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Aparições no momento da morte (II)

 

Momentos antes de morrer, muitas pessoas alegam ver junto de si seres conhecidos, familiares e amigos, também já falecidos. Vamos hoje referir casos nos quais as aparições dos mortos são percebidas unicamente pelo moribundo e referem-se a pessoas cujo falecimento era por ele conhecido.

As pessoas mais distraídas facilmente dirão que se tratam de alucinações as descrições que os moribundos muitas vezes fazem, de seres conhecidos, já falecidos, que eles dizem estarem ali no momento da morte. No entanto, a investigação e uma análise mais cuidada do assunto, por parte de investigadores conceituados, mostra-nos o contrário. Diz Ernesto Bozzano , investigador e escritor ilustre, italiano, que «...se o pensamento, ardentemente voltado para as pessoas caras, fosse a causa determinante dos fenómenos, o moribundo, em lugar de experimentar exclusivamente formas alucinatórias representando defuntos – por vezes, mesmo, defuntos esquecidos pelo doente – deveria ser sujeito, as mais das vezes, a formas alucinatórias representando pessoas vivas às quais fosse vivamente ligado – o que não se produz... São bem conhecidos casos de agonizantes que têm tido visões de fantasmas que se crê sejam de pessoas vivas; mas, nesses casos, verifica-se invariavelmente, em seguida, que essas pessoas tinham morrido pouco antes, posto que nenhum dos assistentes nem o próprio doente o soubessem» (1)

São bem conhecidos casos de agonizantes que têm tido
visões de fantasmas que se crê sejam de pessoas vivas;
mas, nesses casos, verifica-se invariavelmente, em seguida,
que essas pessoas tinham morrido pouco antes, posto
que nenhum dos assistentes nem o próprio doente o soubessem
 
Refere ainda Ernesto Bozzano: «... Já citei um facto (VIII Caso), no qual o moribundo, percebendo aparições semelhantes, exclama:
-Como! Mas são pessoas como nós! – Sobre o que o narrador observa: “ Provavelmente ele sentia a imaginação cheia das imagens habituais dos anjos alados e das harpas angélicas; por consequência, nada mais provável que no último momento haja exprimido surpresa, vendo que os mortos que o vinham acolher tinham o aspecto de “pessoas como nós”. Contarei mais adiante (XXIV caso) um terceiro episódio concernente a uma menina de 10 anos, que, por seu turno, manifesta admiração vendo “anjos sem asas”. Ora, esses incidentes apresentam um valor probante real, pois que os fantasmas alucinatórios, como se sabe, tomam formas correspondentes às ideias que se têm figurado, anteriormente, na mentalidade do doente, e não podia ser de outra maneira. Resulta daí que, se a ideia dos anjos alados (de que temos ouvido falar por nossa mãe durante nossa infância e de que mais tarde lemos a descrição na Bíblia e vemos centenas de vezes representada nos quadros de assuntos religiosos), se tivesse gravado nas vias cerebrais do doente, este deveria supor estar vendo anjos com asas. Ora, como vimos nos casos narrados, os moribundos, dominados por essa ideia preconcebida, perceberam fantasmas cuja aparência era contrária á ideia em questão; devemos, pois, concluir que, nas circunstâncias descritas, se trata de aparições verídicas de fantasmas de defuntos e não de alucinações patológicas.» (1)

Caso do moribundo que vê fantasmas de defuntos
desconhecidos mas conhecidos da família
 
Vamos ver um caso de um moribundo que vê fantasmas de defuntos que não conhece, se bem que fossem eles conhecidos dos de sua roda, o que elimina a hipótese da auto-sugestão (extraído do “Journal of The American Society for Psychical Research, 1907, p-47).
«...Fui encontrar uma senhora, cujo filho, uma criança de 9 anos, morrera há 15 dias. Tinha sido operado de apendicite, dois ou três anos antes e a operação provocara uma peritonite, de que se tinha, no entanto, curado. Mas ficou de novo doente e foi preciso transportá-lo ao hospital para nova operação. Quando acordou da anestesia, estava perfeitamente consciente, reconheceu os seus pais, o médico e a enfermeira. Teve, no entanto, o pressentimento de morrer e pediu à sua mãe que lhe segurasse a mão até à hora de se ir embora...Olhando para o alto, disse:
-Mãe, não vês lá em cima a minha irmãzinha?
-Não, querido, onde a vês tu?
-Aqui; ela olha para mim.
Então a mãe para acalmá-lo, assegurou-lhe que a via também. Algum tempo depois, a criança sorriu de novo e disse:
-Quem está agora é a Sra. C...., que também vem ver-me. (Era uma senhora de quem ele gostava muito e que tinha morrido dois anos antes). Ela sorri e chama-me...
-Chega também Roy. Eu vou com eles, mas não te queria abandonar, mãe, e tu virás em breve ter comigo, não é? Abre a porta e pede-lhes para entrar. Eles estão á espera do lado de fora. E assim dizendo, expirou. 
Ia esquecendo a mais importante visão: a da avó. Enquanto a mãe lhe segurava a mão, ele diz:
-Mãe, tu tornas-te cada vez menor; estás sempre com a minha mão presa? A avó está aqui comigo e é muito maior e mais forte que tu, não é?...» (in “Fenómenos Psíquicos no Momento da Morte”, Ernesto Bozzano, FEB, 3ª edição, 1982). Neste caso foi confirmado que o pequeno de 9 anos, falecido, nunca tinha visto a avó, morta 4 anos antes do seu nascimento, e Roy era um seu amigo morto um ano antes.
No próximo artigo abordaremos outro tipo de manifestações, recomendando a leitura do livro acima referido, que contém casos catalogados, bem interessantes.

(1) “Fenómenos Psíquicos no Momento da Morte”, Ernesto Bozzano, FEB, 3ª edição, 1982



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Aparições no momento da morte (I)



Momentos antes de morrer, muitas pessoas alegam ver junto de si seres conhecidos, familiares e amigos, também já falecidos. Estes estudos têm tido o interesse de muitos pesquisadores. Iremos iniciar uma série de artigos sobre este assunto. Não perca!

Ernesto Bozzano (1861-1943) foi um dos mais eruditos sábios dos últimos tempos. Foi um famoso escritor italiano, mundialmente conhecido pelas excelentes obras espíritas legadas ao mundo, através de suas investigações. Uma de suas pesquisas denomina-se «Fenómenos Psíquicos no Momento da Morte» e relata muitos casos confirmados e catalogados de pessoas que tiveram contacto visual com seres conhecidos, familiares, amigos, todos eles já falecidos e que viriam então “buscá-los” para a sua nova vida. Factos muito interessantes que acontecem amiúde, e que os mais desavisados facilmente consideram ser apenas uma alucinação visual, não dando a menor importância aos mesmos.
Ao longo dos próximos artigos iremos dissecar, neste espaço, algumas das nuanças existentes neste tipo de fenómenos psíquicos, no momento da morte do corpo físico.
Ensina-nos o Espiritismo (ver “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec) que as pessoas, quando o corpo físico se vai deteriorando ao ponto de não mais suportar a vida no planeta Terra, começam a desligar-se naturalmente, passo a passo, desse mesmo corpo.

«...é possível aos falecidos (chamados de desencarnados,
isto é, fora do corpo de carne) tornarem-se visíveis
perante nós encarnados, isto é, ainda no corpo de carne.»

