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Vamos todos fazer greve?


O Homem, na sua busca por uma vida melhor nas relações interpessoais, vai buscando mecanismos, processos e ferramentas que permitam uma coexistência pacífica, onde os direitos de uns e de outros não sejam espezinhados.
Com o advento da liberdade do ser humano, vão-se criando Leis dos Homens que, procuram essa equidade de direitos e deveres.
Quando o diálogo falha, geralmente as pessoas revoltam-se e fazem greve, não trabalhando, paralisando, prejudicando aqueles que nos prejudicam.
E se todos fizermos greve… espiritual?

Os regimes políticos, democráticos, buscam, pelo menos em teoria, ir de encontro aos anseios da sociedade, procurando leis justas e equitativas, que sirvam a todos de igual modo. Mesmo nesse trajecto, os desencontros de opinião são muito grandes e, quando extremadas as posições, existem mecanismos de se tentar “forçar” o “opositor” a ceder ao nosso ponto de vista.
Um desses mecanismos é a greve, um direito social consagrado na “Lei Fundamental” do país. As pessoas não trabalham, provocando prejuízos àqueles que os prejudicam, acabando todos por serem prejudicados.
A greve, mecanismo abençoado para que os trabalhadores não sejam escravizados pelos patrões, não deixa de reflectir uma certa inferioridade da evolução social da humanidade.
Com bom senso e, não fazendo ao próximo o que não gostaríamos que nos fizessem, como Jesus de Nazaré aconselhava, colocando-nos na posição do outro, facilmente os pontos de vistas seriam ultrapassados, se os interesses comuns estivessem acima dos interesses pessoais. No entanto, o egoísmo, mãe de todos os defeitos que o ser humano possui, ainda vige no coração do Homem, que assim, estertora na vida, procurando equilíbrio e equidade onde ela não está – nos interesses de um determinado grupo ao qual se pertença.
Tal posição egoísta (mesmo que corporativa) conduz a lutas, a posições extremadas, como se a vida fosse uma batalha constante de uns contra os outros.
Na sua miopia espiritual, o homem faz da vida um fardo, quando as suas energias poderiam ser canalizadas para o bem comum.

O egoísmo é a grande chaga da humanidade
que urge extirpar de dentro de nós.

Quando assim for, as leis dos homens aproximar-se-ão das leis divinas (veja-se “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec) e assim, evoluindo espiritualmente, o bem comum estará acima dos interesses pessoais, já que o egoísmo será paulatinamente transmutado em fraternidade, à medida que o homem for evoluindo em espiritualidade.
Nessa altura, não fará sentido a greve constar das leis dos homens, pois todos os conflitos serão solucionados com bom senso, equilíbrio e senso do bem comum.
Com o fluir da Vida, através das múltiplas reencarnações, esse estado social será uma realidade, à medida que Espíritos mais evoluídos forem voltando à Terra, no lugar dos Espírito egoístas que, reencarnarão em planetas menos evoluídos e mais de acordo com a sua evolução moral.
Até lá, podemos ir fazendo o nosso trabalho de casa.
Por isso, propomos que, em 2015 todos nós façamos greve ilimitada, à satisfação dos nossos interesses egoístas, façamos greve ilimitada ao orgulho, ao ódio, à vaidade, à inveja, à intolerância, à incompreensão, à maldade, à maledicência, à violência de todo o matiz, içando bem alto a bandeira da Paz que todos dizemos querer como envoltório social.
Façamos pois a nossa parte.
A cada um de acordo com as suas obras, já nos dissera, há mais de dois mil anos, Jesus de Nazaré.

Se levarmos por diante este desiderato, teremos sem sombra de dúvidas, a mais bela e abençoada greve de todos os tempos, em toda a Humanidade!

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Violência e Paz...


O mundo está perigoso, diz-se à boca cheia. Cada vez há mais violência, não só entre povos como também entre grupos de interesses e familiares. Haverá solução para este drama social que nos consome?

1 - Um estudo revela que, de 162 países, apenas 11 não estão em guerra no mundo hoje. Não em guerra aberta declarada, mas envoltos nas guerras regionais e locais, de um modo ou de outro.

2 - Este ano, em Portugal (país pacífico), já foram mortas 27 mulheres (até 28 de Novembro de 2014), vítimas de violência doméstica.

3 - Curiosamente não se consegue encontrar um número definido de organizações que estão empenhadas na paz no mundo. Impossível conseguir contabilizar os actos de paz levados a cabo, diariamente, no mundo inteiro.

Figuremos dois pescadores, na pesca à linha, numa praia. Um diz que o mar é perigoso pois tem peixes-aranha, tubarões, tsunamis, as pessoas morrem afogadas, há naufrágios. O outro, refuta os argumentos, dizendo por sua vez que, o mar serve para pescar, fazer caça submarina, surf, bodyboard, andar de barco, nadar, etc.
Qual dos dois tem razão, sendo o mar, neutro?
Obviamente, tudo se desdobra no campo do mero ponto de vista, na maneira como analisamos as situações.
Os órgãos de comunicação social de hoje, têm sede de escândalos, de “sangue” de notícias que firam a sensibilidade, pensando assim estarem a prestar um bom serviço à comunidade. Esta, por sua vez, intoxica-se mentalmente com o mal alheio, como se isso alimentasse a sua sede inconsciente de sobrevivência.
Jesus de Nazaré aconselhava sabiamente, “amai o próximo como a vós mesmos”, numa notável lei de sabedoria para uma convivência pacífica e evolutiva na sociedade.
O problema é que não amamos o próximo (isto é, não fazemos ao próximo o que desejaríamos para nós) porque, também não nos amamos (não temos sentimentos, pensamentos e atitudes que nos façam bem).
Escolhemos o melhor peixe, a melhor carne para que o corpo físico não adoeça (corpo que irá morrer) e, intoxicamo-nos com todo o lixo mental que encontramos (sendo o Espírito imortal).
São os paradoxos do ser humano, numa sociedade que perdeu o Norte de Deus e, que tem de reaprender a amar-se e a amar, para poder ser feliz.

