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Cientistas à procura do Espírito


Pois é! Aquilo a que outrora se dizia ser obra do diabo, falar com os mortos, hoje é cada vez mais uma evidência, que nos mostra a imortalidade da alma. De realçar apenas o interesse cada vez maior por parte de investigadores e cientistas, em busca da prova final da existência do espírito. Ora veja!

Encontrámos excelente dossier intitulado «Viagem ao Mundo dos Espíritos», na revista Notícias Magazine (do Diário de Notícias e Jornal de Notícias), de 8 de Março de 1998, dossier este da autoria do jornalista Eugénio Pinto. Com linguagem clara, concisa e precisa, denotando um espírito crítico e postura séria perante assuntos desconhecidos, este tema foi muito bem escalpelizado pela Notícias Magazine. O jornalista relata uma reunião espírita, num centro espírita do Norte, cujo objectivo seria auxiliar pessoas falecidas que ainda andem em sofrimento. Conta os diálogos encontrados, as sensações fruídas pelos médiuns em causa, relata casos vividos pelos intervenientes, deixando-nos um panorama muito bem descrito, que quer parecer-nos visa informar e questionar tudo aquilo em que ainda não pensámos muito bem – a continuidade da vida após a vida no corpo físico.
Assunto tabu para muitos e inclusive perseguido pelo preconceito, a comunicabilidade dos espíritos aparece cada vez mais como uma evidência que vai tendo as atenções do mundo científico.

«Não considero a mediunidade como doença.
Posso encarar o fenómeno mediúnico, de um ponto de vista científico,
como um estado modificado de consciência. Mais nada.»
 
Allan Kardec, sábio, investigador de uma cultura acima da média, em meados do século XIX, em França, investigou minuciosamente e codificou o Espiritismo, ou doutrina espírita, realçando o seu carácter eminentemente racional, referindo a propósito, que o Espiritismo marcha ao lado da ciência, mas não se detém onde esta pára, vai mais além, referindo igualmente que no dia em que a ciência oficial provar que um único postulado do espiritismo está errado, então os espíritas abandonarão esse postulado e seguirão a ciência oficial. Allan Kardec descobriu assim as leis que regem o mundo espiritual bem como o inter-relacionamento entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo. Com a explicação dessa leis (leia-se «O Livro dos Médiuns») o maravilhoso, o sobrenatural, veio dar lugar, irremediavelmente, ao natural, a factos comuns e explicados, à luz do espiritismo.
Ainda neste dossier, na Notícias Magazine, encontramos a peça «À Luz da Ciência» onde o jornalista analisa o transe mediúnico (comunicação com os espíritos) dentro da perspectiva de cientistas e investigadores, que em Portugal viram os seus créditos validados pela atribuição de uma bolsa de estudos pela prestigiada Fundação Bial.
José Correia, psicólogo, faz parte de um grupo de trabalho que está a investigar «Aspectos psicofisiológicos do transe mediúnico», sendo bolseiro da Bial. O Professor Doutor Mário Simões (na fotografia), psiquiatra e antropólogo, professor universitário e investigador, é um dos cientistas que mais se tem dedicado ao estudo dos estados modificados de consciência, referindo: «Não considero a mediunidade como doença. Posso encarar o fenómeno mediúnico, de um ponto de vista científico, como um estado modificado de consciência. Mais nada.», referindo igualmente que existem evidências científicas da existência do espírito. Para Mário Simões, as associações espíritas «desempenham o seu papel, não só do ponto de vista psicoterapêutico imediato, mas também porque compreendem e integram o fenómeno, não ostracizam, não põem de lado, são capazes de apoiar as pessoas. Fora do contexto onde este tipo de fenómeno ocorre são pessoas sem patologia.»

Para Mário Simões, as associações espíritas «desempenham o seu papel,
não só do ponto de vista psicoterapêutico imediato, mas também
porque compreendem e integram o fenómeno, não ostracizam,
não põem de lado, são capazes de apoiar as pessoas.
Fora do contexto onde este tipo de fenómeno
ocorre são pessoas sem patologia.»
 
Vítor Rodrigues, psicólogo, está envolvido num projecto de investigação em torno de «As Vozes do Médium», procurando relacionar os espectros de voz dos falecidos e investigá-los. O Espiritismo explica-nos, desde há 140 anos, com fundamento científico, a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos espíritos, realçando também a lei de causa e efeito, a pluralidade dos mundos habitados e a pluralidade das existências (reencarnação).
Cabe agora á ciência oficial confirmar ou não as assertivas espíritas. Aí estão os cientistas à procura do espírito, ao fim e ao cabo uma inevitabilidade!

Bibliografia:
«Notícias Magazine» (revista dos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias), n.º 302, 8 Março 1998, Portugal



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CIÊNCIA E REENCARNAÇÃO


Renomado professor de física da Universidade de Oregon e pesquisador do Institute of Noetic Sciences, o indiano Amit Goswami mostra porque a reencarnação é um fenómeno que merece ser investigado pela ciência. Para sustentar a sua tese, ele reúne dados que indicam a sobrevivência da nossa consciência depois da morte e explica-os à luz da física quântica. Editou o livro “A janela visionária – Um guia para a iluminação por um físico quântico”, publicado no Brasil pela Editora Cultrix.

A ideia da reencarnação remonta desde a antiguidade, onde embora não existisse o termo reencarnação, as pessoas tinham a ideia de que o ser humano podia voltar à vida com novo corpo de carne, mais ou menos como quando passamos de um dia para o outro, utilizamos roupas diferentes, sem deixarmos de ser quem somos.
Para a mentalidade moderna, a reencarnação parece um tanto absurda. Sob implacável pressão da ciência materialista, identificamo-nos quase totalmente com o corpo físico, de modo que a ideia de que uma parte de nós sobrevive à morte do corpo físico é difícil de engolir. Ainda mais difícil é imaginar um renascimento dessa parte num novo corpo físico. A imagem de uma alma deixando o corpo que morre e entrando num feto prestes a nascer parece particularmente incómoda, porque pressupõe uma alma existindo independentemente do corpo. E nós tentamos com tanto afinco erradicar o dualismo de nossa visão de mundo!
A reencarnação é elevada à categoria de fenómeno merecedor de investigação científica, pois a melhor prova científica da existência do corpo subtil, imortal, seria um indício de sua sobrevivência e reencarnação.
De acordo com este cientista, existem três tipos de indícios em favor da teoria da sobrevivência e reencarnação:
• Experiências relativas ao estado alterado de consciência no momento da morte
• Dados sobre reencarnação
• Dados sobre seres desencarnados (pessoas falecidas)
As experiências de visões comunicadas psiquicamente a parentes e amigos por pessoas à beira da morte vêm sendo registadas desde 1889, quando Henry Sidgwick e os seus colaboradores iniciaram cinco anos de compilação de um Censo das Alucinações, sob os auspícios da British Society for Psychical Research. Sidgwick descobriu que um número significativo das alucinações relatadas envolvia pessoas que estavam morrendo a uma distância considerável do indivíduo que alucinava, e ocorria num prazo de 12 horas da morte. 

