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Isto dá que pensar...



Medicina e Espiritismo são conceitos diferentes, no entanto, com fronteiras que se tocam, numa permuta de experiências em prol da descoberta do homem integral. Tivémos conhecimento de um caso, ocorrido na região Oeste, em que os conhecimentos espíritas foram preciosos auxiliares na solução de um caso clínico. Isto dá que pensar, principalmente aos médicos ainda desconhecedores da componente espiritual do homem. 

Joana é uma mãe que como todas as outras carrega na sua bagagem da vida alguns contra-tempos. Naquele dia, em especial, as coisas não andavam nada bem com o seu esposo, José, que lhe fazia a vida difícil. Joana é médium, isto é, possuidora de uma percepção paranormal que lhe permite sentir a presença de pessoas desencarnadas (fora do corpo de carne devido à morte do corpo físico) ou espíritos, como vulgarmente se diz. Devido à sua apurada sensibilidade, todo aquele acumular de emoções descontroladas provocaram sem que saiba como, uma alteração do seu estado de consciência. Sentiu-se mal, telefonou a uma amiga e foi conduzida ao Hospital da cidade em que reside. Não se recorda de o ter feito. Deu entrada nas urgências do Hospital, no dia 1 de Julho de 1995. Não conhecia ninguém: nem o actual filho, nem o marido, nem os amigos. No entanto estava lúcida, falava com os médicos de serviço, só que, estava hà 15 anos atrás, vivenciando uma experiência traumática em que lhe tinha morrido um filho de tenra idade. 
A sua realidade reportava-se ao dia do enterro do filho, a uma outra cidade onde vivera hà quinze anos, os nomes dos familiares, tudo batia certo e foi confirmado pelo José, seu actual marido. Só que ela, Joana não conhecia o seu actual marido com quem se consorciara há pouco tempo. Estava pois em estado de regressão de memória, vivenciando integralmente esse tempo.
Bem atendida pelos médicos de serviço, estes entenderam que seria um caso de psiquiatria e, como tal, seria transferida para Coimbra de molde a ser atendida por um clínico dessa área, um psiquiatra.

O Espiritismo é um precioso auxiliar da medicina

Uns amigos de Joana, conhecedores da sua situação e sabendo que em tal processo havia nuanças espirituais obsessivas, isto é, influência perniciosa e temporária por parte de espíritos, solicitaram junto de um dos médicos de seviço que os deixassem com ela por breves momentos, que o problema era de índole espiritual e não física, que possivelmente se resolveria. O clínico ficou perplexo, embora já tivesse ouvido falar “dessas coisas”, estava como que encostado à parede. Entre hesitações perante o inedetismo da situação, lá concordou tendo conduzido a paciente a um corredor contíguo às urgências. Encontraram-na naquele estado, chorando e falando do funeral do filho. Não os conheceu. Foi em vão que estes chamaram por ela e tentaram identificar-se. Discretamente aplicaram-lhe um passe magnético (transfusão da bioenergia, através da mente, utilizando a imposição das mãos), solicitando em prece conjunta, o auxílio dos espíritos amigos para aquela situação delicada. Naquele estado alterado de consciência foi fácil notar a intervenção dos espíritos obsessores, através da manifestação dos mesmos pela mediunidade de psicofonia (conhecida por “incorporação”). No entanto, passados uns dez minutos, nota-se repentinamente uma alteração do estado de consciência e a Joana abre os olhos e muito espantada (meio assustada), reconhecendo os seus amigos, pergunta-lhes o que está ali a fazer, o que aconteceu. Não se lembrava de nada.
Era tudo muito esquisito.
O clínico estava espantado, verificou a veracidade dos factos - estava em estado normal, sabia o nome das pessoas, quem era, em que dia estava e não se lembrava de nada do que ocorrera - e providenciou a alta. Aquela doente “psiquiátrica” que estava prestes a ser transferida para Coimbra, onde possivelmente seria encharcada com antidepressivos e correlatos, de repente deixou de o ser, sem se saber bem como. Explicações? Os clínicos estavam confusos. Foi explicado, um pouco à pressa, o que se tinha passado a um deles. A simplicidade das palavras possivelmente deram que pensar. Também não admira que os médicos, na sua maioria (pois muitos já conhecem o espiritismo e o benfício que este pode proporcionar às pessoas) desconheçam estes factos. Eles lidam diariamente com casos de obsessão espiritual, sem que descortinem o que se passa. Geralmente os pacientes ficam referenciados como histéricos, ou portadores de patologia nervosa. É a resposta ao desconhecido.
Lá virá o tempo em que o homem não será mais considerado um corpo de carne, mas sim um espírito eterno que tem um corpo de carne, temporariamente. Este tipo de acontecimentos e outros (como por exemplo os casos de morte aparente relatados pelo Dr Moody Jr no seu livro “A Vida depois da Vida”, edições caravela) servem entretanto para ir despertando muita gente para uma verdade insofismável, que o espiritismo já comprovou: a vida continua após a morte do corpo físico e é possível contactar e inter-agir com o plano espiritual (“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec).

Portugal, 1995

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Jesus: modelo e guia?


Jesus de Nazaré foi sem dúvida nenhuma um marco para a história da Humanidade, de tal modo que até o tempo é contado tendo-o como referência: antes de Cristo e depois de Cristo.

Amado por uns, odiado por outros, indiferente para muitos, Jesus deixou ensinamentos muito singelos mas profundos, autêntico roteiro para a felicidade humana que paradoxalmente vimos desprezando.
«Amar o próximo como a si mesmo» ou «Fazer ao próximo o que desejaríamos para nós próprios» são ensinamentos que têm tanto de simples como de desconcertantes, para nós que somos seres em evolução.
O mais curioso da vida de Jesus, segundo aqueles que escreveram sobre ele, é que na sua vida ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, granjeando apoios no povo e confundindo os restantes. Era sem dúvida um homem diferente, invulgar, desconcertante.
Paradoxalmente a Humanidade em vez de aproveitar estes ensinamentos no sentido de viver mais feliz, tem lutado, inclusive, em seu nome: vejam-se as disputas religiosas, vejam-se uns arvorando-se em donos da sua personalidade procurando denegrir outros: todos querem demonstrar a sua “paternidade” e poucos o seguem, na realidade.
A Doutrina Espírita, sendo uma “Doutrina filosófica de consequências morais” (Allan Kardec) tem consequências tremendas para a Humanidade. Investigando a imortalidade da alma, sendo uma ciência de observação, demonstra essa imortalidade; dessas experiências, observações, pesquisas, ressaltam ensinamentos filosóficos, doutrinários, cuja aplicação no quotidiano, se baseada nos ensinamentos ético/morais de Jesus de Nazaré (ver “O Evangelho Segundo o Espiritismo”) catapultam o homem para uma vivência espiritual mais intensa, mais pura, levando-o à sua renovação interior.
Quando Allan Kardec questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído à face da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: “Vede Jesus!”. Esta resposta significa tão só: analisemos os seus ensinamentos, as suas atitudes, no sentido de tentarmos igual procedimento no dia-a-dia como a única forma de sermos mais felizes.
Jesus de Nazaré será sempre uma referência para a Humanidade: uma referência iluminadora para uns, perturbadora para outros, mas mesmo estes não deixarão um dia de ver nele a luz ao fundo do túnel para os seus problemas existenciais, que os catapulte para o êxito espiritual. Os ensinamentos de Jesus são universais e como tal não são pertença de ninguém, de nenhuma instituição de qualquer cariz, mas sim para toda a Humanidade.
Gandhi referia que a doutrina de Jesus era a mais bela que conhecera à face da Terra, e que bastaria que 1/3 daqueles que dizem seguir Jesus, colocassem em prática essa doutrina, para mudar a face da Terra, socialmente falando.
Com Jesus, somos chamados à aplicação dos seus ensinamentos: ética, rigor, rectidão no proceder, renúncia, serenidade interior baseada na honestidade, na fraternidade, no companheirismo desinteressado, que conduz ao Amor, a um sentimento de irmandade universal para com todos os seres do Universo, aumentando assim a nossa espiritualidade.
Sendo a estratégia um conceito tão popular nos dias que correm, aplicável nos múltiplos recantos da sociedade, urge que a Humanidade se interrogue porque teima numa estratégia que tem provado não conduzir à felicidade: a estratégia do ego, do orgulho, do egoísmo, da vaidade.
Não estará na hora de dar uma oportunidade a uma estratégia diferente, apresentada há dois mil anos por Jesus de Nazaré?
Afinal, será que Jesus é, para nós, um modelo e guia ou são apenas palavras de belo efeito sem qualquer consequência prática?

