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Espíritos às cores?



21 de Março foi o Dia Internacional contra a Discriminação Social, tendo também começado a Semana contra o Racismo, promovida pelo Conselho da Europa, numa época em que as manifestações racistas aumentam um pouco por todo o lado, bem como a xenofobia. Mas que tem o espiritismo a ver com este problema? Mais do que parece à primeira vista. Se não acredita, então, leia!

Poder-se ia abordar todo um conjunto de situações, que, hipoteticamente podem desencadear situações extremistas, como o racismo e xenofobia. Se é certo que determinadas situações sociais podem ajudar a despoletar tais fenómenos, urge procurar a causa, que, pensamos, reside bem lá no fundo de cada um de nós, servindo todas as outras respostas quase sempre para mascarar desacertos psicológicos que transportamos e que necessitam correcção.
Há tempos, quando assistia a um telejornal na companhia de um amigo, este desatou a tecer considerações acerca dos "pretos", entre outras afirmativas que raiavam o absurdo, do meu ponto de vista. Falei-lhe da reencarnação e meio a sério meio a brincar avisei-o de que necessitava corrigir seus sentimentos e maneira de pensar, pois, caso contrário, poderia ser um sério candidato à reencarnação, nessa mesma raça, de molde a aprender a valorizar o que realmente interessa: a pessoa em si, qualquer que seja a cor da pele do seu corpo físico. Não sei se pelo medo da hipótese de tal possibilidade ou se porque o argumento lhe calou fundo, despoletando novas conjecturas, o que é certo é que o referido amigo emudeceu.
Muito enganados andam aqueles que pensam ser a coloração da pele um factor determinante para qualquer tipo de superioridade, bem como outros factores que conduzem à xenofobia, muitas vezes associada ao racismo.
Neste tempo em que o planeta Terra passa por profundas transformações de cariz moral, notamos cada vez mais situações conflituosas, forças em descontrolo, sentimentos catárcticos nos homens, conflitos sociais. O homem, profundamente alheado da sua componente espiritual, antes sobrevalorizando e apenas conhecendo o seu cariz físico, terreno, procura a felicidade onde ela não existe, tentando encontrá-la em tudo quanto é exterior a si próprio, quando ela, a felicidade, é um edifício que urge ir construindo dia-a-dia, utilizando para isso o cimento da fraternidade e os tijolos dos bons actos para com o próximo, despojando-se simultaneamente de tudo aquilo que pode atrasar a construção de tão precioso edifício: o orgulho, ódio, vaidade, egoísmo, etc.

A resposta espírita ao racismo

A doutrina espírita (ou espiritismo) vem dar um grande contributo à Humanidade, explicando os fundamentos do cristianismo, de uma forma clara, aberta e acessível a todos. Sabendo nós que os espíritos não têm cor, que o que tem cor é o corpo temporário de que eles se revestem para que possam assim actuar no planeta onde se encontram reencarnados, lógico será aferir que essa mesma reencarnação desses mesmos espíritos poderá ocorrer em qualquer parte do planeta, em qualquer raça e numa ou noutra condição social, de acordo com as suas necessidades evolutivas (morais e intelectuais), tendo em conta todas as experiências vividas em vidas anteriores.
Com o espiritismo, a fraternidade, o amor ao próximo, deixam de ser uma quimera, um capricho meramente humano, para passarem a ser uma necessidade intrínseca ao desenvolvimento moral do homem e inerente bem-estar interior.Com o espiritismo, o homem compreende que já viveu antes e que viverá depois, e que a sua futura existência dependerá do que ele for nesta vida, de acordo com a lei de causa e efeito, que nos condiciona, quer queiramos quer não. Com o espiritismo o homem compreende como é inócuo alguém dar-se ao "luxo" de odiar, de dar guarida ao egoísmo feroz, à tola vaidade, ao orgulho estéril.

O espiritualista, e mais propriamente o espírita, sabe que todos os homens
são músicos dessa orquestra universal que é o Cosmos infinito,
e como tal,  não deve existir espaço no seu coração para o racismo
e outras atitudes descompensadas

A solução para os problemas sociais mantém-se inalterável e foi apresentada há dois mil anos, por Cristo: o amor ao próximo, o fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem, a fraternidade, entendimento, tolerância, bondade e ajuda mútua.
É claro que todas essas manifestações de racismo se diluirão no tempo, à medida que mais nos identificarmos com o que somos - interiormente - e menos acreditarmos ser aquilo que parecemos. Um trabalho que cada um terá de fazer por si próprio iniludivelmente.

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Eu ainda dou em maluco...



O dia era normal como todos os outros. A páginas tantas, uma pessoa conhecida pediu-nos para conversarmos um pouco. Anuímos.
Num recanto mais privado, começou por indagar se eu acreditava mesmo no espiritismo. Respondi que não, que o espiritismo não é uma questão de crença, mas sim de factos, e como tal, perante tantos factos que provam a imortalidade da alma e a comunicabilidade dos espíritos, não me resta mais do que render-me à evidência.
O seu ar era de preocupação. Pessoa bem posta na vida, notava-se que carregava um problema que o não deixava estar em paz.
Foi-me referindo que um seu familiar era atormentado desde há dois anos com vozes “esquisitas” que mais ninguém ouvia. Na família, ninguém o entende, pensam que ele está maluco apesar dos seus cerca de 60 anos de idade e de ser uma pessoa equilibrada. Os filhos ficam a pensar se ele não estará a ficar senil e com graves problemas psiquiátricos. Ele próprio pensa que ainda dá em maluco ou então que está mesmo maluco. No entanto, após breves momentos de meditação acaba por verificar que é uma pessoa lúcida, que pensa normalmente, que não está desequilibrado. Mas aquela dicotomia – estou a ficar maluco / eu não estou maluco – é desgastante. Pelo sim pelo não lá vai frequentando vários médicos psiquiatras. Entre várias possibilidades lá o vão encharcando com medicamentos anti-psicóticos, o que faz com que ele ainda se sinta pior.

É urgente que médicos e psicólogos comecem a adentrar-se no estudo
do espiritismo, no sentido de melhor poderem dar resposta a situações
que a medicina convencional não consegue solucionar

Os tormentos continuam, pois apesar de tudo, as vozes lá estão, persistentes, umas de tom amistoso, outras, a maioria, vozes desconhecidas que o incitam a fazer disparates, que lhe dizem coisas de fazer corar os mais atrevidos e com ideias altamente perturbadoras.
Não sabe mais que fazer, acabam por deambular por charlatães onde gastam um rol de dinheiro em mezinhas e outros artefactos que nada resolvem.
A situação complicou-se, ele já não sabe como sair da mesma.
Foi perante este cenário difícil que aquela pessoa conhecida nos perguntava se poderíamos fazer algo pelo familiar.
Assim à primeira vista sugerimos que o familiar consultasse uma médica psiquiatra nossa conhecida, que também sendo espírita e conhecendo os meandros da mediunidade (capacidade que as pessoas têm para entrar em contacto com o mundo espiritual) poderia aquilatar melhor da necessidade ou não de medicação. Recomendámos igualmente que o familiar se deslocasse a uma associação espírita idónea no sentido de pedir auxílio espiritual, pois todos os dados relatados por esse familiar são indicativos de que essa pessoa pode ser portadora de uma faculdade – audiência espiritual – que lhe permite ouvir as vozes das pessoas já falecidas, os chamados espíritos.
Ficámos a meditar no enorme número de pessoas que tendo faculdades consideradas paranormais, isto é, mediunidade ou faculdade de percepcionar o mundo espiritual, não sabem o que se passa com elas, não entendem o que sentem, ouvem ou vêem, entrando em perturbação pelo facto de não saberem lidar com a nova situação e por ouvirem dos demais que não possuem essa capacidade, que eles não estão bem psiquicamente, o que muitas vezes é corroborado por médicos que desconhecem esta característica do ser humano. Sendo a mediunidade uma faculdade que todos nós possuímos, uns (a maioria) em estado latente, outros com ela a desabrochar e outros ainda já com ela desenvolvida (aquelas pessoas a que vulgarmente se chama médiuns), e estando essa faculdade cada vez mais visível em todos os estratos sociais e culturais, é urgente que médicos e psicólogos comecem a adentrar-se no estudo do espiritismo, no sentido de melhor entenderem o ser humano como ser espiritual eterno, temporariamente num corpo de carne, e não como um amontoado de células carnais.

