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Católicos falam com os Espíritos


Falar com os espíritos, através de médiuns, sempre foi uma atitude banal ao longo da história da humanidade. Allan Kardec (o codificador do Espiritismo) descobriu as leis que regem esse tipo de comunicações. Agora é a vez dos católicos dizerem que afinal é possível falar com os familiares já falecidos. Ora veja!

O Padre Gino Concetti, comentador do «Observatore Romano», fala acerca Mais Além de uma nova maneira.
O Padre Gino Concetti, é irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, um dos teólogos mais competentes do Vaticano, e comentarista do «Observatore Romano», o diário oficial do Vaticano.
A intervenção do padre Concetti, publicado num artigo desse jornal, é muito importante, porque, aqui se vêem as novas tendências da Igreja a respeito do paranormal, sobre o qual, até agora, as autoridades eclesiásticas haviam formulado opiniões diferentes. Sustenta ele que, para a Igreja Católica, os contactos com o Mais Além são possíveis, e aquele que dialoga com o mundo dos defuntos não comete pecado se o faz sob inspiração da fé.
Vejamos pois alguns extractos da entrevista, publicada no Jornal Ansa, em Itália, em Novembro de 1996.

Resposta - «Segundo o catecismo moderno, Deus permite aos nossos caros defuntos, que vivem na dimensão ultraterrestre, enviar mensagens para nos guiar em certos momentos de nossa vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, na condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa, científica.»

P - Segundo a doutrina católica, como se produzem os contactos?
R - «As mensagens podem chegar-nos, não através das palavras e dos sons, quer dizer, pelos meios normais dos seres humanos, mas através de sinais diversos; por exemplo, pelos sonhos, que às vezes são premonitórios, ou através de impulsos espirituais que penetram em nosso espírito. Impulsos que se podem transformar em visões e em conceitos.»

P - Todos podem ter essas percepções?
R - «Aqueles que captam mais frequentemente esses fenómenos são as pessoas sensitivas, isto é, pessoas que têm uma sensibilidade superior em relação a esses sinais ultraterrestres. Eu refiro-me aos clarividentes e aos médiuns. Mas as pessoas normais podem ter algumas percepções extraordinárias, um sinal estranho, uma iluminação repentina. Ao contrário das pessoas sensitivas podem raramente conseguir interpretar o que se passa com elas no seu foro íntimo.»

«O Diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo.»
                                                                                                                            João Paulo II
                                                                (2 Nov 1983, perante mais de 20.000 pessoas)

P - Para interpretar esses fenómenos a Igreja permite-lhes recorrer aos chamados sensitivos e aos médiuns?
R - «Sim, a Igreja permite recorrer a essas pessoas particulares, mas com uma grande prudência e em certas condições. Os sensitivos aos quais se pode pedir assistência, devem ser pessoas que levam as suas experiências, mesmo aquelas com técnicas modernas, inspiradas na fé. Se essas últimas forem padres é ainda melhor. A Igreja interdita todos os contactos dos fiéis com aqueles que se comunicam com o Mais Além, praticando a idolatria, a evocação dos mortos, a necromancia, a superstição e o esoterismo; todas as práticas ocultas que incitem à negação de Deus e dos sacramentos»

P - Com que motivações um fiel pode encetar um diálogo com os trespassados?
R - «É necessário não se aproximar muito do diálogo com os defuntos, a não ser nas situações de grande necessidade. Alguém que perdeu em circunstâncias trágicas, seu pai ou sua mãe, ou então seu filho, ou ainda seu marido e não se resigna com a ideia do seu desaparecimento, ter um contacto com a alma do caro defunto pode aliviar-lhe o espírito perturbado por esse drama. Pode-se igualmente endereçar aos defuntos se se tem necessidade de resolver um grave problema de vida. Nossos antepassados, em geral, ajudam-nos e nunca nos enviarão mensagens nem contra nós mesmos nem contra Deus.»

P - Que atitudes convém evitar durante contactos mediúnicos?
R - «Não se pode brincar com as almas dos trespassados. Não se pode evocá-las por motivos fúteis, para obter por exemplo um nº do Loto. Convém também ter um grande discernimento a respeito dos sinais do Mais Além e não muito enfatizá-los. Arriscar-se-ia a cair na mais suspeita e excessiva credulidade. Antes de mais nada não se pode abordar o fenómeno da mediunidade sem a força da fé.»

(Extracto da entrevista publicada na revista “Presença Espírita” do Instituto de Pesquisas Psíquicas (IPP) de Salvador - Bahia - Brasil)

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Manifestações espontâneas de Espíritos



O dia corria normalmente como os demais. Era dia de reunião mediúnica. Para quem não sabe, uma reunião mediúnica, num centro espírita, é uma reunião privada, onde um grupo de pessoas preparadas para o efeito, mantém o contacto com o mundo espiritual, numa permuta muito frutífera e que acontece sempre fora do campo da futilidade, da curiosidade vã. Estas reuniões objectivam sempre fins nobres, auxiliar alguém e é um trabalho efectuado gratuitamente, por carolice, com o único propósito de tentar ser útil a algumas pessoas que nos pedem auxílio.
Quase no fim da reunião (no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, Portugal), que decorrera como as demais até então, salvaguardando as nuances de cada uma que são obviamente sempre diferentes, antes da mesma terminar, aconteceu uma manifestação espontânea através de um dos médiuns presentes, em que uma pessoa já falecida, conhecida de alguns membros da nossa reunião, veio deixar um recado misterioso (para nós) para um seu familiar. O recado dizia mais ou menos assim. «Digam ao meu irmão que não se preocupe, que vai tudo correr bem» e assinou com o seu nome.
No fim da reunião ficámos com o papel, com a incumbência de o entregar ao familiar a quem se destinava tão estranho recado.
No entanto, com os afazeres da vida, acabamos por nos esquecer e somente cerca de quinze dias depois tivemos o ensejo de o entregar ao interessado.
Qual não foi o nosso espanto quando o irmão dessa pessoa que nos mandara o recado do mundo espiritual se emociona e refere que, de facto, naquela data, ele fizera uma cirurgia cardíaca (uma semana depois da recepção da mensagem) pelo que a “misteriosa” mensagem só o era para nós que desconhecíamos que aquela pessoa iria ser intervencionada cirurgicamente, pois raramente vemos essa pessoa.
De realçar que nenhum dos elementos da reunião tem contactos com essa pessoa e sequer sabia que ela tinha problemas cardíacos quanto mais que seria operada ao coração.

A morte não existe, a vida continua, é possível dentro de certas condições,
comunicar com aqueles que estão do outro lado da vida,
e a reencarnação é uma realidade.

Estas manifestações espirituais espontâneas são mais comuns do que pensamos e são sem sombra de dúvidas uma das grandes evidências da imortalidade da alma que Allan Kardec tão bem estudou, pesquisou e que estampou em «O Livro dos Médiuns» onde se encontra a parte experimental da doutrina espírita (ou espiritismo).
Para nós espíritas, estes factos são banais, correntes e acontecem diariamente pelo mundo fora, o que estranhamos é ainda ouvir pessoas dizerem que «nunca ninguém veio do lado de lá dizer nada», como se fossem senhoras de todo o conhecimento, que por sinal desconhecem.
É que não podemos confundir saber de algo, com ter ou não ter interesse nesta ou naquela matéria.

Hoje em dia só desconhece quem quer ou quem não se interessa por esta temática, de tal modo é grande e profunda a bibliografia espírita, bem como as experiências que se vão repetindo desde meados do século XIX e que assim vão confirmando a veracidade do que o Espiritismo afirma há cerca de 153 anos: que a morte não existe, que a vida continua, que é possível dentro de certas condições, comunicar com aqueles que estão do outro lado da vida, e que a reencarnação é uma realidade.

Bibliografia:
«O Livro dos Espíritos»;
«O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec.

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Cremação: sim ou não?


A cremação está em voga nos dias de hoje. Hábito já enraizado em alguns países, começa a despontar em Portugal. Tem a anuência de uns e a forte oposição de outros. Quanto ao Espiritismo, o que ele nos poderá trazer de novo em relação a este tema?