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Médicos espíritas...



Em Portugal já existem muitos médicos espíritas, que com esses conhecimentos, conseguem lidar melhor com os doentes, entendendo-os numa perspectiva holística. Veja aqui um caso em que se não fosse um médico espírita a situação ter-se-ia complicado.

Marta estava de férias na Serra da Estrela. De repente começou-se a sentir-se mal, com taquicardia incomodativa. Como a situação não melhorasse chamaram uma ambulância tendo sido levada ao hospital da Covilhã. No caminho a situação piorou e Marta que tem mediunidade de psicofonia (percepção extrasensorial através da qual os Espíritos se manifestam falando através de si, estando a médium em transe) ainda em fase de algum descontrolo, acabou por começar a manifestar outra personalidade, falando coisas esquisitas. Entrou nas urgências desse Hospital onde facilmente lhe diagnosticaram uma patologia do foro psíquico, cujo destino seria o serviço de psiquiatria de Leiria ou Coimbra. Entretanto Marta teve sorte, pois um dos médicos de serviço tinha conhecimento do espiritismo e apercebeu-se que a tal situação “psiquiátrica” não era mais do que uma decorrência de um facto normal e banal – a interferência do mundo espiritual no nosso e vice-versa. Falou com o Espírito que se manifestava através da médium e aos poucos ela foi recuperando a sua lucidez, tendo prontamente ficado bem e regressado para junto dos seus amigos. 
Não fosse essa intervenção desse médico e possivelmente a Marta teria vários dissabores como a transferência para um hospital psiquiátrico, tratamentos desnecessários e consequentes perdas de tempo, perdas de meios que seriam afectados desnecessariamente e até possíveis experiências traumatizantes para ela. Felizmente tal não aconteceu.

Os médicos que conhecem o espiritismo são cada vez mais procurados,
já que têm melhores condições para entender o doente,
numa visão holística da vida

Este episódio, cada vez mais frequente nas urgências dos nossos hospitais, leva-nos a pensar na responsabilidade que os clínicos têm no que concerne à pesquisa na área da chamada paranormalidade, buscando sempre o bem-estar dos seus doentes bem como um maior entendimento do doente na sua perspectiva de espírito eterno temporariamente num corpo físico e não como um amontoado de carne que depois da morte desaparece, acabando tudo na tumba.
Felizmente existem já em Portugal vários médicos, dentro das várias especialidades, que estudam e conhecem a doutrina espírita, que não é mais uma religião nem mais uma seita, mas sim uma doutrina que nos mostra a imortalidade da alma, dentro dos conceitos científicos em vigor, que nos mostra como se processa intercâmbio com o plano espiritual, descerrando o véu que explica muitas das coisas consideradas milagrosas ou sobrenaturais e que são perfeitamente normais.
De realçar os vários clínicos que estão embrenhados em projectos de investigação, na área do Espírito, bem como a Fundação Bial que todos os anos oferece bolsas de investigação científica a médicos, psicólogos, psiquiatras que têm projectos nesta área.

Cientistas têm ganho bolsas de investigação, em áreas que tocam
a fronteira do Espírito, como a regressão de memória a vivências passadas
e a comunicação com o mundo espiritual

Seria interessante que o estudo da obra de Allan Kardec («O Livro dos Espíritos», «O Evangelho Segundo Espiritismo», «A Génese», «O Livro dos Médiuns» e «O Céu e o Inferno») que compõem o pentateuco que encerra a filosofia espírita (já estudada em algumas faculdades) passasse a ser do conhecimento dos médicos em geral, fazendo inclusive parte do seu currículum escolar, objectivando conhecer os chamados factos paranormais que muitas vezes inundam as urgências e que à falta de melhor diagnóstico são facilmente etiquetadas de “problemas dos nervos”.
Ainda recentemente uma médica amiga nos confidenciava que seria muito bom ter o apoio de uma associação espírita nas urgências, pois em alguns casos «não sabem que lhes fazer, de tal modo são situações estranhas», que acabam por ser resolvidas temporariamente com uma injecção que acaba por pôr o “doente” a dormir durante uns tempos.
Para os interessados teremos todo o gosto em fornecer os contactos de alguns médicos, psicólogos e psiquiatras espíritas, em Portugal.
Além disso, existe uma associação de divulgadores de espiritismo de Portugal, a ADEP, uma associação nacional sedeada em Braga, que dispõe na Internet um curso básico de espiritismo, gratuito, com acompanhamento de um tutor, bastando para isso inscrever-se em http://www.adeportugal.org/.
O caso da Marta deixa-nos a pensar em como um simples conhecimento de uma determinada área do conhecimento, pode ser decisivo para um correcto diagnóstico acarretando assim um mais rápido bem-estar da pessoa.

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Militares descobrem o Espírito?



Tentar sair do corpo e relatar o que se via durante essa experiência, pode parecer fantasia. Pesquisas efectuadas outrora, são hoje repetidas pelos militares americanos, procurando vantagens de ordem táctica e técnica nos meandros da guerra. Ora veja! 

OBE (Out Body Experience) ou Experiência Fora do Corpo, é uma expressão cada vez mais conhecida nos dias que correm. Milhares de pessoas revelam as suas experiências fora do corpo, seja em situações traumáticas devido a acidentes ou casos de morte aparente, seja em situações inopinadas, em que se vêem fora do corpo, vêem o seu corpo sentado ou deitado e constatam que o seu "eu" está ali, mais ou menos longe do corpo físico.
As experiências do Coronel Albert de Rochas, em França, levaram à evidência da independência do espírito em relação ao corpo. Nas suas experiências, Rochas magnetizava os "sujets" provocando o transe sonambúlico. Ficando o corpo deitado, ele ordenava ao "sujet" que se deslocasse ao sítio x, y ou z e que descrevesse o que lá via. Curiosamente, o "sujet" descrevia pormenorizadamente o que se passava nesses locais, fossem eles os compartimentos da casa onde estavam, fosse em outras casas cuja actividade interna desconhecia. Esta é, de facto, uma das evidências da existência do espírito como ser independente da roupagem física, o nosso corpo.

É possível sair conscientemente do corpo, ver o corpo físico deitado,
ir a outro local e relatar posteriormente o que se viu,
sem o corpo ter saído do sítio onde estava

Modernamente vemos múltiplos investigadores interessados no assunto. Veja-se o caso do Dr. Raymond Moody Jr., nos EUA, com o seu best-seller «Vida depois da Vida», e também o Dr. Waldo Vieira, médico e médium, no Brasil, que editou inclusive uma obra intitulada «Projecciologia», onde o leitor pode aprender tudo o que se relacione com a saída consciente do corpo. 
É essa saída consciente do corpo que os militares americanos estariam a investigar.
Por altura da Guerra do Golfo, o governo americano financiou pesquisas sobre as experiências fora do corpo, facto este revelado pelo Director Executivo do Laboratório de Ciências Cognitivas de Palo Alto, o físico Edwin May (na fotografia), no simpósio «Aquém e Além do Cérebro» que decorreu no ano de 1998 no Porto, Portugal. Segundo Edwin May, as experiências realizaram-se com uma pessoa em laboratório, 4 vezes por dia, em que essa pessoa tinha de desenhar o sítio em que outra pessoa, em viagem, se encontrava, ao longo do dia. O referido cientista mostrou a fotografia dos locais onde esteve a pessoa-alvo e os desenhos efectuados pela pessoa investigada no laboratório. Os desenhos eram muitíssimo semelhantes, com um pormenor de mais de 75%, tendo este cientista afirmado que «algo é transmitido através do tempo e do espaço e chega ao receptor, que é o ser humano», cientista este que investiga estes fenómenos há mais de 20 anos e que afirma sem titubear: «todos nós temos dons psíquicos».

