0

Divaldo Franco responde





Divaldo Pereira Franco, o maior orador espírita contemporâneo, é figura de destaque a nível mundial, seja no meio espírita, seja fora dele. A sua cultura, o seu saber bem como a sua mediunidade (tem mais de cem livros psicografados - ditados pelos espíritos - cujas receitas revertem integralmente para auxiliar os meninos da rua) são os cartões de visita que lhe granjeiam respeito e credibilidade. Mais de 50 anos ao serviço do próximo fazem dele um foco de atenção, mesmo por parte dos cépticos. Em entrevista que nos concedeu, aborda questões cruciais.

JCL - As mortes aparentes têm alguma relação com o espiritismo, nomeadamente as mundialmente conhecidas , estudadas pelo Dr Moody Jr?
DPF - Essas mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados catalépticos eram dificilmente diagnosticados. A técnica de diagnóstico da morte era muito empírica, normalmente através da respiração e dos batimentos cardíacos. Hoje, graças ao electroencefalógrafo, pode-se detectar com maior profundidade ,o momento da paragem cardíaca definitiva e da morte real. No entanto, mesmo nesses casos, estudados por Edith Fiore, Elizabeth Kubler-Ross ou Raymond Moody Jr, há sempre o retorno à actividade do coração e consequentemente do cérebro, oferecendo evidências de que no momento da aparente morte da consciência, o ser consciente continua pensando. É dentre as muitas evidências da sobrevivência da alma uma das mais fascinantes, mesmo porque as experiências do Dr Moody Jr, psiquiatra, filósofo, que vem estudando o assunto há mais de 25 anos, ofereceram documentação valiosíssima, variadíssima, toda calcada na imortalidade da alma.

JCL - Tem alguma experiência de morte aparente?
DPF - No ano de 1985 eu tive uma lipotímia. Estava a proferir uma conferência, na nossa associação, em Salvador (Brasil) quando um espírito disse-me, um espírito muito amigo, para sair dali porque ia desmaiar e era provável que morresse. Pareceu-me anedótico. Terminei a palestra e dirigi-me a uma das nossas salas, na nossa sede. No momento em que me acercava de um divã, tive uma estranha sensação de paragem cardíaca, a princípio a lipotímia e depois a paragem cardíaca, e, senti-me fora do corpo. Então, um filho médico, a nossa enfermeira universitária e mais dois médicos que estavam presentes na reunião acorreram para me darem assistência. Curiosamente, eu senti um grande bem-estar. Vi-me fora do corpo e recordei-me de uma afirmação de Joanna de Ângelis (guia espiritual de Divaldo Franco) que me havia dito que no dia em que eu perdesse a consciência e a visse, havia acontecido o fenómeno biológico da morte. Eu olhei à minha volta e não a vi. Vi então a minha mãe, que se aproximou de mim. Perguntei-lhe: "Mãe, eu já morri?" e ela disse-me: " Ainda não". Dentro de alguns minutos eu comecei a preocupar-me, pois se passasse muito tempo poderia ter a morte cerebral e ficar apenas em vida vegetativa. Mas, minha mãe, voltou e disse-me: "Seus amigos espirituais dão-te uma moratória, tu viverás um pouco mais." E eu perguntei-lhe: "Quanto tempo"? Ela respondeu-me: "Não sei". Então, voltei ao corpo.

JCL - O Espiritismo é cultura?
DPF - O espiritismo é, quiçá, a doutrina mais complexa e completa, de que tenho, pessoalmente, conhecimento. È uma doutrina simples, embora não seja de fácil assimilação. Exige reflexão, exige profunda entrega e acima de tudo, discernimento, o que não quer dizer que as pessoas modestas culturalmente não possam ser espíritas. Recordemos que Jesus convidou, na Galileia, homens simples e ignorantes, mas não espíritos atrasados e destituídos do saber. O Espiritismo, repetindo o cristianismo, vem convidar as massas, e vai oferecer discernimento. Tenho como exemplo, minha mãe, que era analfabeta, no entanto dotada de uma lucidez intelectual fascinante, que absorveu a doutrina espírita com imensa facilidade. O espiritismo é cultural, porque responde a todas as incógnitas do conhecimento. Uma pessoa portadora de fé espontânea, natural, não necessita de grandes interrogações e contenta-se com a parte consoladora do espiritismo. Mas, o homem do gabinete, de investigação científica, cheio de dúvidas, aflito por inquietações atormentantes, vai encontrar no espiritismo as respostas para as causas de todos os efeitos que ele estuda. O pensador, que traz no âmago os conflitos, que vive padecendo as interrogações não respondidas pelos séculos, vai encontrar na filosofia espírita todas as clarificações indispensáveis para ter a sua plenitude. Então, o espiritismo é uma doutrina de cultura. Até à vista, Allan Kardec no-la apresentou dentro da metodologia dialéctica, como ninguém o fez até hoje, a mais profunda e a mais sábia.

JCL - Numa reunião de desobsessão o paciente deve estar ausente?
DPF - Sem dúvida nenhuma. Ele não tem a menor condição de ali estar.
Kardec recomenda a sessão espírita séria, com pessoas responsáveis, que se conheçam entre si e que conheçam bem a doutrina espírita. Como pode o paciente, com tormentos físicos ou psíquicos participar de uma experiência de profundidade tão rica de delicadezas?

JCL - Qual a actualidade do espiritismo?
DPF - Enfrentar a razão face a face nesta época de misérias morais e de dificuldades de afirmação de comportamentos filosóficos e científicos.

JCL - O que os espíritos benfeitores dizem do porvir, já que o mundo está virado do avesso?
DPF - Eles são optimistas. Este é o momento da grande transição em que a Terra deixará de ser um mundo de provas para passar a ser um mundo de regeneração. Kardec fazendo análise do período de luta, na "Revista Espírita", diz que este é o quinto período, é o período que seria nomeado de intermediário. O sexto período será o da renovação social. Quando nos amarmos como verdadeiros irmãos a dor lentamente baterá em retirada por desnecessidade evolutiva.

Portugal, 1997

0

Traumas de vidas anteriores



Existem muitas situações na nossa vida para as quais não encontramos explicação. Situações que nos condicionam, e por vezes fazem-nos sofrer. Limitações que não nos deixam viver com a liberdade e intensidade desejadas. Como resolvê-las? Vamos abordar este tema sob um ponto de vista um pouco diferente. Ora venha daí!

O dia era como um outro qualquer. Encontrei pessoa conhecida e no meio de dois dedos de conversa ela acaba por desabafar: «Não consigo estar em espaços onde esteja muita gente junta». Mais à frente refere que «Só tem medo é de morrer e ser enterrada viva».
Essa situação leva-nos a muitas outras, em que pessoas sofrem de fobias, umas menos incomodativas mas outras muito limitativas. Por exemplo, imaginem alguém que trabalha num escritório, num 25º andar e não consegue andar de elevador, ou que tem fobia das alturas? Existem muitas outras situações no nosso quotidiano que seria fastidioso enumerar aqui.
Mas voltemos à nossa conhecida. Como explicar estas situações que a moderna psicologia e psiquiatria rotula com expressões próprias? De onde vêm estes receios, em pessoas que nunca passaram nenhuma situação traumática, nesta vida, nessa área? E que dizer daquelas pessoas que passando por estas situações de fobias, conseguem racionalizar, verificar que não é isso que pensam, mas que a emoção é mais forte, levando-as a sentir esse medo que a razão não consegue controlar?
Usualmente usam-se várias técnicas em psicoterapia que procuram anular ou atenuar esta sintomatologia, no entanto, a grande maioria das vezes com resultados diminutos.
Curiosamente já existem em Portugal vários médicos, psicólogos, psiquiatras que pertencem ao ramo da medicina transpessoal, isto é, são médicos e psicólogos que tratam os seus doentes, cientes de que eles não são apenas um bocado de carne, mas sim espíritos eternos temporariamente num corpo carnal. Esses médicos conseguem analisar o homem numa perspectiva holística e não apenas num ponto de vista bastante sectário e restrito, como o campo do corpo carnal.

