Jesus de Nazaré nos deixou, quando esteve encarnado (no copo de carne) na Terra.
Ao vermos esta atitude nobre da GNR de Serpa, e ao vermos esta atitude de serenidade em busca da justiça por parte de Joana, para que não existam outras Joanas no futuro naquela empresa, vamos vislumbrando uma mudança nas aspirações das pessoas, uma mudança na sua coragem moral, de dar o exemplo de fraternidade e sede de justiça, na certeza de que o mundo será tão mais rapidamente um local melhor, quanto mais rapidamente, todos nós, seres humanos, fizermos por isso.
A cada um de acordo com as suas obras”, referia Jesus de Nazaré!
Que cada um faça a sua parte, sem cogitar com a dos demais, e todos viveremos melhor e mais felizes. 

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Amor e... Tecnologia !!!


Nesta era
Do computador
Se pudesse
Digitava: Amor

Nesta era
Da tecnologia
Se pudesse
Dava alegria

Nesta era
Da automação
Se pudesse
Acabava a solidão

Nesta era
Da comunicação
Se pudesse
Dava a mão

Nesta era
Da televisão
Se pudesse
Desligava o botão

Nesta era
Fascinante
O homem vive
Com’um ruminante

Engole, engole
Tanta informação
Que demora tempo
A dar-lhe vazão

E de tanta
Informação ter
Esquece-se
Que é um Ser

Nesta era
De evolução
Não esqueças
O teu irmão

O ser humano
Está primeiro
Pese embora
Tanto aparelho

Tecnologia
Com Amor
É porta aberta
Ao fim da dor

Tecnologia
Com isolamento
É caminho
Para tormento

Os tempos são outros
As vidas também
Mas o Evangelho de Jesus
Actualizado se mantém
  
Poeta alegre
Psicografia recebida por JC, no ENL, em Óbidos, Portugal, em 12 de Abril de 2012