As experiências fora do corpo evidenciam a existência do espírito

No «O Livro dos Espíritos», bem como no «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec, encontramos desde há cerca de 153 anos, informações dos espíritos e pesquisas de Kardec, que nos mostram que somos seres imortais, com um corpo energético (perispírito ou corpo espiritual) e com um corpo físico temporário; mais nos informam que o "eu" mais esse corpo energético, sobrevivem ao desenlace físico e saem desse mesmo corpo todas as noites durante o sono, podendo igualmente dele sair normalmente, dentro de determinadas condições (faculdade mediúnica de desdobramento) durante a vida física.
Pelos vistos, os cientistas aí estão no limiar das descobertas espíritas, na eterna e alcançável busca do espírito!

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Não sabemos lidar com a morte



O Jogo decorria como os demais. Mais um jogo de futebol, neste caso entre o Vitória de Guimarães e o Benfica. Estávamos no fim do jogo, quando de repente, um dos jogadores do Benfica, Miklos Feher, cai.

Habituados a que os jogadores caiam no relvado, quase ninguém ligou, mas logo se viu que havia algo de anormal. Acabara de morrer um jovem de 24 anos de idade.
Consternação nacional, homenagens, choros, comoção, cobertura escandalosa das televisões, aproveitando-se dos sentimentos alheios para «vender» ainda mais.
Entre o inusitado do acontecido e o espanto geral, ouviam-se vozes de transtorno, de incredulidade: «Não é possível», «Deus não é justo», «Era jovem, merecia viver», «Descansa em paz» entre outros comentários que se iam ouvindo.
Ficamos a meditar no acontecimento, afinal poderia ter acontecido connosco ou com alguém ao nosso lado. Meditámos igualmente na precariedade da vida física e de como nós fazemos dela uma luta estridente e egoísta, colocando-nos uns contra os outros.
Falando com pessoa amiga, deduzíamos conceitos em torno da Doutrina Espírita e como seria diferente o mundo se as pessoas, conhecendo as leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno, encarassem a vida de outra maneira.
O estudo da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), aponta o caminho existencial humano, explicando-lhe de onde vem como ser humano, inteligente, para onde vai após esta vida física, porque está na Terra, por quê as dissemelhanças, uns partirem para o mundo espiritual aos 24 anos e outros aos 60, 80 anos de idade, uns com doenças outros sem elas.

O estudo da Doutrina Espírita afigura-se como enorme portal do conhecimento

O estudo da Doutrina Espírita afigura-se como enorme portal do conhecimento que faculta ao homem entender a vida numa perspectiva holística, verificando experimentalmente a imortalidade da alma.
Não sendo mais uma seita nem mais uma religião em luta contra as demais, o Espiritismo é uma doutrina consoladora, explicando e demonstrando ao homem que a morte é uma quimera, que a vida continua noutra dimensão existencial, que os laços de amor não se perdem jamais, e que cada um de nós tem nesta existência física os problemas, alegrias e tristezas que precisa encontrar para a sua evolução moral, dentro da lei de causa e efeito, isto é, cada um recolhe hoje o que semeou outrora, daí a dissemelhança de existências. No entanto, todos nós, apontando no caminho da felicidade, da busca do equilíbrio íntimo. Partindo para o mundo espiritual pelo fenómeno da morte do corpo físico, aos 6 anos, aos 20 anos de idade ou na velhice, são apenas pormenores existenciais, pois o Espírito voltará com novo corpo para novas experiências evolutivas, aprendendo intelectual e moralmente, em busca da felicidade que um dia atingirá, reencarnação esta, hoje em dia, por demais evidenciada pelas pesquisas científicas de vários cientistas como o Eng.º Hernâni Guimarães Andrade, no Brasil, o Dr. Hemendra Banerjee, na Índia e o mundialmente conhecido e respeitado psiquiatra americano Dr. Ian Stevenson, nos EUA (entre outros), que tem coligidos cerca de três mil casos de crianças que se lembram de vidas anteriores, demonstrando cientificamente a existência da reencarnação.
Poderíamos resumir o pensamento espírita dentro desta frase depositada no túmulo de Allan Kardec, (o eminente pesquisador e professor parisiense, discípulo de Pestalozzi, que pesquisou e codificou a doutrina espírita) «Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei».

Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei

É claro que não é possível conhecer o Espiritismo sem o estudar muito bem. Para isso aconselhamos a página na Internet, da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal www.adeportugal.org bem como os livros de Allan Kardec, sem os quais não é possível conhecer a Doutrina Espírita.
Miklos Feher terminou o seu estágio na Terra, nesta existência corporal, voltando mais tarde, num novo corpo, com novo nome, no mesmo país ou não, mas sendo o mesmo ser, o mesmo espírito, com toda a sua aprendizagem adquirida até aos dias de hoje.
Estudando o Espiritismo, aprendemos que afinal a morte não é esse carrasco implacável, mas apenas uma porta que se abre para uma nova existência, num fluir constante e evolutivo entre o mundo espiritual e o mundo terreno.

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O poder da comunicação social




Quem pode duvidar hoje em dia do poder dos órgãos de comunicação social? Se eles podem por vezes ser perigosos, se mal utilizados, podem também prestar óptimos serviços às comunidades que servem. Ora veja um caso peculiar.

Respondendo a um convite de um casal amigo, lá nos deslocámos a uma cidade vizinha da capital portuguesa. Para além do prazer de rever esses amigos tínhajos o compromisso de dar uma entrevista numa das rádios locais, sobre Espiritismo. O mais aliciante de tudo é que nesse mesmo programa estaria presente um padre católico, o que à partida prometia mais dinamismo, em virtude das reservas que alguns prelados ainda têm relativamente ao Espiritismo.
Fomos afavelmente recebidos pelo jornalista que nos entrevistou, bem como pelo padre católico. Durante uma hora trocaram-se opiniões, apontaram-se rumos, de acordo com o pensamento da doutrina espírita.
Terminado o programa, passado uma hora, despedimo-nos, tendo sabido à posteriori do grande feedback que o programa tivera junto dos ouvintes dessa rádio.
Passados uns meses, tivemos oportunidade de reencontrar o referido jornalista, nessa mesma cidade. Não éramos conhecidos ou se o éramos seria superficialmente, já que era o nosso segundo encontro. O jornalista não é espírita e do pouco que conhece do espiritismo, certamente foi dessa mesma entrevista que nos proporcionou.
Tivemos curiosidade em saber como tinha sido o feedback dos ouvintes dessa rádio até então, decorridos todos estes meses (quase um ano).

O conhecimento do Espiritismo será sempre o melhor travão
ao charlatanismo que ainda impera um pouco por todo o lado

Contou-me o jornalista que tiveram um problema relativamente à nossa entrevista, o que me deixou um pouco preocupado.
Referia ele que passadas umas três semanas, apareceu na rádio uma médium comerciante (daqueles médiuns que cobram pelos seus serviços) a querer fazer publicidade paga. A rádio, como qualquer outro órgão de comunicação social que pretende lucros à base da publicidade nem olhou para trás. O referido anúncio publicitário seria feito pelo mesmo jornalista que nos entrevistara. Quando o anúncio foi para o ar, passados uns dois dias, tiveram reclamações de pessoas contra a falta de coerência da rádio, acusando inclusive o jornalista de na entrevista dizer uma coisa e agora publicitar outra (certamente os ouvintes não souberam distinguir um serviço de informação com um espaço publicitário). Conclusão: a rádio teve de invocar uma directiva interna qualquer para se ver livre do tal anúncio que tantos amargos de boca lhe estavam a trazer e assim cancelou o espaço publicitário.
Não pude deixar de sorrir perante o ineditismo da situação, bem como pelo desfecho da mesma.
Quando as pessoas conhecerem realmente o espiritismo e quando começarem a exigir qualidade informativa, estamos certos de que os órgãos de comunicação social não deixarão de ir ao encontro dos anseios dessa população. Enfim, o poder da informação (espírita) junto da comunicação social, um imenso campo a desbravar, mas que urge realizar com qualidade e seriedade, tamanho é o impacto que causa.