Alguns cientistas andam a investigar a possibilidade científica
da reencarnação, como explicação para muitas das situações
que os seus pacientes revelam nos seus consultórios

Nomeadamente existem terapias regressivas, seja utilizando a técnica da hipnose profunda seja utilizando outras técnicas como a regressão de memória em estados modificados da consciência, que levam a explorar cada vez mais a hipótese da reencarnação como uma realidade que a experiência nos consultórios vai cimentando, abrindo assim novos horizontes no campo das terapias psíquicas.
Veja-se a título de exemplo, a Fundação Bial, em Portugal, que tem fornecido bolsas de investigação científica para projectos que abordam a área da regressão de memória, entre outras áreas, onde cientistas libertos dos atavismos da ciência contemporânea vão em busca de novos horizontes para o entendimento do ser humano numa perspectiva global.
O espiritismo mostra-nos que a reencarnação é uma das leis da natureza, à qual não nos podemos furtar. O ser humano é um Espírito imortal, que vai tendo várias vidas, umas após outras, onde desempenha vários papéis na sociedade, evoluindo assim aos poucos, e reparando também erros efectuados no passado. Todas as aquisições do passado ficam gravadas no nosso subconsciente e muitas vezes, ao passarmos por vivências similares, numa vida seguinte, essas emoções provenientes de situações traumáticas do passado podem emergir, trazendo um transtorno comportamental que não se consegue explicar na vida actual. Assim sendo, temos por exemplo o caso de pessoas que têm um medo quase irracional de serem enterradas vivas, poderem estar na situação de pessoas que eventualmente foram enterradas vivas em vidas anteriores, já que antigamente não havia os meios de diagnóstico da morte que temos actualmente, e por vezes considerava-se morta uma pessoa que apenas estava em estado de catalepsia ou outros similares. Por exemplo pessoas que tenham morrido em vidas anteriores vítimas de quedas de um penhasco ou situações idênticas, podem trazer uma fobia pelas alturas, se por acaso essa situação foi traumatizante para si.

Situações mal arquivadas em vidas anteriores,
podem aparecer, hoje, como traumas muito limitativos
da nossa vida actual

Embora exista ainda muito para descobrir no campo das ciências psíquicas, seria muito bom que as pessoas que sofrem deste tipo de limitações, recorressem a um psicólogo ou psiquiatra para assim procurarem ultrapassar essas limitações existenciais. Se possível, aconselhávamos um médico ou psicólogo que conhecesse a filosofia espírita ou que esteja dentro das ideias reencarnacionistas, pois sem dúvida esses especialistas estão melhor preparados para essa tarefa complicada que é lidar com o nosso psiquismo. E felizmente já existem bastantes médicos e psicólogos que dominam bem esses conhecimentos.
Para mais informações sobre esta temática, a reencarnação, sugerimos a leitura de «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec.

0

Vamos fazer o jogo do copo?



A espiritualidade vai despertando cada vez com mais força junto dos jovens. A vontade de falar com os espíritos é grande e por vezes metem-se em aventuras que podem ser perigosas, como o jogo do copo. Ora veja porquê.

05h10 da manhã. O telefone tocou! Alvoroço em casa, pensa-se logo o pior! Quem terá morrido? Quem terá tido um acidente? Ou seria alguma chamada urgente do trabalho? Ou alguma brincadeira de mau gosto por parte de quem tem insónias? Não, não era brincadeira. O telefonema era a sério.
Uma amiga nossa, de 15 anos de idade, de uma cidade vizinha, estava do outro lado da linha, num descontrole nervoso por demais evidente. A história conta-se em breves pinceladas.
Sofia, de 15 anos de idade, tinha feito uma sessão mediúnica para tentar falar com os espíritos, e assim tentar saber notícias do seu primo, há cerca de dois anos desencarnado (falecido) num desastre de moto. Juntou-se mais uns amigos e já não era a primeira vez que o faziam. À volta de uma mesa utilizavam o jogo do copo, com um abecedário em volta, a palavra sim e não, números de 0 a 9 e invocavam a presença de pessoas já falecidas. Nessa noite, Sofia vira o copo a mexer, (como aliás das outras vezes) e ao perguntarem quem estava presente a resposta fora: “Satanás”. Entre outras “revelações” chocantes, acabaram por terminar o jogo.
Ela, Sofia, ficou assustadíssima, não conseguia dormir, pois acreditava que tinha comunicado com o Satanás.

O Espiritismo precisa ser estudado...
como aliás, qualquer outra ciência

Lá lhe explicámos que o Satanás não existe, que diabos somos nós quando praticamos o mal, quando odiamos, matamos, etc. Foi-lhe igualmente explicado que não acreditasse no que fora dito pois eram espíritos galhofeiros, que pretendiam assim explorar a credulidade alheia para se divertirem com a inexperiência desses jovens. Com um pouco de tempo, a jovem lá se acalmou sob juras de nunca mais voltar a fazer tal brincadeira.
Temos recebido na associação onde colaboramos, nas Caldas da Rainha, na Associação Cultural Espírita, muitos reportes de jovens que aparecem perturbados depois de fazerem o jogo do copo.
Aconselhamos vivamente a que não o façam, pois podem correr sérios riscos de perturbação espiritual.
O contacto com o mundo espiritual é perfeitamente natural e normal, mas, como tudo na vida, obedece a certas normas de segurança que urge conhecer. Não pegamos num automóvel sem aprender a conduzir, não nos submetemos a um exame escolar sem estudar previamente. Também assim, quem pretende comunicar com o mundo espiritual pode fazê-lo, mas deve estudar primeiro, informar-se e depois, dentro de certas condições de segurança então poderá efectuar esses contactos normalmente.
Aconselhamos seriamente as pessoas a estudarem os livros de Allan Kardec , nomeadamente «O Livro dos Médiuns» que explica todas as nuanças desta actividade. Igualmente se aconselha que as pessoas interessadas neste intercâmbio, se dirijam a uma associação espírita, se informem, e apenas pratiquem a mediunidade dentro da associação espírita, onde o podem fazer em segurança, se aí não houver qualquer tipo de interesse e / ou comércio. 

O contacto com o mundo espiritual é perfeitamente natural
e normal, mas, como tudo na vida, obedece a certas normas
de segurança que urge conhecer.