A doutrina espírita, ou espiritismo, é precisos auxiliar da medicina,
em várias das suas áreas.

Da nossa experiência junto de associações espíritas idóneas, temos visto inúmeras pessoas a reequilibrarem-se, após a necessária aprendizagem em torno desta faculdade, a mediunidade, logrando viver com ela naturalmente quando antes era factor de perturbação.
Se antes a mediunidade era considerada sintoma patológico pelos médicos psiquiatras mais conservadores, hoje, tudo indica, de acordo com estudos efectuados em torno desta área, que as pessoas portadoras desta faculdade são pessoas perfeitamente normais, sem patologia psiquiátrica.
Novos ventos sopram para a medicina, em busca do ser humano numa perspectiva holística. A doutrina espírita, ou espiritismo, é precisos auxiliar da medicina em várias das suas áreas, sem no entanto a substituir ou com ela rivalizar, já que o objecto do espiritismo não é consertar corpos mas sim auxiliar o homem no seu auto-conhecimento, de onde vem, para onde vai e do porquê desta existência carnal, bem como explicar e demonstrar que a vida continua, que é possível comunicar com aqueles que já partiram para o mundo espiritual e que a reencarnação é uma realidade até então por muitos ignorada.
Para mais pormenores sobre este assunto aconselhamos uma visita à página da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal – ADEP, em http://www.adeportugal.org/ 

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Falar com os Espíritos: um caso real...



O Espiritismo tem vindo a investigar os factos espíritas desde 1857, factos esses que comprovam a imortalidade da alma bem como a possibilidade de se comunicar com as pessoas que já largaram o corpo físico, pelo fenómeno natural da morte. Veja um caso interessante passado nas Caldas da Rainha, na Associação Cultural Espírita.

Como habitualmente, naquele dia da semana, numa 3ª feira, decorria uma reunião de desobsessão, onde há intercâmbio com o mundo espiritual. Nesse tipo de reuniões, um grupo de pessoas que estejam preparadas para essa tarefa (que já tenham estudado o espiritismo e que reúnam alguns requisitos para fazerem parte desta actividade), disponibiliza-se para auxiliar pessoas que do outro lado da vida ainda se encontram em situações de sofrimento, revolta ou ódio, e que muitas vezes, com esses sentimentos, interferem com a vida daqueles que ainda estão no corpo de carne (nós, os chamados “vivos”). Naquele dia, íamos passar um pedido de auxílio para uma senhora de Paços de Ferreira, Portugal, que além de vários problemas de ordem física, bem diagnosticados, sendo uma pessoa com percepções extra-físicas, sentia amiúde presenças desagradáveis junto dela. Curiosamente, essa senhora não sabia que iríamos fazer um pedido de auxílio espiritual em seu favor (o que descarta a hipótese da sugestão), pois fora uma sua amiga, que sem ela saber nos pedira essa ajuda, vendo-a passar muitas dificuldades.
Iniciada a reunião, e quando chegou a vez de passar o pedido de auxílio referente a esta senhora, manifestou-se num dos médiuns, que fazem parte desta equipe de trabalho nesta associação, uma pessoa já falecida há cerca de uns 10 anos e que por motivos que não nos cabe agora mostrar, andava por ali no lar daquela senhora, perturbando-a sem saber o que estava a fazer.

Diariamente, nas associações espíritas, um pouco por todo o mundo,
estabelece-se um contacto saudável com os chamados “mortos”
que estão tão vivos como nós.

Este tipo de situações acontece frequentemente, já que a morte do corpo físico não é um acto milagroso e como tal nós continuamos na vida espiritual tal como éramos na vida carnal – com os nossos defeitos e virtudes bem como com as nossas tendências. Se aliarmos a isso um profundo desconhecimento da vida espiritual por parte das pessoas, fácil é constatar que a grande maioria fica um pouco atordoada quando se vê fora do seu corpo de carne, sem perceberem sequer que o seu corpo morreu, nem qual a sua situação actual. Mas, voltemos ao caso em pauta.
Um dos elementos do grupo começou a conversar com o referido Espírito (o falecido) explicando-lhe que se ele quisesse poderia receber ali auxílio espiritual e começar uma nova vida noutros planos da existência, entre outros esclarecimentos básicos. Entretanto, esse esclarecedor que falava com o “falecido” através de um médium presente na reunião, começou a ouvir um “tic-tac” nítido como se estivesse ali presente um daqueles relógios despertador antigos (em metal) que faziam um “tic-tac” sonoro e até desconfortante. Naquela altura, o Espírito pediu por favor que lhe tirassem dali aquele barulho do “tic-tac”, “que já não o podia ouvir”, “que estava farto de o ouvir”. Conversando com esse Espírito, lá o conseguimos desvincular dessa ideia e aos poucos esse “tic-tac” foi desaparecendo, deixando de ser audível por todos os presentes da reunião. Ficámos espantados, pois pensámos que alguém, por algum motivo desconhecido, tivesse levado um desses despertadores barulhentos para a sala de reunião e não mais pensámos no assunto. No entanto, ficava o enigma dele se ter calado repentinamente com o seu “tic-tac” tal como começara de repente.
Quando terminámos a reunião, fazendo uma análise de tudo o que acontecera no sentido de se tentar auxiliar as pessoas, foi com espanto que verificámos que não havia nenhum relógio desses na sala de reuniões nem tão pouco em toda a associação. De realçar que o “tic-tac” foi ouvido pelos oito elementos que fazem parte dessa reunião, sem margem para dúvidas, não havendo hipótese de alucinação auditiva pois todos os elementos o ouviram de igual modo, nem tão pouco de sugestão pois o referido barulho aparecera antes de o Espírito referir que não suportava esse barulho do relógio lá na casa da senhora, em Paços de Ferreira.

O espiritismo demonstra de maneira séria e objectiva que a vida continua,
sendo a morte apenas uma mudança de plano existencial para o Espírito.

No dia seguinte, comunicámos telefonicamente com a amiga dessa senhora de Paços de Ferreira já que essa amiga é que nos solicitara o auxílio para a dita pessoa (que desconhecia totalmente o pedido de auxílio em seu favor por parte da sua amiga). Contámos-lhe o caso interessante, que se engloba nos fenómenos de efeitos físicos, e ela ficou de tentar, discretamente, saber junto dessa senhora se ela possuía algum desses relógios-despertador em sua casa.
Passados uns dias, recebemos um telefonema, referindo-nos essa amiga que de facto, a senhora necessitada tinha um desses relógios em casa, e há uns tempos, não lhe suportando a presença devido à sua sonoridade, guardara-o no sótão.
O curioso da questão é que sendo essa senhora médium, ela deve ter assimilado a vontade do Espírito, que não suportava o barulho do despertador e que ela como sensitiva deve ter captado esse pensamento fazendo aquilo que ele desejava.
Esclarecido esse Espírito, a situação alterou-se, tendo a referida senhora deixado de sentir essas presenças desagradáveis em sua casa.
Um facto curioso que ninguém podia adivinhar, nem saber (até porque nenhum dos elementos componentes da reunião conhece essa senhora), entre outros factos chamados paranormais, que são muito comuns diariamente, e que são perfeitamente normais para quem conhece a doutrina espírita.
Aos interessados deixamos uma sugestão de leitura: «O Livro dos Médiuns» bem como «O Livro dos Espíritos», ambos de Allan Kardec, para uma melhor compreensão destes factos.