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O caso "Pedras"



Já ouviu falar em “Poltergheist”? Isso mesmo, aqueles fenómenos em que num determinado local aparecem barulhos, manifestações consideradas paranormais, em que não se consegue encontrar uma causa física para as situações. Chamam-se fenómenos “Poltergheist” pois esta palavra significa “Espírito Barulhento”.

São inúmeros os reportes de pessoas que vêm até ao Centro de Cultura Espírita, aqui nas Caldas da Rainha (Bairro das Morenas), Portugal, e que nos relatam casos deste género.
Há cerca de uns dois meses tivemos a visita de um casal de uma cidade perto de Lisboa. Vinham de longe e o motivo era simples para eles: na sua casa aconteciam coisas estranhas, desde fenómenos estranhos com telemóveis, até ao arremessar de pedras, movimento de objectos sem que alguém os tivesse movido, enfim um sem número de fenómenos inexplicáveis.
Inicialmente pensaram que fosse alguma partida, alguma brincadeira. Mobilizaram uma dezena de amigos e fizeram vigílias pela noite dentro, dias a fio, munidos de caçadeiras. Nada! Os fenómenos continuavam, as pedras eram arremessadas, tiros eram disparados no escuro procurando afugentar os prováveis brincalhões, mas… nada! Inclusive, durante essas perseguições as pedras continuavam a ser arremessadas com uma pontaria enorme, no meio do escuro total. Foi efectuada uma queixa na polícia judiciária e na GNR, contra incertos. A GNR investigou e não conseguiu atinar com a causa.

O aparecimento espontâneo de moedas, vindos do nada, movimento
de moedas de um compartimento para o outro, sem que ninguém
o tivesse efectuado, aparecimento espontâneo de pedras que
apareciam do nada, arremesso violento de pedras contra a
parede e portões, foram alguns dos
fenómenos que pudemos assistir

De repente a fenomenologia modificou o rumo dos acontecimentos: passou a acontecer dentro de casa e aí as opiniões mudaram, pois a casa é murada e protegida por três ferozes cães. Movimento de objectos, ruídos estranhos sem causa conhecida. Colocaram câmaras de vigilância a cobrirem todo o quintal e nada. Passados 4 anos de fenómenos deste género que ora aparecem ora desaparecem, decidiram-se a solicitar ajuda a um centro espírita. De tal modo que entre os vários amigos que assistiram aos fenómenos, apelidaram o espírito de “Pedras”.
Uma equipe de quatro elementos, foi pesquisar o assunto durante várias semanas tendo assistido a vários tipos de fenomenologia, como o aparecimento espontâneo de moedas, vindos do nada, movimento de moedas de um compartimento para o outro sem que ninguém o tivesse efectuado, aparecimento espontâneo de pedras que apareciam do nada, arremesso violento de pedras contra a parede e portões, foram alguns dos fenómenos que pudemos assistir. Muitos outros não pudemos confirmar por não se terem produzido na nossa presença. 
A credibilidade das pessoas em causa quer parecer-nos grande, uma vez que não se vislumbra nenhuma motivação para que estejam a fraudar: não pretendem notoriedade, não pretendem vender a casa, não buscam divulgação, apresentando um dos elementos do agregado familiar, inclusive, medo e cansaço em relação ao fenómeno.
Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, explica muito bem este tipo de fenómenos, na obra «O Livro dos Médiuns», que é onde está a parte experimental da Doutrina Espírita.

Este tipo de fenómenos acontece pela acção persistente
de um Espírito que se pretende comunicar com os presentes.

Este tipo de fenómenos acontece pela acção persistente de um Espírito que se pretende comunicar com os presentes, podendo ser variadas as causas, e acontecem devido a pelo menos um dos presentes ser portador de mediunidade de efeitos físicos, um certo tipo de paranormalidade que permite aos espíritos retirarem uma certa substância, o ectolpasma, e utilizá-lo para a produção de ruídos, de movimento de objectos, entre outros.
O objectivo desta fenomenologia é alertar a humanidade para a imortalidade da alma, para a comunicabilidade dos espíritos, auxiliando assim a humanidade a interessar-se por este tipo de assuntos, para que os estudem, e assim modifiquem a sua maneira de ser, melhorando-se intimamente e auxiliando na melhoria moral da humanidade.
A Doutrina Espírita continua a ser um manancial de oportunidades de aprendizagem, em relação às leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, pelo que com os seus conceitos lógicos, racionais, intuitivos, esclarece e consola o homem perante os mais prementes problemas existenciais.
Para os interessados aconselhamos a leitura de «O Livro dos Espíritos» também de Allan Kardec bem como uma passagem pelo sítio na Internet em http://www.adeportugal.org/

Portugal, 2004

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O Diabo à solta em Itália?



No dia 13 de Fevereiro de 2004, o jornal “Público”, em Portugal, no seu artigo «Povoação debate-se com “incêndios do Demo”», relatava um caso de fenómenos espíritas na povoação de Canneto di Caronia, na Sicília.

«De repente, começou tudo a pegar fogo, aparentemente sem explicação...» Os cerca de 150 habitantes já viram deflagrar, espontaneamente, chamas em dezenas de peças de mobiliário e electrodomésticos, de frigoríficos a camas e televisões.
Desde meados de Janeiro que vários objectos têm explodido em chamas na pequena localidade piscatória, situada na rochosa ilha mediterrânica, entalada entre o mar e as montanhas. "Vi com os meus próprios olhos cabos eléctricos, desligados da corrente, pegarem fogo, mas não consigo explicar o que aconteceu", disse um polícia, que não quis ser identificado, à Agência Reuters. "Nunca tinha visto nada assim."
Alguns incêndios espalharam-se pelas casas, obrigando as autoridades a evacuarem cerca de 40 residentes. "Houve algum pânico e as pessoas tiveram que ser levadas das suas casas", confirmou um funcionário da câmara municipal. "Estamos a tentar descobrir as causas dos fogos, mas ainda não há respostas." 
A Enel, a empresa de electricidade italiana, procurou cortar a corrente na povoação depois de terem surgido as primeiras notícias da misteriosa pirotecnia. Mas, mesmo sem electricidade, os fenómenos estranhos continuaram, com caixas de contadores, cabos eléctricos e outros bens a arderem.
A situação tem suscitado, também, alguns momentos de humor. Conta um engenheiro: "Quando mencionei que um cabo eléctrico, sem carga, enterrado debaixo do soalho, pegou inexplicavelmente fogo, responderam-me: 'Volta a ligar assim que te passarem os vapores do álcool." "Já vi coisas parecidas com estas acontecerem", salientou o exorcista católico Gabriele Amorth ao diário italiano "Il Messagero", que atribui tais factos ao demónio.