A Física quântica explica vida após a morte,
confirmando as pesquisas espíritas em meados do século XIX

Mais conhecidas, evidentemente, são chamadas mortes aparentes ou experiências de quase-morte (EQMs), nas quais o indivíduo sobrevive e recorda-se da sua experiência.
Tanto nas visões no leito de morte quanto nas experiências de quase-morte, o indivíduo parece transcender a situação de morrer, que, afinal, é frequentemente dolorosa e desconcertante. O indivíduo parece experimentar um domínio de consciência “feliz”, diferente do domínio físico da experiência comum. Para além disso, quase sempre, após uma EQM, o ser é levado a uma profunda transformação no seu modo de vida. Muitos deles, por exemplo, deixam de sentir o medo da morte que assombra a maior parte da humanidade.
Os indícios em favor da memória reencarnacionista são obtidos principalmente a partir dos relatos de crianças que se lembram das suas vidas passadas com detalhes passíveis de comprovação. O psiquiatra Ian Stevenson acumulou uma base de dados de mais de duas mil recordações de reencarnações comprovadas. Em alguns casos, ele chegou a levar as crianças aos lugares das vidas passadas de que se lembravam para comprovarem as suas histórias. Mesmo sem jamais terem estado nesses lugares, as crianças reconheciam-nos e conseguiam identificar as casas em que tinham vivido. Às vezes reconheciam até mesmo os membros das suas famílias anteriores. Num caso, a criança lembrou-se onde havia algum dinheiro escondido, e, de fato, encontrou-se dinheiro ali. Os detalhes sobre esses dados podem ser encontrados nos livros e artigos de renomado cientista, Ian Stevenson.
Até aqui, falamos sobre dados que envolvem experiências de pessoas na realidade manifesta. Mas existem outros dados, a respeito da sobrevivência depois da morte nos quais uma pessoa viva (normalmente um médium em estado de transe) alega comunicar com uma pessoa, e falar por ela, que já morreu há algum tempo e aparentemente habita um domínio além do tempo e do espaço. Isso sugere não apenas a sobrevivência da consciência depois da morte como também a existência de uma mônada quântica sem corpo físico, refere Amit Goswami.

Nota – adaptado do artigo publicado na Revista Planeta, nº 402, Brasil.

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Médicos: um caso para pensar !!!





A Rita é uma jovem como outra qualquer. Tem uma característica diferente de outras miúdas: tem percepção extra-sensorial, aquilo que os espíritas denominam de mediunidade. Passou por uma situação no mínimo caricata, num dos hospitais portugueses. Ora veja!

O dia decorria com naturalidade. De repente, uma crise de ansiedade e taquicardia levou-a às urgências de um Hospital da zona centro de Portugal. Nas urgências, deitada numa maca, os médicos eram unânimes: não tinha qualquer patologia. Ficou em observações.
Passado algum tempo, vê uma senhora a chorar, o que a sensibilizou. Breves momentos depois, a Rita, tendo mediunidade (capacidade de aperceber-se do mundo espiritual), viu um senhor de idade, ali ao lado, que lhe dizia com insistência: «Vai dizer à minha filha que não chore que eu estou bem». Aí, ela apercebeu-se que a causa do choro da senhora, entretanto chamada pelos enfermeiros, teria sido a morte do seu pai, que entretanto aparecera espiritualmente à médium Rita.
Rita, no seu ar simples e sincero, levantou-se da maca e foi ter com a senhora que chorava a morte do pai: «Senhora, senhora, não chore, o seu pai não morreu, ele está vivo e está aqui ao lado a dizer que está bem para a senhora não chorar.»
Uma das médicas de serviço nas Urgências do Hospital, veio pregar um raspanete à Rita, pois não tinha nada que sair da sua maca. Inquirida da razão por que saíra, esta na sua simplicidade, explicou com naturalidade, aquilo que para ela era natural: o contacto com o mundo espiritual. A médica, estupefacta, chamou a sua colega, chefe de equipa, que sabendo do óbito do senhor (facto que a médium desconhecia) inquiriu-a acerca da fisionomia do defunto. Rita foi explicando à médica como era o defunto, tal como lhe tinha aparecido. A médica, atónita, apressou-se a escrever uma carta para o clínico de psiquiatria, em Leiria, para onde Rita foi enviada a contra gosto, de ambulância.
Em Leiria, no hospital local, o psiquiatra tentava a todo o custo internar a Rita, que pelo canto do olho viu o que a médica das urgências tinha escrito: «Diz que vê espíritos».
Pedindo ao médico para ir ao WC, aproveitou e fugiu do Hospital, telefonando de imediato ao namorado para a ir buscar.
Regressou a casa voltando à sua vida normal.
Este caso, aparentemente caricato, passou-se em Portugal, em 2001, e provavelmente ainda se passa um pouco por todo o país.

Cada vez mais médicos estudam o Espiritismo (ou Doutrina Espírita),
procurando assim, entender o homem como um ser integral, holístico.

Felizmente, hoje em dia já existem muitos médicos que conhecem o espiritismo em Portugal, e que conseguem identificar que determinadas situações não se enquadram na área das patologias médicas, encaminhando os seus pacientes para as associações espíritas, onde eles podem fruir de orientação e aprendizagem, para que assim lidem naturalmente com essa nova faculdade, cada vez mais generalizada em todo o mundo.
Se a Rita não tivesse tido uma aprendizagem numa associação espírita, sabendo o que se passava com ela, como lidar com a sua nova faculdade (uma espécie de sexto sentido, que todos possuímos), a esta hora, provavelmente estaria a engrossar o número de doentes mentais que fazem parte das estatísticas dos hospitais psiquiátricos do país, em vez de estar, como agora, a levar uma vida normal e natural, com a sua faculdade controlada, utilizando-a inclusive, em benefício (gratuitamente) do próximo.
Esta situação de que tivemos conhecimento, faz-nos pensar na enorme responsabilidade da actividade médica, da necessidade dos médicos adquirirem novos conhecimentos (espíritas) que lhes permitam ver o ser humano como um ser holístico, integral e não apenas um amontoado de células.
De repente, lembrámo-nos dos médiuns de outrora que apelidados de bruxos eram queimados nas fogueiras. Hoje, com o evoluir dos tempos, ainda são internados em hospitais psiquiátricos, fruto do desconhecimento por parte de quem deveria fazer tudo para se esclarecer no sentido de ser útil à humanidade.
Um assunto à consideração dos médicos portugueses, que felizmente já vão estudando a Doutrina Espírita (que não é mais uma religião nem mais uma seita), e já estão organizados em três associações médico-espíritas em Portugal.

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Físico russo: a morte não existe!!!