A violência e a paz são estados de alma, que cada um pode
escolher amplificar e esparzir pelo mundo fora

A violência e a paz, mais do que actos exteriores, são estados de alma, que cada um carrega de acordo com as suas escolhas íntimas.
Há que alimentar as atitudes pacíficas e, transmutar as tendências violentas. Para isso, urge educarmo-nos, aprendermos e ensinarmos as nossas crianças, em busca de um devir melhor.
Fora da caridade não há salvação” é um lema da doutrina espírita que, projecta para hoje essa paz que, todos buscamos e, que tão pouco fazemos para que se torne realidade.
Fica o convite: a partir de hoje, treinarmos, diariamente, a nossa mente em busca da paz, questionado que sentimentos temos tido, que pensamentos alimentámos, que tipo de conversas tivemos, que filmes e programas televisivos vimos, que género de livros lemos, que fizemos pela paz em nós, na família, na comunidade e no mundo…

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A degradação moral...

 




O Planeta Terra passa por um período de transição muito difícil.
A ideia de que somos governados, a nível mundial, por pessoas corruptas, instalou-se nos seres humanos. A humanidade assustada, estertora perante a ditadura dos “mercados” e do capitalismo selvagem.






1 - Homens considerados de topo desnudam-se perante a corrupção descoberta, qual ponta de um iceberg (BPN, BPP, BES, “Vistos Gold”…).

2 - Os agentes políticos perderam a vergonha, a noção de ética, de moral e do bom senso, colocando interesses pessoais acima dos interesses do povo (PS, PSD propuseram retoma de ordenados vitalícios para agentes políticos, CDS absteve-se), quando cerca de 15% da população, desempregada, geme de angústia.

3 - Segundo o bastonário da Ordem do Médicos, José Manuel Silva, várias médicas denunciaram que, nos concursos do Serviço Nacional de Saúde, era-lhes perguntado se pretendiam engravidar (in Jornal de Notícias online, em 20.11.2014, às 15:33).

4 – Um administrador do Hospital Amadora – Sintra, perguntou sobre qual o procedimento mais barato, se a amputação ou a colocação de uma prótese para salvar a perna a um doente (in Jornal de Notícias online, em 20.11.2014, às 16:31).

A podridão moral arrasta-se e arrasta quem nela se deixa envolver, qual caudal lamacento de um rio incontrolável. No entanto, o mal só se destaca devido à inércia do bem.

Os que perderam o Norte de Deus, atolam-se na imoralidade,
e as pessoas sérias aguardam, pacientemente, que
a “divindade” resolva os problemas.

No livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, este pergunta aos Espíritos Superiores se é lícito ao homem colocar a nu os erros alheios, ao que, sabiamente, os bons Espíritos responderam que não, a não ser para evitar males maiores.
Somos chamados, nestes momentos turbulentos de transição moral na Terra, a sermos exemplo de correcção, de honestidade, de seriedade.
Podemos por vezes errar, mas que não o façamos propositadamente, rectificando logo que possível, o caminho certo.
É preciso moralizar os costumes, pegando na assertiva de Jesus de Nazaré “Não fazer ao próximo o que não desejas para ti” que, até os ateus consideram ser atitude nobre.
A Doutrina Espírita demonstrou à saciedade que, a vida continua após o decesso do corpo físico e, que amanhã colheremos o fruto amargo ou doce do que fizermos hoje na Terra, de errado ou de correcto, dentro da Lei de Causa e Efeito.
A ciência materialista está a comprovar todas as assertivas espíritas: a vida continua além da morte, a reencarnação é uma realidade científica, a comunicabilidade dos espíritos está confirmada.
A cada um de acordo com as suas obras”, ensinou Jesus de Nazaré, por isso encontramos na Terra, pessoas em níveis diferenciados de alegria, tristeza, sofrimento ou morte.
Que amanhã, ao adentrarmos o mundo espiritual e, posteriormente ao reencarnarmos, não tenhamos o complexo de culpa insculpido no íntimo, como fonte geratriz de sofrimentos correctivos, devido a um passado delituoso e gerador de sofrimento alheio.

 21.11.2014

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E você?...


A frase é comum e não surpreende ninguém: “está tudo cada vez pior” ou ainda “isto não tem solução”, entre muitas outras que fazemos questão de alimentar no nosso íntimo, como se fossemos masoquistas profissionais perante as dificuldades da vida.
Apontamos a dedo ao outro, à atitude alheia, ao descalabro ou apenas a uma simples descortesia.
Ficamos angustiados, não sabemos sorrir, à mínima dificuldade respondemos com mal-estar emocional, agressividade, por vezes com violência mental, verbal e física.
O mundo está louco”, ouvimos dizer e dizemos também, como se fossemos um mero ramo de uma árvore que foi atirado para a corrente violenta de um rio, do qual não podemos sair.

Olho à volta e vejo gente boa, simples, anónima.
Vejo gente que utiliza o seu tempo para fazer bem, a si próprio e aos demais.
Gente que colabora nos Hospitais.
Gente que visita prisioneiros, gente que se preocupa com os doentes, os carentes.
Gente que se associa em actividades “pro bono”, encantando-se com a alegria de um sorriso, sentido, sincero e agradecido, que em silêncio diz: “Obrigado”!
E agora, quem terá razão, pergunta o mais simples e vulgar cidadão?
O planeta Terra é fruto da Humanidade que ele alberga.
Somos cidadãos do mundo, fazendo parte de uma imensa casa, com múltiplas divisões. Não nos é lícito a indiferença perante o que se passa no quarto alheio, assim como não nos é lícito apropriarmo-nos do que não nos pertence.

Lendo “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, estudando a Doutrina Espírita (ou Espiritismo), a razão aliada à fé raciocinada ensina-me que a Vida é um acto contínuo, a desdobrar-se em vários palcos e, que este planeta Terra é apenas um desses palcos, que depois deste outros virão, seja na espiritualidade, seja neste ou noutros planetas.

A imortalidade do Espírito está demonstrada,
a reencarnação é hoje uma verdade científica e, assim,
abrem-se novos caminhos de esperança, de paz e de harmonia.

