0

Divaldo Franco: Doação de Órgãos



Que os transplantes salvam vidas, já todos sabemos. Que a doação de órgãos é um acto de altruísmo, também. Abordámos na semana passada esta temática. Vamos ver pois, o que pensa deste assunto uma personalidade do movimento espírita mundial, Divaldo Pereira Franco, conferencista de renome.

Divaldo Franco, conferencista de renome mundial, um dos maiores divulgadores do espiritismo pelos quatro cantos do mundo, e internacionalmente respeitado, esteve entre nós em Dezembro passado (1994). Aproveitámos para uma pequena conversa de onde ressaltaram comentários relativos à doação de órgãos. Vejamos pois a sua opinião, dentro dos horizontes que o espiritismo nos abre.

José Lucas - No que respeita à doação de órgãos, existe incompatibilidade perispiritual, isto é, entre o corpo espiritual do falecido e o daquele que recebe o órgão?
Divaldo Franco - Na realidade não, porque o perispírito (corpo espiritual) receptor consegue adaptar as futuras células à sua própria organização. Muitas vezes, quando ocorre a rejeição, estamos diante da Lei do Carma, que funciona biologicamente, pois, se assim não fosse, a continuidadde dos transplantes daria ao indivíduo a vida imortal na Terra, o que não é possível.

JL - Então a rejeição que existe é apenas física?
DF - Exactamente, é física, graças à necessidade da desencarnação (falecimento) do paciente, já que ninguém consegue ludibriar as leis divinas. O êxito, neste campo, invariavelmente, trata-se de uma moratória que a divindade permite seja dada ao receptor, a fim de prolongar a existência com finalidades nobres.

JL - O espírito desencarnado (falecido) que ainda está ligado ao corpo (cadáver), sofre com a extracção dos órgãos, poderá ficar ressentido por fazerem isso ao “seu” corpo e envidar por uma perseguição?
DF - Na realidade não, porque aí entram as leis soberanas da misericórdia divina. Consideremos no passado, os cadáveres de mendigos que eram levados para as faculdades de medicina, a fim de facultarem aos estudantes o conhecimento dos órgãos e as melhores técnicas cirúrgicas para o prolongamento da vida. Aqueles cadáveres, eram de pessoas desconhecidas, invariavelmente, que se transformavam sem quererem, em benfeitores da humanidade. No caso da pessoa ser forçada a doar os órgãos, isto pode produzir-lhe um choque emocional, não contra quem vai receber, mas, contra as leis, entrando inevitavelmente num bloqueio de consciência, e, pelo bem que vai fazer, mesmo sem o querer, recebe os frutos sempre que necessite desses benefícios que se transformam, para ele, em verdadeira graça de Deus. Só o facto de oferecer órgão saudáveis a pessoas que estariam a encerrar a sua jornada terrena, já os faz dignos do amparo divino.
Quanto a sentir dores, a acompanhar o processo de sofrimento, é inevitável, tal como aconteceria também na inumação cadavérica, em que ficaria a acompanhar a disjunção molecular, ou na cremação, com o pavor, porque as sensações permanecem. É o que Kardec examina em “O Livro dos Espíritos” quando aborda a perturbação espiritual.

JL - No caso das autópsias, o espírito também sofre?
DF - Muitos sofrem. Os sensualistas, os escravos dos prazeres terrestres, sentindo ainda os fluidos materiais, acompanham com horror as cenas, especialmente quando as autópsias são feitas num clima de ironia, de ridículo, de desrespeito pelo ser, por consequência, de desrespeito pelo cadáver. Os espíritos a eles vinculados, agridem-se e agridem, desesperam-se e enlouquecem de dor, o que lhes aumenta por consequência o sofrimento.

Muito mais havria a dizer sobre esta temática. No entanto, para uma melhor compreensão deste assunto remetemos o leitor para “O Livro dos Espíritos” e “O Céu e o Inferno” , ambos de Allan Kardec, que poderão encontrar nas principais livrarias do país.


Portugal, 1994

0

Física, Matemática e Espiritismo de mãos dadas



Matemática, Física e Pedagoga, Heloísa Pires, espírita mundialmente conhecida, esteve em Portugal em 1999, onde proferiu várias palestras. Por onde passou deixou um rasto da cultura espírita, encantando quem a ouviu. 

Heloísa Pires seria mais uma mulher, incógnita, e não seria notícia no meio espírita (e não só), se não fosse um dos grandes vultos do espiritismo mundial e licenciada em Matemática, em Física, em Pedagogia. Espírita convicta, é um dos elementos chave do movimento espírita brasileiro. Trabalha por opção com deficientes profundos, no campo da pedagogia. Seu pai, José Herculano Pires, foi de tal maneira marcante para o espiritismo, a nível mundial, que foi referido como sendo o metro que melhor mediu Allan Kardec (o codificador do espiritismo). Herculano Pires, escritor, filósofo, deixou uma obra literária impressionante, que ainda hoje é desconhecida da maioria dos espíritas. De realçar “O Espírito e o Tempo” e “Mediunidade”, se é que é possível destacar estas duas obras das restantes. 
Heloísa Pires esteve em Portugal, a convite do Centro Espírita Perdão e Caridade, de Lisboa, durante 8 dias. Conferenciou em Lisboa, no referido centro espírita, em Lagos, em Leiria, em Viseu, no Porto, de novo em Lisboa no Centro Espírita Amor e Caridade e ainda na Federação Espírita Portuguesa. Concedeu ainda três entrevistas, na Rádio Nova (com Rui Castelar), no Tal e Qual (Paulo Emereciano) e à Revista de Espiritismo. Aproveitando o ensejo da sua presença colocámos-lhe algumas questões:

José Lucas - Deve haver planeamento familiar ou a mulher é uma máquina de ter filhos?
Heloísa Pires - Se dissermos “Tenha os filhos que Deus mandar” estamos a repetir o que a igreja católica e outras correntes defendem. Não somos coelhos nem gatos. O homem obra com conhecimento de causa. Há que planear ter os filhos que possam ser educados para que eles saiam vitoriosos da vida. Ter onze filhos e deixá-los ao Deus dará é inconsciência criminosa. O planeamento familiar é uma necessidade no momento actual da terra. É indispensável, para melhorar as condições de vida na Terra. Não somos coelhos nem gatos. O planeamento familiar é uma necessidade no momento actual da Terra.

J.L. - Há quem diga que a eutanásia pode ser um acto de caridade. Que pensa disto?
H.P. - É um crime, desnecessário. Vemos agora, na Bélgica, o Dr. Morte. Horrível. Um homem, médico a matar outros homens. Não somos Deus. Devemos ficar na Terra o tempo que for necessário. À luz do espiritismo, se alguém tem uma doença prolongada é porque necessita de passar por essa situação, dentro das leis de causa e feito, para que os seus fluidos vitais se desgastem. Aí, a pessoa parte para o mundo espiritual em boas condições. Provocar essa situação (eutanásia) é provocar sofrimento no espírito, que fica envolvido em fluidos vitais que o ligam ao corpo. Temos de aceitar a vontade divina. Fatal, só o nascimento e a morte. Tudo o resto depende do nosso livre-arbítrio.