O cartaz não enganava. O Dr. Konstantin Korotkov, físico e cientista russo, iria estar em Portugal em Abril de 2004, para um evento de ordem cultural. Tendo conhecido este cientista via Internet e conhecedores do seu trabalho não hesitamos em fazer-lhe uma entrevista que sairá no próximo “Jornal de Espiritismo”.

Aproveitamos o ensejo para falar com este físico que se tem notabilizado pelas suas pesquisas nos campos energéticos do ser humano, entre outras que tem levado a cabo. Todos os anos, o Dr. Korotkov organiza um evento internacional em S. Petersburg, na Rússia, onde acorrem pesquisadores e cientistas de todo o mundo.
O Dr. Konstantin Korotkov, físico russo, é professor na Universidade Técnica do Estado de S. Petersburg. Publicou mais de 70 artigos científicos em jornais de ponta em Física e Biologia e possui 12 patentes de invenções em biofísica. Desenvolve investigação científica há 25 anos. Tem sido convidado para efectuar conferências e workshops em vários países, é autor de 5 livros, alguns traduzidos para o inglês como “Light after Life”. É editor associado do jornal “Consciousness and Physical Reality”, com artigos publicados em russo e em inglês.
Tendo inventado uma técnica para medir os campos energéticos humanos, o GDV (Gas Discharger Visualization), através de softwares próprios, pode-se verificar do estado de saúde da pessoa, do seu campo energético bem como de qualquer ser vivo. Esta técnica já é aceite pelo Ministério da Saúde Russo, sendo utilizado em vários hospitais, havendo inclusive vários cursos neste país, nas universidades, bem como nos EUA, sobre esta temática, registando-se já cerca de 100 organizações em todo o mundo que utilizam o GDV.

Físico russo refere que as suas experiências demonstram
que a vida continua, que o Espírito sobrevive à morte do corpo de carne
e que é possível dentro de certas circunstâncias
comunicar com os chamados “mortos”.

Korotkov tem ainda experiências interessantes com invisuais ou pessoas dotadas de perda de acuidade visual, e experiências efectuadas com cadáveres, analisando os seus campos energéticos logo após a morte do corpo físico. Korotkov refere que estamos no limiar de novos conhecimentos e não há como não avançar, explicando que de acordo com as suas pesquisas é possível demonstrar a imortalidade da alma bem como a interacção entre os falecidos e os vivos, em determinadas condições, experiências estas efectuadas com Shamans da Sibéria. Korotkov tem inúmeras experiências efectuadas com médiuns em que demonstra que as energias curativas dos médiuns alteram as características da água, bem como podem contribuir para o restabelecimento da saúde dos doentes.
Inicialmente efectuou várias experiências com o Sr. Allan Chumak, que magnetizando uma determinada porção de água, impondo as suas mãos sobre ela, o campo energético da água aumentava cerca de 300% em relação à mesma quantidade de água não magnetizada pelo ser humano.
Questionado sobre se conhecia as pesquisas de Allan Kardec, Korotkov afirmou peremptoriamente que sim, referindo «O Livro dos Espíritos» e «O Livro dos Médiuns» afirmando já os ter estudado. Korotkov defende que todas as suas experiências demonstram que a vida continua, que a consciência ou o Espírito sobrevive à morte do corpo de carne e que é possível dentro de certas circunstâncias comunicar com os chamados “mortos”.
Para os interessados poderão procurar mais informação na sua página na Internet em www.korotkov.org estando já a ser organizado mais um evento científico em S. Petersburg, na Rússia no início de Julho de 2004.
Entre outros livros poderá adquirir «Light After Life» onde Korotkov descreve várias das suas experiências. A não perder.
Quem desejar assinar o “Jornal de Espiritismo” poderá fazê-lo para adep@adeportugal.org onde encontrará importante entrevista com este cientista, já no próximo número.

(artigo publicado no Jornal das Caldas, Portugal, 2004)

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Era bom que fosse verdade...


A notícia caíra abruptamente, qual raio fulminante: o primo falecera, repentinamente e na flor da idade. Foi como um soco no estômago, que num reflexo psicossomático pareceu encolher, causando mal-estar e náuseas.

Assim nos confidenciava pessoa amiga, acerca da morte de um familiar.
Notava-se-lhe o desencanto com a vida, a revolta contra Deus, a mágoa por esta partida que a vida lhe pregara, sem prévio aviso. O seu aspecto facial não deixava margem para dúvidas: a dor, o desespero, a mágoa, a impotência, estavam ali patenteadas sem qualquer margem para dúvidas.
No meio de um abraço amigo, que em silêncio diz coisas mil, o choro rebentou qual dique a necessitar de ser vazado.
Depois da catarse, conversamos longamente acerca da vida, da imortalidade da alma. O meu interlocutor referiu o seu cepticismo acerca do céu, inferno e purgatório tão prometido aos crentes católicos.
Abordamos calmamente a lógica da existência de Deus, falamos da imortalidade do espírito, da comunicabilidade dos espíritos, da reencarnação onde cada um colhe de acordo com o que semeou em vidas passadas, falamos ainda da pluralidade dos mundos habitados.
Referimos as inúmeras experiências científicas levadas a cabo desde meados do século XIX até aos dias de hoje, onde conceituados cientistas pesquisaram e pesquisam as manifestações espíritas, demonstrando-as, evidenciando-as, mesmo que com outra nomenclatura, próprio de quem não quer ser identificado com esta ou aquela corrente filosófica.
Conversamos sobre experiências pessoais e grupais, onde a imortalidade do ser se patenteia a cada dia, e aos poucos o nosso amigo ia serenando. O desespero deu lugar à curiosidade, as perguntas cederam lugar ao choro, a dialéctica em torno do assunto ia comendo os minutos à guisa de alguém esfomeado perante suculento prato bem confeccionado.
O nosso amigo já ouvira falar de Espiritismo (ou Doutrina Espírita) mas julgava-a mais uma religião, como as demais, procurando prosélitos a todo o custo. Somente agora, com novo esclarecimento, os seus horizontes se alargaram. O cepticismo baseado na crença cega dera lugar à dúvida raciocinada.
Ficou prometida uma visita ao Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha (http://www.ccespirita.org/) para poder melhor avaliar o que a doutrina espírita tem para oferecer ao ser humano. Emprestamos-lhe «O Livro dos Espíritos» essa obra fenomenal de filosofia, com 1019 perguntas e repostas, que se afigura qual fonte cristalina perante o viajante da vida, sedento de matar a sede. Ficou a promessa da leitura crítica desta obra de Allan Kardec. Perante os múltiplos afazeres da vida, acabamos por nos esquecer de tal episódio, até que um dia vimos o nosso amigo numa das conferências semanais que este Centro Espírita proporciona todas as sextas-feiras à população.
Terminada a conferência, que curiosamente tinha sido subordinada ao tema «A vida para além da morte», o nosso amigo, num nervoso miudinho, pediu-nos uns 5 minutos de conversa, que rapidamente se transformaram em mais de uma hora de amena cavaqueira, onde as questões choviam em catadupa.
Propusemos-lhe que estudasse espiritismo, que lesse, que frequentasse caso desejasse as conferências espíritas, mas que fosse crítico, aceitando apenas o que a sua razão sancionasse. Quando nos abraçamos, despedindo-nos devido ao avanço inexorável das horas, notava-se-lhe no semblante um ar sereno, tranquilo.
Antes de partir, e relembrando o seu familiar recentemente falecido, teve tempo para dizer: «Era bom que fosse verdade…», no seu anseio de imortalidade, comum a toda a humanidade, abrindo-se-lhe assim uma porta de esperança para que um dia pudesse reencontrar o familiar querido.
Ficamos a pensar no papel do Centro Espírita na sociedade contemporânea: esclarecer e consolar, e não pudemos deixar de sentir uma enorme gratidão pela espiritualidade que a todos acompanha diariamente, bem como nas imensas provas da imortalidade do ser que diariamente acontecem em todos os centros espíritas do mundo, como que a alertar a humanidade para a vacuidade dos seus anseios materialistas, perante a inevitabilidade da sua morte corporal e imortalidade espiritual.