«Vi com os meus próprios olhos cabos eléctricos, desligados da corrente,
pegarem fogo» contou um polícia

Bem diferente é o caso, para quem estuda e investiga dentro da área espírita. Os chamados fenómenos sobrenaturais, de sobrenatural nada têm. Allan Kardec estudou-os muito bem, pesquisou e demonstrou experimentalmente a acção dos seres inteligentes fora do corpo de carne (os Espíritos) num intercâmbio constante entre nós e eles.
Demonstrando a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, Kardec reduziu os fenómenos paranormais a fenómenos normais, até então considerados sobrenaturais e agora considerados fenómenos naturais, pois que estão definidas as leis que regem esse intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno.
Nesse sentido, o caso em pauta nesta povoação siciliana, não é mais do que um fenómeno de efeitos físicos, bem enquadrados nos chamados casos de Polterghiest onde chegam a existir casos de parapirogenia (combustão espontânea) fenómenos de efeitos físicos esses bem estudados por Kardec em «O Livro dos Médiuns», o manual mais completo sobre a mediunidade.
Já lá vai o tempo em que se atribuía ao diabo, figura mitológica, as acções perfeitamente normais entre o mundo espiritual e o mundo terreno.
Coube à Doutrina Espírita, através da pesquisa profunda, explicar este e outro tipo de casos. 
O mundo espiritual continua a manifestar-se de um modo ou de outro, alertando a humanidade para uma realidade que ela teima em não querer ver: a realidade da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos, demonstrando assim que afinal a morte é uma … quimera!!!

Bibliografia:
Jornal “Público” – 13 de Fevereiro de 2004, Portugal;
«O Livro dos Médiuns», Allan Kardec
www.adeportugal.org

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O "eterno" descanso...




O dia figurava-se como outro qualquer, na rotina habitual.
No entanto, aquele dia era especial para mim, pois uma pessoa amiga acabava de largar o corpo de carne, pelo fenómeno natural da morte do corpo físico. Aquilo a que vulgarmente se chama de morte, nós espíritas apelidamos de desencarnação (isto é, a acção de largar definitivamente o corpo de carne).
Esse meu amigo acabara de desencarnar, após doença incurável.
Os trâmites habituais desenrolaram-se, num ritual que acaba por ser sempre triste, tendo em conta que é uma separação (para uns temporária, para outros que não acreditam na imortalidade da alma, definitiva) um pouco dolorosa.
Num desses momentos, no meio de uma conversa com este ou aquele presente no evento fúnebre, não pudemos deixar de ser levados a profundas reflexões acerca da vida.
Olhávamos para o cemitério e no meio do luto ainda habitual, de acordo com a cultura ocidental, podíamos contemplar a natureza verdejante em volta do local fúnebre, um ou outro pardalito que saltitavam nas imediações com os seus chilreios inocentes, aquela flor silvestre, lilás, a florzinha esbranquiçada, todos eles como que a darem à humanidade uma lição simples mas fortíssima de imortalidade da vida. Era um convite à vida, um hino à vitalidade, à imortalidade, cantados no chilrear dos pássaros ou no ondular das flores, tocadas pela brisa, que por ali se viam. O céu, azul, o sol brilhante, como que completavam aquele cenário cheio de vida que para nós terrenos era perfeitamente inabordável tendo em conta o pensamento direccionado para o evento difícil.

A Doutrina Espírita, demonstrando a imortalidade da alma, mostra-nos que a vida continua noutros planos vibratórios, onde o espírito continua
a sua evolução, até que volte em nova reencarnação

Pudemos pensar na riqueza que a humanidade tem como tesouro incalculável, a Doutrina dos Espíritos, que apareceu há cerca de 153 anos pelas mãos de inúmeros médiuns anónimos e que foi sabiamente coligida pelo respeitado discípulo de Pestallozi, Allan Kardec, demonstrando experimentalmente a imortalidade da alma.
Nestas alturas em que a humanidade como que é relembrada do seu trajecto transitório na superfície terrestre e de como são perfeitamente estúpidas e inúteis as querelas que nos dificultam a vida, sentimo-nos pequenos, quase insignificantes, para mais logo sentir de novo o fulgor da vida com a mente direccionada para Deus, o criador do universo, e para as múltiplas existências físicas (reencarnação), a imortalidade, a comunicabilidade dos espíritos, como ideias lógicas, irrefutáveis, demonstráveis, a orientarem-nos o horizonte como portas de luz, sabedoria e felicidade, no porvir.
De repente pudemos ouvir o religioso que acompanhava o serviço fúnebre a pedir para o meu amigo o «eterno descanso».
Bem sei que não o fez por mal, mas pus-me cá a pensar com os meus botões: «Deus nos livre do eterno descanso, dai-nos antes o eterno trabalho», para podermos evoluir, crescer como Espíritos, para que mais rapidamente atinjamos o estado de Espírito puro.
A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) demonstrando a imortalidade da alma, o que actualmente vai sendo confirmado pela ciência, nomeadamente pela psicologia e psiquiatria, mostra-nos que a vida continua noutros planos vibratórios, onde o espírito continua a sua evolução, encontrando pessoas queridas ou não, aprendendo sempre, criando condições para voltar em nova reencarnação, sempre em busca da evolução, do seu bem-estar, tal como o aluno busca após as férias escolares nova aprendizagem, em novo ano lectivo, para que assim possa mais tarde terminar os seus estudos.
Pus-me a meditar em torno do eterno descanso: se na Terra quando estamos um mês ou dois sem trabalho ficamos deprimidos, sentimo-nos inúteis, como seria com o eterno descanso? Seria um inferno, sem solução...

«Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei»

Pus-me a meditar na riqueza que a humanidade possui no seu arquivo cultural (a cultura espírita) e de como ela é ainda trocada pelos rituais muitas vezes seguidos mecanicamente nos quais fomos educados.

Pus-me a meditar em como será tão bom para a sociedade quando ela se começar a interessar mais pela sua espiritualidade, procurar novas respostas, pesquisar, experimentar, concluindo de per si, uma vivência que nos abre o caminho da vida espiritual.
Pude meditar acerca do meu amigo, e saí feliz do cemitério, enviando-lhe um pensamento de alegria, de ânimo, de coragem para a nova vida, pois afinal, ele além de ser boa pessoa, de ter criado os seus filhos, de ter sido um bom cidadão, cumpriu com estoicismo a tarefa que Deus lhe confiou nesta reencarnação, voltando assim com êxito à pátria espiritual.
Sem qualquer tipo de crítica, nem falta de respeito pelas opiniões alheias (aliás conheço religiosos muito espiritualizados e autênticos exemplos de humanidade), pude respirar de alívio por saber, pela experiência que o estudo da doutrina espírita nos confere, que afinal o meu amigo não irá ter o «eterno descanso» mas sim... novas oportunidades evolutivas sempre em busca da felicidade!
Força amigo, um dia encontrar-nos-emos!

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O poder da Oração



Orar, rezar, sempre fez parte da tradição religiosa da nossa cultura. Aprendemos com os nossos pais, com as nossa religiões, mas será que a oração faz mesmo bem à saúde? Um grupo de pesquisadores diz que sim! Venha saber também a opinião da doutrina espírita sobre o assunto. 

O poder da oração sempre andou de mãos dadas com a fé religiosa. Acreditava-se, para quem tinha fé, que a oração tinha o condão de aliviar os sofrimentos alheios, principalmente daqueles que já tivessem partido do mundo terreno para o mundo espiritual, pelo processo natural da morte do corpo físico. 
As religiões tradicionais têm as suas orações preferidas, ensinando-as aos seus prosélitos.
Com o aparecimento do espiritismo, em 1857, com o lançamento da obra magistral «O Livro dos Espíritos», apareceu uma nova ideia, uma filosofia nova que nos apresentava a espiritualidade despida de todo e qualquer adorno, culto acessório, ritual.
Vieram ensinar-nos os espíritos que a oração nada mais é do que um acto de telepatia entre nós, seres no corpo de carne, e os seres que já estão no mundo espiritual, a que vulgarmente apelidamos de espíritos. Assim sendo, não faz qualquer sentido a declamação repetida de preces feitas, ditas umas após as outras, pois o que conta é a fonte geradora da energia mental que podemos direccionar com o nosso pensamento.

A oração é um acto de telepatia entre nós e os seres espirituais
numa permuta de energias que nos fortalece

Com a descoberta das leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, vemos que tudo deriva da nossa mente e que nada mais além do que o nosso pensamento tem importância para as coisas do espírito. Assim, uma oração muito bonita, com lindas palavras, ou muito demorada não sortirá qualquer efeito, se o pensamento de quem a efectua estiver nesse momento direccionado para outras situações, como por exemplo um problema familiar, um problema comercial, etc.
A oração, para surtir efeito, terá de ser sincera, brotar do íntimo de cada um, ser sentida profundamente, num acto de concentração da pessoa, em que a nossa mente liberta-se temporariamente do nosso mundo corpóreo, adentrando-se no mundo espiritual, onde vai buscar essas energias que a fortalecem. A pessoa que consegue esse estado de alma, entra em sintonia vibratória com seres do mundo espiritual superior, enviando os seus pensamentos e recebendo deles uma energia que fortalece, intui e orienta.
Daí a doutrina espírita alertar-nos sempre para a necessidade da nossa reforma íntima, procurando desenvolver as potencialidades do pensamento, dentro de uma directriz de disciplina interior, de consciencialização espiritual, procurando sempre ir mais além em busca de novos estados de espiritualidade.
«De acordo com os resultados de uma investigação realizada num hospital da cidade de Kansas, nos EUA, vários doentes na unidade dos problemas coronários melhoraram depois de um grupo de cristãos ter rezado por eles – mesmo sem os conhecer.
O estudo foi organizado pelo médico William Harris que, por precaução, não deu conhecimento do seu trabalho aos pacientes em causa e aos outros médicos. A partir do número dos seus registos clínicos, Harris seleccionou 466 doentes e forneceu os seus nomes próprios a um grupo de cristãos que se voluntariou para rezar por cada um deles, todos os dias, durante quatro semanas. A sua evolução clínica foi depois seguida por uma equipa de dez médicos que, tendo em conta um determinado número de parâmetros e sintomas, verificou que estes doentes registaram melhoras bastante mais acentuadas que os restantes 524 pacientes internados pelos quais ninguém rezou.
O estudo foi conduzido ao longo de um ano e veio confirmar as conclusões obtidas num teste similar, realizado em 1988...» (In Jornal “Expresso”, de 27 de Novembro de 1999, Portugal).
Em «O Livro do Espíritos» e nas restantes obras de Allan Kardec, podemos encontrar assuntos preciosos, relacionados com este tema, que nos ajudarão a fazer um pouco mais de luz acerca dos mesmos.
Na Internet poderá encontrar mais informação em http://www.adeportugal.org/.

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Pena de morte


Para grandes males, grandes remédios, dizem uns. Para outros, é apenas sinónimo da animalidade que ainda impera no íntimo do homem. Certo, certo, é o facto de que quer países desenvolvidos quer países sub-desenvolvidos continuam a aplicar a pena capital, pensando ingenuamente resolver assim os problemas sociais. Ainda um acto polémico, nos dias que correm, recentemente lembrado pelo enforcamento da portuguesa Angel Puipeng, em Singapura.

Segundo o boletim da Amnistia Internacional, três pessoas foram executadas no Estado do Arkansas, EUA, em Agosto de 1994, o que aconteceu pela segunda vez em poucos meses. A justificação oficial para as execuções múltiplas (que não se realizavam no país desde 1976), é que estas, provocariam menos stress profissional nos carrascos e seriam muito mais baratas. O custo estimado duma condenação à morte situa-se entre os dois e os três milhões de dólares, aproximadamente o triplo do que custaria manter vivo cada condenado durante quarenta anos!!!
Mais recentemente tivemos o caso da portuguesa enforcada em Singapura - Angel Puipeng - por tráfico de droga. Curioso é notar as disparidades comportamentais que existem no nosso planeta, delineando o facto de entre todos nós, uns estarem em níveis evolutivos - moral e intelectualmente falando - mais ou menos próximos dos outros.
As opiniões chovem de todos os lados, desde os acérrimos defensores da pena de morte aos mais lutadores pela sua abolição. Alega-se que perante tamanhas barbaridades, tais seres não merecem a consideração alheia, são irrecuperáveis, mas, será que eles existem, os irrecuperáveis?
A doutrina espírita ensina-nos que a vida é eterna, ora manifestando-se no palco terreno ora continuando nos mais variados planos evolutivos da espiritualidade, bem como em outros planetas. Se aliarmos as provas da imortalidade da alma fornecidas pelo espiritismo, ao facto de, por exemplo, um condenado a prisão perpétua ter-se tornado num famoso ornitólogo mundial, os dados começam a ficar baralhados.
Sendo a Terra uma escola para todos nós - espíritos imortais - a permanência nela, tem uma função altamente educativa, na evolução que se nos impôe com o decurso dos anos. Assim sendo, e como o homem não é detentor da vida, não a tendo criado, parece ser um paradoxo pretender assumir a responsabilidade pela vida de outros homens, nomeadamente pelo seu limite temporal.
Sendo a reencarnação uma bendita oportunidade que é dada a todos nós, para evoluirmos e resgatarmos os nossos desvarios de vidas passadas, apenas a Deus é concedido o direito de decisão acerca do término ou não da vida deste exemplar ou odiado cidadão.
Com a pena de morte, julga o homem, na sua ignorância das leis da vida espiritual, ter solucionado o problema. O que acontece é bem diferente, pois o condenado irá forçado para o plano espiritual mas, voltará inevitavelmente à Terra, para prosseguir o seu plano de ascenção espiritual. Fácil é deduzir que rencarnará completamente desajustado - em virtude dos enormes desajustes provocados na vida anterior - sendo inserido novamente numa sociedade que outrora o condenou à pena capital. A solução, parece obviamente não passar pela violência da pena de morte - solução cómoda - mas sim pelo esforço educativo, inserindo novos padrões de vida e novos objectivos pedagógicos nas prisões, nomeadamente nos casos mais recalcitrantes. Aí sim, o homem estará cumprindo a sua finalidade, auxiliando o próximo no seu caminho doloroso da evolução.
Na pergunta 761 de "O Livro dos Espíritos", acerca da pena de morte, questionando se o homem tem o direito de matar, eliminando assim da sociedade um membro perigoso, os espíritos superiores respondem:
"Há outros meios de ele (o homem) se preservar do perigo, que não matamdo. Demais, é preciso abrir e não fechar ao criminosos a porta do arrependimento."
Divaldo Pereira Franco, o maior orador espírita mundial, afirma ser inadmissível encontrar motivos de excepção (como o fez a Igreja Católica) para legalizar o crime de matar. "Matar, jamais! Não sendo o homem o autor da vida, ele não pode interrompê-la sem infringir o código "Não matarás". O espiritismo considera a morte legal e moral, apenas quando uma grávida está em risco de vida, e o médico coloca-lhe a seguinte conjuntura: a gestante ou a criança em formação. É compreensível que se deve interromper a vida da criança em formação, para preservar a matriz, isto porque, aquela vida poderá refazer-se enquanto a da mãe, já concluida, não pode mais recompor-se."
Sabendo que a violência gera violência, a educação continua a apresentar-se como solução para os problemas sociais, sem que tenhamos de retroceder a práticas primitivas que de há muito deveriam fazer parte dos arquivos da história da humanidade.

Portugal, 1994

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Possessão espiritual?



Muitas vezes se fala em possessão espiritual, situação em que alguém é possuído por um espírito mau e tem atitudes das mais díspares. Mas, será mesmo assim? Venha saber o que pensa a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) acerca deste assunto. 

É muito comum ouvir dizer-se que alguém foi possuído espiritualmente. Geralmente descreve-se a possessão espiritual como a entrada de um espírito no corpo de uma pessoa, obrigando-o a fazer coisas que ele não deseja. De tal modo tais episódios existem, que deram origem a um ritual católico: o exorcismo, cujo objectivo seria expulsar o demónio do corpo dessa pessoa.
Entretanto, com o advento do Espiritismo, nas suas componentes científica, filosófica e moral, o assunto ganhou novos dados, e acabou por ser desmistificado.
Se consultarmos «O Livro dos Espíritos» bem como «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec podemos encontrar novos conceitos acerca do assunto.
Com o Espiritismo, através da observação, repetição dos factos e comprovação dos fenómenos, concluiu-se experimentalmente que é possível comunicar com aqueles que já estão no mundo espiritual, isto é, cujos corpos físicos já morreram. Assim, descobriu-se que nas sessões de exorcismo não era o diabo que se comunicava, mas sim, espíritos perturbados que mais não eram do que as almas de pessoas que viveram na Terra e que continuavam em estado de perturbação. Nesse sentido, numa sessão espírita não se expulsa o “diabo” (já que este não existe) mas doutrinam-se aquelas pessoas que por desconhecimento da vida espiritual andam em perturbação nesse mesmo plano.