O Espiritismo é uma doutrina universalista, e como tal, qualquer pessoa pode dentro dos parâmetros de segurança que Allan Kardec estabeleceu em «O Livro dos Médiuns», comunicar com o mundo espiritual, o que lhe confere a autenticidade do fenómeno, já que não depende da crença no espiritismo ou em outra corrente filosófica e / ou religiosa para que se obtenham resultados.
No entanto, reforçamos, não o devem fazer nas escolas, em casa, por curiosidade ou divertimento (cujas consequências podem ser perigosas) mas sim devem contactar uma associação espírita, estudarem, e aí sim, quando tiverem oportunidade, integrarem-se nas suas actividades (não correndo assim qualquer risco).
O Espiritismo é uma doutrina muito lógica, que corresponde às expectativas de todos nós, explicando o porquê da vida, das suas dissemelhanças bem como abrindo novos horizontes para o porvir do homem. No entanto, como qualquer outra ciência, ele tem de ser... estudado. E , para isso, não há nada melhor do que começar pelo «O Livro dos Espíritos», «O Evangelho segundo o Espiritismo», «O Livro dos Médiuns», «A Génese» e «O Céu e o Inferno», todos eles de Allan Kardec.

0

Seguro contra Espíritos



Que há muita gente que acredita na existência dos espíritos, é um facto. Que esses factos já foram demonstrados experimentalmente, é outro. Agora, o que não passaria pela cabeça de ninguém é que existisse um seguro contra espíritos. Não acredita? Então acompanhe-nos ao longo do texto!

Desde há cerca de 150 anos, em meados do século passado, que a doutrina espírita se vem implantando. Como o seu nome indica - Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos - é uma doutrina que foi revelada, isto é, veio do “lado de lá” para o “lado de cá”, ou melhor, foi ditada pelos espíritos aos homens, através de uma faculdade que todos temos - a mediunidade ou percepção extrasensorial. Paralelamente, podemos referir o largo labor por parte dos seus investigadores, já que ela não foi ditada completa. Por exemplo, Allan Kardec, o maior investigador do espiritismo (foi ele quem codificou a doutrina espírita, compilando os dados recebidos mediunicamente) teve um trabalho árduo, já que teve de investigar mensagens recebidas do plano espiritual de cerca de 1.000 grupos espíritas, a maior parte dos quais nem se conheciam. Paralelamente houve uma observação acurada dos factos espíritas, repetição dos mesmos, comparação, experimentação. O espiritismo nasceu pois como ciência, onde o método científico foi rigorosamente aplicado no estudo desses factos, de onde brotou uma filosofia, da qual emana uma ética baseada no cristianismo puro.

O espiritismo é ciência, filosofia e moral

Muitos desses fenómenos englobavam-se no campo dos efeitos físicos, em complementação aos de efeitos intelectuais.
Nos fenómenos de efeitos físicos assistimos a todo um conjunto de situações onde os espíritos utilizam energias que alguns médiuns têm capacidade para doar (mediunidade de efeitos físicos), para provocar movimentos de objectos, combustão expontânea, transporte de objectos de um lado para outro, pedras que voam, barulhos que se ouvem de loiça a partir sem que esta se parta ou partindo-se mesmo, entre muitos outros que seria fastidioso enumerar.
É claro que todas essas actividades estão bem estudadas e documentadas pela doutrina espírita, que veio assim desvendar algumas das leis que regem o mundo espiritual e que connosco se inter-relacionam. Para os mais cépticos tudo não passa de imaginação frutuosa, até que assistam a situações semelhantes. No entanto, para quem se quiser dedicar a investigar e estudar este assunto, muita bibliografia espírita tem ao seu dispor, para além de outros autores que têm investigado estes factos a nível mundial, no campo científico e sem quaisquer compromissos doutrinários ou filosóficos.
Há tempos, houve inclusive um semanário português (O Independente) que elaborou um roteiro de situações de «poltergheists» (interferências de espíritos barulhentos) mais conhecidas em Portugal.
O mais curioso aparece-nos na edição do “Diário de Notícias” de 16 de Outubro de 1995, Portugal, em que uma companhia de seguros em Sófia, Bulgária, a “Balkan”, criou um seguro que cobre prejuízos provocados por «espíritos malignos», cobrindo a destruição de mobiliário e inundações.
Se até uma certa altura poder-se-ia ignorar algo que até nos poderia parecer racional, hoje em dia, pelos vistos os factos são de tal maneira abundantes, que até os mais cépticos se vão rendendo às evidências.

A imortalidade da alma e a reencarnação
são realidades incontestáveis

É claro que, por mais inédita que seja a situação, uma companhia de seguros não criaria um seguro “contra espíritos” se não houvesse uma acção continuada, bastante perceptível e passível de ser rigorosa e cientificamente observada, no dia-a-dia.
Esta é uma das múltiplas evidências da continuidade da vida para além da morte, que a par da lei das vidas sucessivas (reencarnação), e a comunicabilidade dos espíritos, entre outros, nos projectam para um futuro próximo onde o homem encarará a sua componente espiritual como algo perene de muita importância, renovando sem sombra de dúvidas a organização social, a postura do homem perante a sociedade, melhorando indubitavelmente a sua qualidade de vida, onde a tolerância, fraternidade e ajuda mútua serão paradigmas que ninguém quererá que estejam ausentes das suas vidas.

Bibliografia recomendada:
- Andrade, Hernani Guimarães, “Reencarnação no Brasil”, edit. O Clarim, Brasil
- Andrade, Hernani Guimarães, “Poltergeist”, edit. Pensamento, Brasil
- Kardec, Allan, “O Livro dos Médiuns”, edit. C.E.P.C., Lisboa
- Kardec, Allan, “O Livro dos Espíritos”, edit. C.E.P.C., Lisboa
- “Revista de Espiritismo” , (nº 27-Abr-Mai-Jun 1995), Federação Espírita Portuguesa, Lisboa

0

Jogo do copo - esclarecimentos...



Muito se tem falado e escrito acerca do “jogo do copo” como é vulgarmente conhecido este método antigo mas ainda usado por algumas pessoas para contactar com o mundo espiritual.

Nos últimos dias, devido a um artigo publicado no «Correio da Manhã», portugal, bem como pelo Jornal das Caldas, outros órgãos de comunicação social têm dado eco a esta temática.
Julgamos ser muito importante a informação correcta sobre este assunto, no sentido de esclarecer os incautos e assim orientar quem se interesse por este tipo de temática.
O jogo do copo, esclareça-se, não é uma prática espírita. É isso sim uma prática mediúnica. As diferenças são simples: é que ter mediunidade não significa ser-se espírita, pode-se ter outro tipo de convicções religiosas ou filosóficas e ter-se mediunidade ou percepção extra-sensorial.
O espírita é o adepto da ideia espírita, tenha ou não mediunidade.
Em nenhuma associação espírita idónea se pratica este tipo de actividade – o jogo do copo – até porque está desactualizada, existindo outros meios de se comunicar com o mundo espiritual muito mais rápidos e comuns, como por exemplo a mediunidade de psicofonia (fala), psicografia (escrita), entre outras.
Depois deste esclarecimento, gostaríamos ainda de informar que existe pesquisa científica que comprova a comunicabilidade dos espíritos neste jogo do copo. Essas pesquisas foram feitas por Allan Kardec, há cerca de 145 anos e mais tarde confirmadas por William Crookes (notável físico inglês) entre outros pesquisadores e cientistas, que assim confirmaram as teses de Allan Kardec.
Kardec utilizando o método experimental, descobriu as leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo terreno, pesquisou, comparou, investigou a fundo durante anos, apresentando essas assertivas à comunidade científica vigente.
De tal modo Kardec era criterioso e rigoroso, que há cerca de 150 anos atrás ele defendia que se algum dia se provasse o contrário, então os espíritas deveriam largar as suas convicções nesse particular e seguir a ciência oficial.
Ora, até os dias de hoje, as descobertas científicas têm vindo, isso sim, comprovar as teses espíritas, como no caso da capacidade humana de magnetizar a água e alterar a sua estrutura molecular, entre outras pesquisas.