Com a Doutrina Espírita aprendi que o mundo não está mal por causa dos outros, mas também, por minha causa. Aprendi que não são os outros que têm de mudar para que o mundo melhore, mas que eu também tenho de melhorar, contribuindo assim para a pacificação do planeta. Aprendi que devo importar-me mais com o que sinto e transporto no coração, com aquilo que penso e faço, uma vez que ninguém me outorgou a tarefa de ser polícia de consciências alheias.
Aprendi que a paz é possível, mas que não vem por decreto, nem vem de fora para dentro, mas nasce em pequeninos gestos do nosso dia-a-dia, saindo de dentro de nós.
Aprendi a compreender a Vida, a entender quem sou, de onde venho, para onde vou e, com esse esclarecimento eu entendo porque os outros agem desta ou daquela maneira.
Aprendi que estamos todos na Terra para evoluir intelectual e moralmente, fazendo ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem.
Aprendi que o mundo, apesar de tudo aquilo que nos chega aos ouvidos, está cada vez melhor… apenas numa fase de transição para um patamar superior da evolução, sofrendo as agruras típicas de toda a “revolução”.
E você, que tem feito para que o mundo seja melhor?


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O mundo está louco... (estará)?


É convicção que o mundo… está louco! Quem o diz, é cada um de nós, mas qual será o mundo louco? O que vemos, o dos outros, ou nós também fazemos parte desse mundo? E nós, como estamos, como habitantes desta grande nave terrestre?

As pessoas são unânimes: “o mundo está louco”, dizem, “está tudo doido”, “guerras e mais guerras, mortes, violência brutal, escândalos, roubos, mentira, falsidade”.
Aparentemente, não existe esperança no horizonte, não há volta a dar.
O medo espalha-se, qual vírus contagioso.
Os direitos humanos, foram pela sargeta abaixo.
Os princípios ético-morais, foram substituídos pelo materialismo caduco e feroz que, transformou o ser humano numa máquina de produção.
As doenças psicológicas campeiam, os casamentos destroem-se, os suicídios aumentam.
Busca-se a causa de tanta desgraça nos modelos macroeconómicos, nas políticas de direita ou de esquerda, no FMI, no BCE, no grupo de Bilderberg.
Procuram-se os “culpados” algures, fora de nós…
No entanto, nós fazemos parte da sociedade terrestre, do mundo louco que criticamos e, contribuímos para que ele esteja como está, com os nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.
Entretanto, veio a Física quântica e deu um golpe mortal no … materialismo.
Tudo é energia, não existe matéria, mas sim energia em diversos estados, alguns deles o que denominamos de “matéria”.
Os Espíritos já tinham informado isso há 157 anos (O Livro dos Espíritos) quando Allan Kardec compilou o Espiritismo (Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos), isto é, os ensinamentos dados pelos Espíritos, através de inúmeros médiuns, num trabalho exaustivo e científico, usando o método indutivo, o método experimental.
Ver o futuro pelos binóculos ultrapassados do materialismo, é o mesmo que estudar ciências pelos livros do século XIX.
Há que estarmos atentos aos novos paradigmas que a sociedade nos apresenta e, que os cientistas têm atestado mundo fora, vindo de encontro aos postulados espíritas: a vida continua após a morte do corpo físico, a comunicabilidade com o mundo espiritual é possível em certas condições e, a reencarnação é uma realidade científica.
Não há como fugir da realidade dos casos sugestivos de reencarnação (CSR), da transcomunicação instrumental (TCI), da transcomunicação mediúnica (TCM), das experiências de quase-morte (EQM’s), das visões no leito de morte (VLM’s) e das experiências fora do corpo (EFC’s).
Remontando aos tempos de Jesus de Nazaré, ele apontava para o fim do mundo e, para aqueles que herdariam a Terra.
Actualmente, os bons Espíritos explicam que esse ensinamento refere-se a um período de transição, ao longo do 3º milénio, onde haverá o fim do mundo de misérias morais e materiais e, que somente os espíritos mais pacificados voltarão a reencarnar na Terra, havendo a separação do “trigo do joio” e, assim, os espíritos belicosos reencarnarão em planetas inferiores, servindo assim de expiação para os mesmos e, simultaneamente, de motor de desenvolvimento para a sociedades pouco evoluídas que encontrarem.

Os tempos são pois de esperança, nunca houve tanto bem,
tanto voluntariado, tanta solidariedade, mas isso não aparece
nas televisões que, ainda são canais de notícias deprimentes
e escandalosas, perturbando assim quem as vê.

Apesar das dificuldades por que quase todos passamos, os bons espíritos são unânimes em incentivar-nos à calma, à esperança, à compreensão, à tolerância e entendimento, estimulando o ser humano a colocar em prática, nestes momentos de decisões difíceis, o ensinamento evangélico de “não fazermos ao próximo o que não queremos que nos façam”.
O Espiritismo tem como máxima “Fora da caridade não há salvação”, incentivando-nos à caridade para connosco e para com o próximo, objectivando acima de tudo, a melhoria íntima, a superação dos defeitos e, a amplificação das virtudes.
Não nos iludamos… é um trabalho urgente, intransferível e inevitável, mais cedo ou mais tarde!
Conhecendo-se, o homem pacifica-se e, pacificando-se, o desmoronar das más práticas sociais não o atormentam, antes felicita-se por ver essa mudança, passo a passo, mas contínua, com a reencarnação de espíritos mais evoluídos que, já aí estão sob a forma de nossos filhos e, que trazem no bojo do seu subconsciente uma vontade férrea de mudar o estado em que se encontram as sociedades.
Dizem-nos os bons espíritos, que vivemos temporariamente num corpo de carne, numa grande nave com 7 mil milhões de habitantes e, que nesta viagem breve de cerca de 80 anos, devemos apostar o máximo que pudermos na nossa reforma íntima.
Evoluindo intelectual e moralmente, o homem vai ascendendo na sua escala evolutiva ao nível espiritual, tendo reencarnações cada vez mais felizes, assim faça por isso.
Os tempos são pois de esperança, nunca houve tanto bem, tanto voluntariado, tanta solidariedade, mas isso não aparece nas televisões que, ainda são canais de notícias deprimentes e escandalosas, perturbando assim quem as vê.
Nascer morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei”.