Os Espíritos interferem positiva ou negativamente na nossa vida,
conforme as afinidades que têm connosco

A obsessão espiritual caracteriza-se pela acção de seres espirituais inferiores (em evolução moral) sobre o psiquismo humano.
Allan Kardec distinguiu nas suas pesquisas, três tipos de obsessão: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Na obsessão simples, a interferência espiritual atinge a mente causando algumas perturbações. Na fascinação, essa interferência é mais profunda, afectando a consciência da pessoa, desencadeando processos alucinatórios. Na subjugação a interferência amplia-se aos centros da afectividade e da vontade, afectando os sentimentos e o sistema psicomotor, levando o obsidiado (a pessoa que sofre o assédio espiritual) a atitudes e gestos estranhos.
Nesse sentido é errado falar-se em termos de possessão espiritual, já que os espíritos não entram no corpo da pessoa, antes o envolvem procurando intuir ideias que eles querem que a pessoa ponha em prática.
Assim, todos nós, sofremos a influência positiva ou negativa dos espíritos, conforme as nossas afinidades mentais.
A pessoa correcta, que respeita o ser humano, que é digna, entra em sintonia (vibratória) mental com espíritos, isto é, pessoas já falecidas, que também são equilibradas e pensam de igual modo.

Quem sofre de perturbação espiritual, deve estudar o assunto
e pedir auxílio numa associação espírita idónea

Aquela pessoa cujo objectivo é apenas satisfazer o seu próprio egoísmo, a sua vaidade, o seu orgulho, a sua maldade, essa entra em afinidade mental com seres de igual natureza, seja neste mundo seja no mundo dos espíritos.
Nesse sentido, cada um de nós é senhor do seu destino, colhendo os frutos do seu agir no quotidiano.
Quando a problemática da obsessão espiritual aparece, é fundamental que a pessoa peça auxílio numa associação espírita idónea (onde não se cobre nem se aceite dinheiro pelas suas actividades) para que nas sessões espíritas se possa esclarecer não só o espírito necessitado que está a interferir com a pessoa no corpo de carne, como também que essa mesma pessoa seja esclarecida do processo que está a viver e comece a mudar a sua maneira de agir no sentido de alterar essa situação indesejada: a interferência espiritual.
Aconselhamos vivamente a leitura dos livros acima referidos, de Allan Kardec, para mais esclarecimentos acerca deste assunto.

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Reencarnação: evidências sucedem-se



A reencarnação pressupõe a volta do espírito a novos corpos de carne continuando assim na sua escalda evolutiva. Dá-se apenas no reino hominal, sendo falsa a crença na possibilidade de nascer como animal. Até então uma crença milenar, as evidências da realidade da reencarnação começam a avolumar-se em catadupa. Ora veja!

Já no tempo dos primeiros cristãos se acreditava na reencarnação, só que como este termo não existia chamava-se a essa crença «ressurreição». Em essência acreditava-se na volta das almas a novos corpos, em novas vidas, facto este largamente documentável no novo testamento.
Quando apareceu o termo reencarnação ele pressupunha isso mesmo, re + encarnar + acção, isto é, a acção de voltar à carne.
Segundo outras teorias o ser teria inclusive a hipótese de voltar com um corpo de animal, numa crença chamada metempsicose, mas que o espiritismo demonstra não ser possível já que seria um retrocesso evolutivo.
Estudando a teoria da reencarnação, hoje aceite por cerca de 2/3 da população mundial, de acordo com as estatísticas (embora em moldes diferentes), o homem começa a entender melhor o porquê da vida, de onde vem, para onde vai, qual o seu posicionamento no concerto universal, e qual a causa da dissemelhança da sorte das pessoas. Com a unicidade das vidas Deus afigura-se como um crápula que dá a saúde a uns e a doença a outros, que privilegia uns dando-lhes riqueza e a outros a pobreza, que dá a oportunidade a uns de nascerem em países civilizados, relegando outros para locais de miséria e guerra. Onde a justiça divina perante tanta dissemelhança? Com o estudo da reencarnação, a ideia de justiça, de equidade divina aparece, deixando ao homem dentro do livre-arbítrio, a capacidade de evoluir mais depressa ou mais devagar, ao longo das variadas existências corporais. Assim, cada um colhe na vida presente o somatório das experiências ocorridas no passado, daí a dissemelhança de carácteres, de inteligências, de moralidade existente no nosso planeta. Aquele que procurou a sua evolução moral e intelectual, obrando no bem, voltará como um ser sereno, tranquilo, em busca de novas experiências iluminativas; o que viveu egoisticamente, espezinhando tudo e todos, voltará como um ser intranquilo, com vontade de rectificar tudo aquilo que fez de errado numa perspectiva pedagógica, auxiliando assim o homem a evoluir.

«Estas crianças lembram-se e fornecem informações pormenorizadas,
exaustivas e rigorosas, sobre pessoas que morreram antes de elas terem nascido.»

Ultimamente muitos cientistas se têm dedicado ao estudo dos casos sugestivos de reencarnação, como os meninos-prodígio, comunicações espirituais de seres dizendo que vão nascer nesta família ou naquela, com este ou aquele traço característico, regressões de memória que ajudam a identificar factos desconhecidos da pessoa nesta existência, e por último as crianças que se lembram de vidas anteriores e que dão dados impressionantes da sua vida passada, muitas vezes ainda pesquisáveis, identificáveis, sem que ela tivesse como saber nesta vida ainda tão precoce.
É precisamente nesta área, a das crianças que se lembram de vidas passadas, que o Dr. Ian Stevenson, psiquiatra americano, respeitadíssimo do ponto de vista de rigor científico e credibilidade a nível mundial, tem vindo a dedicar praticamente toda a sua vida. Quase 40 anos ao serviço da pesquisa científica com milhares de casos identificados em todos o mundo de crianças que se lembram da sua vida passada. Não sendo espírita nem crente na reencarnação, os factos começaram a despertar nele a curiosidade e vontade de pesquisar.
Hoje, aos 83 anos de idade, esteve recentemente no 4º Simpósio «Aquém e Além do Cérebro» organizado pela Fundação Bial e que decorreu na «Casa do Médico» no Porto, Portugal, tendo concedido preciosa entrevista à revista «Notícias Magazine», que sai juntamente com os jornais «Diário de Notícias» e «Jornal de Notícias». Stevenson acha que se pode acreditar na reencarnação com base em provas. Com mais de meia vida à procura de crianças que recordam vidas anteriores, coleccionou perto de 3 mil casos, alguns impressionantes.

«Uma pessoa racional pode acreditar na reencarnação com base em provas»

Stevenson sabe que é ignorado por alguns dos seus pares, mas o seu trabalho é espantoso. Dos 14 livros publicados, as demonstrações para que os mais racionais acreditem na reencarnação são fantásticas.
Um dia, quando as pessoas se consciencializarem desta realidade haverá profunda alteração no tecido social do planeta, já que o homem sabendo que o seu futuro dependerá do seu agir de agora, não mais fará a guerra, deixará de ser xenófobo, racista, deixará de desprezar o pobre ou o marginal ou a pessoa do outro sexo, deixará de poluir a natureza, pois saberá que na próxima existência ele poderá passar pelas situações até então desprezadas para aprender a valorizá-las dentro da vida como experiências importantes para todos nós.