J. L. - E o aborto?
H.P. - O aborto é um crime. É fruto da ignorância, daqueles que não entendem a vida. No entanto, temos de explicar que tudo é considerado a partir do momento do conhecimento. Depois de entendermos que o aborto é um crime, não podemos praticá-lo. Antes de o sabermos, se o praticámos temos atenuantes. Mas, não há justificação para o aborto. É desnecessário.

J.L. - Como é que uma mulher de ciência é espírita, fala com os espíritos, e acredita em Deus?
H.P. - Einstein, que intelectualmente estava a anos luz de nós, dizia: “Deus existe”. Através do raciocínio temos de entender que existe uma inteligência suprema. Porque a desordem não cria nada e a ordem revela uma inteligência maior que criou tudo e que nos criou. Os físicos actuais, a cada dia que passa, convencem-se mais da existência de Deus. Eles apenas não gostam do rótulo de “Deus”, dizem “Inteligência”, “Força Criadora”. A nossa capacidade de raciocínio, a procura de organização do Mundo, as fórmulas matemáticas, são uma prova evidente de uma inteligência maior que criou inteligências menores.»

Sobre este e outros assuntos aconselhamos ainda a leitura indispensável de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

Portugal, 1999

0

Materializações de Espíritos




Uma das evidências irrefutáveis da realidade da comunicabilidade dos espíritos (pessoas falecidas) é o facto de em determinadas circunstâncias eles poderem materializar-se, tornarem-se visíveis, tangíveis, ponderáveis, e até com eles confabular. Foram muitos os cientistas do século passado que provaram a veracidade dos factos espíritas por este método. Actualmente (1995) ouvimos um físico, Dr Raul Teixeira que nos contou casos de ectoplasmias (conhecidos por materializações de espíritos e objectos, provocadas pelos espíritos) passados recentemente.

José Carlos Lucas - Tem conhecimento de que haja sessões de ectoplasmia ou de materializaçõesl?
José Raul Teixeira - No Brasil existem ainda, em grupos reduzidos, trabalhos de ectoplasmia e, particularmente podemos citar, em Vitória, no Espírito Santo, um médium - Júlio César Grande Ribeiro - que mantém um trabalho de ectoplasmia com o objectivo de atender à saúde, quando os benfeitores assim o detrminam. Fui testemunha de vários trabalhos com ele, sobre ectoplasmia, vendo a materialização de espíritos, a materialização de instrumentos cirúrgicos para atender aos doentes, fenómenos de voz directa, de escrita directa ,exactamente dentro dos parâmetros que encontramos dentro da literatura espírita.

JCL - Pode descrever o que viu?
JRT - Na ectoplasmia encontramos uma gama muito grande de fenómenos, mas, os mais comuns que os espíritos gostam de fazer, na obscuridade total dessas reuniões, é o trabalho com parafina, onde existe uma vasilha com parafina a ferver, sobre um fogareiro, herméticamente fechado para que a claridade não contagie o ambiente, e um balde com água fria. Os espíritos trabalham essa parafina fervente, construindo flores, diversos objectos, e mergulhando na água, para que ela se resfrie, o que nenhum ser humano seria capaz de fazer, isto é, pôr as mãos dentro da parafina a ferver e de seguida na água gelada para esfriar o material. Outra coisa que os espíritos fazem, é desenhar em plena obscuridade, com os materiais que são postos sobre a mesa, com uma velocidade espantosa, ou, sem nenhum material presente, o que indica que eles trazem de uma outra dimensão energética, de uma outra dimensão fluídica, esses produtos, essas tintas, com os quais eles realizam essses trabalhos. Outra linha de actividade que os espíritos realizam nessas reuniões de ectoplasmia, é o transporte de objectos, de um lugar herméticamente fechado para a sala onde essas coisas acontecem. Nesse tipo de ectoplasmia, vemos trabalhos tanto com Júlio César Grande Ribeiro como com Divaldo Franco, onde existe a produção de perfumes, isto é, um fenómeno mediúnico sómente passível de acontecer quando estão presentes médiuns com a características de efeitos físicos. Aromas de rosas, de outras flores, de éter, aparecem sem mais nem menos. Para além disso, os próprios espíritos formam uma garganta ectoplásmica, como eles chamam, e falam do alto do tecto, movimemtam-se pela sala e as pessoas acompanham as suas vozes, no alto, no baixo, como se fosse um altifalante que estivesse a ser conduzido para diversos lugares da sala, onde a reunião tem lugar. Eles tocam instrumentos, trazem instrumentos, conversam com as pessoas... Eles sugerem que se leia, que se discuta, enquanto não é iniciada a reunião, textos do evangelho, da doutrina espírita e, depois de se apagarem as luzes, eles desafiam as pessoas a continuarem a comentar os textos lidos, para que as mentes se mantenham unidas no mesmo diapasão.Os espíritos realizam muitas coisas com ectoplasmia, até chegarem ao nível da metrialização, como vulgarmente se chamam, que é quando eles se corporificam. Já tive a experiência de estar junto de um espírito materializado, em que ele pediu-me autorização para se pôr em cima dos meus pés e, com isto, ele calcava sobre a minha cabeça para dar algum tipo de demonstração. Pelas dimensões da entidade espiritual, eu imaginei que ela me fosse magoar nos pés, ao subir sobre eles, pois estava calçada com botas. Qual não foi a minha surpresa, quando ao subir sobre os meus pés e ao apoiar as suas mãos sobre a aminha cabeça, esse corpo enorme de uma criatura humana, não tinha peso. Então, era como se fosse uma grande caixa de ar ou de papelão que estivesse a subir sobre os meus pés. Eu senti o calcar das suas mãos sobre a minha cabeça, fortemente, mas não senti o seu peso.

JCL - No entanto, era tacteável?
JRT - Sim, o espírito estava diante de mim, eu abraçei-o pela cintura.Foi uma demonstração de que estas coisa também podem ocorrer em trabalhos de ectoplasmia. São experiências muito interessantes, muito curiosas, da ectoplasmia mediúnica. Acontece, que à medida em que o espiritismo mergulha, como lembram os benfeitores, no seu período de entendimento, a necessidade dos fenómenos físicos, dos fenómenos materiais, vai diminuindo. Nós, não estamos mais na época de crer por ter visto, mas, na época de crer por entender, racionalmente. A visão é muito traiçoeira. De repente alguém dirá que nós estamos sofrendo uma ilusão visual. Mas, quando nós estudamos uma coisa, analisamos essa coisa, e a entendemos, não há ilusão possível no campo intelectual, nesse particular. No Brasil há poucos médiuns desses, que no passado eram abundantes quer no Brasil, quer na Europa, na América, e, hoje em dia, eles vão diminuindo, exactamente porque o objectivo do mundo espiritual não é mais a de produzir fenómenos para o encantamento das pessoas, mas, produzir o que o espírito de Viana de Carvalho, através de Divaldo Franco, diz: que o maior fenómeno pelo qual Jesus Cristo se acha interessado, é o fenómeno da transformação dos carácteres e esse, tem sido de muito difícil realização.
Estes factos fazem-nos lembrar aqueles ocorridos em 1872 e que chocaram a comunidade científica, à época, quando Sir William Crookes (um dos maiores sábios e inventores da sua época) e o seu assistente engenheiro Sir Cromwell Varley conseguiram materializações de espíritos com quem conversavam, tiravam a pulsação, peso, verificavam a respiração e a completa diferença entre os espíritos materializados e os médiuns de efeitos físicos presentes nas sessões, tendo concluindo em favor da realidade dos factos espíritas com aquela célebre frase que fez com que a comunidade científica contemporânea o fosse marginalizando. Dizia Crookes. “Já não digo que os fenómenos são possíveis, mas sim que eles são reais”. Para quem começou a investigá-los com o objectivo de provar a sua falsidade, temos de verificar a enorme coragem que este célebre cientista teve. Mas, para compreender o fenómeno é preciso estudá-lo com muita profundidade e não deter-se na periferia das aparências.