A cremação não é mais do que a redução dos cadáveres a cinzas. Tem vindo a ganhar adeptos um pouco por todo o mundo e consequentemente também em Portugal. Tem apoiantes e combatentes da ideia, como geralmente acontece com todas as novidades.
Habituámo-nos à ideia através dos filmes americanos e, mais recentemente, com as novelas brasileiras, onde vemos os familiares do desencarnado (espírito liberto da carne pelo processo da morte física) a espalharem as cinzas num determinado local, ou pura e simplesmente a guardá-las religiosamente num jazigo familiar.
Para outros, poderá ser apenas uma moda, e se alguns admitem razões mais ou menos válidas para o acto da cremação (por exemplo, falta de espaço nos cemitérios, mais higiénico, mais prático, etc., etc.,) outros querem-na pura e simplesmente por modismo. Hoje em dia é chique ser cremado, é quase uma questão de “status”. Outros alegam que a cremação é uma falta de respeito para com o familiar falecido e que há que dar um pouco de dignidade à sua memória. Outros ainda, acreditando na ressurreição dos corpos físicos em decomposição, opõem-se fortemente a esta prática, não vá ela contrariar suas crenças.
As opiniões são múltiplas, e respeitáveis, como não podia deixar de ser.

Não somos corpos, mas sim espíritos imortais,
que habitam temporariamente um corpo

O Espiritismo não faz a apologia do corpo físico, não o idolatra nem o despreza, dando-lhe apenas a importância que ele tem e só essa, despindo-se de todas as excentricidades que entretanto a humanidade foi criando em volta dos cadáveres.
Para o espiritismo, não somos corpos com espíritos dentro, somos isso sim, espíritos eternos temporariamente num corpo físico, com um objectivo nobre - a evolução moral e intelectual. Quando esse corpo físico se deteriora, o espírito abandona-o, retornando à pátria espiritual, para logo que possível voltar à gleba terrestre revestido de um novo corpo físico que lhe dará o ensejo de novas experiências no planeta, novas oportunidades de evolução, bem como de terminar ou completar aquilo que porventura não conseguiu na existência carnal anterior.
Nesse sentido, o corpo físico é como uma peça de roupa que adquirimos. É importante pelo seu preço e qualidade, há que preservá-lo ao máximo para que nos dure e seja útil o maior número de dias possível. Quando a peça de vestuário se deteriora é posta de parte e logo substituída por outra em melhores condições. Ora, o corpo físico não é mais do que a roupagem que o espírito utiliza para se poder manifestar e viver neste planeta. Nesse sentido, a partir do momento em que o espírito se desprende do corpo físico, deixa de ser importante a finalidade que lhe é atribuída, se ser enterrado ou cremado. As razões pró e contra são mais de ordem social e humana do que propriamente de ordem espiritual.
Acontece que a pessoa desencarnada (falecida) se foi correcta e aproveitou bem a existência física, para ela é-lhe indiferente o destino do cadáver, já que outros horizontes mais felizes se lhe descerram, estando desprendido da vida terrena e sendo amparado quer por familiares quer por amigos espirituais que a orientam na nova vida que então começa, no plano espiritual. Se a pessoa está demasiado agarrada à vida material, seja no campo da avareza, seja na dependência de tudo aquilo que nos prende à matéria, certamente ao desencarnar ser-lhe-á mais difícil desprender-se daquilo pelo qual a sua mente está obcecada - a matéria, os bens materiais, etc., etc.,. Muitos deles demoram-se por longos períodos junto à crosta terrestre até que se apercebam da sua real situação e se disponham a objectivar novos valores existenciais.

A cremação pode suscitar ecos de sensibilidade
ao espírito mais ligado à matéria

Neste sentido, os espíritos aconselham a que as cremações sejam efectuadas cerca de 3 a 4 dias depois do desenlace físico, dando assim oportunidade para que a desencarnação (saída do corpo de carne devido ao fenómeno da morte física) tenha mais possibilidade de se completar, já que no caso do espírito estar muito materializado e ainda ligado ao corpo, poderá sentir os horrores da cremação.
Questionado sobre se o Espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos, Emmanuel, um espírito que se comunica regularmente através do médium Francisco Cândido Xavier opina: «Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o acto da destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o “tónus vital”, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.»
É claro que nada disto é taxativo, pois se uns se desprendem rapidamente do corpo, outros poderão demorar-se bastante tempo ainda com sensações corporais, como acontece com alguns suicidas.
A cremação será uma questão de opção tendo em conta as vantagens e inconvenientes sociais, já que o cadáver nenhum valor tem como tal.
O Espiritismo preocupa-se isso sim em dar um roteiro de aprimoramento e felicidade para os locatários dos corpos físicos, isto é, para todos nós, espíritos imortais que nos encontrajos em viagem de aprendizado no roteiro terrestre.

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Deu boleia a um Espírito



«Um facto extraordinário ocorrido na região do mar Adriático, na Itália, entre as cidades de Ancona e Senigallia, movimentou a opinião pública italiana, chamando a atenção especialmente aos interessados na fenomenologia espírita.

O caso foi minuciosamente relatado pelo pesquisador Giuseppe Lenzi, num artigo publicado no jornal italiano “L’Aurora”.
O Dr. Lenzi, que também é autor de vários livros sobre fenómenos mediúnicos ocorridos dentro e fora de Itália, conta que um jovem de nome Carlo, regressava a casa de carro, já de madrugada, quando avistou à beira da mesma uma jovem acenando. Gentilmente o rapaz encostou o veículo e deu boleia à moça e, como ela dizia estará com muito frio, ele emprestou-lhe o seu casaco de cabedal.
Ao chegar a casa, no vilarejo de Ostra, perto do local do encontro, disse-lhe a moça que não se preocupasse pois iria devolver-lhe o casaco quando ele passasse por ali novamente, já que eram da mesma província.
Dois dias depois, acompanhado pela sua mãe, o jovem dirigiu-se à casa da rapariga, como combinado. Foi então que um senhor sisudo os recebeu à porta e ouvindo o relato disse tal ser impossível pois que a sua filha, de nome Serena, tinha morrido há quatro meses. Para prová-lo, o senhor mostrou-lhes um retrato da rapariga que foi imediatamente reconhecida pelo jovem.
Sem qualquer dúvida, Carlo insistiu na história.
Buscando clarear o assunto, o Senhor Mário – o rapaz sabia o seu nome pois a jovem o havia informado – convidou-os a irem ao cemitério. Chegando lá, abriu com a chave que somente ele possuía a capela mortuária da família onde repousavam os restos mortais da filha. Para surpresa dos três, lá estava também, sobre a campa, o casaco de cabedal do rapaz.

A jovem a quem dera boleia, tinha morrido quatro meses antes…

Como ocorre em localidades pequenas, o facto logo se tornou público, chegando às páginas dos jornais até à TV local, que efectuou uma reportagem detalhada a respeito.
Ao relatar o acontecido, o Dr. Lenzi revelou também o resultado de algumas investigações que fez a respeito. Constatou que o jovem Carlo, protagonista do episódio, é um excelente filho e respeitado cidadão onde reside; que Serena, a jovem, quando encarnada (isto é, no corpo de carne = viva) possuía faculdades mediúnicas de audiência, vidência, chegando em certas ocasiões a dialogar com a sua falecida mãe. Esta, revelara-lhe algo muito forte: que ela desencarnaria (faleceria) ainda jovem, em morte violenta, o que, de facto aconteceu nas proximidades da sua casa, ocasião em que, junto com o irmão, foi vítima de um acidente automóvel.

Casos como este, de factos mediúnicos comprovados,
vividos por pessoas alheias ao Espiritismo,
enriquecem as fontes informativas da doutrina espírita

Serena, desligada da matéria há quatro meses, encontra recursos que lhe possibilitam não só tornar-se visível ao jovem Carlo como também transportar o seu agasalho, o que vem afirmar a continuidade da vida, contribuindo assim para diminuir a descrença e o cepticismo de alguns, que, diante desses factos haverão de reflectir sobre a pujança da alma imortal.
Este caso relatado pelo Dr. Lenzi, intitulado “Gli chiese un passaggio fino a casa, poi lui seppe che era defunta” (E foi-lhe pedida uma boleia até casa, depois ele soube que ela era falecida), pode ser lido na íntegra na edição do número 517 do jornal “L’Aurora”, cujo endereço é Largo Pietà, 9 – 62032 Camerino – Macerata – Itália, telefone 0737-632401.»

Nota – artigo extraído do Boletim SEI, nº 1929, de 19 de Março de 2005, www.lfc.org.br/sei

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A droga e o depois...



Há dias, falando com uma adolescente, ela confirmava-me que quase todos os seus colegas já tinham experimentado um “charro”. Um outro jovem, de 17 anos, igualmente utilizador do “charro”, dizia à sua mãe que quando quisesse pararia de se drogar (afirmação que quase todos os toxicodependentes já falecidos fizeram quando ainda estavam na Terra).