Bibliogarfia:


Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos

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As eleições e o Espiritismo...


Portugal teve mais um acto eleitoral no dia 25 de Maio de 2014, procurando eleger os seus representantes ao parlamento europeu. No meio da campanha eleitoral, promessas, festas, festarolas e o acto de votar, fica uma sensação de que as pessoas não acreditam nos seus “representantes” políticos, de tal modo é o nível da abstenção. E que tem isto a ver com a Doutrina Espírita (ou Espiritismo)?

Quando a Doutrina dos Espíritos surgiu em meados do século XIX, operou-se uma revolução na Terra: o Espiritismo matou a morte, demonstrando à saciedade, a imortalidade do Espírito, a reencarnação e a comunicabilidade dos Espíritos. Até então, acreditava-se de uma maneira ou de outra na vida além da morte, a partir desse momento, essa vida futura ficou demonstrada de tal modo que, somente as pessoas muito distraídas ainda não se aperceberam disso.
O Espiritismo ensina-nos que vivemos na Terra, num mundo de expiação e provas, onde o mal ainda se sobrepõe ao bem, pese embora a fase de transição para um nível superior que se operará durante o 3º milénio. Nesse sentido, verificamos a desigualdade social, o egoísmo (base de todos os defeitos) desenfreado, aliado ao materialismo anestesiante, a consumirem o bem-estar e as oportunidades de felicidade do ser humano.
A Doutrina Espírita ensina-nos que à medida que o homem for evoluindo intelectual e moralmente, ao longo das vidas sucessivas (reencarnações), vai tendo sede de justiça, de paz, de harmonia, de fraternidade.
As leis dos homens, embora procurando na sua génese serem universais e justas, são ainda muito imperfeitas, procurando na maior parte das vezes, facilitar a ocultação de crimes económicos, entre outros. A justiça, bem inalienável segundo as Constituições dos países na Terra, é acessível apenas aos ricos, havendo muitas vezes uma relação de causa e efeito entre a capacidade de pagar a advogados caros e o desenlace dos processos judiciais.
Dizem os bons espíritos que estamos numa fase evolutiva, do ponto de vista espiritual, ainda muito primitiva e, que ao longo dos séculos, as leis dos homens vão-se aproximando das leis divinas, da Lei Natural, das Leis Morais, que podemos encontrar por exemplo na obra “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. Quando tal desiderato acontecer, não mais os homens procurarão enganar outros homens, não mais o egoísmo será o paradigma dominante, e a noção de justiça social, de equidade diferenciada, de irmandade, será uma realidade sentida por cada ser humano, que transportará de modo consciente (o que ainda não acontece) no seu íntimo, a certeza da perenidade das leis divinas.

Com a reencarnação, novos espíritos aí estão, a fim de mudarem
o paradigma existencial da sociedade, baseado no egoísmo,
pelo paradigma da solidariedade e do amor ao próximo.

Gerindo-se pela sua consciência, onde estão inscritas as leis de Deus, o homem não mais ludibriará, não abusará dos dinheiros públicos e, a política será encarada como uma nobre missão de servir o povo, seus irmãos em evolução. Provavelmente, os eleitos serão de outra forma, pela sua capacidade ético-moral-intelectual, um pouco à semelhança do mundo espiritual, onde os líderes se destacam pela sua grandeza moral, pela sua evolução que se impõe naturalmente, pela gentileza, pela bondade, pelo Amor, características próprias dos espíritos nobres e evoluídos.
Para aqueles que descrêem do futuro, o Espiritismo explica que tal transformação moral na Terra será mais rápida do que se pensa, através do fenómeno natural da reencarnação (que já está a ocorrer) onde espíritos mais evoluídos moral e intelectualmente estão a voltar ao planeta, a fim de darem um “empurrão” na senda da evolução. Esses seres espirituais, nossos filhos, vêm com novas ideias, novas noções de justiça e de equidade e, serão em breve os futuros gestores, governantes, agricultores, artistas, teólogos, filósofos, cientistas, etc…, que catapultarão a Terra para novos horizontes existenciais, mais justos e felizes.
Até lá, façamos a nossa parte, dando o exemplo de rectidão, de honestidade, de caridade, sem cogitar dos erros alheios que não podemos solucionar.

Relembrando Jesus de Nazaré, cada um de nós voltará à pátria espiritual com aquilo que semear e colher nesta vida, dentro da assertiva de que “a semeadura é livre mas a colheita obrigatória”.

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Portugal subsidia morte de 100 mil crianças...

O título pode parecer cruel, mas não é! É apenas o retrato factual de uma realidade que choca a sensibilidade do ser humano. O governo português subsidiou a morte de 100 mil crianças, entre 2008 e 2012, através do aborto aprovado em referendo nacional. E as consequências espirituais? 

Os dados são chocantes. Apareceram frios, no écrãn do meu computador.
Após a aprovação em referendo nacional em 2007 e, até 2012, foram mortas 100 mil crianças em Portugal, mortes essas, subsidiadas pelo Estado português.
Os custos com o aborto atingiram os 100 milhões de euros, relativos a subsídios sociais e despesas com deslocações, e as mulheres trabalhadoras que abortam, recebem 100% do subsídio social, enquanto uma mãe que está de baixa para dar assistência ao filho, só recebe 65% do salário.
Mas não queremos dar realce aos custos financeiros com o aborto (100 milhões de euros em 5 anos), numa época em que o Estado não tem dinheiro para garantir a saúde dos portugueses.
O mais curioso é que esta notícia, que apareceu num ou noutro jornal, não foi notícia nos grandes “media”. Matar através do aborto não é notícia, mas se matarmos com uma faca ou pistola isso sim, é importante.
Quedemo-nos pela visão espírita do assunto.
A Doutrina dos Espíritos (ou Espiritismo) não é mais uma religião ou seita, mas um conjunto de ideias bem alicerçadas nas suas vertentes científica, filosófica e moral.
Na notável obra “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, as respostas dos Espíritos superiores são claras:

357. Que consequências tem para o Espírito, o aborto?
“É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.”
358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”
359. Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
“Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.”