Sendo o ser humano um espírito eterno, que tem temporariamente um corpo físico, esse ser volta um dia para o mundo espiritual, continuando aí a viver em várias cidades e organizações existentes nesse mesmo mundo espiritual, mas agora, vivendo com o corpo espiritual (denominado de perispírito), que é uma espécie de duplicação do corpo físico, só que em outro estado da matéria.
Nesse sentido, e por um processo de “condensação” molecular desse mesmo corpo espiritual, é possível aos falecidos (chamados de desencarnados, isto é, fora do corpo de carne) tornarem-se visíveis perante nós encarnados, isto é, ainda no corpo de carne. É o que acontece amiúde com pessoas que se encontram em estado de doença prolongada, e que vão assim desligando-se paulatinamente do corpo físico, estando por vezes, no momento da morte, mais “do lado de lá” do que “no lado de cá”, como é usual dizer-se. Essas pessoas, descrevem seres conhecidos já falecidos, que estão ao seu lado, amistosamente, e relatam muitas vezes suas conversas com esses mesmo seres, podendo inclusive prever com alegria o momento da morte do corpo físico.

Um caso pessoal

Recordo-me de um caso curioso que aconteceu na minha família. A minha avó materna, excelente pessoa com quem tinha muita afinidade, já bastante idosa, entrou em estado de doença. Sendo diabética, poder-se-ia no entanto dizer que a sua doença seria aquilo a que comummente se designa de velhice. Acamada, e com os extremados zelos da minha mãe, diariamente inteirava-me do seu estado de saúde. Um dia, a minha mãe, muito preocupada, veio dizer-me que a minha avó começara a delirar, isto é, que ao acordar de manhã, falava como se estivesse em outra casa, dizendo que queria ir para a sua casa (onde se encontrava acamada), e relatando com extrema felicidade que o seu marido bem como seus pais (já falecidos), estavam muito luminosos, felizes, e que estavam ali com ela. Depois, com o passar dos minutos lá se apercebia que estava em sua casa, realmente. Neófito no Espiritismo, informei a minha genitora que era muito comum isso acontecer às pessoas que estão para desencarnar (falecer), e que se fosse preparando para o desenlace pois tudo indicaria que assim acontecesse. De facto, passadas três semanas de consecutivos relatos diários de visitas dos familiares já falecidos, minha avó acabou por desencarnar em muita paz e serenidade.
No próximo artigo, continuaremos com este tema, abordando pesquisas científicas nesta área levadas a cabo pelo genial Ernesto Bozzano.

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O medo da morte (VI) - conclusão



Morrer, todos nós um dia tê-lo-emos de fazer. Agora, como reagiremos a esse momento, isso dependerá da preparação que cada um assegurar durante a sua vida. Afinal preparar-se para a morte não será assim tão esdrúxulo como poderá parecer, perante tantas evidências de que afinal…a vida continua.

Temos abordado ao longo de várias semanas a problemática do medo da morte que nós ocidentais tanto patenteamos.
Sendo uma experiência pela qual todos um dia passaremos, muitas pessoas interrogam-se sobre o que acontecerá depois desse fatídico momento: a vida continuará? Como? Em que moldes? Será o desaparecimento total da personalidade? A desintegração do ser? A perda total? Se para uns estas questões não fazem parte das suas perquirições, para outros podem ser até tormentosas. Outros ainda, estudam estes assuntos com muito interesse nessa busca da imortalidade, nessa sêde de sobrevivência.
Mas, será a sobrevivência da alma uma quimera, um desejo incontido de meia dúzia de almas frágeis que assim entram num processo de auto-ilusão? Ou terá a sobrevivência da alma provas documentais em seu favor?
Foi o que fizemos nesta coluna ao longo de seis artigos de recolha de pesquisas científica efectuadas um pouco por todo o mundo.
Abordámos as experiências científicas que Allan Kardec (um sábio parisiense), em meados do século XIX efectuou, descobrindo aquilo a que se chama de “corpo espiritual” e que nos confere a individualidade após a morte do corpo físico, dando assim origem a todo um conjunto de estudos que desaguou na codificação da doutrina espírita (ou espiritismo), como uma ciência filosófica de consequências morais, que nos explica o porquê da vida, quem somos, de onde vimos e para onde vamos, desvendando as leis ocultas até então, que regem o intercâmbio entre o mundo terreno e o mundo espiritual.
Enumerámos vários estudos de cariz rigorosamente científico levados a efeito por pesquisadores que estão fora do âmbito do espiritismo e até mesmo fora do âmbito das religiões tradicionais.

A vida continua... depois da morte do corpo físico,
é o que apontam as pesquisas científicas

Referimos as experiências de quase morte, em que pessoas que são dadas como clinicamente mortas voltam à vida, relatando inúmeras situações que atestam em favor da imortalidade da personalidade humana. Falámos ainda das experiências fora do corpo, em que certas pessoas, numa espécie de estado de transe, vêem-se fora do seu corpo físico, conseguindo aperceber-se das duas realidades (o seu “eu” e o seu corpo físico), relatando pormenores com uma riqueza de detalhes incríveis, dos locais por onde passam durante essa experiência fora do corpo, evidenciando assim a independência da inteligência em relação ao corpo de carne.

Abordámos também as visões no leito de morte, onde após dezenas de anos a fio vários investigadores e cientistas concluíram que afinal tudo evidencia que a vida continua depois da morte física, perante a riqueza de detalhes nas descrições efectuadas pelos moribundos, muitas vezes em situações completamente insuspeitas em que os moribundos relatam a presença de seres espirituais, familiares já falecidos, que eles desconheciam que tivessem já falecido, em virtude dessas notícias não lhes terem sido comunicadas para os pouparem ao choque emocional.

Referimos ainda os casos de transcomunicação, isto é, casos de comunicação com o mundo espiritual através de médiuns humanos e também através de aparelhos electrónicos, pelos quais aqueles que julgávamos falecidos voltam do mais além para nos atestarem da sua imortalidade.
Além destas evidências que continuam a ser estudadas por pesquisadores de renome mundial, referimos ainda os casos sugestivos de reencarnação, como os meninos-prodígio, as crianças que se lembram das suas vidas anteriores, relatos através da mediunidade em que Espíritos informavam que iriam reencarnar nesta ou naquela família, bem como as actuais pesquisas em torno da psiquiatria, no que concerne à regressão de memória através de hipnose ou em estados modificados de consciência.
Perante este acervo enorme de pesquisas, de conclusões, de evidências, a imortalidade aí está patenteada e ao dispor de todos nós, mostrando que afinal as pesquisas em meados do século passado levadas a cabo pelo codificador do espiritismo, estavam certas e de que ninguém morre… a vida continua, só que em outros planos existenciais e vibratórios. Um prelúdio para a descoberta oficial do Espírito, ao fim e ao cabo uma inevitabilidade que será apenas uma questão de tempo.

Bibliografia: 
Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992
Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (V)

E. F. C.



Sair do corpo físico, ir dar uma volta e voltar ao corpo de carne, lembrando aquilo que viu enquanto estava fora do corpo, mais parece um roteiro de um filme de ficção científica, no entanto vários cientistas afirmam que foi provado em laboratório que isso é possível. Será o prelúdio da descoberta do “Espírito”?