Questionamo-nos do porquê deste vício que destrói vidas, cada vez mais novas.
Olhamos para o mundo e vemos uma sociedade consumista, imediatista, onde o conceito do “self-service”, o conceito do “fast” parece tomar conta das nossas vidas. Nesse sentido, os jovens começam desde muito cedo a experimentar de tudo um pouco, e, sem alicerces morais bem fortes, facilmente se cansam da vida, ficando sem horizontes para a mesma, para o seu futuro. Alguns embrenham-se ainda mais fortemente no vício da toxicodependência, outros adentram-se pelo suicídio, todos eles buscando aquilo que ainda não encontraram na vida ou até buscando fugir dela.
Se os efeitos sobre o corpo físico são por demais evidentes, (hoje é ponto assente que as drogas destroem o cérebro, limitam enormemente a vida e matam), poucos cogitam dos efeitos nefastos que as drogas têm sobre o ser espiritual, sobre o Espírito eterno que está temporariamente neste corpo de carne e sobre o perispírito (corpo espiritual que acompanha o Espírito ao logo da eternidade, permitindo-nos assim sermos uma individualidade).
É cada vez mais urgente informar acerca de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

O uso de drogas para além de destruir o corpo físico,
afecta o corpo espiritual, com consequências nefastas
para a próxima reencarnação

A Doutrina Espírita (ou espiritismo) demonstra que somos imortais, mostra-nos a reencarnação, a comunicabilidade dos espíritos e, assim sendo, todos os paradigmas existenciais mudam, se formos conscientes.
Conscientes e alertados de que afinal somo seres imortais, que estamos temporariamente num corpo de carne e que voltaremos a este mundo com um novo corpo de carne após a morte (factos estes sobejamente pesquisados por vários cientistas em todos o mundo desde meados do século XIX até aos dias de hoje), o homem olhará para a sua vida de outra maneira, não tão imediatista, não tão materialista, mas verá sim, nas dificuldades, nas alegrias, nas tristezas, oportunidades existenciais de sermos ainda mais felizes, de ultrapassarmos provas e expiações que nos empurrarão para novas experiências e assim sucessivamente, até que um dia sejamos seres burilados espiritualmente, evoluídos, espiritualizados o suficiente, para já não mais precisarmos de reencarnar.
A droga é um dos maiores flagelos sociais. Quem nela entra dificilmente sai, desperdiçando uma oportunidade de vida. Sai desta vida destroçado, perdido, voltando à Terra com inúmeros problemas orgânicos, mais a tendência inata para a droga, quando os problemas surgirem. Quando intoxicamos o nosso corpo, destruindo-o com o uso de drogas, acabamos por afectar o nosso corpo espiritual (perispírito), corpo espiritual esse que será o molde energético do futuro corpo de carne em futura reencarnação.
Drogando-se, o ser humano sofre um embotamento da razão, perde faculdades, perde o seu projecto evolutivo que fizera antes de reencarnar, e que vai ter de repetir em futura reencarnação, com a agravante de vir em piores condições físicas, derivado das doenças consequentes do uso de drogas. Sofre assim uma estagnação intelectual e espiritual, perde tempo, sofre no mundo espiritual (pois aí se adentra na qualidade de um suicida) e também no mundo físico em futura vida, comprometendo a sua futura reencarnação. Quem se droga sofre quase sempre de influência espiritual perniciosa (obsessão), com espíritos que lhe são afins nos seus gostos.

Conhecendo a sua realidade espiritual, o homem consciente muda de atitude.

A Doutrina Espírita, se estudada e bem compreendida, é um dos maiores preservativos contra o suicídio e o uso de drogas, já que o homem, consciente da sua condição espiritual, tudo fará para sair com êxito da vida, para evoluir intelectual e moralmente, até que um dia pela lei natural da vida o seu corpo perca a vitalidade e morra.
É por isso urgente evangelizar os adolescentes e os jovens, esclarecendo as pessoas da sua condição de espíritos eternos, não como crenças mas sim como factos inquestionáveis perante as observações que o mundo nos presenteia, apontando para a imortalidade do ser.
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar tal é a lei” é sem dúvida nenhuma um paradigma que não mais se poderá ignorar, sob pena de atrasarmos a nossa evolução espiritual, adentrando os charcos do sofrimento na vida terrena, até que um dia assumajos a nossa condição de seres espirituais, eternos, e vivamos em consonância com esta realidade. 
A leitura e estudo de «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec, bem como restante bibliografia deste autor, são fundamentais para o entendimento da vida para além da morte. Conhecendo esta realidade, o vazio da vida que muitas vezes nos atira para o charco das drogas, desaparece, perante novos horizontes existenciais mais ricos de oportunidades e mais felizes.

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Ela voltou do Além?


Quem já não ouviu falar de mortes aparentes? Isso mesmo, aquelas pessoas que são dadas como mortas, clinicamente, e que depois voltam ao corpo relatando todo um conjunto de factos passados, por vezes, em sítios fora da sala onde o corpo se encontra e, que pôem os médicos perplexos.

Em Portugal há muitos casos desses. A maioria escuda-se no silêncio com medo de ser apelidado de louco. Encontrámos uma senhora que teve uma situação parecida com uma morte aparente.
Com 39 anos de idade (em 2000), a Teresa é natural de Lisboa. Teve a coragem de nos contar o seu caso, aliás muito parecido às já famosas Esperiências de Quase-Morte (EQM's), largamente estudados por muitos cientistas, médicos e outros, e que tiveram maior repercussão com os mundialmente famosos casos do Dr. Raymond Moody Jr. consignados no best-seller "Vida depois da Vida" e "Reflexões sobre Vida depois da Vida", ambos editados pela editora caravela e à disposição em qualquer livraria do país.
Vamos pois ao relato:
" Quando tinha 34 anos fiz uma tentativa de suicídio, em virtude do estado de perturbação em que me encontrava e que se misturou a uma situação difícil da minha vida. Digamos que foi uma tentativa de suicídio não muito consciente. Não me lembro de quase nada... Da cidade onde vivo presentemente, fui mandada para Lisboa para ficar ligada ao ventilador, no Hospital de Stª Maria. Na zona de Alverca, a caminho do hospital, o médico e o enfermeiro que me acompanhavam deram-me como morta, mas como já estavam à espera em Stª Maria, o condutor insistiu para que continuassem, pois tanto valia entrar morta num lado, como noutro. Em Stª Maria, tentaram reanimar-me com choques eléctricos para depois ser ventilada, pois já não levava vestígios de vida, segundo me contaram. A determinada altura, começo como num género de acordar, começei a ver-me assim como que acima do meu eu, eu via o que se estava a passar. Vi ligarem-me à máquina (ao ventilador), começo a ver os médicos todos e toda aquela azáfama de tentativa de salvação da vida e fiquei como que suspensa no ar a ver toda aquela atrapalhação.

Um caso interessante

Lembro-me muito bem de ver o meu corpo numa maca, eu inclusivamente estava toda nua, só tinha um lençol por cima; lembro-me de que estava muito inchada, totalmente deformada, pode-se dizer que não reconheci as minhas feições; tinha muitos tubos, lembro-me deles no nariz, na boca. Depois de ligada ao ventilador, fiquei em coma profundo. Puseram-me soro, já não era aquela correria do princípio... Uma das coisa de que ainda me recordo foi um comentário feito em relação ao cheiro da urina, que era bastante desagradável e com uma cor muito esquisita. O cheiro metia impressão à própria enfermeira. Estive três dias em coma profundo e mais três em semicoma. Eu tenho um problema que é o facto de ser muito difícil de encontrar as minhas veias e de ser muito difícil aguentar o soro. Há uma altura em que a enfermeira vem para me colocar o soro no braço, estava a tentar picar e eu respondo-lhe que ela escusava de pôr soro ali porque a veia ia rebentar."
Nesta altura, em que situação estava?
"Estava em coma profundo, sentia-me fora do corpo e a assistir a tudo. O corpo respondeu aquilo, porque eu sabia que aquela veia ia rebentar, pois ela sempre rebentou quando era necessário picar. Quando a enfermeira ouviu o corpo a falar, deve ter-se assustado, pois largou tudo e desatou a correr.