Os importantes estudos do notável psiquiatra americano Ian Stevenson, secundado pelo actual Brian Weiss, entre muitos outros médicos, cientistas e pesquisadores pelo mundo fora, vêm comprovar cientificamente as teses espíritas em torno da realidade da reencarnação como lei biológica, da comunicabilidade dos Espíritos e, consequente existência da vida para além da morte do corpo físico.
Assim sendo, estes novos paradigmas existenciais perfilam-se no horizonte e, irão mudar radicalmente o “modus operandi” do ser humano na sociedade.
Conhecendo a Lei de Causa e Efeito (Lei de Causalidade), colheremos quer ao nível pessoal quer ao nível grupal (Nação ou conjunto de Nações) o fruto das nossas atitudes, pensamentos e sentimentos, não numa perspectiva de castigo divino, mas sim numa perspectiva pedagógica, em que cada um busca consertar o que fez mal, a fim de poder fruir do bem-estar interior, como base para novos voos existenciais em busca da felicidade em níveis superiores.
Recordando as palavras do grande psicoterapeuta da Humanidade, Jesus de Nazaré, “a semeadura é livre mas, a colheita é obrigatória”, e “a cada um, de acordo com os seus actos”.

Ficamos a pensar nas consequências espirituais de quem aborta levianamente, de quem efectua os abortos, de quem os legislou e aprovou, mas pensamos igualmente no tempo que virá em que, olhando para a História, leremos horrorizados, em futuras reencarnações, que outrora, os seres humanos ainda matavam os bebés no útero materno, por questões de mero comodismo, tal como hoje vemos horrorizados os crimes do nazismo, ou os desmandos de Nero, na Roma antiga, onde se matavam pessoas pelo mero prazer lúdico, de se verem livres daqueles que pensavam de maneira diferente e seguiam a mensagem de Jesus!

Março 2014

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Ondas gigantes...

O mar é fascinante, as marés vivas ainda mais e, quanto há tempestades, as pessoas deleitam-se a contemplar a beleza da “fúria” do mar.
Outros, optam por surfar essas mesmas ondas, como o britânico Andrew Cotton ou o havaiano Garret McNamara que, imortalizaram as ondas na Nazaré, Portugal.
Mas, existem outras ondas gigantes que são surfadas todos os dias, por gigantes anónimos do mar, mas que não são conhecidas, por não serem mediáticas.
Há cerca de mais ou menos 1 ano, conheci a Mariana (nome fictício). Jovem bonita, loira, na casa dos 25 anos, cheia de vida e energia. É impossível não se simpatizar com ela.
Quando me contou a sua história de vida prometi nunca mais me queixar da vida.
Nos seus 25 anos de idade, Mariana já tinha surfado cerca de 7 operações de alto risco ao sistema vascular, nas ondas da vida, lá para os lados do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Apesar de quedas iminentes, lá se conseguiu agarrar à prancha da competência dos cirurgiões e, continuar a querer surfar outras ondas, diferentes, menos turbulentas.
Mariana, vai surfar novamente dentro de dias, uma onda mais perigosa que a do McNamara, não porque queira, mas por imperativo da vida. Ficamos todos a torcer para que as pranchas aguentem e, eu volte a ver aquele sorriso bonito e cheio de garra pela vida, que ela exala.
Faz hoje (5 de Fevereiro de 2014) um ano que, Joana, outra amiga minha, surfou a maior onda da sua vida, quase inacreditável.

Amanhã, noutras vidas, noutros mundos, surfaremos outras ondas,
mais serenas e deliciosas, quiçá com outras técnicas
que por agora desconhecemos…

De repente, sem que ela contasse, estava na crista de uma enorme e assustadora onda de leucemia do seu jovem marido, na casa dos 30 anos, pai de 2 crianças bebés. A mota de água da vida puxou-os para lá, largando-os de seguida para que seguissem o seu roteiro.
A minha amiga Joana, apesar de ser três réis de gente, aguentou-se firme na crista da onda e, ao longo deste ano, tem-na surfado continuamente, fazendo os maiores malabarismos possíveis e imaginários, sem se dar ao luxo de cair da prancha que a sustenta.
Não fosse a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) e, estaria revoltadíssimo com a situação, quer da Mariana, quer da Joana. Mas, com o Espiritismo, aprendi as leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, bem como a lei de causa e efeito, a imortalidade, a reencarnação, quem somos, de onde viemos, para onde vamos, nesta encruzilhada da Vida.
Não fosse o Espiritismo e, quer a Mariana, quer a Joana, estariam hoje desesperadas, mas, ao invés, sabem que são imortais e, que os momentos difíceis por que passam estão escritos nas estrelas, como consequência de experiências menos nobilitantes em outras vidas (como aliás com todos nós).
Neste mar de ondas gigantes, enquanto uns se divertem a arriscar a vida por prazer, adrenalina e prémios, outros surfam ondas enormes, por uma questão de estoicismo, de resistência, de vontade de viver, de superação.
Nunca mais esquecerei as minhas amigas Mariana e Joana, pois quem sabe, um dia, não terei de pegar na minha prancha e surfar uma onda bem grande, mas aí, já saberei que outros o fizeram com êxito, tenacidade e garra, com vontade de vencer. 
E amanhã, noutras vidas, noutros mundos, surfaremos outras ondas, mais serenas e deliciosas, quiçá com outras técnicas que por agora desconhecemos…

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AVC espiritual...