Portugal, 1995

0

Cientista confirma: a morte não existe!


David Fontana, psicólogo inglês, um dos mais conceituados cientistas em Inglaterra e no mundo, professor universitário, fez pesquisas com médiuns ingleses e confirma: A vida continua depois da morte do corpo físico. O Prof. Fontana, que assistiu à materialização de seres espirituais, deu uma entrevista ao Jornal de Espiritismo nº 6 (Set / Out) da qual retiramos algumas partes. Ora veja!

Jornal de Espiritismo - O Senhor é o Vice-Presidente da Society for Physical Research, (Sociedade de Pesquisas Psíquicas, de Londres) ?
David Fontana - Sim, com efeito fui o Presidente Fundador da Society, agora sou o Vice-Presidente e sou também o Presidente do Survival Research Commitee, que se dedica à pesquisa da sobrevivência.

JDE- Falando sobre as suas experiências, onde é que elas ocorreram? Em Inglaterra?
DF- Sim decorreram em Inglaterra. Estamos a falar das investigações levadas a cabo pelo Grupo Scole, acerca da produção de fenómenos físicos, num compartimento especificamente preparado para os cientistas, pois situava-se debaixo do solo, isolado com paredes de tijolos, de modo a que não pudesse haver interferência do exterior. Dois anos de investigação com este grupo, inicialmente um vez por mês, durante cerca de três horas, em que tivemos oportunidade de verificar toda uma vasta gama de fenómenos, em condições em que não seria possível haver fraude.

JDE- Onde se passou isso?
DF- Em Scole, Norfolk.

JDE- Quando, exactamente?
DF- Publicámos os nossos relatórios em 1999, tendo a investigação terminado no início desse ano.

JDE- O que pensa ser necessário fazer, actualmente, para alterar os veredictos científicos, no que respeita à sobrevivência do espírito como sendo uma realidade comprovada?
DF- Penso que não há dúvidas, temos evidências suficientes para demonstrar que esses acontecimentos paranormais acontecem. Demonstrámos isso em condições inequívocas. O próximo passo é o de demonstrar, para satisfação dos cientistas cépticos, que parecem ser muito difíceis de convencer, que não se trata apenas de possíveis capacidades psíquicas, mas sim que a vida continua após a morte. Aliás, não devemos chamá-los de mortos, porque, na verdade, eles estão bem vivos, uma vez que têm o poder de produzir tais fenómenos. Em complemento, é certo que obtivemos determinadas informações que nenhum dos vivos sabia. Obtivemos comunicações de pessoas que nem sequer conhecíamos, tendo pesquisado e chegado à conclusão que tinham existido e que os detalhes que nos tinham sido fornecidos estavam correctos. Vejamos, nenhum “vivo” possui necessidades emocionais de produzir essa espécie de informação detalhada. Eles não conhecem as pessoas, nem quem são, nada conhecem do seu passado, não têm qualquer ligação com elas, ou qualquer coisa do género e, mesmo assim, a informação é totalmente verdadeira.

JDE - Haverá uma revolução no nosso mundo? Acredita que a Ciência criará algum instrumento para detectar as vibrações dos espíritos?
DF- Bem, os cientistas estão sempre a mudar e o desenvolvimento, agora com a TCI (Transcomunicação Instrumental – comunicação com o mundo espiritual através de aparelhos electrónicos), sugere, mas sugere fortemente mesmo que, da maneira como estes instrumentos se desenvolvem, poderão ser abertas novas “avenidas” para as comunicações. Estou, na verdade, muito optimista acerca do que pode vir a acontecer com todo este trabalho no âmbito da TCI. A Electrónica move forças tão rapidamente, que poderemos descobrir, acidentalmente, algum equipamento novo capaz de provocar efeitos muito melhores do que os conseguidos através da gravação em cassete, por fax, computador, etc., através dos quais temos vindo a obter mensagens há tanto tempo!

JDE - Bem, mais uma ou duas questões, se me permite: que outras espécies de pesquisas se estão a desenvolver na procura de outras vidas ou de outros mundos espirituais?
DF- Há muito trabalho em curso, na Inglaterra, na área da mediunidade. Existe uma grande rede de pesquisas acerca da mediunidade mental e física, mas a TCI está muito mais avançada aqui, na parte continental da Europa, do que na Inglaterra. Por exemplo, em França, na Espanha e, em particular, na Itália, está muito mais desenvolvida. Na Inglaterra, a TCI tem sido um pouco relegada para segundo plano mas, por outro lado, a mediunidade tem muito mais aceitação do que na Europa continental e a verdade é que muitos dos grandes médiuns eram ingleses ou americanos.

JDE - Pensa que a Física pode ajudar a compreender tudo de que temos estado a falar?
DF- Sim, penso que a Física é uma ajuda, pelo menos a Física Quântica, porque é uma ciência que estuda a parte mais pequena do mundo, o mundo subatómico; ela reconhece que não existe matéria do modo como sempre a temos compreendido, mas sim que é composta por energia. No pequeno mundo subatómico, o tempo e o espaço agem de forma diferente, por isso as nossas leis físicas, aplicadas a esse mundo, até resultam, se pensarmos num mundo no interior dos átomos ou fora do espaço. Olhando para a astrofísica, encontraremos, de novo, as leis físicas, essas leis que não podem ser quebradas. Assim, há uma linha limite aplicada ao mundo material, mas não ao mundo subatómico e nem ao mundo astral. Há Físicos que já têm a mente aberta a estas ideias e que nos ajudam a reconhecer que a matéria não é aquilo que pensávamos.

JDE - Professor, está a fazer alguma pesquisa, actualmente?
DF- Sobre a mediunidade? Sim, estamos a trabalhar com a mediunidade mental e física, na Inglaterra, onde se podem encontrar médiuns muitos bons, pode ter a certeza.

JDE - Sabemos que está a preparar um novo livro…. Podemos saber o título?
DF- Bem, temos um título ainda provisório… O livro sairá no próximo Outono, está na editora. Ainda não decidimos o título final, mas poderá ser: Is there an After Life? (Há uma Vida Depois da Morte?)
O objectivo do livro é a demonstração das evidências de que há vida após a morte.