Sentia-me fora do corpo e a assistir a tudo

Passado um pouco regressou com a médica, mas não lhe deve ter contado nada, pois vinha a dizer-lhe que não tinha conseguido encontrar a veia. Eles picaram a referida veia, e quando o soro começou a correr a veia rebentou. Essa enfermeira nunca mais ficou sozinha comigo. Não sei porquê. Talvez tivesse medo, depois do que aconteceu. Outro aspecto importante é o facto de o meu organismo regeitar o leite. Eu estava entubada, vinha a empregada com uma caneca de leite que me seria ministrado pelo tubo. Lembro-me que a caneca não era de vidro e apercebi-me do que continha em virtude de estar a ver o panorama "de cima". Eu sabia que o meu corpo ia regeitar o leite e que ia vomitar. Ao ser-me ministrado o leite, ao saber que ia vomitar, o corpo voltou-se de lado, eu própria o fiz, com medo de ficar engasgada (estava de barriga para o ar). As enfermeiras amarraram-me, possivelmente pensando que estaria a reagir e a querer saltar do local onde estava. Estava ainda fora do corpo, em estado de coma profundo. A explicação que eles me deram é que eu estava a começar a agitar-me e que queria saltar da maca. Por isso amarraram-me. Lembro-me muito bem de ter voltado ao corpo. Já estava na enfermaria. Comecei a sentir o corpo mais pesado e comecei a tentar movimentar-me."
Que sentiu quando estava fora do corpo?
"Parecia que estava a acordar de um sonho, sentia-me muito, muito leve, muito liberta, mas ao mesmo tempo com um sentimento de culpa muito grande. Parecia que estava a acordar de qualquer coisa. Quando voltei ao corpo foi com a sensação de que tinha de regressar, porque tinha de continuar a minha vida na Terra. Estava com um sentimento de culpa pelo que tinha feito e estava consciente de que queria voltar e continuar o que já tinha começado na minha vida."
Ela voltou do Além? Todas as evidências relativas a casos destes e de outro género, bem mais acutilantes, indiciam que sim, demonstrando a sobrevivência do espírito e a sua independência em relação ao corpo físico. Para os mais interessados recomendamos os livros acima citados, do médico e filósofo Dr.Raymond Moody Jr., bem como "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec, que explica todos esses casos e muitos mais, bem como o que eles significam.

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Eles morreram e voltaram


Dannion Brinkley já morreu duas vezes. Não! Não é ficção. Ele teve duas experiências de quase morte (EQM) e relata o que viu e sentiu do "lado de lá". Foi pesquisado pelo Dr. Raymond Moody Jr - uma sumidade mundial no que respeita a este tema - e hoje é seu assistente. Também Divaldo Pereira Franco, orador espírita mundialmente respeitado e conhecido, teve um caso de morte aparente. Aqui ficam os relatos.

Dannion Brinkley (na fotografia), um homem de negócios de Charleston, EUA, tinha 25 anos quando em 17 de Setembro de 1975, estando em casa com a família, quando telefonava, foi atingido por um raio, fruto de forte tempestade. "Era como se um comboio de carga a alta velocidade, rugindo através da janela, tivesse chocado comigo, no lado esquerdo do meu pescoço..."A dor era insuportável, sentiu como se o seu corpo inteiro estivesse em fogo. Nesses momentos terríveis algo aconteceu." Lembro-me que estava numa área cinza-azulada calma e tranquila, tépida e nebulosa. Era como se tudo estivesse bem. Podia mover-me, tinha liberdade, vi um túnel com uma luz vinda do seu interior e comecei a mover-me através dele... Encontrei um ser luminoso e toda a minha vida passou diante de mim, como que um filme. Cada pensamento, sentimento, eu vi-os. Não existem segredos, você vê tudo... Estive numa cidade desconhecida, feita de luz.... Encontrei-me com 12 seres luminosos que me sugeriam acções para quando voltasse...De repente, vi-me no hospital, flutuando sobre o corpo que estava a ser observado pelos médicos. Taparam-no (o corpo) com um lençol, disseram "não vale a pena" e levaram-no para um hall...Quando o pessoal auxiliar ia levar a maca para a morgue, voltei para o corpo, logo imediatamente abaixo do lençol. Não podia falar, mas, consegui soprar. Viram o lençol mexer, chamaram os médicos de novo e reanimaram-me." Esteve cerca de 29 minutos neste estado e levou dois anos a recuperar-se totalmente.

Isto mudou a minha vida em 100%

Em 1989 teve um grave problema cardíaco. Foi anestesiado e operado ao coração. De repente vê-se a flutuar sobre o corpo, vê o médico a abri-lo, a tirar o coração e a implantar uma válvula."É uma visão muito estranha ver o seu próprio corpo aberto."Nesse estado, relata Brinkley, voltou tudo a passar-se como da primeira vez, com a diferença de que agora a "tela da sua vida" (tipo filme) tinha mais 15 anos (o tempo que decorrera da primeira EQM até então).
Dannion Brinkley foi assistente do Dr. Raymond Moody Jr acompanhou cerca de 250 casos de experiências de quase morte (EQM) e pesquisou mais de 3.000 casos. Afirma que tais situações por que passou eliminam totalmente o mêdo da morte, tamanha é a certeza da imortalidade do ser humano. Dá agora mais valor às pequenas coisas, para ele, um simples gesto de gentileza tem muito mais valor do que muitas coisas que valorizamos em geral e conclui:"O Amor é a coisa mais importante do mundo, a minha vida modificou-se 100%".
Em entrevista concedida à "Revista de Espiritismo", Divaldo Franco - orador espírita, médium, fundador (aos 20 anos de idade) de uma instituição que recolhe meninos da rua e por onde já passaram mais de 40.000 crianças que actualmente são adultos perfeitamente inseridos na sociedade brasileira, Doutor Honoris Causa pelo Faculdade do Quebec-Canadá entre outros do seu vastíssimo currículum - afirma: "Essas mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados catalépticos eram dificilmente diagnosticados. A técnica de diagnóstico da morte era muito empírica, normalmente através da respiração e dos batimentos cardíacos. Hoje, graças ao electroencefalógrafo, pode-se detectar com maior profundidade o momento da paragem cardíaca definitiva e da morte real. No entanto, mesmo nesses casos, estudados por Edith Fiore, Elizabeth Kubler-Ross ou Raymond Moody Jr, há sempre o retorno à actividade do coração e consequentemente do cérebro, oferecendo evidências de que no momento da aparente morte da consciência, o ser consciente continua pensando. É dentre as muitas evidências da sobrevivência da alma uma das mais fascinantes, mesmo porque as experiências do Dr Moody Jr, psiquiatra e filósofo, que vem estudando o assunto há mais de 25 anos, ofereceram documentação valiosíssima, variadíssima, toda calcada na imortalidade da alma."

O caso Divaldo Franco


Perguntámos se tinha alguma experiência deste género, ao que Divaldo Franco respondeu: " No ano de 1985 tive uma lipotímia. Estava a proferir uma conferência, na nossa associação espírita, em Salvador (Brasil), quando um espírito muito amigo disse-me para sair dali porque ia desmaiar e era provável que morresse. Pareceu-me anedótico. Terminei a palestra e dirigi-me a uma das nossas salas, na nossa sede. No momento em que me acercava de um divâ, tive uma estranha sensação de paragem cardíaca, a princípio a lipotímia e depois a paragem cardíaca, e senti-me fora do corpo. Então, um filho médico, a nossa enfermeira universitária e mais dois médicos que estavam presentes na reunião, acorreram para darem-me assistência. Curiosamente, eu sentia um grande bem-estar. Vi-me fora do corpo e recordei-me de uma afirmação do meu guia espiritual - Joanna de Ângelis - de que no dia em que eu perdesse a consciência e a visse, havia acontecido o fenómeno biológico da morte. Eu olhei à minha volta e não a vi. Vi então a minha mãe (já falecida) que se aproximou de mim. Perguntei-lhe: "Mãe, eu já morri?" e ela disse-me: "Ainda não".Dentro de alguns minutos eu comecei a preocupar-me, pois se passasse muito tempo poderia a ter morte cerebral e ficar apenas em vida vegetativa. Mas, minha mãe voltou e disse-me: "Seus amigos espirituais dão-te uma moratória, tu viverás um pouco mais." E eu perguntei-lhe: "Quanto tempo?" Ela respondeu-me: "Não sei". Então voltei ao corpo e recuperei a consciência no corpo físico."

Estas experiências de quase morte, exaustivamente estudadas pelo mundo académico, são mais uma achega ao vasto rol de evidências da imortalidade do espírito, afirmada pelo espiritismo desde 1857. O livro "Vida depois da Vida" do Dr. Raymond Moody Jr. (psiquiatra e filósofo de educação religiosa presbiteriana) é de leitura obrigatória, sendo já um ponto de referência sem igual no mundo científico. Uma pesquisa séria e impressionante do fenómeno da sobrevivência à morte física, desta feita editada pela editora Caravela e à venda em qualquer livraria do mundo.