A ciência espírita demonstrou experimentalmente
a comunicabilidade dos espíritos

Afirmar-se que a ciência hoje em dia não confirma a comunicabilidade dos espíritos é no mínimo ligeireza, pois, a ciência oficial não tem como comprovar isso: sendo materialista, e não aceitando a existência do Espírito, como pode ela encontrar algo que afirma a pés juntos não existir, mesmo sem pesquisar? Bastaria estudar e pesquisar um pouco para verificar que nesse jogo, o copo servindo de instrumento aos espíritos, dá respostas inteligentes, muitas vezes dando respostas particulares que só uma pessoa conhece, coisas muito pessoais. Ora como pode a energia dos presentes ser responsável por tal? Seria mais absurdo do que admitir a existência dos espíritos, comunicando-se por este meio arcaico.
Sabemos todos que o conhecimento científico actual será ultrapassado um dia, uma vez que o conhecimento evolui. Não podemos igualmente esquecer que existem outras fontes do conhecimento igualmente válidas, como o conhecimento artístico, o filosófico, o teológico, o intuitivo, por exemplo.
Kardec afirmava com muita propriedade: «O Espiritismo marcha ao lado da ciência, mas não se detém onde esta pára, vai mais além».
Aos interessados pelo estudo do espiritismo aconselhamos que façam o curso básico de espiritismo (gratuito) na página da internet www.adeportugal.org e que assinem o Jornal de Espiritismo (na mesma página na Internet).

2

Testemunho de um médico...



A vida orientou-me de, forma algo fortuita, para uma actividade na área da saúde que, progressivamente, tem sido complementada com um agradável e estimulante percurso paralelo na investigação e no ensino. 

Uma formação científica muito especializada não obstou a um constante e irresistível apelo cultural, que se estende a plataformas diversificadas do conhecimento na sempre vã procura da compreensão da mecânica palpitante e evanescente do eterno universal. Vários anos de um percurso com tal multiplicidade de interesses, para além de necessariamente aflorarem a ciência, a literatura a história e a filosofia, tiveram, inevitavelmente, de colidir com a religião. Neste contexto, apesar de uma educação católica tradicional, não resisti à curiosidade de um incipiente contacto com muitos dos paradoxalmente edificantes e tortuosos roteiros para a Eternidade. 
O Espiritismo constituiu um dos incontornáveis contactos fugazes, surgido, curiosamente, numa idade muito precoce. Nessa época distante, a leitura superficial do “Livro dos Espíritos” suscitou-me sensações contraditórias, uma amálgama de interesse e decepção, fruto de uma teorização demasiado lógica para uma tenra consciência em busca de um imaginário mais densamente esotérico. O segundo contacto ocorreu há cerca de 10 anos numa das minhas frequentes deambulações em Paris… ao visitar o cemitério de Père-Lachaise, um dos míticos e obrigatórios locais turísticos dessa magnifica cidade… deparei-me, a uma curta distância, com um mausoléu profusamente florido e intensamente frequentado que prendeu toda a minha atenção. Dirigi-me ao local e verifiquei tratar-se do tumulo de Allan Kardek, o autor do livro que muitos anos atrás tinha vorazmente consumido e cujo nome, na verdade, constituía o pseudónimo de um importante cientista do século XIX…
Recentemente, num misto de casualidade e tormenta existencial, deparei-me com uma casa Espírita e, vencendo um natural receio e relutância instintiva, fui observar as actividades aí decorrentes, retomando seguidamente a leitura há longo tempo aprazada. A excelência das palestras auscultadas e o seu conteúdo fortemente erudito e científico acicataram o meu interesse, iniciando uma leitura mais abrangente, não confinada às obras de Alan Kardec, procurando documentos mais recentes, incidindo em temáticas de confluência entre a religião, a física, a astronomia e a história. Cada obra lida sedimentou uma perplexidade crescente, pela qualidade técnica, pelas metodologias, pela discussão, pela análise critica e, sobretudo, pela referência à sua autoria, invariavelmente atribuída a espíritos.
Poucos meses volvidos sobre esta estimulante incursão exploratória, fui convidado para assistir a um seminário espírita sobre “Medicina da Alma”, proferido por um colega brasileiro de profissão e especialidade…
Este foi o meu primeiro contacto com o Dr. Sérgio Thiesen… um académico, com uma intensa actividade diária como cardiologista…igualmente licenciado em Física, o que lhe proporciona uma complementaridade de formação indispensável a uma transversalidade de integração científica pouco comum. Presentemente desenvolve intensa actividade de investigação segundo metodologias emanadas da doutrina espírita em várias vertentes da patologia médica…
Durante os dois períodos referenciados foi extensamente abordada a surpreendente problemática da “Medicina da Alma” e enunciadas algumas das técnicas desenvolvidas para a sua aplicação. Da explanação teórica e prática retirei uma conceptualização muito consistente sobre o que poderemos designar, à luz da nossa terminologia médica, a fisiologia e fisiopatologia do Espírito bem como a adaptabilidade de algumas das metodologias propostas a alvos terapêuticos específicos, em complementaridade com a actuação da Medicina convencional.
Naturalmente que as enormes potencialidades destes recursos terapêuticos colidem com uma postura científica conservadora, sendo o seu impacto mitigado pela dificuldade na objectivação da entidade essencial considerada - o espírito – usualmente remetido para a estrita esfera da abstracção religiosa. 
A História tem sido pródiga em exemplos de heresia científica que, com o tempo e a evolução tecnológica, se relevaram realidades tão pungentes que volvido algum tempo qualquer criança as considera triviais. Se no futuro próximo forem desenvolvidas consistentes metodologias de análise que revelem áreas de intervenção paralelas para determinadas patologias, certamente que serão investigados e encontrados tratamentos alternativos aos actuais, mas adequados a uma eventual realidade entretanto desconhecida… Na actualidade a grande revolução esperada na Medicina reside nesta Genética cuja utilidade se expressa em novas aplicações descobertas quase diariamente. Será a “Medicina da Alma ou do Espírito” a revolução que se segue?

João Maldonado – Cardiologista - Coimbra, Portugal
(Retirado do “Jornal de Espiritismo” nº 20, Jan / Fev 2007, http://www.adeportugal.org/)

0

Como é morrer?




Dizem que os mortos não voltam...
Voltam sim. E por que não?
Os corpos daí nos soltam,
Como às aves o alçapão.
                              