Bibliografia:
- Notícias Magazine, 02 Junho 2002, Portugal, «A reencarnação com base em provas»
- Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, www.adeportugal.org, Curso Básico de
  Espiritismo, «Caderno 6»

Portugal, 2002

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Quem foi Allan Kardec?




Nascido em 1804, homem de grande saber e figura eminente à sua época, dedica-se aos 50 anos de idade a estudar os factos espíritas. Céptico, a princípio, descobre ali as leis que regem o mundo dos espíritos. Por muitos considerado o pai do espiritismo, não o foi, mas sim, o codificador da doutrina espírita ( ou espiritismo). Deixou obra feita e depois do seu desenlace ninguém pode conhecer bem o espiritismo sem conhecer essa figura inesquecível que foi Allan Kardec.


Muitas pessoas confundem Allan Kardec, o codificador do espiritismo, com o pai religioso da doutrina espírita, como se esta fosse uma religião e tivesse um iniciador. Com o espiritismo, as coisas foram bem diferentes. Os factos espíritas espalharam-se por todo o mundo e os ensinos que os espíritos davam, por intermédio de numerosíssimos médiuns, eram conformes, sem que os médiuns se conhecessem ou se tivessem contactado. Nasce assim a doutrina espírita ou doutrina dos espíritos mais propriamente, pois foram estes que a trouxeram aos homens. Daí, o espiritismo não ter paternidade terrena. Ninguém é seu autor, mas sim a falange de espíritos superiores que vieram trazer à Terra o Consolador prometido por Jesus, hà dois mil anos.

Mas quem foi Allan Kardec?

Nascido em Lyon, França, a 3 de Outubro de 1804, filho único de uma família antiga que se distinguiu na magistratura e na advocacia, Hippolyte Léon Denizard Rivail, (Allan Kardec) desde cedo se sente inclinado ao estudo das ciências e da flosofia.
"Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suiça), cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos desse célebre professor e um dos zelosos propagandistas do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu sobre a reforma do ensino na França e na Alemanha."(1)
"Nascido sob a religião católica, mas educado num país protestante, os actos de intolerância que por isso teve de suportar, no tocante a essa circunstância, cedo o levaram a conceber a ideia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou em silêncio durante longos anos com o intuito de alcançar a unificação das crenças."(1)
Voltou a França após concluir os seus estudos. Falando o alemão, françês, espanhol, italiano e holandês, traduziu para o alemão várias obras de educação e de moral, bem como as obras de Fénelon.
Foi membro de várias sociedades sábias, tendo sido premiado pela Academia Real de Arras, em 1831 pelo notável trabalho abordando o tema "Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?". Paralelamente, entre 1835 e 1840 deu cursos gratuitos de Física, Anatomia comparada, Química, Astronomia, entre outros. Inventou um método de ensinar a contar e um quadro mnemónico da História de França. Escreveu muitos livros didáticos, investigador sério e prudente, pensador, filósofo, pedagogo, percursor da moderna parapsicologia, tinha conhecimento do magnetismo humano.(2)
"Antes que o Espiritismo lhe popularizasse o pseudónimo de Allan Kardec, já ele se ilustrara, como se vê, por meio de trabalhos de natureza muito diferente, porém tendo todos, como objectivo, esclarecer as massas e prendê-las melhor às respectivas famílias e países:"

Espiritismo: ciência, filosofia e moral

Aos 50 anos de idade começou a investigar os factos espíritas, utilizando os métodos experimental e indutivo. Nascia assim a ciência espírita. É impossível pois, falar de espiritismo sem se falar de Allan Kardec.
Sendo senhor de grande posição intelectual e de respeito social, adopta o pseudónimo de Allan Kardec, nome que teria tido numa reencarnação anterior, para que a doutrina espírita não fosse aceite em função do seu verdadeiro nome e consequente respeito social, mas sim pela pureza e lógica das suas ideias.
Codificou a doutrina espírita, depois de investigar exaustivamente. Assim aparece a sua obra - O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo O Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Génese -, obra essa proveniente da espiritualidade superior, ditada epelos espíritos através de médiuns, por ele investigada em cerca de 1000 grupos espíritas, e que passou pelo crivo da razão, pela lógia e pelo raciocínio frio e calculista do homem de ciência que foi Allan Kardec, a quem chamaram " o bom senso encarnado (no corpo de carne)".
Foi um lutador e um trabalhador até desencarnar (largar o corpo de carne, falecer), não tendo retirado nenhum provento pecuniário para si próprio, antes pelo contrário. Explica-nos que "O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se estabeleçem entre nós e os espíritos; como filosofia, comprreende todas as consequências que dimanam dessas mesmas relações.
Podemos defini-lo assim: o Espiritismo é uma ciência que trata da origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal".
Em 31 de março de 1995, contaram-se 126 anos da desencarnação de Kardec e a obra que ele codificou aí está, perene, espalhada pelos quatro cantos, a ser alvo do interesse quer dos adeptos espíritas, quer dos cépticos e mesmo dos seus opositores, resistindo sem mácula à tentativa de banalização da sua figura, por parte daqueles que perseguem o espiritismo, mesmo ignorando o que estão a dizer e sem se saber bem porquê. Mas, que importa essas atitudes de pseudo-sábios? O que é, é , e não será a presunção deste ou daquele acérrimo perseguidor que alterará a verdade dos factos. O tempo é sempre o melhor conselheiro e relembrando palavras sábias de Emmanuel, não exijamos que os outros pensem como nós, na certeza de que como a árvore de fruto necessita de tempo para que o homem dela se possa servir, também os opositores de hoje serão os amigos de amanhã, iniludivelmente, quando a grande ponte da fraternidade destruir as barreiras do orgulho e da presunção humana, geradores de múltiplos conflitos.Caso esteja interessado em conhecer os livros fundamentais para a compreensão do espiritismo, poderá encontrá-los em qualquer centro espírita. 


Bibliografia:
(1) - Kardec, Allan, "Obras Póstumas", FEB, 18ª edição, Biografia de Allan Kardec
(2) - Sausse, Henri, "Biografia de Allan Kardec"(citação retirada de separata da revista "Estudos Psíquicos" intitulada "Allan Kardec - sua vida e obra", de André Dumas).

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Tolerância religiosa



Fazendo breve visita a um horto municipal, facilmente te deparas e deleitas com vários tipos de árvores, de plantas, de flores.
Cada uma delas tem um ritmo próprio, um tempo certo para a semeadura, exala um odor característico, tem momentos de esplendor e momentos de crescimento.
Se assim não fosse, esse jardim não teria beleza, não seria apetitoso para os visitantes.
Essa beleza deriva da variedade, da diferença na diversidade.
A mais minúscula flor não discute níveis de grandeza com a centenária árvore, guardando cada uma delas função intransferível no reino da natureza.
Também assim na vida tal acontece com os seres humanos.
Transportando tal analogia para a área da religiosidade, não nos é lícito julgarmo-nos superiores a esta ou aquela confissão religiosa.
O homem espiritualizado, verá em cada ser humano, um elemento desse imenso jardim que é a vida, valorizando inclusive a erva daninha que mesmo assim confere cor ao solo onde se instala.
O homem espiritualizado saberá aceitar, compreender, tolerar todos e cada seu irmão, independentemente da sua convicção religiosa, com a certeza de que irmandade espiritual é independente da coincidência de concepção existencial.
Assim como fruis imensa alegria ao contemplar desde a simples flor silvestre até à planta mais elaborada, extasiando-te com o perfume do conjunto, és convidado ao grande concerto da harmonia universal, onde te é dado o instrumento da tolerância, do entendimento, da fraternidade, para que o toques, sem o qual estagnarás em processos de ilusão.
Valorizando as diferenças aprenderemos a união.
Valorizando a variedade, estimularemos a fraternidade, e assim estaremos inevitavelmente a colaborar com Jesus para a implantação do bem no Planeta Terra.

Psicografia recebida nas Caldas da Rainha, em 14 de Novembro de 2004 e ditada pelo Espírito Alcina