Bibliografia:
Kardec, Allan, «O Livro dos Espíritos»;

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Haiti: o terramoto da alma...


Janeiro de 2010. O ano novo começa com um terrível terramoto no Haiti, que nesta altura contabiliza cerca de 200 mil mortos (previsão) e outros tantos feridos. O mundo entra em choque, perante a brutalidade do fenómeno. E o mundo questiona-se: porquê?

Nas ocasiões mais tenebrosas e difíceis, a humanidade entra em choque, e acaba por meditar na fragilidade da vida humana no planeta Terra. Numa catástrofe deste género, o inimaginável torna-se real, e conscientes de que vivemos numa aldeia global, o íntimo treme, pois o Haiti é já ali, vizinhos que somos nesta imensa nave espacial, a Terra. E se fosse aqui? E se for aqui? E? E?....
Quantas interrogações se colocam no espírito de milhões de seres humanos, como que a tentar entender os ditames da vida, procurando lógica para os desígnios da Natureza.
Como explicar tais fenómenos? Porque acontece àquela gente e não a outros? Onde está esse Deus de misericórdia que dá a uns tudo e a outros nada?
Somente a lógica da reencarnação, e a clareza da Doutrina Espírita, podem esclarecer tão grave questão, como a da existência da humanidade. 
Allan Kardec, o insigne pesquisador dos fenómenos espíritas, em meados do século XIX, questionava os Espíritos superiores sobre estas questões, em "O Livro dos Espíritos" fenomenal obra de filosofia, hoje em dia estudada em algumas Universidades do Mundo, a par de outros filósofos:
731. Por que, ao lado dos meios de conservação, colocou a Natureza os agentes de destruição?
“É o remédio ao lado do mal. Já dissemos: para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.” 733. Entre os homens da Terra existirá sempre a necessidade da destruição?
“Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria. Assim é que, como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral.”
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objectivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

Somente a lógica da reencarnação, e a clareza da Doutrina Espírita,
podem esclarecer tão grave questão, como a da existência da humanidade.
 
b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.
“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.” Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo. Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.
739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?
“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”
740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?
“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”
Diz-nos a Doutrina Espírita, que todos nós, Espíritos imortais, passamos pelas dificuldades que nos são necessárias à nossa evolução espiritual, neste mundo de expiação (de erros de vidas passadas) e provas (nesta vida terrena), objectivando sempre o bem, que nem sempre vislumbramos, por vermos a Vida apenas num escasso período de uma existência, quando ela se espraia pelo infinito.
Para além do terramoto físico no Haiti, certamente não deixou de haver um terramoto íntimo em grande parte de nós, questionando-nos sobre o real valor da Vida, que valor têm as ridículas questiúnculas que nos fazem perder tanto tempo, e sobre a importância da nossa renovação interior.
Nestes momentos de dor, em que a alma se engrandece na prática da caridade, outros valores ético-morais vão despertando, em direcção ao roteiro moral que Jesus preconizou para a implantação da felicidade no planeta Terra: o Amor ao próximo!

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec

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Os corruptos...



A quadra de Natal, sempre nos proporciona uma viagem até ao Norte de Portugal, no afã de visitar familiares, matar saudade, descansar um pouco, contar e ouvir novidades deste e daquele, enfim, oportunidade de conviver e confraternizar um pouco.

A determinada altura, a conversa derivou para a política, onde os actores políticos facilmente foram identificados com a corrupção e falta de honestidade, derivado do seu modus operandi desde o 25 de Abril de 1974. Como a época era festiva, optámos por mudar de tema, e lá fomos falando deste ou daquele. A páginas tantas, lá contei que o meu filhote de 9 anos de idade, tinha partido a TV de casa, sem querer, cujo arranjo orçava tanto ou mais que uma TV nova, pelo que estávamos a falar de modelos e preços de aparelhos de TV.
De repente, alguém me questionou se eu não tinha seguro multi-riscos, pelo que respondi afirmativamente, mas segundo a Seguradora, esse seguro somente cobriria o evento, se fosse noutro local, que não na própria habitação. De repente, qual génio iluminado, um dos meus interlocutores adiu: «Eh pá, já sei, declaras como sendo acidente de um filho de um amigo teu, ele declara ao seguro, e assim ficas com um aparelho LCD de TV, novo, e gratuito.»
Confesso que fiquei um pouco atónito, pois tal nunca me passara pela cabeça. Nos primeiros segundos, a ideia ainda bailou na cabeça, mas depressa os valores ético-morais que aprendi com a Doutrina Espírita, se sobrepuseram. Lá respondi que essa solução não era honesta, pelo que me retorquiram que as Seguradoras também não são honestas, e como tal merecem uma desonestidade de vez em quando. Confesso que a ideia até soou bem, mas… os valores ético-morais falaram mais alto. Lá opinei que por os outros serem desonestos, não significa que nós também o sejamos, e fui expondo a minha teoria, hoje em dia muito fora de moda, a de que devemos primar pela honestidade, pelos valores ético-morais, sob pena de perdermos o nosso próprio horizonte existencial.