OBE (Out Body Experience) ou Experiência Fora do Corpo (E. F. C.), é uma expressão cada vez mais conhecida nos dias que correm. Designam as experiências que milhares de pessoas dizem conseguir efectuar, umas provocando-as conscientemente, outras fazendo-as inopinadamente e muitas vezes sem quererem. Resume-se a sair do corpo, ter a consciência do seu “eu” fora do corpo físico, aperceber-se dessas duas realidades distintas (o corpo físico e a consciência), estar fora do corpo, lucidamente, ao ponto de quando voltar ao estado de vigília normal, lembrar-se de tudo quanto se passou nesse estado. Vulgarmente designa-se por saída do corpo, desdobramento astral ou viagem astral, entre outras designações. Mas se até há uns anos atrás tudo isto não passava de vulgares fantasias de pessoas perturbadas, o enorme acervo de casos registados mundialmente bem como a abertura de horizontes que os cientistas vêm patenteando fez com que estes optassem por estudar estes casos. As EFC tratam-se de um estado psicofisiológico em que uma pessoa sente-se como a “flutuar” e a desprender-se do seu corpo físico, ficando a ele preso por uma espécie de cordão energético, de acordo com os relatos de algumas pessoas. As EFC podem ter várias causas, como durante o sono natural, na decorrência de uma anestesia geral, um trauma violento capaz de provocar um desmaio ou estado de choque, torturas, febre muito alta, intoxicações por drogas, afogamento, estado de total prostração e completo depauperamento, entre outras causas como por exemplo práticas de meditação.

Pessoas têm saído dos seus corpos físicos,
vendo-se projectadas fora deles e relatam tudo aquilo
que vêem e vivem nesse estado de consciência

Num capítulo anterior em que abordámos as EQM’s (Experiências de Quase Morte), em casos de pessoas que tiveram situações de morte clínica e voltaram ao corpo relatando com nitidez tudo o que viveram durante a ausência do corpo físico (em que foram dadas como mortas), podem-se considerar também como casos de experiências fora do corpo. Uma EQM é uma das mais fortes evidências de que durante uma EFC algo sai do corpo.
O Eng.º Hernani Guimarães Andrade, relata no seu recente livro «Morte: uma luz no fim do túnel» experiências em laboratório realizadas por vários cientistas que evidenciam assim a veracidade da tese que defende que algo (inteligência, alma, consciência?) sai do corpo físico voltando mais tarde com os seus relatos.
Já em França, o Coronel Albert de Rochas, evidenciou a independência do Espírito em relação ao corpo. Nas suas experiências, Rochas magnetizava os "sujets" provocando o transe sonambúlico. Ficando o corpo deitado, ele ordenava ao "sujet" que se deslocasse ao sítio x, y ou z e que descrevesse o que lá via. Curiosamente, o "sujet" descrevia pormenorizadamente o que se passava nesses locais, fossem eles os compartimentos da casa onde estavam, fosse em outras casas cuja actividade interna desconhecia. Esta é, de facto, uma das evidências da existência do espírito como ser independente da roupagem física, o nosso corpo.
Modernamente vemos múltiplos investigadores interessados no assunto. Veja-se o caso do Dr. Raymond Moody Jr., nos EUA, com o seu best-seller «Vida depois da Vida», e também o Dr. Waldo Vieira, médico e médium, no Brasil, que editou inclusive uma obra intitulada «Projecciologia», onde o leitor pode aprender tudo o que se relacione com a saída consciente do corpo. É essa saída consciente do corpo que os militares americanos estariam a investigar.

Os resultados dos estudos de muitos cientistas evidenciam
que algo pensante sai do corpo físico, dando consistência
à tese de que o Espírito sobrevive à morte do corpo físico

Por altura da Guerra do Golfo, o governo americano financiou pesquisas sobre as experiências fora do corpo, facto este revelado pelo Director Executivo do Laboratório de Ciências Cognitivas de Palo Alto, o físico Edwin May (na fotografia), no simpósio «Aquém e Além do Cérebro» que decorreu este ano (1999) no Porto, Portugal. Segundo Edwin May, as experiências realizaram-se com uma pessoa em laboratório, 4 vezes por dia, em que essa pessoa tinha de desenhar o sítio em que outra pessoa, em viagem, se encontrava, ao longo do dia. O referido cientista mostrou a fotografia dos locais onde esteve a pessoa-alvo e os desenhos efectuados pela pessoa investigada no laboratório. Os desenhos eram muitíssimo semelhantes, com um pormenor de mais de 75%, tendo este cientista afirmado que «algo é transmitido através do tempo e do espaço e chega ao receptor, que é o ser humano», cientista este que investiga estes fenómenos há mais de 20 anos e que afirma sem titubear: «todos nós temos dons psíquicos».

No «O Livro dos Espíritos», bem como no «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec, encontramos desde há cerca de 140 anos, informações dos Espíritos e pesquisas de Kardec, que nos mostram que somos seres imortais, com um corpo energético (perispírito ou corpo espiritual) e com um corpo físico temporário; mais nos informam que o "eu" mais esse corpo energético, sobrevivem ao desenlace físico e saem desse mesmo corpo todas as noites durante o sono, podendo igualmente dele sair normalmente, dentro de determinadas condições, durante a vida física.
No próximo artigo abordaremos a transcomunicação mediúnica e intrumental.

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992
Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (IV)



AS VLM


A morte é um pesadelo para aqueles que não a entendem. Com o aparecimento da doutrina espírita (ou espiritismo) provou-se que a morte não existe, continuando a vida noutros planos existenciais a que chamamos de mundo espiritual. Uma das evidências de que a vida continua são as VLM’s ou Visões no Leito de Morte.

Muitas pesquisas têm sido feitas em torno dos moribundos que afirmam ver junto de si seres conhecidos (já falecidos) bem como seres desconhecidos. Afirmam que esses habitantes do mundo espiritual os vêm receber nesse momento a que chamamos de morte, e que não é mais do que um momento de transição. São as chamadas Visões no Leito de Morte (VLM). Noutras circunstâncias, são os moribundos que quase desprendidos do corpo físico vão até outros locais, bem distantes, despedirem-se de familiares e amigos, sendo vistos pelos mesmos, enquanto agonizam no seu quarto bem distante dos locais onde são avistados. Investigações muito rigorosas mostram que estes fenómenos não são apenas meras alucinações.
«O físico do Royal College of Science, em Dublin, Irlanda, Sir William Fletcher Barret (1845-1926) foi um dos pesquisadores nesta área. A sua esposa era médica obstetra e assistiu à morte de uma paciente, após o parto. Pouco antes de falecer, ela fixou o olhar em certo ponto do quarto, sorriu e exclamou que estava vendo uma luz muito bela e seres maravilhosos, declarando que estava a ver o falecido pai que dizia vir buscá-la. Ela ficou muito contente pela partida, confiando o filho ao marido. Entretanto, ela relata a presença de uma sua irmã junto do pai, o que a surpreendeu, pois ela não sabia que essa irmã tinha morrido fazia pouco tempo, e tal facto não lhe tinha sido comunicado para que não se lhe agravasse o estado de saúde. Após este episódio, a paciente faleceu serenamente após concordar partir com o pai e a irmã.
William Barret impressionou-se sobretudo com a aparição da irmã, pois tal eliminava a hipótese de alucinação já que ela não sabia que a irmã tinha falecido.» (cf. Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).
Após várias pesquisas, Barret publicou um pequeno livro intitulado «Death-Bed Visions» (Visões no Leito de Morte).

Pesquisadores de renome mundial mostram que as visões
no leito de morte, por parte dos moribundos, são reais, nada tendo
a ver (na maioria dos casos) com alucinações

Os Drs. Karlis Osis e Erlendur Haraldsson (na fotografia), pesquisaram anos a fio estes factos, tanto nos EUA como na Índia. Publicaram um excelente livro «O Que eles viram no limiar da morte» (Portugal: Europa-América) onde constatam que «quatro quintos das aparições eram relacionadas com a sobrevivência, isto é, elas retratavam pessoas falecidas e figuras religiosas. Isso está em franco contraste com as alucinações de uma população normal. Três em quatro aparições foram sentidas como tendo vindo a fim de levar embora os moribundos para uma forma de existência post-mortem, com o que 72% deles consentiram. A maioria dos pacientes respondeu com serenidade, paz e entusiasmo (41%) em vez de emoções negativas (29%), a esse ostensivo convite para morrer» (cf. Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).
Ernesto Bozzano foi um dos maiores pesquisadores nesta área, em Itália, tendo o seu enorme trabalho sido traduzido para o português «Fenómenos Psíquicos no Momento da Morte», editado pela Federação Espírita Brasileira. A obra de Bozzano é anterior à de Sir William Barret contendo uma enorme variedade de casos colhidos em todo o mundo.
A Sociedade de Pesquisa Psíquicas, de Londres (Society for Psychical Research), tem duas obras clássicas sobre aparições de pessoas em estado terminal ou em situações críticas com perigo de vida, «Phantasms of the Living» num trabalho monumental de três dos mais conceituados pesquisadores desta insuspeita organização. Foram eles Edmund Gurney, Frank Podmore e Frederick Myers.
O Eng.º Hernani Guimarães Andrade (Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999) um dos pesquisadores mais conceituados no mundo sobre fenómenos paranormais, informa que «À medida que são levadas a efeito as pesquisas auxiliadas pelos modernos meios de comunicação, controle e processamento de dados, mais vão sendo reforçadas as evidências a favor da tese da sobrevivência da personalidade após a morte do corpo físico... Assistimos, assim, ao surgimento de um novo paradigma, que está a começar a questionar o velho modelo materialista das ideias acerca da natureza do homem e do universo».
No próximo artigo iremos abordar as Experiências Fora do Corpo (EFC) procurando avaliar se podem vir em abono da tese da imortalidade da alma ou não. 

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992

Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (III)


AS EQM’s


A morte é uma quimera, uma ilusão, diz-nos a doutrina espírita (ou espiritismo). Mas, será mesmo assim? Essas afirmações baseiam-se em factos pesquisáveis ou em meras crenças? Perante os cépticos que alimentam o seu cepticismo sem bases sólidas, aparecem novas pesquisas que indiciam que afinal a morte não existe. Ora veja! 

Experiência de Quase Morte (E. Q. M.) são experiências que milhares de pessoas já tiveram por esse mundo fora, em que são dados como mortas clinicamente, mas acabam por voltar ao seu corpo físico, relatando aquilo que viram e sentiram enquanto estavam “mortas”.
São relatos impressionantes, ricos de detalhes e alguns deles de tal modo taxativos e óbvios que não existe outra explicação mais lógica do que admitir que a pessoa que esteve “temporariamente morta” assistiu a tudo aquilo que descreve.
Os investigadores, nesta área abundam, mas o nome do Dr. Raymond Moody Jr ficará para sempre ligado às pesquisa de EQM.
Dannion Brinkley (na fotografia), um homem de negócios de Charleston, EUA, tinha 25 anos quando em 17 de Setembro de 1975, estando em casa com a família, quando telefonava, foi atingido por um raio, fruto de forte tempestade. "Era como se um comboio de carga a alta velocidade, rugindo através da janela, tivesse chocado comigo, no lado esquerdo do meu pescoço..."A dor era insuportável, sentiu como se o seu corpo inteiro estivesse em fogo. Nesses momentos terríveis algo aconteceu." Lembro-me que estava numa área cinza-azulada calma e tranquila, tépida e nebulosa. Era como se tudo estivesse bem. Podia mover-me, tinha liberdade, vi um túnel com uma luz vinda do seu interior e comecei a mover-me através dele... Encontrei um ser luminoso e toda a minha vida passou diante de mim, como que um filme. Cada pensamento, sentimento, eu vi-os. Não existem segredos, você vê tudo... Estive numa cidade desconhecida, feita de luz.... Encontrei-me com 12 seres luminosos que me sugeriam acções para quando voltasse...De repente, vi-me no hospital, flutuando sobre o corpo que estava a ser observado pelos médicos. Taparam-no (o corpo) com um lençol, disseram "não vale a pena" e levaram-no para um hall...Quando o pessoal auxiliar ia levar a maca para a morgue, voltei para o corpo, logo imediatamente abaixo do lençol. Não podia falar, mas, consegui soprar. Viram o lençol mexer, chamaram os médicos de novo e reanimaram-me." Esteve cerca de 29 minutos neste estado e levou dois anos a recuperar-se totalmente.

O Amor é a coisa mais importante do mundo,
a minha vida modificou-se 100%.

Em 1989 teve um grave problema cardíaco. Foi anestesiado e operado ao coração. De repente vê-se a flutuar sobre o corpo, vê o médico a abri-lo, a tirar o coração e a implantar uma válvula. "É uma visão muito estranha ver o seu próprio corpo aberto. "Nesse estado, relata Brinkley, voltou tudo a passar-se como da primeira vez, com a diferença de que agora a "tela da sua vida" (tipo filme) tinha mais 15 anos (o tempo que decorrera da primeira EQM até então).
Dannion Brinkley actual assistente do Dr. Raymond Moody Jr acompanhou cerca de 250 casos de experiências de quase morte (EQM) e pesquisou mais de 3.000 casos. Afirma que tais situações por que passou eliminam totalmente o medo da morte, tamanha é a certeza da imortalidade do ser humano. Dá agora mais valor às pequenas coisas, para ele, um simples gesto de gentileza tem muito mais valor do que muitas coisas que valorizamos em geral e conclui: "O Amor é a coisa mais importante do mundo, a minha vida modificou-se 100%".
«Actualmente, novas modalidades de investigação, tais como as dos casos de Experiência de Quase Morte (EQM), as visões dos moribundos nas proximidades da morte (VLM – Visões no Leito de Morte), as Experiências Fora do Corpo (EFC) ou projecção astral, as investigações de Casos que Sugerem Reencarnação (CSR), as Terapias de Vidas Passadas (TVP) e a Transcomunicação Instrumental (TCI) com seres espirituais, estão a dar ganho de causa às teses espiritualistas. Assistimos, assim, ao surgimento de um novo paradigma, que está a começar a questionar o velho modelo materialista das ideias acerca da natureza do homem e do universo.» (Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).

No próximo artigo iremos abordar as Visões no Leito de Morte (VLM) abordando as visões que moribundos têm com pessoas falecidas ou não.

Bibliografia:
Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992

Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

Fiore, Edith - «Já Vivemos Antes», Pub. Europa-América, 1978, Portugal

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O medo da morte (II)





A morte morreu, diz-nos o espiritismo, doutrina codificada por Allan Kardec, um eminente pesquisador e professor francês. Inúmeras provas da imortalidade da alma vão-se avolumando nos gabinetes de pesquisa, e no entanto as pessoas parecem querer ignorar aquilo que está evidente diante dos olhos: que a vida continua depois desta vida. Uma coisa é certa: todos teremos de “morrer“ um dia.

Muitas vezes pergunta-se do porquê da resistência em aceitar factos comprovados em laboratório, mostrando que a vida continua depois da morte do corpo físico.
Todos sabemos das naturais reservas do ser humano no que concerne às mudanças de opinião sobre um determinado assunto. Aliás, a história é pródiga em casos deste género.
Quem não se lembra das dificuldades em demonstrar-se a esfericidade da Terra, quando todas as pessoas diziam que ela era plana? Quem não se lembra de Pasteur que foi ridicularizado quando propôs a existência de seres microscópicos? Quem não se lembra de Galileu? E de Giordano Bruno, queimado na fogueira da Santa Inquisição?
A história da invenção do fonógrafo, realizada por Thomas Edison, lembra-nos uma facto cómico e caricato, que nos demonstra como as certezas científicas são sempre relativas ao nível de conhecimentos de que dispomos no momento. No dia 11 de Março de 1878, o físico Du Moncel, apresentou na Academia de Ciências de França, um exemplar do fonógrafo de Edison. No momento em que o aparelho se pôs a reproduzir a voz gravada pelo demonstrador, um dos doutores da referida Academia, agarrou-o pelo pescoço, gritando: ”Miserável! Nós não seremos ludibriados por um ventríloquo!” 
A 30 de Setembro do mesmo ano, o ilustre sábio académico Sr. Bouillard, autor da ridícula e agressiva intervenção, não hesitou em fazer uma comunicação, “provando” que realmente o fenómeno do fonógrafo não passava de ilusionismo e ventriloquia, «uma vez que um vil metal jamais poderia substituir o nobre aparelho de fonação humana».

O preconceito cultural tem sido o maior entrave à disseminação
de uma verdade que se torna cada vez mais evidente:
«Ninguém morre, a vida continua depois da morte do corpo físico».

De facto, muitas pessoas têm dificuldade em mudar de opinião, mesmo perante factos demasiado evidentes.

O Eng.º Hernani Guimarães Andrade, cientista e eminente pesquisador dos fenómenos paranormais, figura conceituada em todo o mundo, refere: «...nem tudo o que pode ser provado é obrigatoriamente verdadeiro. A recíproca também se nos afigura correcta: nem tudo o que é verdadeiro pode ser definitivamente provado

«Do fim do século XIX até meados deste século XX, inúmeras investigações sobre os fenómenos paranormais aduziram fortes evidências de apoio à tese da existência do Espírito e da sobrevivência da personalidade após a morte. Entretanto, o establishment científico amplamente apoiado no Materialismo, veio sistematicamente negando validade e aceitação às teses espiritualistas decorrentes das evidências oferecidas pela Psychical Research, pela Metapsíquica e pela Parapsicologia.

Actualmente, novas modalidades de investigação, tais como as dos casos de Experiência de Quase Morte (EQM), as visões dos moribundos nas proximidades da morte (VLM – Visões no Leito de Morte), as Experiências Fora do Corpo (EFC) ou projecção astral, as investigações de Casos que Sugerem Reencarnação (CSR), as Terapias de Vidas Passadas (TVP) e a Transcomunicação Instrumental (TCI) com seres espirituais, estão a dar ganho de causa às teses espiritualistas. Assistimos, assim, ao surgimento de um novo paradigma, que está a começar a questionar o velho modelo materialista das ideias acerca da natureza do homem e do universo.» (Andrade, «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», FE, São Paulo, 1999).

No próximo artigo iremos abordar as Experiências de Quase Morte (EQM), onde seres dados como mortos pelos corpos clínicos dos hospitais, voltam à vida relatando as suas experiências fora do corpo físico, evidenciando assim a sobrevivência de algo ao próprio corpo de carne.

Bibliografia: 
Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992
Andrade, H. Guimarães - «Morte, uma Luz no Fim do Túnel», Ed. FE, 1ª edição, São Paulo, 1999).

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O medo da morte (I)



A morte sempre foi aquele papão terrível, visita indesejável, de tal modo que ninguém quer pensar nela. Mas será essa atitude saudável? Não seria melhor ponderarmos um pouco sobre o que ela é, na realidade, e como lidar com ela? Veja o que o espiritismo, ou doutrina espírita tem a dizer sobre este assunto. Ao longo de vários artigos iremos dissecando as evidências científicas que mostram que a morte não existe.

«Eu tenho muito medo de morrer», dizia-nos há tempos uma pessoa com quem conversávamos. Ficámos a meditar nessa frase e no pânico que aflorava à face dessa pessoa sempre que ponderava essa hipótese, que um dia virá como certeza inevitável nas nossas vidas. Ficámos a pensar como deve ser difícil para um materialista convicto ou um ateu assumido, encarar o fenómeno natural da morte do corpo físico, separando-se daqueles que ama, da sua vida, pensando erradamente que tudo acaba com a morte do corpo físico. Ficámos a pensar qual não deve ser a confusão mental daqueles que partem para o mundo espiritual convencidos de que tudo acaba com a morte do corpo físico.
De pensamento em pensamento lembrámo-nos de escrever uma série de artigos que abordarão a morte bem como as evidências científicas de que ela, a morte é uma quimera, uma ilusão, da qual nos podemos desembaraçar com facilidade, já que tudo indica, de acordo com essas evidências científicas, que a vida continua numa outra dimensão diferente desta.

A morte não existe. Apenas o corpo física se desagrega,
libertando-se então o Espírito, que continua a viver
numa outra dimensão, tão organizada ou mais
do que a nossa dimensão terrestre.

Para dar início a este ciclo de artigos, gostaríamos de deixar aqui uma mensagem recebida no dia 2 de Março de 2000, através da psicografia, nas Caldas da Rainha, e ditada por um Espírito amigo, abordando precisamente esta temática:
«O medo da morte decorre da falta de entendimento dos mecanismos da Vida. Entretidos no quotidiano, com os múltiplos afazeres, nem sequer cogitamos da derradeira viagem que teremos de efectuar nesta existência física.
Inseridos numa sociedade virada para a vida material, o homem depressa esquece a sua origem, renegando muitas vezes a sua qualidade de ser imortal, temporariamente imerso no corpo somático.
Assim sendo, o ser humano vai-se deixando imbuir do espírito materialista, dos hábitos sociais perniciosos, dos pensamentos viciosos que a sociedade ainda nos presenteia, e fica assim despreparado para a derradeira viagem: a morte do corpo físico, que é um parto para uma nova vida, esta no mundo dos Espíritos ou mundo espiritual.
Quando o homem começar a analisar a componente espiritual da vida, quando esta componente fizer parte das suas cogitações como área integrante da sua existência, então ele logrará o conhecimento que lhe aplacará os receios infundados da morte, aliás fundamentados no desconhecimento e numa aprendizagem errada.
Quando o homem entender que a morte é uma quimera, ele verificará que a Vida é eterna, desdobrando-se ora no mundo físico ora no mundo extra-físico, em etapas complementares, apontando sempre a evolução moral e intelectual do ser.
Nessa ocasião, o temor da morte dará lugar ao entendimento sereno da Vida, tal como ela se desenrola, vendo no decesso apenas mais uma etapa, uma experiência, nesta romagem terrestre.»
No próximo artigo iremos então abordar as possibilidades de provas da existência do Espírito e ver o que a ciência oficial tem a referir sobre o assunto.

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992

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Espiritismo é coisa séria…!!!




A tarde decorria naturalmente, quando tomávamos um café com pessoa amiga. Desfolhando o jornal, de pronto apontava com o dedo um anúncio onde um pseudo espírita anunciava todo o tipo de capacidades de cura e de resolução de problemas alheios. Era visível o seu ar de triunfo, como que a consagrar a sua opinião contra o Espiritismo. Ali estava, para ele, o veredicto final. Não havia volta a dar!
A oportunidade foi excelente, pois estávamos com um exemplar de «O Jornal de Espiritismo» na mão, com uma entrevista de um médico espírita.
Médico espírita?
Sim, lá lhe explicamos que só no Brasil existem milhares de médicos espíritas e que em Portugal também existem inúmeros médicos que estudam o Espiritismo.
Tivemos oportunidade de referir o que é o Espiritismo (ou Doutrina Espírita), de lhe falar do bicentenário do nascimento de Allan Kardec, o cientista que pesquisou o Espiritismo.
Sendo esse amigo, amante de História, aqui a conversa mudou e ele ficou mais receptivo à informação. Explicamos que Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail era o seu nome real) nasceu em Lyon, França, em 3 de Outubro de 1804, tendo estudado em Yverdon (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Linguista insigne, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).

O estudo do espiritismo é garantia de melhor
entendimento da vida, para a humanidade.

Como educador, Allan Kardec fundou em Paris, com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet, um estabelecimento semelhante ao de Yverdon. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos de Química, Física, Astronomia e Anatomia comparada. Foi membro de várias sociedades científicas, notadamente da Academia Real d’Arras, onde foi premiado, por concurso, em 1831, com a monografia: Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado para o melhoramento da Instrução Pública (1828); Curso prático e teórico de Aritmética (1829, segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa clássica (1831). Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar nas mesas girantes, fenómenos mediúnicos que agitavam a Europa. Em Paris, ele fez os seus primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência o método experimental: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as consequências; procurava sempre a razão e a lógica dos factos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina Espírita são os Espíritos Superiores. A princípio, Rivail objectivava apenas a sua própria instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma Doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de Abril de 1857. Adoptou o pseudónimo Allan Kardec, a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada. Em Janeiro de 1858 lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e em Abril do mesmo ano fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O Que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Génese (1868). Kardec desencarnou (faleceu) em Paris, a 31 de Março de 1869, aos 64 anos, em razão da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério do Père-Lachaise, na capital francesa. Os seus amigos reuniram textos inéditos e anotações no livro Obras Póstumas, lançado em 1890.

O Espiritismo é coisa séria,
nada tem a ver com charlatanismo, crendices…

Confesso que não sabia que tais informações iriam ter um impacto tão grande neste meu amigo céptico e amante de História.
«Mas, eu pensava que o Espiritismo fosse algo fruto de crendice, estava longe de imaginar que seria uma ciência de observação!!!» dizia-me ele.
Referi-lhe que o Espiritismo (ou Doutrina Espírita) tem a ver com cultura, é algo de muito sério, com sérias implicações na vida do ser humano, no sentido positivo, bem como que o Espiritismo nada tem a ver com esses anúncios nos jornais.
Ficou entusiasmado, quis comprar o tão famoso «O Livro dos Espíritos» e ficou de se inscrever no curso básico de espiritismo, na Internet, em www.adeportugal.org.
Terminamos o café, saímos e ele em jeito de um pedido de desculpas camuflado, deu-me uma pancadinha nas costas dizendo a sorrir: «Afinal, o Espiritismo é coisa séria»!

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Reencarnação: mito ou realidade? (X)



Pesquisadores: Dr. Ian Stevenson

Usualmente apresenta-se a reencarnação como fazendo parte de um conjunto de crenças ancestrais e que por uma questão de moda apareceu no ocidente, tendo-se tornado “in” acreditar nesta ideia.

Mas se muitos pensam que a reencarnação não passa de mera conjectura de alguns místicos, a verdade é que ela tem estado ao longo dos últimos 40 anos na ribalta da pesquisa científica.
De realçar que o termo reencarnação significa a acção de voltar a encarnar, isto é, a possibilidade do ser inteligente, o Espírito, voltar a uma nova vida com outro corpo de carne, sendo o mesmo psiquismo que animou outros corpos de carne em vidas passadas. Está fora de questão a possibilidade de reencarnar em corpos de animais, crença do antigo Egipto, chamada Metempsicose, que não é contemplada nestes estudos científicos.
O cientista mais conhecido a nível mundial, nesta área, é ainda o Dr. Ian Stevenson (fotografia do jornalista Jorge Gomes, Portugal).
Médico, psiquiatra, nascido na cidade de Montreal, Quebec, Canadá, é «Carlson Professor de Psiquiatria» e «Director da Divisão de Estudos da Personalidade na Universidade de Virgínia», nos EUA.
Tem pesquisado durante os últimos 40 anos, em todo o mundo, cerca de 3.000 casos de crianças que se lembram de vidas anteriores. Sendo alertado para a imensidão de casos que iam aparecendo, mesmo não acreditando na reencarnação, este homem de ciência decidiu investigar esses “factos estranhos” que iam acontecendo.
De toda uma vida dedicada a estas pesquisas resultou um imenso trabalho que se espraia na vasta bibliografia desde «The Explanatory Value of the Idea of Reicarnation», «The Evidence of Man’s Survival After Death», entre outros.
Em 1961 após ter tido conhecimento de casos de crianças indianas que desde muito cedo se referiam com precisão a factos, pessoas, locais vividos em suposta vida anterior, o Dr. Stevenson embarcou para a Índia para investigar estes casos. O seu primeiro trabalho, de cunho científico, «Twenty Cases Suggestive of Reincarnation», mais tarde editado em livro, foi publicado pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas Americana em 1966.

Uma pessoa racional, se quiser, pode acreditar
na reencarnação com base em provas (Ian Stevenson)

Posteriormente publicou uma série de 4 volumes editados pela “University Press of Virgínia» e em 1987 «Children Who Remember Previous Lives».
Em 1997 Ian Stevenson publicou aquilo a que se pode chamar a sua obra prima, em 3 volumes: «Where Reincarnation and Biology Intersect: A Synopsis», «Reincarnation and Biology: A contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects». Volume I: Birthmarks (1200 páginas). Volume II: Birth Defects and Other Anomalies (110 páginas).
Esteve presente num simpósio «Aquém e Além do Cérebro» organizado pela Fundação Bial, no Porto, tendo referido que «uma pessoa racional, se quiser, pode acreditar na reencarnação com base em provas», referindo ainda que «A Reencarnação é um facto, ela está aí».
A seu respeito, refere o saudoso Engº Hernâni Guimarães Andrade: «As implicações da reencarnação ultrapassarão as meras conjecturas de cunho doutrinário e religioso que formam a maioria dos actuais discursos e debates a seu respeito. É provável que, além das mudanças que estão ocorrendo nas áreas da Psicologia e da Psiquiatria, a ideia da reencarnação seja incorporada à Biologia, e particularmente à Genética como uma lei natural. Este aspecto já está implicitamente sugerido no título da última obra do Prof. Stevenson: Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects. (Reencarnação e Biologia: Uma Contribuição à Etiologia das Marcas-de-Nascença e Defeitos de Nascença)».
Terminamos assim com chave de ouro, com o Dr. Ian Stevenson, esta série de 10 artigos sobre reencarnação, onde abordámos algumas das pesquisas actuais sobre este tema. Gostaríamos ainda de terminar este mesmo artigo parafraseando o Engº Hernâni G. Andrade: «A fortíssima evidência a favor da reencarnação tem como corolário irrefutável e lógico a da sobrevivência de “algum elemento” que se perpetua após a morte corporal. Assim, a toda obra de Stevenson, que culmina com o seu último trabalho «Reincarnation and Biology», traz-nos a certeza de que, após a morte, a vida ainda continua».



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Reencarnação: mito ou realidade? (IX)



Eng.º Hernâni G. Andrade

Hernâni Guimarães Andrade (1913-2003), Eng.º civil, brasileiro, com raízes portuguesas, destacou-se a nível mundial pelo seu notável trabalho de pesquisa, sério, contínuo, na área da parapsicologia, da reencarnação, da existência do Espírito, que lhe mereceu o respeito a nível mundial mesmo por aqueles que porventura discordavam das suas pesquisas e pontos de vista.

Homem notável do ponto de vista científico, também o foi como ser humano, pois por onde passou, com quem contactou, deixou sempre a certeza de um «homem de bem», com uma lhaneza de trato fora do comum, uma educação esmerada, um espírito de humor muito refinado e acima de tudo uma alegria contagiante, uma frescura e lucidez de ideias, e a certeza inabalável na imortalidade da alma que acabou por demonstrar experimentalmente. Como pesquisador, como homem e como espírita, foi sem dúvida uma referência para a humanidade, nunca procurando o destaque, empurrando os outros para diante, motivando-os, exaltando o trabalho alheio mesmo quando esse era simples e sem significado, se comparado com o que por ele foi efectuado.
Entre muitas outras áreas, destacou-se nas pesquisas em torno da Reencarnação, isto é, na ideia de que é possível ao ser humano voltar à Terra noutro corpo diferente mas sendo o mesmo psiquismo que animava o corpo da vida anterior entretanto morto pelo desgaste natural.

«A reencarnação, há algum tempo considerada uma simples
crença e até mesmo uma superstição, está actualmente a
ganhar outro nível conceptual nos meios mais cultos.
O conceito da verdade está, sem dúvida,
na evidência dos factos» (H. G. Andrade)

Presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), Bauru, S. Paulo, Brasil, efectuou estudos teóricos sobre Psicobiofísica, fez pesquisa de laboratório visando detectar o suposto Campo Biomagnético, através do aparelho denominado Tensionador Espacial Electromagnético – TEEM, planeado e construído pessoalmente pela sua equipe. Posteriormente, em 1995, no Psilab em Bauru, passou a investigar o Campo Biomagnético com um outro equipamento construído pelo Eng. Ricardo de Godoy Andrade, denominado Tensionador Espacial Magnético. Estudou ainda o efeito Kirlian, levou a cabo investigação de casos de poltergeist, reencarnação, casos mediúnicos e outros fenómenos paranormais espontâneos. Fez experiências em Transcomunicação Instrumental – TCI, participou em inúmeros congressos, simpósios e colóquios.
Era bem acolhido nos meios académicos e científicos onde era solicitado para levar a cabo, cursos, conferências, entrevistas.
Foi membro da “The American Society for Psychical Research”, New York/USA, da IAPR (International Association for Psychotronic Research) Praga, Checoslováquia, da SPR (Society for Psychical Research) de Londres, Inglaterra. Pertenceu ao International Advisory Board da Metascience Foundation, Inc. de Franklin, CA. - USA.
Apresentou, em 1969, à Egrégia Universidade de São Paulo - USP - Projecto de “Laboratório e Curso de Parapsicologia”, apresentou à Faculdade de Ciências Bio-Psíquicas do Paraná um Ante-projecto para organização de um Curso de Licenciatura Plena de Parapsicologia, e ainda um Curso de Pós-Graduação, compreendendo Mestrado e Doutorado, nesta cadeira, em 1981. Publicou cerca de 350 artigos na Folha Espírita, de São Paulo, e em diversos outros periódicos da Imprensa espírita do Brasil e do exterior, tendo dado inúmeras entrevistas para Rádio, TV, Imprensa escrita, falada, etc. (no Brasil e no Exterior).

"No máximo, até 2015, a Reencarnação será reconhecida
como Lei Biológica", (H. G. Andrade)

Publicou os seguintes livros e monografias entre outros:
«A Teoria Corpuscular do Espírito», «Novos Rumos à Experimentação Espirítica», «Parapsicologia Experimental», «O Caso Ruytemberg Rocha», «A Case Suggestive of Reincarnation: Jacira & Ronaldo», «A Matéria Psi», «Morte, Renascimento Evolução», «Espírito, Perispírito e Alma», «Psi Quântico», «Reencarnação no Brasil» «Poltergeist», «Transcomunicação Instrumental – TCI», «Renasceu por Amor», «A Transcomunicação Através dos Tempos», «Morte: Uma Luz no Fim do Túnel», «Parapsicologia  Uma Visão Panorâmica», «Você e a Reencarnação».
Um dos livros marcantes na pesquisa sobre reencarnação, Reencarnação no Brasil, é um sem dúvida importante repositório de pesquisa científica nesta área, com pormenores interessantíssimos, analisando todas as probabilidades explicativas acerca dos eventos pesquisados pelo IBPP.
Hernani refere que a reencarnação, há algum tempo considerada uma simples crença e até mesmo uma superstição, está actualmente a ganhar outro nível conceptual nos meios mais cultos. O conceito da verdade está, sem dúvida, na evidência dos factos. Desse modo, podemos esperar serenamente, diz Hernani, que a reencarnação será, dentro em breve, reconhecida como mais uma lei biológica, talvez a mais importante de todas elas: "No máximo, até 2015, a Reencarnação será reconhecida como Lei Biológica".
No dia 25 de Abril de 2003 (curiosamente o dia da liberdade em Portugal, país que ele tanto amava) libertou-se do corpo físico, regressando à pátria espiritual, o professor, pesquisador e cientista espírita, Eng.º. Hernâni Guimarães Andrade, deixando à humanidade importante contributo na pesquisa e comprovação da lei da reencarnação. 

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Reencarnação: mito ou realidade? (VIII)



Pesquisadores: Dr. Banerjee

Ao longo de sete artigos temos vindo a escalpelizar a reencarnação, isto é, a hipótese de um ser espiritual voltar a um corpo de carne depois de o seu anterior corpo de carne ter morrido.



Se outrora esta ideia fazia parte de muitas culturas, religiões, civilizações, hoje em dia ainda existe uma grande franja da população mundial que sorri perante a afirmação de que a reencarnação é uma realidade. No entanto, existem muitos estudos científicos a nível mundial que apontam para uma evidência: a reencarnação existe e está provada cientificamente, pesquisada com o maior rigor científico, e não existe outra explicação plausível para esses casos estudados.
Obviamente, quando se fala de reencarnação, não estamos a contemplar uma teoria denominada de Metempsicose e que contempla a hipótese do ser humano reencarnar em corpos de animais. A reencarnação estudada por estes cientistas aborda apenas casos acontecidos dentro da raça humana, sendo essa ideia – a da metempsicose – uma ideia errada.
Um dos muitos cientistas a nível mundial foi o Prof. Hemendra Nath Banerjee (1929-1985) (na fotografia).

«A reencarnação é fenómeno baseado em factos e não
o resultado da imaginação humana ou de influência
de outras culturas» H. N. Banerjee

Em 1954, Banerjee, director do Departamento de Parapsicologia da Universidade de Rajasthan, na Índia, investigou vários casos de crianças que se lembravam de supostas vidas anteriores. Em 1979, aquando do lançamento do seu livro «The Once and future Life», Banerjee já tinha investigado cerca de 1100 casos que sugeriam reencarnação.
A editora Nórdica, Rio de Janeiro, Brasil, editou este livro com o título «Vida Pretérita e Futura – um impressionante estudo sobre reencarnação».
Banerjee refere que uma das críticas que algumas pessoas faziam a estas pesquisas era a de que estes casos somente aconteciam em países onde a reencarnação era uma tradição cultural. Ora, Banerjee investigou casos de reencarnação nos EUA, onde para além de não existir essa tradição, existir também uma aversão cultural, um preconceito para com a ideia da reencarnação. Banerjee, refere relativamente ao livro acima referido: «Escrevi este livro por duas razões básicas. Primeiramente, quis apresentar uma evidência concreta mostrando que a reencarnação é fenómeno baseado em factos e não o resultado da imaginação humana ou de influência de outras culturas… O meu segundo objectivo… foi responder a algumas das questões básicas, que as pessoas levantam sobre a reencarnação.»
O caso de George Field, nos EUA, foi estudado por Banerjee. George era auditor de uma companhia de seguros em Miami, na Florida e tinha 15 anos quando Banerjee, juntamente com outros cientistas, começaram a investigar este caso. George Field, em estado de hipnose profunda voltou à época de 1860, dando relatos com pormenores incríveis que ninguém conhecia e que somente com muito esforço e muita pesquisa se conseguiu verificar a veracidade desses dados tão longínquos. Durante a regressão de memória, George Field assumia a personalidade de um tal Jonathan cujos dados foram todos identificados e confirmados por uma pesquisadora local, historiadora, que inclusive era extremamente céptica quanto à reencarnação.

A reencarnação é uma realidade e estas pesquisas
de cariz rigorosamente científico nada têm a ver
com crenças ou convicções filosóficas.

George Field foi levado à localidade onde afirmava ter vivido, Vila Jefferson, localidade esta totalmente desconhecida na vida actual. Tendo sido levado lá e estando em estado de transe hipnótico ficou espantado pela diferença da cidade entre o “antes” e o seu estado actual dando pormenores incríveis que inclusive ninguém tinha conhecimento actualmente. Ele, na personalidade de Jonathan, descreve, em transe, um rio chamado South Fork (Garfo do Sul). Os pesquisadores mais tarde descobriram que o novo rio se bifurcava no South Fork e North Fork, passando o South Fork perto de Jefferson. Isto era muito importante e significativo, pois os mapas que os pesquisadores receberam para investigação, em New Hampshire, não indicavam o rio South Fork.
Estes e muitos outros factos curiosíssimos fazem parte do imenso espólio que o Dr. Banerjee deixou à humanidade, centenas e centenas de casos pesquisados um pouco por todo o mundo, que segundo Banerjee não deixam margem para dúvidas: a reencarnação é uma realidade e estas pesquisas de cariz rigorosamente científico nada têm a ver com crenças ou convicções filosóficas.

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Reencarnação: mito ou realidade? (VII)



Regressão de memória – parte II

Muitas pessoas portadoras de inibições, fobias, não conseguem levar uma vida normal, sentindo-se muitas vezes limitadas ao ponto de isso prejudicar fortemente a sua vida profissional, pessoal, familiar. A regressão de memória tem-se afirmado como uma boa solução para estes casos fóbicos agudos.

O Paulo era um caso desses. Com 30 anos, a partir de certa altura começou a ter, sem causa conhecida, problemas digestivos que eram de “ordem nervosa”, segundo os médicos. Derivado desses problemas digestivos fez toda uma panóplia de exames, sem que nada acusassem para além de uma simples gastrite duodenal, sem grande importância. No entanto, essa situação transformou-se num problema grave para ele, já que derivado dessas indisposições, começou a “ter receio” de comer, com “receio” de ficar mal disposto. Sem nunca ter tido alguma experiência nesta área, Paulo Jorge efectuou várias sessões de terapia, em que algumas eram de regressão de memória e outras de apoio.
«Foi uma experiência fascinante. Geralmente nós pensamos que nos conhecemos, mas somente depois de fazermos terapia é que vemos que afinal somos uns desconhecidos de nós próprios. O mais curioso é que pensamos que o nosso problema reside numa certa área emocional e posteriormente acabamos por nos depararmos com a evidência: o problema estava 180º, do outro lado. É como se tivéssemos um mecanismo de fuga, em que procuramos não “ver” os problemas que transportamos no íntimo».

A regressão de memória deve ser efectuada apenas por médicos e psicólogos que tenham formação específica nesta área.

Durante a regressão de memória, Paulo viu-se numa época tipo medieval, em que ia a cavalo, era forte, musculado e seguiam-no seis homens a cavalo, igualmente corpulentos, eram uma espécie de seus asseclas. Pararam numa espécie de taberna, onde eram habitués, uma taberna. Havia algazarra típica de gente bruta que eram, «bebíamos vinho em canecas grandes, metálicas e uma mulher franzina servia-nos a medo, cada vez que saía por detrás do seu “balcão”. Eu, sendo o “chefe” daquele grupo de arruaceiros, tinha o “privilégio” de a obrigar a fazer sexo comigo, ao que ela acedia, num compartimento contíguo, sem qualquer outra alternativa. Essa rapariga, na casa dos 25 a 30 anos era uma espécie de “coisa” que eu usava cada vez que lá ia. Ela temia-me muito e sempre que tentava fugia do meu contacto. Fulminava-me com o olhar embora o terror que eu lhe infundia a obrigasse a ceder-me aos caprichos.
Um dia ela envenenou-me, deve ter deitado algo na bebida, pois senti-me muito mal depois de beber um trago de vinho e comecei com fortes cólicas intestinais. Lembro-me de ter caído, de me rebolar com dores, de vomitar repetidamente e de olhar para ela como se lhe adivinhasse o acto criminoso. Ela estava com um olhar assustado, por trás do balcão de pedra, se calhar com medo que eu não morresse pois as consequências para ela seriam terríveis.
Entretanto vi-me noutra dimensão, fora do corpo, naquilo a que se costuma chamar o mundo espiritual, com a minha personalidade, a minha consciência, tentando agarrá-la sem conseguir, tentando esganá-la sem conseguir, enquanto via atónito os meus asseclas a tentarem reanimar-me e a arrastarem-me para fora».

A regressão de memória é uma das fortes evidências da
imortalidade da alma e da reencarnação.

Paralelamente Paulo vivenciou situações desta vida actual em que a sua mãe lhe dizia que «a comida de casa é que era boa», «que não comesse “porcarias” lá fora», «que tivesse cuidado com a alimentação», «que tivesse cuidado para que não ficasse mal disposto», o que acabou por ser um reforço da situação traumática que jazia activa no seu subconsciente. Hoje Paulo vive muito melhor, vive normalmente, come de tudo, tem prazer em comer, refere que ainda existe um ou outro factor que não conseguiu ultrapassar mas que já não o incomodam.
Entre muitos outros investigadores a nível mundial, o psicólogo Júlio Peres, numa parceria com a Divisão de Medicina Nuclear da Faculdade da Pensilvânia, descobriu que o lobo cerebral activado durante as regressões de memória não é o lobo frontal, (área accionada quando se fantasia) mas sim o lobo médio temporal, onde estão localizadas estruturas ligadas à emoção e à memória, o que é uma espécie de certificado de autenticidade das regressões.
Curiosamente, em Portugal, no ano de 2003, existia um programa na televisão que explorava esta técnica como sendo mais uma oportunidade de angariar telespectadores a qualquer preço sem cogitar dos perigos que as pessoas correm em submeterem-se a regressões de memória por motivos fúteis, por curiosidade e por pessoas não capacitadas para isso.
A terapia regressiva deve ser efectuada apenas em casos que nos transtornem a vida, com objectivos terapêuticos e só deve ser efectuada por médicos e psicólogos que tenham formação específica nesta área e não por curiosos como acontece por esse Portugal fora.
A regressão de memória, independentemente das técnicas usadas é uma das fortes evidências da imortalidade da alma e da reencarnação.