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Hoje, não falemos nisso...



O dia decorria naturalmente, embora já envolto no ar das festividades do Natal. A atmosfera de leveza já pairava no ambiente, notava-se pelo ar descontraído das pessoas, a maneira como sorriam, falavam. Esse é um dos encantos do Natal.

Numa situação de trabalho, um colega nosso falava de uma determinada peripécia do quotidiano profissional, ao qual objectamos que não deveríamos dar tanta importância ao facto em epígrafe, pois que não era assim tão importante. Recebi uma resposta curiosa. Dizia o meu interlocutor: «Pois é, é melhor não me aborrecer com isso, agora é Natal, depois logo se vê essa situação».
Fiquei a pensar com os meus botões: e se fosse sempre Natal? Esse meu colega jamais teria a oportunidade de se aborrecer com a situação que o apoquentava e não teria o ensejo de o postergar para uma temporada menos natalícia.
E fiquei a meditar em torno dos ensinamentos que os Espíritos nos deixam não só nas reuniões de intercâmbio espiritual, semanais, as chamadas reuniões espíritas, como também nos ensinamentos que os Espíritos deixaram através das obras publicadas por Allan Kardec, explicando ao homem quem ele é, de onde vem e para onde vai.
Aprendemos com a doutrina espírita que somos seres imortais, o espiritismo comprova-o através da comunicabilidade dos espíritos; aprendemos com a doutrina espírita a pluralidade das existências ou a reencarnação, bem como a lei de causa e efeito, que faz com que as vidas sucessivas se interliguem umas às outras, onde por vezes colhemos numa existência causas semeadas numa outra anterior, factos estes hoje bem documentados pela ciência médica nomeadamente a moderna psiquiatria; aprendemos com a doutrina espírita (ou espiritismo) que o planeta Terra é apenas mais uma escola, onde estamos em regime de aprendizagem e que um dia demandaremos a outros planetas mais evoluídos onde a felicidade estará ao nosso alcance, quando formos espíritos mais felizes, mais evoluídos, fruto do labor incessante ao longo das várias reencarnações.

«Fora da caridade não há salvação», é o lema
que a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) nos deixa

E começamos a antever como será a vida nesses mundos felizes, onde os seres inteligentes já não cogitarão de deixar os maus momentos para depois, uma vez que aproveitarão todos os momentos para obrar no bem, serem benevolentes para com todos e emprestar a cada acção todo o seu amor, dedicação e empenho fraterno, desinteresse pessoal.
Quando chegarmos aí, já não necessitaremos de dizer «Hoje não falemos nisso…» pois que o amor ao próximo será uma constante, a marcar o nosso quotidiano, os nossos pensamentos, as nossas acções. Poderemos dizer que nos mundos felizes é sempre Natal, nos corações dos seres que aí aportam.
No entanto, Jesus de Nazaré deixou-nos há dois mil anos um roteiro de paz, de felicidade, que teimamos em não colocar em prática, e de duas uma, ou nós somos muito teimosos ou Jesus foi um hipócrita ao deixar-nos algo de inatingível. Preferimos ficar pela primeira hipótese, onde o homem, cego pela sua miopia espiritual, continua a investir no desamor em vez de semear o amor, continua a apostar no ódio, na guerra, em vez de trilhar os caminhos da paz, continua a preferir o egoísmo, a satisfação pessoal a qualquer custo, ao invés de partilhar e fraternalmente colaborar com o próximo.
Afinal, somos os senhores do nosso destino e se os desatinos ainda dominam o nosso modus vivendi é porque ainda não tivemos a coragem moral de enveredar pelos caminhos preconizados por Jesus de Nazaré há dois mil anos.

De nada nos adianta desejar Bom Natal e Feliz Ano Novo se continuarmos
nas nossas atitudes egocentristas, orgulhosas, belicosas

Como será a vida um dia, quando políticos e dirigidos assim procederem, quando dirigentes nacionais proliferarem medidas de apoio mútuo em vez de actos de guerra, quando os interesses financeiros de grupos multinacionais derem lugar aos interesses de grupo no sentido de melhorar as condições de vida no planeta Terra, como uma grande nave espacial que deve navegar em paz pelo cosmos fora?!!!
De nada nos adianta desejar bom Natal e feliz ano novo se continuarmos nas nossas atitudes egocentristas, orgulhosas, belicosas.
Como ser feliz, como ter um melhor ano se não mudarmos de atitude perante a vida?
Esse é o grande alerta que a espiritualidade constantemente nos lança, através de múltiplos médiuns um pouco por todo o mundo, em grupos espíritas que laboram com total desinteresse material: fora da caridade não há salvação, isto é, se o homem não enveredar pelos caminhos da fraternidade, auxílio mútuo desinteressado, o homem não evoluirá espiritualmente, permanecendo estagnado e assim gerando fontes de sofrimento para si, como portas que se abrem para dias melhores em busca de momentos de paz que nos tranquilizem.


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Isto dá que pensar...



Medicina e Espiritismo são conceitos diferentes, no entanto, com fronteiras que se tocam, numa permuta de experiências em prol da descoberta do homem integral. Tivémos conhecimento de um caso, ocorrido na região Oeste, em que os conhecimentos espíritas foram preciosos auxiliares na solução de um caso clínico. Isto dá que pensar, principalmente aos médicos ainda desconhecedores da componente espiritual do homem. 

Joana é uma mãe que como todas as outras carrega na sua bagagem da vida alguns contra-tempos. Naquele dia, em especial, as coisas não andavam nada bem com o seu esposo, José, que lhe fazia a vida difícil. Joana é médium, isto é, possuidora de uma percepção paranormal que lhe permite sentir a presença de pessoas desencarnadas (fora do corpo de carne devido à morte do corpo físico) ou espíritos, como vulgarmente se diz. Devido à sua apurada sensibilidade, todo aquele acumular de emoções descontroladas provocaram sem que saiba como, uma alteração do seu estado de consciência. Sentiu-se mal, telefonou a uma amiga e foi conduzida ao Hospital da cidade em que reside. Não se recorda de o ter feito. Deu entrada nas urgências do Hospital, no dia 1 de Julho de 1995. Não conhecia ninguém: nem o actual filho, nem o marido, nem os amigos. No entanto estava lúcida, falava com os médicos de serviço, só que, estava hà 15 anos atrás, vivenciando uma experiência traumática em que lhe tinha morrido um filho de tenra idade. 
A sua realidade reportava-se ao dia do enterro do filho, a uma outra cidade onde vivera hà quinze anos, os nomes dos familiares, tudo batia certo e foi confirmado pelo José, seu actual marido. Só que ela, Joana não conhecia o seu actual marido com quem se consorciara há pouco tempo. Estava pois em estado de regressão de memória, vivenciando integralmente esse tempo.
Bem atendida pelos médicos de serviço, estes entenderam que seria um caso de psiquiatria e, como tal, seria transferida para Coimbra de molde a ser atendida por um clínico dessa área, um psiquiatra.