Fazer ao próximo o que desejamos para nós próprios
 
Parecia que estavam a olhar para um extra-terrestre. “Ele não deve regular bem, coitado” ou então “Este gajo em que mundo anda?”, pareceu-me adivinhar-lhes o pensamento.
E lá mudámos outra vez de assunto…
Fiquei a pensar que o problema da humanidade encerra precisamente numa mudança de estratégia.
Qualquer empresa, ao fim de um ano de actividade, faz um balanço, e se a estratégia adoptada não foi eficaz, rapidamente opta por outra, em busca dos seus fins, a fim de não abrir falência.
Nós, humanidade, sempre optámos pela estratégia do egoísmo, do ódio, da maldade, por isso temos sofrido os horrores da guerra, da fome, da miséria material e moral, ao longo da existência humana.
Há cerca de dois mil anos, Jesus de Nazaré, o grande psicoterapeuta da humanidade (no dizer do Espírito Joanna de Ângelis), veio trazer-nos uma estratégia para a felicidade, que passa essencialmente, por fazer ao próximo o que desejamos para nós próprios, e não fazer ao próximo o que não desejamos para nós próprios.
E nós, humanidade, estupidamente, vamos a caminho da falência, investindo na estratégia que já deu provas que não nos serve: a do egoísmo.
Até quando?
Ah, por falar em corruptos, confesso que, apesar de ficar com a carteira mais vazia com o novo aparelho de TV, durmo bem melhor, com a satisfação interior de não ter atalhado pela porta larga…

Bibliografia:
Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo
artigosespiritaslucas.blogspot.com

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Corrupção: a grande ilusão !!!


A conversa ia animada na esplanada, a meio de um café, observando um pardalito que de salto em salto, procurava verificar da nossa animosidade ou não, em busca de um pedacito de pão. O tema, mais que comum. Falava-se da corrupção, de desvios de dinheiro, de abuso de poder, de fortunas nas mãos de uns, enquanto outros se esfalfam a trabalhar para conseguir suprir as suas dificuldades. O caso BPN veio à baila, como outros que correm de boca em boca nos dias de hoje, em Portugal. Falou-se da corrupção à escala mundial, qual epidemia sem antídoto, como se fosse algo que nos teríamos de habituar, um mal necessário.

Disse-lhes que não era bem assim, que essa perspectiva pessimista derivava apenas de um enfoque materialista, reducionista, olhando apenas para o aqui e o agora.
Perante o ar intrigado dos meus interlocutores, falei-lhes do meu ponto de vista espírita. Que somos seres imortais, que estamos temporariamente na Terra e, que depois, regressamos ao mundo espiritual, recolhendo os efeitos das causas geradas por nós no aqui e agora, e que mais tarde voltamos a nascer, trazendo na consciência a marca das aquisições do passado, a repercutirem-se na vida seguinte, sob a forma de felicidade ou sofrimento.
«Está bem»… retrucou um deles… «mas enquanto aqui andam são uns senhores e, depois logo se vê, até pode ser que não seja verdade essa história da reencarnação e entretanto o gajo lá se safou e nós aqui a chuchar no dedo…»
Falámos das evidências científicas da reencarnação, nomeadamente as pesquisas do Dr. Ian Stevenson, entre muitos outros, que apontam a reencarnação como uma realidade inegável. Apontámos casos conhecidos, desembrulhámos meia dúzia de argumentos que, envoltos na lógica da doutrina espírita, deixaram os meus interlocutores a pensar.
Numa altura em que novos paradigmas vêm demonstrar ao homem aquilo que a Doutrina Espírita defende – a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados – a humanidade permanece perdida no paradigma materialista, buscando aí a felicidade, como quem procura o impossível.
As experiências fora do corpo (EFC), as experiências de quase-morte (EQM), os casos sugestivos de reencarnação (CSR) – meninos prodígio, crianças que se lembram de vidas passadas, comunicações mediúnicas e regressão de memória – as visões no leito de morte (VLM’s) e a transcomunicação instrumental (TCI), apresentam-se como paradigmas insofismáveis da independência do Espírito relativamente ao corpo físico, autênticas antecâmaras para os novos paradigmas da humanidade que, despontam mais além e que mudarão a maneira de pensar da humanidade.

A corrupção é uma grande ilusão, um passo em direcção ao abismo moral,
um caminho irreversível para grandes vales de sofrimento e resgate,
até que um dia, a ética e a moral se sobreponham
no coração do homem ao egoísmo e ao orgulho.

Quando o homem tiver a consciência da sua imortalidade, quando souber que voltará a reencarnar, encontrando o fruto do seu proceder na vida passada, então verificará que a xenofobia não faz sentido, já que poderá nascer num país qualquer, onde lhe seja mais útil para a sua evolução; o racismo não mais fará sentido, pois que o homem pode nascer com esta ou aquela cor de pele, conforme for necessário para a sua evolução; a discriminação sexual será ilógica, pois que o homem saberá que pode nascer com a polaridade sexual masculina ou feminina, conforme lhe for mais útil para a sua evolução; a discriminação social será uma aberração, pois o homem saberá que o marginalizado social de hoje foi, quiçá, o rico de ontem, que se perverteu no egoísmo, ao invés de utilizar a riqueza em prol da comunidade; o homem, sentirá que é sua obrigação a defesa do meio ambiente, e não mais prejudicará a Natureza, pois saberá que quando reencarnar, encontrará a Terra como a deixar nesta vida.
Com esses novos conhecimentos que a Doutrina Espírita trouxe à humanidade há cerca de 150 anos, a humanidade tomará consciência de que a corrupção é uma grande ilusão, e um passo em direcção a um grande abismo moral, com caminho irreversível para grandes vales de sofrimento e resgate, até que um dia a ética e a moral se sobreponham no coração do homem ao egoísmo e ao orgulho.
Relembrando os ensinamentos de Jesus de Nazaré, «A cada um segundo as suas obras», bem como «A semeadura é livre mas a colheita é obrigatória».

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A crise: e agora?


De conversa em conversa, de jornal em jornal, de noticiário em noticiário, de televisão em televisão, ultimamente a palavra mais utilizada é a CRISE, como representação da nossa realidade social, nacional e mundial. Questionam-se soluções, efectuam-se fóruns mundiais em busca de uma saída, no entanto, a solução encontra-se bem longe dos dirigentes mundiais. Veja o que a Doutrina Espírita tem a dizer sobre esta matéria.

Desde tempos imemoriais que o homem objectivou como meta para sobreviver, ter êxito e sentir-se bem, alcançar o poder, nos seus imensos meandros. Ora é o marido déspota que almeja dominar a esposa e família, ora o negociante inescrupuloso que busca o poder no seu pé de meia avantajado, ora o político local que procura tirar partido da sua posição social, ora os políticos a nível nacional, ora esta ou aquela classe com mais ou menos capacidade de exercer “lobby” em favor do seu espírito corporativo, enfim, este “modus operandi”, é prática corrente desde tempos imemoriais.
O ser humano foi evoluindo tecnologicamente, rompeu os céus em naves espaciais, criou tecnologia de ponta que mata com precisão em questão de metros, que corrige problemas orgânicos com instrumentos quase microscópicos, rompeu as barreiras de comunicações com as várias gerações de telemóveis, está a adentrar a área da nanotecnologia, no entanto, em termos morais, o Homem mantém uma moralidade muito primitiva, onde o seu ego predomina sobre tudo, levando uma vida materialista, sem qualquer horizonte existencial “post mortem”.
Num processo de auto-fascinação, o ser humano vê-se como todo-poderoso, ao ponto de poder matar, invadir terrenos alheios, roubar, manipular, mentir, humilhar, dominar, esquecendo-se de que em breve, o seu corpo físico será sepultado, e que a vida continua no mundo espiritual, onde terá de se enfrentar com a sua consciência.
Assim sendo, e após 1857, em que a pesquisa espírita matou a morte, demonstrando à saciedade a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados, aquilo que as religiões tradicionais mostravam como crenças, passou a estar demonstrado cientificamente, pela ciência espírita.