Fonte: Jornal de Espiritismo nº 6, Set / Out 2004, Portugal

0

Divaldo Franco: homossexualidade em foco


Divaldo Pereira Franco, o maior orador espírita contemporâneo, é figura de destaque a nível mundial, seja no meio espírita, seja fora dele. A sua cultura, o seu saber, bem como a sua mediunidade (tem mais de cem livros psicografados - ditados pelos espíritos - cujas receitas revertem integralmente para auxiliar os meninos da rua) são os cartões de visita que lhe granjeiam respeito e credibilidade. Mais de 40 anos ao serviço do próximo fazem dele um foco de atenção, mesmo por parte dos cépticos. Em entrevista que nos concedeu, aborda questões cruciais.

José Carlos Lucas - Há quem defenda a tese de que a telecinésia, os poltergeists, são fruto de mentes desequilibradas (os epicentros) presentes nos locais em que tal acontece, mesmo que desconheçam a sua contribuição para os fenómenos. Tem alguma validade científica esta tese?
Divaldo Pereira Franco - De maneira nenhuma. Seria transformar o fenómeno paranormal em anomalia psíquica ou histérica, conforme ocorreu a partir de 1889 onde o Prof. Pièrre Janet, ao publicar o seu livro "Automatismo Psicológico", pretendeu reduzir todos os fenómenos para-psíquicos, naquela época, metapsíquicos, e mais tarde parapsicológicos e psicobiofísicos, ao estado de patologia histérica ou de desdobramento da personalidade. Naturalmente, os factos da anomalia estão abaixo do nível do equilíbrio.
Desde que eles transcendem a esfera da normalidade para cima eles são portanto paranormais. Acontece que observadores apressados, para negarem a interferência dos espíritos, as comunicações mediúnicas, preferem apelar para os estados patológicos, porque de uma vez crêem anular a realidade dos factos que constituem as evidências demonstrativas da sua realidade.

JCL - A precognição, como funciona o conhecimento do futuro? E o livre-arbítrio, neste caso, como fica?
DPF - Muitos pontos capitais, estão a ser determinados. As nossas atitudes actuais programam os acontecimentos futuros. A melhor imagem de que disponho para dar uma ideia da precognição é esta: imaginemos alguém no cume de uma montanha, que se atinge através de uma estrada que vai circulando o rochedo. Alguém, lá em cima, observando um automóvel que vai subindo, pode ver o futuro daquela viagem, o lugar em que a estrada esteja interrompida, alguma ponte caída, algumas pedras que ruíram, impedindo, ou a estrada completamente livre, e poderá dizer que ele vai ter este ou aquele obstáculo. Isto, porque ele está a ter uma visão global além do tempo, que é limitado para quem está dentro do automóvel e dispõe apenas do horizonte visual, enquanto o outro dispõe de um horizonte relativamente infinito. Esse observador poderá dizer, com acerto, o tempo que o automóvel vai demorar a lá chegar, examinando a probabilidade de uma avaria mecânica. Na precognição, a mente, que não é física, entra no campo das percepções dos acontecimentos que as nossas atitudes actuais já elaboraram, como uma sementeira, que nos permite antever o momento da colheita. E, por isso mesmo, nem sempre os fenómenos proféticos e precognitivos ocorrem exactamente como estabelecidos. Devido às variações do comportamento, do livre-arbítrio do indivíduo, das massas ou dos países.

JCL - Quais as causas da homossexualidade? Físicas ou espirituais? É considerada uma patologia?
DPF - Os geneticistas têm tentado encontrar genes que explicariam o problema da homossexualidade, como sendo um desvio de comportamento sexual. Outra corrente, na área da psiquiatria, tenta encontrar enzimas cerebrais, que influenciariam no comportamento sexual. Os espíritos, no entanto, dizem-nos que o próprio ser realiza experiências em quatro áreas da sexualidade: na assexualidade, em que um indivíduo tem anatomia, mas a sua psicologia é tranquila, vive em muita paz e não sente a presença da libido; na heterossexualidade, que tem a finalidade precípua de preservar a vida, de multiplicá-la, de perpetuá-la; na homossexualidade, em que um indivíduo elege um parceiro do seu próprio sexo, ou na bissexualidade, que, de alguma forma, não tem o carácter fisiológico. Enquanto que na homossexualidade o indivíduo tem uma anatomia que não corresponde à sua psicologia, na bissexualidade não encontraremos o indivíduo dotado dos dois sexos. No caso do hermafroditismo, estaremos contemplando uma anomalia biológica. Seja porém, em que faixa se movimente o espírito, estamos diante de um processo de evolução. O que o espiritismo considera negativo para o espírito é o seu comportamento nesta ou naquela área: uma vida promíscua, a pederastia, a entrega sem nenhum respeito por si mesmo nem pelo próximo, mas não apenas no homossexual mas também no heterossexual. Um indivíduo promíscuo na heterossexualidade não passa de alguém que está indo contra a sua própria constituição física e psíquica. O homossexualismo, portanto, não é uma doença, não é uma patologia. Dizem os melhores sexólogos, que é uma preferência sexual. No entanto, sabemos que é uma experiência a que o espírito se impõe, ou que vai imposto, por causa de uma conduta anterior na qual não soube manter o seu equilíbrio. Imaginemos uma mulher que vive exclusivamente para o sexo, sem emoções, que perverte homens, que destrói lares. Numa próxima reencarnação retornará com a anatomia masculina e, no entanto, com as tendências psicológicas femininas. Veremos um homossexual, um homem que de alguma forma se utilizou do sexo para o prazer, para perverter, para levar à corrupção, reencarna-se com tendências femininas e uma anatomia masculina. O oposto, portanto, da mulher que se reencarna com uma anatomia feminina e tendências masculinas. Cabe ao espírito reencarnando-se, respeitar o “vaso”, o corpo físico. Então, pergunta-se se esse ser tem o direito de experimentar o amor, de experimentar o sexo. É um problema de consciência.
O espiritismo não estabelece normas de conduta para os outros. Cada um responde pelo comportamento que tem, no entanto, uma lei é incontestável: temos o dever de nos respeitarmos e de respeitarmos o nosso próximo. Não se trata, portanto, de uma patologia, mas, de uma experiência.

JCL - Quer dizer que não é moralmente reprovável?
DPF - Não! A atitude mental e o comportamento sexual é que irão estabelecer a moralidade ou a imoralidade da experiência pessoal.

Portugal, 2005

0

O Espírita desatento...



Xico Mota fez-se espírita
Após penosa doença
No espiritismo teve a cura
Que lhe aguçou a crença.

Católico de nascença
Kardec estudou
Mas não pôs em prática
O que leu, escutou.

Feliz, entusiasmado
Doutrinava, palestrava
Convencia gente nova
Mas… não mudava!!!

Xico Mota era visto
Como exemplo a seguir
Mas no dia-a-dia
Dava dó o seu agir.

Encantava quem o ouvia
Falar do Evangelho
Mas Xico Mota esquecia
Que estava mais velho.

Os anos foram passando
Nessa rotina habitual
Mas lá no íntimo
Xico Mota agia mal.

Dizia uma coisa
Outra obrava
Pondo em causa
A causa que abraçava.

Xico Mota desencarnou
De maneira repentina
O coração parou
E rompeu-se a “cortina”.