Mais um dia de trabalho para o Joaquim, no Hospital central onde é psiquiatra. O dia chuvoso trouxe-lhe poucos doentes. Entretanto, foi chamado para ver um doente que tinha entrado nas urgências com um AVC (acidente vascular cerebral).
Perguntava-se ele: “para um psiquiatra?“

Habituado às idiossincrasias diárias da vida de um médico psiquiatra, que praticamente já vira de tudo, lá disse à auxiliar que, podia mandar entrar o doente com o AVC, mas que aquele assunto não era da sua especialidade.
A enfermeira e a auxiliar insistiam que aquele AVC era “diferente”, pois tinha sido visto pelos médicos da urgência e, o doente não tinha nada, e quando é assim… manda-se para o psiquiatra!
Joaquim contava as horas para sair do serviço, e regressar ao aconchego do lar, revendo os familiares.
O doente lá entrou e, depois de examinar atentamente o registo do doente, de facto, aparentemente o doente não tinha qualquer patologia, pensava Joaquim. No entanto, o mesmo aparentava todos os sinais de um AVC.
Um familiar que o acompanhava, disse que o doente costumava ter umas situações “esquisitas”, “sabe Dr. parece daquelas coisas, que se fala por aí…”
Joaquim perguntou que coisas: “aquelas coisas de médiuns….”, já ouviu falar? Ás vezes dá-lhe estas coisas, sabe, Sr. Dr….?!!!!”
Hummm….” Foi a resposta discreta do médico.
De repente, fez-se-lhe luz.
Joaquim, além de médico, psiquiatra, era um entendido e estudioso da mediunidade (percepção extra-sensorial) e da doutrina espírita (ou espiritismo), e as coisas começaram a compor-se no seu “puzzle” mental.
Joaquim apercebeu-se que o doente apenas era um médium deseducado, sem conhecimento da faculdade que possuía (o sexto sentido ou mediunidade) e daí os achaques e as doenças-fantasma.
Joaquim, apercebendo-se pela sua sensibilidade espiritual, da presença de um ser já falecido junto do doente, começou a falar com o ser falecido (embora o doente e o familiar pensassem que o médico falava com o doente) e, foi mentalmente pedindo ajuda espiritual para aquele ser que teria falecido com um AVC, e cujos sintomas o doente, médium sem saber, captava telepaticamente.

Os médicos, precisam urgentemente de conhecer o espiritismo e a mediunidade, 
para melhor poderem entender o ser humano, na sua condição de 
espírito imortal, temporariamente num corpo carnal.

Passados uns 10 minutos de evangelização e apelo à confiança em Deus, o doente foi recuperando a lucidez, até voltar ao “normal”, enquanto o falecido com um AVC era recolhido pelos amigos espirituais do médico (guias ou anjos da guarda).
Joaquim, informou o doente que estava tudo bem e, que podia ir para casa, que não se preocupasse e, pese o alívio do mesmo, o seu familiar não se conformava: “Mas, óh, Sr. doutor, não lhe vai receitar nada?”
Joaquim, habituado à psicologia do quotidiano ripostou: “olhe, a srª acredita naquelas coisas, que falou há pouco?”
“Acredito sim, sr. Dr.”
Então pegue no seu familiar e leve-o a um centro espírita, na localidade X, que lá ele pode ser ajudado, pois o caso dele não é físico mas espiritual”.
O sorriso da esposa do doente (como que dando a entender, até que enfim que alguém me entende), foi o melhor pagamento que o médico poderia ter naquela noite chuvosa.
E enquanto o doente e a esposa se despediam no meio de mil agradecimentos, Joaquim, médico, psiquiatra, espírita desde pequeno, ficava a meditar em quanto sofrimento haverá por esse mundo fora, com pessoas, cuja doença é apenas serem portadoras de uma faculdade espiritual (mediunidade, sexto-sentido ou percepção extra-sensorial) que os psiquiatras que não conhecem o espiritismo, rapidamente etiquetam de psicóticos e encaminham para um internamento desnecessário.
Naquela noite, Joaquim tinha tratado o seu primeiro “AVC espiritual”, pensava ele, sorridente e, agradecendo a Deus a oportunidade de ser útil àquele ser humano.
Estamos em crer que, um dia, os currículos de medicina contemplarão as faculdades espirituais do ser humano, a fim de não serem catalogadas como patologias.

Que venha depressa esse tempo…

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Manicómio? Depende do médico...


Aquela 3ª feira era mais um dia de azáfama. O médico, psiquiatra, despediu-se dos filhos, do cônjuge e rumou apressadamente ao Hospital onde presta serviço. Enquanto trincava à pressa uma bucha de pão, no meio do trânsito loucamente normal de Lisboa e arredores, ia ouvindo as notícias, com aquele ar de quem já não ouve nada. Desligou o rádio. Ideias saltitantes iam de galho em galho, nos milhões de neurónios cerebrais: contas à vida, o futuro dos progenitores, o dia de amanhã entre outras questões existenciais.

Após o matinal musichall das buzinas rodoviárias, lá chegou ao parque de estacionamento do Hospital.
Um café bem forte vinha mesmo a calhar.
Chegado às urgências, um enfermeiro atirou-lhe de repente: “doutor, hoje de manhã já ali estão 3 para si”.
Ele parou, sentou-se à secretária, e enquanto nos escaninhos da mente se questionava por onde andaria o seu pai falecido (agora no mundo espiritual), ia dando uma vista de olhos pelos processos. Pegou no microfone de chamada, ligou-o e, chamou o doente nº 1, num gesto já ritualizado.
Batem à porta, à qual responde: “pode entrar”!
Um jovem, franzino, adentra o consultório, ar cabisbaixo e, como que a sondar todos os cantos do espaço físico, não fosse haver ali alguma ameaça. Afinal, não era um consultório qualquer, era um consultório de um psiquiatra, num Hospital do Estado (nada fiável, pensava ele).
O médico, espírita, após as suas orações antes do trabalho no Hospital, onde solicitara o amparo dos bons espíritos e a lucidez e discernimento para poder ser útil naquele dia, olhou com ternura o jovem, pensando: “podia ser meu filho”.
Entre dente disse: “sente-se, esteja à vontade. O que o trás por cá?”
No processo inicial, já tinha havido uma triagem, que o atirava para um internamento compulsivo em psiquiatria (ouvia vozes que mais ninguém ouvia).
O jovem, meio a medo, lá foi contando a sua história pessoal: desde muito novo que se sentia diferente dos demais jovens e, ultimamente, via seres que mais ninguém via e ouvia-os, ao ponto de alguns o cumprimentarem, outros serem indiferentes e outros, ainda, serem maldosos. Em casa, ninguém via e ouvia o que ele percepcionava e, ali estava à espera da cura.
O médico, psiquiatra, espírita, ouviu-o atentamente e após severo diagnóstico médico, concluiu que ele não tinha problema algum, passando a fazer questões do foro espiritual. Neste campo, o rapaz parecia estar à vontade e respondia com desenvoltura ao que lhe perguntavam.