Quando o Homem descobrir a sua imortalidade e a reencarnação,
mudará a sua atitude, consciente de que todo o erro cometido
reverterá contra si, em forma de dor física ou moral.

Modernamente, universidades pelo mundo inteiro, cientistas e pesquisadores não espíritas, têm vindo a comprovar as assertivas espíritas, no sentido de que tudo aponta para que a vida continue após a morte do corpo de carne, tamanhas são essas evidências.
Não serão os fóruns mundiais, pejados de dirigentes corruptos, comprometidos uns com os outros, materialistas, egoístas, que resolverão o problema social que estamos a viver, mas somente uma mudança de atitude interior de todos nós – fazer ao próximo o que gostarias que te fizessem (Jesus de Nazaré) – alterará o espectro mundial de crise, que é essencialmente crise de valores, crise de moralidade, crise de ética, crise de honestidade.
O Espiritismo é a doutrina do optimismo, mostrando ao Homem que, o nosso futuro será cada vez mais brilhante e, que a solução dos problemas, passa pela transformação íntima de cada um, sem se preocupar em mudar os demais. Com essa consciência espiritual que o Homem terá, da sua imortalidade, da realidade da reencarnação, ele tornar-se-á um ecologista da alma, lavando os sentimentos na prática diária da caridade, tornando-se assim melhor e, tornando melhor os que o rodeiam, bem como o espaço físico com o qual interage.
Já os espíritos superiores referem que, a humanidade tem o livre-arbítrio, mas que a evolução é o seu fim inevitável, podendo ser efectuada voluntariamente, pelo Amor, ou coercivamente, pela dor. Cabe a cada um de nós escolher o caminho do nosso futuro, dentro da assertiva de Jesus de que «a semeadura é livre mas a acolheita é obrigatória».

Bibliografia:
- Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos
- O Evangelho Segundo o Espiritismo
- www.adeportugal.org – Curso Básico de Espiritismo

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Reencarnação


Falam-te em reencarnação
Ris, gozas, dizes ser ilusão
Mas, se pensares bem
Tens outra opção?

Como explicar
Tanta dissemelhança
Na população terrena
Com e sem esperança?

Como explicar
Os aleijões de nascença?
Os idiotas, os loucos
Com os pais sem parecença?

Como explicar
As mortes prematuras
Os meninos-prodígio
Que se içam às alturas?

Como explicar
Os pobres, os ricos,
Os doentes e sãos
Os bons, os mafarricos?

Como explicar
Com os mesmos pais
A diferença de inteligência
Em filhos desiguais?

Somente o orgulho
Que obnubila a razão
Pode negar à priori
A lei da reencarnação.

Se assim não fora
Onde estaria o Deus-Amor
Distribuindo à toa
Paz, felicidade e dor?

Como somos crianças!!!
Bebés espirituais.
Julgando tudo saber,
Ignorando os que sabem mais.

Hoje vem a ciência
Kardec confirmar
A reencarnação existe
É lei a investigar.

Desde as terapias regressivas
Às lembranças de outrora
Os meninos-prodígio
Apontam nova aurora.

Comunicações espirituais
Prevendo o nascimento
São provas inquestionáveis
Que dispensam julgamento.

Reencarnação é lei
Que a humanidade descobrirá
E com ela verão
Que existe Deus ou Alá

A partir daí
A vida mudará
Quando o homem notar
As voltas que a vida dá.

Com medo de sofrer
E novo entendimento
Praticará o bem
À espera do “julgamento”

Que virá inevitavelmente
Na sua consciência
Quando demandar o Além
Lúcido ou em demência

Cada um colherá
Conforme semear
Alertou-nos Jesus
P’ró homem não errar.

Sois os arautos
Da nova civilização
Dai novos mundos ao mundo
Divulgando a reencarnação.

Poeta alegre
Psicografia recebida em Óbidos, Portugal, a 3 de Abril de 2005

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O homem sem tempo...



João era uma pessoa como outra qualquer. Levava vida simples, casado, com filhos e um trabalho que lhe permitia levar uma vida razoável, sem luxos mas também sem grandes necessidades.

Um dia, envolto em grandes elucubrações íntimas, procurava uma resposta ou respostas para as crises existenciais. Será que a vida continua pos mortem? Se sim, como é que acontece? Onde está a justiça divina perante tanta dissemelhança?
Como que por encanto os livros espíritas apareceram-lhe no caminho. Devoro-os, um a um, identificando-se de imediato com esta filosofia de vida esclarecedora e consoladora.
Integrou-se em várias actividades espíritas, com alegrias, êxitos mas também alguns fracassos. Nem sempre o relacionamento humano é o desejável e a lei das afinidades também fala mais alto, mesmo entre os espíritas. É da natureza humana.
Começou a “cansar-se”. Era incompreendido, dizia ele. Noutras alturas não tinha tempo, retorquia, para o trabalho de apoio ao próximo.
Múltiplas actividades foram surgindo no seu caminho. No meio do desencanto foi pegando uma a uma, deixando para trás aquilo que tanto o entusiasmara anos antes.
Envolto num frenesim diário, a ansiedade e a irritabilidade foram tomando conta dele.
«Não tenho tempo para nada» era a frase mais ouvida da sua boca. Se um amigo convidava para amena cavaqueira «não tinha tempo». Se um familiar ou filho pedia que fossem a determinado lugar respondia invariavelmente: «não tenho tempo». Companheiros de jornada solicitavam-lhe o apoio fraterno nesta ou naquela actividade mas havia que estabelecer prioridades e mais uma vez respondia: «gostava muito mas não tenho tempo».