O Espiritismo é um precioso auxiliar da medicina

Uns amigos de Joana, conhecedores da sua situação e sabendo que em tal processo havia nuanças espirituais obsessivas, isto é, influência perniciosa e temporária por parte de espíritos, solicitaram junto de um dos médicos de seviço que os deixassem com ela por breves momentos, que o problema era de índole espiritual e não física, que possivelmente se resolveria. O clínico ficou perplexo, embora já tivesse ouvido falar “dessas coisas”, estava como que encostado à parede. Entre hesitações perante o inedetismo da situação, lá concordou tendo conduzido a paciente a um corredor contíguo às urgências. Encontraram-na naquele estado, chorando e falando do funeral do filho. Não os conheceu. Foi em vão que estes chamaram por ela e tentaram identificar-se. Discretamente aplicaram-lhe um passe magnético (transfusão da bioenergia, através da mente, utilizando a imposição das mãos), solicitando em prece conjunta, o auxílio dos espíritos amigos para aquela situação delicada. Naquele estado alterado de consciência foi fácil notar a intervenção dos espíritos obsessores, através da manifestação dos mesmos pela mediunidade de psicofonia (conhecida por “incorporação”). No entanto, passados uns dez minutos, nota-se repentinamente uma alteração do estado de consciência e a Joana abre os olhos e muito espantada (meio assustada), reconhecendo os seus amigos, pergunta-lhes o que está ali a fazer, o que aconteceu. Não se lembrava de nada.
Era tudo muito esquisito.
O clínico estava espantado, verificou a veracidade dos factos - estava em estado normal, sabia o nome das pessoas, quem era, em que dia estava e não se lembrava de nada do que ocorrera - e providenciou a alta. Aquela doente “psiquiátrica” que estava prestes a ser transferida para Coimbra, onde possivelmente seria encharcada com antidepressivos e correlatos, de repente deixou de o ser, sem se saber bem como. Explicações? Os clínicos estavam confusos. Foi explicado, um pouco à pressa, o que se tinha passado a um deles. A simplicidade das palavras possivelmente deram que pensar. Também não admira que os médicos, na sua maioria (pois muitos já conhecem o espiritismo e o benfício que este pode proporcionar às pessoas) desconheçam estes factos. Eles lidam diariamente com casos de obsessão espiritual, sem que descortinem o que se passa. Geralmente os pacientes ficam referenciados como histéricos, ou portadores de patologia nervosa. É a resposta ao desconhecido.
Lá virá o tempo em que o homem não será mais considerado um corpo de carne, mas sim um espírito eterno que tem um corpo de carne, temporariamente. Este tipo de acontecimentos e outros (como por exemplo os casos de morte aparente relatados pelo Dr Moody Jr no seu livro “A Vida depois da Vida”, edições caravela) servem entretanto para ir despertando muita gente para uma verdade insofismável, que o espiritismo já comprovou: a vida continua após a morte do corpo físico e é possível contactar e inter-agir com o plano espiritual (“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec).

Portugal, 1995

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Jesus: modelo e guia?


Jesus de Nazaré foi sem dúvida nenhuma um marco para a história da Humanidade, de tal modo que até o tempo é contado tendo-o como referência: antes de Cristo e depois de Cristo.

Amado por uns, odiado por outros, indiferente para muitos, Jesus deixou ensinamentos muito singelos mas profundos, autêntico roteiro para a felicidade humana que paradoxalmente vimos desprezando.
«Amar o próximo como a si mesmo» ou «Fazer ao próximo o que desejaríamos para nós próprios» são ensinamentos que têm tanto de simples como de desconcertantes, para nós que somos seres em evolução.
O mais curioso da vida de Jesus, segundo aqueles que escreveram sobre ele, é que na sua vida ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, granjeando apoios no povo e confundindo os restantes. Era sem dúvida um homem diferente, invulgar, desconcertante.
Paradoxalmente a Humanidade em vez de aproveitar estes ensinamentos no sentido de viver mais feliz, tem lutado, inclusive, em seu nome: vejam-se as disputas religiosas, vejam-se uns arvorando-se em donos da sua personalidade procurando denegrir outros: todos querem demonstrar a sua “paternidade” e poucos o seguem, na realidade.
A Doutrina Espírita, sendo uma “Doutrina filosófica de consequências morais” (Allan Kardec) tem consequências tremendas para a Humanidade. Investigando a imortalidade da alma, sendo uma ciência de observação, demonstra essa imortalidade; dessas experiências, observações, pesquisas, ressaltam ensinamentos filosóficos, doutrinários, cuja aplicação no quotidiano, se baseada nos ensinamentos ético/morais de Jesus de Nazaré (ver “O Evangelho Segundo o Espiritismo”) catapultam o homem para uma vivência espiritual mais intensa, mais pura, levando-o à sua renovação interior.
Quando Allan Kardec questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído à face da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: “Vede Jesus!”. Esta resposta significa tão só: analisemos os seus ensinamentos, as suas atitudes, no sentido de tentarmos igual procedimento no dia-a-dia como a única forma de sermos mais felizes.
Jesus de Nazaré será sempre uma referência para a Humanidade: uma referência iluminadora para uns, perturbadora para outros, mas mesmo estes não deixarão um dia de ver nele a luz ao fundo do túnel para os seus problemas existenciais, que os catapulte para o êxito espiritual. Os ensinamentos de Jesus são universais e como tal não são pertença de ninguém, de nenhuma instituição de qualquer cariz, mas sim para toda a Humanidade.
Gandhi referia que a doutrina de Jesus era a mais bela que conhecera à face da Terra, e que bastaria que 1/3 daqueles que dizem seguir Jesus, colocassem em prática essa doutrina, para mudar a face da Terra, socialmente falando.
Com Jesus, somos chamados à aplicação dos seus ensinamentos: ética, rigor, rectidão no proceder, renúncia, serenidade interior baseada na honestidade, na fraternidade, no companheirismo desinteressado, que conduz ao Amor, a um sentimento de irmandade universal para com todos os seres do Universo, aumentando assim a nossa espiritualidade.
Sendo a estratégia um conceito tão popular nos dias que correm, aplicável nos múltiplos recantos da sociedade, urge que a Humanidade se interrogue porque teima numa estratégia que tem provado não conduzir à felicidade: a estratégia do ego, do orgulho, do egoísmo, da vaidade.
Não estará na hora de dar uma oportunidade a uma estratégia diferente, apresentada há dois mil anos por Jesus de Nazaré?
Afinal, será que Jesus é, para nós, um modelo e guia ou são apenas palavras de belo efeito sem qualquer consequência prática?

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Médicos espíritas...



Em Portugal já existem muitos médicos espíritas, que com esses conhecimentos, conseguem lidar melhor com os doentes, entendendo-os numa perspectiva holística. Veja aqui um caso em que se não fosse um médico espírita a situação ter-se-ia complicado.

Marta estava de férias na Serra da Estrela. De repente começou-se a sentir-se mal, com taquicardia incomodativa. Como a situação não melhorasse chamaram uma ambulância tendo sido levada ao hospital da Covilhã. No caminho a situação piorou e Marta que tem mediunidade de psicofonia (percepção extrasensorial através da qual os Espíritos se manifestam falando através de si, estando a médium em transe) ainda em fase de algum descontrolo, acabou por começar a manifestar outra personalidade, falando coisas esquisitas. Entrou nas urgências desse Hospital onde facilmente lhe diagnosticaram uma patologia do foro psíquico, cujo destino seria o serviço de psiquiatria de Leiria ou Coimbra. Entretanto Marta teve sorte, pois um dos médicos de serviço tinha conhecimento do espiritismo e apercebeu-se que a tal situação “psiquiátrica” não era mais do que uma decorrência de um facto normal e banal – a interferência do mundo espiritual no nosso e vice-versa. Falou com o Espírito que se manifestava através da médium e aos poucos ela foi recuperando a sua lucidez, tendo prontamente ficado bem e regressado para junto dos seus amigos. 
Não fosse essa intervenção desse médico e possivelmente a Marta teria vários dissabores como a transferência para um hospital psiquiátrico, tratamentos desnecessários e consequentes perdas de tempo, perdas de meios que seriam afectados desnecessariamente e até possíveis experiências traumatizantes para ela. Felizmente tal não aconteceu.