                             António Nobre
                            ("Parnaso de Além-Túmulo" psicografia
                            de Francisco Cândido Xavier)

A morte é essa companheira que niguém quer ter ao seu lado. Está cheia de mitos e de histórias de horror. Os materialistas não a querem encarar. Os espiritualistas também a temem, de um modo geral. O Espiritismo matou a morte, demonstrando que ela não existe, ao provar a realidade da comunicação com os falecidos. Como é morrer? É precisamente isso que os espíritos (falecidos) nos vêm contar.

Quem não tem mêdo da morte? A maioria teme-a, qual papão irremediável nas nossas vidas. Os crentes, agarram-se a uma ideia de imortalidade, uns mais convictos que outros. Quase sempre é uma fé cega, aquela que transportam, a vacilar nos momentos decisivos. Os não crentes na imortalidade da alma fogem desse assunto. No entanto nem uns nem outros poderão evitar o encontro final com tão estranha quanto inevitável situação: a morte!
Aparentemente é assim, tudo acaba com a morte, não mais se vêem aqueles que partiram e a amargura vai tomando conta das nossas emoções. Pura ilusão dos sentidos materiais.
O homem, habituado a viver apenas dos seus cinco sentidos, desconhece aquele outro mundo de onde veio e para onde tem de retornar - o mundo espiritual. Em relação a este assunto, é qual cego a atravessar uma rua. Vai tateando, sabendo o que o espera um dia, mais tarde ou mais cedo, mas prefere ignorar esse encontro fatal.
O espiritismo, surgido em meados do século XIX, veio matar a morte, mostrando a origem, natureza e destino dos espíritos, bem como as relações existentes entre o mundo corporal e o mundo espiritual. Foi um escândalo à sua época, mas não havia volta a dar. As evidências, as provas, vertiam qual fonte de água ininterrupta, ao ponto dos mais célebres cientistas se terem vergado perante as evidências.
Ainda hoje assim acontece. Cientistas de todos os cantos do mundo, estudando perplexos as evidências e provas que o espiritismo apresentara há cerca de 150 anos. Bastará referir o caso do Dr. Raymond Moody Jr, nos EUA, com centenas de casos catalogados e altamente credíveis, de pessoas que tiveram morte aparente e contam o seu périplo pelo mundo espiritual, enquanto "estavam mortos". A TCI (Transcomunicação Instrumental - comunicação com os mortos através de aparelhos electrónicos), a TRVP (Terapia Regressiva a Vivências Passadas) são outras técnicas, fora do âmbito espírita, que hodiernamente estão a confundir os investigadores e a "empurrá-los" para uma verdade insofismável: a morte não existe - a vida continua.

Que se passa comigo?

Francisco era um homem como tantos outros, tinha família e vivia do seu trabalho. Um dia, de regresso ao lar, sentiu-se mal. Levado ao hospital, viria a falecer passado um certo tempo. Um caso banal de morte devido a problemas cardíacos, num homem que já entrara na madureza da vida.
Estávamos um dia numa reunião de desobsessão (atendimento e esclarecimento de espíritos sofredores, por intermédio de um médium), quando ele se manifestou. Vinha amargurado, antes revoltado que com maus instintos, pois não compreendia porque é que a família não lhe falava. Identificou o seu lar, local de residência, dizendo ter estado doente, mas que já se sentia melhor (não se lembrava de ter morrido). De volta a casa, falara com familiares, mas niguém lhe respondia. Ele ouve-os a todos, a todos interpela, mas, ninguém lhe responde. Não entende tal procedimento por parte daqueles que dantes muito o amavam.
Induzido à regressão de memória, relembrou o leito do hospital, mas não se recordava de lá ter saído. Depois de algumas dicas subtis acerca da vida para além da morte, começou a entender o seu estado de desencarnação (fora do corpo de carne). Ficou espantado e não queria acreditar que "tinha morrido", pois tinha arquivado na sua mente que após a morte iria para o céu, o purgatório ou o inferno (era o que tinha aprendido). Apenas o facto de se estar a manifestar num corpo feminino (o médium era uma senhora) o fez confirmar de que de facto aquele corpo não era o seu. Dizia não se lembrar de nada, apenas que tinha ido para casa e niguém lhe falava . Agora entendia o porquê daquela situação, embora um pouco atordoado pelo inesperado da revelação. Estavam em dimensões diferentes e aquela onde ele se encontrava era inacessível aos sentidos da visão e da audição carnais.
Como este, existem milhares e milhares de casos mais ou menos diferenciados e que diariamente acontecem nos centros espíritas. A grande maioria nem se apercebe do momento da morte, tamanha é a naturalidade de tal evento, que não traz qualquer tipo de sofrimento.
Aconselhamos vivamente a leitura de "O Livro dos Espíritos", no seu capítulo III, para mais pormenores sobre esta temática, bem como "O Livro dos Médiuns", ambos de Allan Kardec. Indispensável é a leitura do livro "O Céu e o Inferno" também de Allan Kardec, onde descreve com muita propriedade como é morrer e as sensações das pessoas após a morte, de acordo com o seu estado evolutivo. 

0

O Espírito da Aurora



22 de Dezembro de 2003. Luís, espírita, médium, vai a conduzir a sua viatura. Enquanto conduz, apercebe-se de um doce envolvimento espiritual. Uma senhora quer transmitir-lhe uma mensagem para uma amiga. Não estamos perante um episódio de um filme de Hollywood, mas sim de uma caso verídico acontecido nas Caldas da Rainha.

Naquela tarde de 22 de Dezembro, Luís, após os seus afazeres profissionais e antes de retornar ao lar onde reencontraria a esposa e os seus filhos, conduz a sua viatura pelas ruas estreitas de Caldas da Rainha. Não encontra lugar para estacionar, e dado o adiantado da hora, decide voltar a casa. Repentinamente, sente um doce envolvimento que o faz sentir-se «nas nuvens» uma espécie de êxtase. Sendo espírita, e tendo algumas características mediúnicas (é médium), agradece mentalmente a quem o estava a envolver em tão agradáveis vibrações. Atribuiu essas sensações agradáveis talvez ao ambiente natalício que já se vivia. Mas, o envolvimento vai avançando, e nota a presença de uma senhora desconhecida, muito calma, tranquila, serena, com uma doçura contagiante que lhe pede que entregue uma mensagem a uma amiga sua.
Conversam mentalmente. 
Luís pede-lhe que lhe dê a mensagem em sua casa, dentro de minutos, pois vai a conduzir.
O envolvimento mantém-se.
Chegado à sua residência, toma nota num pedaço de papel o singelo recado: «Carolina, lembra-te, quando a noite da solidão ameaçar adentrar-se no teu íntimo, que existe mais uma estrela no céu, a brilhar e a iluminar o teu caminho. Aurora»
O Espírito que assinara como Aurora, referia-se a um senhor, amigo do Luís, que falecera em Novembro desse ano, deixando a esposa em profunda tristeza. Um cancro fulminante aparecera como que por encanto, e em 3 meses essa pessoa falecera, partindo para o mundo espiritual.
O Espírito Aurora procurava assim transmitir à viúva, uma mensagem de tranquilidade quanto ao destino do falecido marido. O médium Luís, pensava que Aurora fosse algum familiar falecido de um dos elementos do casal, quiçá uma mãe ou avó.
Guardou a mensagem sem grande coragem de telefonar à viúva, pessoa muito culta e que ele não saberia como reagiria, nem se a mensagem seria condizente com a realidade.