João foi-se isolando, deixou de conviver com os amigos,
deixou de praticar desporto, deixou de ter vida social,
de tal modo estava mergulhado no seu trabalho e no seu hobby

Um dia, repentinamente, sentiu forte dor no peito. Articulou um berro para chamar pela esposa em busca de auxílio, mas não obteve resposta. Sentiu-se leve e estranho, como que a flutuar. Mais espantoso ainda é que o seu corpo estava deitado no chão, tombado, com a cara para baixo. Passado algum tempo, identificou a situação com o que aprendera na doutrina espírita e verificou que tinha falecido. Entrou em pânico, mas, rapidamente lembrou-se dos benfeitores espirituais. Chorou, relembrando os filhos, a esposa que no trabalho o julgava a caminho do seu emprego. «E agora, meu Deus? E tanto que eu tinha para fazer, logo hoje!...» pensou o João.
Sentiu uma mão suave no ombro. Virou-se e viu um ser muito simpático que o envolvia com um sorriso doce e amigo.
«Vem comigo» disse-lhe o desconhecido amigo. Esse pedido fora como que uma ordem que não conseguia recusar. Sentaram-se numas cadeiras nas imediações do local e como que por artes mágicas, aparece uma tela de cinema. João estava atónito, queria articular mil e uma perguntas, mas o sinal de silêncio feito com o dedo pelo espiritual amigo, fê-lo manter-se calado. Olhou com atenção e, momento a momento, como se alguém tivesse seguido os seus passos silenciosamente ao longo dos seus 53 anos de idade, João pode conferir todo o seu percurso na Terra quando ainda no corpo de carne.
Viu no filme da sua vida todo o bem levado a cabo e todo o bem que ficara por realizar. Ia-se incomodando com tais situações. Mas, o que mais intranquilidade lhe trazia ao coração era a resposta sistemática que dava aos amigos: «Não tenho tempo…, sabes como é, tenho muito que fazer, as obrigações sociais são mais que muitas».
Lembrou-se que não mais veria esses amigos e familiares e desejou ardentemente poder voltar atrás e refazer a vida.
Já era tarde, o tempo passara e os minutos não voltam mais.
Chorou de tristeza, inquieto, até que ouviu a voz doce da esposa: «querido, acorda, que se passa contigo?»
Atónito, acendeu a luz do candeeiro, abriu os olhos e espantado concluiu que não passara de um sonho. «Ufa! Que alívio!... Pensou…»
Disse à esposa que fora um mero pesadelo que não se preocupasse e voltaram a dormir. Aquele foi o último dia da vida do João, já que no dia seguinte, como que renascera, recomeçando nova vida, com novas prioridades, valorizando mais as relações humanas que os trabalhos em que se integrara.
Sabendo que todos nós temos um pouco do João, até que ponto precisaremos de passar pela mesma situação para reflectirmos em torno da necessidade da sociabilidade, dos convívios fraternos, dos contactos humanos, dos passeios na natureza, enfim de uma vida equilibrada onde possamos finalmente dizer a um convite para uma conversa: «Há quanto tempo esperava esta oportunidade! Vamos a isso...»

in Jornal de Espiritismo nº 14, http://www.adeportugal.org/ 

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O piloto que voltou do Além...




A cena parece retirada do filme «Always», há alguns anos atrás tornado célebre pela sua abordagem do paranormal. Tudo se passou agora, na capital portuguesa, Lisboa, com uma espécie de «Always» à portuguesa, mas… dentro de uma viatura. Venha viajar connosco…

João é estudante de pilotagem. Trabalha, e nas suas horas vagas dedicou-se a aprender a pilotar helicópteros. Tem uma paixão por voar, para além da perspectiva de uma carreira mais aliciante e melhor remunerada no futuro.
Inscreveu-se numa escola de pilotagem nos arredores de Lisboa, e os dias foram decorrendo com aulas teóricas, teste e mais testes, a acompanhar o desembolsar de muitos euros. Mas, estava a valer a pena, afinal era o seu grande sonho a tornar-se realidade.
O grande dia chegara: iria voar pela primeira vez. Acompanhado pelo instrutor, lá efectuou o primeiro voo, numa mescla de encanto com a sensação esquisita de querer pilotar uma máquina, que exige o domínio correcto de pés e mãos, num sincronismo e coordenação motora que não é para qualquer um.
Chegou o voo nº 2. Já não era novidade. No entanto, obviamente, as dificuldades eram as mesmas, no afã de tudo e rapidamente aprender.
Quando aterrou, estava feliz, o sonho estava a tornar-se realidade.
Era hora de regressar a casa, a esposa com a filhota quase a nascer esperavam-no em casa, no reencontro diário e agradável.
A meio da viagem, João sentiu um pânico terrível, pânico de morte. «Mas que é isto? Pensou… Porque estou com medo de morrer? Que coisa… afinal eu não tenho medo de morrer, e muito menos medo de morrer de helicóptero, porque estes pensamentos?....» João não ligou, deixou voar os pensamentos noutra direcção.
Repentinamente, veio-lhe um nome à cabeça: José Silva, e o pânico de morrer de helicóptero continuava, que coisa…. pensava o João.
Passados dias, em conversa, veio a descobrir que um tal José Silva tinha morrido recentemente de acidente de helicóptero, e que tinha sido instrutor naquela escola. Não ligou muito à conversa, afinal era mais uma situação entre tantas outras do quotidiano.
De repente fez-se luz: lembrou-se da sensação de pânico sentida na sua viatura, quando regressava a casa após o seu segundo voo de instrução de helicóptero, e do nome que lhe viera à cabeça e que desconhecia por completo.
As peças do puzzle iam-se encaixando.
João é espírita, e tem alguma sensibilidade mediúnica. Contou-nos o caso, e dentro dos conhecimentos que conseguimos adquirir ao longo dos tempos, explicámos-lhe que certamente o espírito do José Silva, em perturbação, pretendia comunicar-se com alguém e provavelmente ainda não teria consciência da sua condição de desencarnado (fora do corpo de carne = falecido) e daí o seu pânico, receio de morrer.
João, que tem mediunidade (faculdade que permite captar o mundo espiritual), certamente captou o psiquismo do piloto falecido, sentindo-lhe a sua angústia.
Foi efectuado um pedido de ajuda espiritual num centro espírita, em prol do falecido piloto, que nunca conhecemos.
Ficámos a ponderar como lhe teria sido muito mais fácil a passagem para a outra margem da Vida, se ele conhecesse os princípios da Doutrina Espírita (ou Espiritismo), evitando assim a perturbação reinante na actualidade.
A ideia espírita vem dar ao homem a certeza da imortalidade do Espírito, através de manifestações espontâneas como estas, deixando uma filosofia de vida irretorquível, assente na moral de Jesus de Nazaré. Ciência filosófica de consequências morais, a Doutrina Espírita (que não é mais uma seita nem mais uma religião) vem explicar ao homem, a origem, natureza e destino dos Espíritos, bem como a relação existente entre o mundo espiritual e o mundo carnal.

Bibliografia:
- Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos

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João Tomé nasceu viçoso...


João Tomé nasceu viçoso
Menino vivaço e traquinas
Na família do Sr. Trancoso
Até matava as galinhas

Seus pais achavam piada
O "piqueno" era tão bonito
«Deixa lá Maria, quando crescer
há-de ser gente “de grito”»

João cresceu, cresceu
No meio da fartura e má criação
No passar do dia-a-dia
Esqueceram-se da educação

Calculista e frio
Logo procurava tudo ter
Os sentimentos não contavam
«Está a crescer, está a crescer»

Bela moça esposou
Menina bonita e de grande dote
Não fez casamento de coração
Investiu no baú e “teve sorte”

Como quem semeia colhe
Assim aconteceu com nosso João
A infelicidade bateu à porta
E acabou em grande solidão.