No mais Além deparou
Com escuridão e mal-estar
Mas, onde a luz, os guias
Que anos a fio ouviu falar?

Xico Mota lembrou-se
Que esquecera o essencial
De mudar por dentro
De tentar ser melhor.

Entrou no mais Além
Qual vendedor de feira
Muito falara, mas…
Vazia ia a “bagageira”.

A bagagem espiritual
É o que deve interessar
Modificar o negativo
E o bem amplificar.

Xico Mota compreendeu
Após anos de perturbação
Que o epíteto de espírita
Não dava a “salvação”.

Chorou amargamente
O tempo perdido
Pouco evoluíra
Pelo ego “engolido”.

Estai atentos espíritas
Pois a vida é breve
Ser Xico Mota ou não
Só a ti se deve.

Fazer ao próximo
O que para ti desejas
É o roteiro a seguir 
Para atingires o que almejas.

O Evangelho de Jesus
Não é uma ilusão
É trabalho diário
Que dá paz ao coração.

Tempo perdido na vida
É tua opção
Fazeres o que pregas
Ou ficares na inacção.

Xico Mota “morreu”
Como espírita desatento
Que possas partir melhor
Sem lhe seguir o exemplo.

Poeta alegre
Psicografia recebida em Óbidos, Portugal, a 11 de Setembro de 2005

0

Resgate em Angola



Em Angola nasci
No meio da pobreza
Procurando rectificar
Erros da Nobreza

Dificuldades, mais dificuldades
Fome, frio e dor
Assim eram os meus dias
Na vida d’um sofredor

Um dia na “Machamba”
Pisei uma mina
Fiquei sem a perna
E a outra mais pequenina

Chorei sem saber porquê
Sem raiva, sem rancor
Chorava de tanta solidão
Tanta falta de Amor

Um dia acordei
Sem qualquer dor
Alguém me sorria
Um sorriso de Amor

Tudo era diferente
Mais calmo, mais feliz
E eu, o velho perneta
Sentia-me um petiz

Soube que tinha morrido
Com gangrena na perna
E que afinal estava vivo
Porque a vida era eterna

Porque tanta dificuldade
Tive naquela vida?
Porque Deus me deu
A existência tão sofrida?

D. Chica sorridente
Explicou a situação
Tinha sofrido muito
P’ra reparar minh ‘ambição

Noutra vida
Fora nobre explorador
Enriquecera muito
À custa da alheia dor

Comerciara escravos
E famílias separara
E quando era preciso
Até os torturara

Após a morte
A consciência ardia
Não conseguia ter paz
Ao ouvir a gritaria

De dor
Que provocara
Com o chicote
Que muitos matara

Deus na sua bondade
Um Anjo mandou
Era minha mãe
Que ao regaço m’aconchegou

Chorámos em conjunto
Lembrando o passado
De feliz em pequeno
A terrível e odiado

Vamos orar, meu filho
A Deus pedir solução
E Deus respondeu:
“Terás nova reencarnação…”

E assim nasci
Na Angola martirizada
Colhendo no corpo
O que plantara em vida passada…

Poeta alegre
Psicografia recebida em Óbidos, Portugal, a 20 de Julho de 2008

0

Padre François Brune



Jornal de Espiritismo - Tem alguma experiência com a TCI, agora?
Padre François Brune – Nunca fiz nenhuma tentativa para receber, eu próprio, as vozes através da TCI. Mas assisti, frequentemente, a pesquisas feitas e estive muitas vezes presente quando as vozes se manifestaram por magnetofone (gravador) e tive também a ocasião, em Grosseto, Itália, com Marcelo Bacci, de falar directamente com uma entidade, através do altifalante de um aparelho de rádio.

JDE – Conheço bem o seu livro “Os Mortos nos Falam” e um outro escrito em parceria com um professor da Sorbonne, Rémy Chauvin.
PB – Sim, “Linha Directa do Além” (“À l’ Écoute de l’Au-delá”). Há também uma tradução em castelhano.

JDE – E tem também uma em português… Quem é que se comunica através dos médiuns, sejam eles humanos ou pela TCI? São pessoas falecidas?
PB – Penso que a maior parte das vezes comunicamos com os mortos, que vivem agora numa outra dimensão. Mas por vezes temos tido contactos também com extra-terrestres, creio eu, até porque muitos pesquisadores o afirmam. Parece-me também possível o contacto com energias, simplesmente, como por exemplo no caso de Manfred Boden.

JDE – Vou fazer-lhe uma pergunta que poderá parecer provocatória: não será um paradoxo para um padre católico, em que a Igreja Católica acredita que Jesus se fez homem para salvar a Humanidade? Ora se há Humanidade ou seres inteligentes noutros planetas, é porque a Humanidade não está só na Terra. Como fica então a teologia católica?
PB – Para mim, isso não é nenhum problema, pois não posso falar em nome da teologia católica, até porque não há sobre isso qualquer posição oficial. Apenas posso dar a minha opinião pessoal. O que penso é que todos esses planetas, todos esses mundos, todos esses seres inteligentes, foram criados pelo mesmo Deus – não há outro – e foram também criados pelo amor e, provavelmente, eles conheceram o mesmo drama da liberdade. Tenho mesmo tendência a crer que o Filho de Deus reencarnou em cada um destes mundos e que foi certamente recebido da mesma forma triunfante como o foi na Terra. Além disso há mesmo alguns textos que parecem vir desses mundos e que afirmam isso. Tal corresponde um pouco também ao que já diziam os padres gregos nos primeiros séculos do Cristianismo: segundo a categoria da época, o Filho de Deus fez-se Homem com os Homens, Anjo com os Anjos, Arcanjo com os Arcanjos, Querubim com os Querubins e Serafim com os Serafins… É um pouco a mesma ideia, afinal!

JDE – Serão necessários novos paradigmas para que a Ciência descubra o Espírito?
PB – Sim, creio que a Ciência deve adaptar-se a uma realidade que lhe escapa neste momento. Podemos fazer uma comparação: se eu for à pesca, para apanhar peixes tenho de lançar a linha e tenho de a adaptar à posição do peixe. Não posso pedir ao peixe que siga o atalho que corresponde à posição da linha! As linhas são as teorias científicas para “apanhar” a realidade. Se conservo essa mesma linha, nunca conseguirei “apanhar” a tal realidade que me escapa. É pois necessário que a Ciência aceite mudar esses paradigmas, para se adaptar a novos níveis de realidade que de momento, repito, lhe escapam.

JDE – É verdade que no Vaticano há padres cientistas que pesquisam esta área?
PB – Sim, tenho a certeza que existe uma pequena equipa, composta de dois ou três padres, que estão ao corrente e que conhecem estes fenómenos. Se fazem eles próprios as pesquisas, isso já não sei. Havia o padre Andreash Resh, que criou um Instituto de Parapsicologia, o “Instituts für Grenzgebiete der Wissenschaft” –IGW- “, em Innsbruck. Ele ensinou durante muitos anos os fenómenos paranormais num Instituto que dependia da Universidade Pontifical de Latrão. Ele abandonou esses cursos para se dedicar, agora, a outros trabalhos. Mas contou-me que, por vezes, alguns cardeais lhe chegaram a pedir se não poderiam obter quaisquer comunicações, por exemplo, das suas mães (risos).