Os casos de manifestações espontâneas de Espíritos
são uma das maiores evidências da imortalidade do Espírito.

No dia de Natal, ganhou coragem e resolveu telefonar, esclarecendo todos os pormenores, como era o espírito da Aurora, como se apresentara. Facilmente a viúva identificou como sendo uma amiga sua e do falecido marido, amiga muito querida, falecida há cerca de três anos, também com um cancro.
Luís, médium, não conhecia nada da vida deste casal, muito menos das suas relações familiares, quanto mais das relações de amizade, já que este casal habitava em Lisboa.
A Doutrina Espírita, denomina estes casos de manifestações espontâneas de Espíritos, e os cientistas não espíritas apelidam-nos de casos de “DROP IN”.
Cada vez mais cientistas, pesquisadores, médicos (portugueses e estrangeiros), se vão adentrando nos meandros lógicos e racionais da Doutrina Espírita, no seu tríplice aspecto de ciência de observação, filosofia e moral, em busca de um sentido holístico para a vida.
As comunicações espíritas espontâneas, são uma das maiores evidências da imortalidade do Espírito, de que este caso é apenas um simples exemplo, se comparado com milhares de casos pelo mundo fora, muito deles muito mais ricos em detalhes comprovados, que os médiuns não poderiam saber de forma alguma, como no caso em pauta.
A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) afigura-se como um portal para novos conceitos existenciais para a humanidade, abrindo-lhe perspectivas para uma existência mais simples, feliz e realizada.

Bibliografia:
Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos

0

Ser cristão

Ser cristão
É tua opção
É ocasião
De exercitar o perdão

Ser cristão
É o caminho
Que te leva
A paz ao coração

Ser cristão
Não é moda
É atitude
Que te põe à prova

Ser cristão
É oportunidade
De ser feliz
Servindo a humanidade

Ser cristão
É a solução
Para o ódio
Para a solidão

Sê cristão, amigo
Aproveita a vida
E ao mal
Não dês guarida

Poeta alegre
Psicografia recebida no Centro de Cultura Espírita, Caldas da Rainha, Portugal

0

Quando a calúnia vier...

Infâmia, infâmia
Ouve-se a gritaria
Não te perturbes com isso
Nem percas a alegria

Jesus nosso Mestre
Passou bem pior
Foi preso ao madeiro
Fez do sangue suor

Morreram com horror
Discípulos dedicados
Nas garras dos leões
Que soltaram, esfomeados

Mantém-te sereno
Perante a adversidade
Continua trabalhando
Com muita humildade

Deus, o Criador
Conhece-te em profundidade
Sabe das tuas intenções
Se tens ou não maldade

Aquele que te difama
É também teu irmão
Não o esqueças
Na tua oração

E assim um dia
Feliz estarás
A obra não atrasaste
E não ficaste para trás

Cada um colhe
O que na consciência semear
Não te esqueças pois
De no mundo muito amar.

Poeta alegre
Psicografia recebida nas Caldas da Rainha, Portugal.

0

A morte do suicídio (VI) – conclusão


Terminamos hoje, uma série de artigos dedicados ao suicídio, analisado à luz da Doutrina Espírita. As conclusões são mais que surpreendentes, após conhecermos a Doutrina Espírita (ou Espiritismo).

Quem se suicida, pensa que faz o mais acertado, para se livrar de alguma agrura que pensa ser inultrapassável. Tudo seria normal, se após a vida corporal nada mais existisse, como advogam as correntes materialistas. No entanto, com o advento da Doutrina Espírita, em 1857, altura em que foi lançada a magistral obra «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec, as crenças na imortalidade do Espírito deixaram de fazer sentido, já que essa imortalidade foi demonstrada à saciedade.
Desde comunicações espirituais em línguas desconhecidas (fenómenos de xenoglossia), desde as mensagens cruzadas (um médium recebia uma parte da mensagem e outro médium, por vezes em local distante, desconhecendo-se mutuamente, recebia a outra parte, que juntas faziam um todo), desde as materializações de objectos, os fenómenos de transporte de objectos sem interferência humana directa, desde os fenómenos de ectoplasmia (materialização temporária de espíritos), até todo um rol de fenómenos espíritas, quer de efeitos físicos quer de efeitos inteligentes (leia-se “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec), existem múltiplos fenómenos espíritas que atestam a imortalidade do Espírito, fenómenos esses que hoje estão a ser estudados, pesquisados por outros cientistas, não espírita, que chegam às mesmas conclusões, atestando assim a universalidade dos conceitos espíritas.
Se a imortalidade do Espírito está demonstrada, se a reencarnação é hoje um facto aceite pela comunidade científica menos ortodoxa, então estes conhecimentos vêm retirar qualquer validade ao acto de se suicidar, já que seria uma perda de tempo, uma vez que a pessoa não morreria, largando apenas o corpo de carne, continuando no mundo espiritual com os problemas existenciais que levou da Terra, acrescidos agora do remorso do acto tresloucado cometido, do sentimento de culpa, e toda uma gama de sofrimentos inerentes ao suicídio.
Referem as pessoas que se suicidaram, e que se manifestam vez por outra nas reuniões de intercâmbio com o mundo espiritual, nas associações espíritas, que os sofrimentos de um suicida são inenarráveis, não havendo palavras na nossa linguagem para descrevê-los. Indubitavelmente, esses sofrimentos serão sempre proporcionais ao grau de responsabilidade da pessoa que se suicidou, às condições de lucidez que tinha no momento, entre outros factores que nos escapam.

O conhecimento da Doutrina Espírita
tem evitado muitos suicídios na sociedade.

O suicídio, não causa somente sofrimentos indescritíveis no plano espiritual, enquanto espera novo ensejo de reencarnar, mas também se repercute, de um modo geral, na futura reencarnação, afectando o equilíbrio do futuro corpo físico, já que o “molde”, o corpo espiritual, vem desequilibrado pelos tormentos mentais que o suicida experimenta. Paralelamente, o suicida, voltará ao palco da vida carnal, com novo corpo, mas tendo de voltar a passar pelas mesmas expiações e provas por que passou na vida anterior, que o levaram ao suicídio, até que aprenda a superá-las, escorado na confiança em Deus. Numa comparação simplista, poderíamos identificá-lo com o aluno que reprovou de ano, e terá o enfado de voltar à mesma escola, mesma sala, mesmos conteúdos, até que consiga ser aprovado no exame.

A Doutrina Espírita (ou Espiritismo), que não é mais uma seita nem mais uma religião, vem trazer ao homem a explicação do porquê da vida, de quem somos, de onde vimos e para onde vamos, explicando o porquê do sofrimento, da dissemelhança de oportunidades, e do objectivo da nossa reencarnação: evoluir intelectualmente, no contacto uns com os outros, e evoluir moralmente, seja resgatando erros do passado sob a forma de aflições ou trabalhos de entrega ao próximo, seja evoluindo moralmente com as provas que as contingências da vida nos proporcionam.
A Doutrina Espírita, afigura-se assim, como o melhor preservativo contra o suicídio, que conhecemos, daí a necessidade de a devermos divulgar junto de quem não a conhece, para que amanhã não sintamos a consciência culpada de termos colocado a luz sob o alqueire.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec

2

Tempo de união


Se no dia que se renova
Encontras a confusão
Esforça-te um pouco mais
Pois é tempo de união

Se no trabalho que te dignifica
Encontras a perturbação
Usa o verbo iluminado
Pois é tempo de união

Se no Lar abençoado
Vives em altercação
Renova a mente na prece
Pois é tempo de união

Se nos grupos que frequentas
Encontras a dissenção
Lembra-te de Jesus
Pois é tempo de união

Se quem te partilha a opinião
Puser em causa tua posição
Reflecte no Evangelho
Pois é tempo de união

Estais na Terra prometida
Para semear o divino pão
Fertilizai-a com o Evangelho
Pois é tempo de união

Paz, harmonia, prosperidade
Não é utopia, ficção
É fruto do trabalho
De quem lutou pela união.