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Os novos escravos



O caso conta-se em poucas palavras. Uma nossa amiga desempregada anda de porta em porta à procura de trabalho (não de emprego) mas com muita dificuldade. De tal modo que foi a uma superfície comercial procurar emprego num supermercado: as condições eram apenas estas: entrada às 08h00, sem horário de saída (podendo ser até às 22h ou 24 horas), incluindo sábados, domingos e feriados, com dois dias de folga quando a administração decidir, tudo isto a troco de um ordenado mensal de cerca de 400 euros, para os que lá estão há mais tempo, sem horas extras, mesmo que as façam regularmente.
Falando com outro amigo, este bancário, caldense, referiu-me que no banco onde trabalho é prática corrente serem obrigados a trabalhar fora de horas e caso tenham o azar de serem multados pela inspecção do trabalho, as multas em vez de serem pagas pelo banco, são deduzidas ao fim do ano nos prémios de produtividade. Um outro amigo, também bancário, este na capital, afirma ter colegas de trabalho a ganharem cerca de 500 euros por mês, sem contrato e a terem de se sujeitar a tudo o que a administração decidir.
Dizia-me essa amiga, do primeiro caso, de que adiantou as pessoas terem lutado pelas liberdades após o 25 de Abril, pelo direito ao trabalho, direito à greve se agora tudo foi por água abaixo, estando as pessoas cada vez mais escravizadas por patrões sem escrúpulos que não olham a meios para objectivarem o lucro fácil?
Em «O Livro do Espíritos», de Allan Kardec, na terceira parte, aborda as Leis Morais, que são as leis de Deus, leis da natureza que não devemos violar sob pena de ficarmos sujeitos à reparação, tendo em conta a lei de causa e efeito ou de causalidade.

Na questão nº 682, Allan Kardec pergunta aos Espíritos:
«Sendo uma necessidade para todo aquele que trabalha, o repouso não é também uma Lei da Natureza?»
“Sem dúvida. O repouso serve para a reparação das forças do corpo e também é necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, a fim de que se eleve acima da matéria.”

683. Qual o limite do trabalho?
“O das forças. Em suma, a esse respeito Deus deixa inteiramente livre o homem.” 

684. Que se deve pensar dos que abusam de sua autoridade, impondo aos seus inferiores excessivo trabalho?
“Isso é uma das piores acções. Todo aquele que tem o poder de mandar é responsável pelo excesso de trabalho que imponha a seus inferiores, porquanto, assim fazendo, transgride a lei de Deus.” (273)

A consciencialização da reencarnação levará o homem a um novo conceito de vida mais integral, holística.
A Doutrina Espírita alerta-nos para a necessidade do respeito mútuo, da defesa dos direitos humanos, do direito à vida, da obrigação moral da fraternidade e da entreajuda desinteressada, no sentido de melhorar o tecido social.
O homem inebriado no seu egoísmo vive como se esta vida corporal fosse a única, desprezando aqueles companheiros de jornadas que vieram numa condição social mais humilde. Uns e outros trazem provas diferentes: a riqueza e a pobreza, que lhes servirão de catapulta para o êxito, para a felicidade se souberem aproveitar bem o ensejo que a vida lhes proporcionou, ou para o inêxito e a infelicidade que o ser sentirá depois de largar o corpo de carne pelo fenómeno da morte, sentindo assim o remorso, o sentimento de culpa pela exploração egoísta do próximo.
Se o homem soubesse que a vida funciona como actos de uma peça de teatro, onde em cada reencarnação ele “incorpora” um novo personagem, olharia para o desgraçado, para o sem abrigo, para o necessitado, como um ser humano, seu irmão na criação divina e quiçá algum familiar ou amigo de vidas passadas ou em futuras existências.
A consciencialização da reencarnação (hoje comprovada pelas pesquisas científicas em torno da mesma um pouco por todo o mundo) levará o homem a um novo conceito de vida mais integral, holística, e assim ele passará a despir-se do seu orgulho, entendendo que a actual situação de poder, de comando, foi apenas mais uma oportunidade que a divindade lhe concedeu para ele evoluir e não para espezinhar ou explorar o próximo.
Recordemos as palavras sábias de Jesus de Nazaré: «A semeadura é livre mas a colheita é obrigatória», ou ainda, «A cada um segundo as suas obras».

Bibliografia:
Kardec, Allan: O LIVRO DOS ESPÍRITOS
http://www.adeportugal.org/ – curso básico de espiritismo

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Espiritismo: antídoto para a violência



A violência é a imagem de marca do nosso século. Espraia-se em todos os níveis da sociedade, manifestando-se em diferentes intensidades. O homem, violento, esqueceu o Norte da divindade e procura na violência uma saída para a procura da sua felicidade. Um paradoxo, que o espiritismo vem ajudar a resolver.

A cena não podia ser mais comovente, com a jovem mãe a falar do seu pequeno filho, projectando junto de uma amiga sua, o futuro do pequerrucho que brincava nos baloiços com outros pequenotes. Dizia ela que gostava muito que o filhote fosse médico pois era uma profissão que lhe garantiria o sustento. Não pudemos deixar de sorrir, pois os pais são assim mesmo, procurando sempre aquilo que eles acham ser o melhor para os seus filhos. Olhei para o lado e lá estava o pequeno João na gritaria com outro pequenote. A páginas tantas, porque o Rui entendesse que não lhe devia dar o baloiço, o pequeno João deu-lhe um forte murro, projectando-o para fora do baloiço, com os inevitáveis choros e consequente companhia dos pais até então com um olhar protector à distância. Pensei que a mãe ralharia com ele pela atitude menos digna, mas não. Com um carinho, uma meiguice e tentando disfarçar uma pequena censura, lá terminou aquela cena típica entre miúdos... e adultos! Fiquei a pensar como será o pequeno João quando for médico, já que cresceu num ambiente violento, onde pôde dar vazão à sua violência e sem que alguém o educasse convenientemente.

Quem estuda o espiritismo vê-se melhor apetrechado
para a vida em sociedade, neste tempos atribulados,
encontrando conceitos lógicos e racionais
para o entendimento da vida
numa visão holística da mesma.

Ligamos a televisão e ela entra-nos pela porta dentro, seja pelos noticiários pelos documentários seja pelos filmes. No quotidiano reagimos violentamente, muitas vezes, perante os reveses da vida ou perante as contrariedades. Condenamos a violência alheia, seja particular, seja entre estados, mas no nosso dia-a-dia, ao invés de agirmos de forma pacífica, civilizada e fraterna, somos como que autómatos, reagindo sempre de acordo com o que motivou a nossa reacção. Somos autómatos sem nos apercebermos.
A violência é uma das maiores chagas sociais, que se vai acumulando dentro de nós na medida em que nos afastamos da divindade. O homem perdeu o Norte de Deus, esqueceu a sua moralização, automatizou-se e hoje vê-se prisioneiro de um conjunto de normas sociais (anti-sociais) que o empurram para atitudes cada vez mais egoístas e violentas.
Desde há dois mil anos que Jesus de Nazaré trouxe à humanidade um código de conduta que traria ao homem a felicidade. Esse código de conduta, esses ensinamentos ético-morais que Jesus deixou na Terra, são a garantia da paz, da felicidade, do bem-estar interior. Mais uma vez o homem perdeu-se no meio das suas lutas, do egoísmo, do orgulho, da violência, ignorou tais códigos e hoje confronta-se consigo próprio numa mistura explosiva de intranquilidade interior. Esse homem velho, que carrega dentro de si ao longo das várias reencarnações, experiências violentas, vê-se hoje a braços com uma dualidade muito grande: os hábitos enraizados no passado, nas vidas anteriores, onde semeou essa violência, colhendo-a hoje na sua vida, já que somos o somatório das nossas vidas anteriores (“A semeadura é livre mas a colheita é obrigatória”. Jesus de Nazaré), e o desejo actual de ser diferente, de romper com o passado, de sair desse estado de alma atormentador que é a violência interior.
O espiritismo ou doutrina espírita, não sendo mais uma religião nem mais uma seita, apresenta-se como uma ciência filosófica de consequências morais. Mostrando-nos a imortalidade da alma, através dos contactos com a espiritualidade, por intermédio dos médiuns (seres com capacidade de percepcionar o mundo extra-físico), o espiritismo mostra-nos também que existe uma lógica para a vida e que cada um colhe dela aquilo que semeou outrora, dentro da lei de causa e efeito, onde cada atitude nossa, positiva ou negativa, irá repercutir-se obrigatoriamente em nós, trazendo-nos paz ou intranquilidade interior. Nesse interim, quem estuda o espiritismo vê-se melhor apetrechado para a vida em sociedade, nestes tempos atribulados, encontrando conceitos lógicos e racionais para o entendimento da vida numa visão holística da mesma.