JDE – A prova científica da imortalidade será considerada uma revolução para a humanidade, como o foi a Revolução Industrial?
PB – Sim, normalmente deveria ser até uma revolução ainda maior, mas nunca será assim, sabe? Na Idade Média, no Ocidente, todos ou quase todos acreditavam na vida eterna. E não se tornaram santos por causa disso! Continuou a haver criminosos, havia homens cheios de orgulho, homens ávidos de poder, de dinheiro… Essa verdade não fez o mundo mudar muito! Actualmente, cremos menos na vida eterna e estamos talvez mais em risco de nos tornarmos “monstros”, mas não bastará “encontrar” a vida eterna para que todos se tornem “santos”.

JDE – Dos casos que conhece, que objectivos têm os espíritos, as pessoas falecidas, que se comunicam através da TCI ou dos médiuns? O que dizem eles?
PB – Dois motivos fundamentais: o primeiro é o de consolar os seres queridos que deixaram na Terra e que se encontram, muitas vezes, desesperados; o segundo é o de confirmar que a vida continua imediatamente após a morte, que Deus existe – dizem-no frequentemente – que nos espera, que nos criou por amor e que todo o sentido da nossa vida na Terra é o de crescer nesse Amor!

JDE – Que outros cientistas conhece que estejam a pesquisar esta área da comunicabilidade com o mundo espiritual?
PB – Há muito já, actualmente! Há o Sinesio Darnell, em Espanha, o Prof. Senkowski, o Hans Otto König, temos também, na Itália, o Daniele Gullà, o Paolo Presi e ainda mais, no Brasil, em França… Infelizmente, não há um nível científico muito elevado, em França, nesse campo. Seria preciso muito mais. Creio que o melhor trabalho está a ser feito, actualmente, em Itália. Houve resultados extraordinários com Adolf Holmes, na Alemanha, mas esse não eram um pesquisador, era alguém que recebia uma grande quantidade de mensagens, de comunicações, mão que não tinha formação científica para fazer pesquisas. No Luxemburgo, igualmente, o casal Julles e Maggy obtiveram numerosas e magníficas comunicações, mas não possuíam os meios intelectuais e laboratoriais para realizar essas pesquisas. Da mesma forma, o alemão Klaus Schreiber, falecido recentemente, não tinha os meios necessários para a pesquisa científica. Há muito poucos cientistas interessados nestes fenómenos, infelizmente muito poucos, mesmo…

JDE – Mas as experiências são válidas, não são?
PB – Sem dúvida, tudo isso não impede que os resultados obtidos sejam extraordinários, nem entendido. Conheci muito bem o casal Julles e Maggy, conheci também Adolf Holmes, pessoalmente e sei que não existe qualquer espécie de fraude! Assisti a algumas experiências com ele, com o casal que já referi, no Luxemburgo, e com Marcelo Bacci também! Bacci não tem formação científica e, no entanto, consegue resultados extraordinários… só que não consegue prosseguir os estudos!

JDE – Tem alguma mensagem que queira transmitir aos Espíritas Portugueses, ou aos Portugueses, em geral?
PB – Gostaria que continuassem a trabalhar neste sentido. Que continuem a progredir no Amor, cada um na sua vida, porque estamos na Terra para aprender a amar. Que utilizem estes meios de comunicação com o além para confortarem a sua fé e mesmo a fé cristã, apesar do estado catastrófico em que se encontra a Igreja. Esta Igreja que não é fiel à mensagem do Cristo, mas esperemos que um dia se renove, é preciso que se trabalhe para isso… Mas, principalmente, é necessário conservar a fé, a fé cristã…!


Entrevista: ADEP
Fotografia: Ulisses Lopes
Tradução: Sílvia Antunes

II Congresso Internacional sobre a “INVESTIGAÇÃO ACTUAL DA SOBREVIVÊNCIA À MORTE FÍSICA COM ESPECIAL REFERÊNCIA À TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL (TCI)” - 2006, Vigo, Espanha

Biografia

Padre François Charles Antoine Brune
Teólogo e especialista em misticismo oriental e ocidental. Desde há muitos anos é considerado um observador atento da investigação psíquica (desde 1987) e da TCI.
Conferencista muito apreciado por estes e outros temas afins. É autor de muitos livros, entre os quais se encontram: "Os Mortos nos Falam” e “Linha Directa do Além”.
O Padre François Brune obteve os diplomas de Latim, Grego e Filosofia do ensino secundário. Após quatro anos na Sorbonne, diplomou-se em Latim e Grego, tendo feito cinco anos de estudos de pós-graduação em Filosofia e Teologia, no Instituto Católico de Paris e um ano adicional na Universidade de Tuebingen, na Alemanha. Possui os mais altos graus de Teologia, Grego e Hebraico Bíblico, e Hieróglifos Egípcios e Babilónicos da Assíria. Tem também a pós-graduação em Escrituras Sagradas, do Instituto Bíblico de Roma.
O Padre Brune ordenou-se sacerdote em 1960. É autor de numerosas publicações eruditas e de vários livros sobre assuntos teológicos e sobre fenómenos paranormais, com especial referência para a sobrevivência após a morte e a comunicação com os mortos.
"Pour que L'homme Devienne Dieu", Editions Dangles, nouvelle édition 1992
"Christ et Karma", Editions Dangles, 1995
"Les Miracles et Autres Prodiges", Editions Philippe Lebaud/ OXUS, 2000
"La Vierge du Mexique", Editions Le jardin des livres, 2002
"Saint Paul, Témoin Mystique", OXUS, 2003
"Les Morts Nous Parlent", Philippe Lebaud/OXUS, nouvelle édition 1996
"A L'écoute de L'au-Delà" (with Professor Rémy Chauvin) OXUS, 2003
"Le Nouveau Mystère du Vatican", Editions Albin Michel, 2002

0

Divaldo Franco responde





Divaldo Pereira Franco, o maior orador espírita contemporâneo, é figura de destaque a nível mundial, seja no meio espírita, seja fora dele. A sua cultura, o seu saber bem como a sua mediunidade (tem mais de cem livros psicografados - ditados pelos espíritos - cujas receitas revertem integralmente para auxiliar os meninos da rua) são os cartões de visita que lhe granjeiam respeito e credibilidade. Mais de 50 anos ao serviço do próximo fazem dele um foco de atenção, mesmo por parte dos cépticos. Em entrevista que nos concedeu, aborda questões cruciais.

JCL - As mortes aparentes têm alguma relação com o espiritismo, nomeadamente as mundialmente conhecidas , estudadas pelo Dr Moody Jr?
DPF - Essas mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados catalépticos eram dificilmente diagnosticados. A técnica de diagnóstico da morte era muito empírica, normalmente através da respiração e dos batimentos cardíacos. Hoje, graças ao electroencefalógrafo, pode-se detectar com maior profundidade ,o momento da paragem cardíaca definitiva e da morte real. No entanto, mesmo nesses casos, estudados por Edith Fiore, Elizabeth Kubler-Ross ou Raymond Moody Jr, há sempre o retorno à actividade do coração e consequentemente do cérebro, oferecendo evidências de que no momento da aparente morte da consciência, o ser consciente continua pensando. É dentre as muitas evidências da sobrevivência da alma uma das mais fascinantes, mesmo porque as experiências do Dr Moody Jr, psiquiatra, filósofo, que vem estudando o assunto há mais de 25 anos, ofereceram documentação valiosíssima, variadíssima, toda calcada na imortalidade da alma.