Os médicos precisam de estudar a doutrina espírita,
como nós precisamos de pão, para o dia-a-dia

O diagnóstico foi fácil: o rapaz era médium, tinha percepção extra-sensorial.
“Doutor, é grave?”, perguntava com ansiedade.
Seguiu-se um longo silêncio de alguns segundos, enquanto o médico prescrevia uma receita.
Pensou com os seus botões: “pronto lá vou eu ficar intoxicado com drogas”.
O médico tinha um sorriso amigo e acolhedor, o que o tranquilizou e, após acabar de rabiscar disse-lhe: “você não tem doença nenhuma e, não precisa de medicação; você tem um sexto-sentido que se chama mediunidade e, precisa de aprender a lidar com ela. Sugiro-lhe esta associação espírita (onde não há comércio nem aceitação de dinheiro) onde deve ir, expor a sua situação, estudar e integrar-se. Depois leva uma vida normal!”
O rapaz estava incrédulo! Nem um calmante?
Não precisa” respondeu com bonomia o médico, mas se precisar volte e peça para falar comigo.
O jovem deu-lhe um abraço sentido e disse-lhe: “sabe doutor, o Sr. é a primeira pessoa a acreditar em mim, e que eu não estou maluco. Vou lá sim, e depois volto para lhe dizer como foi”.
E foi-se….
Ao tomar conhecimento deste caso, fiquei alarmado: e se o rapaz desse com um psiquiatra que não fosse espírita?
A esta hora estava encharcado em anti-psicóticos e, quiçá internado num manicómio…
Que responsabilidade a dos médicos!!!
Felizmente já existem muitos médicos espíritas em Portugal, mas ainda não chegam.
Que bom que era que a filosofia espírita fosse de estudo obrigatório nos cursos de medicina, onde os médicos aprendessem que, ao invés de sermos um aglomerado de células, somos um ser espiritual, temporariamente num corpo de carne, a cumprir um desiderato ao longo da eternidade, resgatando ousadias de outras vidas, que por agora nos trazem transtornos.
Um dia será assim! 


Portugal, Junho 2013

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David Fontana: até breve!....

Já ouviu falar em David Fontana? É provável que não, tendo em conta que era uma pessoa discreta, apesar de ser um personagem importante no campo da ciência e da pesquisa da espiritualidade. Tivemos o privilégio de o conhecer, de o entrevistar para o Jornal de Espiritismo, e de ler alguns dos seus livros. Venha conhecer um pouco da sua vida e obra…

David Fontana, um académico britânico nascido em 1934 em Middlesex, Inglaterra, e desencarnado (falecido) em 18 de Outubro de 2010, foi um conceituado académico, escritor, e cientista de renome mundial, que, pela sua grandeza, acabou por passar despercebido por muita gente (típico das almas nobres).
Foi professor de Psicologia na Universidade de Cardiff, na John Moores University em Liverpool, na Universidade do Algarve e Universidade do Minho, em Portugal.
Membro da British Psychological Society, publicou mais de duas dezenas de livros, relacionados com a espiritualidade e as suas pesquisas.
Foi Presidente do Survival Research Commitee, que se dedica à pesquisa da sobrevivência.
Fontana pesquisou os fenómenos na fronteira com a espiritualidade, como a mediunidade, os casos de “poltergheist” e a Transcomunicação Instrumental (TCI), tendo sido presidente da mais conceituada sociedade de pesquisas psíquicas do mundo, a famosa Society for Psychical Research (SPR), de 1995 a 1998.
David Fontana seguia a psicologia transpessoal, tendo participado em muitas conferências, um pouco por todo o mundo, nomeadamente na British Psychological Society, tendo sido o 1º presidente da secção de Transpessoal desta Sociedade, desde 1996 a 2001.
Da sua obra literária destacam-se entre outros, “Livro do Meditador: Um guia completo para técnicas de meditação orientais e ocidentais (1992)”, “Aprenda a Meditar: Um Guia Prático de auto-descoberta”, “Psicologia, Religião e Espiritualidade (2003)”, “Existe vida após a morte:? Uma visão abrangente da Evidência (2005)”, “Meditação e visualização criativa (2007)” e “Vida além da morte: o que podemos esperar? (2009)”.
David Fontana fez pesquisas com médiuns ingleses e confirma “A vida continua depois da morte do corpo físico” (in Jornal de Espiritismo nº 6, Set-Out 2004), tendo assistido à materialização de seres espirituais, entre outros fenómenos espíritas, em Scole, Norfolk, Inglaterra, onde “tivemos oportunidade de verificar toda uma vasta gama de fenómenos, em condições em que não seria possível haver fraude” (idem), em 1999.

David Fontana, psicólogo, cientista, escritor,
provou ao mundo que a vida continua
após a morte do corpo físico.

Esteve em Portugal em 2002, no IV Simpósio “Além e Aquém do Cérebro” organizado pela Fundação Bial, na Casa do Médico, no Porto, onde apresentou as suas pesquisas, afirmando que a imortalidade do espírito é uma realidade comprovada cientificamente (Pode a mente sobreviver à morte física?), tendo concedido várias entrevistas a jornais portugueses onde referiu o mesmo (jornal “Público, 6 Abril 2002, pag. 29)”.
Penso que não há dúvidas, temos evidências suficientes para demonstrar que esses acontecimentos paranormais acontecem. Demonstrámos isso em condições inequívocas. O próximo passo é o de demonstrar, para satisfação dos cientistas cépticos, que parecem ser muito difíceis de convencer, que não se trata apenas de possíveis capacidades psíquicas, mas sim que a vida continua após a morte. Aliás, não devemos chamá-los de mortos, porque, na verdade, eles estão bem vivos, uma vez que têm o poder de produzir tais fenómenos. Em complemento, é certo que obtivemos determinadas informações que nenhum dos vivos sabia. Obtivemos comunicações de pessoas que nem sequer conhecíamos, tendo pesquisado e chegado à conclusão que tinham existido e que os detalhes que nos tinham sido fornecidos estavam correctos. Eles não conhecem as pessoas, nem quem são, nada conhecem do seu passado, não têm qualquer ligação com elas, ou qualquer coisa do género e, mesmo assim, a informação é totalmente verdadeira.(in Jornal de Espiritismo nº 6, Set-Out 2004).
Dedicou grande parte da sua vida à pesquisa da TCI, onde o encontrámos em dois congressos em Vigo, Espanha, organizados pela Drª Anabela Cardoso (diplomata portuguesa).
Guardamos de David Fontana a imagem de um homem sereno, muito calmo, ponderado, seguro, simples, simpático, afável, cuja companhia deixava um lastro de paz e harmonia, decerto a traduzirem o seu estado de alma. Apesar da sua grandeza espiritual e intelectual, tratava todas as pessoas e com todas falava, de igual para igual.