Psicografia recebida em Caldas da Rainha, Portugal, em 11 de Agosto de 2009.

1

Fenómeno Espírita em Paris



Decorreu de 2 a 5 de Outubro de 2004, o 4º Congresso Espírita Mundial, na cidade de Paris, em França, onde espíritas de todo o mundo se reuniram para debaterem o impacto da doutrina espírita na sociedade actual. Logo na abertura ocorreu um fenómeno espírita raro e interessante. Ora veja!

Subordinado ao tema central “Allan Kardec – o edificador de uma nova era para a regeneração da humanidade”, o 4º Congresso Espírita Mundial decorreu em França, na cidade de Paris, de 2 a 5 de Outubro passados, na Maison de la Mutualité, Rue Saint Victor, 24 – 75005, num evento organizado pela União Espírita Francesa e Francófona.
Cerca de 1700 congressistas de todo o mundo participaram activamente neste evento, que contava, para além dos trabalhos apresentados, interpelações, convívio, uma vasta parte cultural, com exposições, momento de arte, livraria, mostra sobre Allan Kardec, informações sobre o movimento espírita em diversos países e sessões de autógrafos que estiveram à disposição dos congressistas durante todo o evento.
Entre os muitos convidados estiveram o presidente da Federação Espírita Portuguesa, Coronel Arnaldo Costeira, Divaldo Franco, o Prof. Dr. Raul Teixeira, a médica Marlene Nobre, entre muitos outros.
O tema “Allan Kardec – o educador e o codificador da doutrina espírita”, abriu o congresso de Paris, numa altura em que se comemora o bicentenário do nascimento de Allan Kardec, o sábio francês que pesquisou os fenómenos espíritas e deu corpo à codificação da doutrina espírita.
O Prof. Dr. Raul Teixeira, físico, professor universitário na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, abordou esta temática com a mestria que lhe é característica. 
Durante esta conferência, Divaldo Pereira Franco, um notável orador médium e educador espírita, doutor Honoris Cause por várias universidades mundiais, entrou em transe, em público e, de olhos fechados, recebeu uma mensagem ditada pelo Espírito Léon Denis (um filósofo francês, espírita, que foi quase contemporâneo de Kardec), em francês (língua que Divaldo Franco não domina) e escrita da direita para a esquerda, só podendo ser lida com o auxílio de um espelho, a chamada escrita especular.
Este tipo de fenómenos são raros, tendo-os já Divaldo Franco protagonizado por três vezes, noutras línguas, uma delas em directo para uma TV brasileira, num programa em que participava.
Muitos portugueses estiveram presentes neste evento, entre os quais se encontravam espíritas da zona Oeste, das várias localidades, como Caldas da Rainha, Marinha Grande, Leiria.

Divaldo Franco, médium espírita, recebeu uma mensagem
escrita em francês (língua que desconhece), de olhos fechados,
em público, e escrita da direita para a esquerda

A ADEP – Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal - também se fez representar, na pessoa do seu secretário, Vasco Marques.
Este evento escalpelizou bem toda a obra literária de Allan Kardec, que foi o fulcro deste congresso, onde todos os temas sociais, existenciais, giraram em torno de «O Livro dos Espíritos», «O Evangelho Segundo o Espiritismo», «A Génese», «O Céu e o Inferno», e «O Livro dos Médiuns».
Divaldo Franco encerrou o congresso com uma notável conferência, referindo a grande influência que o espiritismo pode ter na humanidade contribuindo para a sua melhoria ético / moral, tornando assim a humanidade mais feliz e realizada.
Um facto digno de registar foi que todo o congresso foi difundido mundialmente via Internet, através de um simples programa, o “Ptalk”, onde qualquer pessoa poderia acompanhar as conferências e debates em directo, para além de poderem interagir, colocando questões que pudessem eventualmente ser encaminhadas para a mesa do congresso.
Durante uma dessas sessões, encontramos via Internet, Mário Correia, professor, residente no Bombarral, que também estava a assistir ao congresso e maravilhado com esta oportunidade tecnológica.
«Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei» é uma frase célebre que alguém colocou no túmulo de Kardec, no cemitério Pére La Chaise, em Paris, e que retrata bem os preceitos filosóficos da doutrina espírita que defende que «Fora da caridade não há salvação», isto é, que somente com a caridade, com a fraternidade, auxílio mútuo desinteressado, poderemos evoluir interiormente, espiritualmente.
Para os interessados, poderão para além da leitura das obras acima referidas, de Allan Kardec, consultar mais informações na página da ADEP em http://www.adeportugal.org/.

0

Jorge Gomes



A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), entre outros projectos de divulgação, abraçou um desafio: um jornal que aborde o Espiritismo. Após quatro números já editados, conversamos um pouco com o seu editor, o jornalista Jorge Gomes, em resposta a muitas questões que nos têm colocado sobre este projecto. 

José Lucas - Como surgiu a ideia de criar o «Jornal de Espiritismo»?
Jorge Gomes - Quando um nicho de mercado está tão vago que incomoda, é natural que mais ano menos ano viesse a surgir um jornal diferente. Havia recursos humanos, dinheiro é que não! Curiosamente, sentíamos essa necessidade em silêncio, mas com frequência muita gente nos falava da urgência de criação de um periódico, jornal ou revista, dentro da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) ou fora dela, que pudesse desenvolver informação específica e tecnicamente actualizada sobre espiritismo. Depois foi assim: água mole em pedra dura...

JL - O que é a ADEP e quem a constitui?
JG - A ADEP é uma associação que quando surgiu desejava juntar técnicos de comunicação, desde jornalistas a escritores, de professores a gente do marketing, etc., com vista a que nos seus tempos livres fossem capazes de ajudar do ponto de vista técnico o movimento espírita português, que não é rico, pelo contrário, e não recorre quase a profissionais para levar ao público os seus meios de comunicação. Teríamos assim uma divulgação tecnicamente muito mais capaz na divulgação das ideias espíritas.
Quem a constitui são uma vintena de sócios e outros tantos colaboradores que nos seus tempos livres, que na maior parte dos casos não são muitos, vão atendendo a projectos de trabalho diversos, desde este jornal ao curso básico de espiritismo via internet, do site a colóquios anuais e a todas as outras actividades desenvolvidas.

JL - Acha que a doutrina espírita é uma ideia bem aceite pelo povo português, ao ponto de justificar a existência do vosso jornal?
JG - Esta doutrina é qualquer coisa de prodigioso na área das audiências. Quando uma TV, uma rádio ou um jornal abrem espaço a informação desta natureza há uma repercussão no público muito superior à maior parte dos temas. A razão disso prende-se às temáticas fortes que envolve como a vida após a morte, as vidas sucessivas, a mediunidade, entre outras, questões estas mediantes as quais há muita curiosidade. Mesmo quem se engana a dizer que os «mortos» não voltam para dizer como foi morrer não deixa de dar uma demorada espreitadela a estas matérias...

JL - Que tipo de assuntos vocês abordam?
JG - De tudo um pouco. Desde a reencarnação à vida após a morte, da mediunidade às questões de actualidade, como as do tráfico de órgãos, sexualidade, de tudo um pouco.

JL - O Espiritismo é mais uma religião nova que está a difundir-se em Portugal e que veio do Brasil?
JG - O espiritismo ou doutrina espírita não é uma religião, é uma filosofia de vida. Baseia-se em factos, na experimentação, há o questionamento subjacente que entra no âmbito da filosofia, necessariamente, e busca uma utilidade prática, altruísta, para essas ilações, e aqui estamos no domínio da busca do bem pessoal e comum. No movimento espírita é possível que se vão encontrando práticas beatas, porque há pessoas que não conseguem de todo perceber os horizontes únicos desta doutrina e transportam consigo suas paixões pessoais, imiscuindo isso nas actividades que desenvolvem. Quanto menos estudam espiritismo mais podem descambar para essa vertente. Não é o nosso objectivo.

JL - Que tipo de articulistas têm no vosso jornal?
JG - Temos médicos, psicólogos, professores, engenheiros, jornalistas, administrativos e outros. A maior parte dos colaboradores não tem formação na área da comunicação, mas tem conhecimentos espíritas. 

JL - Como editor do JDE que tipo de feedback tem recebido por parte dos leitores?
JG - Até agora só temos recebido estímulos, pessoas que achamos até que exageram no apoio generoso e nos comentários que fazem a esta publicação tão jovem ainda. 

JL - Porque é que o JDE não está em todas as bancas? Como o adquirir?
JG - Porque a tiragem ainda não torna interessante essa possibilidade, mas sobretudo porque não há dimensão editorial e financeira que permita ir por aí nesta altura. Contudo, as pessoas podem adquiri-lo fazendo a sua assinatura anual (o jornal é bimestral, sai uma edição de 2 em 2 meses) através da morada da ADEP.

JL - Como é que o espiritismo pode ser útil à sociedade?
JG - Sendo estudado, interiorizado na sua parte ética, para que a sociedade possa ser constituída cada vez mais por pessoas verdadeiramente mais fraternas, de mente mais esclarecida, a fim de que a violência diminua em actos e pensamentos um pouco por todo o lado. Essencialmente isto, tudo o resto vem por acréscimo.

As pessoas que desejem adquirir o Jornal de Espiritismo podem dirigir-se a qualquer associação espírita ou então assiná-lo através da Internet para jornal@adeportugal.org para o Apartado 161, 4711-910 Braga, Portugal, ou ainda pelo telefone 351-93-825 61 34.

José Lucas

0

A Morte do Suicídio (V)

 


A grande ilusão do suicído está na pessoa, desconhecendo a realidade espiritual, fugir de um problema, pensando que, com a morte do corpo físico, tudo se acaba.

Com as pesquisas espíritas, desde 1857 até aos dias de hoje, englobando uma componente experimental, uma filosófia e outra moral, não é mais possível, desconhecer a realidade da imortalidade do Espírito, em experiências, nos dias que correm, por parte de cientistas, psiquiatras, psicólogos, entre outros, que vêm confirmar aquilo que a Doutrina Espírita descobriu: a vida continua no plano extrafísico, e colheremos conforme tivermos semeado, ao nível dos pensamentos, dos sentimentos e das atitudes.
A reencarnação, sendo uma crença de cerca de 2/3 da população mundial, vem explicar muitas das causas das dissemelhanças de oportunidades existentes entre os seres humanos, nos mais variados palcos da vida (veja-se “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec).
Outrora uma crença, hoje é uma realidade demonstrada, pesquisada até à exaustão, e que muitos preconizam que será mais uma lei a anexar à biologia, muito em breve.
Se partirmos do pressuposto, (mesmo não assumindo a veracidade das evidências científicas existentes), de que a reencarnação é uam realidade, fácil é deduzir-se que o suicida, à semelhança dos demais, também reencarnará, também voltará ao corpo de carne, com vista à sua evolução moral e intelectual, esquecendo temporariamente vidas passadas, de modo a que tais lembranças não perturbem a sua capacidade e oportunidade de se regenerar moralmente.
Uma pessoa que se suicide, não só destrói o seu corpo físico, como afecta o tecido celular do seu corpo espiritual (perispírito), que será o molde energético do futuro corpo aquando de futura reencarnação. Todos sabemos que, se um molde tiver assimetrias, a peça, seja ela de barro ou não, sairá com as assimetrias do molde. Também acontece com o Espírito. Quando ele reencarna, traz a sua matriz energética (o corpo espiritual), que pode vir equilibrada ou desequilibrada. Se o Espírito se encontrar sob a pressão da culpa, do desânimo, da baixa auto-estima, o seu estado vibratório não será harmónico, potencializando o problema que ele criou com o suicídio. Assim, alguém que se suicidou com veneno, pode vir a desencadear problemas muito graves em torno dos órgãos do aparelho digestivo. Se alguém atentou contra a sua vida com uma arma de fogo, por exemplo, um tiro na cabeça, poderá reencarnar com hidrocefalia, surdez, cegueira, ou outros problemas, de acordo com os centros energéticos que tal acto tenha afectado.

Uma pessoa que se suicide, não só destrói o seu corpo físico,
como afecta o tecido celular do seu corpo espiritual (perispírito),
que será o molde energético do futuro corpo,
 aquando de futura reencarnação
 
Não estamos perante um castigo divino, mas sim, perante uma lei de causalidade, de causa e efeito, onde cada um recolhe, nos escaninhos da alma, tudo o que semeou outrora, de bom e de menos bom. Cada dificuldade, é, pois, uma oportunidade de rectificação, de aprendizagem, de evolução, e o Espírito que reencarna com uma determinada limitação, aprenderá a valorizar aquilo que desperdiçou numa vida passada.
Dizem-nos os bons Espíritos, que os suicidas quando reencarnados, podem voltar a ter tendências a tal acto, tendo de passar por todas as provas das quais fugiram em vida passada, tal como o aluno que, não estudando, perde o ano, tem de repetir as mesmas matérias, até que passe no exame.
Analisando à luz da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), o suicídio é uma quimera, e é importante esclarecer que, os efeitos nefastos de tal acto, não se enquadram apenas na frustração de não ter morrido, e nas demais consequências abordadas nos artigos anteriores, como também, se projectam na vida seguinte, podendo ser factor inibitório na articulação do novo corpo carnal, nessa futura reencaranação.
A Doutrina Espírita, vem demonstrar à humanidade que somos seres imortais, que tudo se rege sob a batuta de uma inteligência suprema, que é possível comunicar com aqueles que já demandaram a pátria espiritual, que a reencarnação é uma realidade, e que os mundos são de um modo geral habitados por seres inteligentes, com diversas corporeidades, conforme a atmosfera de cada planeta.

Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
- O Céu e o Inferno, Allan Kardec
- O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec