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O medo da morte (I)



A morte sempre foi aquele papão terrível, visita indesejável, de tal modo que ninguém quer pensar nela. Mas será essa atitude saudável? Não seria melhor ponderarmos um pouco sobre o que ela é, na realidade, e como lidar com ela? Veja o que o espiritismo, ou doutrina espírita tem a dizer sobre este assunto. Ao longo de vários artigos iremos dissecando as evidências científicas que mostram que a morte não existe.

«Eu tenho muito medo de morrer», dizia-nos há tempos uma pessoa com quem conversávamos. Ficámos a meditar nessa frase e no pânico que aflorava à face dessa pessoa sempre que ponderava essa hipótese, que um dia virá como certeza inevitável nas nossas vidas. Ficámos a pensar como deve ser difícil para um materialista convicto ou um ateu assumido, encarar o fenómeno natural da morte do corpo físico, separando-se daqueles que ama, da sua vida, pensando erradamente que tudo acaba com a morte do corpo físico. Ficámos a pensar qual não deve ser a confusão mental daqueles que partem para o mundo espiritual convencidos de que tudo acaba com a morte do corpo físico.
De pensamento em pensamento lembrámo-nos de escrever uma série de artigos que abordarão a morte bem como as evidências científicas de que ela, a morte é uma quimera, uma ilusão, da qual nos podemos desembaraçar com facilidade, já que tudo indica, de acordo com essas evidências científicas, que a vida continua numa outra dimensão diferente desta.

A morte não existe. Apenas o corpo física se desagrega,
libertando-se então o Espírito, que continua a viver
numa outra dimensão, tão organizada ou mais
do que a nossa dimensão terrestre.

Para dar início a este ciclo de artigos, gostaríamos de deixar aqui uma mensagem recebida no dia 2 de Março de 2000, através da psicografia, nas Caldas da Rainha, e ditada por um Espírito amigo, abordando precisamente esta temática:
«O medo da morte decorre da falta de entendimento dos mecanismos da Vida. Entretidos no quotidiano, com os múltiplos afazeres, nem sequer cogitamos da derradeira viagem que teremos de efectuar nesta existência física.
Inseridos numa sociedade virada para a vida material, o homem depressa esquece a sua origem, renegando muitas vezes a sua qualidade de ser imortal, temporariamente imerso no corpo somático.
Assim sendo, o ser humano vai-se deixando imbuir do espírito materialista, dos hábitos sociais perniciosos, dos pensamentos viciosos que a sociedade ainda nos presenteia, e fica assim despreparado para a derradeira viagem: a morte do corpo físico, que é um parto para uma nova vida, esta no mundo dos Espíritos ou mundo espiritual.
Quando o homem começar a analisar a componente espiritual da vida, quando esta componente fizer parte das suas cogitações como área integrante da sua existência, então ele logrará o conhecimento que lhe aplacará os receios infundados da morte, aliás fundamentados no desconhecimento e numa aprendizagem errada.
Quando o homem entender que a morte é uma quimera, ele verificará que a Vida é eterna, desdobrando-se ora no mundo físico ora no mundo extra-físico, em etapas complementares, apontando sempre a evolução moral e intelectual do ser.
Nessa ocasião, o temor da morte dará lugar ao entendimento sereno da Vida, tal como ela se desenrola, vendo no decesso apenas mais uma etapa, uma experiência, nesta romagem terrestre.»
No próximo artigo iremos então abordar as possibilidades de provas da existência do Espírito e ver o que a ciência oficial tem a referir sobre o assunto.

Bibliografia:

Kardec, Allan - «O Livro dos Espíritos», Ed. C. E. P. C. , 4ª edição, Lisboa, 1992

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Espiritismo é coisa séria…!!!




A tarde decorria naturalmente, quando tomávamos um café com pessoa amiga. Desfolhando o jornal, de pronto apontava com o dedo um anúncio onde um pseudo espírita anunciava todo o tipo de capacidades de cura e de resolução de problemas alheios. Era visível o seu ar de triunfo, como que a consagrar a sua opinião contra o Espiritismo. Ali estava, para ele, o veredicto final. Não havia volta a dar!
A oportunidade foi excelente, pois estávamos com um exemplar de «O Jornal de Espiritismo» na mão, com uma entrevista de um médico espírita.
Médico espírita?
Sim, lá lhe explicamos que só no Brasil existem milhares de médicos espíritas e que em Portugal também existem inúmeros médicos que estudam o Espiritismo.
Tivemos oportunidade de referir o que é o Espiritismo (ou Doutrina Espírita), de lhe falar do bicentenário do nascimento de Allan Kardec, o cientista que pesquisou o Espiritismo.
Sendo esse amigo, amante de História, aqui a conversa mudou e ele ficou mais receptivo à informação. Explicamos que Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail era o seu nome real) nasceu em Lyon, França, em 3 de Outubro de 1804, tendo estudado em Yverdon (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Linguista insigne, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).

O estudo do espiritismo é garantia de melhor
entendimento da vida, para a humanidade.

Como educador, Allan Kardec fundou em Paris, com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet, um estabelecimento semelhante ao de Yverdon. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos de Química, Física, Astronomia e Anatomia comparada. Foi membro de várias sociedades científicas, notadamente da Academia Real d’Arras, onde foi premiado, por concurso, em 1831, com a monografia: Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado para o melhoramento da Instrução Pública (1828); Curso prático e teórico de Aritmética (1829, segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa clássica (1831). Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar nas mesas girantes, fenómenos mediúnicos que agitavam a Europa. Em Paris, ele fez os seus primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência o método experimental: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as consequências; procurava sempre a razão e a lógica dos factos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina Espírita são os Espíritos Superiores. A princípio, Rivail objectivava apenas a sua própria instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma Doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de Abril de 1857. Adoptou o pseudónimo Allan Kardec, a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada. Em Janeiro de 1858 lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e em Abril do mesmo ano fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O Que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Génese (1868). Kardec desencarnou (faleceu) em Paris, a 31 de Março de 1869, aos 64 anos, em razão da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério do Père-Lachaise, na capital francesa. Os seus amigos reuniram textos inéditos e anotações no livro Obras Póstumas, lançado em 1890.

O Espiritismo é coisa séria,
nada tem a ver com charlatanismo, crendices…

Confesso que não sabia que tais informações iriam ter um impacto tão grande neste meu amigo céptico e amante de História.
«Mas, eu pensava que o Espiritismo fosse algo fruto de crendice, estava longe de imaginar que seria uma ciência de observação!!!» dizia-me ele.
Referi-lhe que o Espiritismo (ou Doutrina Espírita) tem a ver com cultura, é algo de muito sério, com sérias implicações na vida do ser humano, no sentido positivo, bem como que o Espiritismo nada tem a ver com esses anúncios nos jornais.
Ficou entusiasmado, quis comprar o tão famoso «O Livro dos Espíritos» e ficou de se inscrever no curso básico de espiritismo, na Internet, em www.adeportugal.org.
Terminamos o café, saímos e ele em jeito de um pedido de desculpas camuflado, deu-me uma pancadinha nas costas dizendo a sorrir: «Afinal, o Espiritismo é coisa séria»!

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Reencarnação: mito ou realidade? (X)



Pesquisadores: Dr. Ian Stevenson

Usualmente apresenta-se a reencarnação como fazendo parte de um conjunto de crenças ancestrais e que por uma questão de moda apareceu no ocidente, tendo-se tornado “in” acreditar nesta ideia.

Mas se muitos pensam que a reencarnação não passa de mera conjectura de alguns místicos, a verdade é que ela tem estado ao longo dos últimos 40 anos na ribalta da pesquisa científica.
De realçar que o termo reencarnação significa a acção de voltar a encarnar, isto é, a possibilidade do ser inteligente, o Espírito, voltar a uma nova vida com outro corpo de carne, sendo o mesmo psiquismo que animou outros corpos de carne em vidas passadas. Está fora de questão a possibilidade de reencarnar em corpos de animais, crença do antigo Egipto, chamada Metempsicose, que não é contemplada nestes estudos científicos.
O cientista mais conhecido a nível mundial, nesta área, é ainda o Dr. Ian Stevenson (fotografia do jornalista Jorge Gomes, Portugal).
Médico, psiquiatra, nascido na cidade de Montreal, Quebec, Canadá, é «Carlson Professor de Psiquiatria» e «Director da Divisão de Estudos da Personalidade na Universidade de Virgínia», nos EUA.
Tem pesquisado durante os últimos 40 anos, em todo o mundo, cerca de 3.000 casos de crianças que se lembram de vidas anteriores. Sendo alertado para a imensidão de casos que iam aparecendo, mesmo não acreditando na reencarnação, este homem de ciência decidiu investigar esses “factos estranhos” que iam acontecendo.
De toda uma vida dedicada a estas pesquisas resultou um imenso trabalho que se espraia na vasta bibliografia desde «The Explanatory Value of the Idea of Reicarnation», «The Evidence of Man’s Survival After Death», entre outros.
Em 1961 após ter tido conhecimento de casos de crianças indianas que desde muito cedo se referiam com precisão a factos, pessoas, locais vividos em suposta vida anterior, o Dr. Stevenson embarcou para a Índia para investigar estes casos. O seu primeiro trabalho, de cunho científico, «Twenty Cases Suggestive of Reincarnation», mais tarde editado em livro, foi publicado pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas Americana em 1966.

Uma pessoa racional, se quiser, pode acreditar
na reencarnação com base em provas (Ian Stevenson)

Posteriormente publicou uma série de 4 volumes editados pela “University Press of Virgínia» e em 1987 «Children Who Remember Previous Lives».
Em 1997 Ian Stevenson publicou aquilo a que se pode chamar a sua obra prima, em 3 volumes: «Where Reincarnation and Biology Intersect: A Synopsis», «Reincarnation and Biology: A contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects». Volume I: Birthmarks (1200 páginas). Volume II: Birth Defects and Other Anomalies (110 páginas).
Esteve presente num simpósio «Aquém e Além do Cérebro» organizado pela Fundação Bial, no Porto, tendo referido que «uma pessoa racional, se quiser, pode acreditar na reencarnação com base em provas», referindo ainda que «A Reencarnação é um facto, ela está aí».
A seu respeito, refere o saudoso Engº Hernâni Guimarães Andrade: «As implicações da reencarnação ultrapassarão as meras conjecturas de cunho doutrinário e religioso que formam a maioria dos actuais discursos e debates a seu respeito. É provável que, além das mudanças que estão ocorrendo nas áreas da Psicologia e da Psiquiatria, a ideia da reencarnação seja incorporada à Biologia, e particularmente à Genética como uma lei natural. Este aspecto já está implicitamente sugerido no título da última obra do Prof. Stevenson: Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects. (Reencarnação e Biologia: Uma Contribuição à Etiologia das Marcas-de-Nascença e Defeitos de Nascença)».
Terminamos assim com chave de ouro, com o Dr. Ian Stevenson, esta série de 10 artigos sobre reencarnação, onde abordámos algumas das pesquisas actuais sobre este tema. Gostaríamos ainda de terminar este mesmo artigo parafraseando o Engº Hernâni G. Andrade: «A fortíssima evidência a favor da reencarnação tem como corolário irrefutável e lógico a da sobrevivência de “algum elemento” que se perpetua após a morte corporal. Assim, a toda obra de Stevenson, que culmina com o seu último trabalho «Reincarnation and Biology», traz-nos a certeza de que, após a morte, a vida ainda continua».



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Reencarnação: mito ou realidade? (IX)



Eng.º Hernâni G. Andrade

Hernâni Guimarães Andrade (1913-2003), Eng.º civil, brasileiro, com raízes portuguesas, destacou-se a nível mundial pelo seu notável trabalho de pesquisa, sério, contínuo, na área da parapsicologia, da reencarnação, da existência do Espírito, que lhe mereceu o respeito a nível mundial mesmo por aqueles que porventura discordavam das suas pesquisas e pontos de vista.

Homem notável do ponto de vista científico, também o foi como ser humano, pois por onde passou, com quem contactou, deixou sempre a certeza de um «homem de bem», com uma lhaneza de trato fora do comum, uma educação esmerada, um espírito de humor muito refinado e acima de tudo uma alegria contagiante, uma frescura e lucidez de ideias, e a certeza inabalável na imortalidade da alma que acabou por demonstrar experimentalmente. Como pesquisador, como homem e como espírita, foi sem dúvida uma referência para a humanidade, nunca procurando o destaque, empurrando os outros para diante, motivando-os, exaltando o trabalho alheio mesmo quando esse era simples e sem significado, se comparado com o que por ele foi efectuado.
Entre muitas outras áreas, destacou-se nas pesquisas em torno da Reencarnação, isto é, na ideia de que é possível ao ser humano voltar à Terra noutro corpo diferente mas sendo o mesmo psiquismo que animava o corpo da vida anterior entretanto morto pelo desgaste natural.

«A reencarnação, há algum tempo considerada uma simples
crença e até mesmo uma superstição, está actualmente a
ganhar outro nível conceptual nos meios mais cultos.
O conceito da verdade está, sem dúvida,
na evidência dos factos» (H. G. Andrade)

Presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), Bauru, S. Paulo, Brasil, efectuou estudos teóricos sobre Psicobiofísica, fez pesquisa de laboratório visando detectar o suposto Campo Biomagnético, através do aparelho denominado Tensionador Espacial Electromagnético – TEEM, planeado e construído pessoalmente pela sua equipe. Posteriormente, em 1995, no Psilab em Bauru, passou a investigar o Campo Biomagnético com um outro equipamento construído pelo Eng. Ricardo de Godoy Andrade, denominado Tensionador Espacial Magnético. Estudou ainda o efeito Kirlian, levou a cabo investigação de casos de poltergeist, reencarnação, casos mediúnicos e outros fenómenos paranormais espontâneos. Fez experiências em Transcomunicação Instrumental – TCI, participou em inúmeros congressos, simpósios e colóquios.
Era bem acolhido nos meios académicos e científicos onde era solicitado para levar a cabo, cursos, conferências, entrevistas.
Foi membro da “The American Society for Psychical Research”, New York/USA, da IAPR (International Association for Psychotronic Research) Praga, Checoslováquia, da SPR (Society for Psychical Research) de Londres, Inglaterra. Pertenceu ao International Advisory Board da Metascience Foundation, Inc. de Franklin, CA. - USA.
Apresentou, em 1969, à Egrégia Universidade de São Paulo - USP - Projecto de “Laboratório e Curso de Parapsicologia”, apresentou à Faculdade de Ciências Bio-Psíquicas do Paraná um Ante-projecto para organização de um Curso de Licenciatura Plena de Parapsicologia, e ainda um Curso de Pós-Graduação, compreendendo Mestrado e Doutorado, nesta cadeira, em 1981. Publicou cerca de 350 artigos na Folha Espírita, de São Paulo, e em diversos outros periódicos da Imprensa espírita do Brasil e do exterior, tendo dado inúmeras entrevistas para Rádio, TV, Imprensa escrita, falada, etc. (no Brasil e no Exterior).

"No máximo, até 2015, a Reencarnação será reconhecida
como Lei Biológica", (H. G. Andrade)

Publicou os seguintes livros e monografias entre outros:
«A Teoria Corpuscular do Espírito», «Novos Rumos à Experimentação Espirítica», «Parapsicologia Experimental», «O Caso Ruytemberg Rocha», «A Case Suggestive of Reincarnation: Jacira & Ronaldo», «A Matéria Psi», «Morte, Renascimento Evolução», «Espírito, Perispírito e Alma», «Psi Quântico», «Reencarnação no Brasil» «Poltergeist», «Transcomunicação Instrumental – TCI», «Renasceu por Amor», «A Transcomunicação Através dos Tempos», «Morte: Uma Luz no Fim do Túnel», «Parapsicologia  Uma Visão Panorâmica», «Você e a Reencarnação».
Um dos livros marcantes na pesquisa sobre reencarnação, Reencarnação no Brasil, é um sem dúvida importante repositório de pesquisa científica nesta área, com pormenores interessantíssimos, analisando todas as probabilidades explicativas acerca dos eventos pesquisados pelo IBPP.
Hernani refere que a reencarnação, há algum tempo considerada uma simples crença e até mesmo uma superstição, está actualmente a ganhar outro nível conceptual nos meios mais cultos. O conceito da verdade está, sem dúvida, na evidência dos factos. Desse modo, podemos esperar serenamente, diz Hernani, que a reencarnação será, dentro em breve, reconhecida como mais uma lei biológica, talvez a mais importante de todas elas: "No máximo, até 2015, a Reencarnação será reconhecida como Lei Biológica".
No dia 25 de Abril de 2003 (curiosamente o dia da liberdade em Portugal, país que ele tanto amava) libertou-se do corpo físico, regressando à pátria espiritual, o professor, pesquisador e cientista espírita, Eng.º. Hernâni Guimarães Andrade, deixando à humanidade importante contributo na pesquisa e comprovação da lei da reencarnação. 

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Reencarnação: mito ou realidade? (VIII)



Pesquisadores: Dr. Banerjee

Ao longo de sete artigos temos vindo a escalpelizar a reencarnação, isto é, a hipótese de um ser espiritual voltar a um corpo de carne depois de o seu anterior corpo de carne ter morrido.



Se outrora esta ideia fazia parte de muitas culturas, religiões, civilizações, hoje em dia ainda existe uma grande franja da população mundial que sorri perante a afirmação de que a reencarnação é uma realidade. No entanto, existem muitos estudos científicos a nível mundial que apontam para uma evidência: a reencarnação existe e está provada cientificamente, pesquisada com o maior rigor científico, e não existe outra explicação plausível para esses casos estudados.
Obviamente, quando se fala de reencarnação, não estamos a contemplar uma teoria denominada de Metempsicose e que contempla a hipótese do ser humano reencarnar em corpos de animais. A reencarnação estudada por estes cientistas aborda apenas casos acontecidos dentro da raça humana, sendo essa ideia – a da metempsicose – uma ideia errada.
Um dos muitos cientistas a nível mundial foi o Prof. Hemendra Nath Banerjee (1929-1985) (na fotografia).

«A reencarnação é fenómeno baseado em factos e não
o resultado da imaginação humana ou de influência
de outras culturas» H. N. Banerjee

Em 1954, Banerjee, director do Departamento de Parapsicologia da Universidade de Rajasthan, na Índia, investigou vários casos de crianças que se lembravam de supostas vidas anteriores. Em 1979, aquando do lançamento do seu livro «The Once and future Life», Banerjee já tinha investigado cerca de 1100 casos que sugeriam reencarnação.
A editora Nórdica, Rio de Janeiro, Brasil, editou este livro com o título «Vida Pretérita e Futura – um impressionante estudo sobre reencarnação».
Banerjee refere que uma das críticas que algumas pessoas faziam a estas pesquisas era a de que estes casos somente aconteciam em países onde a reencarnação era uma tradição cultural. Ora, Banerjee investigou casos de reencarnação nos EUA, onde para além de não existir essa tradição, existir também uma aversão cultural, um preconceito para com a ideia da reencarnação. Banerjee, refere relativamente ao livro acima referido: «Escrevi este livro por duas razões básicas. Primeiramente, quis apresentar uma evidência concreta mostrando que a reencarnação é fenómeno baseado em factos e não o resultado da imaginação humana ou de influência de outras culturas… O meu segundo objectivo… foi responder a algumas das questões básicas, que as pessoas levantam sobre a reencarnação.»
O caso de George Field, nos EUA, foi estudado por Banerjee. George era auditor de uma companhia de seguros em Miami, na Florida e tinha 15 anos quando Banerjee, juntamente com outros cientistas, começaram a investigar este caso. George Field, em estado de hipnose profunda voltou à época de 1860, dando relatos com pormenores incríveis que ninguém conhecia e que somente com muito esforço e muita pesquisa se conseguiu verificar a veracidade desses dados tão longínquos. Durante a regressão de memória, George Field assumia a personalidade de um tal Jonathan cujos dados foram todos identificados e confirmados por uma pesquisadora local, historiadora, que inclusive era extremamente céptica quanto à reencarnação.

A reencarnação é uma realidade e estas pesquisas
de cariz rigorosamente científico nada têm a ver
com crenças ou convicções filosóficas.

George Field foi levado à localidade onde afirmava ter vivido, Vila Jefferson, localidade esta totalmente desconhecida na vida actual. Tendo sido levado lá e estando em estado de transe hipnótico ficou espantado pela diferença da cidade entre o “antes” e o seu estado actual dando pormenores incríveis que inclusive ninguém tinha conhecimento actualmente. Ele, na personalidade de Jonathan, descreve, em transe, um rio chamado South Fork (Garfo do Sul). Os pesquisadores mais tarde descobriram que o novo rio se bifurcava no South Fork e North Fork, passando o South Fork perto de Jefferson. Isto era muito importante e significativo, pois os mapas que os pesquisadores receberam para investigação, em New Hampshire, não indicavam o rio South Fork.
Estes e muitos outros factos curiosíssimos fazem parte do imenso espólio que o Dr. Banerjee deixou à humanidade, centenas e centenas de casos pesquisados um pouco por todo o mundo, que segundo Banerjee não deixam margem para dúvidas: a reencarnação é uma realidade e estas pesquisas de cariz rigorosamente científico nada têm a ver com crenças ou convicções filosóficas.

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Reencarnação: mito ou realidade? (VII)



Regressão de memória – parte II

Muitas pessoas portadoras de inibições, fobias, não conseguem levar uma vida normal, sentindo-se muitas vezes limitadas ao ponto de isso prejudicar fortemente a sua vida profissional, pessoal, familiar. A regressão de memória tem-se afirmado como uma boa solução para estes casos fóbicos agudos.

O Paulo era um caso desses. Com 30 anos, a partir de certa altura começou a ter, sem causa conhecida, problemas digestivos que eram de “ordem nervosa”, segundo os médicos. Derivado desses problemas digestivos fez toda uma panóplia de exames, sem que nada acusassem para além de uma simples gastrite duodenal, sem grande importância. No entanto, essa situação transformou-se num problema grave para ele, já que derivado dessas indisposições, começou a “ter receio” de comer, com “receio” de ficar mal disposto. Sem nunca ter tido alguma experiência nesta área, Paulo Jorge efectuou várias sessões de terapia, em que algumas eram de regressão de memória e outras de apoio.
«Foi uma experiência fascinante. Geralmente nós pensamos que nos conhecemos, mas somente depois de fazermos terapia é que vemos que afinal somos uns desconhecidos de nós próprios. O mais curioso é que pensamos que o nosso problema reside numa certa área emocional e posteriormente acabamos por nos depararmos com a evidência: o problema estava 180º, do outro lado. É como se tivéssemos um mecanismo de fuga, em que procuramos não “ver” os problemas que transportamos no íntimo».

A regressão de memória deve ser efectuada apenas por médicos e psicólogos que tenham formação específica nesta área.

Durante a regressão de memória, Paulo viu-se numa época tipo medieval, em que ia a cavalo, era forte, musculado e seguiam-no seis homens a cavalo, igualmente corpulentos, eram uma espécie de seus asseclas. Pararam numa espécie de taberna, onde eram habitués, uma taberna. Havia algazarra típica de gente bruta que eram, «bebíamos vinho em canecas grandes, metálicas e uma mulher franzina servia-nos a medo, cada vez que saía por detrás do seu “balcão”. Eu, sendo o “chefe” daquele grupo de arruaceiros, tinha o “privilégio” de a obrigar a fazer sexo comigo, ao que ela acedia, num compartimento contíguo, sem qualquer outra alternativa. Essa rapariga, na casa dos 25 a 30 anos era uma espécie de “coisa” que eu usava cada vez que lá ia. Ela temia-me muito e sempre que tentava fugia do meu contacto. Fulminava-me com o olhar embora o terror que eu lhe infundia a obrigasse a ceder-me aos caprichos.
Um dia ela envenenou-me, deve ter deitado algo na bebida, pois senti-me muito mal depois de beber um trago de vinho e comecei com fortes cólicas intestinais. Lembro-me de ter caído, de me rebolar com dores, de vomitar repetidamente e de olhar para ela como se lhe adivinhasse o acto criminoso. Ela estava com um olhar assustado, por trás do balcão de pedra, se calhar com medo que eu não morresse pois as consequências para ela seriam terríveis.
Entretanto vi-me noutra dimensão, fora do corpo, naquilo a que se costuma chamar o mundo espiritual, com a minha personalidade, a minha consciência, tentando agarrá-la sem conseguir, tentando esganá-la sem conseguir, enquanto via atónito os meus asseclas a tentarem reanimar-me e a arrastarem-me para fora».

A regressão de memória é uma das fortes evidências da
imortalidade da alma e da reencarnação.

Paralelamente Paulo vivenciou situações desta vida actual em que a sua mãe lhe dizia que «a comida de casa é que era boa», «que não comesse “porcarias” lá fora», «que tivesse cuidado com a alimentação», «que tivesse cuidado para que não ficasse mal disposto», o que acabou por ser um reforço da situação traumática que jazia activa no seu subconsciente. Hoje Paulo vive muito melhor, vive normalmente, come de tudo, tem prazer em comer, refere que ainda existe um ou outro factor que não conseguiu ultrapassar mas que já não o incomodam.
Entre muitos outros investigadores a nível mundial, o psicólogo Júlio Peres, numa parceria com a Divisão de Medicina Nuclear da Faculdade da Pensilvânia, descobriu que o lobo cerebral activado durante as regressões de memória não é o lobo frontal, (área accionada quando se fantasia) mas sim o lobo médio temporal, onde estão localizadas estruturas ligadas à emoção e à memória, o que é uma espécie de certificado de autenticidade das regressões.
Curiosamente, em Portugal, no ano de 2003, existia um programa na televisão que explorava esta técnica como sendo mais uma oportunidade de angariar telespectadores a qualquer preço sem cogitar dos perigos que as pessoas correm em submeterem-se a regressões de memória por motivos fúteis, por curiosidade e por pessoas não capacitadas para isso.
A terapia regressiva deve ser efectuada apenas em casos que nos transtornem a vida, com objectivos terapêuticos e só deve ser efectuada por médicos e psicólogos que tenham formação específica nesta área e não por curiosos como acontece por esse Portugal fora.
A regressão de memória, independentemente das técnicas usadas é uma das fortes evidências da imortalidade da alma e da reencarnação.

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Reencarnação: mito ou realidade? (VI)



Regressão de memória

As terapias regressivas a vivências passadas (TRVP) têm cada vez mais adeptos um pouco por todo o mundo, seja por parte do público anónimo seja dos pesquisadores, médicos, psiquiatras e psicólogos.

Este interesse não advém de uma crença qualquer, mas sim de factos que depois de observados indiciam que os pacientes estão a (re)vivenciar situações quer desta existência corporal quer de outras existências anteriores (reencarnações).
Longe de ser uma moda, longe de ser um meio de auferir muito dinheiro à custa da curiosidade alheia, (como infelizmente vem acontecendo em Portugal, onde curiosos praticam esta técnica sem qualquer tipo de preparação médica e específica nesta área, bem como no expor televisivamente a intimidade das pessoas), a TRVP (Terapia Regressiva a Vivências Passadas) é uma terapia médica, que somente deve ser efectuada por médicos e / ou psicólogos que tenham formação específica nesta área, já que esta terapia visa auxiliar pessoas que não conseguindo de outro modo superar algumas fobias que interferem grandemente na sua qualidade de vida, logram com esta terapia “arrumar” essas emoções mal “armazenadas” no seu psiquismo.
Através das regressões de memória, vários pacientes têm vivenciado situações de pretensas outras vidas (reencarnações) em épocas e locais ignorados nesta vida actual, e com dados tão específicos, que seria impossível outra explicação a não ser a da reencarnação, isto é, que essas pessoas já tivessem vivido essa experiência e que agora estariam a revivenciá-la.

A regressão de memória é uma das fortes evidências
da imortalidade da alma e da reencarnação

São muitos os pesquisadores nesta área, e correndo o risco de ignorar alguns deixamos aqui vários deles: Dr. Puarich, Dr. Morris Netherton, EUA (Vidas Passadas em Terapia), nos EUA, Drª Edith Fiore, EUA (Já Vivemos Antes), Dr. Brian Weiss, EUA (Muitas Vidas, muitos Mestres), o Físico Patrick Druout, França (Somos todos Imortais, Vidas anteriores e futuras), Drª Helen Wambach, EUA (Recordando Vidas Passadas), a Drª Mª Júlia Prieto Peres (na fotografia com o marido engº Ney Prieto Peres), Brasil, a Drª Gláucia Lima, Prof. Dr. Mário Simões, Portugal, entre muitos outros.
Marcos é médico, psiquiatra. Não acredita na reencarnação. Estudou psiquiatria por vocação e para tentar entender o que se passava com ele. Acordava várias vezes sobressaltado a meio da noite, desde pequeno, sem qualquer causa que o justificasse. Ouviu falar na TRVP. Decidiu experimentar, estudar e aprender esta técnica. Não acreditava na reencarnação, talvez haja outra explicação, mas tenta. Durante a regressão de memória vê-se num outro espaço temporal, a ser perseguido num bosque, por dois indivíduos. Corre sem parar, até que, extenuado, esconde-se e adormece no bosque. Durante o sono é encontrado pelos seus perseguidores e é morto. Ficou a ideia no seu psiquismo que «dormir é perigoso pois pode-se morrer» condicionante psicológica que fazia com que, quando adormecia, nesta vida, acordasse sobressaltado sem saber porquê. Eram aquelas emoções, aquelas informações do passado, mal arquivadas, que despoletavam provocando o despertar agitado. Com a terapia resolveu o seu problema. Ainda hoje, apesar disso, não acredita na reencarnação, diz que se calhar é um mecanismo imaginativo que produz efeito.
A ciência actual desmonta estes preconceitos.
Júlio Prieto Peres, psicólogo, vice-presidente do Instituto Nacional de Terapia Vivencial Peres (INTVP), Brasil, coordenador de pesquisa, mapeou o cérebro de 20 adultos saudáveis, jovens, e constatou a predominância de ondas Delta, que caracterizam o estado alterado da consciência, e Beta, mais rápidas e próprias do estado de vigília, no lobo occipital. «Significa que o paciente preserva a consciência, apesar de entrar em contacto com uma memória inconsciente.»

A área accionada durante a regressão de memória é
o lobo médio temporal, e a parte activa do cérebro quando
se fantasia é a do lobo frontal

Um outro estudo do INTVP em parceria com a Divisão de Medicina Nuclear da Faculdade da Pensilvânia, aponta que a área accionada durante a regressão de memória é o lobo médio temporal, onde estão localizadas as estruturas relacionadas com a emoção e a formação da memória.
Seria a prova de que as histórias traumáticas relatadas no divã do terapeuta não foram fantasiadas, pois a parte activa do cérebro quando se fantasia é a do lobo frontal.
Júlio Peres, psicólogo, é filho de uma psiquiatra brasileira respeitada mundialmente, a Drª Mª Júlia Prieto Peres, que foi uma das pioneiras na área da pesquisa em regressão de memória e a pesquisadora que introduziu em Portugal esta técnica, levando-a até médicos e psicólogos que a estudam e praticam hoje em dia em grande número, neste país.
A regressão de memória afigura-se assim como uma das mais fortes evidências da imortalidade da alma bem como da pluralidade das existências (reencarnação).
Já não é mais a crença de cerca de 2/3 da população mundial, mas sim as conclusões encontradas nos laboratórios de pesquisa que vêm de encontro ao que os Espíritos estabeleceram quando trouxeram à humanidade a Doutrina Espírita, explicando a realidade da reencarnação.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
Hernâni Guimarães Andrade:

Você e a Reencarnação,  1ª ed., Bauru, São Paulo, CEAC- Editora, 2002, Brasil
Morte, uma Luz no Fim do Túnel, 1ª Ed.; São Paulo: FE, 1999, Brasil
Reencarnação no Brasil. 1ª Ed.; São Paulo: Casa Editora “O Clarim “, 1988, Brasil
Renasceu por Amor, 2ª Ed.; São Paulo: FE, 1995, Brasil
Morte, Renascimento, Evolução, 9ª Ed.; São Paulo: Editora Pensamento, 1993, Brasil

A Reencarnação com base em provas, «Notícias Magazine» nº 523, de 2 de Junho de 2002, Portugal
http://www.adeportugal.org/ – Curso Básico de Espiritismo, Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal
«Provas da Imortalidade da alma» - José Lucas, trabalho apresentado ao 4º Congresso Nacional de Espiritismo, Portugal, 2002

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Reencarnação: mito ou realidade? (V)



Comunicações espirituais

Um dos factos mais perturbadores para as pessoas mais renitentes em abrir as portas da mente a novas ideias, é o caso de médiuns em transe darem informações de pessoas já falecidas que dizem ir voltar a nascer (reencarnar) para recomeçar uma nova vida.


Se outrora a reencarnação (a acção de voltar a um corpo de carne) era uma crença, hoje em dia ela afigura-se uma realidade indesmentível, comprovada nos laboratórios de psicologia, nas pesquisas científicas efectuadas um pouco por todo o lado.
O caso de seres que informam antes de nascer, por intermédio de médiuns (pessoas com capacidade para percepcionar o mundo extra-físico, o mundo espiritual) que irão voltar com esta ou aquela característica, nesta ou naquela família, são factos que não encontram uma explicação mais lógica, racional e aceitável do que a teoria da reencarnação.
Dos muitos casos existentes no mundo iremos abordar um que foi pesquisado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), liderado pelo conhecido Engº Hernâni Guimarães Andrade (na fotografia com a esposa Drª Suzuko), uma referência mundial no campo da pesquisa paranormal. O caso Jacira / Ronaldo vem descrito no livro «Reencarnação no Brasil», editado pela editora Pensamento, tendo sido investigado em 1973 e abrange recordações de uma garota (Jacira) desde o seu 1º ano de idade e nascida a 31 de Outubro de 1956. Curiosamente os pais de Jacira eram católicos (não acreditavam na reencarnação).
Ronaldo Barroso (irmão de Marta Munhoz – mãe de Jacira) suicidara-se com 28 anos, por envenenamento com formicida dissolvido em Guaraná. Cinco anos depois, Marta, irmã de Ronaldo começa a pensar muito no irmão falecido e a ter pesadelos com ele. Recorre a um Centro Espírita, onde Ronaldo se manifesta dizendo que vai voltar e que seria no seu lar.

Seres espirituais afirmam, através de médiuns
que vão voltar à vida corporal, o que depois se confirma

«Tudo o que eu pegava para comer parecia estar contaminado pelo formicida.» dizia Marta quando estava grávida. Após o parto o gosto e o cheiro a formicida, irritação da boca e do tubo digestivo, sensação de ardor provocada pelos alimentos, vómitos fétidos, desmaios, desapareceram como que por encanto.
O guia espiritual, no Centro Espírita, informou Marta que estava grávida antes que ela soubesse disso, informando também que seria uma menina e que era Ronaldo que voltava.
Jacira nasce e em criança era “Maria rapaz”, vestia-se à rapaz e não queria adornos femininos, nunca namorara até aos 17 anos nem se preocupava com isso. Era estrábica duplamente, em pequena (defeito que se corrigiu espontaneamente); Ronaldo também sofrera de estrabismo duplo. Jacira era muito precoce. Com 11 meses diz à mãe: «Você era minha irmã. Como é que agora é minha mãe? E aquela minha outra mãe que mora em Lins? Como é que ela é minha avó agora se ela era minha mãe antes?». Dos 11 meses aos 4 anos de idade teve muitas recordações da vida anterior. Com a puberdade esqueceu tudo. Tinha aversão a líquidos vermelhos e dizia: «Põe isso para lá que eu não quero tomar este veneno». Quando D. Marta fazia groselha ela dizia: «Vocês podem morrer; eu não quero morrer». Se a obrigassem a tomar o refresco ela imediatamente vomitava-o.

Desde um ano de idade que tinha aversão à fotografia de Ronaldo, dizendo: «Tire isso para lá, leva isso para lá.» Quando via as lembranças da missa de 7º dia da morte de Ronaldo (uns papelinhos) rasgava-os dizendo: «P’ra quê!? Eu não morri! Para quê está isto aqui?»

Com ano e meio lembra-se de um episódio em que uma vaca fugira pondo as pessoas em perigo: «Mãe, a senhora lembra daquela vez que a vaca quis pegar-nos e o João correu, nos agarrou e nos jogou para dentro?»

Com 2,5 anos recordava-se do seu tio João (irmão mais velho de Ronaldo) ter caído num açude: «A senhora se lembra quando o tio João caiu dentro do açude, molhou-se todo e deu trabalho para tirá-lo?»
Entre os 3 e os 4 anos lembrou-se do seu suicídio e chorava muito: «Por quê eu fui fazer o que fiz? Eu contei à Juraci e disse que se ela falasse eu ficaria de mal com ela. Se eu tivesse conversado com o pai, não teria feito o que fiz!» Depois de D. Marta lhe perguntar o que ela tinha feito, ela respondeu: «Eu bebi daquela água vermelha!»

A Reencarnação afigura-se uma realidade indesmentível,
comprovada nos laboratórios de psicologia, nas pesquisas científicas efectuadas um pouco por todo o lado

Jacira mostrava grande predilecção pelo nome Alice, que curiosamente fora o nome da noiva de Ronaldo. Entre os 3 e os 4 anos de idade Jacira chorou ao saber que a ex-noiva de Ronaldo se iria casar. Conta D. Marta: «Ela estava ouvindo a conversa. Minha mãe contou-me que a Alice ia casar-se...Ela, Jacira, estava tomando o leite e nem acabou. Deitou na cama e começou a chorar. Minha mãe perguntou por que ela estava chorando e eu disse que não sabia...Quando minha mãe foi embora perguntei porque ela estava chorando, respondendo Jacira:
- Mas ela não tinha que casar! Marta perguntou quem não tinha de casar e ela responde: A Alice; ela tinha que me esperar! Marta perguntou por que tinha de esperar por ela e ela respondeu: Ué! Nós não éramos noivos? Ela tinha que me esperar!»
Somos de opinião que há suficiente evidência de que Ronaldo renasceu como Jacira, conclui o Engº Hernâni G. Andrade.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
Hernâni Guimarães Andrade:

Você e a Reencarnação, 1ª ed., Bauru, São Paulo, CEAC- Editora, 2002, Brasil
Morte, uma Luz no Fim do Túnel, 1ª Ed.; São Paulo: FE, 1999, Brasil
Reencarnação no Brasil. 1ª Ed.; São Paulo: Casa Editora “O Clarim “, 1988, Brasil
Renasceu por Amor, 2ª Ed.; São Paulo: FE, 1995, Brasil
Morte, Renascimento, Evolução, 9ª Ed.; São Paulo: Editora Pensamento, 1993, Brasil

A Reencarnação com base em provas, «Notícias Magazine» nº 523, de 2 de Junho de 2002, Portugal
www.adeportugal.org – Curso Básico de Espiritismo, Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal

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Reencarnação: mito ou realidade? (IV)



Crianças que se lembram de vidas anteriores

«Gopal Gupta nasceu na Índia, em Deli, a 26 de Outubro de 1956. Os seus pais eram de casta média inferior e tinham pouca instrução. Nunca repararam em nada de particular em Gopal. Um dia, ainda não tinha Gopal dois anos, o pai pediu-lhe que retirasse da mesa o copo de um visitante de passagem. Gopal respondeu: “Não tocarei nesse copo, sou um sharma” (os sharmas são membros da casta superior na Índia, os brâmanes). Ficou furioso e partiu mesmo alguns copos. O pai pediu-lhe explicações. Gopal, a pouco e pouco, contou que habitou Mathura, uma cidade situada a cerca de 160 km de Deli, disse o nome da sua empresa de produtos farmacêuticos, Sukh Shancharak, que possuía uma grande casa e muitos criados, era casado, tinha dois irmãos e que um deles morrera durante uma discussão. Não pegara no copo porque um brâmane não toca em nenhum utensílio manipulado por um inferior.
Ninguém na sua família tinha vínculos com habitantes de Mathura. Assim, a mãe nunca o encorajou a falar sobre esse passado e para o pai era indiferente. Gopal falava aos seus amigos. Um lembrava-se de ter ouvido algo sobre um homicídio em Mathura, que podia corresponder àquele de que Gopal falara. Em 1964, por ocasião de uma festa religiosa, o pai foi a Mathura. Procurou a sociedade Sukh Shancharak e explicou ao gerente as razões das suas perguntas. O gerente ficou impressionado, pois confirmou que, em 1948, um dos dois proprietários da sociedade disparara contra o seu irmão, Shaktipal Sharma, que morrera a 27 de Maio de 1948 devido aos ferimentos. A família de Sharma foi posta ao corrente. Alguns deles foram a Deli para ver Gopal e conversar. Convidaram-no para ir a Mathura. Gopal foi. Durante a visita, reconheceu muitas pessoas e lugares onde Shaktipal viveu e trabalhou. Mostrou-se ao corrente dos negócios da sociedade. Lembrava-se de como tinha tirado dinheiro à esposa para dar ao seu irmão. Esperava, ao dar-lhe dinheiro, acalmá-lo, mas as cóleras do irmão tornaram-se cada vez mais frequentes. O homicídio foi comentado na primeira página dos jornais locais. O comportamento de Gopal era de filho de gente rica, recusava as tarefas da casa, mesmo comer no recipiente utilizado por alguém da sua família. Todas as ocasiões eram boas para fazer sentir que era superior.
A investigação deste caso começou em 1965, na Índia. Ian Stevenson retomou-a em 1969 e esteve em contacto com a família de Gopal até 1974. Depois de 1965, Gopal não mais desejou voltar a Mathura. Visitava duas irmãs de Shaktipal que habitavam em Deli. Os encontros entre as duas famílias cessaram. Gopal, a pouco e pouco, perdeu o seu feitio desdenhoso e adaptou-se à condição modesta dos pais.»

«Hoje em dia, uma pessoa racional pode acreditar na reencarnação,
com base em provas» (Ian Stevenson, Porto, Portugal, 2002)

Este caso relatado na «Notícias Magazine» nº 523, de 2 de Junho de 2002, em Portugal, numa entrevista do psiquiatra americano Ian Stevenson aos jornalistas Eugénio Pinto e Jorge Gomes, por ocasião da sua participação no Simpósio «Aquém e Além do Cérebro» que decorreu na cidade do Porto, numa organização da Fundação Bial, tendo também efectuado uma conferência na Ordem dos Médicos, é apenas um dos milhares de casos catalogados e investigados pelo mundo inteiro por vários cientistas que concluem que a reencarnação (isto é, a possibilidade do Espírito nascer de novo, num corpo novo) é uma realidade hoje em dia demonstrável e que será num futuro próximo mais uma lei a adicionar à Biologia e à Genética.
As crianças que se lembram de vidas anteriores, com relatos de pormenores incríveis, que não tinham como saber, geralmente ocorrem até aos seis ou sete anos de idade, desvanecendo-se posteriormente à medida em que a criança se vai embrenhando mais na vida material.
De acordo com as pesquisas de vários cientistas, nesta área, as crianças que se lembram de factos de vidas anteriores são pessoas que passaram pouco tempo no mundo espiritual, entre uma reencarnação e outra, de molde a que quando voltam à Terra ainda conservam de certo modo uma consciência viva da sua existência pretérita.
Os casos de crianças que se lembram de vidas anteriores é sem, dúvida, uma das provas mais relevantes e irrefutáveis da existência da reencarnação, como modelo de evolução do Espírito ao longo dos anos.
No próximo artigo iremos abordar as comunicações espirituais que informam que uma certa pessoa irá voltar a nascer (reencarnar).

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Reencarnação: mito ou realidade? (III)


Os meninos-prodígio


A palavra reencarnação (re + encarnar + acção) significa a acção do Espírito voltar a um novo corpo de carne, após a morte do corpo físico.

Considerada outrora como uma realidade por muitas religiões e filosofias, hoje, a reencarnação passou a ser motivo de pesquisa de inúmeros cientistas, que numa postura de abertura procuram explicações para algumas situações que sugerem que a reencarnação é uma realidade.
Um dos casos que sugerem a realidade da reencarnação, se calhar até o menos evidente, tendo em conta a sua abordagem quase apenas filosófica, em oposição aos demais casos que podem ser investigados com rigor, são as situações dos meninos-prodígio.
Os meninos-prodígio são crianças que, com pouca idade, têm conhecimentos fora do que é considerado normal, sendo considerados fenómenos inexplicáveis sob o ponto de vista do conhecimento científico actual. Podemos referir-nos a crianças que desde muito cedo revelam conhecimentos que somente no estado de adulto é normal adquirir, como falar seis, sete ou oito línguas com dois ou três anos de idade, crianças que fazem licenciaturas quando deviam andar a brincar e com outras tarefas mais infantis, de acordo com a sua idade física.

Os meninos-prodígio revelam faculdades fora do normal e sugerem ser pessoas que voltam à Terra, num novo corpo, com capacidades intelectuais muito mais desenvolvidas do que a maioria das pessoas na Terra. Esses seres sobredotados teriam uma capacidade especial de aceder à informação adquirida em vidas anteriores e que consta dos seus arquivos psíquicos.

Se assim não fosse, de onde viriam tais conhecimentos que não são explicados pela genética, pois que outros irmãos biológicos não são portadores da mesma característica? Partindo da suposição que apenas tivéssemos uma vida na Terra, que justiça seria a de Deus, o Criador do Universo, ao dar a excepcionalidade a uns ao ponto de serem fenómenos intelectuais, a imbecilidade ou idiotia a outros, e a “normalidade” aos demais? Haveria sem dúvida tratamento desigual perante os Seus filhos, por parte do Criador do Universo. Assim agindo, diz-nos a lógica, Deus seria menos que nós próprios aqui na Terra, pois que nós, seres humanos, procuramos dar as mesmas condições de êxito aos nossos filhos de molde a que um não seja preterido relativamente ao outro. Que não faria Deus por nós, sendo omnipotente, a justiça infinita? Pelo menos faria o mesmo que nós, seres imperfeitos, temporariamente no planeta Terra.

Os meninos-prodígio são seres que voltam à Terra para darem
um “empurrão” evolutivo à sociedade nas mais
variadas áreas do conhecimento

Na perspectiva reencarnacionista, o Espírito vive tantas vidas físicas quantas forem necessárias, nos mais variados planetas, até atingir o estado de Espírito puro, ensejando assim para todos, igualdade de oportunidades, cabendo a cada um esforçar-se mais ou menos de acordo com o seu livre-arbítrio, no seu processo evolutivo.
Kirill Troussov, (na foto) com apenas cinco anos de idade, foi admitido na reputada escola de música para talentos precoces do Conservatório Rimski-Korsakov, situado em São Petersburgo. Aos sete anos de idade actuou com a Orquestra Nacional Russa em Moscovo.
Ganesh, inglês, de origem indiana, licenciou-se em Matemáticas, com distinção, com 13 anos de idade, pela Universidade de Surrey, perto de Londres, na Inglaterra (in jornal “Público”, 19 de Julho de 1992, Portugal).
Dizem os Espíritos, quando se comunicam com a humanidade no planeta Terra, através de pessoas portadoras de percepção extra-sensorial ou mediunidade) que os meninos-prodígio são seres que voltam à Terra para darem um “empurrão” evolutivo à sociedade nas mais variadas áreas do conhecimento, como a Física, Astronomia, música, religião, arte, entre outras.
No próximo artigo iremos abordar os casos de crianças que se lembram de vidas anteriores, com pouca idade, em casos pesquisados sob grande rigor científico e que não deixa margens para dúvidas, de acordo com esses pesquisadores, de que a reencarnação é uma realidade, esperando-se inclusive que possa vir a ser considerada dentro de anos, como mais uma lei biológica, na perspectiva do Eng.º Hernâni Guimarães Andrade, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, em Bauru, São Paulo, no Brasil, um dos mais conceituados pesquisadores nesta área, a nível mundial.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec
Hernâni Guimarães Andrade:
Você e a Reencarnação,  1ª ed., Bauru, São Paulo, CEAC- Editora, 2002, Brasil
Morte, uma Luz no Fim do Túnel, 1ª Ed.; São Paulo: FE, 1999, Brasil
Reencarnação no Brasil. 1ª Ed.; São Paulo: Casa Editora “O Clarim “, 1988, Brasil
Renasceu por Amor, 2ª Ed.; São Paulo: FE, 1995, Brasil
Morte, Renascimento, Evolução, 9ª Ed.; São Paulo: Editora Pensamento, 1993, Brasil

http://www.adeportugal.org/ – Curso Básico de Espiritismo, Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal

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Reencarnação: mito ou realidade? (II)



Depois de termos efectuado um rápido bosquejo histórico acerca da crença na reencarnação, nas mais diversas culturas e sociedades ao longo dos tempos, vamos hoje abordar os casos sugestivos de reencarnação (C. S. R.), de um modo geral, para nos adentrarmos mais particularmente nesses mesmos casos nos artigos seguintes.

Se outrora a reencarnação (a acção de um Espírito voltar a um novo corpo de carne) era uma questão de crença das mais diversas culturas, hoje ela adentra-se nos gabinetes de pesquisa científica e só mesmo o preconceito cultural poderá fazer com que se ignore as inúmeras evidências científicas em torno da reencarnação.
De um modo geral poderemos enumerar quatro tipos de casos sugestivos de reencarnação: 1- os meninos-prodígio; 2 – as crianças que se lembram de vidas anteriores; 3 – os casos de Espíritos que se comunicam informando que vão reencarnar, onde e com que características; 4 – as terapias regressivas a vivências passadas. 
No que concerne aos meninos-prodígio como explicar as suas faculdades extraordinárias sem o recurso à tese da reencarnação? Com a teoria da reencarnação podemos encontrar nos meninos-prodígio seres mais evoluídos intelectualmente, que voltam com uma determinada missão de dar um “empurrão” à sociedade nas mais diversas áreas do conhecimento, seja na arte, na ciência, na religião, entre outras áreas da vida. O menino-prodígio é alguém que volta, com conhecimentos adquiridos em vidas anteriores e que por um processo que desconhecemos tem capacidade de aceder aos conhecimentos que transporta de vidas passadas, com muita facilidade.

Existem quatro tipos de evidências da reencarnação:
meninos-prodígio, crianças que se lembram de vidas anteriores,
comunicações espirituais, regressão de memória

No que concerne aos casos de crianças que se lembram de vidas anteriores, eles são aos milhares pelo mundo fora, de tal modo que têm sido largamente pesquisados por cientistas de renome mundial e mundialmente respeitados como o Dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra nos EUA, o Eng.º Hernâni Guimarães Andrade no Brasil, o Dr. Hemendra Banerjee na Índia, entre muitos outros. São casos de tal modo evidentes que conseguem sobreviver a qualquer outro tipo de explicação que se tente arranjar. Ian Stevenson, afirmou este ano (2002) na Ordem dos Médicos, no Porto, Portugal, que «hoje em dia qualquer pessoa racional pode acreditar na reencarnação com base em provas», numa declaração impressionante pelo seu conteúdo e pela base científica que ela encerra.
Outro tipo de pesquisa igualmente desconcertante é aquela que envolve comunicações através de médiuns, informando o Espírito X que irá reencarnar na família Y, com esta ou aquela característica o que vem a confirmar-se à posteriori. Tais casos aconteceram ao tempo de Allan Kardec, em meados do século XIX e no século XX com o conhecido médium brasileiro Francisco Cândido Xavier, bem como outros pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), orientado pelo Eng.º Hernâni Guimarães Andrade.
Por último podemos abordar de leve as terapias regressivas a vivências passadas, onde pacientes em estado modificado de consciência têm fornecido dados incríveis, que não poderiam conhecer nesta vida e que depois de pesquisados são confirmados, inclusive dados referentes a outras épocas da humanidade e a outros países.

Os casos sugestivos de reencarnação
são cada vez mais levados a sério pelos homens de ciência

Tais pesquisas são de tal modo evidentes, fortes, que hoje, uma grande parte dos cientistas que lidam com a psique humana não podem deixar de se orientar pela corrente da psicologia chamada de transpessoal, isto é, a ideia de que somos mais do que simples corpos de carne, de que somos Espíritos imortais temporariamente em corpos de carne.
Allan Kardec, (pseudónimo do conhecido e conceituado sábio parisiense, professor Rivail) após anos a fio de pesquisas dos factos espíritas compilou a doutrina espírita, ou melhor codificou-a, depois desta ter sido ditada pelos Espíritos através de inúmeros médiuns e deixou sempre uma orientação segura para os espíritas: «a verdadeira fé é aquela que enfrenta a razão face a face em todas as épocas da humanidade», deixando o ensinamento de que se algum dia a chamada ciência oficial provar que um único postulado espírita está errado então devemos abandoná-lo e seguir o postulado então descoberto pela ciência oficial.
Curiosamente, nos mais variados vectores do mundo científico, as novas descobertas têm vindo atestar a veracidade dos ensinamentos dados pelos seres espirituais e compilados por Allan Kardec na monumental obra que ele deixou à humanidade: «O Livro dos Espíritos», «O Livro dos Médiuns», «O Evangelho Segundo o Espiritismo», «O Céu e o Inferno» e «A Génese».


Bibliografia recomendada: www.adeportugal.org

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Reencarnação: mito ou realidade? (I)




Tendo em conta a actualidade deste tema «A Reencarnação» iremos debruçar-nos sobre ele ao longo dos próximos artigos.

A palavra reencarnação significa (re + encarnar + acção) a acção de voltar a um novo corpo de carne, após a morte do corpo físico. Sendo hoje em dia crença de cerca de 2 / 3 da população mundial, de acordo com as estatísticas, e encarada em moldes diferentes, tem sido alvo de inúmeras pesquisas por parte de muitos cientistas a nível mundial, independentemente das suas convicções filosóficas e / ou religiosas.
Já os primeiros cristãos tinham a noção da reencarnação, isto é, a ideia de que as almas dos que já tinham vivido antes voltariam com novos corpos, chamando a essa crença “ressurreição”, já que o termo “reencarnação“ apareceria mais tarde. As passagens do Novo Testamento que evidenciam a reencarnação são tantas que seria fastidioso enumerá-las.
"A doutrina das vidas sucessivas, ou reencarnação, é também chamada palingenesia, de duas palavras gregas - palin, de novo, genesis, nascimento. Já a teoria da metempsicose, de que as almas poderão voltar em corpos de animais, como castigo divino, não faz qualquer sentido, pois seria um retrocesso evolutivo que contrariaria as leis da natureza. O que há de mais notável é que, desde os albores da civilização, ela, a ideia da reencarnação, foi formulada, na Índia, com uma precisão que o estado intelectual dessa época longínqua não fazia pressagiar. 

Inúmeras pesquisas científicas actuais vêm confirmando
as teses em defesa da existência da reencarnação

"Com efeito, desde a mais alta Antiguidade, os povos da Ásia e da Grécia acreditaram na imortalidade da alma, e mais ainda, muitos procuravam saber se essa alma fora criada no momento do nascimento ou se existia antes. "Na Grécia vai-se encontrar a doutrina das vidas sucessivas nos poemas órficos; era a crença de Pitágoras, de Sócrates, de Platão, de Apolónio e de Empédocles. Platão adopta a ideia pitagórica da palingenesia. Ele fundou-a em duas razões principais, expostas no "Fedon". A primeira é que, na natureza, a morte sucede à vida, e, sendo assim, é lógico admitir que a vida sucede à morte, porque nada pode nascer do nada, e se os seres que vemos morrer não devessem mais voltar à Terra tudo acabaria por se absorver na morte. Em segundo lugar, o grande filósofo baseia-se na reminiscência, porque, segundo ele, aprender é recordar. "Descartes, Leibnitz e Kant tiveram uma certa intuição destes factos (caracteres dissemelhantes dos gémeos e terem os meninos-prodígio talentos que os pais não possuíam); Descartes, sobretudo, na sua teoria das ideias inatas... "Todas estas religiões se basearam na crença nas vidas sucessivas: o bramanismo, o budismo, o druidismo, o islamismo. O cristianismo primitivo não abriu excepção à regra. Traços desta doutrina se nos deparam no Evangelho. Os padres gregos Orígenes, Clemente de Alexandria e a maior parte dos cristãos dos primeiros séculos admitiam-na...". Segundo Leslie D. Weatherhead, da Igreja Anglicana de Londres (The Case for Reencarnation, de Leslie D. Weatherhead, Londres, 1958), o conceito das vidas sucessivas foi rejeitado pela Igreja Católica no Concílio de Constantinopla, em 553, por votação, na qual a reencarnação perdeu por 3 a 2. O que realmente aconteceu foi que um sínodo local condenou os ensinamentos de Orígenes acerca da preexistência da alma, em 553, na cidade de Constantinopla, crê-se que até por imposição política do imperador Justiniano, a cuja esposa desagradava a ideia de poder reencarnar como escrava, se maltratasse os escravos, como então se ensinava.

Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei.

A pluralidade das existências, cujo princípio Jesus estabeleceu no Evangelho, sem todavia definir, como a muitos outros, é uma das mais importantes leis reveladas pelo espiritismo, pois demonstra-lhe a realidade e a necessidade do progresso. Com esta lei, o homem explica todas as aparentes anomalias da vida humana; as diferenças de posição social; as mortes prematuras que, sem a reencarnação, tornariam inúteis à alma as existências breves; a desigualdade de aptidões intelectuais e morais, pela ancianidade do espírito que, mais ou menos, aprendeu e progrediu, e traz, nascendo, o que adquiriu nas suas existências anteriores... "Com a reencarnação desaparecem os preconceitos de raça e de casta, pois o mesmo espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao facto material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade... O pensamento reencarnacionista pode descrever-se desta forma, à luz do espiritismo: Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei. Para a próxima semana iremos abordar as várias evidências científicas da reencarnação.

Bibliografia: Caderno 6 do Curso Básico de Espiritismo da ADEP www.adeportugal.org

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Espiritismo: evidências científicas (conclusão)



A prática do Espiritismo tem uma componente científica. Agora, são os cientistas não espíritas que o vêm comprovar. Vamos hoje concluir esta série de sete artigos sobre as experiências científicas que provam a eficácia da fluidoterapia, prática comum nas associações espíritas, que engloba o passe espírita (transmissão do magnetismo humano mais energias espirituais para a pessoa necessitada) e a água magnetizada por essas mesmas energias.

Após esta série de seis artigos já publicados sobre este assunto vamos hoje concluir esta recolha de pesquisas nesta área.

Estudos efectuados pelo Dr. John Zimmerman, na Faculdade de Medicina da universidade do Colorado, USA, utilizaram SQUIDs (Dispositivos Supercondutores de Interferência Quântica) ultra-sensíveis para medir o magnetismo, detectando aumentos fracos, porém significativos nas emanações magnéticas das mãos do curandeiro durante o processo de cura. Ele reuniu evidências adicionais para sugerir que a energia curativa é realmente de natureza magnética. «...o Dr. Zimmerman demonstrou a existência de significativas elevações na intensidade dos campos magnéticos emitidos pelas mãos dos curadores.» (Gerber, R.- Medicina Vibracional - Uma Medicina para o Futuro, 12ª ed.; São Paulo: Cultrix, Cap. IV, 1997)
«Isto sugere que as energias vitais subtis dos curandeiros parecem ter principalmente propriedades magnéticas!... As energias dos curandeiros diferem dos campos magnéticos pelo facto de seus efeitos serem qualitativa e quantitativamente diferentes. Embora sejam extremamente fracos, os campos magnéticos associados aos curandeiros produzem poderosos efeitos químicos e biológicos.»(Gerber, cap. IV, 1997).

CONCLUSÃO

Perante estes estudos, quer parecer-nos que fica bem evidenciado aquilo que nós espíritas há muito vimos defendendo, isto é, que em determinadas condições é possível influenciar positivamente os campos energéticos das pessoas, bem como da água, através da fluidoterapia (o chamado “passe espírita” bem como a “água fluidificada“, práticas estas muito comuns nas associações espíritas).
Fica também evidenciado que não é necessário o passe com movimentos das mãos à volta da pessoa, bastando a atitude mental, conforme os ensinamentos de Allan Kardec, reforçados pelo prof. José Herculano Pires.
Nesse sentido, seria muito útil se houvesse mais pesquisa nesta área, bem como noutras, dentro do movimento espírita mundial, quer comprovando estas assertivas, quer descobrindo outras situações passíveis de pesquisa, procurando incorporar nas suas pesquisas pessoas habilitadas para tal, demonstrando, assim, a postura (também) científica do Espiritismo e a racionalidade dos seus conceitos, recordando o inesquecível Allan Kardec, quando afirmou que no dia em que a ciência oficial demonstrar que um único ponto do Espiritismo está errado, então os espíritas abandonarão esse ponto e seguirão a ciência oficial.

Bibliografia:
“Fluidoterapia: Evidências Científicas”, trabalho apresentado por José Lucas, Caldas da Rainha – Portugal) no 2º Congresso Espírita Mundial, Lisboa, 1998.