JCL - Tem alguma experiência de morte aparente?
DPF - No ano de 1985 eu tive uma lipotímia. Estava a proferir uma conferência, na nossa associação, em Salvador (Brasil) quando um espírito disse-me, um espírito muito amigo, para sair dali porque ia desmaiar e era provável que morresse. Pareceu-me anedótico. Terminei a palestra e dirigi-me a uma das nossas salas, na nossa sede. No momento em que me acercava de um divã, tive uma estranha sensação de paragem cardíaca, a princípio a lipotímia e depois a paragem cardíaca, e, senti-me fora do corpo. Então, um filho médico, a nossa enfermeira universitária e mais dois médicos que estavam presentes na reunião acorreram para me darem assistência. Curiosamente, eu senti um grande bem-estar. Vi-me fora do corpo e recordei-me de uma afirmação de Joanna de Ângelis (guia espiritual de Divaldo Franco) que me havia dito que no dia em que eu perdesse a consciência e a visse, havia acontecido o fenómeno biológico da morte. Eu olhei à minha volta e não a vi. Vi então a minha mãe, que se aproximou de mim. Perguntei-lhe: "Mãe, eu já morri?" e ela disse-me: " Ainda não". Dentro de alguns minutos eu comecei a preocupar-me, pois se passasse muito tempo poderia ter a morte cerebral e ficar apenas em vida vegetativa. Mas, minha mãe, voltou e disse-me: "Seus amigos espirituais dão-te uma moratória, tu viverás um pouco mais." E eu perguntei-lhe: "Quanto tempo"? Ela respondeu-me: "Não sei". Então, voltei ao corpo.

JCL - O Espiritismo é cultura?
DPF - O espiritismo é, quiçá, a doutrina mais complexa e completa, de que tenho, pessoalmente, conhecimento. È uma doutrina simples, embora não seja de fácil assimilação. Exige reflexão, exige profunda entrega e acima de tudo, discernimento, o que não quer dizer que as pessoas modestas culturalmente não possam ser espíritas. Recordemos que Jesus convidou, na Galileia, homens simples e ignorantes, mas não espíritos atrasados e destituídos do saber. O Espiritismo, repetindo o cristianismo, vem convidar as massas, e vai oferecer discernimento. Tenho como exemplo, minha mãe, que era analfabeta, no entanto dotada de uma lucidez intelectual fascinante, que absorveu a doutrina espírita com imensa facilidade. O espiritismo é cultural, porque responde a todas as incógnitas do conhecimento. Uma pessoa portadora de fé espontânea, natural, não necessita de grandes interrogações e contenta-se com a parte consoladora do espiritismo. Mas, o homem do gabinete, de investigação científica, cheio de dúvidas, aflito por inquietações atormentantes, vai encontrar no espiritismo as respostas para as causas de todos os efeitos que ele estuda. O pensador, que traz no âmago os conflitos, que vive padecendo as interrogações não respondidas pelos séculos, vai encontrar na filosofia espírita todas as clarificações indispensáveis para ter a sua plenitude. Então, o espiritismo é uma doutrina de cultura. Até à vista, Allan Kardec no-la apresentou dentro da metodologia dialéctica, como ninguém o fez até hoje, a mais profunda e a mais sábia.

JCL - Numa reunião de desobsessão o paciente deve estar ausente?
DPF - Sem dúvida nenhuma. Ele não tem a menor condição de ali estar.
Kardec recomenda a sessão espírita séria, com pessoas responsáveis, que se conheçam entre si e que conheçam bem a doutrina espírita. Como pode o paciente, com tormentos físicos ou psíquicos participar de uma experiência de profundidade tão rica de delicadezas?

JCL - Qual a actualidade do espiritismo?
DPF - Enfrentar a razão face a face nesta época de misérias morais e de dificuldades de afirmação de comportamentos filosóficos e científicos.

JCL - O que os espíritos benfeitores dizem do porvir, já que o mundo está virado do avesso?
DPF - Eles são optimistas. Este é o momento da grande transição em que a Terra deixará de ser um mundo de provas para passar a ser um mundo de regeneração. Kardec fazendo análise do período de luta, na "Revista Espírita", diz que este é o quinto período, é o período que seria nomeado de intermediário. O sexto período será o da renovação social. Quando nos amarmos como verdadeiros irmãos a dor lentamente baterá em retirada por desnecessidade evolutiva.

Portugal, 1997

0

Traumas de vidas anteriores



Existem muitas situações na nossa vida para as quais não encontramos explicação. Situações que nos condicionam, e por vezes fazem-nos sofrer. Limitações que não nos deixam viver com a liberdade e intensidade desejadas. Como resolvê-las? Vamos abordar este tema sob um ponto de vista um pouco diferente. Ora venha daí!

O dia era como um outro qualquer. Encontrei pessoa conhecida e no meio de dois dedos de conversa ela acaba por desabafar: «Não consigo estar em espaços onde esteja muita gente junta». Mais à frente refere que «Só tem medo é de morrer e ser enterrada viva».
Essa situação leva-nos a muitas outras, em que pessoas sofrem de fobias, umas menos incomodativas mas outras muito limitativas. Por exemplo, imaginem alguém que trabalha num escritório, num 25º andar e não consegue andar de elevador, ou que tem fobia das alturas? Existem muitas outras situações no nosso quotidiano que seria fastidioso enumerar aqui.
Mas voltemos à nossa conhecida. Como explicar estas situações que a moderna psicologia e psiquiatria rotula com expressões próprias? De onde vêm estes receios, em pessoas que nunca passaram nenhuma situação traumática, nesta vida, nessa área? E que dizer daquelas pessoas que passando por estas situações de fobias, conseguem racionalizar, verificar que não é isso que pensam, mas que a emoção é mais forte, levando-as a sentir esse medo que a razão não consegue controlar?
Usualmente usam-se várias técnicas em psicoterapia que procuram anular ou atenuar esta sintomatologia, no entanto, a grande maioria das vezes com resultados diminutos.
Curiosamente já existem em Portugal vários médicos, psicólogos, psiquiatras que pertencem ao ramo da medicina transpessoal, isto é, são médicos e psicólogos que tratam os seus doentes, cientes de que eles não são apenas um bocado de carne, mas sim espíritos eternos temporariamente num corpo carnal. Esses médicos conseguem analisar o homem numa perspectiva holística e não apenas num ponto de vista bastante sectário e restrito, como o campo do corpo carnal.