Os médicos que conhecem o espiritismo são cada vez mais procurados,
já que têm melhores condições para entender o doente,
numa visão holística da vida

Este episódio, cada vez mais frequente nas urgências dos nossos hospitais, leva-nos a pensar na responsabilidade que os clínicos têm no que concerne à pesquisa na área da chamada paranormalidade, buscando sempre o bem-estar dos seus doentes bem como um maior entendimento do doente na sua perspectiva de espírito eterno temporariamente num corpo físico e não como um amontoado de carne que depois da morte desaparece, acabando tudo na tumba.
Felizmente existem já em Portugal vários médicos, dentro das várias especialidades, que estudam e conhecem a doutrina espírita, que não é mais uma religião nem mais uma seita, mas sim uma doutrina que nos mostra a imortalidade da alma, dentro dos conceitos científicos em vigor, que nos mostra como se processa intercâmbio com o plano espiritual, descerrando o véu que explica muitas das coisas consideradas milagrosas ou sobrenaturais e que são perfeitamente normais.
De realçar os vários clínicos que estão embrenhados em projectos de investigação, na área do Espírito, bem como a Fundação Bial que todos os anos oferece bolsas de investigação científica a médicos, psicólogos, psiquiatras que têm projectos nesta área.

Cientistas têm ganho bolsas de investigação, em áreas que tocam
a fronteira do Espírito, como a regressão de memória a vivências passadas
e a comunicação com o mundo espiritual

Seria interessante que o estudo da obra de Allan Kardec («O Livro dos Espíritos», «O Evangelho Segundo Espiritismo», «A Génese», «O Livro dos Médiuns» e «O Céu e o Inferno») que compõem o pentateuco que encerra a filosofia espírita (já estudada em algumas faculdades) passasse a ser do conhecimento dos médicos em geral, fazendo inclusive parte do seu currículum escolar, objectivando conhecer os chamados factos paranormais que muitas vezes inundam as urgências e que à falta de melhor diagnóstico são facilmente etiquetadas de “problemas dos nervos”.
Ainda recentemente uma médica amiga nos confidenciava que seria muito bom ter o apoio de uma associação espírita nas urgências, pois em alguns casos «não sabem que lhes fazer, de tal modo são situações estranhas», que acabam por ser resolvidas temporariamente com uma injecção que acaba por pôr o “doente” a dormir durante uns tempos.
Para os interessados teremos todo o gosto em fornecer os contactos de alguns médicos, psicólogos e psiquiatras espíritas, em Portugal.
Além disso, existe uma associação de divulgadores de espiritismo de Portugal, a ADEP, uma associação nacional sedeada em Braga, que dispõe na Internet um curso básico de espiritismo, gratuito, com acompanhamento de um tutor, bastando para isso inscrever-se em http://www.adeportugal.org/.
O caso da Marta deixa-nos a pensar em como um simples conhecimento de uma determinada área do conhecimento, pode ser decisivo para um correcto diagnóstico acarretando assim um mais rápido bem-estar da pessoa.

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Militares descobrem o Espírito?



Tentar sair do corpo e relatar o que se via durante essa experiência, pode parecer fantasia. Pesquisas efectuadas outrora, são hoje repetidas pelos militares americanos, procurando vantagens de ordem táctica e técnica nos meandros da guerra. Ora veja! 

OBE (Out Body Experience) ou Experiência Fora do Corpo, é uma expressão cada vez mais conhecida nos dias que correm. Milhares de pessoas revelam as suas experiências fora do corpo, seja em situações traumáticas devido a acidentes ou casos de morte aparente, seja em situações inopinadas, em que se vêem fora do corpo, vêem o seu corpo sentado ou deitado e constatam que o seu "eu" está ali, mais ou menos longe do corpo físico.
As experiências do Coronel Albert de Rochas, em França, levaram à evidência da independência do espírito em relação ao corpo. Nas suas experiências, Rochas magnetizava os "sujets" provocando o transe sonambúlico. Ficando o corpo deitado, ele ordenava ao "sujet" que se deslocasse ao sítio x, y ou z e que descrevesse o que lá via. Curiosamente, o "sujet" descrevia pormenorizadamente o que se passava nesses locais, fossem eles os compartimentos da casa onde estavam, fosse em outras casas cuja actividade interna desconhecia. Esta é, de facto, uma das evidências da existência do espírito como ser independente da roupagem física, o nosso corpo.

É possível sair conscientemente do corpo, ver o corpo físico deitado,
ir a outro local e relatar posteriormente o que se viu,
sem o corpo ter saído do sítio onde estava

Modernamente vemos múltiplos investigadores interessados no assunto. Veja-se o caso do Dr. Raymond Moody Jr., nos EUA, com o seu best-seller «Vida depois da Vida», e também o Dr. Waldo Vieira, médico e médium, no Brasil, que editou inclusive uma obra intitulada «Projecciologia», onde o leitor pode aprender tudo o que se relacione com a saída consciente do corpo. 
É essa saída consciente do corpo que os militares americanos estariam a investigar.
Por altura da Guerra do Golfo, o governo americano financiou pesquisas sobre as experiências fora do corpo, facto este revelado pelo Director Executivo do Laboratório de Ciências Cognitivas de Palo Alto, o físico Edwin May (na fotografia), no simpósio «Aquém e Além do Cérebro» que decorreu no ano de 1998 no Porto, Portugal. Segundo Edwin May, as experiências realizaram-se com uma pessoa em laboratório, 4 vezes por dia, em que essa pessoa tinha de desenhar o sítio em que outra pessoa, em viagem, se encontrava, ao longo do dia. O referido cientista mostrou a fotografia dos locais onde esteve a pessoa-alvo e os desenhos efectuados pela pessoa investigada no laboratório. Os desenhos eram muitíssimo semelhantes, com um pormenor de mais de 75%, tendo este cientista afirmado que «algo é transmitido através do tempo e do espaço e chega ao receptor, que é o ser humano», cientista este que investiga estes fenómenos há mais de 20 anos e que afirma sem titubear: «todos nós temos dons psíquicos».

As experiências fora do corpo evidenciam a existência do espírito

No «O Livro dos Espíritos», bem como no «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec, encontramos desde há cerca de 153 anos, informações dos espíritos e pesquisas de Kardec, que nos mostram que somos seres imortais, com um corpo energético (perispírito ou corpo espiritual) e com um corpo físico temporário; mais nos informam que o "eu" mais esse corpo energético, sobrevivem ao desenlace físico e saem desse mesmo corpo todas as noites durante o sono, podendo igualmente dele sair normalmente, dentro de determinadas condições (faculdade mediúnica de desdobramento) durante a vida física.
Pelos vistos, os cientistas aí estão no limiar das descobertas espíritas, na eterna e alcançável busca do espírito!

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Não sabemos lidar com a morte



O Jogo decorria como os demais. Mais um jogo de futebol, neste caso entre o Vitória de Guimarães e o Benfica. Estávamos no fim do jogo, quando de repente, um dos jogadores do Benfica, Miklos Feher, cai.

Habituados a que os jogadores caiam no relvado, quase ninguém ligou, mas logo se viu que havia algo de anormal. Acabara de morrer um jovem de 24 anos de idade.
Consternação nacional, homenagens, choros, comoção, cobertura escandalosa das televisões, aproveitando-se dos sentimentos alheios para «vender» ainda mais.
Entre o inusitado do acontecido e o espanto geral, ouviam-se vozes de transtorno, de incredulidade: «Não é possível», «Deus não é justo», «Era jovem, merecia viver», «Descansa em paz» entre outros comentários que se iam ouvindo.
Ficamos a meditar no acontecimento, afinal poderia ter acontecido connosco ou com alguém ao nosso lado. Meditámos igualmente na precariedade da vida física e de como nós fazemos dela uma luta estridente e egoísta, colocando-nos uns contra os outros.
Falando com pessoa amiga, deduzíamos conceitos em torno da Doutrina Espírita e como seria diferente o mundo se as pessoas, conhecendo as leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno, encarassem a vida de outra maneira.
O estudo da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), aponta o caminho existencial humano, explicando-lhe de onde vem como ser humano, inteligente, para onde vai após esta vida física, porque está na Terra, por quê as dissemelhanças, uns partirem para o mundo espiritual aos 24 anos e outros aos 60, 80 anos de idade, uns com doenças outros sem elas.