O espiritismo é um dos grandes antídotos para a violência...
Aquele que conhece o espiritismo, sabe que terá de se modificar
interiormente, se quiser ser mais feliz.

Assim sendo, o espiritismo é um dos grandes antídotos para a violência, na medida em que quem o conhece jamais se poderá eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o seu futuro será uma decorrência do presente. Aquele que conhece o espiritismo sabe que terá de se modificar interiormente, se quiser ser mais feliz.
O espiritismo, na sua componente ético-moral nada vem acrescentar aos ensinamentos de Jesus mas vem aclarar o raciocínio em volta deles, explicando-os com mais lógica e racionalidade dentro dos horizontes da reencarnação que cada vez mais vai sendo uma realidade nos laboratórios de pesquisas em torno da personalidade humana.
Esperamos que outras crianças tenham mais sorte que o João, que os seus pais os levem às reuniões dos grupos de crianças e grupos de jovens, nas associações espíritas, onde eles possam adquirir uma formação ético-moral sólida que os apetreche melhor a lidarem com a violência social vigente, num processo de responsabilização pessoal e social.

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Espiritismo... caminho para a paz!



Faz um ano (Setembro de 2002) que o mundo se sobressaltou com os ataques terroristas do 11 de Setembro contra as torres gémeas em Nova Iorque. O mundo parece estar cada vez mais violento, sem solução à vista. O mundo está sedento de paz. Veja qual o contributo que o espiritismo pode dar nesta área.

Somos cerca de 6 biliões de seres a viverem neste planeta Terra, onde existe espaço para todos, comida para todos, condições para que todos possam viver em paz e um pouco melhor. No entanto a realidade é oposta, as guerras são uma constante, o ódio espalha-se qual erva daninha a proliferar nos corações humanos, os ímpetos de vingança sobre quem não pensa como nós ou nos contraria as ideias mantêm-se, a miséria moral e material vai cavando sulcos de sofrimento generalizado.
O panorama afigura-se aterrador, aparentemente, já que a massificação da informação poderá estar a dar uma ideia distorcida da realidade, na medida em que somente veicula desgraças e atitudes negativas, calando as acções nobres, amigas, de retaguarda, já que estas não são “notícia”.
No entanto temos consciência que o mundo está em mudança onde os entrechoques evolutivos se notam com mais rigor.
De acordo com a doutrina espírita (ou espiritismo) vivemos num planeta que seria catalogado de “provas e expiações”, isto é, um planeta onde a população que nele habita, pela sua pouca evolução ético-moral, ainda precisa de passar por muitas provas e de expiar muitas acções negativas executadas no passado, quer em vidas anteriores quer nesta existência carnal, isto de acordo com a Lei de Causa e Efeito (também conhecida com Lei do Carma, dos orientais). Um planeta de provas e expiações é um planeta onde o mal predomina sobre o bem, onde os seres humanos ainda não despertos para a sua realidade espiritual buscam na matéria toda a sua felicidade, todos os seus gozos, acabando por entrar em labirintos de frustração, buscando a felicidade interior onde ela não está: na matéria.

Modificando o campo mental, a atitude no lar, no trabalho, na rua,
o homem modificará o mundo, gradualmente, pacificando-se primeiro
para poder à posteriori pacificar o mundo que o rodeia

Os espíritos evoluídos dizem, nas suas comunicações através de médiuns, que o nosso planeta está numa fase de mudança neste 3º milénio, em que gradualmente pela lei natural da reencarnação (que brevemente poderá vir a ser mais uma lei reconhecida pela biologia) uns seres partem e outros voltam, e em que os seres desequilibrados e violentos reencarnarão em outros planetas que estejam mais de acordo com a sua postura interior, de violência, agressividade, voltando à Terra, naturalmente, seres comprometidos com a paz, com a ecologia, com o amor desinteressado, com a fraternidade. Serão estes os chamados “fins dos tempos”, isto é, o fim dos tempos de iniquidade, de miséria moral e material. Então o planeta Terra passará a ser um planeta de regeneração, onde os seres que aí nascerem evoluirão pelo amor e já não tanto pelo sofrimento que agora nos mina.
É neste sentido que o espiritismo concita todos à prática do bem, ao respeito mútuo, à fraternidade, procurando cada um trabalhar o seu íntimo no sentido de se tornar mais equilibrado, mais em sintonia com o equilíbrio universal, com Deus.
Numa época em que o terrorismo de todos os tipos impera (terrorismo social, terrorismo religioso, político, desportivo, verbal, mesmo a nível do pensamento...) é urgente que o homem se modifique, amplie os seus horizontes existenciais. Quando o homem entender que a reencarnação é uma realidade e que o seu futuro feliz ou infeliz dependerá das suas atitudes no seu presente, então o homem entendendo as leis de Deus, começará a ter uma postura mais humanista, mais fraterna pondo em prática os ensinamentos ético – morais que o cristianismo nos deixou e que são a solução para todas as dificuldades existenciais que o mundo atravessa.
Modificando o campo mental, a atitude no lar, no trabalho, na rua, o homem modificará o mundo, gradualmente, pacificando-se primeiro para poder à posteriori pacificar o mundo que o rodeia.
O espiritismo é pois um forte contributo para a paz social, aliás bem retratado no tema central do XIX Encontro Nacional de Jovens Espíritas, que por sinal decorreu este ano nas Caldas da Rainha, precisamente sob o lema ESPIRITISMO.... CAMINHO PARA A PAZ.

Bibliografia:
«O Evangelho Segundo o Espiritismo», Allan Kardec;
www.adeportugal.org ;

Portugal, 2002

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Espiritismo não é charlatanismo



Semanalmente folheamos os jornais locais procurando saber um pouco daquilo que se passa na nossa cidade ou região.
Qual não é o nosso espanto quando vimos nos dois jornais da cidade, um anúncio publicitário, com destaque na página 3, que logo nos chamou a atenção. Tratava-se de um pretenso “Centro Espírita Quinta de Santo” onde aparecia uma fotografia de um jovem cheio de artefactos, com vestes especiais e prometendo resolver todos os problemas e mais alguns. Várias pessoas nos manifestaram a sua indignação pelo facto de hoje em dia qualquer pessoa poder atentar contra a dignidade de outra, num jornal, com um simples anúncio. Obviamente, que os “media” também são responsáveis, pois que dentro dos conhecimentos de cultura geral que têm não deveriam, em nossa opinião, publicitar tudo aquilo que objectivasse enganar os incautos. Mas, por vezes, a óptica comercial sai vencedora, o que até certo ponto é compreensível, cabendo aos espíritas informar sobre o que é realmente o Espiritismo.
Hoje em dia as associações espíritas estão cheias de pessoas que buscam o conhecimento espírita, buscam conhecer-se um pouco melhor, pessoas essas com as mais variadas profissões, cultura e instrução. De realçar que uma das profissões que mais procura um centro espírita em busca de informação são por exemplo professores, quer do ensino secundário quer superior. Médicos, engenheiros, pedreiros, militares, donas de casa, etc., fazem parte de um conjunto de pessoas sérias, honestas, que são espíritas e que nada têm a ver com este tipo de anúncios.
O Espiritismo (ou Doutrina Espírita) é uma ciência filosófica de consequências morais. Como ciência experimental ela observou e observa os factos espíritas, como filosofia explica-os, tirando daí ilações morais para a vida do homem. Não sendo mais uma religião nem seita, o Espiritismo leva o homem a uma maior espiritualização, aproximando-o assim de Deus.
Um verdadeiro centro espírita não coloca anúncios em jornais prometendo a cura de tudo e a todos.

Os espíritas não fazem nem podem fazer do espiritismo a sua profissão.

Uma associação espírita é pois um conjunto de pessoas, que por carolice, alugam um espaço, quotizando-se entre todos, com manifesto prejuízo financeiro a título pessoal, mas que o fazem por amor à camisola, por gostam do Espiritismo e têm uma vontade enorme de o estudar, divulgar e praticar. Tem outra razão de ser a existência de um centro espírita: poder ajudar pessoas que têm problemas de ordem espiritual (problemas esses hoje reconhecidos por muitos psiquiatras) que a medicina convencional não consegue debelar, já que só objectiva tratar o corpo de carne.
Um verdadeiro centro espírita não cobra dinheiro pelos seus serviços nem aceita dinheiro em troco dos serviços prestados. Um verdadeiro centro espírita não coloca anúncios em jornais prometendo a cura de tudo e a todos. Os espíritas não fazem nem podem fazer do espiritismo a sua profissão. Todos os espíritas têm os seus trabalhos e apenas nas horas vagas se dedicam à prática do espiritismo, com completo desinteresse e numa perspectiva filantrópica, humanista e fraterna.
O Espiritismo está na linha da frente, denunciando aqueles que se aproveitam do bom-nome do espiritismo para enganar incautos, pessoas com problemas graves, que por vezes, em desespero de causa recorrem a tudo e a todos.
Nesse sentido, a Doutrina Espírita nada tem a ver com o charlatanismo, com médiuns comerciantes que cobram pelas suas “consultas”, com magias, bruxarias, crendices, etc., já que a Doutrina Espírita tem a ver com cultura, assentando na ética que Jesus de Nazaré nos deixou, que manda fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem, apontando o Amor e a fraternidade como caminhos únicos a percorrer se quisermos ser mais felizes.

Bibliografia:
“O Que é o Espiritismo”;
“O Livro dos Espíritos”;
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”;
“O Livro dos Médiuns”;
“A Génese”;
“O Céu e o Inferno” (todos da autoria de Allan Kardec)

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Espíritos às cores?



21 de Março foi o Dia Internacional contra a Discriminação Social, tendo também começado a Semana contra o Racismo, promovida pelo Conselho da Europa, numa época em que as manifestações racistas aumentam um pouco por todo o lado, bem como a xenofobia. Mas que tem o espiritismo a ver com este problema? Mais do que parece à primeira vista. Se não acredita, então, leia!

Poder-se ia abordar todo um conjunto de situações, que, hipoteticamente podem desencadear situações extremistas, como o racismo e xenofobia. Se é certo que determinadas situações sociais podem ajudar a despoletar tais fenómenos, urge procurar a causa, que, pensamos, reside bem lá no fundo de cada um de nós, servindo todas as outras respostas quase sempre para mascarar desacertos psicológicos que transportamos e que necessitam correcção.
Há tempos, quando assistia a um telejornal na companhia de um amigo, este desatou a tecer considerações acerca dos "pretos", entre outras afirmativas que raiavam o absurdo, do meu ponto de vista. Falei-lhe da reencarnação e meio a sério meio a brincar avisei-o de que necessitava corrigir seus sentimentos e maneira de pensar, pois, caso contrário, poderia ser um sério candidato à reencarnação, nessa mesma raça, de molde a aprender a valorizar o que realmente interessa: a pessoa em si, qualquer que seja a cor da pele do seu corpo físico. Não sei se pelo medo da hipótese de tal possibilidade ou se porque o argumento lhe calou fundo, despoletando novas conjecturas, o que é certo é que o referido amigo emudeceu.
Muito enganados andam aqueles que pensam ser a coloração da pele um factor determinante para qualquer tipo de superioridade, bem como outros factores que conduzem à xenofobia, muitas vezes associada ao racismo.
Neste tempo em que o planeta Terra passa por profundas transformações de cariz moral, notamos cada vez mais situações conflituosas, forças em descontrolo, sentimentos catárcticos nos homens, conflitos sociais. O homem, profundamente alheado da sua componente espiritual, antes sobrevalorizando e apenas conhecendo o seu cariz físico, terreno, procura a felicidade onde ela não existe, tentando encontrá-la em tudo quanto é exterior a si próprio, quando ela, a felicidade, é um edifício que urge ir construindo dia-a-dia, utilizando para isso o cimento da fraternidade e os tijolos dos bons actos para com o próximo, despojando-se simultaneamente de tudo aquilo que pode atrasar a construção de tão precioso edifício: o orgulho, ódio, vaidade, egoísmo, etc.

A resposta espírita ao racismo

A doutrina espírita (ou espiritismo) vem dar um grande contributo à Humanidade, explicando os fundamentos do cristianismo, de uma forma clara, aberta e acessível a todos. Sabendo nós que os espíritos não têm cor, que o que tem cor é o corpo temporário de que eles se revestem para que possam assim actuar no planeta onde se encontram reencarnados, lógico será aferir que essa mesma reencarnação desses mesmos espíritos poderá ocorrer em qualquer parte do planeta, em qualquer raça e numa ou noutra condição social, de acordo com as suas necessidades evolutivas (morais e intelectuais), tendo em conta todas as experiências vividas em vidas anteriores.
Com o espiritismo, a fraternidade, o amor ao próximo, deixam de ser uma quimera, um capricho meramente humano, para passarem a ser uma necessidade intrínseca ao desenvolvimento moral do homem e inerente bem-estar interior.Com o espiritismo, o homem compreende que já viveu antes e que viverá depois, e que a sua futura existência dependerá do que ele for nesta vida, de acordo com a lei de causa e efeito, que nos condiciona, quer queiramos quer não. Com o espiritismo o homem compreende como é inócuo alguém dar-se ao "luxo" de odiar, de dar guarida ao egoísmo feroz, à tola vaidade, ao orgulho estéril.

O espiritualista, e mais propriamente o espírita, sabe que todos os homens
são músicos dessa orquestra universal que é o Cosmos infinito,
e como tal,  não deve existir espaço no seu coração para o racismo
e outras atitudes descompensadas

A solução para os problemas sociais mantém-se inalterável e foi apresentada há dois mil anos, por Cristo: o amor ao próximo, o fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem, a fraternidade, entendimento, tolerância, bondade e ajuda mútua.
É claro que todas essas manifestações de racismo se diluirão no tempo, à medida que mais nos identificarmos com o que somos - interiormente - e menos acreditarmos ser aquilo que parecemos. Um trabalho que cada um terá de fazer por si próprio iniludivelmente.

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Eu ainda dou em maluco...



O dia era normal como todos os outros. A páginas tantas, uma pessoa conhecida pediu-nos para conversarmos um pouco. Anuímos.
Num recanto mais privado, começou por indagar se eu acreditava mesmo no espiritismo. Respondi que não, que o espiritismo não é uma questão de crença, mas sim de factos, e como tal, perante tantos factos que provam a imortalidade da alma e a comunicabilidade dos espíritos, não me resta mais do que render-me à evidência.
O seu ar era de preocupação. Pessoa bem posta na vida, notava-se que carregava um problema que o não deixava estar em paz.
Foi-me referindo que um seu familiar era atormentado desde há dois anos com vozes “esquisitas” que mais ninguém ouvia. Na família, ninguém o entende, pensam que ele está maluco apesar dos seus cerca de 60 anos de idade e de ser uma pessoa equilibrada. Os filhos ficam a pensar se ele não estará a ficar senil e com graves problemas psiquiátricos. Ele próprio pensa que ainda dá em maluco ou então que está mesmo maluco. No entanto, após breves momentos de meditação acaba por verificar que é uma pessoa lúcida, que pensa normalmente, que não está desequilibrado. Mas aquela dicotomia – estou a ficar maluco / eu não estou maluco – é desgastante. Pelo sim pelo não lá vai frequentando vários médicos psiquiatras. Entre várias possibilidades lá o vão encharcando com medicamentos anti-psicóticos, o que faz com que ele ainda se sinta pior.

É urgente que médicos e psicólogos comecem a adentrar-se no estudo
do espiritismo, no sentido de melhor poderem dar resposta a situações
que a medicina convencional não consegue solucionar

Os tormentos continuam, pois apesar de tudo, as vozes lá estão, persistentes, umas de tom amistoso, outras, a maioria, vozes desconhecidas que o incitam a fazer disparates, que lhe dizem coisas de fazer corar os mais atrevidos e com ideias altamente perturbadoras.
Não sabe mais que fazer, acabam por deambular por charlatães onde gastam um rol de dinheiro em mezinhas e outros artefactos que nada resolvem.
A situação complicou-se, ele já não sabe como sair da mesma.
Foi perante este cenário difícil que aquela pessoa conhecida nos perguntava se poderíamos fazer algo pelo familiar.
Assim à primeira vista sugerimos que o familiar consultasse uma médica psiquiatra nossa conhecida, que também sendo espírita e conhecendo os meandros da mediunidade (capacidade que as pessoas têm para entrar em contacto com o mundo espiritual) poderia aquilatar melhor da necessidade ou não de medicação. Recomendámos igualmente que o familiar se deslocasse a uma associação espírita idónea no sentido de pedir auxílio espiritual, pois todos os dados relatados por esse familiar são indicativos de que essa pessoa pode ser portadora de uma faculdade – audiência espiritual – que lhe permite ouvir as vozes das pessoas já falecidas, os chamados espíritos.
Ficámos a meditar no enorme número de pessoas que tendo faculdades consideradas paranormais, isto é, mediunidade ou faculdade de percepcionar o mundo espiritual, não sabem o que se passa com elas, não entendem o que sentem, ouvem ou vêem, entrando em perturbação pelo facto de não saberem lidar com a nova situação e por ouvirem dos demais que não possuem essa capacidade, que eles não estão bem psiquicamente, o que muitas vezes é corroborado por médicos que desconhecem esta característica do ser humano. Sendo a mediunidade uma faculdade que todos nós possuímos, uns (a maioria) em estado latente, outros com ela a desabrochar e outros ainda já com ela desenvolvida (aquelas pessoas a que vulgarmente se chama médiuns), e estando essa faculdade cada vez mais visível em todos os estratos sociais e culturais, é urgente que médicos e psicólogos comecem a adentrar-se no estudo do espiritismo, no sentido de melhor entenderem o ser humano como ser espiritual eterno, temporariamente num corpo de carne, e não como um amontoado de células carnais.

A doutrina espírita, ou espiritismo, é precisos auxiliar da medicina,
em várias das suas áreas.

Da nossa experiência junto de associações espíritas idóneas, temos visto inúmeras pessoas a reequilibrarem-se, após a necessária aprendizagem em torno desta faculdade, a mediunidade, logrando viver com ela naturalmente quando antes era factor de perturbação.
Se antes a mediunidade era considerada sintoma patológico pelos médicos psiquiatras mais conservadores, hoje, tudo indica, de acordo com estudos efectuados em torno desta área, que as pessoas portadoras desta faculdade são pessoas perfeitamente normais, sem patologia psiquiátrica.
Novos ventos sopram para a medicina, em busca do ser humano numa perspectiva holística. A doutrina espírita, ou espiritismo, é precisos auxiliar da medicina em várias das suas áreas, sem no entanto a substituir ou com ela rivalizar, já que o objecto do espiritismo não é consertar corpos mas sim auxiliar o homem no seu auto-conhecimento, de onde vem, para onde vai e do porquê desta existência carnal, bem como explicar e demonstrar que a vida continua, que é possível comunicar com aqueles que já partiram para o mundo espiritual e que a reencarnação é uma realidade até então por muitos ignorada.
Para mais pormenores sobre este assunto aconselhamos uma visita à página da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal – ADEP, em http://www.adeportugal.org/ 

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Falar com os Espíritos: um caso real...



O Espiritismo tem vindo a investigar os factos espíritas desde 1857, factos esses que comprovam a imortalidade da alma bem como a possibilidade de se comunicar com as pessoas que já largaram o corpo físico, pelo fenómeno natural da morte. Veja um caso interessante passado nas Caldas da Rainha, na Associação Cultural Espírita.

Como habitualmente, naquele dia da semana, numa 3ª feira, decorria uma reunião de desobsessão, onde há intercâmbio com o mundo espiritual. Nesse tipo de reuniões, um grupo de pessoas que estejam preparadas para essa tarefa (que já tenham estudado o espiritismo e que reúnam alguns requisitos para fazerem parte desta actividade), disponibiliza-se para auxiliar pessoas que do outro lado da vida ainda se encontram em situações de sofrimento, revolta ou ódio, e que muitas vezes, com esses sentimentos, interferem com a vida daqueles que ainda estão no corpo de carne (nós, os chamados “vivos”). Naquele dia, íamos passar um pedido de auxílio para uma senhora de Paços de Ferreira, Portugal, que além de vários problemas de ordem física, bem diagnosticados, sendo uma pessoa com percepções extra-físicas, sentia amiúde presenças desagradáveis junto dela. Curiosamente, essa senhora não sabia que iríamos fazer um pedido de auxílio espiritual em seu favor (o que descarta a hipótese da sugestão), pois fora uma sua amiga, que sem ela saber nos pedira essa ajuda, vendo-a passar muitas dificuldades.
Iniciada a reunião, e quando chegou a vez de passar o pedido de auxílio referente a esta senhora, manifestou-se num dos médiuns, que fazem parte desta equipe de trabalho nesta associação, uma pessoa já falecida há cerca de uns 10 anos e que por motivos que não nos cabe agora mostrar, andava por ali no lar daquela senhora, perturbando-a sem saber o que estava a fazer.

Diariamente, nas associações espíritas, um pouco por todo o mundo,
estabelece-se um contacto saudável com os chamados “mortos”
que estão tão vivos como nós.

Este tipo de situações acontece frequentemente, já que a morte do corpo físico não é um acto milagroso e como tal nós continuamos na vida espiritual tal como éramos na vida carnal – com os nossos defeitos e virtudes bem como com as nossas tendências. Se aliarmos a isso um profundo desconhecimento da vida espiritual por parte das pessoas, fácil é constatar que a grande maioria fica um pouco atordoada quando se vê fora do seu corpo de carne, sem perceberem sequer que o seu corpo morreu, nem qual a sua situação actual. Mas, voltemos ao caso em pauta.
Um dos elementos do grupo começou a conversar com o referido Espírito (o falecido) explicando-lhe que se ele quisesse poderia receber ali auxílio espiritual e começar uma nova vida noutros planos da existência, entre outros esclarecimentos básicos. Entretanto, esse esclarecedor que falava com o “falecido” através de um médium presente na reunião, começou a ouvir um “tic-tac” nítido como se estivesse ali presente um daqueles relógios despertador antigos (em metal) que faziam um “tic-tac” sonoro e até desconfortante. Naquela altura, o Espírito pediu por favor que lhe tirassem dali aquele barulho do “tic-tac”, “que já não o podia ouvir”, “que estava farto de o ouvir”. Conversando com esse Espírito, lá o conseguimos desvincular dessa ideia e aos poucos esse “tic-tac” foi desaparecendo, deixando de ser audível por todos os presentes da reunião. Ficámos espantados, pois pensámos que alguém, por algum motivo desconhecido, tivesse levado um desses despertadores barulhentos para a sala de reunião e não mais pensámos no assunto. No entanto, ficava o enigma dele se ter calado repentinamente com o seu “tic-tac” tal como começara de repente.
Quando terminámos a reunião, fazendo uma análise de tudo o que acontecera no sentido de se tentar auxiliar as pessoas, foi com espanto que verificámos que não havia nenhum relógio desses na sala de reuniões nem tão pouco em toda a associação. De realçar que o “tic-tac” foi ouvido pelos oito elementos que fazem parte dessa reunião, sem margem para dúvidas, não havendo hipótese de alucinação auditiva pois todos os elementos o ouviram de igual modo, nem tão pouco de sugestão pois o referido barulho aparecera antes de o Espírito referir que não suportava esse barulho do relógio lá na casa da senhora, em Paços de Ferreira.

O espiritismo demonstra de maneira séria e objectiva que a vida continua,
sendo a morte apenas uma mudança de plano existencial para o Espírito.

No dia seguinte, comunicámos telefonicamente com a amiga dessa senhora de Paços de Ferreira já que essa amiga é que nos solicitara o auxílio para a dita pessoa (que desconhecia totalmente o pedido de auxílio em seu favor por parte da sua amiga). Contámos-lhe o caso interessante, que se engloba nos fenómenos de efeitos físicos, e ela ficou de tentar, discretamente, saber junto dessa senhora se ela possuía algum desses relógios-despertador em sua casa.
Passados uns dias, recebemos um telefonema, referindo-nos essa amiga que de facto, a senhora necessitada tinha um desses relógios em casa, e há uns tempos, não lhe suportando a presença devido à sua sonoridade, guardara-o no sótão.
O curioso da questão é que sendo essa senhora médium, ela deve ter assimilado a vontade do Espírito, que não suportava o barulho do despertador e que ela como sensitiva deve ter captado esse pensamento fazendo aquilo que ele desejava.
Esclarecido esse Espírito, a situação alterou-se, tendo a referida senhora deixado de sentir essas presenças desagradáveis em sua casa.
Um facto curioso que ninguém podia adivinhar, nem saber (até porque nenhum dos elementos componentes da reunião conhece essa senhora), entre outros factos chamados paranormais, que são muito comuns diariamente, e que são perfeitamente normais para quem conhece a doutrina espírita.
Aos interessados deixamos uma sugestão de leitura: «O Livro dos Médiuns» bem como «O Livro dos Espíritos», ambos de Allan Kardec, para uma melhor compreensão destes factos.