Alguns cientistas andam a investigar a possibilidade científica
da reencarnação, como explicação para muitas das situações
que os seus pacientes revelam nos seus consultórios

Nomeadamente existem terapias regressivas, seja utilizando a técnica da hipnose profunda seja utilizando outras técnicas como a regressão de memória em estados modificados da consciência, que levam a explorar cada vez mais a hipótese da reencarnação como uma realidade que a experiência nos consultórios vai cimentando, abrindo assim novos horizontes no campo das terapias psíquicas.
Veja-se a título de exemplo, a Fundação Bial, em Portugal, que tem fornecido bolsas de investigação científica para projectos que abordam a área da regressão de memória, entre outras áreas, onde cientistas libertos dos atavismos da ciência contemporânea vão em busca de novos horizontes para o entendimento do ser humano numa perspectiva global.
O espiritismo mostra-nos que a reencarnação é uma das leis da natureza, à qual não nos podemos furtar. O ser humano é um Espírito imortal, que vai tendo várias vidas, umas após outras, onde desempenha vários papéis na sociedade, evoluindo assim aos poucos, e reparando também erros efectuados no passado. Todas as aquisições do passado ficam gravadas no nosso subconsciente e muitas vezes, ao passarmos por vivências similares, numa vida seguinte, essas emoções provenientes de situações traumáticas do passado podem emergir, trazendo um transtorno comportamental que não se consegue explicar na vida actual. Assim sendo, temos por exemplo o caso de pessoas que têm um medo quase irracional de serem enterradas vivas, poderem estar na situação de pessoas que eventualmente foram enterradas vivas em vidas anteriores, já que antigamente não havia os meios de diagnóstico da morte que temos actualmente, e por vezes considerava-se morta uma pessoa que apenas estava em estado de catalepsia ou outros similares. Por exemplo pessoas que tenham morrido em vidas anteriores vítimas de quedas de um penhasco ou situações idênticas, podem trazer uma fobia pelas alturas, se por acaso essa situação foi traumatizante para si.

Situações mal arquivadas em vidas anteriores,
podem aparecer, hoje, como traumas muito limitativos
da nossa vida actual

Embora exista ainda muito para descobrir no campo das ciências psíquicas, seria muito bom que as pessoas que sofrem deste tipo de limitações, recorressem a um psicólogo ou psiquiatra para assim procurarem ultrapassar essas limitações existenciais. Se possível, aconselhávamos um médico ou psicólogo que conhecesse a filosofia espírita ou que esteja dentro das ideias reencarnacionistas, pois sem dúvida esses especialistas estão melhor preparados para essa tarefa complicada que é lidar com o nosso psiquismo. E felizmente já existem bastantes médicos e psicólogos que dominam bem esses conhecimentos.
Para mais informações sobre esta temática, a reencarnação, sugerimos a leitura de «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec.

0

Vamos fazer o jogo do copo?



A espiritualidade vai despertando cada vez com mais força junto dos jovens. A vontade de falar com os espíritos é grande e por vezes metem-se em aventuras que podem ser perigosas, como o jogo do copo. Ora veja porquê.

05h10 da manhã. O telefone tocou! Alvoroço em casa, pensa-se logo o pior! Quem terá morrido? Quem terá tido um acidente? Ou seria alguma chamada urgente do trabalho? Ou alguma brincadeira de mau gosto por parte de quem tem insónias? Não, não era brincadeira. O telefonema era a sério.
Uma amiga nossa, de 15 anos de idade, de uma cidade vizinha, estava do outro lado da linha, num descontrole nervoso por demais evidente. A história conta-se em breves pinceladas.
Sofia, de 15 anos de idade, tinha feito uma sessão mediúnica para tentar falar com os espíritos, e assim tentar saber notícias do seu primo, há cerca de dois anos desencarnado (falecido) num desastre de moto. Juntou-se mais uns amigos e já não era a primeira vez que o faziam. À volta de uma mesa utilizavam o jogo do copo, com um abecedário em volta, a palavra sim e não, números de 0 a 9 e invocavam a presença de pessoas já falecidas. Nessa noite, Sofia vira o copo a mexer, (como aliás das outras vezes) e ao perguntarem quem estava presente a resposta fora: “Satanás”. Entre outras “revelações” chocantes, acabaram por terminar o jogo.
Ela, Sofia, ficou assustadíssima, não conseguia dormir, pois acreditava que tinha comunicado com o Satanás.

O Espiritismo precisa ser estudado...
como aliás, qualquer outra ciência

Lá lhe explicámos que o Satanás não existe, que diabos somos nós quando praticamos o mal, quando odiamos, matamos, etc. Foi-lhe igualmente explicado que não acreditasse no que fora dito pois eram espíritos galhofeiros, que pretendiam assim explorar a credulidade alheia para se divertirem com a inexperiência desses jovens. Com um pouco de tempo, a jovem lá se acalmou sob juras de nunca mais voltar a fazer tal brincadeira.
Temos recebido na associação onde colaboramos, nas Caldas da Rainha, na Associação Cultural Espírita, muitos reportes de jovens que aparecem perturbados depois de fazerem o jogo do copo.
Aconselhamos vivamente a que não o façam, pois podem correr sérios riscos de perturbação espiritual.
O contacto com o mundo espiritual é perfeitamente natural e normal, mas, como tudo na vida, obedece a certas normas de segurança que urge conhecer. Não pegamos num automóvel sem aprender a conduzir, não nos submetemos a um exame escolar sem estudar previamente. Também assim, quem pretende comunicar com o mundo espiritual pode fazê-lo, mas deve estudar primeiro, informar-se e depois, dentro de certas condições de segurança então poderá efectuar esses contactos normalmente.
Aconselhamos seriamente as pessoas a estudarem os livros de Allan Kardec , nomeadamente «O Livro dos Médiuns» que explica todas as nuanças desta actividade. Igualmente se aconselha que as pessoas interessadas neste intercâmbio, se dirijam a uma associação espírita, se informem, e apenas pratiquem a mediunidade dentro da associação espírita, onde o podem fazer em segurança, se aí não houver qualquer tipo de interesse e / ou comércio. 

O contacto com o mundo espiritual é perfeitamente natural
e normal, mas, como tudo na vida, obedece a certas normas
de segurança que urge conhecer.

O Espiritismo é uma doutrina universalista, e como tal, qualquer pessoa pode dentro dos parâmetros de segurança que Allan Kardec estabeleceu em «O Livro dos Médiuns», comunicar com o mundo espiritual, o que lhe confere a autenticidade do fenómeno, já que não depende da crença no espiritismo ou em outra corrente filosófica e / ou religiosa para que se obtenham resultados.
No entanto, reforçamos, não o devem fazer nas escolas, em casa, por curiosidade ou divertimento (cujas consequências podem ser perigosas) mas sim devem contactar uma associação espírita, estudarem, e aí sim, quando tiverem oportunidade, integrarem-se nas suas actividades (não correndo assim qualquer risco).
O Espiritismo é uma doutrina muito lógica, que corresponde às expectativas de todos nós, explicando o porquê da vida, das suas dissemelhanças bem como abrindo novos horizontes para o porvir do homem. No entanto, como qualquer outra ciência, ele tem de ser... estudado. E , para isso, não há nada melhor do que começar pelo «O Livro dos Espíritos», «O Evangelho segundo o Espiritismo», «O Livro dos Médiuns», «A Génese» e «O Céu e o Inferno», todos eles de Allan Kardec.