O estudo da Doutrina Espírita afigura-se como enorme portal do conhecimento

O estudo da Doutrina Espírita afigura-se como enorme portal do conhecimento que faculta ao homem entender a vida numa perspectiva holística, verificando experimentalmente a imortalidade da alma.
Não sendo mais uma seita nem mais uma religião em luta contra as demais, o Espiritismo é uma doutrina consoladora, explicando e demonstrando ao homem que a morte é uma quimera, que a vida continua noutra dimensão existencial, que os laços de amor não se perdem jamais, e que cada um de nós tem nesta existência física os problemas, alegrias e tristezas que precisa encontrar para a sua evolução moral, dentro da lei de causa e efeito, isto é, cada um recolhe hoje o que semeou outrora, daí a dissemelhança de existências. No entanto, todos nós, apontando no caminho da felicidade, da busca do equilíbrio íntimo. Partindo para o mundo espiritual pelo fenómeno da morte do corpo físico, aos 6 anos, aos 20 anos de idade ou na velhice, são apenas pormenores existenciais, pois o Espírito voltará com novo corpo para novas experiências evolutivas, aprendendo intelectual e moralmente, em busca da felicidade que um dia atingirá, reencarnação esta, hoje em dia, por demais evidenciada pelas pesquisas científicas de vários cientistas como o Eng.º Hernâni Guimarães Andrade, no Brasil, o Dr. Hemendra Banerjee, na Índia e o mundialmente conhecido e respeitado psiquiatra americano Dr. Ian Stevenson, nos EUA (entre outros), que tem coligidos cerca de três mil casos de crianças que se lembram de vidas anteriores, demonstrando cientificamente a existência da reencarnação.
Poderíamos resumir o pensamento espírita dentro desta frase depositada no túmulo de Allan Kardec, (o eminente pesquisador e professor parisiense, discípulo de Pestalozzi, que pesquisou e codificou a doutrina espírita) «Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei».

Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei

É claro que não é possível conhecer o Espiritismo sem o estudar muito bem. Para isso aconselhamos a página na Internet, da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal www.adeportugal.org bem como os livros de Allan Kardec, sem os quais não é possível conhecer a Doutrina Espírita.
Miklos Feher terminou o seu estágio na Terra, nesta existência corporal, voltando mais tarde, num novo corpo, com novo nome, no mesmo país ou não, mas sendo o mesmo ser, o mesmo espírito, com toda a sua aprendizagem adquirida até aos dias de hoje.
Estudando o Espiritismo, aprendemos que afinal a morte não é esse carrasco implacável, mas apenas uma porta que se abre para uma nova existência, num fluir constante e evolutivo entre o mundo espiritual e o mundo terreno.

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O poder da comunicação social




Quem pode duvidar hoje em dia do poder dos órgãos de comunicação social? Se eles podem por vezes ser perigosos, se mal utilizados, podem também prestar óptimos serviços às comunidades que servem. Ora veja um caso peculiar.

Respondendo a um convite de um casal amigo, lá nos deslocámos a uma cidade vizinha da capital portuguesa. Para além do prazer de rever esses amigos tínhajos o compromisso de dar uma entrevista numa das rádios locais, sobre Espiritismo. O mais aliciante de tudo é que nesse mesmo programa estaria presente um padre católico, o que à partida prometia mais dinamismo, em virtude das reservas que alguns prelados ainda têm relativamente ao Espiritismo.
Fomos afavelmente recebidos pelo jornalista que nos entrevistou, bem como pelo padre católico. Durante uma hora trocaram-se opiniões, apontaram-se rumos, de acordo com o pensamento da doutrina espírita.
Terminado o programa, passado uma hora, despedimo-nos, tendo sabido à posteriori do grande feedback que o programa tivera junto dos ouvintes dessa rádio.
Passados uns meses, tivemos oportunidade de reencontrar o referido jornalista, nessa mesma cidade. Não éramos conhecidos ou se o éramos seria superficialmente, já que era o nosso segundo encontro. O jornalista não é espírita e do pouco que conhece do espiritismo, certamente foi dessa mesma entrevista que nos proporcionou.
Tivemos curiosidade em saber como tinha sido o feedback dos ouvintes dessa rádio até então, decorridos todos estes meses (quase um ano).

O conhecimento do Espiritismo será sempre o melhor travão
ao charlatanismo que ainda impera um pouco por todo o lado

Contou-me o jornalista que tiveram um problema relativamente à nossa entrevista, o que me deixou um pouco preocupado.
Referia ele que passadas umas três semanas, apareceu na rádio uma médium comerciante (daqueles médiuns que cobram pelos seus serviços) a querer fazer publicidade paga. A rádio, como qualquer outro órgão de comunicação social que pretende lucros à base da publicidade nem olhou para trás. O referido anúncio publicitário seria feito pelo mesmo jornalista que nos entrevistara. Quando o anúncio foi para o ar, passados uns dois dias, tiveram reclamações de pessoas contra a falta de coerência da rádio, acusando inclusive o jornalista de na entrevista dizer uma coisa e agora publicitar outra (certamente os ouvintes não souberam distinguir um serviço de informação com um espaço publicitário). Conclusão: a rádio teve de invocar uma directiva interna qualquer para se ver livre do tal anúncio que tantos amargos de boca lhe estavam a trazer e assim cancelou o espaço publicitário.
Não pude deixar de sorrir perante o ineditismo da situação, bem como pelo desfecho da mesma.
Quando as pessoas conhecerem realmente o espiritismo e quando começarem a exigir qualidade informativa, estamos certos de que os órgãos de comunicação social não deixarão de ir ao encontro dos anseios dessa população. Enfim, o poder da informação (espírita) junto da comunicação social, um imenso campo a desbravar, mas que urge realizar com qualidade e seriedade, tamanho é o impacto que causa.

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O caso "Pedras"



Já ouviu falar em “Poltergheist”? Isso mesmo, aqueles fenómenos em que num determinado local aparecem barulhos, manifestações consideradas paranormais, em que não se consegue encontrar uma causa física para as situações. Chamam-se fenómenos “Poltergheist” pois esta palavra significa “Espírito Barulhento”.

São inúmeros os reportes de pessoas que vêm até ao Centro de Cultura Espírita, aqui nas Caldas da Rainha (Bairro das Morenas), Portugal, e que nos relatam casos deste género.
Há cerca de uns dois meses tivemos a visita de um casal de uma cidade perto de Lisboa. Vinham de longe e o motivo era simples para eles: na sua casa aconteciam coisas estranhas, desde fenómenos estranhos com telemóveis, até ao arremessar de pedras, movimento de objectos sem que alguém os tivesse movido, enfim um sem número de fenómenos inexplicáveis.
Inicialmente pensaram que fosse alguma partida, alguma brincadeira. Mobilizaram uma dezena de amigos e fizeram vigílias pela noite dentro, dias a fio, munidos de caçadeiras. Nada! Os fenómenos continuavam, as pedras eram arremessadas, tiros eram disparados no escuro procurando afugentar os prováveis brincalhões, mas… nada! Inclusive, durante essas perseguições as pedras continuavam a ser arremessadas com uma pontaria enorme, no meio do escuro total. Foi efectuada uma queixa na polícia judiciária e na GNR, contra incertos. A GNR investigou e não conseguiu atinar com a causa.

O aparecimento espontâneo de moedas, vindos do nada, movimento
de moedas de um compartimento para o outro, sem que ninguém
o tivesse efectuado, aparecimento espontâneo de pedras que
apareciam do nada, arremesso violento de pedras contra a
parede e portões, foram alguns dos
fenómenos que pudemos assistir

De repente a fenomenologia modificou o rumo dos acontecimentos: passou a acontecer dentro de casa e aí as opiniões mudaram, pois a casa é murada e protegida por três ferozes cães. Movimento de objectos, ruídos estranhos sem causa conhecida. Colocaram câmaras de vigilância a cobrirem todo o quintal e nada. Passados 4 anos de fenómenos deste género que ora aparecem ora desaparecem, decidiram-se a solicitar ajuda a um centro espírita. De tal modo que entre os vários amigos que assistiram aos fenómenos, apelidaram o espírito de “Pedras”.
Uma equipe de quatro elementos, foi pesquisar o assunto durante várias semanas tendo assistido a vários tipos de fenomenologia, como o aparecimento espontâneo de moedas, vindos do nada, movimento de moedas de um compartimento para o outro sem que ninguém o tivesse efectuado, aparecimento espontâneo de pedras que apareciam do nada, arremesso violento de pedras contra a parede e portões, foram alguns dos fenómenos que pudemos assistir. Muitos outros não pudemos confirmar por não se terem produzido na nossa presença. 
A credibilidade das pessoas em causa quer parecer-nos grande, uma vez que não se vislumbra nenhuma motivação para que estejam a fraudar: não pretendem notoriedade, não pretendem vender a casa, não buscam divulgação, apresentando um dos elementos do agregado familiar, inclusive, medo e cansaço em relação ao fenómeno.
Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, explica muito bem este tipo de fenómenos, na obra «O Livro dos Médiuns», que é onde está a parte experimental da Doutrina Espírita.

Este tipo de fenómenos acontece pela acção persistente
de um Espírito que se pretende comunicar com os presentes.

Este tipo de fenómenos acontece pela acção persistente de um Espírito que se pretende comunicar com os presentes, podendo ser variadas as causas, e acontecem devido a pelo menos um dos presentes ser portador de mediunidade de efeitos físicos, um certo tipo de paranormalidade que permite aos espíritos retirarem uma certa substância, o ectolpasma, e utilizá-lo para a produção de ruídos, de movimento de objectos, entre outros.
O objectivo desta fenomenologia é alertar a humanidade para a imortalidade da alma, para a comunicabilidade dos espíritos, auxiliando assim a humanidade a interessar-se por este tipo de assuntos, para que os estudem, e assim modifiquem a sua maneira de ser, melhorando-se intimamente e auxiliando na melhoria moral da humanidade.
A Doutrina Espírita continua a ser um manancial de oportunidades de aprendizagem, em relação às leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, pelo que com os seus conceitos lógicos, racionais, intuitivos, esclarece e consola o homem perante os mais prementes problemas existenciais.
Para os interessados aconselhamos a leitura de «O Livro dos Espíritos» também de Allan Kardec bem como uma passagem pelo sítio na Internet em http://www.adeportugal.org/

Portugal, 2004

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O Diabo à solta em Itália?



No dia 13 de Fevereiro de 2004, o jornal “Público”, em Portugal, no seu artigo «Povoação debate-se com “incêndios do Demo”», relatava um caso de fenómenos espíritas na povoação de Canneto di Caronia, na Sicília.

«De repente, começou tudo a pegar fogo, aparentemente sem explicação...» Os cerca de 150 habitantes já viram deflagrar, espontaneamente, chamas em dezenas de peças de mobiliário e electrodomésticos, de frigoríficos a camas e televisões.
Desde meados de Janeiro que vários objectos têm explodido em chamas na pequena localidade piscatória, situada na rochosa ilha mediterrânica, entalada entre o mar e as montanhas. "Vi com os meus próprios olhos cabos eléctricos, desligados da corrente, pegarem fogo, mas não consigo explicar o que aconteceu", disse um polícia, que não quis ser identificado, à Agência Reuters. "Nunca tinha visto nada assim."
Alguns incêndios espalharam-se pelas casas, obrigando as autoridades a evacuarem cerca de 40 residentes. "Houve algum pânico e as pessoas tiveram que ser levadas das suas casas", confirmou um funcionário da câmara municipal. "Estamos a tentar descobrir as causas dos fogos, mas ainda não há respostas." 
A Enel, a empresa de electricidade italiana, procurou cortar a corrente na povoação depois de terem surgido as primeiras notícias da misteriosa pirotecnia. Mas, mesmo sem electricidade, os fenómenos estranhos continuaram, com caixas de contadores, cabos eléctricos e outros bens a arderem.
A situação tem suscitado, também, alguns momentos de humor. Conta um engenheiro: "Quando mencionei que um cabo eléctrico, sem carga, enterrado debaixo do soalho, pegou inexplicavelmente fogo, responderam-me: 'Volta a ligar assim que te passarem os vapores do álcool." "Já vi coisas parecidas com estas acontecerem", salientou o exorcista católico Gabriele Amorth ao diário italiano "Il Messagero", que atribui tais factos ao demónio.

«Vi com os meus próprios olhos cabos eléctricos, desligados da corrente,
pegarem fogo» contou um polícia

Bem diferente é o caso, para quem estuda e investiga dentro da área espírita. Os chamados fenómenos sobrenaturais, de sobrenatural nada têm. Allan Kardec estudou-os muito bem, pesquisou e demonstrou experimentalmente a acção dos seres inteligentes fora do corpo de carne (os Espíritos) num intercâmbio constante entre nós e eles.
Demonstrando a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, Kardec reduziu os fenómenos paranormais a fenómenos normais, até então considerados sobrenaturais e agora considerados fenómenos naturais, pois que estão definidas as leis que regem esse intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno.
Nesse sentido, o caso em pauta nesta povoação siciliana, não é mais do que um fenómeno de efeitos físicos, bem enquadrados nos chamados casos de Polterghiest onde chegam a existir casos de parapirogenia (combustão espontânea) fenómenos de efeitos físicos esses bem estudados por Kardec em «O Livro dos Médiuns», o manual mais completo sobre a mediunidade.
Já lá vai o tempo em que se atribuía ao diabo, figura mitológica, as acções perfeitamente normais entre o mundo espiritual e o mundo terreno.
Coube à Doutrina Espírita, através da pesquisa profunda, explicar este e outro tipo de casos. 
O mundo espiritual continua a manifestar-se de um modo ou de outro, alertando a humanidade para uma realidade que ela teima em não querer ver: a realidade da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos, demonstrando assim que afinal a morte é uma … quimera!!!

Bibliografia:
Jornal “Público” – 13 de Fevereiro de 2004, Portugal;
«O Livro dos Médiuns», Allan Kardec
www.adeportugal.org

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O "eterno" descanso...




O dia figurava-se como outro qualquer, na rotina habitual.
No entanto, aquele dia era especial para mim, pois uma pessoa amiga acabava de largar o corpo de carne, pelo fenómeno natural da morte do corpo físico. Aquilo a que vulgarmente se chama de morte, nós espíritas apelidamos de desencarnação (isto é, a acção de largar definitivamente o corpo de carne).
Esse meu amigo acabara de desencarnar, após doença incurável.
Os trâmites habituais desenrolaram-se, num ritual que acaba por ser sempre triste, tendo em conta que é uma separação (para uns temporária, para outros que não acreditam na imortalidade da alma, definitiva) um pouco dolorosa.
Num desses momentos, no meio de uma conversa com este ou aquele presente no evento fúnebre, não pudemos deixar de ser levados a profundas reflexões acerca da vida.
Olhávamos para o cemitério e no meio do luto ainda habitual, de acordo com a cultura ocidental, podíamos contemplar a natureza verdejante em volta do local fúnebre, um ou outro pardalito que saltitavam nas imediações com os seus chilreios inocentes, aquela flor silvestre, lilás, a florzinha esbranquiçada, todos eles como que a darem à humanidade uma lição simples mas fortíssima de imortalidade da vida. Era um convite à vida, um hino à vitalidade, à imortalidade, cantados no chilrear dos pássaros ou no ondular das flores, tocadas pela brisa, que por ali se viam. O céu, azul, o sol brilhante, como que completavam aquele cenário cheio de vida que para nós terrenos era perfeitamente inabordável tendo em conta o pensamento direccionado para o evento difícil.

A Doutrina Espírita, demonstrando a imortalidade da alma, mostra-nos que a vida continua noutros planos vibratórios, onde o espírito continua
a sua evolução, até que volte em nova reencarnação

Pudemos pensar na riqueza que a humanidade tem como tesouro incalculável, a Doutrina dos Espíritos, que apareceu há cerca de 153 anos pelas mãos de inúmeros médiuns anónimos e que foi sabiamente coligida pelo respeitado discípulo de Pestallozi, Allan Kardec, demonstrando experimentalmente a imortalidade da alma.
Nestas alturas em que a humanidade como que é relembrada do seu trajecto transitório na superfície terrestre e de como são perfeitamente estúpidas e inúteis as querelas que nos dificultam a vida, sentimo-nos pequenos, quase insignificantes, para mais logo sentir de novo o fulgor da vida com a mente direccionada para Deus, o criador do universo, e para as múltiplas existências físicas (reencarnação), a imortalidade, a comunicabilidade dos espíritos, como ideias lógicas, irrefutáveis, demonstráveis, a orientarem-nos o horizonte como portas de luz, sabedoria e felicidade, no porvir.
De repente pudemos ouvir o religioso que acompanhava o serviço fúnebre a pedir para o meu amigo o «eterno descanso».
Bem sei que não o fez por mal, mas pus-me cá a pensar com os meus botões: «Deus nos livre do eterno descanso, dai-nos antes o eterno trabalho», para podermos evoluir, crescer como Espíritos, para que mais rapidamente atinjamos o estado de Espírito puro.
A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) demonstrando a imortalidade da alma, o que actualmente vai sendo confirmado pela ciência, nomeadamente pela psicologia e psiquiatria, mostra-nos que a vida continua noutros planos vibratórios, onde o espírito continua a sua evolução, encontrando pessoas queridas ou não, aprendendo sempre, criando condições para voltar em nova reencarnação, sempre em busca da evolução, do seu bem-estar, tal como o aluno busca após as férias escolares nova aprendizagem, em novo ano lectivo, para que assim possa mais tarde terminar os seus estudos.
Pus-me a meditar em torno do eterno descanso: se na Terra quando estamos um mês ou dois sem trabalho ficamos deprimidos, sentimo-nos inúteis, como seria com o eterno descanso? Seria um inferno, sem solução...

«Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei»

Pus-me a meditar na riqueza que a humanidade possui no seu arquivo cultural (a cultura espírita) e de como ela é ainda trocada pelos rituais muitas vezes seguidos mecanicamente nos quais fomos educados.

Pus-me a meditar em como será tão bom para a sociedade quando ela se começar a interessar mais pela sua espiritualidade, procurar novas respostas, pesquisar, experimentar, concluindo de per si, uma vivência que nos abre o caminho da vida espiritual.
Pude meditar acerca do meu amigo, e saí feliz do cemitério, enviando-lhe um pensamento de alegria, de ânimo, de coragem para a nova vida, pois afinal, ele além de ser boa pessoa, de ter criado os seus filhos, de ter sido um bom cidadão, cumpriu com estoicismo a tarefa que Deus lhe confiou nesta reencarnação, voltando assim com êxito à pátria espiritual.
Sem qualquer tipo de crítica, nem falta de respeito pelas opiniões alheias (aliás conheço religiosos muito espiritualizados e autênticos exemplos de humanidade), pude respirar de alívio por saber, pela experiência que o estudo da doutrina espírita nos confere, que afinal o meu amigo não irá ter o «eterno descanso» mas sim... novas oportunidades evolutivas sempre em busca da felicidade!
Força amigo, um dia encontrar-nos-emos!

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O poder da Oração



Orar, rezar, sempre fez parte da tradição religiosa da nossa cultura. Aprendemos com os nossos pais, com as nossa religiões, mas será que a oração faz mesmo bem à saúde? Um grupo de pesquisadores diz que sim! Venha saber também a opinião da doutrina espírita sobre o assunto. 

O poder da oração sempre andou de mãos dadas com a fé religiosa. Acreditava-se, para quem tinha fé, que a oração tinha o condão de aliviar os sofrimentos alheios, principalmente daqueles que já tivessem partido do mundo terreno para o mundo espiritual, pelo processo natural da morte do corpo físico. 
As religiões tradicionais têm as suas orações preferidas, ensinando-as aos seus prosélitos.
Com o aparecimento do espiritismo, em 1857, com o lançamento da obra magistral «O Livro dos Espíritos», apareceu uma nova ideia, uma filosofia nova que nos apresentava a espiritualidade despida de todo e qualquer adorno, culto acessório, ritual.
Vieram ensinar-nos os espíritos que a oração nada mais é do que um acto de telepatia entre nós, seres no corpo de carne, e os seres que já estão no mundo espiritual, a que vulgarmente apelidamos de espíritos. Assim sendo, não faz qualquer sentido a declamação repetida de preces feitas, ditas umas após as outras, pois o que conta é a fonte geradora da energia mental que podemos direccionar com o nosso pensamento.

A oração é um acto de telepatia entre nós e os seres espirituais
numa permuta de energias que nos fortalece

Com a descoberta das leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, vemos que tudo deriva da nossa mente e que nada mais além do que o nosso pensamento tem importância para as coisas do espírito. Assim, uma oração muito bonita, com lindas palavras, ou muito demorada não sortirá qualquer efeito, se o pensamento de quem a efectua estiver nesse momento direccionado para outras situações, como por exemplo um problema familiar, um problema comercial, etc.
A oração, para surtir efeito, terá de ser sincera, brotar do íntimo de cada um, ser sentida profundamente, num acto de concentração da pessoa, em que a nossa mente liberta-se temporariamente do nosso mundo corpóreo, adentrando-se no mundo espiritual, onde vai buscar essas energias que a fortalecem. A pessoa que consegue esse estado de alma, entra em sintonia vibratória com seres do mundo espiritual superior, enviando os seus pensamentos e recebendo deles uma energia que fortalece, intui e orienta.
Daí a doutrina espírita alertar-nos sempre para a necessidade da nossa reforma íntima, procurando desenvolver as potencialidades do pensamento, dentro de uma directriz de disciplina interior, de consciencialização espiritual, procurando sempre ir mais além em busca de novos estados de espiritualidade.
«De acordo com os resultados de uma investigação realizada num hospital da cidade de Kansas, nos EUA, vários doentes na unidade dos problemas coronários melhoraram depois de um grupo de cristãos ter rezado por eles – mesmo sem os conhecer.
O estudo foi organizado pelo médico William Harris que, por precaução, não deu conhecimento do seu trabalho aos pacientes em causa e aos outros médicos. A partir do número dos seus registos clínicos, Harris seleccionou 466 doentes e forneceu os seus nomes próprios a um grupo de cristãos que se voluntariou para rezar por cada um deles, todos os dias, durante quatro semanas. A sua evolução clínica foi depois seguida por uma equipa de dez médicos que, tendo em conta um determinado número de parâmetros e sintomas, verificou que estes doentes registaram melhoras bastante mais acentuadas que os restantes 524 pacientes internados pelos quais ninguém rezou.
O estudo foi conduzido ao longo de um ano e veio confirmar as conclusões obtidas num teste similar, realizado em 1988...» (In Jornal “Expresso”, de 27 de Novembro de 1999, Portugal).
Em «O Livro do Espíritos» e nas restantes obras de Allan Kardec, podemos encontrar assuntos preciosos, relacionados com este tema, que nos ajudarão a fazer um pouco mais de luz acerca dos mesmos.
Na Internet poderá encontrar mais informação em http://www.adeportugal.org/.