Até breve Dr. Fontana, e continuação de bom trabalho no mundo espiritual.

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O Homem, o Cientista, o Espírita...

Hernani Guimarães Andrade foi o maior cientista espírita conhecido. Nasceu a 31 de Maio de 1913 e desencarnou (faleceu) em 25 de Abril de 2003. Este ano fez 100 anos que nasceu. Sendo o maior cientista espírita, para muitos é um ilustre desconhecido, pois apesar de muito solicitado era discreto. Deixou vasta bibliografia e obra, a ser confirmada pela “ciência oficial” acerca da existência do espírito. Venha conhecê-lo.

Hernani Guimarães Andrade, com antepassados portugueses, nasceu em Araguari no Estado de Minas Gerais (Brasil), tendo vivido grande parte da sua vida em São Paulo onde faleceu, na cidade de Bauru.
Pai de 4 filhos, desempenhou a função de engenheiro em empresas do Estado Brasileiro até aos 70 anos de idade.
Paralelamente fundou o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP) que serviu de base para muitas pesquisas de índole científica, o que lhe granjeou a respeitabilidade científica no Brasil e pelo mundo fora.
Deixou vasta bibliografia onde, nunca escondendo a sua condição de espírita, dava a cara em congressos, simpósios, cartas, monografias, apresentando sempre as teses espíritas fundamentadas nas bases científicas do saber actual.
Encontramos isso nas pesquisas de reencarnação, de casos de crianças que se lembram de vidas passadas, nos casos de “poltergheist”, entre tantas outras obras sobre parapsicologia, transcomunicação instrumental (TCI – comunicação com os espíritos através de aparelhos electrónicos), Kirliangrafia (fotografia de um campo energético que envolve os seres vivos), e durante cerca de 40 anos pesquisou o campo biomagnético que envolve os seres vivos, criando a teoria do Modelo Organizador Biológico (MOB), criando aparelhos laboratoriais (Tensionador Espacial Magnético – TEM). Trabalhando com bactérias, conseguiu provar que a existência do MOB favorecia a “reencarnação” das bactérias, o que a confirmar-se no futuro, será sem dúvida uma descoberta que ficará nos anais da história, demonstrando assim a veracidade das assertivas espíritas.
Era colaborador assíduo do jornal “Folha Espírita”, de S. Paulo, Brasil, foi membro da “American Society for Psychical Research” (ASPR) e da “Society for Psychical Research” – Londres (SPR), efectuou conferências na Argentina, Monte Carlo e Tóquio, entre inúmeros locais em solo brasileiro, e mantinha contacto com várias organizações e particulares de todo o mundo.
Dois dos mais conceituados pesquisadores mundiais em reencarnação (não espíritas) – o Dr. Hemendra Nath Banerjee (Índia) e o Dr Ian Dtevenson (EUA) - deslocaram-se ao Brasil (entre outros pesquisadores) a fim de conhecerem, acompanharem e intercambiarem com as actividades do engº Hernani G. Andrade. Foi igualmente consultor técnico-científico para muitos trabalhos universitários.

“O dedo serve para apontar a Lua.
O ignorante olha para o dedo. O sábio olha para a Lua”

Noutros livros, utilizou os pseudónimos alemão Karl W. Goldstein, o americano Lawrence Blacksmith e o francês Sergivan Du Marrick e gostava muito de citar uma frase de um mestre Zen, que diz: “O dedo serve para apontar a Lua. O ignorante olha para o dedo. O sábio olha para a Lua”.
Após o falecimento da sua esposa D. Cyomara, casou-se com a Drª Suzuko Hashizume que além de esposa, foi a sua colaboradora nas suas pesquisas científicas.
Tornou-se espírita aos 16 anos de idade, atraído pela racionalidade e pela coerência da doutrina espírita, e estudou exaustivamente as obras clássicas do espiritismo (Gabriel Delanne, Léon Denis, Ernesto Bozzano, Camille Flammarion, William Crookes, Alexandre Aksakoff, Charles Richet, Crawford, Cesare Lombroso, Albert de Rochas e tantos outros) examinando as experiências e teorias dos metapsiquistas e dos parapsicólogos na busca da realidade e da essencialidade do espírito.
Aos livros “A Teoria Corpuscular do Espírito”, “Novos Rumos à Experimentação Espirítica” e “Psi Quântico”, podemos juntar muitos outros sobre reencarnação, imortalidade do Espírito, ensaios científicos, num acervo de conhecimentos que decerto serão a antecâmara da descoberta do Espírito, por parte da “ciência dita oficial”.
Quem teve o privilégio de com ele privar pessoalmente ou por carta, realça a sua modéstia, integridade moral, austeridade intelectual, prudência, sabedoria e, principalmente, a sua incomparável generosidade.
Hernani Guimarães Andrade, não era apenas um cientista respeitado internacionalmente, mas também um espírita assumido, sem receios da crítica farisaica, e um homem bom, vivenciando assim os 3 ângulos da doutrina espírita: ciência, filosofia e moral.

Como todas as grandes almas, sempre trabalhou na rectaguarda dos holofotes, nunca se ponde em “bicos de pés”, sendo por isso, ainda, o cientista espírita – ilustre desconhecido – para muitas pessoas…