Revoltado contra tudo e todos
Resolveu pôr fim à vida
Deu um tiro na cabeça
Partiu com a alma “partida”

Sofrimento e mais sofrimento
Foram o seu dia-a-dia
Quanto tempo? Não se sabe!
Foi até perder a sua “mania”

João Tomé desolado
Pediu nova reencarnação
Nasceu em família pobre
Com problemas no coração.

Falava mal e tinha ataques
Que ninguém explicava
Coitado, nasceu doente
E esta vida amargava

Injustiça, injustiça,
Clamavam os seus pais
Porquê, meu Deus, tanta dor?
Porquê meu filho com tantos “ais”?

Até que um dia João Tomé
À pátria espiritual voltou
Ia mais leve, mais feliz
E a sua dor? Já a vazou!

Sê bem-vindo amigo
Aos que venceram sua dor
Doravante serás feliz 
E espalharás o Amor.

Na Lei de Causa e Efeito
Ninguém foge sem pagar
Faço o bem? Faço o mal?
Não há sorte nem azar!

Cada qual tem o que merece
No concerto da vida
De acordo com o que semeou
Será feliz ou alma sofrida.

Amor, compreensão, amizade,
É o que todos devemos semear
Levar a paz ao mundo
Na seara de Jesus trabalhar.

João Tomé é agora livre
Com novo corpo, nova vida
É Hermínio, o fazendeiro
Empenhado noutra lida.

Já não luta por tudo ter
A família olha com ternura
Trabalha de sol a sol
Trata os empregados com brandura

É assim a lei da vida
Corrigindo onde erramos
Depende de nós quanto tempo
Na paz ou aflição demoramos.

Poeta alegre
Psicografia recebida em Caldas da Rainha, Portugal

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Curas espirituais


É quase um ritual. Todos os anos vamos à festa de anos das filhas de um amigo nosso. Convívio sadio e agradável, faz com que repitamos tal hábito com muita alegria, aproveitando aqueles momentos para dar azo a conversas mais abertas e quase sem rumo, ao sabor do tempo. Desta vez, acabámos por falar em Espiritismo e em curas espirituais, vindo um testemunho de onde menos esperávamos.

Sabendo a nossa condição de espírita, um dos presentes na referida festa de anos acabou por rematar: «eu tenho muito respeito por “essas coisas”, pois tive um caso na minha família que me fez pensar…».
Ficámos curiosos e lá seguimos a história daquela pessoa…
Há uns anos atrás uma familiar da nossa interlocutora, tendo um problema de pele que teimava em não desaparecer, mesmo com tratamentos médicos, ouviu falar que nos centros espíritas, por vezes os espíritos curavam, quando podiam, e que algumas pessoas levavam garrafas de água que eram magnetizadas pelos espíritos, e que posteriormente as pessoas bebendo dessa água, ficariam curadas das suas maleitas.
Nesse sentido, a mãe dessa pessoa resolveu apelar para o auxílio espiritual, pois nada tinha a perder. Além disso, era gratuito, portanto não custava tentar. Levou uma garrafa de água com o seu nome, e no fim da reunião de esclarecimento espírita, trouxe-a para casa, colocando todos os dias um pouco de água (“tratada” pelos espíritos) sobre a pele que teimava em não se curar da sua mazela. Passadas duas semanas, o problema de pele acabou por se resolver, ficando a pessoa convencida da intervenção do mundo espiritual sobre aquela água, mesmo sem perceber muito bem como isso se teria passado.
O observador menos atento certamente dirá que a pessoa em pauta foi vítima do efeito de placebo, isto é, acreditando no hipotético tratamento dos espíritos, a sua mente teria gerado mecanismos de auto-cura, sendo esta apenas do foro psicológico.
Há uns anos atrás, assistindo a um seminário do mundialmente conhecido Divaldo Pereira Franco (espírita, conferencista, médium, Doutor Honoris Cause por várias universidades e um cidadão do mundo respeitado pela sua obra em prol da paz, a nível mundial), num dos intervalos ele dizia-me que uma entidade espiritual lhe dizia para que eu lhe levasse uma garrafa de água para magnetizar em meu benefício, na sequência de algum problema físico que eu tinha. Timidamente, fui comprar duas garrafas de água ao bar ali ao lado, entregando-lhe. Passado algum tempo, ele devolveu-mas, esclarecendo que quando a água estivesse a meio da garrafa, deveria encher a mesma com água do mesmo teor, devendo beber todos os dias um pouco dessa água. Qual não foi o meu espanto, quando ao beber a referida água, à noite, verifiquei que a mesma cheirava e sabia a rosas, fruto de um fenómeno de efeitos físicos protagonizado por esse médium e espírita. De realçar que o cheio e sabor a rosas se manteve durante cerca de 4 meses, apesar da garrafa estar a ser sempre atestada com nova água.

A água, tratada pelos espíritos, sofre uma alteração
na sua estrutura molecular, facto este comprovado em laboratório

Mais tarde, estudando sobre o assunto, em várias pesquisas efectuadas, num artigo do Engº Hernâni Guimarães Andrade sobre «Água Fluida», este referiu que um cientista, o Dr. Edward Brame, teria constatado que a água magnetizada por curadores psíquicos, registava uma alteração na sua estrutura molecular que se mantinha cerca de 4 meses. Não podia deixar de ficar estupefacto, pois tais experiências em laboratório estavam em perfeita sintonia com uma vivência por mim experimentada.
Bernard Grad, bioquímico canadiano, fez igualmente experiências com curadores psíquicos, demonstrando em laboratório que a acção do magnetismo humano interfere na estrutura molecular da água, alterando a sua tensão superficial e os ângulos das pontes de hidrogénio da molécula da água.
Perante tais provas científicas, o efeito placebo perde todo o seu poder já que perante factos em laboratório, repetíveis, não há argumentos baseados em crenças pessoais.
Quando lhes é permitido superiormente, os amigos espirituais podem interferir beneficamente na nossa vida, agindo no nosso corpo espiritual (perispírito) que assim modificado vai provocar uma alteração no nosso corpo físico.
No final daquela festa de anos, ficámos a pensar na singeleza dos ensinamentos dos bons Espíritos, que de maneira despretensiosa nos trazem no nosso quotidiano, inúmeras provas das suas actividades junto de nós, alertando-nos para a imortalidade do Espírito, para que assim passemos também a ponderar sobre o assunto, melhorando-nos interiormente e melhorando também a sociedade, fazendo aquilo que Jesus de Nazaré preconizou há cerca de 2 mil anos: fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem.

Bibliografia:
- Gerber, Richard – Medicina Vibracional
- Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos